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9. A verdade vem a tona


Fic: O Dragão domado pela serpente


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Carlinhos entrou no banheiro, Anya estava na banheira com os cabelos presos, mergulhada num mar de espuma. Ele começou a tirar a roupa, mas Anya o fez parar.
- Devagar, Weasley, tire devagar.
Carlinhos ficou completamente sem jeito, mas fez o que ela lhe pedia. Ele entrou na banheira e Anya se acomodou entre suas pernas. Ficaram assim, quietos curtindo o momento, até que a água começou a esfriar. Ela se levantou e se secou. Deu-lhe uma grande toalha e Carlinhos saiu da banheira.
Entraram no quarto, era pequeno, mas delicadamente feminino e decorado em verde e prata. A cama grande dominava o ambiente. Ela abriu uma gaveta e estava tirando uma camisola, mas Carlinhos pediu com a voz rouca.
- Não coloque nada, durma assim comigo.
- Eu ia até a cozinha preparar algo para você comer. Aposto que você não jantou.
- Aposta ganha, mas não estou com fome...Vem deitar comigo, vem!
E assim Anya fez. Deitou nua nos braços de Carlinhos.
Eles se deitaram e Anya se aninhou pronta para dormir. Carlinhos ficou olhando seu rosto sereno, os traços relaxados e foi passando as mãos em seu cabelo até que ela dormiu.
Carlinhos acordou de madrugada e sentiu o peso de Anya sobre seu corpo, e ao virar para olhar seu rosto, ela se encaixou nos seus braços de frente para ele. Carlinhos sentiu seu coração acelerar. “O que tinha aquela mulher que mexia tanto com ele? Que desejo era esse que ele sentia por ela, que quanto mais a tinha, mais a queria? Estava apaixonado, não havia mais dúvidas.”
Sem conseguir resistir, ele começou a acariciar a pele sedosa de Anya, no começo apenas para sentir a maciez e o perfume delicado de jasmins. Mas, conforme ele ia passando as mãos, Anya, mesmo dormindo, reagia as suas caricias. Ela ia de encontro as suas mãos e começou a gemer bem baixinho. Aquilo despertou o desejo de amá-la novamente. “Céus, isso era amor? De onde vinha esse desejo incontrolável de tê-la mais e mais?”
Anya acordou com a sensação quente e gostosa das mãos de Carlinhos sobre seu corpo. Ela olhou para ele que tinha uma expressão de ansiedade mesclada com um profundo desejo. Ele a desejava, a queria e não escondia isso. O beijo foi quente, profundo, forte e demorado e Anya ficou sem ar; o abraçou e passou as pernas pelas costas dele. Com cuidado Carlinhos se posicionou sobre ela a penetrando devagar e a fazendo gemer mais ainda. Carlinhos se movimentava sobre ela devagar no inicio, beijando-a nos lábios, no pescoço e colo e sorvendo-lhe os seios. Anya gemia e suspirava acompanhando o ritmo dos movimentos dele e suas mãos não se cansavam de acariciar-lhes as costas, ela sentiu o suor dele escorrendo e se misturando ao seu, inspirando profundamente ela sentiu o cheiro dele, um cheiro misto e rico de florestas e água de chuva. Era excitante para ela sentir o cheiro de um homem que a possuía com tanta intensidade e sem pressa nenhuma. Ele segurou uma das pernas delas com firmeza apertando-a cada vez que penetrava mais fundo em Anya enquanto que a outra mão se atou a dela por sobre os travesseiros. Carlinhos começou a aumentar a velocidade fazendo-a ofegar mais ainda até que então Anya gritou contraindo seu corpo e sentindo um orgasmo vir.
Ele a observava gemer e se contorcer enquanto ainda continuava o ato. Anya abriu os olhos e o encarou mal acreditando que a onda de calor e prazer ainda a dominava. De repente ele parou e ficou de joelhos na cama em frente a ela. Anya por um instante estranhou aquilo, ele ainda estava excitado então por que parara? Logo ela compreendeu, Carlinhos a puxou pelas pernas erguendo-as e colocando-as sobre os ombros dele.
