N/A: Antes do cap, eu gostaria de dar parabéns a Anderson Potter, meu fiel leitor, FELIZ ANIVERSÁRIO! Esse cap foi pedido por ele como presente de niver, espero que a batalha e a cena mais quente que você pediu tenham ficado bons.
Hermione havia acabado de chegar ao jardim onde ocorreria o treino especial de DCAT. Observou que tirando os antigos membros da AD, muito poucos ainda restavam.
-Bem vindos! –Lana fala ao se aproximar dos alunos –Como podem ver, Draco Malfoy não está mais em nossa turma, eu o dispensei pela sua má conduta, afinal caráter é algo importante em nossa profissão, já que de certa forma, somos a lei. –fala seriamente, fazendo-os ficar sérios.
-Nossa, assim você assusta eles Lana! –Tonks fala descontraída, enquanto se aproximava.
-Uma vez na vida to tentando falar sério. –fala sorrindo pra amiga que se unia ao grupo.
-Vai se juntar a nós hoje, professora Tonks? –Hermione pergunta a professora, que ri.
-Já disse como é engraçado quando você me chama assim? –Tonks fala descontraída.
-Minerva é quem os deixa tão formais! –Hagrid que acabara de chegar, fala em tom descontraído.
-Também vai participar Hagrid? –Rony pergunta estranhando a presença de três professores.
-Tanto Hagrid quanto Tonks, me ajudarão na aula de hoje que será na floresta proibida. –ao falar isso todos tremem, ir à floresta proibida já era algo assustador, fazer isso a noite, seria aterrorizante.
-Mas não vai ser perigoso? –Smith pergunta apavorado como os outros.
-Por isso estamos em três, sem falar que todos vocês têm varinhas e poderão usar boa parte do que aprenderam nesse passeio. –Lana fala sorrindo e já com sua varinha em mãos.
-Nos dividiremos em grupos? –Neville pergunta animado.
-Não, Eu e Tonks vamos a frente, vocês vem atrás de nós e Hagrid fecha o grupo. Agora vamos que amanhã vocês acordam cedo! –Lana fala animada, já seguindo pra orla da floresta.
Durante o caminho, Lana e Tonks vão “fofocando”, contando descontraídas algumas histórias da época em que freqüentavam a academia de aurores, o que distraiu os alunos até chegarem a uma clareira, onde não ouviam os ruídos da floresta.
-Isso me lembra algo. –Harry fala pra Hermione que sorri cúmplice.
-Como assim? –Rony pergunta sem entender.
-Andaram vindo a floresta nas férias, é? –Gina pergunta de forma maliciosa, fazendo Luna rir, dos dois que coram.
-Não é nada disso, nós... –antes que Hermione terminasse de falar, um barulho é escutado e a terra treme.
-O que foi isso? –Padma pergunta assustada depois que todos gritaram apavorados, se segurando nas árvores, já que o chão tremia.
-É o começo de nossa aula. –Lana fala empolgada e pisca pra Hagrid que sorri.
Antes que alguém dissesse mais alguma coisa, as varinhas com as pontas acesas, iluminam o rosto do gigante que acabara de aparecer por entre as enormes árvores.
-Mione! –Grope fala sorrindo e acenando pra morena.
-Oi, como vai? –fala retribuindo o sorriso e o aceno.
-Oi pra você também, Grope! –Harry fala com ciúmes.
-Vocês conhecem ele? –Pavarti pergunta horrorizada.
-Pelo visto é mais um admirador da Mione! –Gina fala rindo da amiga, que cora violentamente.
-Realmente Gropinho tem muito carinho por Harry e Hermione! –Hagrid fala se aproximando do irmão que acabara de se sentar.
-“Gropinho”? Como você pode falar assim desse gigante? –McMillan fala horrorizado.
-Ele é irmão do Hagrid e nos ajudará na aula de hoje. –Lana fala se adiantando e chamando a atenção dos alunos –A missão de vocês será derrubar Grope, que não irá pegar leve com vocês! –Lana os instrui e eles a olham incrédulos.
-Você está louca? Ele é um gigante! –Miguel exclama assustado.
-Vocês estão em quase 25, não me digam que não podem dar conta de um gigante, ainda mais um tão baixinho . –fala a última parte, baixo pra que Hagrid e Grope não ouvissem.
-Vamos logo pessoal, qualquer coisa estaremos aqui pra protege-los. –Tonks fala em tom definitivo, fazendo-os ver que não tinham escolha.
-Vamos lá Grope! Não pegue leve com eles! –Hagrid incentiva o irmão que se levanta, fazendo todos se entre olharem apreensivos.
O Gigante urra, fazendo as garotas gritarem e se esconderem atrás dos meninos, com exceção de Hermione, Gina e Luna que estavam lado a lado com Harry, Rony e Neville. Os seis eram o que estavam mais a frente, junto com Zabini.
Grope começou a andar em direção a eles, tentando pisoteá-los.
-Dividam-se e ataquem ao mesmo tempo e de diversas direções! –Harry se manifesta e todos, inclusive os três sonserinos, obedecem se dividindo em grupos com os que estavam mais próximos.
Muitos tentavam estuporar o gigante que avançava pra eles e tentava atingi-los com seus pés e com árvores que arrancava e jogava neles.
-Feitiços estuporantes não adiantam, tentem outros pra derrubá-lo! –Hermione fala, mas poucos escutam, já que a maioria já estava em pânico, tentando desviar das árvores e galhos.
-Não adianta, já tentei todos os feitiços que conheço, mas nada funciona contra ele. –Rony fala ofegante pra Harry, que observava o gigante.
-Eu até sei alguns, mas seria perigoso, se ele defendesse poderia machucar seriamente alguém. –Harry fala analisando as opções.
