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4. Capitulo 4


Fic: Receita de amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO IV


“Incentive o rapaz a falar sobre seu trabalho e seus planos para o futuro. — Diário de Megan Madacy, Primavera de 1923”


A tarde pareceu voar. Assim que o sol começou a abaixar no horizonte, Harry sugeriu que fossem para o clube de campo. Como West Bend não passava de um vilarejo, contava com poucos restaurantes. A cidade de Charlotte ficava a poucos quilômetros de distância e oferecia uma variedade de opções para quem gostava de sair à noite. A maioria dos habitantes de West Bend freqüentava o clube de campo, portanto este se empenhava em aprimorar seus eventos para atrair os sócios.

E aquela noite não foi exceção. O clube estava lotado. Harry tinha razão, o bufe de domingo era excepcional. Eles sentaram-se a uma mesa no terraço, próxima à pista de dança. O sol do entardecer era bloqueado pela elegante construção de tijolo aparente que abrigava a sede do clube. Os guarda-sóis brancos continuavam abertos sobre as mesas, embora sua utilidade diminuísse rapidamente, com o cair da noite.

As quadras de tênis estavam desertas, embora os potentes holofotes instalados algum tempo atrás proporcionassem aos aficcionados incansáveis algumas horas a mais após o anoitecer. Naquela tarde em particular não havia ninguém, mas o lugar era bastante procurado à noite, quando a temperatura se tornava propícia ao esforço físico.

— Me diga, Hermione, que planos importantes você finalmente desfez para poder sair comigo hoje? — perguntou Harry, depois que o garçom lhes entregou os cardápios.

— Estou fazendo meu curriculum vitae. — explicou Hermione, tirando um pãozinho quente da cestinha e estendendo-a para Harry.

— Fazendo seu curriculum. — Harry ignorou totalmente os pãezinhos. — Você ia deixar de passar uma tarde comigo para fazer seu curriculum!

Hermione olhou para ele, surpresa com tamanha incredulidade.

— Estou procurando emprego, não sabia? Daqui a pouco meu dinheiro vai acabar. Preciso encontrar alguma coisa logo, e quanto mais cedo eu enviar meu curriculum, maiores chances terei de ser chamada.

— Mas pelo menos aproveite o verão, antes de começar.

— Não sou mais criança, Harry. Preciso trabalhar.

— Mas você pode fazer seu curriculum enquanto estou trabalhando e me fazer companhia nas horas vagas.

Hermione riu, divertida.
— Você está parecendo um menino mimado. Considere-se sortudo porque concordei em sair com você hoje. Por mais agradável que seja, não repetiremos isso muitas vezes.

— Sortudo?! Acha que sou sortudo por ter passado a manhã na igreja com Gina e Draco grudados em nós, a tarde rodeados por metade da cidade e agora com a outra metade a nossa volta?

Hermione arqueou as sobrancelhas.

— Não está contente por ter se livrado da garota tola e apaixonada que não lhe dava sossego?— indagou Hermione, passando manteiga no pãozinho.

— Em vez de me dar sossego, ela está fazendo o possível para me evitar e me aborrecer. — Harry largou o cardápio sobre a mesa. — Já escolheu?

— Eu, evitando você? — Hermione arregalou os olhos.

— Não vai me dizer que ainda é a mesma menina que se julgava apaixonada por mim!

— Claro que não, mas você se arriscou, convidando-me para sair, não acha? E se eu ainda estivesse apaixonadíssima?

— Não me arrisquei. Desde que você chegou, faz questão de deixar claro que não está nem um pouco interessada em mim.

— Então, por que insistiu para que eu saísse com você? — Hermione desafiou-o.

Harry deu de ombros.

— Entre outras coisas, para recordar os velhos tempos.

— E que outras coisas são essas?

Ele pareceu ficar impaciente.

— Ver você... Afinal, fazia tempo que eu não a via. Queria saber o que você tem feito, conhecer você melhor... antes de você ir embora de novo.

