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24. Desaba o Beco Diagonal


Fic: Harry Potter e o Prêmio de Riddle


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- 15 minutos hein? O que vocês estavam fazendo? — Perguntou Rony a Harry, quando ele e Gina chegaram a entrada principal.

- Você não está levando muita coisa, está? —Perguntou Harry sem dar atenção a pergunta do amigo.

- Só mesmo a minha varinha e a capa de viagem.

- Vocês não vão levar mais nada? Nenhum livro? — Perguntou Hermione exasperada.

- Não podemos levar muita coisa, iria atrapalhar, eu só estou levando a minha capa, livros pesariam muito e a gente não vai ter tempo para ler feitiços.

- Vocês precisam de mais proteção garotos. —Minerva estava parada ao lado de Hermione.

- Não temos mais nada, precisamos só do básico, estaremos usando nossas capas e chapéus que compramos na loja dos gêmeos, eles irão nos proteger de feitiços leves. — Harry abotoou melhor a capa e ajeitou o chapéu. Ele usava essa capa e esse chapéu desde que comprou, para o caso de uma emergência.

- Gostaria de poder ir com vocês garotos...

- Não somos mais crianças, Minerva. —Esbravejou Rony.

- E nem que fossem eu poderia impedi-los, eu pude alguma vez?

- Bem, nós já vamos. — Anunciou Harry. — Mione, Gina, eu confio em vocês, continuem com o plano original.

- Harry, tome cuidado. — Pediu Hermione se esticando nas pontas dos pés para dar um beijo no rosto do amigo. — Rony. — Ela deu um beijo triste em Rony e um pouco úmido por causa das lágrimas.

- Agora eu sei como foi o seu primeiro beijo Harry. — Rony e Hermione riram. Harry corou, Gina fechou a cara e Minerva sorriu sem entender nada.

- Cuidado maninho, até mais profº. Potter. —Despediu-se Gina.

- Até, Srta. Weasley. — Respondeu Harry com um olhar cúmplice.

- Muito cuidado garotos, mas como vocês pretendem encontrar Você-Sabe-Quem? — Indagou Minerva.

- Não será difícil, ele esta atrás de mim, só preciso dar as caras por aí. Vou procurar um lugar deserto, de preferência mágico, para não envolver os trouxas.

- O Beco Diagonal está vazio à noite, na verdade não tem muita gente indo lá durante o dia também. —Falou Minerva. — Quando vocês chegarem lá, Harry, você aponta a varinha pro alto e grita Phonexys, se houver algum Comensal nas proximidades, acredite, Você-Sabe-Quem irá te achar.

- O que faz esse feitiço? — Perguntou Harry se segurando para não testar ali no saguão de entrada.

- Você verá... Agora vão, quanto antes vocês saírem antes vocês voltam, não é isso?

- Voltaremos assim que possível, por favor, Minerva, tente descobrir o paradeiro do Sr. Chang e o traga pra cá ou o leve para o St. Mungus, ele não está bem. — Harry se virou para as grandes portas de carvalho. — Vamos Rony.

Harry e Rony caminharam até os limites de Hogwarts, onde poderiam aparatar.

- Onde? — Indagou Rony.

- Na entrada, precisamos de uma visão mais ampla de toda a rua principal do Beco Diagonal, para saber se não tem mais ninguém lá que possa acabar se envolvendo e lá também é melhor lugar para um combate, tem mais espaço.

- Então no 3!

- 1 — Começaram os dois juntos.

- 2 — Apertaram a varinha com mais firmeza.

- 3 — Crack.


A primeira visão que Harry teve foi da escuridão do Beco Diagonal, um vento frio levantou seus cabelos e ele viu que estava tudo deserto, não havia nem mais uma viva alma ali além dele.

- Onde o Rony foi parar? Ele precisa se concentrar melhor na hora de aparatar. — Harry olhou mais para os lados tentando encontrar Rony, mas definitivamente o Beco Diagonal estava vazio. — Bem Rony, não posso esperar por você e prefiro realmente fazer isso sozinho. Phonexys!

