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17. Traição


Fic: Um amor pra recordar - A walk to remember


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Hermione se deitou e fechou os olhos. Bom seria se quando ela os abrisse novamente de desse conta de que não passava de um sonho... Por um momento pensou em Gina. O que iria acontecer? E como ficaria sua situação com Draco? E ela nunca deixara de sentir algo por Harry... E quando pensou que Draco pudesse fazê-la esquecer desse amor, ele chega novamente e estraga tudo.
Harry jogou suas coisas dentro do armário e sentou-se em sua cama. Ele procurara Dumbledore naquele dia, de manhã, mas o diretor não estava lá. Sentiu-se frio por dentro... Onde estaria Voldemort naquele exato momento? O que ele estaria pensando?

Havia pedras por todo lado. Ela ouviu gritos no andar de cima, e desesperou-se ao ver que não conseguia encontrar ninguém. Estava sozinha. Então ouviu uma voz atrás de si. Congelou. "Estou aqui para te proteger, Hermione" - ouviu - "Não vou te deixar, não se desespere", e num piscar de olhos, Hermione viu tudo virar fumaça. Virou-se e não encontrou ninguém. Ouviu um grito alto, vindo da outra extremidade do local. Tudo foi ficando escuro, e sua última visão foi a de uma pessoa deitada no chão.
- Hermione? Acorda! - a garota sentiu duas pequenas e frias mãos em seus braços, e foi abrindo os olhos - Acho que você estava sonhando, não parava de falar um minuto! - disse Gina sentando-se na beirada da cama.
- Tive um pesadelo horrível - ela disse, respirando fundo.
A outra sorriu. "Será que ela sabe? Será que eu devo perguntar?" - mas ela não iria conseguir...

Harry tentara falar com ela como se estivesse tudo normal algumas vezes, e ela tentava responder, mas pensava em tudo que tinha acontecido na noite anterior. Já não fora fácil aceitar que Harry tinha finalmente se declarado para ela e ela nem ao menos ficou feliz com isso. Mas também tinha outro problema pra resolver: contaria ou não para Draco? Se não contasse, estaria sendo injusta com alguém que era tão transparente com ela. Além disso, ficaria com um enorme peso na consciência. Se contasse, com certeza ele tomaria satisfações com Harry, e ela não queria que eles brigassem...

