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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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22. Aceitação - Betado


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Queria agradecer a todos os leitores e dedicar esse capítulo ao Henrique, o beta desta fic. Respondendo ao seu comentário anterior, Henrique, acho que é melhor manter os pés no chão. Não sou uma tradutora de verdade, para isso, eu teria que estudar anos a fio e continuar estudando sempre. Eu traduzo por hobby, nem me atrevo a sonhar a me assemelhar às grandes tradutoras, como Lia Wyller. Mas agradeço ao seu carinho e à sua dedicação à fic. Boa leitura e espero que gostem e comentem muito, por favor. ***************************************************** 


Rascal Flatts - What Hurts The Most


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I can take the rain on the roof of this empty house,

That don't bother me

I can take a few tears now and then and just let them

Out

I'm not afraid to cry

Every once in a while even though goin on with you

Gone still upsets me

There are days

Every now and again i pretend i'm okay but that's not

What gets me

What hurts the most, was being so close

And having so much to say

And watchin you walk away

Never knowing, what could have been

And not seein that lovin you

Is what i was tryin to do

It's hard to deal with the pain of losing you

Everywhere i go

But i'm doin’ it

It's hard to force that smile when i see our old

Friends and I'm alone

Still harder gettin up, gettin dressed, livin with

This regret

But I know if i could do it over

I would trade, give away all the words that i saved in

My heart that i left unspoken

What hurts the most, is being so close

And having so much to say

And watchin you walk away

Never knowing, what could have been

And not seein that lovin you

Is what I was tryin to do

What hurts the most, was being so close

And having so much to say

And watchin you walk away

And never knowing, what could have been

And not seein that lovin you

Is what I was tryin to do

Not seein that lovin you

That's what I was tryin to do...



Rascal Flatts - What Hurts The Most (tradução)


Eu posso agüentar a chuva no telhado dessa casa vazia

Isso não me incomoda

Eu posso chorar algumas lágrimas às vezes e apenas

Deixar que elas saiam.

Eu não tenho medo de chorar de vez em quando

Mesmo que continuar com você, mesmo você tendo ido

Embora ainda me deixa triste

Tem dias

Que eu costumo fingir estar bem, mas não é isso que me

Deixa triste

O que mais dói, era estar tão perto

E ter tanto a dizer

E ver você indo embora

E nunca saber, o que poderia ter sido

E não ver que amar você

Era o que eu estava tentando fazer

É difícil lidar com a dor de te perder

em todo lugar que eu vou

Mas eu estou fazendo isso

É difícil forçar aquele sorriso quando

Vejo nossos velhos amigos e eu estou sozinho

Ainda é difícil levantar, me vestir, viver com

Esse arrependimento

Mas eu sei que se eu pudesse voltar atrás

Eu trocaria, colocaria para fora todas as palavras que

Eu guardei em meu coração e que não falei

O que mais dói, era estar tão perto

E ter tanto a dizer

E ver você indo embora

E nunca saber, o que poderia ter sido

E não ver que amar você

Era o que eu estava tentando fazer

O que mais dói, era estar tão perto

E ter tanto a dizer

E ver você indo embora

E nunca saber, o que poderia ter sido

E não ver que amar você

Era o que eu estava tentando fazer

E não ver que amar você

Isso é o que eu estava tentando fazer


*****************************************************


Capítulo 22


Aceitação


Estava uma tarde gélida quando Harry encontrou seu caminho até a Plataforma 12 na estação King’s Cross. Ele vira o grande grupo de ruivos parados ao lado de Hermione enquanto ela se preparava para embarcar no trem que a levaria para Roma.

Harry deu uma rápida varredura nos Weasley e sentiu sua raiva aumentar quando percebeu que Rony não estava entre eles.

Gina passou como um borrão por ele primeiro, um sorriso brincando em seus lábios antes de ela voltar-se para Hermione.

Hermione olhou rapidamente, seus olhos sondando a multidão antes de pousarem no rosto dele. Ela sorriu abertamente e estendeu os braços quando ele se adiantou para ela. Harry passou seus braços firmemente ao redor dela, apertando até ela soltar uma risadinha.

- Harry, você vai me partir em duas...

- Desculpe. - Ele murmurou, afastando-se para olha-la. - Você será brilhante.

Os olhos dela suavizaram antes de baixarem para o chão:

- Obrigada.

- Prometa que vai me escrever sempre que puder.

- Todos os dias. - Ela prometeu fervorosamente, erguendo a cabeça para olhar a multidão que se aglomerava na plataforma - Todos os dias.

Harry franziu as sobrancelhas:

- Sinto muito por ele não ter vindo...

- O quê? – Ela piscou e sorriu forçadamente - Oh, não. Está tudo bem, Harry. Eu não esperava... Quero dizer, eu entendo por quê ele não veio.

- Bem, eu não entendo.- Harry disse, a raiva começando a borbulhar em seu corpo. - Ele deveria estar aqui. Ao menos para dizer adeus.

- Por favor. - Ela levantou a mão rapidamente para silencia-lo antes de carregar sua bolsa no ombro. – É melhor assim. Seria mais difícil se ele... Se ele viesse e me visse partir.

O trem apitou alto, anunciando a partida. Hermione pareceu um pouco frenética enquanto seus olhos dardejavam mais uma vez pela multidão. Sentindo o coração despedaçar-se, Harry apertou a mão dela.