- Eu amo você Anya – disse Carlinhos e a penetrou de uma só vez. Anya soltou um profundo gemido de prazer. Carlinhos estava inteiramente dentro dela, ela sentiu que daquela forma a penetração era mais profunda e que a cada estocada dele algo dentro dela parecia se contrair. Ela o viu agora gemendo tanto quanto ela e de olhos fechados ele foi se inclinando cada vez mais para frente, levando as pernas dela para trás. Anya gemia alto e o observava se aproximar até que seus lábios se tocaram. Carlinhos não parou de beijá-la enquanto a penetrava daquela forma. Anya não agüentou mais; entregou-se novamente ao prazer e aos espasmos. Carlinhos acelerou mais um pouco e enquanto ela ainda gemia, se entregou a um profundo orgasmo e após mais alguns instantes se movendo sobre ela, soltou seu corpo e se entregou ao cansaço e a satisfação junto com Anya.
Carlinhos e Anya se encontraram todas as noites daquela semana. E todas as noites ele dormia lá. Sua mãe o estava pressionando para saber aonde ele ia e com quem se encontrava. Carlinhos estava apenas esperando a oportunidade certa para pedir Anya em casamento. Essa semana que passaram juntos havia sido decisiva, ele não voltaria para Romênia sem ter certeza que Anya seria sua.
Era sábado e Anya se preparava para ir até a sede da Ordem. Haveria uma reunião naquela noite. Quando chegou ao Largo Grimauld, ela percebeu que Carlinhos ainda não havia chegado. Ela se preocupava muito com ele, agora que sabia que a sua missão para a Ordem era tentar fazer os vampiros aderirem a Luz, em troca de sangue de dragão. Os vampiros eram criaturas volúveis e não se podia confiar totalmente neles. Mas Carlinhos a vivia tranqüilizando, dizendo que tomava muito cuidado. Não ia se arriscar, pois agora tinha um motivo forte pra ficar bem.
Ela também notou a ausência do pai. Voldemort agora chamava seus comensais com mais freqüência, e estava cada vez mais cruel. Quase sempre seu pai voltava machucado, o que muito entristecia Anya.
Dumbledore chegou e começou a reunião, mesmo com as ausências. Quase ao fim da reunião seu pai entrou na sala. Estava pálido, Anya sabia que estava sentindo dores, mas ele era teimoso demais. Ele trouxera a notícia que Voldemort estava pronto para atacar o Ministério, só não deixara claro o dia, mas seria por aqueles dias, talvez ainda esta noite. Era preciso fazer com que Rufus Scrimgeour entendesse que Voldemort tinha gente dentro do Ministério. Mais algumas instruções e todos estavam dispensados. Na sala só ficaram Anya e seu pai, Severus Snape.
Anya pegou nas mãos do pai e disse.
- Você precisa de cuidados médicos.
- Não filha eu já estou bem.
- Não está, vamos, deixe-me cuidar de você.
Sabendo que a filha era tão teimosa quanto ele, Severus se deixou levar. Sentou-se num pequeno sofá, enquanto Anya brandia a varinha e murmura feitiços de cura.
Ele se levantou ao fim do exame dela e pegou-a pelo queixo.
- Você não precisa se preocupar comigo, eu ficarei bem.
Anya respondeu com a voz carregada de sentimento.
- Mas eu me preocupo, porque eu o amo muito...
Mas ante de completar a frase ela ouviu um rosnar raivoso e quando ela se virou deu de cara com Carlinhos na porta, que ela não ouvira abrir, olhando-a com ódio e rancor.
E antes que ela pudesse abrir a boca ele saiu batendo a porta furiosamente. Ela correu atrás dele chamando-o.
- Carlinhos por favor espere...
