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Dono do coração
A terra rachou sobre seus pés. Tudo balançava a sua volta. Os corpos daqueles que amavam sacolejaram como marionetes sobre as mesas.
-Oh, droga! O que vou fazer?
Desesperada Hermione olhou em volta. Calma, calma, isso é só um pesadelo. Ele não pode encurrala-la! Disse a si mesma. Fechou os olhos e desejou com toda a força do seu ser que aquilo parasse. Nada.
Alarmada procurou onde segurar-se.
-Não! – gritou, decidida a não permitir que ele a usasse. De pé sobre o balanço do chão, concentrou-se em não cair. Isso, pensou aliviada. Podia andar sobre aquele terremoto, pois ele não podia feri-la.
Porém antes que atingisse a saída a terra abriu-se e Hermione voltou correndo seus olhos perdendo-se no horror do medo. Labaredas de fogo surgiram de um enorme buraco no chão, levando consigo os corpos inertes.
Mesmo sabendo que era apenas uma ilusão de seu algoz, ainda assim seu corpo curvou-se de dor ao sentir a crueldade dele.
-Por favor, pare com isso...
-Você pode me parar...venha comigo...
Hermione pensou se deveria aceitar. Acabar logo com isso. Mas a voz de Rony ecoava em seus ouvidos pedindo que agüentasse firme. E assim o faria. Não desistiria da vida.nunca.
assim sendo, deu as costas aqueles que amava e correu para longe, entrando na floresta proibida.
Harry e Rony entraram na enfermaria no exato momento que Prof.Minerva saia apressada.
-Professora...?
-Agora não, Harry. – disse rápida – Entrem, entrem, tenho que tomar umas providencias!
Os dois entraram rápidos. Na cama Hermione mantinha a mesma expressão apagada dos últimos três dias. Harry e Rony mal haviam tomado café e voltado a seus postos ao lado da cama dela.
Hoje porém, esse posto estava ocupado pelo Sr.Granger e sua esposa. Segurando a mão da filha com expressão aturdida, a sra.Granger ergueu os olhos para ambos e tentou sorrir.
-Olá, meninos. Como vocês estão?
Mesmo na quela situação era uma mulher adorável, pensou Harry. Atenciosa como a filha.
-Estamos bem, sra.Granger. estamos tentando encontrar uma solução para Hermione. – disse aproximando-se deles.
-E vamos encontrar! – disse Rony veemente. – Hermione estará de volta logo, logo, não se preocupem! Não vamos deixar que ela se vá!
Sua veemência fez os olhos da sra.Granger se encherem de lágrimas. Emocionada estendeu a mão livre para os meninos e eles se aproximaram, recendo um caloroso abraço.
-Eu sei que os dois a amam, meninos. Fico tão feliz sabendo que Deus pôs no caminho de minha filha dois irmãos tão leais. E acredito que não deixaram que nada aconteça, não sem lutarem!
Sorrindo os garotos se afastaram. Rony olhou para o sr.Granger parado no fundo da enfermaria. Ele tinha os olhos muito vermelhos e não parecia tão confiante quanto sua esposa. Na verdade parecia bem furioso.
-Sr.Granger o senhor já conversou com a prof.Minerva?
ouviu Harry perguntar.
-Sim. – disse com desdém – Ela prometeu o mesmo que vocês dois. Mas essa...essa...magia não serviu de nada até agora! – aproximou-se deles – Não vou permitir que minha filha querida definhe nessa cama sem tratamento!
-Hermione está sendo tratada pelo melhor bruxo em poções que possa encontrar, Severus Snape! – meteu-se na conversam madame Polfrey – Não permitirei que conteste nosso trabalho, sr.Granger. estamos fazendo muito mais que a medicina trouxa pode fazer! Achei que houvesse entendido porque não deve tira-la daqui agora!
-Eu entendi. – disse resoluto – Entendi que minha filha esta morrendo. É isso que entendi. Vou perde-la novamente!