Harry olhou rapidamente para Hermione, e subitamente sentiu raiva... Por que ela tinha escolhido Malfoy, que sempre a odiara, e não ele, que sempre estivera do seu lado? É claro, ele nunca olhara para ela com outros olhos senão o de um amigo. Nunca dera espaço para que ela lhe dissesse o que sentia. Não era absurdo que ela gostasse de outra pessoa e deixasse esse sentimento de lado. O sinal bateu. Não esperou por Rony nem por Hermione, queria conversar com Dumbledore sozinho. Ele subiu as escadas correndo, tropeçando no último degrau.
- Harry, que bom que veio - ele parou subitamente, a poucos centímetros do professor, que aparecera de repente - Creio que precisa urgentemente falar comigo?
- Sim, professor Dumbledore.
- E creio também que não é apenas uma reclamação sobre o professor Snape? - ele balançou a cabeça rapidamente, enquanto o professor sorria - Vamos á minha sala, Harry.
A sala do professor continuava exatamente igual como da última vez que ele estivera lá. Os mesmos objetos estranhos, os mesmos livros nas mesmas prateleiras, os mesmos armários, e a mesma Penseira. Sorriu triste ao pensar que não estava lá apenas para uma conversa amigável.
- Primeiramente, Harry, ouvirei ao que tem para me dizer - o professor sentou-se, indicando a cadeira em frente, e observou-o por debaixo dos óculos de meia-lua - Depois há muitas coisas que agora está na hora de você saber - e então sorriu.
- Professor Dumbledore, eu... Bem, Malfoy disse... Ele nos contou uma coisa. Apenas para Hermione, Rony e eu. Não sei se podemos confiar nele, porém... Achei que seria verdade, então vim procurá-lo.
- Tenho certeza que é, Harry.
Ele contou tudo que sabia para o professor, mas ele não dizia nada. Só consentia silenciosamente. Considerando que o professor não mostrou nenhum sinal de espanto, Harry de repente se sentiu meio idiota pelas coisas que tinha contado. Talvez elas fossem óbvias demais para o maior bruxo de todos os tempos.
- Pois bem - e sorriu novamente, o que fez Harry questionar-se se o professor realmente estava levando essa guerra á sério - Creio que você, Harry, já esteja pronto para ouvir o que eu tenho a dizer - ele se endireitou na cadeira, e cruzou os dedos - Primeiramente, a profecia não falhará no que disse. Um não poderá sobreviver enquanto o outro estiver vivo. E Voldemort realmente tem um plano, e tudo o que Draco Malfoy lhe disse estava certo. Mas não é apenas um plano qualquer, e nós também temos um - Harry nem sequer piscava - O que acontece, Harry, é que o plano de Voldemort agora envolve muitas outras coisas mais... Ele chegou onde queria, está extremamente forte. Muito poder, Harry.
- Mas...
- Darei tempo suficiente para suas perguntas, Harry, apesar de que acho que não serei suficientemente bom para responder á todas. Voldemort reuniu um exército tão grande quanto o de antes. Um exército que não contém apenas seres humanos. Criaturas que, imagino eu, você nunca tenha ouvido falar - a espinha de Harry estremeceu - Várias pessoas desistiram de lutar ao lado do bem por medo de morrer. E não foram poucas. Algumas foram obrigadas também. Quando eu disse do poder que Voldemort tem agora, eu me referi a tal poder, Harry, que é capaz de trazer o próprio mal a seu favor. Os Dementadores são um exemplo. - acrescentou ao ver a expressão de Harry - Um mal inexplicavelmente mais forte e mais cruel do que é possível imaginar. Creio também que a escola não é o único ponto do ataque. Voldemort não seria tão insensato. Porém quando tiver que acontecer, acontecerá. E eu creio, Harry... Que você está extremamente preparado para o que está por vir.
Harry engoliu um seco e desviou o seu olhar do diretor.
- Obrigado, professor.
- Eu não disse mais do que a verdade, se você quer saber. Mas o que importa Harry, é que essa guerra não é tão simples quanto o senhor está imaginando. Creio que percebeu que vários professores pularam algumas matérias e começaram a abordar as que os ajudarão na guerra? - repentinamente o peso por não prestar atenção nas aulas veio-lhe á tona - Espero que sim, Harry, porque você, mais do que qualquer um, deve estar preparado.
- Claro - disse Harry prontamente. Os dois passaram mais algum tempo conversando, e à medida que Harry acomodava-se na cadeira, ao passar do tempo, sentia-se mais mal. A pressão que as palavras de Dumbledore lhe causavam era angustiante. Não dera o devido valor ao que estava acontecendo ao seu redor, e agora via o prejuízo que isso estava lhe causando. Sentiu-se mal, também, por ter duvidado de Draco, sendo que o que ele queria, na verdade, era lhe ajudar. Imagens da guerra passavam por sua cabeça toda hora, e apesar de as intenções do diretor ser as melhores, não lhe ajudava a melhorar. Naquele momento ele apenas queria ficar sozinho, talvez apenas com a companhia de Hermione e Rony, mas com mais ninguém. Não queria que a guerra chegasse, queria viver em paz, feliz com seus amigos. Queria não ter o papel principal nessa batalha, queria poder ficar tranqüilo, queria poder deixar tudo na mão dos outros.