Hermione desviou o olhar e suprimiu um suspiro. Harry não queria ter um relacionamento sério. Convidara-a para sair porque sabia que em breve ela iria embora. Não devia se sentir tão desapontada, mas sentia-se.

O devaneio de Hermione foi interrompido quando ela avistou um casal idoso que se sentava a uma mesa próxima a eles.

— Olhe! Não são o Sr. e a Sra. Gramlin? — ela perguntou a Harry.

— Sim.

— Tia Molly me escreveu, contando que eles fizeram bodas de ouro. Está vendo? Há casamentos que duram.

— Por enquanto.

Hermione riu e Harry imitou-a.

— Você é um cínico, mesmo! Isso deve ajudar muito na sua profissão. — Subitamente ela lembrou-se do último conselho que lera no diário. — Fale-me mais do seu trabalho.

Ele estudou-a por um momento.

— O que quer saber?

— Tudo. O que você gosta mais de fazer, o que não gosta... Casos interessantes em que você trabalhou. Você tem um sócio?

Harry hesitou por um instante, depois começou a falar, com um entusiasmo crescente. Hermione ouvia fascinada enquanto ele lhe relatava as dificuldades em ser um profissional autônomo, sobre a frustração em ter de obedecer regras e leis que protegiam mais os criminosos do que as vítimas.

Ele contou a Hermione como batalhara no início da carreira e como fora convidado, depois de algum tempo, para trabalhar na firma de advocacia da qual se tornara sócio, discutindo as vantagens e desvantagens de trabalhar sozinho e em equipe. Hermione deixou-se contagiar pelo entusiasmo dele, pela autoconfiança e orgulho com que descrevia seus sucessos e pela espirituosidade com que narrava um ou outro fracasso ou deslize. Os músicos começaram a tocar enquanto eles jantavam, e quando Hermione terminou de comer, vários casais já rodopiavam no tablado colocado no terraço, O tempo passava rapidamente, enquanto ela ouvia Harry contar casos incomuns com os quais se deparara.

— Não estou aborrecendo você? — ele perguntou, durante uma pausa.

— De jeito nenhum. Estou fascinada. Se eu tiver algum tempo livre, esta semana, irei vê-lo no tribunal. Você disse que estará lá todos os dias, não é?

— Isso mesmo. Quer dizer que vai me ver, como fez tempos atrás?

— Bem... Estou mais crescidinha, agora. Prometo que não vou rir.

Harry fitou-a por um momento.

— Já falei demais. Agora é a sua vez.

— Minha?

— Sim. Fale-me de você.

Hermione passou a ponta do dedo na borda do copo, sem saber o que dizer. O que poderia contar a Harry de interessante?

— Não sei... estou numa fase de transição, no momento. Todos os meus planos de um mês atrás mudaram completamente. Agora, preciso definir o meu futuro.

— Não deve ter sido fácil para você perder o emprego. Gina sempre dizia que você adorava seu trabalho.

— Não foi mesmo. Mas não quero falar sobre isso, agora.

— Quer dançar?

— Sim.

A melodia era lenta, a iluminação indireta, o ar cálido. Harry enlaçou-a pela cintura com os dois braços, puxando-a para si. Hermione abraçou-o e começaram a mover-se ao ritmo da música. O perfume de Harry a inebriava, despertava-lhe todos os sentidos. Ela se sentia feminina e jovem, quase uma adolescente de novo. Quantas vezes imaginara-se nos braços de Harry, o corpo colado ao dele?

Agora, no entanto, que os antigos sonhos haviam se tornado realidade, era tarde demais. Hermione sabia que Harry não era o homem certo para ela. Estava na hora de deixar as ilusões de lado e começar a pensar seriamente no futuro.

Ela suspirou baixinho, tentando ignorar o clamor de seu corpo, o impulso de aninhar-se mais a ele, as sensações que a acometiam.

