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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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18. Quadribol


Fic: Severus - A partir de Agora (Snape/OC) NC17!! - Indicada para o Multifaceted na categoria Dark


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Quadribol







 




J.K. é a dona, só estou me divertindo. E não estou ganhando dinheiro com isso.




Por favor, não me processe, eu não tenho nada.




Agradeço a todos os bons autores que li. Com certeza muito influenciaram.




E como disse um deles, se você reconhecer algo, não é meu.




 





Capítulo 11 Quadribol.





E vivo apenas... para a sua felicidade




 
 




Tinha que dar o presente dele. E ainda não sabia onde estava sua camisola.




Quando entrou, ele não estava lá. Devia estar com Dumbledore.




Deixou o presente sobre a cama. Não encontrou a camisola.




Sentiu um arrepio e um frio na espinha de repente. Sombras. Mas não havia ninguém.




Então ela se lembrou. O Barão.




Sorriu.




-
Sei que está aí. Espero que o seu natal tenha sido bom. Barão.




Pensou se estava sendo boba ao falar com as paredes. Ou por se dirigir a ele.




Voltou para o escritório. Olhou para a escrivaninha dele. Deixou a tampa do outro tinteiro ali.




Lembrando-se da noite em que ele tinha ido até ela. Exigindo que a devolvesse. Há muito tempo atrás.




Suspirou, virando-se. Queria sair antes que ele chegasse.




A porta foi aberta à sua frente. Mas ninguém entrou.




Ela andou até lá.




-
Obrigada.




A porta se fechou atrás dela suavemente.




Voltou para o seu quarto. Pensativa.




 




*****




 




Estranhou não tê-lo visto no almoço.




Ela tinha andado pelos corredores. A esmo. Tinha conversado com alguns professores.




Ido ao lago. Mas não ficou muito tempo. Estava nevando. Na volta encontrou Harry e Lupin.




Estava conversando com Lupin quando foi acertada por uma bola de neve. Harry fingiu que não era com ele.




Então ela lhe jogou uma nas costas. Brincou com eles. Bolas de neve para todo lado.




Apesar de reclamar quando uma bola a perseguiu, que feitiço era desonesto.




Mas estava muito frio. E eles entraram. Harry desapareceu por algum tempo.




Ela gostou de ver como Lupin parecia mais jovem. Relaxado. Quase feliz.




Harry voltou com Dobby carregando uma bandeja com sanduíches e chocolate quente.




Ela lhe deu um beijo na bochecha. Ele ficou vermelho.




Depois ela foi para o quarto. Tomou banho e deitou-se na cama. Imaginando o que ele estaria fazendo.




Já era quase hora do jantar e ele não tinha aparecido.




Ela o viu no jantar. Ele estava como sempre. Contrastando com a jovialidade de Lupin.




Ele se levantou antes dela. Não tinham trocado uma palavra o dia inteiro. Franziu a testa.




-
Está tudo bem, Nina?




Olhou para os olhos de Lupin. De repente ela se pegou olhando para o rosto dele.




O jeito doce. Quase triste. Os traços mais suaves agora.




Os poucos fios brancos em meio aos cabelos castanhos.




Imaginou o que ele já podia ter passado. A perda dos amigos. As transformações. A discriminação.




Ele merecia ser feliz. Mais que ninguém ele merecia ser feliz.
 
Sorriu.




-
E porquê não estaria?




Ele sorriu de volta. Ela acabou de jantar e se despediu.




 




*****




 




Ele a acompanhou até seu quarto. Conversando. Parou na porta.




-
Nós vamos improvisar um jogo de Quadribol amanhã.




-
        
Com dois jogadores? - ela riu.




Ele deu de ombros.




-
 
Bem, o Harry adora voar. E eu realmente não me importo de mimá-lo um pouco.




Ela percebeu a sombra de tristeza. Harry só tinha ele agora.
 





Olhou para ela.




-
       
Você podia ir. - sorriu - Talvez eu até a ensine a voar.




-
       
Não, obrigada. Sem chance. - balançou a cabeça - Nada de vassouras.




Ele riu do jeito meio sério dela.




-
  
O que houve. Já te derrubaram de uma?




