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1. A Família Potter


Fic: Alvo Severo e o Segredo da Víbora


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Aquela serena e silenciosa noite de verão em que os Potter reuniram-se ao redor da lareira já quase apagada, na casa da família, se repetiu muitas e muitas vezes durante a vida de Alvo Severo.


Era uma família alegre e animada que vivia em um casarão invejado, nas encostas do morro Stoatshead, próximo ao povoado de Ottery St. Catchpole. Esta área se desenvolvera muito, e se tornara uma pequena vila bruxa chamada Cedric´s Hollow. O nome da vila é uma homenagem a um rapaz que fora cruelmente assassinado por um fiel servo de Voldemort, o terrível bruxo das trevas que tanto mal causou outrora aos bruxos de toda a Grã-Bretanha.


O crescimento da vila de Cedric's Hollow se deu há mais de quinze anos atrás, quando o Sr. Potter e sua esposa construíram sua casa, logo acima dos destroços de uma outra casa que estava em ruínas, cujo terreno foi cedido a eles como gratidão. Pouco depois, os Potter tiveram seu primeiro filho, o popular Tiago. Mais dois anos e nascia Alvo Severo, muito parecido com o pai. E, por fim, dois anos depois nasceu a meiga Lílian.


Cedric's Hollow abrigava famílias de prestígio entre os bruxos, tais como a do professor de Estudo dos trouxas em Hogwarts, Arthur Weasley; a do Sr. Amos Diggory, muito respeitado ente os aldeões; a do popular crítico de quadribol Lino Jordan; a solitária Sra. Vane; a do fazendeiro Dênis Creevey; entre muitas outras... Era uma vila nobre e divertida, apesar dos constantes desentendimentos entre os McLaggen e os Weasley.


Harry Potter era agora um homem com seus trinta e sete anos de idade, pai de família e com um emprego de alto escalão no ministério, que fora intensamente reformulado com Quim Shacklebolt à frente. Casara-se com Gina, a habilidosa artilheira do Harpies, em uma discreta cerimônia felizmente pouco divulgada na época.


Após jogar durante sete anos e ter conquistado inúmeros prêmios, Gina ganhara o cargo de correspondente sênior de quadribol no Profeta Diário, onde expõe semanalmente todas as suas observações dos jogos da Liga Inglesa. 


Tiago Potter era o filho mais velho do casal, e se assemelhava mais com o pai do que com a mãe, embora seus cabelos levemente avermelhados não escondessem a maternidade. Era um garoto travesso e irrequieto que adorava atormentar seu irmão menor. Fanático por quadribol, sua maior ambição sempre foi ser apanhador do Cannons. Era o orgulho do pai, que sempre fora igualmente apaixonado por quadribol.


Lílian Potter era mais comedida e tímida, talvez por ser a caçula, talvez por ser a única menina da casa. De poucas palavras, em geral podia ser encontrada ao lado dos primos Weasley, que freqüentavam a casa dos Potter assiduamente. O ruivo de seus cabelos era muito mais vivo e chamativo que o do irmão, e ela sabia que era muito parecida com sua avó por parte de pai, pelas poucas fotografias que havia na casa. Lílian possuía um gatinho, que era quem mais prezava no mundo. Seu nome era Ed, em homenagem à tão recontada história de seu pai sobre uma bela coruja, branca como neve, que ele possuíra quando jovem.


Alvo Severo Potter, o filho do meio de Harry e Gina, não passava de um garoto silencioso que crescera sem rir das piadas que seu irmão mais velho fazia sobre ele (embora estas fizessem os amigos de Tiago irem ao chão em gargalhadas), vendo o pai se orgulhar de cada arremesso ou defesa fascinante de quadribol que o irmão fazia e a mãe, muito ocupada, dando mais atenção à pequena Lílian. Brincava sozinho, longe dos irmãos, desejando um dia fazer algo do qual os pais pudessem se orgulhar. Odiava quadribol, simplesmente porque não conseguia permanecer em equilíbrio por mais de cinco minutos na sua vassoura, que era a mais moderna e rápida da época. Seu pai a comprara para ele no natal anterior. A Star Generation era incrível, apesar de ter sido mais utilizada por Tiago do que pelo próprio dono.


