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24. Mais tarde


Fic: Severus - A partir de Agora (Snape/OC) NC17!! - Indicada para o Multifaceted na categoria Dark


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Capítulo 13A              Mais tarde








 




 




Capítulo 13A
           

 
Mais tarde...




 





                             

                
E vivo apenas... para a sua felicidade


                                        





 




Tomou um banho. O joelho doendo. As palmas das mãos
 
e os pulsos arranhados.




A cabeça latejando. Surpresa de não terem arrancado seus cabelos.




E o rosto. Olhou-se no espelho. Não estava uma figura bonita.




E com certeza não estaria preparada para ele. Se estivesse na mesma disposição em que a deixou.




Mal tinha colocado o robe. Bateram na porta. Pensou que ele viera rápido.




Mas era Winky. Com sanduíches. Para pelo menos duas pessoas. E chá quente.




-
        
Professor Snape pediu para trazer.




-
        
Obrigada. - tentou sorrir.




Fechou a porta. A bandeja em suas mãos. Olhou-a.




'Bom, ele realmente não espera que eu conjure o chá, não é?'




Afastou os livros. Colocando-a na pequena mesa perto da cama.




Percebeu que estava com fome. Acabou de se arrumar.




Imaginando se ele realmente iria até ali. Antes do jantar.




Mesmo que a maioria dos alunos estivesse em Hogsmaede...




Ele sempre fora cuidadoso demais. Ao vir até ela.




Sentou-se.




-
        
Ai!




O joelho estava ruim. E não tinha nada para colocar. Afastou o robe.




Comeu um sanduíche. Tomou uma xícara de chá.




Se ele não viesse. Não ia saber o que fazer com... todos aqueles sanduíches.




Deitou-se na cama pensando. Lembrou-se do beijo. Um arrepio.




Ainda era capaz de se surpreender. Com a intensidade das emoções. Que eles dividiam.




Levou a mão à boca. Ainda dolorida. Talvez em pouco tempo ele estivesse ali.




Tocando-a. Fechou os olhos. Beijando-a. Suspirou. Virou-se de lado. Se ajeitando.




Na cama que ele tinha enfeitiçado. Bem maior agora.
 
A dor na cabeça piorando.




Ouviu baterem. Levantou-se com cuidado.




Pretos.
 
Com a mesma roupa de lama. Ainda molhado. Entrou.




-
        
Você vai se resfriar.




Não respondeu. Mas ela viu que a expressão se fechou.




-
        
Eu tomarei um banho. Depois de ver como você está.




-
        
Eu estou bem.




-
        
É claro. - debochou.




Sentiu uma pontada na cabeça quando ele segurou seu queixo sem gentileza, examinado o rosto.




E a boca inchada. Ela suspirou.




-
        
Minha cabeça dói.




Resmungou alguma coisa. Cáustico. Soltou-a. Tirou algo do bolso. Foi até a mesa.




Colocou mais chá na xícara dela. E derrubou algumas gotas. Guardou-o. Virou-se.




-
        
Beba. - ele não estava amável.




Pegou a xícara e bebeu. Fez uma careta ao gosto amargo. Devolveu pra ele.




-
        
Mais alguma coisa?




Olhou-a. Sério. Ela viu o cabelo molhado.




Resolveu não falar nada do joelho. Por enquanto.




Acenou com a cabeça.




Ele estreitou os olhos. Mas não disse nada. Ela aproveitou para ir até a porta do banheiro.




-
        
Há outra toalha lá dentro. - disse nervosa.




Ele a olhou por um instante.
 





Moveu-se. Entrou no banheiro e fechou a porta.




Respirou aliviada. Tinha conseguido adiar. Mas ela sabia que viria.




Ele não ia deixar o que aconteceu passar em brancas nuvens. Haveria tempestade.




Pelo menos sua dor de cabeça estava diminuindo.




Lembrou que não havia nada para ele vestir.




Pensou no outro robe atrás da porta. Quase sorriu. Ficou curiosa.




Sentou-se para esperá-lo. Com dificuldade.




Sentiu frio. Levantou-se. Ia acender a lareira quando ouviu a porta.




Ela tinha esquecido. Ele era um bruxo. O robe era vinho e do tamanho dele.




Mas estava descalço. Ele viu o que ela ia fazer.




-
        
Incêndio.




Ela largou o vidro. Engolindo um suspiro exasperado.