- Harry. - Ela sussurrou - Por favor... Cuide dele.

- Você sabe que cuidarei.

Ela assentiu e sorriu levemente quando ele se inclinou e a beijou na bochecha. Quando ele se afastou, ela deu-lhe uma palmadinha na mão:

- Sei que não sou ninguém para te dar conselhos amorosos. Mas espero que as coisas melhorem para você...

Harry ergueu o olhar para Gina, que conversava baixinho com Carlinhos e Penélope. Seu coração deu um pequeno solavanco:

- Talvez...

- Ela te ama. - Hermione sorriu, genuinamente nesta hora. - É tudo que sei.

O apitou soou novamente, cortando a resposta de Harry.

-Tenho que ir. - Ela disse, apressada, curvando-se para erguer sua bagagem. Os Weasley pareceram aterrissar em cima dela de uma vez com uma Sra. Weasley soluçando em um lenço enquanto Hermione movia-se de um par de braços para outro até que as últimas despedidas foram ditas.

Harry podia ver as lágrimas ameaçarem em seu rosto, mas ela piscou e as afastou com um sorriso e ergueu uma mão enquanto embarcava. Ele sentiu Gina parar ao lado dele e pousar uma mão consoladora em seu ombro. Sem pensar, Harry pegou a mão dela, os dedos entrelaçados gentilmente.

Hermione pareceu hesitar à entrada, antes de voltar-se e desaparecer dentro do trem. Dentro de segundos, as portas tinham se fechado e o trem começou a se mover, lentamente a princípio, e então adquirindo velocidade até desaparecer no horizonte.

Subitamente sentindo-se extremamente vazio, Harry largou a mão de Gina e virou-se para encara-la:

- Preciso ir.

- Você podia vir e jantar conosco. - Gina disse rapidamente, olhando ao longe para seus pais. - Estou certa de que seria mais fácil para o Rony se você estivesse lá.

Harry atirou-lhe um olhar doloroso antes de balançar a cabeça:

- Não posso... Sinto muito, Gina. Tem uma coisa que preciso fazer. Mas tentarei aparecer depois que eu terminar.

- Está tudo bem? - Ela o alcançou e tocou seu braço antes que ele passasse por ela. Olhando para baixo, Harry percebeu a preocupação e sentiu sua resolução enfraquecer levemente:

- Como assim?

- Você parece... Não sei... - Gina soltou um rápido suspiro - Quero dizer, sei que é difícil para você.

- Estou bem. – Ele disse brevemente - Você deveria se preocupar mais com o Rony.

- Eu sei. - Ela franziu as sobrancelhas e tirou a mão do braço dele. - Desculpe.

Quando Gina voltou a caminhar, Harry parou na sua frente e tocou seu braço levemente:

- Gina, sobre noite passada...

- O que tem? – Ela perguntou na defensiva, cruzando os braços na frente do peito.

Ele podia sentir as bochechas queimando e ele enfiou as mãos nos bolsos antes de empertigar-se desconfortavelmente:

- Estava tarde e eu estava exausto. Se eu disse ou fiz alguma coisa que não devia... Me desculpe.

Os olhos dela anuviaram-se por um momento antes de ela sorrir:

- Você estava bem, Harry. Só espero que tenha conseguido dormir um pouco.

- Eu dormi, obrigado. - Ele sentiu que era desnecessário informar a ela que ele dormira placidamente até acordar e não encontra-la. - Eu realmente preciso ir.

Ele lhe ofereceu um pequeno sorriso quando ela assentiu e deu um passo para trás para poder passar por ela. Harry disse rapidamente um adeus aos Weasley e pôde sentir os olhos de Gina sobre ele enquanto ele forçava caminho na multidão.

Ele podia ouvir a voz de Hermione ecoando em sua cabeça:

“Ela te ama.”

Por razões que ele não conseguia explicar, ouvir aquelas palavras apagou a dor dentro dele. Gina lhe dissera antes que o amava. Ele achara tão estranho que quase esquecera.

Quando ele tirou sua varinha para desaparatar para o St. Mungus, Harry impeliu relutantemente os pensamentos de volta à sua mente. Isso era algo em que teria que pensar depois.

Minutos depois, Harry estava abrindo a porta do quarto de Remo. Ele parou abruptamente quando deu com Tonks perto da cama. Ela estava penteando os cabelos de Remo para longe de seus olhos com uma mão e entrelaçando seus dedos com a outra.

Remo desviou seu olhar do dela e olhou para Harry, um pequeno sorriso surgindo em seu rosto cansado:

- Harry.

-Desculpe. - Ele murmurou, suas bochechas corando. - Posso voltar depois.

- Não, entre. – Remo disse rapidamente antes de olhar para Tonks. - Podemos...?

- Você sabe onde estarei se precisar de mim. – Ela disse, inclinando-se para roçar os lábios sobre os de Remo, fazendo com que Harry olhasse para o longe, embaraçado.

Tonks deu-lhe um sorriso radiante e colocou uma mão rapidamente no ombro de Harry antes de passar por ele, fechando a porta com cuidado.

- Eu estava esperando que você viesse hoje. – Remo começou, estremecendo levemente enquanto levantava-se um pouco - Sirius me disse que você não queria ir embora ontem.

- Eu pensei que pudesse ajudar. – Harry encolheu os ombros. – Sirius não pensou que eu fosse capaz.

