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4. Capitulo 4


Fic: Flertando com o Perigo


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Capitulo 4

Hermione conhecia muito bem o mundo dos homens de negócios. Por isso sabia que, para Harry Potter, ela não passava de mais um jogo. Mas, no momento, era necessário manter a polícia afastada de si mesma e de Stoney, para que pudessem sair da Flórida por algum tempo. Além disso, ela precisava se livrar da acusação de assassinato.

Stoney... Justino Barstone trabalhara do “outro lado da lei”, como ele costumava dizer, por trinta anos. Não era descuidado, e isso significava que alguém, de fato, estava dando com a língua nos dentes.

Olhou o telefone. Se pudesse ligar para ele... Não. Era arriscado demais. Foi até o closet. Ali encontrou todo tipo de traje que poderia imaginar. Tirou o vestido, dobrou-o e colocou-o em sua bolsa.

Pôs, então, uma camiseta e um short comprido o suficiente para encobrir o curativo na parte de trás de sua coxa. Calçou tênis simples e olhou-se no espelho. Da forma como Potter vinha olhando para suas pernas, quanto mais delas estivesse à mostra, melhor. Poderia tê-lo em suas mãos e sentia grande prazer em ser admirada por um sujeito rico e bonito como Harry.

Olhou pela janela. Ali estava a piscina e a parte destinada à churrasqueira. Ia comer churrasco preparado por um bilionário. Interessante. Homens ricos não costumavam gostar de serviço manual. Decidiu descer até lá e verificar se não haveria algum artefato explosivo colocado por perto. Sempre era uma possibilidade...

E ia esquadrinhar a churrasqueira quando ouviu atrás de si:

-Coloque as mãos onde eu possa ver!

Hermione fechou os olhos e ergueu os braços, bem devagar.

-Vire-se! – o homem segurava o revólver à altura de seus olhos. – Está portando uma arma?

Hermione fez que não.

-Trabalho aqui – mentiu. – O sr. Potter quer churrasco esta noite.

-Não usou essa mesma lorota outro dia?

-Do que o senhor está falando? Não nos conhecemos...

-Deite-se no chão, com as mãos na nuca!

-Vou sujar os cabelos com pó de carvão...

-Faça o que eu disse!

De joelhos, Hermione viu Harry aproximando-se. As algemas que o policial tinha soltado do cinto ameaçavam deixá-la em pânico, nunca fora pega antes.

-Detetive Malfoy – Harry interferiu. –, está tudo bem.

-Agora, sim! Fique longe daqui sr. Potter! Vou chamar o esquadrão anti-bomba para verificar sua churrasqueira.

-Era o que eu estava fazendo! – Hermione protestou. – Por favor, sr. Potter, diga a ele!

-Ela trabalha para mim. Como o senhor sugeriu, pedi a Rony que contratasse uma melhor segurança particular.

Malfoy pareceu duvidar.

-Sua segurança? Vestida assim?

-Isso mesmo.

-Não se importa se eu a revistar?

-Já dei minhas referências ao sr. Potter. E o senhor? Como foi que entrou?

-Esta é minha investigação! – o policial se irritou. – E quero ver suas referências também!

-Claro, eu mesmo as mostrarei ao senhor – Harry tornou a interferir. – Se quiser ligar para William Benton...

-Bill Benton?!

-Sim. Ex-agente da CIA. Jogamos golfe juntos, e foi ele quem recomendou essa moça a mim.

Embora ainda duvidando, Malfoy guardou a arma.

-Certo, mas quero o nome dela.

-Hermione Granger – ela deu a informação. – Sou especialista em segurança de valores, mas aceitei este serviço.

-Granger? Conheci um ladrão com esse nome.

-Era meu pai. E optei por esta profissão para compensar tudo o que ele fez.

-Não sabia que ele tinha uma filha.

-Pode-se dizer que sou a ovelha branca da família. Ninguém fala muito de mim.

Malfoy respirou fundo.

-Certo. Mas se eu descobrir um registro seu na polícia, srta. Granger, voltarei para prendê-la. E manterei os olhos em você, caso não encontre nada.

-Faça como quiser, detetive.

Malfoy confabulou com Harry por segundos, depois se foi, mesmo contrariado.

Quando se viram a sós, a pergunta foi inevitável:

-Quem foi seu pai?

-Não é da sua conta.

-E a confiança, onde fica?

-Falarei sobre ele quando falar sobre sua ex-esposa, está bem?

Harry ia responder, zangado, mas Rony acabava de chagar e tomou Hermione pelo braço.

-O que fazia aqui? – perguntou, entra os dentes.

-Me solte!

-Rony...

-Quero saber o que ela estava fazendo, Harry!