Os olhos de madame Polfrey arregalaram-se e de Harry também ao vê-lo apoiar-se na mesa onde estava os medicamentos que Hermione bebia regularmente.
-Eu soube que havia perdido minha filha na primeira vez que a vi depois do primeiro ano nessa escola – ele revelou sua voz mais suave e um pouco tremula – Ela estava tão diferente. Tão mais madura e rebelde. Não se interessava mais só pelos livros. Ficava esperando ansiosa aquelas corujas chegarem e quando chegavam...falava sobre coisas que não podíamos entender...e os anos parecem leva-la cada vez mais pra longe de nós... – olhou para a esposa – Nem as férias desejava mais passar conosco. – engoliu em seco – Como poderíamos competir com o mundo de vocês? Tanta beleza e tanta maravilha. Ela falava das aulas, dos amigos....das aventuras e sempre soube que nos escondia o perigo disso tudo! Mas era tão pouco tempo com minha garotinha... – aproximou-se e segurou sua mão – que não desperdiçaria fazendo perguntas que ela não sentia-se pronta a responder. Até que foi suspensa das aulas esse ano e preferiu... preferiu ficar na casa de estranhos a ficar na nossa casa.
-Querido, - sua mulher pôs a mão em seu ombro – não é assim, você sabe!
-É claro que é! Ela passa as férias na Toca! Ela passa qualquer momento livre lá! – revoltou-se – Hermione já não nos deseja na sua vida como antigamente, não somos mais necessários na vida da nossa filha!
-Sr.Granger... – a voz de Rony parecia ter sumido ou era apenas o nervoso – Eu sei porque ela gosta tanto de ir lá e não tem nada a ver com gostar mais ou menos do senhor e da sua esposa – estava estranhamente formal e os olhos do sr.Granger fulminaram-no – Eu e Hermione estamos namorando... – viu ele levantar-se rápido e completou dando um passo para trás – Mas faz poucos dias!
-Ela não contou nada... – disse a sra.Granger olhando para a filha. Seu marido apenas ficou de pé encarando um Rony branco como será. – Hermione sempre foi muito fechada, querido.
-Rony e Hermione pretendiam contar nas férias, sr.Granger – Harry achou melhor explicar já que o amigo perdera a voz e estava branco como cera. – Eu também estou namorando com a irmã do Rony e ainda não falei com o pai dela, porque as férias parecem ser o melhor momento e ...
-O que você disse, Harry?
A voz a suas costas o deixou com uma expressão bem parecida com a de Rony. Era o sr.Wesley acompanhado pela mulher.
-Harry, querido, que maravilha!- Afetuosa ela lhe deu um forte abraço e beijou sua bochecha com delicadeza. – Bem vindo a família, Harry!
Sr.Wesley ainda o olhava meio atravessado, até parecer decidir-se por algo, deu um tapinha em suas costas e aproximou-se do pai de Hermione.
-Antonio, venha, vamos conversar sobre essa situação toda.
Os dois homens afastaram-se para um canto na enfermaria e os olhos deles voltavam a Rony de vez em quando.
-Boa hora para contar. – disse Harry.
-Achei que ele se sentiria melhor por Hermione querer ficar lá em casa para estar perto de mim...é melhor do que achar que sua filha não gosta mais deles...- disse amargo.
-Não se preocupe, Rony. – a voz da sra.Granger os fez parar de cochichar – Meu marido é difícil as vezes, mas ele entendeu o que quis fazer. Ele sabe que a vida da nossa filha tomou outro caminho que não o nosso ou o que sonhamos para ela. Mas ele sabe também que ela nunca nos abandonaria. Hermione ama a família que tem. O que vier, será para complementar nossa família, e mesmo que meu marido não demonstre, você é muito bem vindo.
Rony sorriu um pouco envergonhado e a Sra. Wesley passou por ele resmungando:
-Esses jovens...meus caçulas namorando sério e só fico sambando por que estava ouvindo atrás da porta!
-Mamãe! – protestou Rony.