- Não é essa a questão. Sirius acha que você é incrivelmente capaz. Se eu estivesse um pouco... Mais calmo eu teria insistido para você ir embora.

- Você parece bem. – Harry mencionou, tentando não deixar seus olhos perambularem sobre as escoriações que ainda estavam cicatrizando nos braços e no pescoço de Remo.

- Obrigado. – disse Remo, rindo e fazendo menção à cadeira perto de sua cama. - Você quer sentar?

Harry hesitou antes de sentar-se perto da cama e juntou as mãos nervosamente:

- Então...Você lembra de alguma coisa? - Ele perguntou, franzindo o cenho para o corte profundo que fechava lentamente no braço de Remo.

- Eu me lembro bem, principalmente de tudo que aconteceu antes de eu ser capturado... Tudo bem, Harry. Eu posso falar sobre isso. - Remo disse baixinho quando Harry encolheu-se. - Depois que fui capturado, tudo se torna um pouco obscuro...

- Não consigo imaginar o que você está passando. - Harry disse de repente – Você esteve dormindo... Por quase dois anos. Isso deve ser...

- Aterrorizante? Inquietante? É. Acordar para a dor da transformação...Ver a expressão de Dora... Tonks. – Ele explicou quando Harry olhou curioso. - Ver o rosto dela naquele momento de confusão e medo antes de eu... - Remo quebrou, parecendo muito perdido.

Harry engoliu em seco e sentiu seu peito apertar:

- Sinto muito.

O olhar de Remo encontrou com o de Harry, suas sobrancelhas se franzindo em confusão.

– Sentir muito? Por quê?

- Foi minha culpa você... Quero dizer... Se eu não tivesse...

- Oh, Harry, não me diga que você tem se culpado pelo que aconteceu comigo.

- Bem, não só com você. – Harry disse severamente. – Mais ainda com todos.

Remo o analisou, pensativo:

- A Ordem foi formada muito antes de você nascer, Harry. Nós tínhamos uma missão antes mesmo de sabermos que você seria parte dela. Eu sabia as conseqüências dessa missão. Eu as aceitei. Estou me esforçando para aceitar o que aconteceu comigo. E não será fácil se eu souber que isso esteve na sua consciência.

- Como você pode aceitar isso? Você não esteve em coma por apenas um dia ou dois... - Harry deixou escapar, correndo seus dedos em seu cabelo.

- Você tem razão. – Remo concordou. – É mais difícil agora. Mas é saber que não estive lá no fim, quando eu mais precisava estar, que eu tenho que aceitar. Eu não estava lá para te ajudar, ou ao Sirius... Ou à Gina...

Harry ergueu os olhos para Remo rapidamente quando ele ofegou com dor:

- Você está bem?

- Ficarei bem. Isso vem e vai. É mais incômodo que qualquer outra coisa. – Remo fechou os olhos por muitos momentos antes de soltar uma respiração trêmula. – Como eu estava dizendo, Sirius e Arthur me informaram hoje sobre tudo que aconteceu enquanto estive inválido. Estou orgulhoso de você.

- Não fique. Eu não fiz nada. Gina...

- Harry. – Remo o cortou, seus olhos cansados o perfurando - Eu estou orgulhoso de você pelo que você realizou. Você fez muito mais do que percebe. Seus pais estariam orgulhosos.

Harry olhou-o zangado e baixou olhar para o chão.

- Você enfrentou Voldemort no fim. Você estava preparado para morrer se fosse preciso. O amor de Gina por você te salvou. – Ele disse com cuidado, observando a emoção bruxulear nos olhos de Harry. – Não tenho certeza se entendo o porquê de isso te chatear. Conhecer alguém que pode te amar tanto.

- E-eu não quero falar sobre isso.

- Tudo bem. – Remo disse levemente, recostando-se no travesseiro – Fale me sobre o treinamento. Ou Quadribol...ou garotas. O que preferir.

- O que? – Harry olhou em surpresa.

- Você não queria falar sobre Voldemort. E se você sair agora, eles vão tentar me pegar para me dar algumas poções. Então, Tonks vai entrar e começar a afofar os travesseiros. Ela está pior que a Molly. – Remo sorriu quando viu o esboço de um sorriso nos lábios de Harry. – Você fica comigo enquanto estou com medo.

Um tempinho virou horas. Ele não esperara ficar tanto, mas suas conversas pareciam intermináveis. E pela primeira vez em muito tempo, Harry deu risadas que não eram cheias de amargura. Quando Remo finalmente se rendeu às poções e curas que os Curandeiros lhe ofereciam, Harry saiu em surdina e perambulou na noite. A brisa assobiou em suas orelhas e fustigou seu rosto, provocando um arrepio. Ele olhou para o céu escuro, percebendo as nuvens cinzentas que começavam a se formar. Um leve barulho de trovão ecoou na distância e as árvores oscilaram sob o vento rascante. Ele não tivera certeza de onde estava indo até encontrar-se na entrada da Toca.

A casa estava escura, mas uma vela bruxuleava na janela da frente. Certamente todos estavam dormindo. Apesar de não ter idéia de que horas eram, ele sabia que era tarde.