-O que aqueles sonserinos tão pensando em fazer? –Gina se aproxima dos garotos, apontando pros sonserinos que se aproximavam perigosamente de Grope.
-Eu ouvi algo sobre feitiço negro. –Luna comenta com o jeito aéreo de sempre, apesar de parecer concentrada no adversário.
Os outros a olham surpresos e depois Harry se dirige pra onde eles estavam.
-Pansy, no três! –Zabini fala e a sonserina confirma. Ele conta e ela corre desviando a atenção do gigante –Vai Derick! –coordena vendo o outro aparecer por trás do gigante, levitando uma árvore muito pesada.
O que acontece a seguir é rápido. Derick arremessa a árvore em cima de Grope, Zabini a explode fazendo as farpas o atingirem nos olhos, fazendo-o ficar zonzo. Pansy começa a conjurar um feitiço, mas é desarmada por Harry.
Antes que eles pudessem reclamar, Grope se move parecendo estar irritado com algo nos olhos, e dirigia-se na direção de Pansy, que ficara tão assustada que tropeçara e caíra no chão, já se preparando pra ser pisoteada. Os professores tentaram atingi-lo, mas o gigante estava descontrolado.
Segundos antes de pisar na sonserina, Hermione se põe entre eles, segurando o pé do gigante com toda sua força.
-Grope! É a Mione, você vai esmagá-la! –Harry fala pro gigante, correndo pra se aproximar deles.
-Senta Grope, vamos te ajudar! –Hagrid instruía o irmão, se aproximando pra ajudar Hermione.
Ao ouvir o irmão, Grope recua e se senta, fazendo-os pular com o tremor de terra.
-Você está bem? –Hermione pergunta a Pansy, que estava caída.
-Hermione, como você está, se machucou? –Harry pergunta preocupado, pegando as mãos dela e olhando os braços.
-Ei eu to bem! Não precisa verificar. –fala chamando a atenção dele pras pessoas em volta.
-Ok. –fala sem jeito e se afastando.
-Quando é que vocês vão assumir? –Tonks pergunta em tom divertido, mas de modo que só os dois ouvissem.
-No que estavam pensando? Eu disse que era pra derrubar Grope e não tentar matá-lo! –Lana repreende os sonserinos, que se surpreendem.
-Nós não queríamos matar ninguém, só deixá-lo inconsciente. –Zabini se defende.
-Vocês iam usar um feitiço de arte das trevas! –Harry os acusa e os outros, levam a mão a boca.
-Acho que por hoje já basta. Amanhã continuamos a aula, vamos voltar. –Lana fala já seguindo a frente e Tonks vai pro fim da fila, substituindo Hagrid que ficara cuidando de Grope.
-Nossa, vocês acham que eles serão suspensos ou expulsos? –Rony pergunta se sentando no sofá ao chegarem à sala comunal.
-Não, provavelmente eles só ganharão uma boa detenção. –Hermione fala, mas não se senta –Eu vou pro meu quarto, está tarde. Boa noite! –fala se despedindo dos amigos.
-Noite! Eu também vou, você fica? –Harry se despede de Hermione e depois fala com Rony que também resolve ir dormir.
No dia seguinte pela manhã, Harry, Hermione e Rony se dirigiam ao salão principal pra tomar o café da manhã, quando Pansy os intercepta.
-Oi, eu queria te dar isso, depois você lê. –fala nervosa, entregando uma carta a Hermione e depois saindo correndo.
-É melhor você jogar isso fora, antes que exploda em você. –Rony fala observando a carta com uma careta.
-Também acho que você deve tomar cuidado. –Harry fala observando a carta, enquanto se dirigiam ao salão principal.
-Eu vou fazer um feitiço de prevenção, mas não deve ter nada demais aqui. –fala já se dirigindo a mesa de sua casa.
-Eu não confiaria em nada que viesse de um sonserino! –Rony fala decidido.
-Que sonserino? –Gina pergunta se juntando a eles.
-A Parkinson deu essa carta pra Mione e nós estamos falando pra ela jogar fora. –Harry explica a Gina que se senta ao lado da amiga.
-Já fiz alguns feitiços, não parece ter nada perigoso aqui. –Hermione fala abrindo a carta e pegando o pergaminho que estava dentro pra ler.
-Eu não imagino o que possa ter aí, então. –Rony fala sem entender o porquê de um sonserino dar uma carta pra Hermione.
-Ela deve ta agradecendo Mione por salvar a vida patética dela, ontem. –Gina fala enquanto se serve de suco.
-É isso, Mione? –Harry pergunta ao ver a expressão indefinida de Hermione.
-É, mas bem que eu devia ter jogado fora. –fala corando enquanto amassava a carta e botava no bolso.
Os três riram, mas pararam assim que Logan surgiu atrás de Hermione.
-Eu não quero atrapalhar, só queria saber se posso conversar com vocês depois, os quatro. –fala olhando pra Harry que o olhava fixamente.
-E o que você quer falar? –Rony pergunta desconfiado.
-Aqui não, depois das aulas, no jardim. O Imbecil vai estar na detenção e teremos privacidade. –fala um pouco desconfortável, e se referindo a Hellsing que cumpriria detenção até o fim do mês, todos os dias depois das aulas.
-Tudo bem, mas você vai parar de me seguir, ok? –Hermione propõe a ele, se adiantando a Harry e Rony que pretendiam falar.
-Ok, eu não vou atrapalhar seu lance com o Potter de novo. –fala sorrindo e saindo antes que Harry avançasse nele.
-Que história é essa? –Rony pergunta olhando pra Harry, seu rosto já ficando vermelho.
-Besteira desse peludo, idiota. Agora vamos comer logo que pelo visto o dia será longo. –Harry fala desconversando.