Por algum tempo eles dançaram em silêncio, simplesmente desfrutando a música e a companhia um do outro. A música acabou e começou outra, e eles continuaram a rodopiar ao redor do tablado, os passos perfeitamente coordenados como se tivessem dançado juntos a vida inteira. Hermione sabia que, enquanto vivesse, não se esqueceria daquela noite, daquelas poucas horas mágicas que pareciam não pertencer a nenhum tempo e lugar.

Uma sensação de melancolia tomou conta do coração de Hermione. Teria dado tudo para dançar assim com Harry, anos atrás... Agora, não passavam de dois estranhos compartilhando alguns momentos agradáveis.

Quando o conjunto fez um pequeno intervalo, Hermione pediu licença e foi ao toalete. Olhou-se no espelho enquanto procurava a pequena escova de cabelos que trazia na bolsa. Seus olhos brilhavam com uma emoção contida, e as faces coradas não eram resultado apenas da exposição ao sol durante o dia. O vestido era lindo, Harry parecia estar apreciando sua companhia.

Seria sua atitude diferente com relação a ele que lhe despertara aquele súbito interesse? O vestido feminino? Vovó Megan estava certa?...

Pensativa, Hermione voltou para a mesa, e Harry perguntou-lhe se queria sobremesa.

— Não, só um café. A noite está linda, não acha?

— Um pouco quente demais.

Depois que tomaram o café, Harry inclinou-se para ela.

— Vamos dançar?

— Mais um pouco, depois vamos embora. Não quero chegar muito tarde em casa.

— Claro. Precisa dormir cedo, se vai fazer seu curriculum vitae, amanhã.

— E você, não vai trabalhar?

— Sim, mas algumas horas de sono a menos uma noite não vão fazer diferença.

— Mesmo tendo de ir ao tribunal?

Harry deu de ombros.

— Se for a Charlotte um dia desses, podemos almoçar juntos.

— Hum... talvez.

De volta à pista de dança, Hermione cedeu à tentação e deixou-se aconchegar mais intimamente ao corpo de Harry. Provavelmente, nunca mais teria uma chance como aquela. Sentia o coração bater acelerado e esperava que Harry não percebesse. Mas não queria perder um só segundo daqueles momentos maravilhosos.

Atrevidamente, ela enterrou os dedos nos cabelos dele. Harry apertou-a com mais força e, conforme se moviam ao som da música, ela podia sentir as formas masculinas rijas pressionando-a.

— Está quente, aqui — Harry murmurou, quando estavam no centro do tablado, em meio a uma multidão de casais.

A brisa que começara a soprar mais cedo cessara e o ar tornara-se abafado, impregnado da fragrância adocicada dos jasmineiros.

Por uns poucos segundos, apenas, Hermione deixou-se levar pela fantasia, imaginando se existiria uma possibilidade de que Harry se apaixonasse por ela. Se a receita de Megan funcionasse...

Não, concluiu em seguida, voltando à realidade. Harry vivia numa concha inquebrável. A receita de sua bisavó poderia ser eficaz, mas não com ele. E Hermione precisava pensar no futuro. Queria casar-se, ter filhos, formar uma família, compartilhar sua vida e seu futuro com alguém... que, infelizmente, teria de ser outra pessoa. Não Harry.

Harry moveu gentilmente as mãos nas costas de Hermione, perplexo com as sensações que o dominavam. Havia momentos em que ele quase se esquecia da praga que ela fora em sua vida, durante tanto tempo. O desejo inesperado que tomava conta dele o surpreendia.

Desde o instante em que a vira chegar à casa da tia, seu interesse fora despertado. Fazia muito tempo que ela não vinha a West Bend e, no fundo, ele sentia falta da adoração incondicional e inesgotável que ela sempre lhe dedicara. Agora, com ela em seus braços, os corpos colados, ele se dava conta do quanto ela era feminina e delicada.