-Só vou pedir mais uma vez que me solte – ela ameaçou.

-E só vou perguntar mais uma vez...

Com um movimento rápido e inesperado, Hermione contorce-se toda e, num segundo, arremessou Rony para dentro da piscina.

Divertido com a situação, Harry ignorou as imprecações do amigo e admirou Hermione ainda mais.

-Caratê?

-Não. Sou uma menina má, apenas isso. Tenho de lavar as mãos. Ah! Sua churrasqueira está limpa. Achei que ninguém a tivesse verificado antes.

-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-

Quando Hermione retornou, a área da churrasqueira estava deserta. Notou a trilha de respingos que seguiam pelas pedras do chão. Conhecia a mansão pelas plantas que estudara e sabia que aquilo ia dar numa área de dormitórios não tão elegantes quanto o que ocupava. Sim, Potter gostava dela, decidiu.

Sentou-se, de forma a ficar de frente para o local de onde Rony voltaria, e esperou. Um jovem de aparência latina veio pela lateral.

-Gostaria de beber algo? – ofereceu, gentil.

-Chá gelado, por favor.

-Puro ou com frutas?

-Com morango, Reinaldo. – a voz de Harry vinha de perto. – E um Martini para Rony.

-O moço inteligente ainda está na casa? – Hermione mexeu nos cabelos.

-Ah, ele não desiste fácil. Foi trocar de roupa.

Harry tinha ciência de que o advogado também iria ligar outra vez para Bill Benton, para averiguar mais sobre Mione, agora que ela lhes dera um sobrenome. Isso custaria alguns ingressos de beisebol, mas Harry não gostava desse esporte, na verdade.

-Como vai querer sua carne?

-Bem passada.

Assim que acendeu a churrasqueira, Harry se sentou à mesma mesa que Hermione ocupava, notando que ela mandara Reinaldo colocar a bebida do advogado sobre a outra, mais distante.

-Malfoy poderá achar algo sobre você?

-Nada. Trabalho para museus e galerias. Legitimamente.

-Ótimo. Isso facilitará tudo.

-Tudo o quê?

-Limpar seu nome e saber o que houve aqui.

-Eu gostaria de ver sua sala de segurança.

Harry tomou um gole do drinque, pensativo. Mostrar sua segurança a Hermione era arriscado demais. Mesmo assim, aceitou:

-Certo, mas só se me revelar como entrou aqui duas vezes. Quem colocou a bomba pode ter usado o mesmo caminho. Por que não veio pela clarabóia na primeira ocasião?

-Entrando pela janela mais próxima da galeria de arte eu estaria fazendo o caminho mais curto para o que queria.

Harry concordou. Pensando mais um pouco, perguntou:

-Por que escolheu a terça-feira?

-Porque você não estaria aqui e tinha anunciado que iria mandar a pedra troiana para o Museu Britânico.

-Como obteve a informação de que eu não estaria aqui?

-Você disse ao Wall Street Journal que ficaria em Stuttgart até quinta. Mas é estranho... Meu amigo falou que não se deve confiar em alguém que mente a um jornal.

-Seu... amigo?

-É. A pessoa que vende o que roubo.

-E ele não poderia ser um suspeito de ter colocado a bomba?

-Eu suspeitaria primeiro de Rony Weasley.

Harry sorriu.

-Rony não é ladrão.

-É advogado, o que é muito pior. E você confia nele, o que é estúpido.

-Bem, estamos falando de seu amigo, não do meu. Ele tem nome?

-Tem, mas você não vai saber.

Nesse momento, Rony retornou, pego sua bebida e foi sentar-se bem longe. Olhou para Hermione com raiva, mas Harry não se importou com isso.

-Costuma fazer churrasco com freqüência, Potter?

-Sim. E Rony e sua família costumam servir de cobaias para as carnes que preparo.

-Aposto que gostam. Não é nada mau comer numa mansão como esta.

Harry lançou um olhar a Rony, que não perda uma só palavra da conversa, mas agora não interferia.

Passaram-se alguns segundos de silêncio, nos quais Harry cuidou da carne sobre a grelha. Por fim, Rony comentou:

-Eu gostaria de saber o que a srta. Granger pensa da pedra troiana. Afinal, não tentou roubá-la para si mesma... Ia vendê-la a alguém, suponho.

-Trabalho sob contrato, sr. Weasley. Meu amigo recebe o pedido, peço algum tempo para localizar e preparar o roubo, acertamos o preço, e então eu consigo a peça.

Harry encarou Rony, depois voltou à carne.

-A pedra esteve aqui por quinze dias apenas. Seu amigo disse se o comprador a queria, especificamente?