Da ponta da varinha de Harry saíram várias faíscas vermelhas e douradas, seguidas de grossas labaredas que foram subindo e com um olhar mais atento Harry percebeu a formação de uma Fênix, suas longas asas douradas batendo e soltando faíscas.
Uma chuva de ouro caía sobre as lojas e casas do Beco Diagonal, mas desapareciam antes de tocar o chão.

A fênix ficou sobrevoando em círculos o céu acima da cabeça de Harry e uma música, que Harry já bem conhecia, ecoava dentro dele.

- Bem, agora é só esperar. — Nem bem Harry falou isso e vários estalos soaram a frente de Harry.

- Ora, ora se não é o Pottinho. — Debochou uma voz por baixo do capuz de um dos recém-chegados.

- Bela, a muito eu queria te ver. — Falou Harry com falsa cordialidade.

- Ninguém encosta no garoto. — Ordenou uma voz áspera e alguns comensais olharam desconfiados. — Ordens direta do Lorde. — Explicou-se e Harry o reconheceu.

- Seboso, temos contas a acertar. — Debochou Harry. — Você continua o covarde de sempre?

- E você continua péssimo oclumente.

“Então já que você esta lendo os meus pensamentos”, pensou Harry, “saiba que temos contas a acertar, só eu e você, eu acabarei com você assim que acabar com o seu Lordezinho e te farei implorar pela morte, como Dumbledore implorou no alto da torre. Talvez, eu te faça sofrer mais um pouco só por diversão”.

“Não pense que será fácil derrotar o Lorde das Trevas, e saiba que Dumbledore nunca imploraria pela própria vida, ele estava...”.

- O que vocês dois estão conversando aí, você disse que o Potter não é um bom oclumente, mas eu não consegui entrar na mente dele. — Falou Belatriz ao que Snape se espantou.

- Bem, talvez ele tenha aprendido alguma coisa comigo e você nunca foi muito boa em nada Bela.

- Ora seu, eu vou mostrar...

- Vejo que a desavenças entre os Comensais da Morte, quem seria o elo fraco. — Debochou Harry que estava tentando ganhar um tempo enquanto pensava no que fazer. — Ou são todos uns fracos. — “Harry, Harry, cuidado, você não tem a mínima chance contra todos eles”. — O que tantos Comensais estariam fazendo no Beco Diagonal há essa hora, vocês já não deviam estar na cama?

- Acho que o Pottinho precisa de uma liçãozinha...

- Já falei Bela, ninguém toca no Potter. — Belatriz apontou a varinha para Snape e Snape para ela.

- Nossa! Nunca imaginei ter Comensais brigando por mim. — “Será que eu consigo fazer eles se pegarem e acabarem uns com os outros?” — Vamos lá, quem está a fim de me estuporar tente.

O primeiro Comensal da Morte deu um passo à frente e lançou um feitiço prateado que atingiu Harry no meio do peito, mas ao bater ali ricocheteou e voltou-se contra o próprio Comensal o atirando inconsciente na parede.

- Um já foi, quem é o próximo? — Harry contou com os olhos, eram quinze com o Comensal caído.

- Pensei que você havia dito que Potter não tinha nenhum poder especial Snape. — Falou um dos Comensais que deu um passo atrás.

- E não tem, ele deve ter se preparado e ter lançado nele mesmo um feitiço escudo antes de chamar a nossa atenção. Está mais esperto do que era antes, talvez eu te desse até 10 pontos por isso.

- Lance um feitiço e me dê 20. — “Um já foi só faltam quatorze, o que não faz muita diferença se ainda faltassem 15”. — Quem vai ser o próximo?

- Vamos todos juntos. — Gritou um dos Comensais.

- O feitiço escudo dele não vai resistir. — Gritou outro.

- Parem! — Gritou Snape, sacando a varinha e estuporando um dos Comensais. — O Lorde não vai gostar se souber que um de nós tocou no garoto quando ele já está a caminho. — Harry congelou, mas não era isso que ele queria? — Todos nós seremos punidos se ele chegar aqui e um de nós termos atacado o Potter.