-O que ? – olhou para ele desafiando a critica-la.
-Nada... – deu de ombros.
-Acho melhor vermos se Hagrid já voltou, Rony – sussurrou – Estou com um estranho pressentimento sobre ele!
Rony maneou a cabeça concordando, louco para sumir dali!
-Hagrid ainda não voltou. Isso é muito estranho, Rony. Dumbledore some, Prof.Heldor também. E Hagrid sai em uma missão secreta e não recebemos nenhuma noticia dele!
-Talvez ele tenha ido procurar Madame Maxime – brincou Rony, com um atípico humor negro – Imagina só: quantas meio gigantes tem por aí? – Harry olhou-o como se ele estivesse louco – Isso mesmo, Harry: nenhuma a não ser ela. Isso quer dizer que nosso amigo Hagrid não deve namorar a....nunca deve Ter namorado. – fez careta imaginando isso – Talvez por isso esteja demorando: ele está tirando o atraso!
-Espero que não – Harry deu um meio sorriso – Caso contrario não o veremos tão cedo.
Rony riu baixinho. Não que rissem de Hagrid, mas riam da situação que eles armaram em suas cabeças.
-Com essa loucura dos últimos dias não falamos com prof.Minerva sobre a coruja que Hagrid não recebeu! – disse pesaroso um Harry bastante deprimido.
-Não se preocupe com isso, Harry! – disse um vozeirão atrás deles.
Rony que empoleirou-se no parapeito da janela para espiar para dentro, quase caiu e Harry virou-se rápido para o meio gigante favorito deles.
-Hagrid, você voltou!
-Sim, ontem a noite. – passou por eles.
Seu andar era um pouco inseguro, mancava levemente. Carregava um saco nas costas. Era grande e marrom, e de olhos arregalados, Harry percebeu que algo dentro dele se mexia.
-o que é isso no saco?
-Oh, isso? Não é nada não, Harry. – disse com cara de quem morria de vontade de contar – Venham, entrem.
Os dois o seguiram. Harry debateu-se internamente se deveria ou não perguntar da sua perna. Mas a guerra foi vencida por Rony, que jamais em sua vida primou pela discrição:
-O que aconteceu com sua perna?
-um tombo, Rony. Um tombo bem feito se querem saber.
-Madame Polfrey não pode dar jeito nisso?
-É claro que pode, Harry. Mas para isso teria que Ter voltado antes, e jamais deixaria uma missão incompleta! – disse orgulhoso.
-E deu tudo certo? Achou o que Dumbledore pediu que procurasse? – Harry jogou verde, sabendo que ele se entregaria uma hora ou outra.
-É claro que sim! Deu trabalho, ah, se deu! Nunca imaginei que esse... – parou a tempo olhando para os dois desconfiado. – Como sabem sobre isso?!
-Na verdade, não sabíamos até agora. – deu de ombros. – Você sabe tudo que aconteceu por aqui na sua ausência, Hagrid?
-Sim. Fitchi me interou dos fatos. Pretendia visitar Mione na enfermaria, mas madame Polfrey me aconselhou a esperar os pais dela irem descansar, pois minha figura a noite, nos corredores lúdicos poderia deixar o sr.Granger mais assustado do que nosso amigo aqui o deixou. – deu um tapinha nas costas de Rony que corou furiosamente. – não tenha vergonha, Rony. Pelo que sei, não é o único dando surpresas em pais desavisados. – riu quando Harry olhou para os próprios sapatos.
-O que prof.Dumbledore mando que buscasse e porque demorou tanto a voltar, Hagrid? Tem a ver com esse monstro que atacou a escola?
-Sinto muito, Harry, mas não posso falar sobre isso.
-Qual é, Hagrid!? Todos estamos tentando salvar Hermione! Até Snape, está ajudando! E logo você vai esconder informações importantes???