-
  
Não. Mas eu tenho medo.




-
       
De voar.




-
       
De altura.




-
       
Mas Hermione disse que já a viu na torre de astronomia.




Ela franziu a testa. Deu de ombros.




-
       
Bem longe da beirada. - viu-o rir - Mas eu posso pensar em ir vê-los. A que horas?




-
       
De tarde. Estamos acordando tarde esses dias. Preguiçosos.




-
       
Eu também. Você me avisa no almoço. Vou pensar com carinho no assunto. Se não estiver muito frio.




-
       
Talvez possamos fazer outra guerra de bolas de neve.
 
- ele sorriu.




-
       
Desde que vocês não usem feitiços... - ela sorriu de volta.




Ele ficou olhando-a. O sorriso se desfazendo. Hesitou. Estendeu a mão. Passou um dedo por seu rosto.




-
       
Nina...




Sentiu tristeza. Não quis magoá-lo tirando o rosto. Ela teria que resolver isso. Não agora.




-
        
Eu preciso entrar. - a voz baixa.




Ele tirou a mão. Suspirou.




-
        
Ainda
 
ficará conosco amanhã? - a voz dele parecia triste.




Ela não lembrou de ter confirmado. Mas apenas balançou a cabeça.




Olhou-o enquanto ele se afastava. Devagar.




Abriu a porta e entrou.




Levou um susto. O coração disparado.




-
        
Seu maldito idiota! Não podia dar um jeito de avisar!




-
        
Talvez fosse necessário. - moveu a cabeça - Uma vez que seria difícil explicar minha presença aos seus... convidados ocasionais.




Sua mão coçou para arrancar aquela expressão do rosto dele.




-
        
É melhor retirar o que disse. Você está ofendendo a mim e ao Lupin. - usou a frieza dele.




-
        
Porquê? - raiva.




-
        
Porque ao contrário de você, ele nunca entrou nesse quarto. - encarou-o.




Ele ficou calado. Mas não retirou o que disse. Inquieto.




-
        
Incêndio!




A lareira se acendeu. Ela olhou. Nunca se acostumaria. Só uma palavra.




Suspirou. Não o tinha visto o dia inteiro. E suas primeiras palavras a tinham ofendido.




E ela não sabia se valia a pena discutir para obrigá-lo a pedir desculpas. Ele podia simplesmente se recusar.




Era muito difícil lidar com ele. Às vezes pensava que o conhecia. E então ele a surpreendia.




Sentou-se na cama olhando as chamas. Pensou no Lupin. Olhou o homem à sua frente.




Parado perto da lareira. O rosto meio escondido nos cabelos. A expressão indecifrável.




Lembrou do que acontecia entre eles. Das discussões. Das noites. Era sempre tudo tão... Intenso.




Sentiu tristeza ao descobrir que não conseguiria se interessar por Lupin. Mesmo que quisesse.




Voltou a olhar o fogo. Pensando na mão do Lupin em seu rosto. E no que ele não tinha dito.




-
        
Eu não posso acreditar que minhas palavras a tenham atingido assim dessa vez. - a voz estava fria, quase intrigada - Então devo pensar que foi algo que ele disse. - estreitou os olhos, duro - Ou que ele fez.




Ele sempre parecia ler dentro dos outros. Ele não podia usar magia sem pronunciar alguma palavra.




Podia? Legilimens? Ela não tinha ouvido...




Não encontrou uma resposta. Estava cansada. Um pouco confusa.




-
        
Você pensa demais. - murmurou.




Ele ficou calado. Ela o percebeu rígido. Foi até ela e pegou-a pelos braços forçando-a a se levantar.




-
        
E talvez aja de menos.




Ele a puxou para ele. Ela colocou as mãos em seu peito. Mantendo-o longe. Virando um pouco o rosto.




Ele segurou seu queixo forçando-a a olhar em seus olhos. Ela abaixou os dela.




-
        
Está me machucando.




Ele parecia estar perdendo a paciência.




-
        
Eu posso machucá-la ainda mais se...




-
        
É eu sei! - ela o interrompeu - Eu sei que você pode. - a voz falhando.




Ele ficou imóvel.