A família, que era muito popular pelos arredores da promissora vila bruxa, estava reunida na bagunçada sala de estar dos Potter. Um menino ruivinho, alto e emburrado estava sentado no sofá enquanto Gina Weasley, sua tia, acariciava seus cabelos curtos e desajeitados, tentando acalmá-lo.


A lareira conservava poucas cinzas, de onde saía uma cobrinha fina e pequenina. As duas primas, Lílian e Rosa, estavam sentadas em frente à lareira olhando-a serpentear por entre as cinzas, revelando minúsculos ovinhos vermelhos escondidos num canto. Discutiam o quão “grosso e mal-educado” era o filho dos McLaggen.


Alvo as observava, entediado, sentado no primeiro degrau da escada, enquanto Harry ralhava com Tiago, pois este tocara fogo num livro de Hugo, seu primo, quando este se negou a ajudá-lo a preparar uma poção para arrepiar cabelo, que mais tarde seria dada para a própria irmã. Tiago explicava ao pai “que foi sem querer, que foi um gnomo quem o influenciara, que sua varinha estava com defeito, que estava protegendo o primo de uma maldição oculta no livro, que...” enfim, mil outras desculpas.


Naquele momento, contudo, a porta escancarou-se e um homem ruivo, alto e sorridente adentrou a casa. Rony Weasley deu um beijo em cada filho e sentou-se, exausto, interrompendo o sermão de Harry.


- Acreditam que Hermione teve que ficar lá no ministério para resolver o caso de um menor que ateou fogo num livro? – começou o tio de Alvo, espreguiçando-se no sofá.


Hugo lançou um olhar muito significativo para o pai, mostrando o que parecia ser o resto do exemplar de “Entre tomadas e varinhas”, de Daisy Hookum, que seu avô dera ao garoto como presente de aniversário.


- Argh! Não acredito, Hugo! Filho, foi você? Eu sei que seu avô gosta dessas esquisitices de trouxas, mas se não gostou, não precisava fazer isso, ele vai ficar chateado.


- Não, Rony, não foi ele – explicou Harry – foi o Tiago, e eu estava justamente lhe dando uma bronca quando você chegou.


- Tio Ronald, você não sabe como o Tiago é? – Lílian levantou-se. Olhava com desprezo para o irmão. – Garoto bobo, só quer chamar atenção.


- Não fale assim de seu irmão, Lílian – Harry falou.


- Isso mesmo. Cale essa boca, antes que eu a cale! Ninguém te chamou para a conversa – Tiago estava enfurecido.


- Parem com isso agora! – Gina se pôs entre os dois. – Se tem alguém aqui que tem motivos para se irritar, esse alguém é o Hugo, e ele está quieto. Tiago, vá agora para o seu quarto! E Lílian, direto pra cozinha, quero conversar com você.


- Mas pai... – Tiago se virou para Harry no mesmo instante, procurando apoio.


- Obedeça a sua mãe, Tiago.


            O garoto subiu as escadas, contrariado, e Lílian foi à cozinha com a mãe, deixando Rosa com o pai, o tio, o irmão e o outro primo. Um cinzal revirava-se nas cinzas da lareira, descontrolado.


            Assim era a família de Alvo, vivia em eterna confusão. Com cinco anos de idade, o primogênito Potter já aprontava, como quando deu seu primeiro sinal de magia, confirmando aos orgulhosos pais de que era bruxo ao fazer um galho despencar na cabeça do tio Percy durante um pomposo discurso deste sobre a implantação de um sistema de tráfego controlado em áreas de intensa circulação de vassouras. Alvo e Lílian deram seus sinais de magia mais tardiamente, ambos aos oito anos de idade e de maneiras muito mais discretas.


            Discreto, essa era uma boa palavra para caracterizar o irmão de Tiago, ofuscado pelo brilho e pela meiguice de cada lado. Afinal, que regalias tem um irmão do meio, sem poder contar com o respeito por ser mais velho nem com o cuidado e atenção dedicados a um caçula?


            Era bem verdade que Alvo estava cercado por pessoas que o amavam e que não lhe faltava carinho de forma alguma, mas a idéia de não ter um motivo considerável que passasse de parentesco era um tanto desconfortável. Alvo nunca acertara uma goles numa baliza, nunca fizera nada impressionante, nunca chamara atenção de ninguém.