- Ele não precisa saber. — Falou Belatriz e logo lançou uma Maldição em Snape que rebateu e então os outros Comensais vieram para cima de Harry e Snape e Belatriz estavam duelando.

- Ótimo! Doze é melhor que quinze. — Falou Harry recuando e se preparando. — Será um por um ou viram todos de uma vez. Pessoalmente eu não tenho muito tempo e prefiro que venham todos de uma vez. — “Cala boca Harry, o que você está fazendo, se controla”.

- Vamos. — Gritaram vários Comensais.

Harry tentou desviar várias azarações, se esquivou de algumas e graças à capa protetora dos gêmeos e o chapéu ele não foi atingido por nenhuma, mas mais 3 Comensais já estavam caídos e desacordados.

- Nove! Daqui a pouco não resta mais nenhum de pé.

- Somos nove e você é só um e seu feitiço de escudo já vai acabar. — Um raio vermelho atingiu esse Comensal com muita força o jogando contra a parede onde fica o arco de entrada e saída do Beco Diagonal, menos um.

- Vocês são só oito e nós somos dois. — Rony vinha correndo na direção do grupo e Harry pôde notar que ele mancava e quando ele se aproximou mais e ficou embaixo da luz Harry viu um filete de sangue escorrer do nariz dele.

- Onde você estava? — Perguntou Harry ao amigo quando ele se postou ao seu lado.

- Depois, vamos brincar agora.
Antes de Rony terminar de dizer vários feitiços, maldições e azarações começaram a jorrar e explodir nas paredes, portas e janelas do Beco Diagonal.

- Já derrubei mais um. — Gritou Rony como se estivessem em uma competição.

- Você ainda está muita atrás de mim eu já derrubei quatro antes de você chegar. — Gritou Harry, desviando outra Maldição.

- E eu já derrubei mais um, são três agora, tô te alcançando.

- Não tão depressa, derrubei mais um. Só faltam cinco agora.

- Quatro, se você não contar com aqueles dois ali, o que deu na Belatriz e no Snape?

- O Snape tava me defendendo, mas acredite, é só para não ser castigado, o Tom deu ordens de não me tocarem.

- Sorte sua, aqueles dois ali seriam problema, agora esses aqui... — Rony estava ofegante, mas com um simples gesto da varinha derrubou mais um. — Só faltam três agora.

Harry fez um rápido movimento e nocauteou mais um e Rony outro, os dois encurralaram o último na parede.

- Ele é todo seu Rony, eu fico com o que sobrar ali. — Harry indicou com a cabeça o duelo de Belatriz e Snape que estava bem equilibrado.

- Pode ficar com esse, eu já nocauteei um antes de vir te encontrar aqui.

- Estupefaça. Então, foi por isso que você demorou tanto? — Perguntou Harry com simplicidade após estuporar o último dos Comensais da Morte.

- Depois eu te conto com mais calma e com todos os detalhes, a minha aventura merece.

- A última pessoa que me falou isso morreu e até hoje eu não sei os detalhes. — Rony olhou assustado para ele. — Não se preocupe, antes de alguém tentar te matar eu rompo a minha alma.

Harry e Rony caminharam até Snape e Bela que duelavam com igualdade e estrema rapidez.

- É, esses dois seriam mesmo uma barra, ou talvez eles nos derrotassem antes mesmo da gente levantar as varinhas. — Falou Harry espantado com o duelo dos dois.

Faíscas jorravam para tudo quanto é lado e uma espécie de cúpula havia se formado sobre os dois, uma cúpula feita dos feitiços que eram desviados por ambos.

- Será que se a gente atacar o feitiço volta contra nós? — Perguntou Rony erguendo a varinha em dúvida.

- Acho melhor a gente se preparar, e quando um cair talvez a gente tenha chances de derrubar o outro. — Falou Harry também erguendo a varinha.