-
        
O que está acontecendo? - perguntou devagar.




Fechou os olhos.




'O que está acontecendo?'





'Estou comparando você ao Lupin e estou triste por ele perder? Percebi de repente que você é um "bruxo" quando acendeu a lareira? Você me ofendeu e não pediu desculpas? Eu não sei se te entendo? Você não falou comigo o dia inteiro mas veio me procurar à noite? Como se eu só servisse para...'




Meneou a cabeça livrando-se da mão dele em seu queixo. As lágrimas descendo pelo rosto.




-
        
Nada.




-
        
Você está mentindo descaradamente! - ele acusou com voz dura, quase exasperada.




-
        
Nada sobre o que eu queira falar! - olhou-o através das lágrimas, com raiva - Melhorou?




Ele a encarou. A testa franzida. A boca numa linha fina. Ela percebeu a raiva contida.




Ele não parecia acostumado a que as coisas não saíssem como ele queria.




Pensou que era bom desafiá-lo. Que ele merecia passar por isso. O arrogante.




Mas não foi assim que sentiu. Olhando para pretos. Raivosos. Intrigados. Impotentes. Ele tragou.




Naquele momento. Ela percebeu que não seria muito... saudável. Para ninguém. Desafiá-lo.




Estremeceu. Ele devia ser terrível... Em sua raiva. Como seria em seu... amor. Outra lágrima escorreu.




E então ela viu algo acontecer. Ele a soltou e foi até a lareira. Apoiou as mãos e ficou olhando o fogo.




Imóvel. Parecia estar tentando se acalmar. Pensar.




Limpou as lágrimas. Olhou-o. As vestes escuras. Este bruxo. Difícil. Duro.




De quem não se podia ter pena apesar de ter sofrido. Mas que também a insultara. Que não fazia concessões.




O cabelo preto. Tão alto. Forte. Este homem. Estivera dentro dela.




-
        
Por que você veio aqui agora? - falou devagar.




Ele moveu a cabeça. Mas não se voltou.




-
        
O que quer dizer?




'Por que ele não podia simplesmente...'




-
        
Responda.




-
        
Vim conversar.




'Conversar?'




-
        
Sobre o quê? - o coração se acelerou.




Ele percebeu a surpresa na voz. Algo mais. Franziu a testa.




-
        
Não era importante. - tirou as mãos da lareira.




Moveu-se para a porta.




-
        
Severus!




Foi até ele. Segurou seu braço. Ele não tirou. Mas não a olhou.




-
        
Por favor. Você não imagina como é importante. - falou devagar.




Ele se voltou. Não completamente. Pretos. Com sombras.




-
        
Porquê? - exigiu.




Olhou-o.




-
        
Eu lhe direi. - concedeu - Depois que você me responder.




Ele pareceu hesitar.




-
        
O livro.




'Livro?'




O presente! Seu presente para ele. Franziu a testa sem entender.




-
        
Não gostou?




Ficou de frente para ela, balançando a cabeça em negativa.




-
        
Sua vez. - ele foi duro.




Vacilou. Caíra em sua própria armadilha.




-
        
Você me ofendeu. De novo. E não se desculpou.




Estreitou os olhos.




-
        
Não.
 
- encarou-a, intimidando com sua altura - Porquê? - exigiu.




Suspirou desanimada. Hesitou. Mordeu os lábios.




-
        
Por que... - respirou - você nunca me procura para... - sentiu o rubor se alastrar - outras coisas.




Ele a olhou franzindo a testa. Surpreso?
 
Viu o rubor.




-
        
Outras coisas?




Para um bruxo inteligente. Ele estava sendo bastante... oportunista. Ela explicaria.




-
        
Eu não sou só um corpo. - levantou a cabeça.




Viu a testa franzida. O pescoço ereto. O modo como ela parecia... defensiva. Quase rígida.




Observou-a. Decidindo.




-
        
Quer que eu não a procure mais?




Ela se sentiu empalidecer.
  
Chegou perto. Sentiu a respiração dele em seu rosto.




-
        
Não foi o que eu disse.




-
        

Mas

... - ele levantou uma sobrancelha esperando que ela completasse.