            Dava-se bem com os aldeões, mas seus melhores amigos sempre foram as pessoas menos interessantes (ou as que passassem tal impressão à maioria). Em vez de vassouras e prêmios de campeonatos, Alvo colecionava figurinhas de bruxos e bruxas famosos, um ótimo passatempo para tardes chuvosas, quando não podia jogar bexiga na rua.


- E você, Alvo, como vai? Ansioso para Hogwarts? – Rony quebrara o silêncio da calorosa sala de estar, onde o garoto ainda vigiava o cinzal desfilar sobre as cinzas restantes.


Estava muito quieto no canto da escada, e ao ouvir a inesperada pergunta, ficou um tanto surpreso. Estava muito ansioso para estudar magia, porém um medo o afogava em dúvidas. Cresceu escutando as histórias fascinantes e heróicas de seu pai, e sabia que, em geral, os bruxos desencaminhados acabavam sendo selecionados para a casa Sonserina. Sentia pavor disto. De uma coisa estava convicto: se fosse selecionado para ela, fugiria, e nunca mais teria coragem de voltar. Seu pai o odiaria.


- Claro, tio, estou muito ansioso – respondeu Alvo, nervoso - Não vejo a hora de ir.


- Ah, você vai amar Hogwarts, Al... – e o tio revirou-se, saudoso, no sofá da sala - Como é bom relembrar os velhos tempos, não é mesmo, Harry? Aposto que você já contou pro Alvo como nós detemos um trasgo montanhês adulto em nosso primeiro ano, não?


- Realmente Rony, Hogwarts é espetacular... Por que você não nos lembra de como fez o trasgo despencar desacordado naquele banheiro? As histórias tendem a ficar mais aventureiras e ligeiramente mais heróicas na sua voz.


Todos riram, e Rony não precisou de mais pedidos, desatou a narrar suas aventuras ao lado dos amigos, como fizera tantas outras vezes, afinal os Potter e os numerosos primos Weasley estavam constantemente reunidos, e não lhes faltava assunto nas animadas reuniões de família.


Lílian e Gina voltaram da cozinha, e um tempo depois, Tiago desceu de seu quarto. Passaram a noite recordando de trasgos, bichos papões transfigurados ou esfinges vorazes e inteligentes, enquanto alguns adormeciam sentados no sofá ou mesmo no chão. O tio Rony já se gabava de como conduzia um imponente dragão na fuga de Gringotes quando Alvo decidiu interromper:


- Eu não entendo como meu próprio pai pôde arrombar um banco. O que havia de tão importante na Taça de Hufflepuff, afinal?


O pai de Alvo não se incomodou em responder, mas seu tom descontraído mudou, naturalmente.


- Al, estávamos combatendo um bruxo das trevas perigoso, magia muito avançada, nós já lhe explicamos. Um dos modos de feri-lo era obtendo a tal taça.


- E você não imagina o sufoco que passamos... – adicionou o tio, em tom de piada - queimaduras em todo o corpo, um duende safado e traidor e sua tia, transformada numa horrenda comensal da morte.


- A tal Lestrange, que a vovó tratou de eliminar – desdenhou Alvo, sem pensar – A vovó.


- Não pense que sua avó não pode se revelar uma fera quando atiçada, Al – explicou a mãe de Alvo - É claro que hoje em dia, cercada de netos, ela está tranqüila, mas...


Havia heróis e corajosos combatentes em toda a família de Alvo, podia ser cômico, mas até a vovó Weasley se revelara alguém digno de grande honra. Todas aquelas missões e buscas de seu pai para livrar o mundo do ardiloso Lorde Voldemort, e o empenho de seus amigos juntavam uma bela história que faziam de Alvo, no mínimo, conhecido em qualquer lugar que aparecesse.


A história retomara o tom animado e surpreso quando todos começaram a rir das peripécias de um professor egocêntrico e excepcional em feitiços de Memória.


“E Hermione permaneceu petrificada até que a professora de herbologia terminasse de preparar os complicados antídotos para petrificação. Rony e eu tivemos que descer à lendária Câmara Secreta e salvar sua mãe do diário de Riddle”.


Rony já roncava alto quando Harry começou a bocejar. Felizmente, Hermione Granger surgira na lareira repentinamente, assustando a todos quando Gina narrava, sonolenta, o apreensivo confronto da Armada de Dumbledore com os comensais da morte, no Departamento de Mistérios.