Mas ele foi sem olhar para trás, pisando duro. O anel de noivado queimando em seu bolso. Ele demorara em ir até o Largo, porque estava no Beco Diagonal comprando o anel.
- Carlinhos, me espera, eu quero explicar...
Com o ódio e o ciúme falando por ele Carlinhos virou e gritou, sem nem ao menos perceber que estavam na sala e lá estavam seus pais, Gui e Fleur, Tonks, Remus, Sirius e Moody e estavam ouvindo.
- Explicar? Explicar o que? Que você estava abraçada com Snape, dizendo toda melosa que o ama?
- Não é bem assim...amor, me escuta.
- Não me chame de amor, sua traidora. Eu vi e ouvi ou você vai negar o que eu vi?
- Por favor, não fale coisas que você vai se arrepender depois. Não é nada disso que você tá pensando...Ele é meu...
- Eu já estou arrependido, do bendito dia que você entrou na minha vida, cheia de mistérios, de meias verdades e eu tonto fui me apaixonar por você. Só não entendo o que você estava fazendo comigo. Aprendendo alguma coisa para agradar seu comensal?
- Me deixe falar...ele é meu...
Mas Carlinhos cada vez mais irado não a deixava falar e a agarrou pelos braços chacoalhando Anya.
- O que é? O amor carinhoso que eu te ofereci não te agradou? Você quer um comensal que te torture antes? Ou o velho Snape tem muitos truques das orgias de Voldemort para te mostrar? Será que você não percebe que será apenas mais uma na cama dele? Ou ser mais uma não te incomoda? Talvez você goste de ser tratada como uma vadia...
Antes de terminar a frase Carlinhos sentiu uma força enorme jogando contra a parede e o mantendo preso. A pressão era tanta que ele mal podia respirar. Ele olhou espantado e viu Anya envolta numa luz dourada, apenas com a mão estendida em sua direção. A voz dela saiu dura, fria.
- Não ouse usar esse tom comigo. E não ouse julgar Severus. Ele é tão ou mais importante do qualquer outro daqui. É ele que arrisca a vida toda vez que vai ao encontro de Voldemort para salvar a vida de muitos daqui. E ninguém vê o que ele faz, só os erros que cometeu. E sim, Weasley, eu o amo sim, não esse tipo de amor, não o amor que eu sentia por você. Eu não sou vadia, você melhor do que ninguém sabe disso. A verdade sempre esteve aos olhos de todos, mas ninguém quis ver. Mas, sabe de uma coisa? Você não merece saber a verdade. Você já me julgou, me condenou e sentenciou, agora viva com isso... você não podia estar mais errado em seu julgamento, mas você não confiou no amor que eu sentia por vo..cê...
Nesse momento Anya começou a tremer e com isso liberou Carlinhos do feitiço, que caiu de joelhos, arfante.
Anya foi sendo envolvida pela luz, levou as mãos a cabeça e começou a dizer coisas desconexas numa voz tremida e entrecortada.
Todos olhavam estarrecidos com a cena. Anya caiu de joelhos, o semblante desfeito numa careta de dor. Ela começou a soluçar. Carlinhos se levantou e tentou se aproximar dela. Snape o empurrou longe.
- Fique longe dela, você já fez o bastante.
Ele a pegou nos braço e começou falar cadenciado, como se falasse com uma criança.
- Anya, você tem que se controlar...Concentre sua mente na minha voz.
- Eu...não...con..sigo – Ela gaguejava.
- Consegue sim. Ouça minha voz, você pode parar.
- O...que...es..tá...acontecendo co..migo?
- É uma emissão involuntária de seu poder. Mas você pode parar, é só querer. Vamos, se concentre.
Uma tempestade desabou lá fora e as janelas e portas do casarão começaram a tremer.
Anya tremia cada vez mais, ela agora chorava e começou a pedir.
- Por...favor...fa..ça parar...
- Eu não posso, só você pode. Se concentre.