Ela podia exigir. O que ele não daria.
    Ou...
    Esperar mais um pouco.




Seu corpo tocou o dele. Levantou a cabeça. Lábios perto de lábios.




-
        
É o que você quer? - murmurou.




Ele tinha certeza que havia mais. Que tinha algo a ver com aquele Lupin.




Mas não ia adiantar forçar. Não agora.




Olhou-a.




-
        
Não - ele sussurrou, tocando seus lábios com os dele, de leve.




Sem abraçá-la. Afastou um pouco a cabeça.




Ela o olhou. Havia algo em seus olhos. Uma... hesitação




-
        
Você não é só um corpo.




Ela arfou. Pretos profundos. Mas...




-
        
Então não haja como se fosse. - encarou-o - Não me deixe de fora. - séria - Converse comigo.




Ele não se moveu. Ainda havia aquela... hesitação. Viu-o suspirar.




Levou a mão ao rosto dele. Tocou seus lábios. Levantou o rosto. Ele se apossou dos seus. Suavemente.




Ela sentiu falta dele à volta dela. Não por muito tempo.




E então... quando ela estava sem forças em seus braços. Os lábios latejando. Ele se afastou.




-
        
Boa noite. - deu-lhe um pequeno beijo nos lábios.




E se foi.




Ela ainda ficou olhando o vazio. Sem entender.




 




******




 




-
        
Vocês têm certeza de que querem fazer isso? - ela se inclinou para perguntar.




Não estava nevando. Mas havia algum vento.




-
        
Isso o quê? - Lupin fingiu não entender, colocando uma garfada na boca.




-
        
Quadribol. - Hagrid informou feliz.




-
        
Quadribol? - Flitwick perguntou.




Lupin fingiu comer. Harry ficou quieto. Ela suspirou.




-
        
Eles vão tentar jogar.
 





Viu pelo canto do olho quando Severus se sentou. Quieto.




-
        
Só dois?




-
        
Foi o que eu disse. - enfim apoio.




-
        
Bom. Então já podem contar com torcida. - Flitwick colocou mais ervilhas no prato.




Ela o olhou descrente. Viu quando Lupin sorriu. Hagrid não cabia em si de contente.




-
        
Vai ser às duas horas. - Harry estava feliz pelo acréscimo.




Ela olhou para o teto.
 





-
        
O quê vai ser às duas horas? - Dumbledore perguntou por sobre os óculos.




-
        
Quadribol. - Flitwick respondeu - Harry e Lupin. - informou.




-
        
Ah! - ele sorriu - Então teremos um jogo! - ele parecia feliz como uma criança.




Pronto. Não tinha mais jeito.




 




*****




 




Agora além do vento, havia um pouco de neblina. E nem isso pareceu fazê-los desistir.




Ela suspirou desanimada limpando um lugar na arquibancada.




Um pouco atrás e à direita estavam alguns deles. Assistindo.




Fingiu não ver quando Hagrid fez menção de acenar para ela. Ele estava no lugar mais alto.




Ela estava longe o suficiente para fingir assistir. Não gostava de ver os vôos rasantes. Ou muito altos.




Nem imaginar como seria estar lá em cima. Sentiu um arrepio.




Fechou os olhos ao ver Lupin acelerar em direção ao gol. Desanimada.




Abriu-os. Levou um choque.




-
        
Você não é uma platéia muito atenta.




Ele se sentou. Ela tentou se recuperar.




-
        
Não gosto de vassouras.




'E você acha que ele não sabe disso, sua tonta?'




Ele a olhou. Estava se divertindo com ela?
 
Desviou o rosto, aborrecida consigo mesma.




Pelo menos ele não tinha perguntando o porquê de ela ter vindo então.




Ela fechou os olhos de novo com força quando Harry quase atingiu o chão para pegar a goles.




-
        
Talvez você devesse tentar algo diferente.




-
        
Como o quê? Você pode providenciar mais neblina?




-
        
Quer que eu tente?




Ela o olhou assustada.




Ele estava se divertindo com ela.




Ficou brava. Não se deu ao trabalho de responder desviando os olhos.




Precisava pensar em alguma coisa para se distrair. Não ia deixar que ele a visse fechar os olhos de novo.