Ficou olhando o fogo.




-
        
Venha até aqui. - ele disse impaciente.




Virou-se para ele. Ele estava em cima do tapete ao lado da cama.




Por um momento sentiu-se tentada a não ir. Respirou.




Foi até ele. Devagar. O joelho doendo. Numa distância segura.




-
        
Eu me esqueci de dizer.




Ele levantou a sobrancelha.




-
        
Meu joelho. - explicou - Está... arranhado. - isso não era bem a verdade.




Ele conteve a raiva.




-
        
Venha até aqui. - repetiu devagar, frio - E sente-se!




Ela engoliu em seco. Foi até a cama. Sentou-se. Afastou o robe.




Ele se abaixou olhando. Havia sangue escorrendo. Um corte profundo. O rosto duro.




Tirou a varinha do bolso.




'Você não a larga nunca?'




Murmurou algo. Ela viu a luz. Sentiu o joelho queimar. E então parou.




-
        
Há mais? Ou você vai me esconder de novo? - definitivamente ele estava sem paciência.




Lembrou-se dos pulsos. E das mãos arranhadas. Sentiu a mão dele ainda em sua perna.




-
        
Não.




Moveu a perna. Deixou que o robe escorregasse um pouco mais. Olhou para a mão dele. Ele também.




Subiu a mão. Olhou-a. Mas ela não viu desejo. Empurrou-a para que se deitasse.




Deitando-se de lado. Meio inclinado sobre ela.




-
        
E agora. - começou contrariado - Eu quero saber se você vai repetir a estupidez dessa tarde. - a testa franzida - E se eu terei que mandar vigiá-la para impedi-la de se matar. - a expressão séria, dura - Ou prendê-la no castelo. - completou aborrecido.




-
        
Eu pensei que... alguém estivesse em perigo.




-
        
E foi tola o bastante para não chamar nenhum de nós. - ela viu a raiva ir aumentando, continuamente - E ir sozinha.
 
Para a floresta proibida! - ele quase gritou, feroz, fazendo disparar o coração dela.




'Inferno.'




-
        
Está bem! - concedeu - Foi estupidez. Não vou repetir.




Ele ainda não parecia satisfeito. A expressão não estava melhorando.




-
        
E não vai sair sozinha. Não vai mais entrar na Floresta Proibida. Nem se arriscar a ser... - ela viu como ele apertou os dentes e respirou, se controlando - Você merecia ser espancada... - falou devagar, duro, os olhos brilhando.




Ela não agüentou. O coração veloz.




-
        
E você? Também não se arriscou? - enfrentou-o - Também não agiu como um idiota?




Tentou escapar. Ele se moveu rápido. Segurando seus braços acima de sua cabeça. Rude.




Olhando-a furioso.




-
        
Eu sou um bruxo! E eles eram comensais! Acha mesmo que eu não podia com aqueles... - de repente ele parou, olhando para os pulsos que ela torcia tentando se livrar - Mas o que mais você vai me esconder?! - rugiu exasperado




-
        
Eu não escondi nada. - o peso sobre ela e o que ele estava fazendo lembrando-a do que quase tinha acontecido, provocando sensações ruins - Não estavam doendo tanto assim. - engoliu em seco
 
- Antes de você começar a agir igual a eles! - acusou, a voz estranha.




Ele a olhou com atenção.




Viu castanhos. A boca machucada. Trêmula. A aflição no rosto. A respiração rápida.




Entendeu.




Afrouxou o aperto. Imóvel.




As mãos ainda sobre os braços dela. Sem apertar. Quase brandas. Sem se moverem.




Ela percebeu que o tinha atingido mais do que queria.




-
        
Severus eu não quis... - desistiu.




Fechou os olhos, deitando a cabeça na cama. Cansada. Aborrecida. Triste.




Sentiu quando ele se moveu.
  





Castanhos.
  
Implorando compreensão.
   





Pretos. Sérios.




-
        
Eu sei.




Ele desceu a boca.




Ajudando-a a apagar as lembranças daquela tarde.




Com outras.




Ele terminou o beijo. Suavemente. Quando sentiu seu corpo começar a reagir. Ao corpo junto ao seu.




Ajeitou-a em seus braços. Ficando com ela. Até que dormiu.




 




*****




 




-
        
Onde eles estão? - entrou no escritório de Dumbledore.