O correio coruja chega e dentre as milhares de corujas, um falcão negro com penas vermelhas nas asas se destaca, chamando a atenção de algumas pessoas, até pousar diante de Hermione que acabara de pegar seu exemplar do Profeta Diário.
-De quem será? –Gina pergunta curiosa.
-Não sei, mas falcões são raros e caros. Não será do Vitinho ? –Rony pergunta em tom sarcástico.
-Não, Ronald, ele não tem um. –Hermione fala pegando a carta, mas ao ver o remetente sua expressão muda e sua respiração falha.
-De quem é? –Harry pergunta preocupado, sentindo que ela estava com medo.
-Drakul. –responde brevemente, vendo o brasão com o dragão, que vedava o envelope.
-Melhor abrir logo e ver o que ele quer. –Harry fala adotando um ar sério.
-Ok. “Olá, meu anjo! Eu, como prometi, fiquei longe de sua mente e lhe dei tempo pra pensar, no entanto creio que já é tempo de você conhecer melhor a mim e seus irmãos, por isso, irei visitá-la no domingo. Sei que irá querer enviar uma resposta e por isso o falcão aguardará até que a envie. De seu pai, Lord Drakul”. –Hermione lê a carta em voz alta, pra que só os amigos ouvissem.
-Ele vai vir aqui? –Rony pergunta se tremendo tanto, que derrubou suco nas vestes.
-Você tem que falar com McGonagall, ele não pode vir! –Gina fala tão assustada quanto o irmão.
-Assim que terminarmos o café da manhã, vamos ao escritório dela, Rony avisa o Snape, do jeito que ele anda fascinado com ela, não vai querer começar a aula até voltarmos, isso se não for procurá-la pessoalmente. –Harry fala um pouco irritado, já era tão óbvio o fascínio que Hermione provocava no professor, que por isso ninguém mais estranhava ou comentava aquilo.
-Ok, mas se você falar algo sobre essa “preferência” do Snape, ou insinuar que ando tendo alguma vantagem por causa desse maldito brilho das trevas, eu não deixo nenhum osso com mais de um centímetro no seu braço esquerdo. –Hermione fala de modo bem direto pra Harry, que se cala, apesar de contrariado.
Depois do café da manhã Harry e Hermione foram ao escritório de McGonagall, conversar com a diretora sobre a carta. Como Hermione tinha a senha, entram no escritório, encontrando a diretora conversando com o quadro de Dumbledore.
-Harry, Hermione, que surpresa! Em que posso ajudá-los? –Minerva pergunta atenciosa, mas parecendo ter sido interrompida numa conversa importante.
-A Mione recebeu uma carta, e parece que vamos ter problemas. –Harry fala se sentando em uma das cadeiras, enquanto Hermione fazia o mesmo.
-É de Drakul. –fala entregando a carta pra diretora que a pega, bastante surpresa.
-Olá professor Dumbledore! –Harry cumprimenta o diretor que os observava.
-Olá, Harry, Hermione! –cumprimenta sorridente os jovens.
-Olá, professor! –Hermione retribui o cumprimento, enquanto Minerva lia a carta.
-Eu devia esperar isso. Drakul parece realmente interessado em você. –fala ainda observando a carta, mas depois a pondo em cima da mesa.
-Ele pareceu bem carinhoso, quer dizer, isso não é estranho pra um vampiro? –Harry pergunta desconfiado.
-Sim, pelo que eu saiba os vampiros não gostam de ninguém, só se aturam por puro interesse ou conveniência. –Minerva responde a ele, esclarecendo sua dúvida.
-Então que tipo de interesse ele pode ter em mim? –Hermione pergunta sem entender.
-Eu só posso supor, que seja pra se aproximar de Harry. –fala pensativa, observando o garoto.
-Então a senhora não vai deixar ele vir, não é? –Harry pergunta buscando a mão de Hermione de forma protetora.
-Eu não acho que seja o mais sensato, provavelmente ele invadiria a escola e isso com certeza seria bem pior. –Minerva fala de modo sensato, e Hermione parece concordar.
-Mas então deixaremos um vampiro poderoso e violento entrar numa escola cheia de estudantes? –Harry pergunta irônico.
-Eu vou escrever uma carta cuidando disso, ele poderá vir, mas nem ele e nem os filhos poderão encostar em qualquer um que seja, também não poderão vir no mesmo dia e terão que avisar quando virão fazer visitas. Sei que você pode não querer conhecê-lo, mas acredito que nós não tenhamos escolha nesse momento.
-Eu entendo, e pretendo cooperar. Vou tentar falar com ele que não quero receber essas visitas. –Hermione fala em concordância.
-Não acho boa idéia, Drakul pode não gostar de ser contrariado e isso implicará em represálias, creio que terá que conviver com ele e os filhos por enquanto. –Dumbledore, pela primeira vez interfere na conversa.
-Dumbledore tem razão, é melhor que por enquanto façamos a vontade dele, não podemos nos preocupar com drakul, tendo Voldemort como inimigo declarado. –Minerva apóia o antigo diretor e Hermione assente, apesar de Harry parecer não gostar da idéia.
-Bom, então nós vamos pra aula de poções. –Harry fala já se levantando.
-Bom dia, professora. –Hermione se despede educadamente, ao passo que Harry sai apressado e irritado da sala da diretora.
-Harry você não devia agira assim, sei que não gosta da idéia e eu também não acho seguro, mas ficar revoltado não vai adiantar! –Hermione repreende Harry no corredor, um pouco depois de saírem do escritório.
-Ela não está pensando em você, na sua segurança! –Harry fala preocupado, se virando pra Hermione e a segurando pelos braços.
-Eu sei que você se preocupa comigo, mas eu prometo que terei cuidado, além do que, Drakul não faria mal a mim, tenho impressão que ele tem planos pra mim. –Hermione tenta acalmá-lo, mas só o deixa mais confuso.