Hermione o intrigava, aguçava sua curiosidade. Relutante em falar muito a seu próprio respeito, ela parecia mais interessada em saber detalhes sobre a vida dele, sobre seu trabalho como advogado, na firma e no tribunal. Harry queria saber mais sobre ela. Desejava conhecê-la melhor, descobrir o que o fascinava naquela mulher. Ao mesmo tempo, esses pensamentos o incomodavam. Já traçara o seu futuro e não tinha planos de envolver-se com ninguém, muito menos com Hermione. Quando a música parou, Harry conduziu Hermione de volta para a mesa.

— Pegue sua bolsa para irmos embora.

— Já?

— Não disse que queria dormir cedo?

De certa forma, Harry achava recomendável levar Hermione para casa logo. Se ficassem mais tempo ali, juntos, dançando, ele não sabia o que poderia acontecer. Nunca, antes, sentira as emoções escaparem-lhe ao controle. Suas próprias reações o assustavam.

Hermione permaneceu em silêncio durante o trajeto de volta a casa. Não parava de perguntar-se por que Harry interrompera tão abruptamente o contato entre eles. Haviam se aproximado um do outro naquela noite como nunca fizeram antes, haviam conversado como amigos. No entanto, fora como se ele de repente tivesse fechado uma porta e se transformado novamente no homem distante e reservado que sempre fora. Ela fizera alguma coisa errada? Não seguira corretamente os conselhos da bisavó? Não conseguia lembrar-se.

Bem, pelo menos, não haveria mágoas e ressentimentos. Afinal, não havia nada sério entre eles. Ela diria boa-noite e pronto, estaria tudo acabado. Hermione duvidava que Harry a convidasse para sair outra vez. Ela teria de praticar a conquista do homem perfeito com outra pessoa. Cari, ou Peter Jordan, que também a convidara para sair.

Harry parou na entrada de sua casa e desligou o motor.

— Acompanho você até a porta — ofereceu-se.

— Não há necessidade. É logo aqui ao lado.

— Eu a convidei para sair. Deixarei você na porta — Harry declarou, sério, o humor totalmente alterado.

— Para que tanta formalidade, Harry? Somos vizinhos, saímos para dar um passeio e jantar. Em menos de um minuto estarei dentro de casa.

— Vou com você.

Diante do tom de voz de Harry, Hermione julgou melhor não discutir. Mais alguns minutos e cada um estaria em sua casa.

Ela saiu do carro e caminhou na direção da casa da tia, seguida por Harry. Ao chegar à porta, parou e abriu a bolsa para pegar a chave. Para sua surpresa, Harry segurou-a pelo pulso e, com a outra mão, segurou-lhe o queixo, forçando-a a olhar para ele.

— Um beijo de boa-noite? — murmurou, com voz suave.

— Não vejo por quê, Harry. Não faria o menor sentido — ela ponderou, embora não desejasse outra coisa.

— Um beijo de vizinhos — ele disse e inclinou-se sobre ela, cobrindo-lhe os lábios com os seus.

Hermione estava completamente despreparada para o turbilhão de emoções que a envolveu ao sentir a língua de Harry dentro de sua boca, preenchendo-a por completo. Enlaçou os braços ao redor do pescoço de Harry e enterrou os dedos nos cabelos dele, correspondendo ao beijo com abandono, com apenas uma vaga consciência de ter deixado a chave cair ao chão quando os braços fortes a envolveram.

Quando Harry finalmente afastou o rosto, ela recobrou a sanidade. Virou-se abruptamente, apanhou a chave e abriu a porta, entrando e fechando-a atrás de si sem uma única palavra de despedida. Do lado de dentro, encostou-se à porta, com os olhos fechados, a respiração ofegante, o coração batendo descompassado. Passara o dia inteiro dizendo a si mesma para não se deixar envolver, tentando seguir à risca as instruções contidas no diário, manter o coração imune.

E agora, um simples beijo ameaçava seu equilíbrio.

A batida na porta atrás dela sob ressaltou-a.

— O que é? — perguntou, impaciente. Por que ele não ia embora logo e a deixava em paz?

— A chave ficou do lado de fora.

