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2. Mudança de Aroma


Fic: Entre Pierrot e Colombina


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 2º - Mudança de Aroma.
“Eras pálida. E os cabelos,
Aéreos, soltos novelos,
Sobre as espáduas caíam . . .”
(Machado de Assis, “Vísio”)


Os marotos entraram atrasados na aula do Binns. Sirius mantinha um sorriso travesso aos lábios enquanto Remus estava vermelho devido à corrida. James segurava a gargalhada e Peter roia as unhas como demonstração clara de seu desespero.
- Sorte de vocês que a aula ainda não começou, senhores Potter, Black, Lupin e Pettigrew.
O Professor Slughorn passou por eles e deu uma piscadela. Ele, por mais que não admitisse publicamente, adorava as travessuras dos quatro – ou três.
- Se ela aparecer por aqui, falarei que você a procura.
- Obrigado, Professor Binns.
O gordo moveu-se até a porta e abriu-a.
- Muito bem, alinhem-se com seus parceiros para podermos começar a prova.
Sirius abriu um largo sorriso. História da Magia era fácil demais para a mente que arquitetava planos compulsoriamente e sem escrúpulos. Peter estava sentado ao seu lado – típico dele.
Dependendo da matéria, ele alternava o par. Se fosse transfiguração, sentava-se com James, mas se a aula era de Defesa Contra as Artes das Trevas, era ao lado de Remus que ele se colocava.
O pergaminho de quatro metros apareceu diante de sua visão. Um sorriso ladino britou-lhe aos lábios e a pena já roçava o queixo do adolescente. Fácil. Fácil demais.
Em uma das primeiras cadeiras, estava o Ranhoso, com a cabeça muito próxima ao pergaminho e com a pena a correr o papel muito rapidamente. Sirius riu. A estranheza personificada estava praticamente suando e, talvez, os cabelos estivessem a engordurar a prova.
- Pare de rir, senhor Black!!!
A voz enguiçada no professor propagou-se pela sala e fez ao pequeno Peter estremecer.
- Desculpe professor. Mas diante da carga horária de estudos diários que eu me submeti, estou realmente achando a prova fácil.
Mentira – da mais suja. Sirius Black não estudava – para quê estudar se já sabia tudo?!
Olhares significativos foram lançados para o galanteador de Hogwarts. Não, a prova de Binns estava longe de ser fácil e o próprio Sirius sabia – assim como o professor.
- Muito bom saber que a prova está fácil para o senhor, senhor Black, porque fiz esta com este objetivo.
O jovem riu constrangido. Pulara a primeira e a segunda questão por não ter nem idéia do que perguntavam e Peter estava realmente nervoso. Olhou para frente e viu como a pena de Remus escrevia rápido sobre o pergaminho.
Se tivesse escutado às recomendações do lobisomem talvez soubesse do que se tratava a guerra de ascensão de Fredney Hunganarm.
Tudo o que se ouvia no recinto eram os sons das pontas das penas riscando incessantemente os pergaminhos. Som que parou quando se pôde ouvir o ranger da porta. Esta abriu pouco; o suficiente para um corpo magro passar, e uma cabecinha apareceu por ela.
- Mademoiselle Noir!
O professor “voou” até a cabecinha agora ruborizada.
- Desculpe o atraso, Professor Binns...
- Imagine! – O professor fez a porta abrir-se por inteira, mas a figura feminina não era visível. Ela manteve-se para fora da sala. – Devo presumir que o Professor Slughorn a encontrou pelo corredor.
- Bem, sim, mas eu entenderei se o senhor se recusar...
- Imagine, mademoiselle.
A voz que ele escutava era serena e um pouco erudita; calma e firme.
- Entre sim?!
Os olhos dele saíram do pergaminho para observar quem atrapalhou a prova.
- Ele esteve procurando-a desde o outro tempo pelo castelo inteiro – informou o professor, o que causou a vermelhidão no rosto da castanha.
Os cabelos estavam presos pela metade e parte da franja caía-lhe pelo rosto. As sardas espalhadas pelas bochechas ressaltaram com a vergonha tímida da garota.
- Desculpe, professor, não queria atrapalhar...
- Não, não se preocupe.
Ela passou por eles. Os olhos ainda mais azuis que cinzentos prenderam-se no meio sorriso que ela se esforçava para agradar ao fantasma.
Seu andar emanava um cheiro único; cheiro de pitanga. Ele tragou aquilo como se fosse à única fragrância que suas narinas fossem dignas de sentirem; como se seu ser dependesse dela para simplesmente existir.
Sentiu todos os músculos relaxarem e a pena deslizou entre seus dedos. Os olhos presos ao andar donaire quando viu um aceno.
Seria para ele?! O coração disparou só com a pequena possibilidade. O rosto ganhou cor e até uma breve noção do que poderia ser a guerra de ascensão do sujeito lá na primeira questão apareceu-lhe à mente.
Viu um sorriso... O Sorriso. Ainda tímido, simplista, quase como a prova que faltava para culpar o réu devidamente. Um sorriso branco e os lábios delineados contornando-o. Sorria a ele?!
Retribuiu, mas arrependeu-se.
- Oi, Remus.
A voz feminina soara fraca o bastante para que apenas Remus a escutasse – mas Sirius ouviu.
Observou o amigo desviar a cabeça do pergaminho e, ruborizado levemente, acenou de volta e falou um “oi” inaudível.
A garota andou por entre as mesas sem fazer ruído algum e pôs-se a frente do professor.
- Importa-se em fazer a prova com o senhor Snape?
O nome pronunciou-se pela sala e todos olharam – principalmente ele. Viu-a sentar-se ao lado da pessoa de cabelos oleosos. Snape esboçou um sorriso – o que era o fato do ano. Ele jamais sorria.
Fez leitura labial e deduziu que ela lhe cumprimentara e ele fez o mesmo. Não, algo estava errado. Ranhoso não desejava “bom dia”. Aliás, ninguém socializava-se com ele.
Voltou os olhos para o pergaminho quando notou que a garota fez o mesmo após puxar a cadeira para mais perto do Slytherin.