-
        
Aguardando. - respondeu calmo, largando a pena - O Ministério mandará alguém para buscá-los.




Não comentou que os tinha reconhecido.




-
        
Já os interrogou?




-
        
Não. - olhou por sobre os óculos de meia-lua - Esperava você.




-
        
Então vamos. - ele estava impaciente.




 




Estavam sentados. Amarrados. Viram o homem encapuzado entrar. Com o velho.




O encapuzado pegou um vidro.




Veritasserum. Que foi administrado.




-
        
Por quê vieram aqui? - Dumbledore perguntou.




-
        
Para buscar a trouxa. - um deles respondeu.




Silêncio.




-
        
Porquê ela? - o encapuzado perguntou, o tom duro.




-
        
Lucius disse que isso agradaria o Mestre.




-
        
Sim. Ele nos daria a marca. - o outro completou - E então seríamos poderosos.




Ele apertou os lábios. A expressão fechada.




-
        
Há algum outro motivo para estarem aqui? - o velho de óculos continuou.




-
        
Também ficamos vigiando o menino que sobreviveu.




Dumbledore ficou tenso.




-
        
Para quê?




-
        
Para avisar Lucius. Sobre tudo o que acontecia.




-
        
Onde ele ia. O que ele fazia. Tudo o que pudesse. - o segundo disse.




Severus franziu a testa. Lucius podia perguntar a Draco.




-
        
E vocês avisaram?




-
        
Não tudo.




-
        
Por quê?




-
        
Resolvemos contar pessoalmente para o Mestre. E entregar nosso "presente".




O encapuzado apertou as mãos. Dumbledore olhou para Severus.




-
        
Onde Lucius está?




-
        
Não sei. Íamos encontrar com ele hoje. Na floresta proibida. Ao norte.




-
        
Que horas?




-
        
Nove.




Eram nove e quinze.




Dumbledore chegou mais perto.




-
        
Onde está seu mestre?




O homem riu.




-
        
Acha que se soubéssemos, íamos precisar encontrar Lucius? - o outro completou.




 




*****




 




Dumbledore tinha dito para que se fosse. Mas ficou.




Franziu a testa. O diretor devia ter suas razões.




Ele estava indo para as masmorras.




Parou.




Virou para um outro corredor.




 




*****




 




Viu o velho vir em sua direção.




-
        
Agora, senhores. - moveu a cabeça - Eu gostaria de saber sobre um certo castiçal.




Olhou-os por sobre os óculos de meia-lua.




 




*****




 




Acordou com alguém que a puxava para braços nus. Frios.




Que se aninhava no calor dela. Quase sorriu. Sonolenta.




Sentiu que algo os cobriu. Tentou dormir de novo. Por pouco tempo.




Ele beijava seu pescoço. A mão fria em seu braço. Estremeceu.




Abriu os olhos. Havia uma única vela acesa. Espalhando uma luz suave.




Um beijo morno. E uma pequena mordida. Em seu ombro. Perto da mancha verde.




-
        
Severus. - sussurrou, colocando a mão sobre a dele.




Devagar, virou-se para ele.
  
Carvão.




-
        
Devia tomar cuidado. - ouviu-o murmurar, olhando-a - Podia ser qualquer um.




-
        
Não. - falou baixo, devagar, mergulhando em pretos - Eu não deixaria ninguém me tocar como você toca. - a expressão séria.




Carvão que brilha.
   





Ele estendeu a mão.
  
Enterrando-a em seus cabelos.
 
E a beijou.
 
Suave.




Isso era diferente.




Ele já a beijara com urgência. Com raiva. Com desejo.




Mas nunca assim.




Achou que devia dizer a ele o quanto estava apreciando isso.




Ele se ajeitou para colocá-la mais perto. Sem deixar de beijá-la.




A cabeça descansando na curva de seu braço. A mão por seu corpo.




Ela pôde perceber quando a suavidade estava se transformando em desejo.




No modo como ele a puxava. Para mais perto. Como a procurava.




Beijando seu pescoço. Descendo aos seios.




Ela se curvou para trás. Segurando-lhe a cabeça ali. Respirou.




A mão foi ao seu quadril.
    
Ele procurou seus lábios de novo...




 




****




 




Domingo.




De tarde. Ela olhava para o lago. Através das pilastras. O céu ainda cinzento.




-
        
Nina!