-Pedras assim não são peças fáceis de serem encontradas. Só existem três atualmente, e, sim, queriam a pedra especificamente.

-Por quê?

-Não sei. As outras duas fazem parte de coleções particulares em Hamburgo e Istambul. E são caríssimas.

-Quer dizer que a pedra de Harry não era tão cara assim? – Rony inclinou-se para a frente, interessado..

-Talvez. Ou, quem sabe, o comprador fosse daqui. Contrabando hoje em dia é trabalhoso e muito dispendioso.

-E eu ia enviá-la para Londres dentro de alguns dias... Você pode estar certa, Mione.

-No entanto, não estamos atrás de meu comprador, mas de alguém que explode bombas. Quem sabe se eu visse a galeria de novo tivesse mais alguma idéia?

Harry concordou. Mas a levaria apenas depois que Rony fosse embora. O motivo ficou claro com o comentário do advogado logo a seguir:

-Dará uma chave a ela também, para entrar e sair de qualquer aposento na hora que quiser?

-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-

A carne, como Harry prometera, ficara maravilhosa. E do mesmo modo as três diferentes saladas preparadas pelo chefe contratado para todas as refeições da mansão.

Quando Rony se levantou, anunciando que ia embora, Hermione foi a primeira a dizer-lhe adeus. O advogado a encarou, bravo, mas nada disse. Passou um braço sobre o ombro de Harry e comentou, sussurrando:

-Deixarei a papelada do seguro pronta amanhã cedo. Quer que traga tudo para cá, imagino.

-Sim.

Os dois contornaram a casa, conversando. Pouco depois, Harry voltou e, com um sorriso, fez o convite:

-Vamos à galeria?

-Eu gostaria de ver a sala de segurança primeiro.

Passaram pela janela que fora quebrada, no pátio, e que já estava consertada.

-Impressionante a agilidade de seu pessoal. Onde está o vidro estilhaçado? Com a polícia?

-Sim.

Prosseguiram por uma escada lateral, que conduzia ao porão. Ali havia uma casa de máquinas, o sistema de aquecimento, elétrico e de segurança.

Um homem levantou-se, aporta, assim que os viu.

-Sr. Potter...

-Loui. Estamos apenas observando.

A sala tinha vinte monitores, com um computador central.

-Há apenas um homem aqui o tempo todo? – Mione quis saber.

-Sim, a não ser que haja uma festa – informou o guarda.

-Mas você se surpreendeu quando entramos. Não nos viu chegar?

-Eu monitorava as câmeras externas. Com todo o respeito, a senhorita não teria entrado se o sr. Potter não estivesse em sua companhia.

-Entendo... Os policiais devem ter as fitas daquela noite, não?

-Têm – Potter respondeu pelo guarda. – Que tal irmos à galeria agora?

Caminharam até a parte principal da mansão e subiram a enorme escadaria. O Picasso que Hermione notara continuava na parede, intacto.

-Esse tipo de coisa lhe acontece com freqüência, Potter?

-Já recebi ameaças de morte antes, mas foi a primeira vez em que chegaram tão perto.

-Sei. E se a intenção não fosse matá-lo?

-Seria para matar alguém sob meu teto, minha proteção.

-Você fala como um senhor feudal!

-Quase. Cuidado por onde anda, porque ainda há entulho, e em alguns pontos o piso não está muito firme.

Hermione notou que o olhar de Harry para toda aquela destruição denotava raiva e frustração.

-Não havia mais armaduras?

-Meu gerente de aquisições enviou algumas das danificadas para um especialista, para ver o que poderia ser feito.

-Eram muito lindas.

Hermione chegava à porta atrás da qual se guardava a pedra troiana.

Via-se um grande rombo no lugar onde deveria estar o batente.

-Está é sua sala mais segura, não? Com infravermelhos cruzando o ambiente.

-Sim. E com uma câmera de vídeo voltada para a entrada.

-E nada apareceu na fita?

-Nada até agora, de acordo com o detetive Malfoy.

-Se quer tanto preservar sua privacidade, deveria colocar mais câmeras dentro da residência.

-Isso protegeria meus objetos, não minha privacidade. – Harry notava que ela estava atenta ao ambiente. – Vê algo diferente?

-Eu ia tentar a segunda entrada e cortar o fio da principal – Mione murmurou. – Quem fez isso pensou igual. Vela as marcas de ferramentas aqui.

-Então, tratava-se de um profissional.

-Sem dúvida. E, como não havia sinais de arrombamento a não ser os que deixei... A pessoa não tomou cuidado aqui porque sabia que ia explodir as evidências.

Na ausência de Harry, muita gente circulava pela mansão: jardineiros, o pessoal da segurança, da limpeza, da piscina, da manutenção e alguns amigos selecionados, que tinham permissão para usar a residência quando quisessem.