- É estranho te ver em dúvida e com medo, como você pretende enfrentar Voldemort, se não consegue dar conta dos Comensais prediletos dele?

- Não sei, talvez eu tenha que usar e abusar da sorte que eu tive até agora, mas é melhor do que ver as pessoas morrendo enquanto ele está atrás de mim e eu me escondendo sem fazer nada deixando os outros morrerem.

- Você não podia fazer nada pela Cho, não vai poder fazer pelo pai dela. Você não pode salvar todo mundo, Harry.

- Então que eu morra em vez dos outros, Cho morreu porque o Cedrico morreu e o Cedrico morreu porque estava no lugar que era só pra eu estar. — Falou Harry como se estivesse com tudo isso entalado. — Se o pai da Cho morrer, vai ser por minha culpa.

- Não cara, cada um escolhe o caminho que quer seguir, Mione e eu escolhemos seguir ao seu lado, assim como Gina, se acontecer algo com a gente, jamais será sua culpa. — Rony parecia estar com pena do amigo.

- Nada do que vocês possam me dizer vai me tirar a culpa de tantas mortes, inclusive se vocês morrerem será minha culpa. Bombarda. — Harry explodiu a base de um prédio e a estrutura toda caiu sobre Snape e Belatriz.

- O que você fez? — Perguntou Rony boquiaberto.

- Estava cansado de esperar, se eu mirasse neles talvez o feitiço voltasse contra nós. — Respondeu Harry com simplicidade, tampando os olhos por causa da poeira que levantou após a queda do prédio.

- Não, eu não perguntei isso, eu quis saber como você conseguiu derrubar um prédio inteiro, você nunca conseguiu isso tudo antes, o máximo que eu já vi você conseguir foi com blocos de pedra, pequenos. — Rony estava com os olhos arregalados e depois começou a esfregá-los, porque entrou poeira neles. — Coff-coff, será que alguém sobreviveu? Coff.

- Não me importo, só espero ter pegado pelo menos um deles, eles eram muito rápidos, talvez tenham escapado. Eu nunca vi um duelo igual, nem entre Dumbledore e Voldemort.

- Vai ver eles não estavam duelando de verdade, ou você não viu tudo. — Sugeriu Rony ainda limpando os olhos.

- É, talvez eu não tenha visto tudo, mas eu me lembro de momentos que Voldemort parecia ter desaparecido, mas Dumbledore parecia sempre saber onde ele estava. Vamos ver se eles estão aqui embaixo. — Harry apontou para a pilha de entulhos.

- Acho melhor a gente esperar o Ministério chegar.

- O Ministério?

- Bem, foi mal Harry, mas Fred e Jorge me viram duelando com o Sr. Olivaras e correram a chamar o Ministério.

- Sr. Olivaras?



- É isso que eu tenho que te explicar depois.

- Tá, mas o Ministério não pode chegar aqui se o Voldemort está vindo...

- Não me esperem mais, eu já cheguei. — Falou um voz gélida vinda das sombras. — Perdoem-me o meu atraso, estava cuidando de uns assuntos... —Voldemort jogou algo aos pés de Harry. — Ele queria tirar satisfações sobre o que eu dei a filha, ela nem sofreu e morreu direto pelas minhas mãos, quanta honra e ele ainda está insatisfeito.

Harry não se agüentou de fúria, olhou para o corpo aos seus pés, era de um oriental, só podia ser o pai de Cho, mas Harry não teve tempo para tentar decifrar o que ele balbuciava, um raio verde o fez girar de borco: estava morto.

- Desgraçado! Você vai pagar por tudo isso.

- Vejo que os meus Comensais não foram obedientes, mas vocês cuidaram bem deles.

- DESGRAÇADO! Não vou deixá-lo para o Ministério, vamos para o lugar onde nós duelamos pela primeira vez. Te espero lá.

A última coisa que Harry ouviu antes de aparatar foi a gargalhada fria de Voldemort e o estalo dele desaparecer e Rony gritando para ele não fazer isso.

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