50
encurralados
o silencio reinou entre eles. As águas haviam se tornado mais suaves e Harry podia jurar que sentia um cheiro quase floral. Snape olhou para o garoto a seu lado, um pouco mais a frente. Era como voltar ao passado.
Ele era igual em arrogância e impertinência seu pai. Porém era inevitável reparar que possuía a coragem de sua mãe.
Com medo de ser flagrado em um momento de divagação daqueles acelerou se um mergulho já bastante cansado.
“o que é aquilo?” harry havia parado e fitava algo no horizonte.
“Droga!”
esse descontrole momentâneo desconcertou Harry.
“Achei que poderíamos conseguir sem enfrenta-los...”
“São...?” não teve nem coragem de terminar a frase.
“Sim. São nauts. prepare sua varinha. Será preciso mais que uma fogueira para detê-los!”
isso fez o coração de Harry acelerar. Snape com medo. Sinal que Harry deveria entrar imediatamente em pânico e sair correndo.
Era apenas um aluno. Havia enfrentado Voldermot algumas vezes, mas isso jamais o prepararia para lutar contra um exercito de seres que queriam seu sangue!
“Potter”
o gelo na voz dele o fez tremer por dentro.
“Não olhe para trás.”
“O que quer dizer?”
“Se eu não seguir, você continua. O mesmo vale para mim”
“Certo...boa sorte” foi tudo que pode dizer.
Snape maneou a cabeço como se concordasse e desejasse o mesmo.
Ele acelerou na sua frente, fazendo um gesto para que esperasse.
Harry levou um segundo para entender o significado depois de um breve instante em que imaginou que ele o abandonara na luta sozinho.
Snape avançava veloz na direção de um exercito de seres com corpos longos, como sereias trouxas,porem suas caudas era verde escuras e brilhantes. Seus troncos era semelhantes a homens comuns, com enormes marcas desenhadas em negro. Uma espécie de símbolo de um povo. Seus rostos tirou o fôlego de Harry. Caras espichada e finas, com esperas negras no lugar dos olhos. Suas jubas, longas e negras, era rastos sobre a água. Levou apenas um segundo para que vissem o visitante indesejado e pusessem a persegui-lo.
Com movimentos invejáveis, Snape desvencilhou-se e girou o corpo para a esquerda afastando-se tal qual um peixe para longe de onde Harry estava.
Deveria haver uns cem deles.
Mas agora que saíram, pode ver os contornos da cidade.
Difícil crer finalmente ter encontrado. Snape disse que levaria quase dois dias para encontra-la, então o que para ele parecera poucas horas, eram na verdade muitas.
Tomando velocidade dirigiu-se para aquela esquisita cidade.
Seria bonita se não fosse a situação. Com a varinha em punho, adentrou os enormes portões circulares. No alto o mesmo símbolo que vira marcado no corpo deles.
Parou sem saber para onde ir.
Haviam milhares de pequenas construções, lembrando vagamente as construções incas trouxas. Mas onde estaria Ayana?
Levaria uma vida para encontra-la se fosse de casa em casa!
Harry ergueu a varinha sem saber se daria certo. Vira uma vez a sra.wesley fazer um feitiço quando precisaram encontrar um livro antigo que fora de Carlinhos, para que Rony pudesse usar no quarto ano, e eles pouparem mais um gasto na sua escassa renda familiar. Ela lhe dissera : “pense com convicção no que precisa achar e então diga pausadamente accio procure. Viu Harry? É fácil.” Lembrar daquele sorriso bondoso o encheu de coragem e conforto.
“Accio procure!”
um feixe de luz correu pelas ruelas, sobre os tetos, embaixo das pontes, o puxando junto, através da união na sua varinha.
Harry bateu direto numa das paredes de daquele estranho barro que formava cada construção.
Era uma espécie de templo, pensou. A luz de sua varinha brilhava mais intensamente. E pela primeira vez em horas firmou seus pés sobre a terra do fundo daquele macabro lago. Era uma sensação estranha. Subiu os degraus e afastou a pesada porta. Graças aos treinos de quadribol não precisou recorrer a sua varinha para isso.
Era muito escuro e Harry apontou para o teto.
“Accio luz!”
um claro iluminou tudo. Harry quase caiu para trás.