- Por...fa..vor..papai, faça... parar, está... doendo muito.
Aquilo deixou todos na sala estupefatos. Anya havia chamado Snape de pai.
Severus percebeu que o segredo já havia sido revelado, então a abraçou bem forte e disse.
- Filha, você tem que se concentrar na minha voz, eu vou cantar para você, como quando você era pequena lembra? Só escute minha voz, só pense na canção. Eu estou com você.
E para o espanto de todos, ele começou a murmurar uma canção de ninar, bem baixinho, enquanto embalava a filha.
Aos poucos ela foi se acalmando, a luz se apagou, os tremores cessaram. A tempestade acabou se transformando numa garoa. Apenas alguns soluços eram ouvidos. Todos na sala olhavam uns para os outros, menos um mortificado Carlinhos que aos poucos tomava consciência que havia cometido o pior erro de sua vida, ele não tirava os olhos de Anya que agora apenas arfava abraçada ao pai. Pai, ele era pai dela. Como apagar as palavras que ele havia dito? Como consertar essa situação? Embora ele nunca imaginasse isso, também não dera nenhuma chance dela dizer alguma coisa. Ainda ouvia a voz dela dizendo...”Me deixa falar...ele é meu...” Ela ia dizer, mas o ciúmes o corroera.
Anya se levantou devagar e aos poucos se deu conta de todas as pessoas que a olhavam, com um misturo de curiosidade, pena e até mesmo raiva. Ela quase morreu com a vergonha, se desvencilhou dos braços de seu pai e saiu correndo até a porta. Abriu a porta e aparatou.
Capítulo 10
Carlinhos fez menção de ir atrás dela, mas Snape foi mais rápido e bloqueou sua ida.
- Nem pense em ir atrás dela. Você não acha que já a magoou o suficiente?
- Eu preciso conversar com ela. É preciso esclarecer...
- Não. Nunca mais se aproxime de minha filha. E torça Weasley, para que Anya não derrame mais nenhuma lágrima que seja por você, ou eu acabo com você com as mão nuas, sem usar um feitiço sequer.
Arthur Weasley se interpôs no meio dos dois.
- Acalme-se Severus. Meu filho não podia adivinhar que você era pai dela. Ele apenas deixou que o ódio dominasse suas ações.
- Bem grifinório. Sempre exaltado.
- Chega de ofensas. Filho, vá, encontre-a e resolva esse mal-entendido o quanto antes.
Carlinhos saiu correndo. O primeiro lugar que ele a procurou foi no apartamento, mas o porteiro disse que ela ainda não havia retornado. Então ele foi ao Saint Mungus, nada lá também. Então ele se deu conta que não sabia mais onde procurá-la, por isso voltou a sede da Ordem para tentar conversar com Dumbledore ou arrancar alguma coisa do Snape.
Assim que ele entrou escutou Snape conversando com Dumbledore pela lareira da sala.
- Não Albus, na mansão Prince ela não está. Já chequei. Mas deixei ordens para os elfos me avisarem de qualquer notícia. E Minerva?
- Ela também não procurou Minerva, Severus. Ela poderia ter ido para a Rússia, sem nos avisar?
- Acho que não, Albus. Ela não iria sem me avisar, e a universidade está fechada no fim de semana. Ela não tem ninguém lá.
Snape olhou para Carlinhos, com aquele olhar patenteado.
- Nada Weasley?
- Não, fui até o apartamento dela e no Saint Mungus. Ela tem amigos em Londres? A Tonks eu sei que está de plantão no Ministério.
- Shakleboult. Ato contínuo Snape jogou um pouco de pó de flu e chamou a casa de Kingsley Shakleboult. Na casa só estava sua esposa.
- Boa Noite, Sra. Shaklebolt, eu gostaria de saber se Anya está ou esteve em sua casa.
- Boa noite Severus. Ela esteve sim, mas como Kim está no Ministério, ela foi para lá. Aconteceu alguma coisa? Ela me pareceu nervosa.