Inclinando a cabeça para trás, Harry viu a janela de Gina acima dele. A janela estava aberta e Harry podia ver as cortinas brancas ondulando dentro do quarto enquanto ele imaginava se seria difícil escalar a casa instável e ir para a cama com ela. Tudo que ele realmente queria era ter os braços dela ao redor dele. O trovão aumentou estrondosamente e um rápido flash de luz encheu o céu antes que a escuridão o engolfasse mais uma vez. A chuva começou a cair, lentamente a princípio, e então tornando-se rápida, até tamborilar no chão e deixar o cabelo de Harry emaranhar-se em sua testa e sua camisa grudar no corpo. Suspirando, Harry sentou no degrau da frente da casa e cruzou os braços nos joelhos antes de apoiar as bochechas neles. Ele não se importava com a chuva naquela hora. Ele sabia que desde que Gina estivesse por perto ele, de alguma forma, estaria bem.


O súbito estrondo de um trovão acordou Gina com um sobressalto. Seus olhos piscaram rapidamente para ajustarem-se à escuridão, e ela gemeu quando viu as cortinas ondulando furiosamente. As velas que ela tinha colocado na pequena mesa tinham derretido. A chuva entrava através da janela e ela levantou-se da cama. Bocejando, ela caminhou até a janela para fecha-la quando reparou em uma figura nos degraus da frente da casa. Ela sentiu os súbitos golpes de medo desaparecerem quando reconheceu o cabelo escuro:

- Harry. – Ela sussurrou antes de virar-se rapidamente e pegar seu robe. Ela colocou-o enquanto descia as escadas e dentro de minutos já abrira a porta, o vento e a chuva voando sobre ela:

- Harry? O que está fazendo? Entre!

Ele voltou-se rapidamente, como se ela o tivesse assustado, e apressou-se. Ele olhou para ela, sentindo-se idiota:

- Um pouco tarde demais para tentar secar-se da chuva, não?

Gina sacudiu a cabeça e agarrou-o pelo braço. Ela o puxou para dentro e fechou a porta rapidamente, levando um dedo aos lábios para que ele silenciasse. Ela escutou cuidadosamente por qualquer sinal de movimento acima dela antes de relaxar e dar-lhe um olhar severo:

- O que estava fazendo lá fora? São quase duas da manhã!

Ele pensou por um momento antes de encolher os ombros:

- Eu não sei.

Ela o olhou com estranhamento antes de conduzi-lo à sala. Ela podia senti-lo tremendo levemente sob seus dedos. Sua camisa estava encharcada, grudando em seu estômago e em seu peito, o contorno dos músculos lhe chamando a atenção.

Engolindo em seco, Gina desviou os olhos e perscrutou a sala até perceber a varinha de Rony na mesinha. Largando o braço dele, ela pegou-a e acendeu o fogo rapidamente na lareira.

- Por quanto tempo esteve lá fora? E onde você esteve antes? Eu estava... - Suas bochechas ruborizaram levemente enquanto ela gaguejava. – Quero dizer, Rony estava te procurando.

- Oh. – Harry lançou uma olhadela para as escadas – Ele está bem?

- Ele voltou para casa completamente bêbado. Eu pensei que mamãe fosse ter um ataque, mas papai a acalmou e depois ele e Carlinhos o colocaram na cama.

- Droga. – Ele murmurou antes de esfregar os olhos. – Eu deveria ter ficado aqui para ele. Fiquei com Remo por mais tempo do que havia planejado.

Os olhos dela suavizaram-se:

- Como ele está?

- Sorrindo, surpreendentemente. Posso dizer que ele está com dor, mas está tentando disfarçar para as pessoas não se preocuparem.

- Parece alguém que eu conheço. – Gina disse baixinho.

Ele a olhou então, seus olhos varrendo o rosto dela. O cabelo dela estava levemente desarrumado do sono, e seus braços estavam cruzados contra o peito. Com um breve olhar, ele pôde ver as curvas dos seios dela por baixo da camisola.

- Harry?

- O que? – Seu olhar desviou-se para o dela.

- Sobre o que você conversou com o Remo?

- Er, muitas coisas, na verdade... Rony e Hermione, o Treinamento de Auror, Quadribol. Mal podia me lembrar da última vez em que me senti... Tão normal. - Harry disse, largando-se no sofá.

- Fico feliz que você finalmente o tenha visto. – Ela disse, sentando-se no canto da mesinha, de frente para ele.

- Quando Rony me disse que ele tinha acordado, eu senti esse peso deixar os meus ombros. - Harry explicou, observando o fogo tremular. – Eu estava tão aliviado... Mas então percebi o porquê. E não era por causa do melhor amigo do meu padrinho ou porque o meu mentor tinha finalmente acordado depois de dois anos em coma...

- Então por que?

- Eu me senti aliviado porque eu não teria mais aquele peso na minha consciência. – Ele disse, sua voz cheia de nojo de si mesmo. - Enquanto eu estava no St. Mungus esperando por notícias... Deus, eu queria só me bater até sangrar ou que alguém fizesse isso por mim.

- Harry...

- E então eu o vi hoje e em uma conversa ele me convenceu que o que tinha acontecido com ele não era a minha culpa. E eu sinceramente acreditei nele. – Harry disse enquanto começava a rir. - A primeira pessoa em quem eu pensei foi em mim mesmo quando eu ouvi que ele tinha acordado... E a primeira coisa que ele faz quando me vê é dizer o quão orgulhoso está de mim. Isso me fez perceber como eu sou deturpado. – Sua risada cessou e ele inclinou-se para frente para enterrar o rosto nas mãos.

