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Fic: Harry Potter e o Prêmio de Riddle


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Harry já estava quase se dando por vencido, Madame Pince estava uma arara com a bagunça que Rony, Hermione, Gina e Luna haviam feito.
Eles praticamente haviam virado a biblioteca de cabeça para baixo e não obtiveram nenhum sucesso.
Gina já estava falando normalmente com Hermione e Rony, mas ela estava completamente formal com Harry, que não reclamava, agia da mesma forma.

Os dois se falavam o mínimo possível e Harry não estava dando muita atenção a isso, já havia se acostumado a chamá-la de Srta. Weasley.

-Esse foi o último, não tem mais nenhum livro dentro dessa biblioteca. — Falou Hermione fechando “Hogwarts: uma história”, que há dias era sempre o último livro que ela abria antes de se dar por vencida.

Harry bateu com estrondo a cabeça na mesa, todos olharam para ele, mas ele nada disse.

- Talvez, a gente tenha deixado passar alguma coisa. — Sugeriu Rony tentando animá-lo.

- Não, já vimos tudo e além do mais, essa tarefa é minha, olhem só para vocês, estão exausto: Hermione, seu cabelo parece não ver uma escova a dias, parece ter dobrado de tamanho. — Falou Harry sem desgrudar a testa da mesa. — Rony, você está cada dia mais magro, e você sempre gostou de comer bem, Luna, você parece pálida, também não deve estar se alimentando direito. — Harry levantou a cabeça demonstrando feições cansadas, parecia ter envelhecido uns 30 anos. — Srta. Weasley, você está com olheiras profundas e mais magra e pálida do que o normal.
“Todos vocês precisam de descanso, precisam sair, esse fim de semana vai ter um passeio a Hogsmead, vocês precisam se divertir”.
Harry se levantou da mesa e rumou para a saída da biblioteca sem dar tempo dos amigos falarem nada.
Harry entrou em sua sala e começou a revirar seu malão, jogando encima da sua cama a capa da invisibilidade, frascos, o mapa do maroto e tudo que tinha lá dentro.
Achou ali todos os livros que ganhara ou comprara desde que descobriu que era bruxo. Olhou desde o manual para manutenção de vassouras, que Hermione lhe dera no terceiro ano, até o livro de primeiros socorros, que comprou para aprender a fazer pequenos curativos caso venha precisar em sua jornada, tudo numa tentativa desesperada de achar algo que o levasse ao paradeiro de uma das Horcruxes.

Por fim, quando já estava escurecendo, Harry jogou o último livro na parede (O Livro Monstruoso dos Monstros, onde ele lia sobre os espíritos do fogo) e se deu por vencido.
Jogou-se na cama, por cima de tudo que havia jogado ali e olhou para a parede, ao lado da porta, estava parada a sua Firebolt, que ele havia deixado ali, de cabeça para baixo, desde o sonho com Voldemort.

- Preciso refrescar a cabeça.




Ao chegar próximo ao campo de quadribol, Harry viu alguns borrõesinhos cortarem o ar e alguém gritando freneticamente com todos.

- A srta. Weasley parece disposta a ganhar a taça esse ano.

Harry desviou seu caminho e foi andando pela orla da floresta ate alcançar a faia onde ele viu seu pai uma vez na penseira, era ali que ele passava o tempo livre com os amigos.

- Como eu queria que estivesse aqui, pai. Preciso tanto de ajuda. — Harry se sentou ao pé de uma árvore, onde viu seu pai sentado e conjurou o patrono para lhe fazer companhia.

“Nunca estará sozinho, Harry”, disse uma voz doce em sua cabeça. “Sim, antes disso eu morro ou fico maluco” respondeu ele, “Nunca se esqueça dos seus amigos, eles estão dispostos a tudo por você. Eles nunca te deixarão morrer”. Falou outra voz, essa mais grave. “É isso que eu temo, não quero que eles se sacrifiquem por mim, esse destino é meu”. “Não seja tão severo consigo mesmo, meu querido” disse a voz doce. “Não estou sendo e tenho que parar de ficar falando sozinho, ouvir vozes que ninguém mais ouve não é um bom sinal nem no mundo da magia e respondê-las é pior ainda”.

Harry se levantou bruscamente, pegou sua Firebolt e começou a sobrevoar o lago. A lua já estava alta e cheia. Lupin devia estar gemendo em algum lugar há essa hora e Harry queria explodir de tanto gritar, mas se contentou em contemplar o silêncio enquanto voava de cabeça para baixo molhando os cabelos no lago.

- Se isso não esfriar a minha cabeça eu vou ter que dormir com ela no congelador.

- O que é um congelador?

Harry se assustou e quase caiu dentro do lago, se segurando com uma perna e uma mão, Harry se endireitou e olhou para Gina que segurava o riso.

- Srta. Weasley? O que a senhorita esta fazendo aqui? — Perguntou incrédulo.

- Estava, estávamos preocupados quando você saiu da biblioteca, o senhor não parecia nada bem, professor. Como o senhor está?