-Tudo bem, mas agora é melhor irmos até a aula. –fala em tom resignado, apesar de Hermione notar que ele ainda não aceitara aquela decisão.
O dia se segue um pouco tenso, Harry se isolara dos amigos e quando estavam em aula parecia não prestar atenção em nada a sua volta.
Na hora marcada, Harry, Hermione e os irmãos Weasley foram se encontrar com Logan, que no momento observava a noite.
-Olá! –Hermione fala, percebendo que os outros estavam meio tensos pra dizer algo.
-Oi, que bom que vieram! Sentem-se, por favor. –fala gentilmente, pela primeira vez.
-Então, o que você queria conosco? –Harry fala de forma séria, sentando bem de frente pra ele.
-Em primeiro lugar eu gostaria de agradecer vocês por manterem meu segredo, mesmo não tendo nenhum motivo pra isso. Segundo, eu queria agradecer por terem pegado leve comigo, quando eu tentei matar vocês e Hagrid. Por último, queria saber se a proposta de trégua ainda ta de pé? –pergunta um pouco incerto.
-Quer saber se queremos ser seus amigo? –Gina pergunta surpresa, manifestando a reação de todos.
-Vocês acham possível? –pergunta em expectativa.
-E porque você iria querer ser amigo de uma vampira? –Rony pergunta desconfiado.
- Meia-vampira. –Hermione o corrige rapidamente.
-Exatamente, você não tem aquele cheiro incomodo de vampiro, exceto na lua cheia, mas tirando isso, vi que realmente você está se esforçando pra não se transformar completamente e saiba que eu gostaria de ajudar, sei que é difícil de acreditar, mas conversei com Remo Lupin por cartas, sei que vocês são boas pessoas, principalmente depois de tudo que houve aquela noite e de como vocês dois me ajudaram me fazendo companhia. –fala um pouco sem jeito, mas querendo estabelecer uma boa relação com eles.
-Por mim tudo bem, quantos menos inimigos melhor! –Hermione fala oferecendo a mão pra que ele apertasse.
-Amigos, então? –pergunta depois de lhe beijar a mão.
-Amigos! E vocês? –Hermione pergunta aos outros.
-Se anda se aconselhando com Lupin, eu acredito. –Harry fala oferecendo a mão.
-Mas saiba que se você nos trair, não vai ter volta. –Rony fala ainda desconfiado.
-Lobos são fiéis, Rony... posso te chamar assim? –pergunta cordial.
-Claro que pode, meu irmão é meio desconfiado, mas isso logo passa. –Gina fala simpaticamente, deixando ele beijar sua mão.
-Então temos que te avisar de algo... er... te chamamos pelo primeiro nome? –Hermione pergunta incerta.
-Não, eu prefiro meu segundo nome se não se importam, não gosto do primeiro. –fala meio sem jeito.
-Ok, Logan, então devo te deixar avisado que domingo Drakul vem me visitar, ele quer me conhecer –ao ver a expressão dele, ela logo continua –mas foi feito um acordo de não agressão, ou seja, ele não vai ferir nem ser violento com ninguém. Ah, antes que pergunte ninguém gostou nada da visita, mas ele exigiu, não tivemos como recusar. –Hermione comenta e todos confirmam.
As outras duas horas, eles passam conversando, Logan contando mais da vida dele, e se prendendo na notícia de que ele seria o novo batedor da Lufa-lufa.
Já era de madrugada, quando Harry saíra pra ir à sessão restrita da biblioteca. Agora ele tinha permissão da diretora pra circular pelos corredores e ir à sessão restrita, apesar da hora ser bem adiantada.
Começou a procurar dentre os livros, até que parou em um que estava quase que escondido, a capa era negra e tinha a aparência de velha, o título estava escrito em dourado: “Mitologia Egípcia das Artes Negras”. Levou o grosso e pesado livro até a mesa e abriu, afastando a nuvem de poeira que saía do livro.
Harry iniciou a leitura compenetrado, viajando nas páginas que lia, tanto que meia hora depois, não percebeu alguém se aproximar.
-Uau! Alguém chame os medi-bruxos! Harry Potter perdendo a noite de sono pra ler um livro grande, grosso e empoeirado! –Hermione fala num misto de tom divertido com incrédulo.
-Muito engraçada, mas o que a senhorita faz fora da cama? –pergunta se levantando e ficando de frente pra ela.
-Não tava conseguindo dormir, estou sem sono, então resolvi pesquisar algumas coisas. –Hermione fala casualmente.
-Mas você sabe que não pode ficar acordada a noite, não é mocinha? –fala se aproximando dela, a deixando entre ele e a mesa.
-Olha quem fala, pego em flagrante lendo a essa hora. –fala não se intimidando com a proximidade –Aliás, o que você tava lendo? –pergunta curiosa.
-Curiosa. –cantarola com um sorriso maroto –O que você me dá em troca da informação? –pergunta olhando os lábios de Hermione, vendo que ela mordiscava o lábio inferior como sempre fazia quando tava nervosa ou ansiosa.
-Você tem certeza que quer brincar, sr. Potter? –pergunta sedutoramente, o puxando pelo cinto pra perto dela.
-E o que mais se pode fazer numa biblioteca, no meio da madrugada, quando duas pessoas estão com insônia? –sussurra bem perto da boca de Hermione, brincando com seus narizes de forma provocante.
-Hum, biblioteca... sozinhos... insônia... –sussurra quase roçando seus lábios nos dele –Ler! –fala o afastando e pegando o livro que ele lia pra ver o título –Mitologia Egípcia das Artes Negras? –pergunta sem entender, pra um Harry que parecia atônito.
-Ah, eu tava pesquisando sobre Horcrux, achei algo que falava sobre os egípcios serem meio obsessivos com isso de vida eterna e vida após a morte. Achei que poderia encontrar algo em magia antiga egípcia. –fala assumindo um ar mais sério e voltando a se sentar.