Gina puxou Harry para ela, abraçando-o pelos ombros. Ela o abraçou até que o peso em seus ombros diminuísse e sua respiração voltasse ao ritmo normal. Quando ela sentiu os leves tremores no corpo dele, ela o afastou par analisa-lo. Ele estava esfregando as mãos o rosto quando ela percebeu que a água ainda pingava de seu cabelo.

- Você deveria realmente tirar essas roupas.- Ela lhe disse, oferecendo-lhe um sorriso piedoso quando ele finalmente a olhou, seus olhos cheios de cautela.- Eu volto logo.

Harry a observou desaparecer em um quartinho junto à cozinha. Minutos depois ela reapareceu com uma toalha, uma camiseta branca simples e um par de calças, que ele percebeu serem de Rony. Ela inclinou a cabeça quando viu que ele não se movera:

- Harry, você vai ficar doente.

- Você não pode só proferir um feitiço secante?

Com um ar de impaciência, ela colocou as roupas no sofá, perto dele, e abaixou-se:

- Eu poderia, mas provavelmente te queimaria um pouco, considerando que meus feitiços secantes têm a tendência de se tornarem um pouco quentes demais.

- Eu posso fazer isso então. – Ele gemeu baixinho quando ela o ignorou e começou a desabotoar sua camisa. A respiração dela ficou presa quando as mãos dele cobriram as suas. - Eu posso fazer. – Ele disse roucamente, agradecido quando ela afastou as mãos. Se ela o tocasse novamente, ele perderia o controle.

Gina sentiu-se idiota por corar, mas não conseguiu evitar perceber as pequenas gotículas de água que escorreram pelo peito dele enquanto ele terminava de desabotoar a camisa e a deslizava pelos ombros. Ela observou enquanto uma pequena gota caiu de seu cabelo para seu peito, deslizando sedutoramente pelo estômago. A gota brilhou como cristal contra fogo e ela instintivamente a alcançou para seca-la.

Antes que ele pudesse para-la, os dedos dela já estavam descendo por seu peito, demorando-se levemente. Ele cerrou os dentes enquanto seu sangue bombeava diretamente para o ventre. Ela percebeu sua reação e sentiu o coração bater acelerado. Seus lábios se partiram enquanto ela exalava e erguia os olhos para os dele. Harry podia ver a pergunta, o desejo. Ou talvez fossem suas próprias emoções refletidas nos olhos dela.

A mão de Gina começou a mover-se para cima em seu peito, secando as gotículas com sua palma antes que ela apertasse seus ombros. Inclinando-se para frente, ela roçou os lábios nos dele aos poucos. Harry respondeu instantaneamente, partindo os lábios para a língua dela. Ele deslizou as mãos nos cabelos dela, gemendo quando ela encostou-se mais nele.

Ele sentiu os dedos dela correndo por seus ombros e por seu peito e ele deslizou as mãos para baixo para agarrar os quadris dela.

Ele recostou-se nas almofadas e sussurrou o seu nome quando os lábios dela fizeram um caminho por seu pescoço, mordiscando o lóbulo de sua orelha gentilmente. O corpo dele estava pegando fogo, apesar das roupas úmidas. Ela estava subitamente com as pernas abertas em seu colo, seus dedos agilmente puxando o botão de suas calças.

Seus olhos arregalaram-se e suas mãos foram até as dela, parando seus movimentos abruptamente.

- O que foi? - Ela perguntou sem fôlego, afastando-se para estuda-lo. Os lábios dela estavam vermelhos e inchados, suas bochechas coradas de desejo. Ele lutou desesperadamente para que as palavras passassem por seus lábios:

- Não quero que você pense que eu vim aqui só para isso... - Ele engoliu em seco.

Sua boca suavizou-se e ela ofereceu-lhe um sorriso:

- Eu sei. Eu quero isso. - Suas mãos deslizaram para sua excitação lentamente. – Eu quero você.

Os quadris dele se empurraram contra as mãos dela e ele deslizou sua mão para trás do pescoço dela antes de a puxar para ele. Seus lábios comprimiram os dela, com fome, sua língua explorando a boca dela. Ele poderia ter lamuriado quando ela baixou o zíper de suas calças. A mão dela deslizou para dentro lentamente, cobrindo-o, explorando-o.

Ele provavelmente deveria tê-la parado. Ele deveria ter parado a si mesmo. Para onde isso possivelmente os levaria se não para mais uma decepção? Ela não pertencia mais a ele... Mas talvez essa noite ela pudesse. Talvez por só uma noite ele pudesse encontrar paz.

Enquanto ele escorregava a camisola pelos ombros dela, seus lábios moviam-se de sua boca para seu pescoço. Ela gemeu, sua respiração quente no ombro dele enquanto balançava seus quadris contra os dele lentamente, trazendo uma antecipação quase dolorosa para eles.

Harry gemeu, sua língua traçando um caminho por sua clavícula enquanto seus dedos terminavam de baixar as alças da camisola. Ele as baixou pelos ombros, observando o tecido cair ao redor da cintura dela. Engolindo em seco, suas mãos deslizaram lentamente por seu estômago, fazendo com que ela tremesse. O olhar dele encontrou o dela, seus olhos conectados enquanto as mãos dele moviam-se mais para cima para cobrir-lhe os seios.