- Obrigado e desculpe pela preocupação, eu estou bem na medida do possível que a situação permite. Como me encontrou?

- Você está ficando cada dia mais previsível, Sr. Potter. Já faz um tempo que toda noite que você fica com a cabeça cheia, o senhor está vindo esvaziá-la aqui, sente falta do Quadribol?

- Sinto. — Respondeu vagamente. — Você está me achando previsível? — Ela fez que sim com a cabeça. — Vamos ver se você acompanha meu ritmo então, quem sabe assim você aprende alguma coisa pros seus próximos treinos.

Harry apontou a vassoura para o alto e deu impulso, subindo a toda, subindo para a escura imensidão sem fim do manto negro que era o céu daquela noite.

- Vamos ver até onde essa belezinha vai. — Disse Harry dando um tapinha na Firebolt, mas olhando para baixo para ver onde estava Gina.

Harry parou, a Firebolt parecia estar tremendo com o esforço e o ar já estava ficando rarefeito, o vento estava assobiando frio em seus ouvidos, fazendo seus cabelos rebeldes chicotearem seu rosto.

- Vejo que não está em boa forma Srta. Weasley, como quer apanhar o pomo se nem consegue me acompanhar. — Debochou Harry ao avistar Gina parar vários metros abaixo.

- A sua vassoura é muito mais potente, nunca que ganharia uma corrida com a minha, mas para agarrar o pomo não é preciso só velocidade, precisa-se também de habilidade e se eu não tivesse não seria a capitã e não teria ganhado a taça no ano passado, você ainda tem o pomo?

- Claro que tenho, há essa hora ele deve estar voando feliz pelo meu quarto. — Falou Harry ofegante pela falta de ar que já estava sentindo.

- Mas isso que você fez não mudou minha opinião sobre você estar ficando previsível, você está sempre querendo se provar para os outros.

- E você por acaso previu isso?

Antes que Gina pudesse responder, Harry passava veloz por ela, ele havia pulado da vassoura e estava caindo, ganhando cada vez mais velocidade, ele ainda mantinha a vassoura segura na mão esquerda, mas ela estava sem efeito e ele caia, iria se esborrachar em poucos segundos.

Gina, depois de passar o choque de ver Harry caindo, apontou a sua vassoura para baixo e desceu o mais rápido que podia perfurando a camada de ar, mas nem que a sua vassoura fosse uma Firebolt ela alcançaria Harry a tempo, ele iria se espatifar no chão.

Para a surpresa e alívio de Gina, Harry passou a vassoura para a mão da varinha e montou nela, parando no ar com o pé a centímetros do chão, ele abriu um grande sorriso e disse:

- E aí, você previu isso?

- Seu babaca... Seu idiota... Exibido... Estúpido... Filho da...

- Olha, não põe a mãe no meio, que a minha não está aqui pra se defender. — Gina, que estava parada na frente de Harry o esmurrando enquanto o xingava, mudou sua expressão de raiva para uma de culpa.

- Me desculpa... Mas você me assustou sabia, eu quase morro, meu coração parou... — Ela voltou a esmurrá-lo, mas ele sorria.

- Eu não sabia que ainda fazia seu coração parar, cheguei a pensar que você queria me ver morrer pelas mãos de Voldemort. — “Harry, seu idiota, o que você tá fazendo?” Se perguntou, mas esqueceu-se completamente da pergunta quando Gina sorriu.

- Você sempre fará meu coração parar e eu não quero ver Voldemort te matar. — Gina deu as costas a Harry, indo em direção ao castelo. — Eu mesma farei isso. — Disse sem se dar ao trabalho de se virar.

Harry se sentiu feliz por ter tido uma conversa normal com Gina, como antigamente e sem pô-la em risco, já que nada aconteceu, talvez eles pudessem ser amigos novamente... Pelo menos por enquanto.


Harry dormiu bem essa noite, com um grande sorriso nos lábios e sonhos que ele guardaria em sete salas, cada sala com sete portas e cada porta com sete fechaduras, nem o maior oclumente do mundo poderia tirar isso dele.

No dia seguinte, Harry saiu dando bom dia a todos e parecia flutuar no caminho que fez do seu quarto até a mesa dos professores, ele olhou para Gina e essa riu, ele provavelmente estava com cara de bobo, mas nem ligou.

- Bom dia! — Desejou a todos os professores.

- Bom dia, mas que sorriso, encontrou alguma coisa? — Perguntou Hermione enquanto tirava o Profeta Diário de uma coruja e colocava um nuque na bolsinha dela.

- Descobriu algo? — Perguntou Rony empolgado.

- Muita coisa, mas nada sobre a missão, ainda estamos na mesma. — Disse desfazendo o sorriso. — Alguém que conhecemos? — Perguntou indiferente a Hermione que lia a primeira pagina do Profeta Diário.

- Sim! — Exclamou ela ao que Rony e Harry arregalaram os olhos e se viraram para ela. — Mais precisamente alguém que o Harry conhece, e bem.
“Mais um corpo encontrado”. — Começou ela, e pelos murmúrios dos alunos eles pareciam estar lendo a mesma notícia.

