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Não desista
Fred andava de um lado ao outro, vigiando a volta. Do outro lado do acampamento Jorge fazia o mesmo. Junto a um pequena barraca, seu pai estava sentado olhando para a pequena fogueira conjurada a pouco tempo.
Fazia quase um dia que Harry e snape havia partido.
Nada anormal havia acontecido ainda. Fred estreitou os olhos achando ter visto um movimento vindo das arvores.
Eram passos, tinha certeza.
-Pai! – tentou conter o bater descontrolado do seu coração.
Artur levantou-se e foi ver o que seus olhos viam. Conteve uma respiração.
-Rápido! – gritou fazendo um gesto para Jorge aproximaram.
Os três fizeram um circulo em volta do corpo deitado no chão de Gina e empunharam suas varinhas.
Num piscar de olhos vários seres surgiam na escuridão da floresta. Ficaram parados, escondidos pelas sombras. O desenho assustador de seus corpos gigantescos contrastando com o tronco das arvores. Um som de chocalho ecoando pelo ar.
Pai e filhos se entreolharam e então encaram o perigo a sua frente...
Neville estava sentado numa pedra comendo uma maça. Haviam trazido uma barraca e algumas frutas além de água. Mas nenhum dos queria dormir. A poucas horas entraram em acordo de conjurarem um feitiço ante sono. Luna o conhecia pois seu pai costumava usa-lo nos empregados do seu jornal para que as noticias pudessem ser redigidas durante a madrugada quando fatos importantes vinham a tona. Feitiço muito usado quando Voldemort estivera na ativa e era constante as noticias de destruição e morte, a todo instante.
Luna estava de cócoras observando uma grande flor laranja que crescia perto do portal.
-É uma caractua. – disse Neville entediado. – Cresce onde há vestígios de medo. Uma flor macabra. – baixou os olhos.
-A cheiro de morte aqui – disse sabiamente a menina.
-E como você sabe como é cheiro de morte? – perguntou curioso.
-Já vi uma pessoa morrer. Minha mãe disse que não são todas as pessoas que sentem o cheiro da morte, mas nos duas podemos. É meio horrível, sabe.
-Acho quês sei...
Neville e ela trocaram olhares cúmplices.
Os dois se gostavam bastante e até já haviam ficado na viagem a cidade das montanhas azuis. Mas fora só. Eram muito diferentes.
Luna afastou o olhar suspirando.
-Como será que estão indo todos?
-Não sei, Luna. Mas queria poder ajuda-los.
-Prof. Snape é bom – Luna disse sonhadora – Harry também. Só não sei se conseguiram achar a cidade a tempo do feitiço acabar.
-Eu...Se eles não voltarem... – Neville quase engasgou-se com essa frase – Eu não vou embora. Vou procurar-los, mesmo se passar os dois dias.
-Eu também. – sorriu sem jeito – Dará tudo certo.
Um som alto os fez se calarem.
-O que foi isso?
-Eu não sei. Luna. Mas foi longe daqui.
-Será...será que...?
-Eu não sei.
Os dois olharam em volta. Luna olhou para o portal e então para Neville.
-Eu vou, Neville.
-O que??? – segurou seu braço quando tentou passar por ele.
-Você fica protegendo o portal e eu irei ver se estão todos bem!
-Não! Snape mandou...
-Eu sei o que ele mandou! Mas sei também que a escola esta em alerta! Se algum naut passar por aqui, prof.Minerva dará um jeito – disse falando mais rápido que o habitual – no momento sei quem precisa mais de nos.
Suas palavras foram confirmadas quando o som ficou mais alto e um rugido cortou a noite.
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