- Apenas um mal-entendido, Margareth. Mas ficará tudo bem, obrigado e boa noite.
Severus desfez a comunicação e já ia saindo quando as chamas da lareira ficaram verdes e a cabeça de Dumbledore apareceu.
- Severus, temos graves problemas. O ministério está sendo atacado, precisamos enviar quantos pudermos. Preciso que volte para Hogwarts, eu irei para o Ministério.
- Não Albus, eu tenho que ir. Anya foi para o Ministério. Se os comensais a encontrarem lá...
- Por favor Severus, não podemos arriscar sua posição junto ao lorde.
- É minha filha, Albus. Não vou deixar acontecer com ela o que aconteceu com a mãe dela. Eu estou indo.
Carlinhos que ouvira estarrecido toda a conversa se adiantou.
- Eu vou Snape, cuidarei de Anya.
- Eu já disse para você ficar longe de minha filha, Weasley!
Todos já estavam prontos e Arthur ponderou:
- Vamos todos. Estamos perdendo tempo discutindo.
Eles saíram apressados, todos com o coração pesado.
Era uma verdadeira praça de guerra. Gritos e feitiços por todos os lados. Corpos ao chão, sangue e escombros. Severus sabia que o alvo era o Ministro, então subiu direto a sala dele, com o Weasley colado a ele.
Na sala do ministro reinava o caos. Três aurores estavam caídos e um outro ainda lutava com um comensal. Severus se escondeu atrás de uma porta, ainda não queria arriscar seu papel de espião. O comensal foi estuporado e ele pode entrar na sala. O Ministro jazia morto. Shakleboult estava caído ao lado do ministro, mas se mexia, muito devagar, mas estava vivo.
Carlinhos escutou uma voz baixa, quase um gemido chamando por ele. Ele procurou a fonte da voz e num canto viu Tonks sangrando, segurando um dos braços.
- Cá? A voz nada mais era que um sussurro.
- Eu estou aqui Tonks, vai ficar tudo bem. Já avisamos Saint Mungus, eles estão mandando os medi-bruxos.
- A Anya Cá...
- Onde ela está, Nympha? Perguntou Carlinhos com medo da resposta.
- Eles a levaram.
- Quem?
- Os comensais. Ela lutou, resistiu, mas ele a estuporou.
Carlinhos fechou os olhos e sentiu seu coração pesado. ‘Não, não pode ser.”
Ele se levantou, foi até Snape e disse impaciente.
- Nós temos que ir atrás dela, Snape. Eles a pegaram.
-Quem Weasley?
- Anya, os comensais a levaram.
-Você fica aqui.
- Não, eu vou com você.
- Não me faça rir, Weasley. Você será morto assim que puser os pés lá. Diga a Dumbledore que fui até lá procurar minha filha. Erguendo a manga das vestes ele tocou a marca negra e aparatou.
Tonks olhou para Carlinhos e disse.
- Então é verdade. Ela é mesmo filha dele.
- Sim Tonks e hoje eu cometi um grande erro com Anya. Ela talvez nunca me perdoará.
- Eu sei o que você fez, ela chegou aqui chorando e contou tudo a mim e o Kim. Você deveria ter deixado ao menos que ela se explicasse, Cá!
- Eu sei, agora eu sei. Mas a cena que eu vi, me machucou demais. Ela nunca disse que me amava e de repente eu a vejo dizendo isso a outro, e pior ao Snape. Você sabe que eu sempre tive o pé atrás com ele.
- Mas ela te amava, Cá. Ela só tinha medo. Justamente por ser filha do Snape.
Os medibruxos chegaram e começaram a cuidar dos feridos. Assim que puderam ser liberados, os membros da Ordem foram para a sede.
Havia relatórios a serem feitos, dois comensais e um auror foram mortos e a morte do Ministro seria um grande golpe para o mundo bruxo, embora ele não fosse lá muito apreciado. Kingsley estava no Saint Mungus muito ferido.