Ela fez um minúsculo som com a garganta enquanto seus olhos se fechavam e ela arqueava contra ele. Os polegares dele se moveram ao redor dos mamilos já tesos, beliscando e apertando delicadamente. Ele a ouviu lamuriar e sentiu os quadris dela chocarem-se contra os dele, fazendo com que o suspiro que ele estivera segurando escapasse de seus lábios rapidamente:

- Gina...

Ela abriu os olhos para olha-lo, antes que um sorriso súbito surgisse em seus lábios. Ela ficou de pé de frente para ele, deixando o tecido cair aos seus pés. Os olhos dele recaíram sobre a calcinha azul que ela usava e ele teria alcançado-a se ela não tivesse se ajoelhado na frente dele.

Gina tirou seus sapatos e suas meias, suas mãos movendo-se para cima para puxar suas calças. Harry levantou os quadris e a observou desabotoar lentamente enquanto as tirava. De repente ele ficou nu e as mãos dela perambulavam sobre seu corpo. O desejo por ela era evidente e Gina o observou quando o envolveu gentilmente com a mão.

Harry gemeu e deixou a cabeça pender para trás, seu corpo chocando-se contra a mão dela. Ela observou o flash de sensações passar pelo rosto dele. Querendo lhe dar mais, Gina ergueu-se lentamente e tomou-o profundamente na boca, ouvindo-o gemer mais alto enquanto suas mãos caíam para os cabelos dela, guiando os movimentos.

Um prazer inacreditável o atingiu enquanto os lábios dela o torturavam e sua língua provocava. Ela o estava trazendo para perto do limite... Harry ofegou o nome dela e sentiu alcançar o ápice quando ela deslizou a língua rapidamente sobre ele e sua mão continuou a provoca-lo lentamente.

- Oh...Deus...Gina... - Ele a segurou pelos ombros e a trouxe para cima, agarrando seus braços firmemente. - Eu tenho que estar dentro de você... por favor...

Ela levantou-se rapidamente,as mãos deslizando pelos cabelos dele quando ele a trouxe para frente e pousou seus lábios na barriga dela. Suas mãos baixaram a calcinha dela rapidamente enquanto ele fazia um caminho com sua língua por seu colo. As mãos dela deslizaram por seu cabelo enquanto ele deslizava os dedos entre suas coxas, os gemidos deles enchendo a sala quando ele a encontrou quente e úmida. Ele continuou a provoca-la até que ela estava tremendo e mordendo o lábio inferior para não gritar. De repente ela o empurrou de volta ao sofá e sentou de pernas abertas em seu colo, seus lábios capturando os dele num beijo desesperado enquanto eles moviam-se juntos e de repente ela estava deslizando para baixo, tomando-o profundamente dentro dela.

Quando ela ofegou contra os lábios dele, Harry sentiu seu corpo inteiro subir e descer junto ao dela enquanto ele agarrava os quadris dela para acelerar o ritmo. Ela agarrou-se a ele, sua respiração quente e pesada em seu ouvido. Uma enxurrada de sentimentos o invadiu e ele a segurou firmemente enquanto se moviam um contra o outro. Era indescritível... As trilhas de fogo e triunfo que ele sentia que ele sentia quando estava com ela agora tinham ido embora. Suas muralhas estavam desmoronando cada vez que ela gemia o nome dele, não deixando nada além da emoção crua que ele precisava para enfrentar o medo.

- Harry... - Ela gemeu, arqueando e tomando-o mais profundamente.

O calor do fogo fundiu-se com o calor de seus corpos e Harry deslizou as mãos para cima e para baixo nas costas dela antes de penetra-la mais forte. Ele deleitou-se com os sons que ela fazia, na sensação do corpo dela acompanhando o dele. Isso era tudo...

Era tudo que ele sabia...

- Goza para mim, Gina - Ele sussurrou, rouco. Seus dedos deslizaram entre as pernas dela, procurando até encontrar um ponto que a fez gritar sofregamente. Ela jogou a cabeça para trás enquanto arqueava, seus dedos apertando as pernas dele. Ele a sentiu pulsando ao redor dele, seus quadris chocando-se com selvageria contra os dele. Isso nunca falhou em enlouquecer Harry, como ela parecia incrivelmente erótica quando chegava ao ápice. Incrivelmente linda.

Sentindo seu controle enfraquecer, Harry passou os braços ao redor dela e puxou firmemente contra seu corpo antes que ela tivesse a chance de recuperar o fôlego. Ela levantou rapidamente e pressionou as costas no sofá antes de cruzar a perna na cintura dele. Ele começou a penetra-la mais e mais até que os leves gemidos se tornassem lamúrias desesperadas que foram rapidamente abafadas pelos lábios dele. Ela levantou as mãos, enterrando as unhas nos ombros e nas costas dele.

Harry fechou os olhos e sentiu os dedos enroscarem-se firmemente nos cabelos dela. Ele era louco por isso. Por ela. Ele podia sentir as gotas de suor descendo por suas costas enquanto seus corpos deslizavam um contra o outro freneticamente. Mesmo enquanto ele urrava o nome dela, ela soluçou o nome dele e, com uma última investida profunda dentro dela, Harry estilhaçou.

Ele quis segurar-se, mas suas forças estavam muito drenadas e ele sentiu a si mesmo caindo, seu peso a prensando rapidamente. Apesar do borrão em sua mente, ele pensou tê-la ouvido suspirar feliz enquanto seus braços o enlaçavam. O coração dele batia acelerado, e ele meramente ficou ali, sua cabeça repousando no ombro dela. Ele engoliu para afastar a secura em sua garganta e ergueu-se lentamente, seus lábios roçando no ombro dela. Muito tempo depois, ele a sentiu se mexer:

- Harry?