Harry, Rony e Hermione vinham até ela.




-
        
E então? Disseram que enfrentou comensais outra vez? - Rony perguntou, animado.




-
        
Não. - sacudiu a cabeça desgostosa olhando Hermione - Fui atacada por eles. E isso não é para ninguém saber.




-
        
E o professor Snape te salvou. De novo. - Hermione murmurou ao seu lado, para que só ela ouvisse, com um pequeno sorriso.




-
        
Bem. - olhou de cara feia pra ela - Vocês realmente não deviam ficar repetindo isso por aí.




-
        
E eles te atacaram mesmo? Quer dizer... Fizeram alguma coisa?




-
        
Rony! - Hermione exclamou.




Ele ficou emburrado.




-
        
Quase, Sr. Weasley. - o tom frio.




Eles não o tinham ouvido se aproximar. Ele se moveu. Ficando de frente para o Harry.




-
        
Por sua culpa, Potter! - ele estava com raiva.




-
        

Sev... Professor Snape!

Ele não tinha como saber! - ela interferiu.




-
        
Saber o quê? - Harry olhou para ela.




Ela meneou a cabeça. Aborrecida.




-
        
Nada.




-
        
Nada? - ele estava quase possesso - Nada?!




Eles olharam para ela, sem entender.




-
        
Um bilhete. Eu pensei que você estava em perigo.




-
        
E quase morreu por isso! - falou feroz, olhando para Harry - Se você não infligisse sempre as regras da escola. - disse bravo - Ninguém acharia possível que estivesse precisando de ajuda. - acusou.




Ela o enfrentou. Entrando na frente dele.




Não entendia o que estava acontecendo. Ele estava sendo completamente irracional.




-
        
Já disse que foi tolice. - olhou-o dura - Que não acontecerá de novo.




Ele relanceou os olhos por eles, furioso. As sobrancelhas juntas.




-
        
Hunf!




Roupões negros. Silêncio.




-
        
Que bilhete? - Harry perguntou.




Ela se virou para ele. Suspirou.




-
        
Havia um bilhete. - olhou-o - Dizendo que precisava de mim. E eu fui até perto da floresta. Eles estavam lá. Foi burrice. Esqueça. Não é sua culpa.




-
        
Snape pensa que é. - ele estava ressentido.




-
        
Professor Snape me salvou. De novo. Arriscando a vida dele. Por uma tolice minha. A raiva dele é para mim.




-
        
Ele só está me culpando. - voz dura - Como sempre!




Ele foi embora. Ela suspirou de novo. O Rony olhou-a. Como que se desculpando.




Correu atrás do Harry.




-
        
Hermione fale com ele. - pediu - Por favor. Tente fazê-lo entender.




O que nem ela mesma entendia.




A expressão de Hermione dizia que ia ser quase impossível.




-
        
Vou tentar.




E se foi.




'Ah, Severus!'




Andou resoluta atrás dele.




 




-
        
O que você está fazendo aqui? - olhou-a contrariado - É domingo à tarde.




-
        
E eu não posso ser vista nas "suas" masmorras!




Mostrou que não estava realmente se importando. Brava.




-
        
Agora você vai me explicar exatamente. O que foi aquilo? - colocou as mãos na cintura.




-
        
Aquilo o quê? - ele olhou-a frio.




-
        
Sobre o Harry! - estava exasperada - Da sua insanidade. Como ele podia ser culpado se nem sabia que tinham usado o nome dele?




-
        
Se ele não fosse tão arrogante em primeiro lugar. Se não agisse sempre como o pai dele! - ele ficava cada vez mais furioso - Sem se importar com regras! Com quem eles podiam colocar em perigo. Com as conseqüências do que faziam! Se... - ele parou, apertando os lábios, os olhos brilhantes.




Foi para trás da mesa. De frente pra ela. Pegou um pergaminho. Os gestos bruscos. Colocou com outros.




Encerrando a discussão.




Ela o olhava espantada. Franziu a testa.




-
        
Ele não tem pais. E já sofreu muito. Você, mais que ninguém pode compreendê-lo. - ela não conseguia entender - Ele podia ser seu filho! - tentou - Devia ser um pouco mais condescen...




-
        
Ele nunca ia poder ser meu filho! - interrompeu-a, colocando as mãos na mesa, a boca espumando, os olhos luzindo - Nunca! Entendeu? - falou com ferocidade.