            - Olá! Boa noite a todos – saudou, obviamente exausta – Ah, Rony, estou morta de cansaço – e deu um beijo no marido e nos filhos. – Gina, querida, como você está? Alô Harry.


            Todos a cumprimentaram, embora pouco entusiasticamente, e ela desmontou ao lado do marido.


            - Amor, onde você estava? Estávamos preocupados – Rony ainda estava meio desacordado.


            - No ministério, é claro, Rony. Mas que pergunta... Ah Harry, antes que eu me esqueça, já resolvi o caso do fogo no livro, não se preocupe. Tiago não terá maiores complicações – Hermione era uma funcionária muito influente no ministério, e sua opinião era de real valor nos casos de magia acidental. - Vamos para a casa, querido? – adicionou, voltando-se ao marido.


            - De jeito nenhum! Vocês vão dormir no quarto de hóspedes, Monstro já deixou tudo arrumado – Gina estava se levantando – Harry, vamos levar as crianças.


            - Oh muito obrigada, Gina! Então já vou subindo, estou realmente cansada. Vocês têm poção da paz? Estou precisando, não vou dormir bem desse jeito. Muito trabalho. Só me senti tão cansada uma vez na vida. No meu terceiro ano em Hogwarts, com todas aquelas aulas que tinha de assistir... Vamos, amor. Hugo e Rosa, acordem! Vamos para o quarto.


Alvo ainda estava acordado, subiu acompanhando os pais. Seu quarto ficava no fim do corredor, repleto de quadros e retratos. Era um quarto amplo e espaçoso, com uma grande janela onde batiam os galhos do carvalho do lado de fora em noites de tempestades.


Essa noite era calma e silenciosa. Um grupo de nuvens espessas dançava ao redor de uma melancólica lua minguante, enquanto muito abaixo delas um garoto de onze anos se perdia em meio a um emaranhado de pensamentos, deitado em sua aconchegante cama.


            Em poucos dias embarcaria no trem que o levaria para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, o mesmo trem em que seu irmão já embarcava há quase dois anos. Tantos anos escutando as mais espetaculares histórias sobre aquele castelo: suas passagens secretas; seus milhares de retratos, alguns generosos, outros resmungões; as aulas de magia; os apavorantes testrálios...


Nunca precisara pisar nos terrenos da escola para ter absoluta certeza de que seria maravilhoso estar lá. Entretanto, isso valeria a pena se a desgraça maior acontecesse? Se aquele chapéu falante o mandasse para a cruel casa que abrigara tantos bruxos malévolos? Alvo sabia que era diferente do irmão, que as chances de ser rebaixado à Sonserina eram grandes. Contudo, a decisão do Chapéu era soberana e definitiva, Tiago avisara. Mesmo assim, talvez ele viesse a ser um Corvinal, ou até um Lufa-lufa, como o Teddy fora na sua época.


Alvo estava na plataforma, havia descido do Expresso de Hogwarts, corria de encontro a alguém. Seu pai o aguardava de braços abertos. Iria abraçá-lo. Seu rosto, porém, não exibia sorriso. Havia desgosto em seu olhar.


Alvo parou de correr, então se olhou no reflexo do vidro ao lado, a janela da locomotiva. Um brasão verde e prata com uma cobra entrecruzando-o reluzia em seu peito. Ao perceber aquela coisa repugnante, o pai girou nos calcanhares, então Tiago surgiu ao seu lado. Os dois apertaram as mãos e seguiram. Alvo chamou pelo pai, mas este não respondeu. Estavam correndo dele. Alvo Severo ficou sozinho na estação, então a noite chegou e tudo escureceu, de uma só vez.


“Venha, vamos pegar os sangues-ruins, venha Alvo! Vamos nos divertir a valer na Sonserina”, disse uma voz próxima, e eles surgiram de todos os lados. Seus colegas de casa, os alunos da sonserina, usavam máscaras e tinhas marcas horrendas nos braços.


Alvo tremia. Levantou-se da cama subitamente, arfando. Olhou para os lados, os sonserinos não estavam ali. Era só ele em seu quarto, descoberto e sem fôlego. Não iria voltar a dormir, não queria mais ver aquilo. Então se encolheu sob as cobertas, remoendo aquela terrível expectativa.

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