- De agora em diante você precisará ter o dobro de cautela, o dobro de coragem, e talvez, quem sabe, o dobro do apoio dos seus amigos. Eles lhe ajudarão muito.
Com uma enorme dor de cabeça, Harry saiu da sala do diretor. Caminhou sem rumo por um corredor, afinal, a aula de Snape estava quase terminando, e não lhe adiantava entrar quase no fim da aula e perder pontos pra Grifinória. Passou pela estátua do Guarda-Vesgo, e ouviu uns cochichos vindos de trás de uma armadura logo á frente.
-... Ele nunca vai aceitar, ele me ama demais - ouviu uma voz conhecida dizendo.
- Não foi o que eu ouvi dizer - disse outra voz.
- Ele me ama sim! Ninguém sabe de nada! Estamos passando por um momento difícil, mas nada que não se resolva logo...
- E nós? Como ficamos?
- Na mesma! Não vou terminar com ele por você, se é isso o que está pensando... - Harry estava cada vez mais próximo da armadura, e fazia o máximo de silêncio possível. Aquelas vozes eram conhecidas, porém ele apenas não conseguia identificar os donos delas.
- Ah, Gina... Você sabe que eu te amo, não é? Muito mais do que aquele merda do Potter!
- Claro que sei, Martin... Mas tenho dó de Harry, não consigo terminar com ele...
- Gina? - Harry avançou para a armadura, deparando-se com Gina e outro menino - O que está acontecendo aqui?
- Meu amor, não sabia que estava fora da aula! - Gina saiu dos braços do outro garoto, e atirou-se nos de Harry.
Harry sentiu sua testa ficar extremamente quente. Ele pegou seus braços e empurrou-a para longe dele.
- Harry! Juro que não é minha culpa! Martin me agarrou, eu juro por tudo! - porém ele não deu ouvido.
- Quero ver se você consegue dizer "aquele merda do Potter" na minha frente, seu imbecil! - dirigiu-se para o menino, tão magro quanto Harry era no primeiro ano.
- NÃO FOI O QUE EU QUIS DIZER! ME PERDOE! ME PERDOE! - gritava o menino, colocando as duas mãos sobre a cabeça.
- Não vou bater em você - disse Harry quase cuspindo, e então se voltou para Gina - E você... Nunca mais me dirija a palavra! E saiba que não vou poupar os detalhes para Rony.
- NÃO, POR FAVOR, HARRY! POR FAVOR, RONY NÃO! - se Gina queria que ninguém soubesse o que estava acontecendo, sentiu uma grande decepção. Pouco a pouco os alunos foram chegando mais perto da cena, e alguns que estavam ali há mais tempo foram espalhando a notícia: Gina tinha traído Harry com um sextanista.
- Mas olha só, Potter - era Bill Waterson - A pobretona te traiu com outro! Que cara é você, que nem essa garotinha ai conseguiu segurar, ein?
- Bill Waterson? - disse Gina falando suficientemente alto para que todos ouvissem - Não foi você que chorou quando eu não quis mais ficar com você? - todos no corredor abriram as bocas em espanto, e altas gargalhadas encheram o local, tanto das pessoas das outras casas, quanto dos colegas de Bill, que não sabiam de seu caso com a garota.
- Ora, sua nojentinha! - Bill partiu para cima dela, mas alguns de seus amigos o seguraram. Todos olhavam de Gina para Harry, de Gina para o outro garoto, do outro garoto para Harry.
- Isso não foi certo, Gina. Se estava com outra pessoa, por que insistia em namorar comigo?
- Eu sempre te amei, Harry, sempre...
- Não, você sempre foi obcecada por mim. Isso não é amor, Gina - disse Harry tentando fazer com que aquela conversa fosse apenas ouvida pelos dois, o que era quase impossível, uma vez que todos faziam silêncio e se amontoavam pra ficar mais perto dele. Algumas lágrimas desceram pelos olhos da garota.
- Me desculpe, Harry - disse ela com uma voz infantil de choro. O garoto olhou-a apenas mais uma vez, e sem dizer nada, abriu espaço entre as pessoas e foi para a Sala Comunal da Grifinória. Ainda tinha a esperança de encontrar aquele cômodo vazio, porém não o encontrou. Hermione e Rony estavam sentados em poltronas, e levantaram-se depressa quando viram o amigo entrando.
- Harry! Onde você estava, cara?! - disse Rony.
- Nós te procurados por todo lugar - disse Hermione meio vermelha. Talvez o motivo fosse porque os dois não tinham se falado direito desde o que acontecera.
- Fui falar com Dumbledore - e engoliu um seco ao lembrar das palavras do diretor - E depois eu estava andando por um corredor... Acho que é melhor vocês se sentarem - disse Harry indo para uma poltrona - Rony, é sério, acho realmente melhor você se sentar.



NA: Meu Orkut, se quiserem me conhecer, ou falar comigo, tá ai.

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15243562939516750370

Obrigada pelos comentários!

Beijo
Isabella.

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