Ela afastou-se um passo. O coração acelerado.




Jamais o tinha visto assim. Olhou-o com atenção.




Havia alguma coisa. Tinha que haver. Algo no passado dele. Que não estava nos livros.




O modo como ele estava agindo. Era insano. Irracional. Respirou.




-
        
Você está errado. - ainda enfrentou-o - O modo como age com ele. Está errado.




Não o esperou responder. Saiu dali.




Ouviu o barulho de alguma coisa que caía no chão.




 




****




 




A partir de então, Harry e os outros foram "aconselhados" a não mais irem à Hogsmeade.




Não podiam se afastar da Escola. Em nenhuma hipótese.




 




****




 




Ela se sentiu culpada.




Encontrou-os no corredor terça-feira. Hermione olhou para o chão.




-
        
Oi.




Percebeu que estavam sem graça.




-
        
Oi. - respondeu.




Deu um sorriso triste. Como se pedisse desculpas.




Eles hesitaram. Suspirou.




Ia continuar pelo corredor.




-
        
E então? - um murmúrio - Enfrentou a fera? - ouviu Harry perguntar.




Ela se voltou. Olhou-o. Abriu um grande sorriso.




-
        
Você não tem idéia de como foi! - falou devagar.




Verdes amaciaram. Ele riu. Rony resmungou. Hermione colocou a mão na boca. A expressão divertida.




-
        
Ah, eu tenho!
 
- balançou a cabeça - Pode acreditar. Eu tenho.




Ela riu com eles.




Como alguém podia não gostar deles?




 




*****




 




Não se falaram. Exceto por monossílabos nas refeições.




Sexta-feira.




Ela estava nervosa. Tensa.




 




****




 




Sábado.




Acordou. Abraçou o travesseiro.




'Maldição de homem.'




A custo levantou-se. Havia sol.




Andou a esmo. Até a
 
hora do almoço. Comeu. E depois.




Seu quarto. Dormiu. Um banho. Descansada.




E mais um grande passeio. Pensando. Lembrando. Tranqüila.




Foi até o lago. Não muito longe. Não queria mais problemas.




Parou. Perto da mesma árvore. Olhou-a.




Sozinha. Com as lembranças. Doces.




Estava perdida. Nas recordações. E nas ondulações do lago. Há um bom tempo.




Se aquecendo ao sol. Olhando o reflexo dele sobre as águas.




Os olhos quase fechados. Pela claridade.




Uma sombra parou ao seu lado.




Ficou tensa. Imóvel.
 
E então relaxou.
  
Respirou.
 
Fundo.




Fechando os olhos. Sem se importar. Calma.




Deixando a brisa mexer com seus cabelos.




Para abri-los de novo. E descobrir que ele ainda estava ali.




Deu um sorriso pequeno. Suave.




Ficaram assim. Um bom tempo.
 
Lado a lado.




Até que ela o olhou. O reflexo do sol incomodando seus olhos. Ele se virou.




Mergulhou em pretos. Que pareciam dizer-lhe coisas.
  
Enquanto o ar lhe faltava.




Não agüentou. Desviou os seus.




Viu o chão. Folhas. Terra.




Passou por ele. Bem devagar. Muito perto.




Tocando com a sua, a mão dele. Numa carícia.




Andou em direção ao castelo.




 




Mas ele não a seguiu. Ao seu quarto.




'Teimoso.'




Não iria até ele. Não desta vez.




 




Foi jantar. Serviu-se de pouco.




Viu Draco com um sorriso debochado. Soletrando com os lábios. "Hogsmeade". Provocador.




Olhando para Harry. Que ia se levantar. Quando Hermione segurou sua manga. Falando-lhe ao ouvido.




Voltou a se sentar. Os outros pareceram querer ajudar. Falaram alguma coisa. Todos riram. Ela relaxou.




Ele chegou. Sentou-se.
 
E jantou.
 
Sem falar com ela. Sem olhá-la.




'Sua mula teimosa.'




Largou o guardanapo. Resoluta.




E foi até ele. Inclinou-se. Murmurando no ouvido dele.




-
        
Esteja em minha cama. - falou decidida, insinuante - Esta noite. Ou eu me sento em seu colo. De frente para você. E o beijo. - sussurrou para um Snape imóvel - Com todos olhando. E então eu quero ver. Como você vai explicar isso a eles. - ameaçou.