Não se pudesse evitar.




-
        
O que você achou do livro?




Ele não respondeu imediatamente.




-
        
Interessante. - a voz estranha.




-
        
Para um trouxa. - ela completou.




Ele ficou quieto.




-
        
Ele nasceu em 180 depois de Cristo. E foi imperador. - informou para o caso dele não ter lido.




-
        
Eu li.




Ela ficou surpresa. Mas ia ser difícil arrancar alguma coisa dele.




-         Você se surpreenderia se nos conhecesse melhor.




-         Trouxas?




Não teve certeza do tom dele.




E não se virou para olhar o rosto. Era melhor não ver se houvesse ironia ou desprezo.




-         É. Trouxas. - tentou não soar impaciente - Você podia se surpreender.




Ele murmurou alguma coisa.




-         O quê? - ela se virou para ele.




Ele estava olhando para ela. Diferente. Sentiu-se afogar.




Teve a exata sensação de que ele a beijaria.




A custo ele voltou à superfície. Desviou os olhos.




Ela viu o perfil. Voltou a olhar para o Lupin e o Harry. Sem ver.




-         Nem tudo o que vocês usam foi feito por bruxos. Podemos fazer muitas coisas.




-         Desaparatar.




-         Não, mas temos carros.




-         Muito lentos. - ele debochou.




-         Mas eficazes.




-         Voar.




-         Aviões.




-         Sem o vento no rosto?




-         Motocicletas.




Ele não respondeu.




'Telefone? Televisão? Não'




-         Computadores.




Harry deu um volteio.




Não estava dando certo.






-         Eletricidade. - ela sorriu sem se virar - A nossa melhor arma. Você sabe o que é?




-         Não sou um completo ignorante.




Ela sorriu do tom ofendido. Quase brigão. Achou melhor parar.




-         Ainda acho que vocês realmente conhecem muito pouco sobre nós.




-
        
Hunf!




'Teimoso.'




O vento começou a piorar.




Lupin voou atrás do Harry. Devia ter visto o pomo. Ficaram dando voltas. Rápido demais.




Fechou os olhos. E os manteve assim.




Ouviu sons. Um assovio. Palmas. Exclamações






Abriu os olhos. Harry fazia piruetas segurando alguma coisa nas mãos. Lupin sorria.




Tinha ido embora sem se despedir.




 




*****




 




Ele não compareceu ao jantar.




Alguma coisa começou a incomodá-la.




Comeu pouco. Apesar da animação. Harry um pouco mais falante. Lupin todo sorrisos.




Voltou para o quarto. Inquieta.




Quase uma hora se passou.




Foi ao banheiro se preparar para dormir.




Suspirou. Olhou-se no espelho.




'Não.'




Pegou sua capa resolvida.




 




****




 




Não gostava de andar no Castelo à noite. Sempre havia barulhos demais.




Armaduras rangendo. Quadros roncando. E as escadas escuras para as masmorras.




Chegou à porta.




-
        
Me deixe entrar. - murmurou.




A porta se abriu. Ela entrou e fechou-a.




Escuro demais.




'Como sempre.'




Andou devagar. Tentando não fazer barulho. Empurrou a outra porta.




Ele estava de costas para ela. Em frente a uma mesa que não estava lá antes.




-         Decidiu se vai entrar?




Ele podia parar de fazer isso.




Andou devagar. Ele continuou se movendo. Alguma coisa estava fervendo. Havia vapor.




Pegou a varinha e murmurou algo. Mais da metade das coisas sumiram.




Virou-se. Tinha algo parecido com uma xícara em cada mão.




Estendeu uma para ela.




-
        
O que é isso?




Ele estreitou os olhos.




-
        
Por quê não descobre?




Ela sorriu. Pegou a caneca. Estava quente.




-
        
Um chá? Vai me fazer bem ou mal? - brincou.




Os olhos dele estavam sérios.




O sorriso dela morreu. O coração mais rápido.




Ele não respondeu. Esperando.




'Eu confio em você.'




Ela bebeu sem deixar de olhar para ele.




O gosto era bom. Tentou identificar o que era. Mais que um ingrediente. Algo como...