- Hmm? – Ele deixou seus lábios vagarem pela curva do pescoço dela, deixando que a essência de pêssegos o entorpecesse.

- A Cho foi a sua primeira?

Harry parou, trazido à tona pela natureza da pergunta. Ele afastou-se o suficiente para olha-la com curiosidade:

- Por quê?

- E-eu estava só pensando.

Estudando o rosto dela, Harry usou os dedos para afastar os cabelos dela de suas bochechas coradas. Ele sabia que ela estava ciente de suas experiências anteriores, mas, por alguma razão, foi quase doloroso lhe responder:

- Ela foi.

Gina baixou o olhar e deixou seus dedos correrem lentamente pelas costas dele:

- Você já esteve com muitas garotas?

Ele retesou levemente enquanto afastava-se para pegar sua cueca. Ela sentou-se e tocou-o no braço:

- Desculpe. Não é da minha conta. Eu só queria saber.

Ele deu-lhe um olhar doloroso antes de vestir a cueca:

- Eu estive com algumas, Gina...

- Você gostou de alguma delas?

Ele sentiu uma onda de culpa. Não. Ele não gostara de nenhuma. Não da maneira que deveria. Não da maneira que gostava de Gina. Isso só lhe lembrou o completo filho da puta que era:

- Não. Não de verdade.

- Oh. - Ela deixou a mão cair e cruzou os braços desajeitadamente sobre os seios desnudos.

Harry percebeu seu desconforto e agachou-se para pegar a camisola, que ainda estava jogada de qualquer jeito no chão. Ela franziu as sobrancelhas e a pegou dele, observando-o sentar-se na beirada do sofá e entrelaçar os dedos enquanto fitava o fogo.

- Quando estávamos juntos, por que você não... Quero dizer...Você nunca tentou...

- Transar com você? – Ele perguntou brevemente, virando-se para olha-la rapidamente.

Ela sentiu as bochechas queimarem quando passou a camisola pela cabeça. Ela evitou os olhos dele enquanto colocava a camisola até a cintura e ela voltou-se para sair do sofá quando ele a alcançou e segurou em sua mão:

- Não é que eu não queria. Porque eu queria... Você não sabe o quanto. Mas eu me importava com você. – Ele explicou, lhe oferecendo um sorriso quando ela olhou para ele. – Muito, para dar uma com você em alguma sala de aula vazia. Eu queria mais que isso para você. – Ele soltou a mão rapidamente e suspirou - Aquilo foi antes... De tudo o que aconteceu.

Gina descansou a cabeça no ombro dele e fechou os olhos:

- Você já desejou que as coisas tivessem terminado de forma diferente?

- Como assim?

Ela bocejou contra a palma da mão e sentiu o confortável abismo do sono acometê-la:

- Se você tivesse matado Voldemort ao invés de eu ter feito isso...Você ainda me amaria?

Aquele foi o momento em que Harry percebeu que o coração podia se partir mais de uma vez. E cada vez era mais dolorosa que a primeira. Ele engoliu em seco e ficou de pé cuidadosamente, segurando as mãos dela nas suas e a levantando.

- O que estamos fazendo? – Ela perguntou, sua voz sonolenta.

- Você vai para cama. – Ele explicou, agachando-se para puxar a camisola dela para baixo - Você está quase dormindo.

- Oh, tudo bem então. – Ela o deixou conduzi-la até as escadas e ofegou levemente quando Harry a levantou facilmente e a carregou pelas escadas. Suas mãos agarraram o pescoço dele firmemente. – Não me deixe cair...

- Não deixarei. - Ele disse baixinho, tentando manter os passos leves. – Eu nunca te deixaria cair, Gina.

Harry moveu-se lentamente pelo corredor para a porta do quarto dela. Ele deu uma olhadela no quarto de Rony e viu seu amigo esparramado na cama, morto para o mundo. Seus roncos baixos enchiam o quarto, e Harry percebeu uma garrafa vazia despontando de suas vestes que jaziam na cadeira da escrivaninha, antes de continuar a caminhar.

Usando o pé, Harry abriu a porta do quarto de Gina e colocou-a na cama. Ela suspirou quando ele a deitou e sua mão agarrou o braço dele:

- Não vá.

- Eu tenho que ir. – Ele sussurrou, tirando o cabelo dela do rosto. – Sua mãe e seu pai me matariam se me encontrassem aqui pela manhã. Rony me mataria.

- Não. – Ela disse, abrindo os olhos para olha-lo. – Fique. Só um pouquinho

Ele sabia que não podia dizer não e esperou que ela desse espaço para que ele se deitasse próximo a ela. Ela repousou a cabeça no peito dele e o abraçou apertado.

- Obrigado. – Ele disse, finalmente deixando sua mão cair para o ombro dela. – Por esta noite.

- Você não tem que me agradecer. – Ela disse baixinho. – Você não tem que dizer nada, Harry. Nós dois precisávamos disso, é tudo.