E levantou-se. Com um sorriso. Como se tivesse falado do tempo.




Indiferente à expressão dele. E aos olhares discretos.




Pediu licença a todos. Deu boa noite.




Indo para seu quarto.




 




Ele não demorou a aparecer. Ela estava esperando-o. Ele entrou.




Sorriu da expressão dele. Mas parou. Quando as bocas se encontraram. Famintas.




Em meio a um abraço. Quente. Impetuoso. Ele soltou seus lábios.




-
        
Quem disse que você pode me ameaçar? - murmurou na boca dela, antes de voltar a beijá-la.




Sem lhe dar tempo de responder. Impedindo-a de descolar a boca.




Enquanto sua garganta emitia sons de protesto. E ele a apertava mais. Excitado.




Ela desistiu. Correspondendo. Tocando-o.




Quando ela estava quase sem vestido, foi que ele se lembrou.




E estendeu a varinha. Com os olhos pesados. Murmurando feitiços. Que lhes dariam privacidade.




Largando-a depois. De qualquer jeito. Sobre a lareira. Impaciente.




Enquanto a empurrava para a cama. Ansioso. E em fogo.




 




*****




 




Segunda-feira.




Draco o estava olhando de forma estranha. Franziu a testa.




Eles já tinham sido próximos no passado.




Tanto quanto se poderia ser sob "certas" circunstâncias.




Mas as coisas estavam diferentes.




Principalmente depois. De ele ter "conversado" com Draco.




E com Crabbe e Goyle. Alguns dias após Nina ter saído da enfermaria.




Tinha percebido o que Draco quis fazer. Só contar a Lucius algo "diferente". Sobre Hogwarts.




Ele sabia da sua ânsia pela aceitação de Lucius.




E do modo como esse era duro com Draco.




Não só duro. Quase brutal. Às vezes até... violento.




A seu modo, já tinha ajudado.




Tinha pensado que talvez conseguisse que Draco não se transformasse num Comensal.




Quase estremeceu.




Sua influência sobre Draco já tinha sido melhor. Olhou-o.




 




Fim de aula. Todos saindo.




-
        
Draco. - chamou.




Viu quando ele hesitou. Quando voltou-se.




Crabbe e Goyle o olharam. Ele acenou. Eles saíram. Olhando para trás de vez em quando.




-
        
Há alguma coisa que eu deva saber? - encarou-o.




Draco não o olhou nos olhos.




-
        
Não.




Ele estreitou os dele. Observando.




-
        
Tem certeza? - intuiu - Nada talvez sobre... Potter?




Draco olhou rápido para ele.




Tinha acertado em cheio.




Ainda havia silêncio.




-
        
E então?
 
- perguntou quase duro.




Ele respirou. Enfrentando-o.




-
        
Dois... "amigos" do pai sumiram. - olhou-o significativamente - Eles estavam vigiando Hogwarts.
 
Dizem que foi você. - os olhos quase acusavam - Que você estava protegendo Potter. E a trouxa.




Ele não titubeou. Entendeu.




Cinza.
  





Pretos. Firmes.




-
        
Dumbledore os recolheu. E os entregou ao Ministério.




Talvez fosse a oportunidade que precisava.




Inclinou-se na mesa. Não havia segredos em Hogwarts.




-
        
"Eles" fizeram a idiotice de enviar um bilhete como ardil. - não parecia contente com isso - Ela pediu a um grifinório para entregar o bilhete à McGonagall. - a expressão se fechou, lembrando-se - E foi tola o suficiente para ir até a Floresta Proibida. Sozinha. - viu Draco que quase ri - Eu
estive lá também. - insinuou que não sozinho - Eles foram capturados. Dumbledore chamou o Ministério. Parece que eles não "lembravam" de muita coisa.




Uma grande mentira. Apoiada por algumas verdades.




Draco relaxou.




O que o professor dizia confirmava o que ele soubera.




-
        
E eu ainda não sei onde Potter entra nisso. - completou franzindo a testa - Agora... Quem lhe disse que eu "protegi" Potter? - exigiu.




Draco hesitou. Molhou os lábios.




Tomou uma decisão.




-
        
Meu pai disse que eles estavam aqui para vigiar Potter.




Então ele não tinha se enganado. Draco estava em contato com Lucius.




-
        
E te disse porquê?




-
        
Não. - mentiu.




