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6. Início de dia atribulado


Fic: Última Chance Para Amar


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Harry pestanejou. O sol estava forte naquela manhã e entrava pela janela virada a Este, banhando o quarto na sua luz dourada. Lá fora, os pássaros chilreavam, anunciando um novo dia de Verão. Harry humedeceu os lábios e o sabor que estes lhe deixaram lembraram-no de repente da realidade que se lhe deparava. Tudo lhe passou pela frente dos olhos, como um filme, apenas numa fracção de segundo: o perfume de Ginny, o calor dos seus braços, o sabor dos seus lábios...
Abrindo muito os olhos, Harry sentiu-se completamente desperto então. Sentia o mesmo calor no seu peito, o perfume ali, o sabor que ainda lhe restava nos lábios. Olhando para baixo, sem se mexer, Harry contemplou o fogo dos cabelos, a pele ebúrnea, os olhos graciosamente fechados num profundo sono de deusa da mulher que o tinha deixado em transe por demasiado tempo e, num culminar de sentimentos, o tinha levado para um novo mundo que desconhecia: o do amor.
A medo, não querendo despertar Ginny do seu sono tão tranquilo, Harry começou por acariciar os cabelos dela, sentindo a cada toque a suavidade, o calor que dela emanava. Neste gesto mecânico, Harry deixou-se divagar nos próprios pensamentos. Consumiam-no as preocupações acerca daquele acto irreflectido dele e de Ginny. Levados no calor da emoção, acelerados pelo sentimento de última oportunidade de ficarem juntos, tinham reagido irracionalmente e sucumbido ao desejo. Mas estava arrependido? Não. Harry não se arrependia um único segundo daquilo que tinha feito aquela noite, de uma palavra que dissera sequer. Harry sentia que tudo o que acontecera teria que acontecer de qualquer modo.
Com um ligeiro estremecer, Ginny acordou. Abriu os olhos, ergueu a cabeça e encarou Harry, com aquele seu ar grave. Os seus olhos traduziam algo incompreensível para Harry. Um sorriso ternurento deixou então Harry perceber que ela, tal como ele, não estava minimamente arrependida da noite anterior.
- Bom dia. - Ginny esticou-se para beijar Harry.
- Bom dia. - respondeu Harry com a voz entaramelada.
Harry consultou então o relógio de pulso que tinha pousado na mesa-de-cabeceira na noite anterior. Oito menos dez. Em breve Ron e Hermione estariam acordados, e não seria de todo agradável que eles soubessem que Harry e Ginny tinham passado a noite juntos, principalmente Ron. Como reagiria ele sabendo que o seu melhor amigo tinha passado uma noite com a irmã mais nova? Harry nem queria pensar.
- Já é tarde. Daqui a pouco o teu irmão e a Hermione vão acordar. - disse Harry, entre carícias no cabelo de Ginny.
- Ainda é cedo. - retrucou Ginny, depositando um longo beijo nos lábios de Harry.
De repente ouviram barulho no quarto ao lado. Hermione estava acordada. E pelos vistos já estava a arranjar-se. Num segundo, Harry e Ginny largaram-se e saíram da cama. Ginny reunia então as suas roupas espalhadas pelo chão, vestindo-se à pressa. Harry lutava com as calças, parecia que não as conseguia vestir. Acabou por se espalhar ao comprido no soalho de madeira do quarto, fazendo tanto barulho que se ouviu de imediato o trinco da porta do quarto ao lado a abrir e os passos apressados de Hermione na direcção do quarto onde estavam Harry e Ginny. Harry apenas teve tempo de se levantar e subir as calças antes de a porta do seu quarto ser aberta violentamente e uma Hermione meia despenteada e descalça irromper pelo quarto dentro.
- Harry, estás bem? - perguntou Hermione, com os olhos arregalados de preocupação.
Então, os seus olhos arregalaram-se ainda mais, mas de surpresa. Deparava-se com um Harry em tronco nu, sem óculos, descalço e com as calças desabotoadas. Junto ao berço, estava Ginny, apenas em roupa interior, segurando a camisa de Harry em frente do seu corpo seminu.
Um pequeno sorriso malicioso formou-se no canto da boca de Hermione.
- Desculpem. Parece que precisam de se vestir.
Quando ia a fechar a porta, outra porta mais ao fundo do corredor se abriu e um Ron desmazelado, com a camisa desabotoada e as calças do pijama ainda vestidas veio a correr na direcção de Hermione.
- Que estrondo foi este? - perguntou, a meio do caminho entre o seu quarto e o quarto de Harry.
Instintivamente, Ginny saltou a janela ainda aberta e escondeu-se no telhado, abaixo da janela. Harry continuou imóvel, ainda abalado com o facto de ter sido apanhado por Hermione.
Ron ultrapassou Hermione que tentou fechar a porta, mas falhou na rapidez. Ron entrou no quarto e esquadrinhou-o com o olhar.
- Alguém me responde? - enervou-se Ron. - Afinal o que se passou aqui? Que barulho foi aquele?
- F-fui eu. - gaguejou Harry. - Tropecei nas calças e caí.
Ron ergueu uma sobrancelha, como que achando tudo muito estranho. Procurou então o olhar de Hermione, como que para confirmar a afirmação do amigo. Hermione acenou a cabeça em concordância.
- Muito bem. - olhando para a maneira como estava vestido, Ron corou violentamente, e evitou o olhar de Hermione. - Eu vou... vou vestir-me então.
Ron saiu do quarto e Hermione ainda deitou um último olhar divertido a Harry antes de fechar a porta atrás de si. Harry duvidava que alguma vez tivesse estado numa situação tão embaraçosa como aquela, nem mesmo no quarto ano quando Murta o tinha espiado no banho enquanto tentava descodificar o significado do ovo para a segunda tarefa.
Ginny espreitou pela janela e, verificando que apenas Harry se encontrava no quarto, voltou a trepar pela janela, reunindo o resto das suas roupas e devolvendo a camisa a Harry. O simples toque das duas mãos fê-los desejar mais contacto e eles uniram-se uma vez mais, num lento e húmido beijo. Quebrado este contacto físico, Ginny inundou Harry com um olhar intenso, cheio de significado e saiu do quarto.
Enquanto Harry acabava de se vestir, não podia esquecer todos os acontecimentos das últimas horas. O rubor tingia-lhe a face ao pensar que tinha sido apanhado por Hermione e quase o tinha sido também por Ron. Mal podia pensar como seria daí para a frente, como iria encarar Hermione, sabendo que esta tinha conhecimento do que se passara entre ele e Ginny naquela noite. Nem imaginava que, naquele momento, uma Ginny muito constrangida era vítima de um interrogatório de Hermione, no quarto ao lado. Ginny não respondia, contudo, apenas sorria. Aquela noite inesquecível seria apenas do conhecimento dela e de Harry.

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