Ele fechou os olhos contra a dor e respirou profundamente até que o aperto em seu peito se desfizesse. Muitos momentos depois, ele sabia que ela estava adormecida quando o aperto que ela dera em seu braço afrouxou. Ele disse a si mesmo para levantar e partir, mas Harry lembrou-se de onde estava, tão enroscado nela que realmente não se importava com as conseqüências se ficasse. Ele fitou o nada na escuridão pelo que lhe pareceram eras. A chuva era um borrão cinzento lá fora e não importava se o sono escarnecesse dele, Harry se recusava a fechar os olhos. Não seria nem um pouco bom para nenhum deles se ele acordasse com ela em seus braços. Ciente de que teria que partir em breve, Harry virou-se até estar encarando-a cara a cara. Os olhos dela estavam fechados, seu peito subia regularmente com cada respiração baixa.

Harry deslizou os dedos pelo contorno dos lábios dela. Eles sempre tiveram gosto de céu. Era um gosto do qual ele nunca se cansaria. Ele trouxe os dedos para a bochecha dela, e a ponta de seu nariz.

Ele sorriu largamente quando mão dela encontrou a dele antes que seus olhos se abrissem lentamente:

- Você ainda está aqui. – Ela disse baixinho.

- Estou.

- Bom. – Ela fechou os olhos novamente, sorrindo sonolenta antes de aproximar-se dele. Ele deslizou a mão sobre seu quadril, lentamente trazendo o tecido de sua camisola. Ele trouxe o tecido alto o suficiente para tocar na virilha nua dela e quase gemeu quando ela mordeu o lábio e levantou-se para que ele pudesse toca-la.

Prendendo a respiração, Harry deslizou os dedos entre as pernas dela, provocando até ela estar quente e úmida. Gina estava gemendo sofregamente, seus olhos ainda fechados enquanto ela movia seus quadris ao mesmo tempo que a mão dele.

Harry estava queimando da cabeça aos pés. Ele inclinou-se para frente para capturar os lábios dela antes de penetrar um dedo profundamente dentro dela. Ela ofegou e agarrou-lhe os ombros.

- Nós temos que ficar quietos. – Ele sussurrou quando ela abriu os olhos, que estavam cheios de desejo.

Ela engoliu em seco e assentiu antes de gemer sôfrega novamente quando ele penetrou outro dedo nela.

Gina deslizou as mãos sobre o peito dele antes de erguer uma perna para enlaça-lo pela cintura:

- Harry. – Ela arqueou contra ele. – Por favor.

- Por favor o que? – Harry sussurrou, seus lábios trilhando um caminho por sua bochecha e sua mandíbula. Ela estava tremendo contra ele, sua respiração difícil e instável. Ele podia sentir as unhas dela enterrando-se em seus ombros enquanto ela tentava se controlar. Ele queria ser o único a faze-la perder o controle.

- Eu preciso de você. – Ela afastou-se levemente para olha-lo. – Faça amor comigo.

Ele rapidamente rolou para cima dela, suas mãos puxando sua cueca pelos quadris. Gina rapidamente passou suas pernas pela cintura dele suspirando quando ele deslizou profundamente dentro dela.

- Gina... – Os olhos de Harry se fecharam enquanto ele se movia dentro dela. Lento, investidas suaves que o faziam gemer com o prazer intenso. Ele a beijou lentamente, seus dedos se entrelaçando com os dela.

Gina estava levantando os quadris para encontrar suas investidas, pequenos sons de prazer vibrando em sua garganta. Sua língua bateu de leve no seio dela. O fogo estava crescendo rapidamente em seu estômago, tornando-se quase insuportável enquanto ele a penetrava mais forte. Ele mordeu gentilmente o mamilo dela, gemendo quando ela jogou a cabeça para trás. Ela prendeu o lábio inferior dele entre os dentes e apertou sua mão enquanto ele chegava ao limite. Ele podia sentir as pernas dela deslizando em sua cintura e ela sussurrando seu nome enquanto ela palpitava ao redor dele.

Harry finalmente deixou-se levar, movendo-se dentro dela mais rápido até que seu desejo se tornasse um zumbido em seus ouvidos.

Ele sugou o ar para seus pulmões enquanto saia de dentro dela, incapaz de se mover enquanto ela movia a palma de sua mão pelo peito úmido dele. Eles não disseram nada e Harry passou seu braço por debaixo dela e a trouxe para perto.

A chuva lá fora tinha aquietado, o vento ainda soprava. Harry ainda podia sentir a violência dentro de seu corpo e de sua mente enquanto o sangue voltava a circular. Finalmente, quando sua respiração voltou ao normal, ele pousou os lábios no topo dos cabelos dela.

- Gina?

Quando nada além da respiração leve dela lhe respondeu, Harry saiu cuidadosamente da cama. Ele a observou por um momento, desejando poder fingir, uma vez, que ela pertencia a ele. E ele poderia estar lá quando ela acordasse pela manhã. Que ela estaria lá para ele.

Com o coração pesado, Harry caminhou até a porta. Enquanto a fechava e descia as escadas para pegar suas roupas, ele fez uma promessa de dizer a si mesmo como se sentia. Ele a amava? Harry não tinha certeza, mas ele sabia que precisava dela. Ele definitivamente a queria. Ela pertencia a ele, não ao maldito Olívio Wood. E amanhã, ele a faria finalmente ver.


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N/B: Dessa vez sem comentário adicional, pois meu braço não permite muito. O que posso dizer é:
1) esse capítulo foi um atentado ao pudor, assim como vc me disse, Carol.
2) Eles mereciam isso, né? Depois de tudo o q passaram, eles mereciam.

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