-Achou algo? –pergunta vendo a página que ele lia.
-Ainda não, mas faltam bastante páginas pode ser que tenha algo. –fala parecendo interessado na leitura.
-Pelo jeito que ta empolgado o livro deve ser bom! –fala observando o amigo.
-É sim, acaba nem dando preguiça de ler tudo, eu tava achando até que ia ter sono, mas estou bem acordado. –fala sorrindo, parecendo realmente bem acordado.
-Nesse caso, porque não saímos dessa biblioteca escura e terminamos de ler no meu quarto? –pergunta se levantando com o livro em mãos.
-Ler no seu quarto, naquela caminha quente e aconchegante? Não sei não, mas acho que isso vai espantar minha insônia. –fala em tom divertido, acompanhando Hermione que já saía da biblioteca.
-Bom, dormir comigo é um risco que você vai ter correr! –fala aumentando a velocidade dos passos, sem correr, mas ainda conseguindo ouvi-lo resmungar atrás dela algo como “... e ela ainda provoca...”
O dias seguintes passam rapidamente até chegar sábado, e todos os alunos da turma especial de DCAT estavam reunidos perto da cabana de Hagrid, junto deles estavam Tonks e Lana.
-Mas realmente foi incrível, Hermione! Você agüentou o gigante! Quanto você levanta? –um garoto da Lufa-lufa pergunta animado, assim como os outros que cercavam Hermione a enchendo de perguntas.
-Eu não sei, mas eu também não agüentei o peso todo do Grope, só uma parte e por pouco tempo. –responde sem jeito.
-Ah, que isso, você deve ser mais forte que o Hagrid! –Simas fala empolgado, deixando Hermione corada.
-Imagine garoto! Hermione é muito forte, mas nunca seria mais forte que eu! –Hagrid, que acabara de chegar, fala como se aquilo fosse uma piada.
-Não seja tão convencido, Hermione é muito mais forte e poderosa que você! –Pansy parte em defesa de Hermione, chamando um pouco de atenção.
-Pelo visto você não é a única a pensar assim. –fala analisando as expressões dos outros –Nesse caso vou provar que uma garotinha como Hermione pode ser muito boa com magia, mas no braço não pode me vencer! –fala confiante.
-Hagrid, deixa de bobagem, eles tão só especulando. –Hermione tenta ponderar, não queria ter que lutar com Hagrid, até porque ainda não havia conseguido vencer o meio-gigante em uma luta corpo a corpo.
-Imagine Hermione, uma queda de braço não vai nos matar, não é? –fala em tom divertido, vendo que a garota queria evitar um combate.
-Ta aí, gostei da idéia, a Mione vai provar a força das mulheres! –Tonks fala animada, assim como todos os outros pareciam estar.
-Ótimo, vamos providenciar o local então! –Lana fala conjurando uma mesa e dois bancos pra que eles fizessem à disputa.
-Eu não acho que seja uma boa idéia. –Hermione comenta, mas ninguém parece dar ouvidos.
-Relaxa, Mione, aposto que se você quiser, você ganha! –Harry fala pra ela, piscando cúmplice.
-Ei, Rony! É você que ta cuidando das apostas? Como tão as na Mione? –Tonks pergunta interessada pro ruivo, que no começo se assusta, mas depois sorri verificando os cartões.
-Até agora só a Gina, a Luna e a Pansy apostaram nela. –Rony fala pegando mais algumas apostas.
-Ok, aposta quatro galeões nela! –Tonks fala entregando as moedas pra Rony que se anima.
-Eu aposto mais quatro! –Lana fala empolgada, também apostando em Hermione.
-Não se preocupe Mione, eu pego leve com você! –Hagrid fala piscando pra ela, que olha incrédula o amigo.
“Então ele acha que vai ser fácil assim, é?” –pensa indignada com o comportamento do amigo. –“Ele vai ver quem eu sou, vou dar meu melhor!” –pensa determinada, não gostava de ser desafiada e muito menos subestimada.
Todos cercam os dois que já estavam sentados, Tonks se aproxima dos dois pra fazer a contagem, pondo sua mão em cima das mãos unidas deles.
-Três, dois, um. –Tonks faz a contagem e solta as mãos iniciando o “duelo”.
Harry observa muitos torcerem pra Hagrid, realmente era a aposta mais lógica, mas Hermione também tinha uma torcida.
A disputa estava acirrada, as mãos mexiam um centímetro pra um lado e pra outro, mas se continuasse por mais tempo, com certeza Hermione perderia. Sentia seu braço começar a perder a força, quando começou a ouvir a voz de seus amigos e suas professoras a incentivando, puxando um coro com seu nome.
Decidida a vencer aquela disputa, usou sua transformação e, pondo toda sua força no braço, partiu pro tudo ou nada, virando o braço do amigo com força sobre a mesa, arrancando gritos e urros da platéia.
-Sabia que você ia conseguir! –Gina pulou sobre Hermione abraçando a amiga.
-Eu também, foi incrível! –Rony fala cumprimentando Hermione.
-Mostrou pra eles o poder feminino! –Tonks fala orgulhosa, assim como Lana que a abraça.
-Meus parabéns, minha linda! –Harry sussurra no ouvido dela, antes de beijar-lhe o rosto.
-Er, parabéns, Hermione, sabia que venceria! –Pansy a cumprimenta se aproximando.
-Obrigada, mas você ta bem, sua mão ta gelada. –observa após apertar a mão da garota.
-Ta, ta tudo bem sim! –fala já se afastando um pouco corada.
-Hermione, você sabe que ela ta...
-Não diga! –Hermione corta Gina, fazendo os amigos que estavam em volta rir.