Passados alguns minutos, a garota levantou-se e entregou ao Binns o pergaminho.
- Muito bem, mademoiselle Noir e senhor Snape – o professor analisava a prova. – Vejo que há muitas respostas concisas. Gosto disso – e acrescentou ao ainda os ver parados à sua frente. – Não há necessidade de esperarem pelo horário certo; podem sair.
Os dois passaram silenciosos pelas mesas e ele observou-os – e pôde notar que o amigo fazia o mesmo.
Olhou pela sala e constatou que já havia saído com todas as garotas do seu ano. Pronto, já tinha uma nova companhia em mente – e não gostou do modo animado como ela agarrou-se ao braço nojento de Snape.
Conhecia a todos os exemplos femininos de Hogwarts; como não a vira antes?! Seria ela uma Lily Evans da vida que só pensava em estudar?! Não! Até mesmo a amada de James se socializava e tinha uma certa reputação.
O que uma corvinal fazia ali?! Nenhum professor permitia a reposição de provas – ainda mais em horários de outras turmas!
Absorto, ele não percebeu quando Peter puxou o pergaminho e a pena para si. Não se importou. Caso viesse com alguma nota baixa, isso não afetaria em nada sua excelente média.
No fim, tudo deu certo. E algo impressionante aconteceu. O que James, Sirius e Remus julgavam impossível de acontecer aconteceu. Peter sabia as respostas das perguntas – realmente!
Por acaso ele andou estudando?!
Demorou para arrumar suas coisas quando, enfim, percebeu que ficara sozinho na sala. No mínimo James avistou a Evans no corredor e levou os outros marotos junto com ele, para ter provas do tapa dela. Como se alguém duvidasse deste fato já quotidiano.
Jogou a mochila pelas costas quando notou a sala. Não sabia o quê, mas algo estava diferente. As janelas pareciam mais largas agora e a luminosidade parecia ter aumentado. Mas não, não era ainda isso que estava mais diferente. Era algo no ar.
Este estava mais leve e deixara de cheirar a mofo. Um aroma gostoso, diferenciado pela composição única.
Sentiu um arrepio nascido no meio da coluna e fechou os olhos para sorver da nova sensação.

