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46. Batalha final?


Fic: Brincar de viver (R/Hr - H/G - Atenção - cenas NC18)


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Eu te amo, Harry.

- Eu também. Confia em mim.

Com essas palavras, os dois se separaram, mas os outro cinco não. Ginny esperou que Voldemort começasse a atacar Harry para explicar aos demais o que fazer. As lutas recomeçaram em volta deles...

- Você já me tirou do sério por muito tempo, garoto. Eu não tenho mais tempo pra perder com você. Vou direto ao assunto... AVADA KEDAVRA!

Como da última vez, as varinhas dos dois se conectaram, e os espectros dos mortos pela varinha de Voldemort estavam ali... ele se sentia ainda mais confiante vendo seu pai e sua mãe, Cedric, e tantas outras pessoas que começaram a sair dali...

Harry nunca havia matado ninguém. Porém, o Priori Incantatem também podia mostrar o que Harry havia feito com sua varinha... mas Voldemort, cego de raiva, não prestava atenção, apenas olhava com fúria para Harry, e suas varinhas pareciam querer explodir...

Harry gritou para os amigos, numa voz forte como um trovão, os belos olhos verdes brilhando intensamente, como se acesos por dentro: - AGORA! AMOR INFINITO, QUE DOMINA AQUELES QUE ACREDITAM EM VOCÊ, PROTEJA AOS AMORES E AMADOS DO MUNDO. INFUNDA PAZ NA GUERRA, AMOR NOS CORAÇÕES ENDURECIDOS... PERDOE ÀQUELES QUE LHE MAGOARAM, DERRAME LÁGRIMAS PELOS ERROS DE OUTREM...

As garrafinhas atingiram Voldemort, que não percebeu os cinco em volta dele e de Harry, num círculo. Já não tinha mais como saber quem estava vivo ou morto ali, as visões difusas misturavam-se com os corpos dos vivos... e um amor muito grande invadiu o coração daqueles que acreditavam na força do amor, na capacidade do bem, do carinho, da amizade...

Todos os presentes que não estavam do lado de Voldemort estavam em volta deles agora. De Harry e Voldemort. Mas ele não conseguia ver, só Harry podia sentir...

Voldemort sentiu-se enojado, queria sair dali. Aqueles líquidos que lhe atingiram agora ferviam em sua pele, como água benta para vampiros! Mas ele não acreditava que aquilo o atingiria, afinal reconstruir um corpo é fácil, ele não havia feito isso?

- Não adianta, Potter! Eu recuperei TODAS as Horcrux, perdidas, entendeu? TODAS! Como você acha que vai me liqüidar agora? Com essas garrafinhas cheias de Amortentia e Felix Felicis? COMO VOCÊ É PATÉTICO!

Harry continuava sustentando o olhar e a varinha em punho. Faíscas para todos os lados... e uma densa névoa dourada em volta deles... o que estava acontecendo?

- Tom, você ESTÁ LIQÜIDADO. Só você ainda não percebeu.

Voldemort estranhou Harry chamando-o de Tom. Só Dumbledore o chamava assim...

E Voldemort realmente não acreditou quando olhou para Harry e seus olhos estavam azuis, brilhantes...

Harry olhou-o mais uma vez, e ele se sentiu enojado. Fraco, impotente... mas como isso?

Quando olhou em volta, todos aqueles que estavam do lado das Trevas haviam sido subjulgados, dominados. Pelo medo. O MEDO, que os tornou servos do Mal, dominou-os novamente, com isso enfraquecendo-o, minando seus poderes...

Enfurecido, ele ainda gritou:

- SEUS CRETINOS! IDIOTAS! PAREM DE TEMER ESSES AMANTES DOS TROUXAS, DOS MESTIÇOS, ESSES IMUNDOS, SÓRDIDOS...

Enquanto Voldemort berrava impropérios, as pessoas falavam em volta dele. Ele não conseguiu entender de primeira, mas não demorou muito para ele começar a ouvir as vozes com mais clareza...

Neville olhava para ele com olhos diferentes... dizia em pensamento: “Eu lhe perdoo pelo que fez com meus pais.”

Ginny lhe dizia em pensamento: “Eu lhe perdoo pelo que fez a mim e minha família.”

Ron e Mione, unidos até mesmo em pensamentos, diziam em pensamento: “Eu lhe perdoo pelo que fez com minha família, meus amigos...”

E assim, todos os vivos que estavam à volta dele proferiam palavras de amor e confiança, mentalmente... mas, como aquilo poderia atingí-lo? Voldemort não compreendia, até que os mortos começaram a falar com ele também...

Cedric, como outros tantos, dizia-lhe: “Perdoo-lhe por me tirar a vida”.

Mas um momento realmente especial ocorreu quando James e Lily surgiram ao lado do filho, dizendo: “Perdoamos-lhe por nos tirar a vida. E agradecemos-lhe a oportunidade de sermos os escolhidos, nós e Harry... você nos escolheu.”

Lágrimas grossas escorriam teimosamente pelo rosto do rapaz. Ele não procurou escondê-las, dizendo em voz alta:

- Eu lhe perdoo por ter me tirado meus pais. Mas agradeço você por ter me escolhido e me marcado como seu igual. Porque somente assim eu poderia assegurar ao mundo que ficasse livre do Mal. Para sempre.

Não, não era possível... Voldemort sentia suas forças esgotando-se, pelo medo que seus serviçais sentiam dos bons, pelas palavras amáveis e pelos sinceros perdões que vinham de todas as partes, como tiros sangrando-lhe...

Uma canção trouxa começava a ecoar através das vozes de todos. Mesmo quem não sabia cantar tentava acompanhar...

“Quem me chamou?
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar...

Você verá que é mesmo assim
Que a estória não tem fim
Continua sempre que você responde sim
À sua imaginação
A ARTE DE SORRIR
CADA VEZ QUE O MUNDO DIZ: NÃO”


Música trouxa esvaindo poderes? Enquanto cantavam, mortos e vivos, Voldemort se sentia cada vez mais fraco, humano...


“Você verá
Que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
Não esquecer
NINGUÉM É O CENTRO DO UNIVERSO
Assim é maior o prazer

Você verá que é mesmo assim
Que a estória não tem fim
Continua sempre que você responde sim
À sua imaginação
A ARTE DE SORRIR
CADA VEZ QUE O MUNDO DIZ: NÃO

E EU DESEJO AMAR
À TODOS QUE EU CRUZAR
PELO MEU CAMINHO...
COMO EU SOU FELIZ!
EU QUERO VER FELIZ
A QUEM ANDAR COMIGO... vem...

Agora é brincar de viver...”


Era algo incrível, emocionante, inédito... crianças combatendo o mal com sua pureza de sentimentos, crescendo sem querer para as obrigações de defender seu mundo, como um Hobbit salvou um mundo na obra “O SENHOR DOS ANÉIS”... a semelhança era indubitável...

Harry sentiu um tranco muito forte. A sua varinha tinha sido arrebentada em mil pedacinhos, como a de Voldemort. Mas, para sua surpresa, os mortos não os deixaram. Nem atacaram Voldemort, como da outra vez.

Desesperado e sem saber o que realmente estava acontecendo, Voldemort pegou uma varinha qualquer que estava caída no chão, e olhou para Ginny. Harry percebeu a intenção dele, mas reagiu tardiamente...

- AVADA KEDAVRA!

Ginny caiu no chão, os olhos arregalados.

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