-Bom turma, hoje vamos nos dividir em grupos, então que estiver com o símbolo verde faça uma fila com Hagrid... –ao falar isso mais da metade da turma vai pra perto do professor, surpreendendo Lana –quem tiver com o símbolo azul, faz uma fila com a Tonks –a maioria dos que restaram vão pra perto da professora –os restantes, de símbolo vermelho, fiquem comigo. –Ela fala e Hermione, Rony, McMillan e Zabini se movem na direção dela.
-Professora Tyler. –Harry a chama e a professora se volta pra ele –O meu símbolo ta prateado, isso quer dizer que não fui selecionado pra nenhum grupo? –pergunta receoso e sem jeito, mas notando que a professora pareceu ficar surpresa.
-Não Harry, isso quer dizer que você alcançou um nível maior que o de seus colegas. –essa afirmação o deixa ainda mais corado e faz todos se voltarem pra ele –Essas luvas medem a quantidade de magia que vocês tem, a complexidade e o domínio com que executam seus feitiços, entre outras coisas, depois faz um balanço e determina um nível. Os que têm nível verde precisam estudar muito, os de nível azul, intermediários, também precisam estudar muito e os de nível vermelho, mais avançados, têm que estudar mais que os outros juntos! Agora você Harry, ta no nível que nós alcançamos quando terminamos nosso primeiro ano na Academia de Aurores, quando ele ficar mais claro assim, você estará no nível de aurores como eu e Tonks, quando tiver dourado, estará no nível dos aurores de elite. –Lana explica e todos ficam pensativos, mas sem deixar de observar Harry.
-Então, eu sigo com seu grupo? –pergunta tentando acabar logo com aquilo.
-Claro! Aliás, melhor andarmos logo, senão perderemos o almoço. –Lana fala observando o relógio, e os três professores seguem pra caminhos diferentes, indo na direção da floresta proibida.
-Já não andamos muito não? Até onde vamos? –Rony pergunta preocupado.
-Pra mim já chega, já faz uma hora que estamos andando! –Zabini fala alto, se apoiando nos joelhos.
-Não se fala alto no meio de uma floresta perigosa! –Hermione o repreende baixo.
-Tarde demais. –Lana fala em seu tom habitual.
Eles ouvem barulhos de cascos esmagando o gramado e vindo de todos os lados, Hermione começa a tentar farejar, enquanto todos se agrupam em círculos, de costas pro centro.
-São cerca de dez. –Hermione fala olhando em volta, eles pareciam estar se agrupando.
-Como você sabe? –McMillan pergunta nervoso, olhando pra todos os lados, ao mesmo tempo em que tentava ficar perto da professora.
-Posso sentir o cheiro deles. Lana não sei se você sabe, mas os centauros não gostam de nós. –Hermione fala receosa, as lembranças do quinto ano ainda vivas.
-Não se preocupem, estamos aqui pra isso mesmo. –fala tentando tranqüilizá-los, mas pelo que Harry via, sem sucesso.
-Então há um plano? –Harry pergunta, pressentindo uma resposta ruim.
-Claro que não. –Lana fala sorrindo, mas volta a ficar séria vendo um centauro sair da mata e logo depois vários outros, formando um círculo em torno deles, estavam em 15.
-Pensei que a diretora substituta houvesse entendido que não toleraríamos visitas de estudantes e muito menos de professores em nossa floresta! –Um centauro enorme, que Hermione e Harry conheciam muito bem falou muito contrariado. Além de Magoriano, também identificaram Agouro.
-Eu fui avisada sobre essa “proibição”, mas não a levo a sério, a final essa floresta não é unicamente de vocês, mas de todos que quiserem se aventurar por ela, assim como os pássaros que voam livres por essas árvores. –Lana fala sem se intimidar, encarando o centauro sem medo.
-Vocês não são como pássaros! São seres inferiores que só sabem causar dor, sofrimento e destruição. –fala ultrajado com a comparação.
-Como ousa falar que bruxos poderosos são inferiores, seu cavalo super-desenvolvido! –Zabini vocifera com empáfia.
-Não! –todos exclamam abismados com a burrice do sonserino.
-Eu disse que era uma péssima idéia deixar sonserinos nessa turma! –Rony fala com vontade de estuporar o garoto.
-Vocês pagarão pela ousadia de vir nos enfrentar, seus vermes ignorantes. -Magoriano fala furioso, erguendo-se nas patas traseiras e incitando os demais, que o imitam, já pegando as flechas pra atirar.
- Expelliarmos! -bradam em uníssono, conseguindo desarmar quatro centauros, mas tendo que se dispersar pra não serem atingidos pelas demais flechas.
-O que fazemos? –Rony pergunta pra Harry, com que estava abrigado.
-Lutamos? –fala saindo de trás das árvores e lançando feitiços pra desarmar os centauros.
A luta estava equilibrada até que mais centauros chegaram, Zabini estava ferido no braço direito e havia torcido o pé, McMillan estava bem arranhado e com um olho roxo, mas parecia bem, Rony estava cansado, mas não estava ferido, enquanto os outros estavam bem e lutavam com tranqüilidade.
-Ah! Cavalo maldito! –Zabini urra raivoso, ao ter uma flecha cravada em sua mão direita, quebrando sua varinha no caminho.
-Idiota, você não aprende! –McMillan fala ao se jogar a frente de Zabini com um escudo conjurado, evitando que o centauro pisoteasse o sonserino, que estava caído no chão.
-Não é você que está sangrando e não pode segurar uma varinha. –rosna irritado, mas sem sair da proteção que McMillan fazia com o escudo.
-Dá pra vocês namorarem depois! Temos que sair daqui. –Lana fala depois de derrubar o centauro agressor e levantar os dois.
-Deixa com a gente Lana, Harry e eu distraímos eles e você e Rony levam os dois. –Hermione se adianta, conjurando um pequeno “campo de força” protetor.