-
        
Anis?




Como ele tinha conseguido fazer chá com anis?




Ele parecia ter relaxado.




-
        
Acalma. - ele bebeu o dele.




-
        
Está nervoso?




-
        
Não. - o olhar cheio de significados.




Ela se arrepiou.




Bebeu mais um pouco. Era realmente muito bom.




Ela foi até o sofá. O livro estava lá. "Marcus Aurelius Antonino". Sorriu.




-
        
Acabou de ler?




Seria esperar demais. Ela tinha levado um bom tempo.




-
        
Já.




Ela olhou para ele.




'Não é possível.'




Ele não tinha motivos para mentir. Colocou o livro no lugar. Bebeu mais um pouco de chá.




-
        
Gosto de muita coisa sobre ele. "As coisas têm a importância que emprestamos a elas." - recitou.




Foi até ele. Colocou a xícara na mesa. Bem perto. Pretos.




-
        
"Por que te devo respeitar alma minha? Se tu não te respeitastes, colocando tua felicidade em outra alma."




Lagos escuros. Desviou os seus. Antes que se afogasse. Olhou para a mesa. Duas xícaras. Perto.




Passou a ponta dos dedos pela mesa. Sentiu sua textura. Deslizando os dedos por sua extensão. Distraída.




-
        
Vamos. Eu vou levá-la ao seu quarto.




Franziu a testa. Mergulhou de novo.




-
        
Você está me mandando embora?




-
        
Não. Só zelando por sua... integridade física. - a expressão impenetrável.




Chegou perto dele.




-
        
E não vai - mais perto - me dar um beijo de boa noite? - ofereceu os lábios.




Ele a olhou. Viu os olhos dele se desviarem para seu lábios.




E então havia lábios sobre lábios. Ele segurou em seus ombros. Puxando-a.




Levou as mãos aos cabelos e à nuca dele.




À medida que o beijo se aprofundava, ele a puxava para mais perto. Mais intenso. Voraz.




Deixando-a mole.




E então ele segurou seus ombros com força. Separando-a dele. Sem fôlego.




Deixando-a com a sensação de ter perdido alguma coisa.




-
        
Está tarde. - a voz rouca.




Ela ainda sentia os lábios dele nos seus. Respirando rápido.




Ele viu a expressão confusa. O desejo. Igual ao dele. Largou os ombros dela.




Ele a estava rejeitando?
 
Franziu a testa. Mas ele a queria!




Ela tinha sentido. Não estava enganada.




'O que eu fiz de errado?'




Ele leu no rosto dela. Foi em direção à porta.




-
        
É por causa de ontem?




Ele parou. Voltou-se para ela.




-
        
O que é por causa de ontem?




-
        
Isso.




Voltou a se aproximar dela devagar.




-
        
Isso o quê?




Ela desistiu. Fechou os olhos. Abriu-os. Pretos. Indecifráveis.




-
        
Nada.




Suspirou.




Ela o queria. E sabia que ele também. Não conseguiu entender.




Mas havia outros meios.




Voltou-se, andando em direção ao banheiro.




Entrou.




-
        
Boa noite, senhora.




Ela quase se assustou. De novo. Já devia ter-se acostumado.




'Espelhos falando.'




Ela olhou em volta. Pegou uma toalha.




-
        
Desculpe. - e jogou em cima dele.




Arrumou a roupa. Respirou.




Foi até a porta.




-
        
Severus? - chamou, antes de abrir uma fresta devagar.




Ele não veio imediatamente. A testa franzida.




-
        
Alguma coisa está me mordendo. - tentou soar convincente.




Ela não conseguiu reconhecer a expressão dele.




-
        
Deixe-me ver. - falou a contragosto.




Ela abriu a porta.




Viu os botões abertos. Os ombros e braços nus. Segurando a parte de cima do vestido na frente dos seios.




Estreitou os olhos.




Ela chegou bem perto. E se virou. Puxando os cabelos para o lado inclinando a cabeça.




Mostrando o pescoço.




-
        
Aqui. - apontou perto da nuca.




Ele demorou.




-
        
Não estou vendo nada.