Com uma careta, Hermione entreabriu a porta e estendeu a mão para fora. Harry entregou-lhe a chave e aproximou o rosto, como se quisesse enxergá-la, no escuro.

— Tudo bem com você?

— Tudo. Até logo, Harry. Obrigada pelo jantar.

Ela fechou a porta devagar, embora sua vontade fosse batê-la. Em seguida, correu escada acima e atravessou o quarto, entrando no banheiro. Três minutos depois, estava pronta para dormir. Seu coração ainda não voltara ao ritmo normal, ela ainda sentia nos lábios a pressão e o sabor do beijo de Harry. Seus pensamentos se atropelavam, confusos, atormentando-a.

Harry virara sua vida de pernas para o ar e, provavelmente, não se abalara nem um pouco. Para ele, ela era apenas mais uma. Saíra com ela, beijara-a, e no dia seguinte nem pensaria no assunto, como já devia ter feito com inúmeras mulheres e faria com tantas outras.

Hermione enterrou o rosto no travesseiro e chorou.


Harry tomou um longo gole de uísque, sentindo o líquido ardente descer pela garganta. Ele raramente bebia, mas naquela noite sentira necessidade de tomar alguma coisa forte. E a culpa era de Hermione. Ela mudara, e ele não gostava das sensações que lhe despertava, daquela insegurança que não estava habituado a sentir. Orgulhava-se de sua capacidade de ler dentro dos olhos das testemunhas, de antecipar os passos do oponente, de detectar o estado de espírito dos jurados e influenciá-los. Com Hermione, entretanto, sentia-se completamente perdido, como um náufrago em alto-mar.

Seria orgulho ferido que o levava a acreditar que ela estava fazendo uma espécie de jogo, usando uma tática especial para atraí-lo? Seu ego não lhe permitia aceitar aquela rejeição. Durante anos, Hermione se mostrara embevecida, deslumbrada por ele. Ele não entendia por que, desta vez, desde que chegara, parecia ignorá-lo e determinada a evitá-lo.

No entanto, quando ele a beijara, ela não conseguira manter-se indiferente. Ele tomou, mais um gole da bebida, rememorando o beijo. Como fora bom abraçá-la, sentir o corpo macio e delicado junto ao seu, a doçura dos lábios femininos...

Um desejo inesperado aflorara, e Harry não tinha a menor idéia do que fazer a respeito disso. Sabia que não devia ter ilusões, que nenhuma pessoa era feita para a outra, que nenhum casal alcançava a felicidade. Mesmo aqueles que se sentiam atraídos e acreditavam ter uma ligação especial acabavam perdendo o amor e o respeito na primeira briga séria, provocando ressentimento e amargura. Seu pai empenhara-se para que ele e o irmão compreendessem isso.

Mas havia alguma coisa em Hermione que o intrigava. Tentando reconstruir aquele dia, Harry percebeu que ele fora o assunto principal da conversa entre ambos. Hermione fizera-lhe perguntas sobre seu trabalho e sobre a vida em West Bend, mas falara pouco sobre si mesma. Ele tinha curiosidade em saber mais sobre ela, sobre seu trabalho, seus amigos, seus planos para o futuro.

Com um gesto decisivo, Harry largou o copo sobre a mesa e pegou no telefone. Discou o número que já sabia de cor.

O telefone tocou várias vezes, do outro lado, antes que ele ouvisse a voz de Hermione.

— Hermione, sou eu. Harry.

— O que foi, Harry?

— Acordei você?

— Por quê? Telefonou para saber se eu já estava dormindo? — ela retrucou com aspereza. — Eu não estava dormindo, mas já estava deitada. Por favor, não vá me ligar daqui a dez minutos de novo para saber se já estou dormindo ou não.

— Espere, não desligue! Quero conversar com você.

— Conversamos o dia todo.

— Eu falei o dia todo. Você é uma ótima ouvinte. Mas falou muito pouco de você mesma, e há várias coisas que eu gostaria de saber a seu respeito. Sua vida em Nova York, seu trabalho, seus amigos.