-Eu já falei com Rony, ele vai leva-los por um caminho mais curto. –Harry avisa e um touro marrom surge, no qual ele ajuda os garotos e Lana a subir.
-Boa sorte, confio em vocês! –Lana fala segurando no touro que já corria pra longe do alcance dos centauros.
-Vocês não vão fugir! -Magoriano urra galopando acelerado até o touro, juntamente com mais cinco centauros, mas uma parede de fogo se ergue a frente deles os bloqueando.
-Acabou a brincadeira, portanto é melhor vocês pegarem suas armas e saírem logo daqui. –Harry fala de modo frio e intimidador, fazendo os centauros recuarem um passo.
-Não, nunca nos curvaremos a bruxos! -Magoriano fala tentando renovar o ânimo do grupo, que parece compartilhar das idéias do líder.
-Não diga que não os avisamos. –Hermione fala confiante, sorrindo discretamente enquanto ficava de costas pra Harry com a varinha em punho.
-Então vocês dois pretendem lutar contra nós, sozinhos? –um outro centauro, de aparência jovem fala rindo, fazendo outros também rirem.
-Eles não deveriam subjugar a magia. –Harry sussurra pra Hermione, que concorda.
- Rictumsempra -Hermione lança o feitiço no centauro que ri ainda mais descontroladamente.
O ato faz os outros centauros pegarem os arcos prontos pra disparar suas flechas, mas elas viram flechas de plástico, assim como os arcos, deixando-os surpresos.
-Acho que agora vocês não estão tão mortais assim, não é? –Harry fala sonsamente, enquanto Hermione ria da magia que ele fizera.
-Como se atrevem a nos fazer de palhaços seus...
-Bruxos! –Hermione completa, balançando a varinha, conjurando pequenos pontinhos brancos e gelados sobre a clareira em que estavam.
-Vamos ver até quando pretendem brincar. -Magoriano rosna partindo pra cima deles.
Todos os centauros que havia os cercado, começam a partir pra cima deles sem medo, não daria tempo pra derrubar todos antes que estivem perto o suficiente pra atacar, mas em fração de segundos, asas negras surgem das costas de Hermione, que havia tirado o sobre tudo, e agora voava com Harry nos braços, enquanto os pontos brancos e brilhantes se adensaram virando flocos de neve. Quando os centauros se deram conta do que estava acontecendo, já estavam escorregando, seus cascos completamente instáveis no gelo que cobria o chão de grande parte da floresta em que estavam.
-Excelente feitiço, Harry! –Hermione o elogia enquanto voam suavemente a cima da floresta.
-Obrigado! Imaginei que esperar seus floquinhos cobrirem o chão o suficiente demoraria muito tempo, e não sei quanto a você, mas eu estou morrendo de fome. –Harry fala com a mão sobre a barriga.
-Tem toda razão, também estou faminta! –concorda com o amigo, aumentando o ritmo das batidas das asas.
Meia hora depois, Rony entra exausto n salão comunal e dá de cara com Harry e Hermione lendo tranquilamente.
-Como vocês chegaram tão rápido? O que houve? –Rony pergunta sem entender, já que os amigos ficaram pra trás pra distrair os centauros e ele havia corrido o máximo que podia e pelo caminho mais curto.
-Nós viemos voando, acho que uns dez minutos depois de vocês saírem. –Harry fala tranquilamente.
-Agora é melhor você tomar um banho, além de passar na enfermaria. –Hermione fala ao ver que o amigo estava além de muito suado, todo arranhado e com alguns hematomas.
-Ta, mas depois vocês vão me explicar isso direitinho! –fala aborrecido, fazendo Harry e Hermione abafarem risinhos.
Mas tarde, o luar entrava pela janela do quarto de Hermione, sendo a única luz do lugar. Harry logo viu o livro que procurava em cima da mesa, queria ler mais sobre os horcruxes, pra poder saber como achá-los e destruí-los. Mas ao alcançar o livro ouviu um barulho vindo de trás e se virou, queria explicar a Hermione que estava querendo pegar o livro.
Mas ao se virar e deparar com a garota, sua voz sumiu, estava boquiaberto, suas pernas tremiam e sentiu seu coração acelerar bruscamente.
Hermione que havia saído do banheiro, onde se preparara pra dormir, olhava pra Harry esperando uma explicação, mas sorriu ao perceber que esta não viria, já que o garoto parecia hipnotizado.
Andou devagar até ele, mas Harry recuou alguns passos.
-Está com medo de mim, Harry? –pergunta com um sorriso maroto.
-Depende, vai me azarar por entrar no seu quarto? –pergunta um pouco mais confiante.
-E porque deveria, esse quarto também é meio seu. –fala sorrindo de uma forma enigmática.
-Meio? Então quer dizer que tudo que está aqui é meio meu? –pergunta de forma interessada, se adiantando um passo na direção de Hermione.
-Depende, você quer a metade de que? –pergunta tentando parecer desinteressada.
-Não é bem a metade que eu quero. –ele fala a puxando pra si pela cintura.
-Sabe que não devemos brincar assim, não que eu não ache divertido, mas não é uma boa situação. –fala receosa, estava com uma camisola de seda que deixava suas pernas e parte de seu colo a mostra, e sabia que ele estava olhando pra isso.
-E quem disse que eu quero brincar? –pergunta sedutoramente, mas ela tenta se afastar.
-Pára com isso, é perigoso Harry...
-Eu não me importo, eu não agüento mais fingir ou me segurar. Eu te amo! –fala indo até ela e tomando em seus braços possessivamente, a beijando a seguir, evitando que ela tentasse se afastar.
O beijo é apaixonado, quase um desabafo. Ela sentia que ele a deitava, mas já não se importava, a muito tempo queria se entregar àqueles sentimentos que a consumiam.