Ele estava mentindo. Mas havia algo mais importante no momento.




-
        
Você não respondeu. Quem falou que eu "protegi" Potter? - ficou atento.




-
        
Ninguém. - desviou os olhos - Mas você sempre tem estado com ele. Alguns dias à noite.




Entendeu.
 
Relaxando.




Draco tentava disfarçar a contrariedade.




-
        
Você não sabia? - levantou uma sobrancelha sarcástico, Draco o olhou - Voltei a dar reforço em poções para ele.
 
- um meio sorriso debochado.




Um olhar cúmplice.




Draco sorriu de volta.




'Então era isso. O "idiota" do Potter.'




Não seria de estranhar.




Levando em consideração como o professor vinha tratando Potter.




E as várias poções que ele não conseguia entregar.




Com os vários... "acidentes" que aconteciam com elas.




-
        
Bem, parece que ele realmente está precisando. - ironizou.




-
        
Nem todos têm a sorte de ser sonserinos. - levantou uma sobrancelha - E bons em Poções. - completou.




Draco riu.




-
        
Tem razão. - concordou.




Viu os olhos cinzentos à sua frente. Lembrou das vezes em que o vira. Pequeno ainda.




Na casa de Lucius. Sabia que tinha sido fácil crescer ali. E se preocupou.




Inclinou-se para ele. Ficou sério.




-
        
Não deixe que ninguém o engane, Draco. - advertiu, cheio de significados - Nem tudo é o que parece ser.




Draco sabia. Ser um comensal era mais que poder e glória.




Também era servir. Completamente. Ao Lord Escuro.




Ficou tenso. Baixou os olhos.




Snape se recostou de novo. Era até onde ele podia ir. Por enquanto.




 




****




 




 




Sthefanie (Floreios) - Eu sei que não existe na vida real. Mas que é uma pena. É.




Magalud (site AnaNinaSnape) - Obrigada. Tomara que você continue com vontade de não parar de ler.




Sett (Floreios/Potterish) - Você vai revisar TODOS os sites em que eu posto? Muitos risos!!




Juliana (Floreios) - Eu sei amiga. Obrigada.




Suu-chan - Você viu só? Parece até que o Sev tinha te escutado! Deu uma bronca e tanto na Nina... Hehehe. Entre nós. Você REALMENTE tem pena da Nina? Eu queria mais era estar no lugar dela...




Angel DeLynx - Espero que ela continue agradando vocês. E não achei sua teoria estranha. Ela realmente vai precisar mais da Minerva e da Hermione. Detalhe: você ainda vai dizer alguns "tadinha da Nina". Fazer o quê? É uma fic de "angst". E "romance" é claro. Hehehe. Recebeu os arquivos? Tenta ver no meu site de novo. Por favor, por favor! Continue
se empolgando! Eu adoro!




Miru Himura - Oba! Gente nova. Espero que você continue gostando.




Ju Oliveira - Eu preciso de ajuda!! E olha que eu vou aceitar o oferecimento. Mas eu sei também que a sua fic vai começar a dar trabalho agora que até minha beta você "encantou". RISOS. Mas você merece. Escreve muito bem. E quanto a parecer com "mocinha em novela mexicana"... Buáááááá. Isso não. Buááá.




Caileach - Sua louca! Se você cair dura como que é que vai continuar a ler o resto? Coloquei aqui só pra você ver como eu ADOREI sua review.




"Ai, Jesus! Eu não li isso!  *Caileach tendo um treco e caindo dura... Alguns minutos depois ela acorda, toda empolgada. Dando pulinhos e gritinhos.* A próxima é sobre o Lupin? Jura? Ai, eu morro! Eu ainda não consegui descobrir de qual dos dois gosto mais: Lupin ou Snape. É uma decisão muito dificil. A tua fic sobre o Snape está me deixando sem fôlego.
Eu amo ela loucamente. Se a do Lupin for do mesmo estilo eu vou poder morrer feliz, hehe! Buenas, eu reli Whole Again estes dias (pq depois da

tua fic eu consegui a façanha de parar de ler R/H - aliás, meu shipper preferido atualmente é S/N, hehe -

e daí eu fico relendo tudo quanto é fic que eu tenho arquivada sobre o nosso morcegão predileto enquanto espero o próximo capítulo da tua."




Nina -  Shipper S/N?????????  Ai, morri.