-Acalme-se, Harry. Ordens de Dumbledore são leis para mim, e vocês dois sabem bem disso – sentou-se no sofazinho e esticou a perna machucada. Suas expressão estava fechada e estreitou os olhos para olha-los – Eu não consigo imaginar, Snape voltando atrás na sua palavra. Mesmo nas piores horas, suas promessas são sempre cumpridas. Jamais o vi deixar de cumprir uma palavra sua empenhada. Mesmo quando era comensal, mantinha-se fiel a Voldemort apesar de odiá-lo tanto quanto nós. E o vi jurar que não colocaria mais os pés nessa escola enquanto Dumbledore não o chamasse de volta.
-Porque os dois brigaram?
-É uma longa historia, Rony. Vocês dois devem voltar ao castelo. Apesar de tudo ,ainda tem aulas, não tem?
-Sim, tem. Mas de que adiante aulas, se do jeito que vai todo mundo vai morrer nas mais de Voldemort e seus seguidores. – disse Rony – Porque sempre estamos sozinhos nisso??? – indignou-se – Nós temos que correr atrás de cada informação para depois colocarmos nossos pescoços em risco por estarmos na ignorância do que acontece? Percebeu Harry? É sempre a mesma coisa!
Harry concordou com o amigo, sentindo a mesma revolta que ele.
-Está bem, está bem, eu não sei muito sobre isso! O que sei é que Voldemort entrou nos sonhos de Snape convocando-o a voltar a seu lado e ele procurou Dumbledore para dizer que desta vez não seria agente duplo novamente. Mas ao que parece Dumbledore tem outros planos. Ambos discutiram e Snape jurou não voltar mais a menos que sua vontade prevalecesse.
-Porque Dumbledore quer que ele volte a ser comensal depois do que houve com a mulher dele? – perguntou Harry sem entender – é claro que ele se recusaria!
-Acontece que a vontade de Voldemort é lançar mão da Imperius para controlar Snape. Ele tentou uma vez no passado e conseguiu. Foi quando Snape...falou sobre seus pais, Harry.- disse com voz baixa.
-Ele não disse que estava sobre a Imperius... – disse surpreso.
-Ah, Harry, muitos são os desmandos da vida de um homem. Snape sempre odiou seu pai, mas era algo de adolescência. Você mesmo detesta Draco Malfoy, mas não o mataria por isso, mataria?
-É claro que não! – disse rápido.
-Pois bem. Ele também não o faria. Ainda mais...
-Pode dizer, Hagrid. Ele gostava da minha mãe. Ele me disse.
-Então vocês conversaram sobre isso???
-Fui eu quem o convenceu a voltar.
Hagrid o analisou profundamente.
-Não me admira.
-Porque diz isso? – Rony franziu as sobrancelhas confuso.
-Snape sofreu muito, Harry. Sua mulher, era um doce de criatura. Eu mesmo, arrastava um bonde por ela. – sorriu – Meiga, gentil. Bela. Foi um choque para todos quando ela pediu Snape em casamento. Acreditem, foi ela quem pediu – riu com aquela lembrança. Ninguém sabia que eles estavam namorando e quando ela...bem...ela engravidou da primeira vez eles casaram-se.
-Snape tem um filho???
-Na verdade teve dois. – disse sobre o olhar surpreso dos dois garotos. – A primeira criança, um menino de incríveis olhos castanhos como os da mãe, foi roubado dos dois poucas horas depois do nascimento. Alguns dizem que Voldemort usou a criança em algum feitiço das trevas, outros dizem que apenas a matou para satisfazer seu ódio sem limites. Ninguém sabe ao certo. Depois disso, Snape e a doce Sabira foram viver em Hogwarts onde ele passou a lecionar apos concluir as aulas. Sabira cuidava da enfermaria com madame Polfrey e pouco tempo depois deu a luz a uma menina, Ayana. Ela tinha cabelos negros como a noite e os olhos arregalados como se soubesse tudo o que se passava a sua volta...era realmente uma beleza...acho que ela regularia de idade com vocês dois.
-Voldemort...a matou também? – engasgou-se com a pergunta.