Sentiu-se confusa com a avalanche de sensações que a tomou. Ao mesmo tempo em que os beijos molhados e provocantes que Harry espalhava por seu pescoço e colo faziam uma sensação fria e arrepiante subir por sua espinha, os toque delicados, mas firmes de suas mãos faziam sua pele queimar.
Ficou nervosa ao sentir que ele abaixava as alças de sua camisola e começava a distribuir beijos em direção a seu seio, respirou fundo e agarrou os cabelos dele com uma das mãos, enquanto a outra lhe arranhava as costas por cima da camisa.
Sentiu os lábios dele chegarem ao destino, distribuindo beijos delicados, depois sugando-os devagar. Deixou escapar um gemido, era impossível resistir a algo tão bom.
Pensou em protestar, quando ele parou e continuou descendo, a fim de tirar sua camisola. Parando um pouco em sua barriga, mas logo descendo novamente, beijando e mordiscando uma de suas coxas e pressionando a outra com a mão.
“A não, agora não!” –pensou ao sentir impulsos nada românticos, tinha certeza que se continuasse daquele jeito não conseguiria segurar sua transformação por nem mais cinco minutos –“O que eu faço?” –pensou desesperada, mas ao olhar pra ele logo soube o que poderia ajudar.
O puxou e rolou sobre ele, ficando por cima, e começando a beijar lhe, descendo por seu tronco conforme ia abrindo os botões de sua camisa, muito calmamente, quase como se quisesse torturá-lo, mas na verdade só queria cadenciar o ritmo pra “domar” a besta. Continuou tirando a roupa dele devagar, até não restar mais nenhuma peça, parando pra admirá-lo por alguns segundos, mas logo se deitando sobre ele e o beijando suave e longamente, mapeando seu corpo com as mãos, enquanto ele fazia o mesmo.
Pra sua surpresa, antes que acabasse o beijo, Harry novamente inverteu as posições, mas estava mais calma, a besta controlada, ela só precisava se segurar tempo o suficiente pra se sentir à-vontade.
Logo, os beijos e carinhos não bastavam mais e sentiu Harry tocar seu sexo, ela não podia recriminá-lo, há alguns minutos fazia o mesmo, estava adorando ouvi-lo, saber que o estava fazendo sentir prazer. Claro que a cada gemido, podia ouvir a besta rugir dentro de si e já não sabia como estava segurando a transformação.
Seu corpo todo aquecia, na verdade já havia apagado umas três tentativas de incêndio aos lençóis, mas não conseguia evitar, na verdade já nem sabia mais o que significava a palavra controle, seu corpo vibrava e, de um jeito que ela não entendia como, correspondia aos movimentos dele, não era mais apenas os gemidos que lhe escapavam, agora também não se cansava de chamar o nome dele, sentindo que cada vez que o pronunciava, Harry investia mais intensamente, com certeza gostava de ouvi-la.
No entanto, todo o nervosismo que sumira de si, agora retornava e ainda mais forte. Ele estava tirando sua última peça de roupa, continuava carinhoso, distribuindo beijos e caricias pelo caminho, mas isso não ajudava tanto quanto imaginava.
Harry posicionou-se entre suas pernas e beijou-a com carinho, amor, podia sentir no beijo, no toque, ou ver nos olhos dele que era muito maior que paixão ou desejo o que ambos nutriam um pelo outro.
Ele investiu devagar contra si, a ansiedade sumindo pelo carinho e delicadeza com a qual ele a tratava. Mas agora seu medo maior não era dor ou qualquer coisa semelhante, temia a si mesma, já não agüentava mais se segurar, sabia que aquela noite seria a primeira e a última que passariam juntos.
No momento que se uniram, aconteceu, os olhos clarearam e a íris começou a se deformar, enquanto as presas surgiam, estava transformada e a besta lhe despertava seus mais primitivos desejos.
-Até que enfim, achei que não estava indo bem. –Harry comenta ao ver a vampira lhe olhando –Eu te amo, não importa o que aconteça, apenas lembre disso. –ele fala um pouco ofegante, levando uma das mãos ao rosto dela, enquanto começava se mover.
Ela queria gritar que o amava, queria subjugar aquele monstro, mas conforme o sentia dentro de si, perdia as forças, tinha que resistir, mas não podia parar, era uma sensação única e sublime, mesmo parecendo um demônio, sentia-se no céu.
Queria retribuir, mostrar o quanto estava feliz e quanto o amava. Levou uma das mãos a nuca dele e puxou seus lábios pra um beijo apaixonado, a língua e os lábios dele sendo cortados pelas presas, mas Harry não se afastava nem um segundo, retribuiu com igual paixão e voracidade.
O gosto do sangue fresco e quente tomava seu ser e redirecionava seus sentidos pra outras perspectivas. Virou as posições e sem interromper o momento de prazer, o puxou pra si, sentando-o e cravando seus dentes naquele pescoço que tanto desejava. Luxúria e ferocidade eram palavras que não conseguiriam descrever o momento; paixão e morte, amor e vida.
Hermione sentia que estava em seu limite, novamente inverteu as posições, mas agora Harry não só comandava o sexo, também bebia o sangue dela, que se misturava ao dele num beijo faminto, ardente e ao mesmo tempo mortal, visto que depois daquela noite os dois se tornariam mortos-vivos, condenados a caminhar pela Terra até o fim dos tempos, alimentando-se da vida de outras pessoas. Seriam amantes sem alma, que incapazes de amar, acabariam matando-se por poder ou qualquer outro motivo obscuro.
N/A²: Oi, cap mais ou menos esse, foi mais uma preparação pros próximos. O que vocês acham que acontecerá na visita dos familiares a Mione? Espero comentários!
N/A³: Próxima fic a ser atualizada, será provavelmente Harmonia.