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43. O vale das sombras encantadas


Fic: AVENTURAS EM HOGWARTS- Rony e Mione- Cap 59 e 60 ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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43
O vale das sombras encantadas

a noite estava clara. Quase podia ver cada reflexo da lua acinzentada lá no alto. Tudo era tão demasiadamente claro.
Hermione andou lentamente, sentindo a grama úmida de orvalho tocar seus pés nus e a barra de sua camisola arrastar-se pelo chão. Ah, o lago! Estava tão encantador com toda aquela luminosidade sobre suas águas. Bem ao longe a lula gigante erguera sua cabeça para ver ao redor e logo a escondera novamente.
Hermione sorriu e sentou-se na beira da agua, embaixo de uma árvore.
Tudo estava tão calmo, tão sereno. Fechou os olhos desfrutando daquela paz.
-Nãoooooo.....
um grito a fez arregalar os olhos e olhar em volta.
-Por favor, não faça isso comigo!
Rugidos. Gritos. Presas. Sangue pelas paredes.
-Não! Não! Não!
Um corpo lançado no espaço em direção ao nada.
Em alerta ergueu-se e correu a beira do lago. Sangue. Toda a água era sangue. E manchava seus pés e sua camisola.
-Oh! – gemeu assustada – O que está acontecendo...
a sua volta o ar gélido substituiu o ar fresco da noite. Arrepiada e com medo correu tentando voltar ao colégio.
Os gritos cada vez mais altos. Som de passos seguindo os seus.
-Quem está aí? O que você quer?
O vazio a contemplou de volta e seus passos tornaram-se trôpegos. Adentrando as portas de Hogwarts, Hermione correu até a sala do almoço a da janta. As mesas estavam ali enfileiradas. Vazias.
-Onde está todo mundo... – sussurrou, como medo de despertar algo maior que ela.
-Você não pode esconder-se garotinha...
aquela voz! Já a ouvira no passado! Era...oh, não! Não podia ser! Aquele ser misterioso que rondava a mente e atacava os sonhos!
Precisava acalmar-se e ser prática. Estava em Hogwarts. Ou provavelmente seus sonhos a levaram até ali. Fora dormir cedo e era bem provável que naquele momento já estivesse na enfermaria. Isso mesmo, deveria estar na enfermaria. Hermione fechou fortemente os olhos e quando os abriu estava em frente a porta da enfermaria. Sua mão tremia quando abriu o trinco.
Assistiu seu próprio corpo inerte na cama. Rony segurava sua mão e sussurrava palavras que entendia brevemente:
-Não desista...para sempre...não desistiremos de você...
Hermione quis se aproximar e tocar seu rosto, dizendo que estava li e tudo ficaria bem.
Mas não pode. Aquela sombra crescia contra a parede e aproximava-se da cama. Bem lentamente.
-Vá embora! – Hermione gritou com toda sua força – Me deixe em paz! Você não pode me matar! Desista!
-Não... – a voz lhe deu arrepios – Não posso mata-la, mas posso domina-la pela eternidade...
tremula Hermione deu um último olhar antes de virar-se e correr para longe dali, levando consigo aquela sombra que a seguia como um dementador voraz. Aos pés das escadarias ela parou e olhou em volta.
Ele havia sumido. Olhou novamente para a escada. Talvez ele quisesse que subisse os degraus.
Maneou a cabeça e disse a si mesma que não faria seu jogo. Deu um passo para trás e dirigiu-se para o pátio.
-Menina impertinente.... – aquele sussurro novamente. Ela continuou andando rápida sem virar-se embora tivesse certeza que aquela sombra tornara a segui-la.
-O que tem lá em cima? Porque você quer que eu suba?
-Jamais saberá se não subir aquelas escadas...
-Não vou subir. Você não pode me obrigar. Eu sei bem que tem medo de mim. Já o venci três vezes em pouco tempo. Vou vencer de novo e você sabe disso, não sabe?
-Ninguém pode me vencer...
uma forte rajada de vento e um nevoeiro escuro cobriu todo o pátio da escola. Hermione mal podia enxergar. Tropeçando nos próprios pés chegou a cabana de Hagrid.
-Hagrid! – gritou batendo a porta – Por favor, você está aí? – lágrimas se formaram sem seus olhos e ela baixou a cabeça desesperada – É claro que não! Esse pesadelo é seu Hermione e ninguém pode ajuda-la.
Tentando manter a calma empurrou com força a porta e entrou. Num canto canino adormecido. A cozinha intocada. Passou para o quarto. O corpo de Hagrid adormecido de lado na gigantesca cama.
-Hagrid você pode me ouvir? – tocou seu ombro e o corpo resvalou para frente.
-Não! – afastou-se chocada. Ele estava morto. Pálido e duro. – Não, hagrid...não me deixe! – sacudiu seu corpo, mas em vão.
-Você quer ajuda, garotinha?
-Vá pro inferno! – gritou para a sombra que cobria toda a parede da casa.
Hermione correu de volta ao castelo e procurou esconder-se nas salas de aula. Estavam trancadas.
Todas. Atravessou então os corredores até a biblioteca. Entrou e não avistou ninguém.
Abaixou o corpo para olhar embaixo das prateiras. Um par de tênis. Quase sorriu.
Andou até eles e ficou paralisada.
-Harry... – sua voz tremeu e seus mãos tremiam ainda mais. Harry estava dependurando, uma corda a enforca-lo firmemente. – Porque está fazendo isso comigo? – choramingou – Eu não posso vê-los mortos...
-Basta subir as escadas, garotinha...
-Eu já disse que não! – lagrimas correram por seu rosto enquanto olhava para o corpo sem vida do amigo – Harry, eu sinto tanto...Mas isso é só um pesadelo, não é? Você está bem, procurando um jeito de me ajudar, não é? – tentou sorrir e então virou-se para a sombra que a perseguia – Você não vai conseguir! Eu não vou fazer o que você quer! Eles não estão mortos! É só na minha cabeça!
-Você não conhece meu poder, menininha...
em segundos a sala girou a sua volta e hermione viu-se caída no chão da estufa de Herbologia. Levantou-se lentamente e ofegou levando a mão à boca para não gritar.
Sobre as mesas os corpos inertes de seus pais, Gina, Rony e toda sua família.
-Não...não...não...papai – sacudiu o braço inerte – Mamãe? Acorde! – sentiu uma fisgada de dor no peito e as lagrimas vieram sem controle – Gina...pobrezinha... – havia um rasgo feito a garras em sua barriga por onde sangue fluía. – Rony...meu amor... – aproximou-se e tocou sua face gelada com as mãos tremulas – Eu posso ouvi-lo...e não vou me render... – tocou seu rosto no dele, e seus olhos voaram para a sra.Wesley e seu marido. Ela sempre tão boa com ela e Harry .tão mãe que doía vê-la naquela estado.
-Você pode tentar mata-los em mim mas não pode. Acha que não sei o que está fazendo? – criou coragem e disse para o vazio a seu redor – Quer me intimidar para que eu suba e você me aprisione. Não farei seu jogo sujo! Ficarei aqui! Com quem amo.
-Estão todos mortos.... – a voz era risonha.
-Não importa. Não sairei daqui.
-não pode me desafiar menina tola. Sou o dono da sua mente e posso fazer o que quiser com você...
-Então. Tente. –disse cada palavra bem claramente em posição de desafio.
Sua resposta foi um tremor que a fez segurar-se contra a mesa enquanto toda a terra movia-se e rachava-se a seus pés...

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