-Não... – maneou a cabeça – Sabira temia que ele o fizesse. A guerra estava estourada e todos sabiam que ele queria você e seus pais, Harry. Snape tornou-se um comensal duplo a mando de Dumbledore, e Voldemort precisava de alguém como ele guiando os covardes que o seguiam. Mas Sabira não era tola, poucos dias antes de Ter sido aprisionada por ele e submetida a Imperius, Sabira escondeu a menina. Infelizmente, ela levou para o tumulo o destino da criança. Snape a procurou por muitos anos, mas nunca obteve sucesso em encontra-la. Muitos foram os mortos e poucas crianças sobreviveram aos seus comensais. Hoje, seria praticamente impossível encontra-la. Ainda mais viva. – coçou a barba. – Por mais que eu a procure...
-Foi isso que Dumbledore o mandou procurar? A filha de Snape???
-Eu...eu não disse isso... – levantou-se nervoso mancando até a cozinha. – Melhor vocês irem, está ficando tarde!
-Espere. Hagrid! Hermione esta naquela cama a beira da morte. E não será a única. E Dumbledore não está aqui para fazer nada por nós. – disse Harry, olhando fundo nos olhos do amigo gigante – Você confia nele e eu também, mas nesse momento confio mais no fato de que teremos que fazer alguma coisa nos mesmos! Já achamos três dos quatro poderes. Falta um. Tenho certeza que é o que Dumdeblore mandou-o procurar. Por favor, diga-nos: o que é o quarto poder?
Hagrid pareceu duvidar da própria capacidade em guardar segredo. Por fim suspirou e catou o saco que trazia as costas ainda a pouco. Sacudiu-o de cabeça para baixo até que um pequenino homem caiu sobre o chão. Lembrava uma miniatura.
-O que é isso? –Harry arregalou os olhos surpreso.
-Eu sei o que é isso! – disse Rony excitado – É um Erfim encantado! Minha mãe costumava dizer que eles nos pegariam se não fossemos comportados! – aproximou-se e olhou com desdém para o pequeno homem barbudo, com vestes semelhantes aos que os magos usavam. – Mas ela nunca me disse que era isso aí. – disse com desprezo – Eu poderia ter esmagado ele com um ano de idade!
-Está certo, Rony. É um Erfim. – Hagrid pegou o pequenino com sua gigantesca mão e o colocou sobre a mesa da cozinha. – São seres encantados que mantém contato entre o mundo real e o mundo dos sonhos das crianças. Eles zelam por todas as almas infantis. Infelizmente, algumas mães usam suas figuras para assustarem os filhos relapsos. – Dumbledore mandou que encontrasse esse aqui. É o líder dos Erfims. Ele acredita que Sabira pode ter invocado-o com um feitiço e ter entregue a pequena Ayana a seus cuidados. Infelizmente, ele fala uma língua que apenas crianças podem entender.
-Porque não chamamos um primeiralista então? – sugeriu Rony.
-Muito velho. Somente bebês podem entende-lo. Porém, bebês não tem consciência para falar o que ouviram. A maioria nem sabe falar. – desesperançoso, Hagrid sentou-se novamente para tirar o peso de sobre sua perna ferida – Consegui encontra-lo no alto de uma montanha, mas para isso tive que escalar, pois magia não funciona com eles. Infelizmente escorreguei antes de chegar a meu destino – lamentou-se.
-E se... – uma idéia se formou na mente de Harry - E se um adulto se transformasse em um bebê?
-Continuaria sem saber o que aconteceu quando retornasse a sua forma antiga. -Rebateu Hagrid.
-Mas e se o feitiço deixasse a consciência adulta nele? – sugeriu Rony.
-Acho que poderia ser feito. Porém um adulto seria inviável, talvez um adolescente. Mas prof.Minerva jamais permitiria que um aluno fizesse isso. – maneou a cabeça cansado.
-E se ela não soubesse? – perguntou Harry sorrindo.
Rony retribuiu o sorriso e Hagrid não soube o que dizer. Realmente era uma idéia.
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