Saiu da sala ainda sentindo plumas sob os pés quando visualizou a cena. Não, não se importou com o sermão em alto e bom som que Evans aplicava em seu amigo e tampouco nos pedidos de desculpa que Peter dava – quase ajoelhado e com as mãos juntas - em nome de James.
A garota estava à frente de Snape e ele sorria com o canto dos lábios. Os olhos negros postos sobre um livro de capa de mesma cor e ela rindo de algo, tímida. Seria Snape capaz de cantá-la?!
Passando por Remus, ele aproximou-se dos dois.
- Então eu te vejo depois do almoço?!
Como achava repugnante a voz daquele ser de cabelo seboso! Era fria e ainda grossa.
- Sim.
A voz dela, suave, anestesiante.
- Não esqueça – e o moreno já estava a dar o primeiro passo quando desistiu.
- E alguma vez eu já esqueci?!
As idéias trasbordaram dentro de sua cabeça. Por que eles iriam encontrar-se depois do almoço?! Eles estavam juntos?! Ele tinha um caso com uma mulher?! Ela, principalmente, estava com ele?!
Imaginou os dois beijando-se sobre a árvore em que os marotos se sentavam e não gostou. Além de nojento, era inviável!
Ela era toda limpa e educada e delicada... e os adjetivos vinham aos poucos a cabeça.
Odiou o dia em ela fora posta longe de seu alcance.