Ela sentiu a mudança na voz dele.




Ver.




Virou-se de frente para ele.




-
        
Talvez você não esteja vendo direito. - falou baixo, olhando-o.




Pegou a mão dele e colocou-a em seu pescoço. Descendo-a. Numa carícia. Bem devagar.




Tocar.




Olhos negros pesados. A respiração mais forte.




Ele interrompeu o toque antes que chegasse aos seios. Como se queimasse.




Doeu.      Muito.




Ele viu como os lábios dela tremeram. Os olhos nublando.




Desviou a cabeça colocando o vestido. Andando rápido até a porta.




-
        
Nina.




-
        
Eu vou sozinha. - passou para o escritório.




Correu.




 




*****




 




Tentou não parar de correr. Secando o rosto.




'Quem ele pensa que é?'




Não olhou para trás. Quando chegou ao quarto, percebeu que ele não a tinha seguido.




Tirou o vestido que ela não tinha acabado de abotoar e jogou-o de qualquer jeito.




Estava frio. Pegou um roupão. Enfiando-se nele sem fechar. Se abraçando. Com raiva por chorar.




'O maldito bastardo.'




Mas sabia que a culpa era sua. Fora ela quem se oferecera. Apoiou a testa na mão.




A porta foi aberta de repente. Balançou a cabeça. Enquanto ele a fechava.




-
        
Saia! - respirou - Saia. Saia. Saia. Sa...




Não chegou a terminar. Tentou lutar. Uma mão presa contra ele. A outra foi segura e presa nas costas.




Enquanto ela era beijada de forma faminta. Sentiu as batidas surdas. Disparadas.




Os lábios mornos correndo por seu pescoço. Rápidos. Por seu rosto. A respiração ruidosa.




Voltando a se apossar de seus lábios. Como um náufrago. Ela gemeu.




Ele soltou sua mão. Apertando-a mais contra si. Ansioso.




Ao mesmo tempo em que ela escorregava as mãos para o pescoço dele.




Jogando a cabeça para trás. Deixando que ele percorresse sua garganta.




Ele respirou. Pegou a varinha e virou o rosto murmurando algo para a porta e para o quarto.




E então os lábios estavam de novo em sua boca. A mão agarrando seus cabelos. Escorregando por seu corpo.




Tocando seu seio. A outra mão se insinuando por sua cintura. Apertando-a. Abriu os olhos.




-
        
Porquê? - murmurou, ainda magoada.




-
        
Humm? - ele mordeu de leve seu pescoço, enquanto tirava seu roupão.




Ela tentou impedir. Ele se contentou em passear a mão por suas costas. A boca inquieta.




-
        
Porquê? - insistiu, tentando se afastar sem sucesso.




Ele parou. A mão apertou seu ombro. O rosto enterrado em seus cabelos. Respirando forte.




-
        
Porque eu te desejo. - ele sussurrou, como se lutasse consigo - Mesmo que você não seja só um corpo. -
 
as palavras saindo com dificuldade - Eu te desejo..




Desistiu. Deixou que ele fizesse com ela o que quisesse.




 







*****










Marianakiller -
  Que pena que você não conseguiu pelo 3V. Gostei que tivesse revisado.




                            Tomara que faça de novo.
Você pode encontrar no meu site:




 http://geocities.yahoo.com.br/ananinasnape/ Normalmente lá tem um capítulo a mais.








Li Snape - Como sempre, me deixando sem palavras.




Sett - Minha querida, não sei mais o que dizer.




GranjerWeasley - Obrigada. Não estava tudo bem.                             




Ju Oliveira - Não tenho como te agradecer. Adoro tudo que você escreve. Nós duas somos "faladoras".




             Temos idéias parecidas sobre o Severus. E alguns detalhes.




Adrian - Eu também acho que eles estão amadurecendo. E você nem viu o capítulo 14A!!!




Angel DeLynx - Gostou do "detalhe"? Risos.




Suu-Chan - Não posso! Você vai entender no cap 16 ou 17 (não lembro). 




          Mesmo assim vou tentar, tá?




Marcelle Black Star - Rubem Fonseca? Nossa! Obrigada!! Estou sem palavras...




 





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