“O corpo da filha do grande empresário oriental Zen Chang foi encontrado, um mês após a queixa de desaparecimento que o Sr. Chang fez aos Aurores o corpo de sua filha, Cho Chang”.
O coração de Harry parou de bater, congelando na garganta “foi encontrado, ela estava com suas roupas rasgadas e parecia ter sido violentada, a autópsia já foi feita, mas a única coisa que nos foi informado é que ela possuía a Marca Negra.
“O Sr. Chang ainda não deu nenhum depoimento, mas ele resmungava algo sobre se vingar. As suposições é que a Srta. Chang, que acabara de concluir Hogwarts, era uma Comensal da Morte e que por não cumprir suas funções foi morta para não revelar nenhum de seus planos”.

- Ela não era, não. — Exclamou Harry sem perceber que todos no salão estavam em silêncio e se viraram para saber o que mais ele tinha a falar. — Ela queria vingar a morte do Cedrico, ela gostava dele, ela jamais se uniria a Voldemort. — Todos no salão tremeram, mas Harry não havia percebido a atenção que estava em si. — Eu não acredito que ela foi tão burra, e se o Sr. Chang for se vingar é outro que vai morrer, não posso ficar aqui pensando no próximo passo, eu vou agir.

Harry se levantou e não deu a mínima para as cabeças que o acompanharam, Rony e Hermione o alcançaram nos portões.

- Você não pode está falando sério. — Exasperou-se Hermione.

- Você não pode ser tão burro, você não tem a mínima chance. — Falou Rony quase aos gritos sem ligar para o salão que estava pendurado a cada palavra.

- Você pode ter razão, mas eu não tenho escolha, não posso deixar isso continuar assim, quantas pessoas estão morrendo por dia? Cinco, seis?

- Na verdade tá numa média de 10 a 11. —Informou Hermione.

- Obrigado! — Falou Harry em sarcasmo. — Só eu posso enfrentá-lo, todos que tentarem vão morrer.

- Como você tem certeza? A profecia pode estar errada. — Tentou Hermione.

- Pode, ela realmente não é certa, mas é fato: eu fui a única pessoa que o enfrentou 3 vezes cara a cara e sobreviveu pra contar historia, que nem os meus pais. Mas eles morreram na quarta e se eu tiver que morrer eu não me importo, mas eu levo ele comigo.

- Harry...

Hermione estava prestes a chorar, alguns professores vinham até eles e Gina estava correndo em direção a eles.

- Hermione, eu preciso que você continue com o plano principal, Rony...

- Não adianta Harry, eu não posso ajudar a Mione em nada, eu vou com você aonde você for e morro junto se for preciso levando uns 10 ou 11 Comensais para acompanharem seu Mestre para o inferno.

Harry respirou fundo, mas o tempo estava cada vez mais contra eles.

- Tudo bem, mas só você vai, precisamos de você no plano original Mione, e se eu e o Rony morr... Não faz essa cara, cai na real, isso é mais que possível é quase certo...

- Harry... assim que você quer convencer as pessoas? — Falou Rony visivelmente preocupado.

- Desculpe, mas Mione é importante que você e VOCÊ, Gina fiquem no plano original. Agora vamos Rony, já chamamos muito a atenção, não leve muita coisa, só o essencial. Encontro você aqui em 15 minutos.

Harry seguiu a passos rápidos para o seu quarto e pegou sua capa da invisibilidade e já estava saindo quando um reflexo dourado passou por sua orelha e por instinto ele a agarrou.

- Você precisa de um pouco de ar puro, vou levá-lo comigo pra dar sorte. — Harry embolsou o pomo-de-ouro e quando já estava a porta ela se escancarou com estrondo.

- Que diabos você pensa que está fazendo? —Perguntou Gina que parecia tão feroz quanto um trasgo.

- O que é certo e não pense que pode me impedir. — Falou Harry firme sacando a varinha.

- Não vou tentar te impedir, mas queria dizer que Eu te amo antes de você ir. — Falou mais meiga.— Então: Eu te amo.

Gina deu as costas a Harry, mas ele por instinto pegou e segurou sua mão. Ela continuou de costas e como ele, ela baixou os olhos para as mãos dos dois mais uma vez unidas.

- Eu prometo que volto, por você.

- Não prometa o que não está na sua mão decidir Harry, se você voltar ficaremos juntos, mas eu não quero me iludir, o que você disse a Mione está certo.

- Mesmo assim eu prometo, nem que eu volte só pra trazer o seu irmão vivo e te dar um último beijo.

- Se você voltar não haverá um último beijo, mas o primeiro do resto das nossas vidas, esse será o último, caso você não volte.

Gina se virou, Harry viu lágrimas em seus olhos e ela foi se aproximando bem devagar, ela tremia muito.
Harry se sentiu afundar num doce beijo misturado com o gosto das lágrimas salgadas, dele e de Gina.

Os corações dos dois mais uma vez batiam juntos, mas Harry tinha medo que fosse a última vez que o dele fosse bater.

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