O cheiro de pitanga impregnou-se na sala. Não sabia julgar se gostava daquilo ou não. O tanto que já vira, o tanto que pensava... as alucinações que tinha eram com ela.
Ainda faltava muito para o término da aula e ele sentia o coração bater estranho. Sempre tinha aquela sensação quando estava preso ao martírio da aula de História. A idéia fixa de que a qualquer instante a porta se abriria e só haveria o ranger desta por causa da força inicial dispersava-o das explicações.
Olhou para Remus. Ele não estava aflito como ele estava; então não era digno dela. Sirius mal conseguia conter a perna, que balançava involuntariamente debaixo da mesa, na esperança dela atravessar a sala. E ele, cordialmente, empurraria Peter da cadeira para que, assim, ela sentasse ao seu lado.
Remus nem olhava para a porta. Estava preso nas palavras sem importâncias de Binns como se ele fosse algum espécime de profeta ancião.
Ele não.
Sua mente estava lá fora, em alguma outra sala onde havia uma garota sentada, com os pés apoiados só com as pontas sobre o chão, pois gostava de ter os joelhos perto da mesa.
A perdição, em sua nobre opinião.
- Vou estudar com a Lily hoje.
Claro que ouvia ao James muito antes disso. Por mais que seu interesse naquele semestre tenha sido outro daquele que o amigo falava, ele não largaria James.
James não.
- E ela por acaso está ciente desta parte dos estudos dela?!
Uma sobrancelha arqueada e os olhos sorrateiros a mirar a figura juvenil ao seu lado. Nos lábios, um sorriso indecifrável.
- Incrivelmente ela não teve escapatória.
O rosto virou-se para James em um ato involuntário e de sua garganta saiu uma clara expressão de descrença.
- Exatamente, caro Padfoot.
Era visível o tilintar do brilho excessivo dentro da íris do amigo e seu sorriso de felicidade. Nem mesmo o próprio acreditava no que acontecera.
- Sabia que um dia ela cederia.
- Ela o chamou para fazer companhia?!
- Padfoot! – A voz alterara. - Estamos falando da minha Lily. De Lily Evans! A única atitude dela para comigo feita de bom agrado e por vontade própria da mesma é o tapa que levo na cara todo dia.
- Ainda bem que as razões estão com você por enquanto. Porque, na minha sincera opinião, comecei acreditar que você era meio masoquista – e ela sádica.
O seu tom era sério e irônico – e o amigo bem sabia disso -, mas não tinha tantas certezas se falava da relação estranha entre aqueles dois. Não seria ele, por acaso, um masoquista?! Desejar a garota que seu amigo era apaixonado?!
Ou seria ele sádico?
Riu entre os dentes com o próprio pensamento. Claro que seria prazeroso pensar que se divertia com as tentativas de Remus e com as negações dela. Entretanto, aquilo simplesmente não acontecia.
Não acontecia a ninguém. Aos corredores, nas poucas vezes que a via, trazia sempre consigo alguém – e na maioria destas poucas vezes, homens.
O que eles tanto conversavam? Por que não poderia ser ele quem ela permitia segurar os livros ou apenas lhe fazer companhia?!
Amassou parte do pedaço de pergaminho entre os dedos. Remus cumprimentava-a nos corredores. Remus dava-lhe beijos nas têmporas. Remus ficava perto dela... Nunca ele.
Era masoquista.
Remus sabia sobre particularidades dela. Ele sabia como ela gostava do suco de abóbora. Ele sabia o que ela achava das flores que nasciam no inverno próximas ao lago. Ele sabia sobre ela. Ele sabia... Sempre ele. Ele! Ele! ELE!!!
- Senhor Black!!!
A voz estagnada do professor entrou pelos seus ouvidos. Não sabia por quanto tempo ficara imerso em seus pensamentos corrosivos. Teria o professor os escutado?! A respiração estava dificultada por algo que desconhecia. Sentia como se o ar não o satisfizesse. As veias nas mãos estavam saltadas.
- Espero que tenha uma boa desculpa desta vez para o que fez!
O que teria feito?! Olhou em volta e percebeu. Não só o rosto de James como suas vestes estavam encobertas por manchas pretas brilhantes. Voltou os olhos para si e também viu a mesma tinta ali. Pousou os olhos sobre a cara pálida de Remus. Ele também.
- Foi um descontrole, professor. Desculpe.
A voz não tinha o até então eterno tom de deboche. Estava grave, fria, preocupada.
- Desculpas aceitas. Detenção na próxima sexta. Falarei com a professora McGonagall.
Apenas aquiesceu a decisão do docente com cabeça.
- Vão se lavar, sim?!
Os três saíram – Peter estava na ala hospitalar com congestão devido à quantidade absurda de balinhas de coco que comera na noite anterior.
- O que aconteceu, Pads?!
A garganta fechou-se por alguns segundos. As pupilas dilataram-se. Engoliu seco. Tinha vontade de ajuntar os dedos envolta do pescoço de quem lhe dirigia a palavra e acabar, de vez, com todas as agulhadas em sua cabeça.
Tinha vontade crescente... Mas não o fez. Não podia. Remus era seu amigo, grande amigo. A personificação do grande elo que eles criaram entre eles mesmos. O irmão que escolhera ter.
Irmão.
- Sirius?!
- Eu não sei – mentiu. A voz quase nem soara.
- Em que você estava pensando? Era algum tipo de emoção forte?
Remus perguntava, claramente preocupado com o amigo. Então por que não conseguia mais fazer o mesmo?! Por que não conseguia se importar mais com ele...?
Sirius sentou em um vaso sanitário enquanto levava as mãos entre os cabelos, no topo da cabeça. James encarava-o daquela maneira que não gostava. Mas Remus ainda estava preocupado. Abaixou-se para ficar a altura dos olhos de Sirius e, com a mão no queixo do animago, fez-lo olhar paras as suas órbitas castanhas.
- Aconteceu alguma coisa ontem à noite?
Aconteceu, porra! O pensamento explodiu em sua cabeça. Aconteceu que eu fiquei louco só em pensar que você terá Francine com você na sua vida, e eu não. Que por causa da sua existência eu não posso transar com ela; não posso beijá-la...
Aconteceu que eu não consigo parar de pensar na garota que você está apaixonado desde o terceiro ano. Que ela simplesmente instiga alguma coisa em mim que eu não tenho idéia alguma do que venha a ser. Que eu mantenho comigo o cheiro dela.

Mas nada foi dito. Tudo ficou guardado em alguma parte de sua cabeça que incomodava.
- Não.
Mentiu.
Os olhos de James eram feras noturnas esperando para atacar quando a presa estivesse venerável demais – e ele já se sentia assim.

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