Fez-se um breve silêncio, antes que Hermione falasse:

— A esta hora, Harry? Estou com sono. Não podemos conversar num outro dia?

— Diga quando, então — Harry pressionou. Desta vez, não a deixaria desligar sem combinar alguma coisa definida.

— Não sei. Eu ligo para você.

— Não, Hermione. Quero marcar agora. Vamos almoçar juntos na terça-feira.

— Não posso. Já tenho compromisso na terça-feira.

— Quinta, então. — Harry não se daria ao trabalho de perguntar que compromisso era aquele.

Hermione cobriu o bocal com a mão e ergueu os olhos para o teto, suspirando alto.

— Está bem, quinta-feira — concordou, com medo que ele fosse bater em sua porta naquela mesma noite. Poderia inventar uma desculpa, depois, para cancelar.

— Espero você no meu escritório.

— Está bem. Boa noite, Harry.

Hermione desligou e Harry fez o mesmo, pensativo. O que se passava na cabeça de Hermione? Talvez na quinta-feira ele conseguisse descobrir.


Quinta-feira... almoçar com Harry...

Hermione arrastou-se de volta para a cama, como se estivesse carregando um grande peso atrás de si.

Precisava pensar numa desculpa para não ir. Aquele relacionamento com Harry só poderia resultar em sofrimento para ela.

Com mãos trêmulas, pegou o diário na mesinha-de-cabeceira e abriu-o na página onde parara de ler na última vez.

“Mamãe diz que devo fazer muitas perguntas sobre o trabalho dele e sobre outros aspectos da vida dele, também. Os homens gostam de falar de si mesmos e, além disso, é uma maneira de termos uma noção de como será a nossa vida ao lado deles. Se ele for cansativo, será também depois de casar. Mas não posso imaginar Frederick sendo cansativo. Só o som da voz dele me traz uma felicidade que eu nunca pensei que pudesse existir.”

Hermione fechou os olhos e apoiou o diário aberto sobre o peito, lembrando-se da voz de Harry. Era profunda e aveludada... intoxicante. Ele possuía um leve sotaque sulista e um timbre que era único. Megan extasiava-se com a voz de Frederick, ela extasiava-se com a de Harry! Se ele lesse para ela o Código Penal do princípio ao fim, ela se deleitaria, só porque seria ele quem estava lendo.

Como seria ouvir aquela voz em seu ouvido, no escuro? Tê-lo a seu lado, poder tocá-lo...

Lágrimas de frustração voltaram aos olhos de Hermione. Fechou o diário e colocou-o de volta na mesinha, antes de apagar o abajur. O escuro sempre lhe alimentava as fantasias, e ela sabia que sonharia com Harry.

Pois sonhar era o máximo que podia fazer.




Obs:Oiiiiiii pessoal!!!!!Mais uma vez peço desculpas à vocês por ter atrasado o capitulo, mas foi por motivos muuuuito sérios!!!Como tinha avisado vocês, acabei pegando exame em Estatística e tive que estudar muuuuito pra poder passar.Porém só vou saber o resultado amanhã de noite e, já aviso vocês que, se eu passar vou postar terça dois capitulos de cada fic em comemoração!!!!Espero que tenham curtido o capitulo de hoje e que tenham gostado da noticia!!!Bjux!!!Adoro vocês!!!!


Agradecimentos especiais à:
Fernanda Destro,
ღDiany PaulaღMúmiaღ ,
Jéssy Nefertari,
Amor,
Tata,
Ana Lívia,
Andréa Pismel da Silva,
Carla Ligia Ferreira,
***Pah Potter***,
*** Sarinhaaa ***,
FABY e
Adriana Paiva!!!
Se eu esqueci alguém, peço que me perdoem!!!Adoro todas vocês!!!!Valeu por acompanharem todas as minhas fics e pelos comentarios maravilhoso que deixam!!!!E principalmente por serem tão pacientes comigo!!!Bjux!!!!!

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