Hermione chegou ao pedestal caído onde ficara a pedra.

-Foi preciso muita força para derrubar isto. A pedra teria se quebrado...

-Acha que a bomba foi usada apenas para encobrir o roubo, não?

-É possível. Alguém devia saber o valor do que se encontrava nesta sala e não queria danificá-la, fosse o que pretendesse fazer.

-Um assassino tentaria preservar antiguidades?

-Não sei, não sou assassina. Mas, com certeza, ele não se importou com mais nada de valor que houvesse aqui. – Respirando fundo, Hermione o encarou. – Quanto vale, hoje em dia, uma armadura completa do século XVI?

-Meio milhão, mais ou menos.

Hermione arregalou os olhos e continuou com a observação.

-Como soube sobre a bomba? – Harry se aproximou dela.

-Quase pisei no arame, mas o vi no último segundo. Fiquei muito aborrecida.

-Mesmo? Por quê?

-Você tinha uma boa segurança por toda a parte, embora ineficiente, e aquele arame tão... grosseiro ali, no chão... Se alguém tropeçasse, o alarme soaria. Pessoas poderiam cair e se ferir. Mas então vi que ele não estava paralelo ao solo, e isso me intrigou. Tudo nesta mansão é perfeito! Aquilo estava fora do contexto. E então Prentiss começou a vir em minha direção, e soube que ele tropeçaria no arame.

-Como eu também teria feito. Obrigado, Hermione.

Ela esboçou um sorriso aberto, sincero, que mexeu por completo com Harry. Claro que fazia parte de um jogo, que Hermione era perigosa, mas sentia-se atraído, essa era a verdade. E sorriu também. Para quebrar a espécie de tensão que se formou entre ambos, indagou:

-Mais alguma idéia sobre o caso?

-Sempre gosto de entrar e sair o mais depressa possível, num roubo. Procuro evitar rastros que possam me identificar, embora não me importe em deixar para trás sinais de como entrei. Mas esse sujeito não queria que soubessem que esteve aqui. E veio tanto para roubar a pedra quanto para explodir sua galeria.

-E não teria problemas em matar.

-Talvez até quisesse isso. Mas o alvo não era você. Afinal, nem deveria estar na mansão.

-Você também não deveria estar aqui, naquela noite.

-Exato.

-Vamos falar sobre isso lá embaixo, tomando um bom sorvete?

Hermione gostou da idéia.

Na escada, Harry a fez seguir na frente, para admirar-lhe o jeito suave de andar. Foi então que percebeu um filete de sangue escorrendo-lhe na coxa.

-Hermione, você está ferida!

-Ah, isto... É apenas um corte. Tem supercola?

-O quê?

-Não faz mal. Tenho um tubo, em minha bolsa.

-Vou mandar Joseph buscá-la.

Antes que ela pudesse protestar, Reinaldo já subia, apressado.

-Incline-se aqui – Harry orientou.

-Não crie uma confusão por causa disso, está bem? Meu amigo já cuidou de mim, obrigada.

-Arranje-me uma toalha limpa! – a ordem fez Reinaldo buscar a toalha em dois segundos e depois sair, discreto.

-Tire o short, Hermione. Conseguiu este ferimento ao me ajudar, aposto. Por que disse que não tinha se machucado?

-Porque não foi nada grave.

-Foi, sim. Quero saber sobre a gravidade desse corte.

Joseph apareceu com a bolsa, deixou-a sobre uma cadeira e se foi.

Hermione pegou o tubo de cola e entregou-o a Harry.

-tem certeza de que vai aplicar isto sobre sua pele? Posso chamar um médico. Ele não fará perguntas.

-Não. Segure os dois lados juntos, passe a cola e aperte por alguns instantes.

Com movimentos rápidos, Hermione se livrou do short. Harry tentou ignorar a beleza daqueles quadris tão redondos, e ajoelhou-se para cuidar do corte. Mas impressionou-se ao vê-lo:

-Isto precisa de pontos!

-Vamos, faça o que eu disse. – Hermione se mantinha firme, mas era óbvio que sentia muita dor.

Harry agiu conforme as instruções dela.

-Pronto. Agora é só esperar um pouco, e depois poderemos tomar vinho e sorvete, está bem?

Não houve resposta. Harry ergueu os olhos e, de repente, Hermione desmoronou, sem sentidos, em seus braços.


Obs:Oi pessoal!!!!!Ta ai o capitulo 4 espero que gostem!Eu queria ter postado ele na terça mas a floreios tava com uns probleminhas!!!!Vou viajar amanha e só volto na terça, entam capitulo 5 só lá pela sexta.Bjux!!!!!

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