Caileach -  "Eu adoro o teu jeito de escrever, sabia? Envolve a gente de tal forma que tu não consegue largar enquanto não termina. Hoje eu resolvi reler A partir de agora desde o inicio. Acabei agora. Foram mais de três horas sentada diante do computador. Mal posso esperar pela hora que a fic esteja completa e eu possa lê-la do inicio até o final sem
interrupção."




Nina - Por sua causa eu realmente agi. Coloquei meu projeto de reescrever a fic em ação. Acho que uma fic só é boa quando ela merece ser relida.




Caileach - "... livros eram do  Stephen King, que eu aposto que é um bruxo que enfeitiça os livros para os leitores não conseguirem parar de ler até chegar o final. Aliás, estou começando a desconfiar que tu faz a mesma coisa. Ah, a mana Centaura te contou que o Snape é o ex-marido dela, né? A louca! A gente tem uma família Snape no fórum do 3V. A
Angel DeLynx foi quem a criou. Vou te pedir uma coisa: não seja tão malvada com o Lupin, tadinho! Pelo menos não na fic dele. Quando essa fic sair eu vou divulgar ela no fórum dos R/Hs. O pessoal lá não morre de amores pelo Snape (com exceção de mim, é claro), mas a maioria das gurias é louca pelo Lupin. Tenho certeza que elas também vão apreciar a futura
fic. E a louca da Caileach aqui, em polvorosa, viajando numa coisa que nem aconteceu ainda. Liga naum! São três horas da manhã nesse momento (estou escrevendo no bloco de notas e pretendo te enviar o e-mail amanhã) e estou bastante cansada. Daí eu viajo um monte. Mas tudo que eu digo é verdade! Tô te enviando um presente. Espero que goste ;) Bjks Caileach - que
ainda não acredita que a próxima fic é sobre o Lupin."




 




O presente que ela enviou (para as curiosas) é uma capa para "Severus - A partir de Agora" que eu coloquei no meu site em "Capas". Ela é linda.




Ju Oliveira - Eu andei relendo umas mensagens (enoormes) que você enviou e que eu adorei. Tô com vergonha de não ter comentado tudo. Então estou colocando isso aqui especialmente para você.




Obrigada!!!! Ah! E parabéns pela fic. Já fiquei sabendo das "repercursões". Risos.




Miru Himura - Eu não pude! Não briga vai... Mas tá aqui. Só "procê".




Rita - Eu não faço de propósito. Risos. Ai, eu também queria assistir ao trailer. Vi todo mundo comentando na ODF. Qual o endereço?




Lino - Alana Sett??? LEGAL!! E eu não sei... Talvez eu realmente pense em escrever um livro.




 




Nota da Autora

:
 
Eu peço paciência a todos.
 
Tive alguns problemas e não consegui nem mexer nos capítulos 15 e 16 (quer dizer, capítulos 27 e 28 na nova numeração). Então... pode ser que demore um pouco a colocar estes capítulos. Mas por enquanto eu vou manter a marca de um capítulos postado por semana. Por falar nisso... Será que eu preciso re-classificar a fic como NC-17 ou "R"?




Tá meio "quente", né?
 
Hehe.
  





Eu reescrevi o índice e os capítulos até o 9 (agora é cap. 13). Com a ajuda das betas é claro. Mas ainda não postei. Acho que está bem melhor. Preciso de mais tempo e paciência. Tem que fazer o maior malabarismo para postar e manter tudo o que é em negrito e itálico. É muito chato!




O projeto da fic em inglês está andando. Parece que agora sai.




 




Por favor não se esqueçam de comentar. É o alimento de todo autor. E eu às vezes fico faminta! Risos.




E não se esqueçam a Floreios e Borrões dá nota para as fic. E eu estou concorrendo lá! - (Olha que coisa mais ridícula eu escrevi. Tsc, tsc.)




Ah! E aí Pricila Franz? Gostou? (Segredo: A Sett
 
que me disse.)
 
Rs rs




 




Pedido: A professora da universidade de quem falei está precisando de algumas informações. TUDO o que vocês souberem sobre a história das fanfics. Como: Qual o primeiro site em português no Brasil? A primeira fic? É verdade que a primeira fic sobre o Severus foi escrita em 2000? E qualquer comentário que vocês queiram mandar. Sinceros agradecimentos.




 




 




 




 




 




 




 




 






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