Era tudo muito rústico, paredes, chão e teto. Não parecia habitado.
Mas o mais assustador estava a sua frente numa espécie de redoma de vidro.
Uma menina de cabelos negros longos e esvoaçantes. Sua pele, provavelmente jamais tocada pelo sol ,tão branca quando um lírio. Vestia uma espécie de manto pálido.
Temeroso Harry se aproximou sem saber se ela estaria viva.
Era muito bela. Assustadoramente bela.
Pulou para trás caindo ao chão, quando seus olhos abriram-se.
Ela estava viva!
Sua surpresa parecia refletida nos olho deles. Provavelmente nunca vira um humano, talvez nem si mesma, já que não havia nenhum espelho a vista. Harry circulou a redoma.
Como poderia tira-la dali. E pior, como leva-la até a superfície respirando? Droga, Snape não preverá isso!
Talvez...pudesse dividir sua força vital com ela, como snape fizera ao recebe-la de Gina. Como não sabia o comando que Snape usara, Harry fechou os olhos e desejou intensamente. Algumas vezes isso acontecera com ele, desejar tanto algo até acontecer, mesmo sem sua varinha. As situações diferentes, porem agora contava com isso.
Abriu os olhos e viu as mesmas labaredas que vira anteriormente sair de sal varinha e penetrar a redoma em direção a menina. Seu corpo contorceu-se por segundos até que a redoma sumiu lentamente.
Seu corpo resvalou.
Harry se perguntou se ela saberia andar.
A carregou, infelizmente o cavalheirismo teria que esperar, e praticamente a arrastou, mantendo uma das mãos em postos com a varinha.
Com dificuldade saiu daquela cidade. Olhou tudo a volta querendo saber onde estaria Snape.
Ao longe viu o que deveria ser uma explosão, abafada pelas águas. Um tremer de textura na água e Harry olhou para cima, fitando imensidão a seu redor. Não havia muito mais tempo.
Snape deveria estar morto.
Mas e se não estivesse?
Olhou para a menina desacordada junto a seu braço.
Ela jamais vira os pais, como ele mesmo.
Mas quem sabe ainda houvesse uma chance para ela.
Não lhe pareceu algo para se pensado mas sim sentido.
Sem abandona-la seguiu na direção de onde ouvira a explosão.
Quis não ter ido. Corpos de natus por todos os lados. Ou o que sobrara deles, pensou.
No meio da confusão de corpos, um em especial, todo de negro.
Harry deixou a menina no chão, ao lado do pai e o virou de frente. Havia um longo corte dividindo sua barriga. Era assustador. Ele entreabriu os olhos e Harry ouviu um suave e tremulo:
“Vá embora”
“Eu a achei” – disse de volta, querendo lhe dar esperanças.
“Vá embora a.g.o.r.a” era uma ordem.
Mas harry nunca antes acatara suas ordens. Não conseguia levar os dois e também não poderia escolher.
Levantou-se e andou um minuto. Havia um nauts razoavelmente inteiro não muito longe. Abaixou-se a seu lado e evitou olhar sua face assustadora. Nas mãos dele uma espécie de foice. Não era difícil imaginar o que ferira seu professor.
Harry arrancou a arma da mão dele e usou –a para cortar um pedaço do cabelo gosmento.
Voltou até Snape e sentiu uma pontinha de prazer:
“Abra a boca!”
ele arregalou os olhos, mas fez o que ele mandou e Harry enfiou o nojento tufo de cabelos em sua boca. Snape engasgou e não pareceu conseguir engolir.
Harry não teve uma pontinha de delicadeza ao repetir as ações de sua Tia Petúnia, quando na infância Harry adoecia, e ela virava sua cabeça para trás socando o remédio goela a baixo, nem aí para seu choro de criança que implora carinho de mãe.
Segurou a boca dele fechada e só sossegou quando viu que ele engolira.
O corpo dele pareceu entrar em convulsões e a ferida começou a curar-se.
Harry levantou-se assim que o viu entreabrir os olhos visivelmente melhor.
Voltou a garota, a pegou novamente pela cintura, mantendo-a como uma boneca, enquanto tomava velocidade e retornava pelo caminho feito anteriormente, superfície acima.
|