Tonks e Gui tentavam em vão acalmar Carlinhos, que estava andando de um lado para o outro, esperando que Snape desse notícias de Anya.
- Pelo amor de Merlin...acalme-se homem. – era Sirius que tentava amenizar a ansiedade do outro.- Assim você vai acabar afundando o chão.
- Não posso, Sirius, não consigo ficar parado, sem fazer nada, enquanto ela está lá.
Então Dumbledore chegou com Arthur Weasley . Mas ele também não trazia novidades, já que estava vindo direto do Ministério e não sabia se Severus já havia retornado.
0o0
Severus aparatou no lado de fora do esconderijo do Lord, entrou e foi direto para sala. O lord estava sentado como sempre, meneando a varinha e pensando. Severus ajoelhou-se e tocou as vestes de seu “mestre”.
- Mestre, soube do ataque ao Ministério e vim para cuidar dos feridos.
- Ah, Severus, sempre antecipando meus desejos. É preciso dar um jeito em alguns desastrados e incompetentes que se deixam pegar por aqueles aurores idiotas.
- O ministro está morto, Milord, Dumbledore está assustado.
O Lord deu uma gargalhada maquiavélica e trovejou.
- É bom que o velhote veja que eu não estou brincando. Daqui para frente eu não terei piedade de nada, nem ninguém.
Severus já ia saindo para tentar procurar por Anya, quando o Lord o chamou.
- Severus eu tenho um outro servicinho para você.
- Diga, mestre.
- Avery me trouxe um presente, mas ela estava muito arisca, então tive de mostrar que é que manda por aqui.
Severus torceu para que sua oclumência fosse realmente poderosa, para que o Lord não visse o que de verdade ele tinha vontade de fazer agora.
- E onde meu mestre precisa de meus serviços?
- Eu quero que você cuide da moça. Há muito tempo eu penso em ter um herdeiro, para que ele possa continuar o meu Império e agora encontrei algo que julgava perdido, uma bruxa que será a felizarda mãe do meu herdeiro.
- O que essa bruxa tem de diferente, Milord?
- O sangue, meu caro Severus. Sangue puro e de excelente qualidade. A garota é da família Romanoff, em cujas veias correm sangue de Salazar Sonserina. Sangue que nunca em todas as gerações teve uma só gota de sangue trouxa e nenhum aborto. Mas a putinha veio com um bastardo na barriga, então tive que dar um jeito. Vá lá cuidar dela, antes que morra se esvaindo em sangue. Eu preciso dela inteira, pronta para gerar meu herdeiro, mas não seja muito bonzinho, afinal ela terá que aprender que se eu quero, eu tenho.
Severus saiu com o sangue fervendo. Maldito Lord, maldito Weasley.
Ele chegou até um quarto escuro e mal-cheiroso. Anya estava encolhida num pequeno tapete, cercada por uma poça de sangue. Ele chegou perto dela e sussurrou baixinho ao seu ouvido.
- Anya, eu estou aqui, vim cuidar de você.
Ela apenas abriu os olhos cheios de dor e balançou levemente a cabeça. Havia sangue em sua boca e nariz.
- Que feitiço ele usou?
A voz veio lá do fundo, um murmúrio rouco e dolorido.
- Cruciatus...e um outro que eu não conheço.
- Maldito – Severus sabia o quanto o Lord podia ser cruel.
Enquanto ele cuidava como podia de Anya, Nott e Avery entraram.
- Snape, já terminou? O Lord quer que eu e Nott fiquemos de olho na garota. Ele tem muito interesse nela e ficou muito agradecido quando eu a trouxe.
- Ela precisa descansar, senão não poderá servir ao Lord.
- É, ele ficou furioso por causa do bastardinho que ela carregava. Nada fica entre o Mestre e seus desejos.
- Então deixem a garota dormir. Eu já cuidei dela.
Sem poder fazer mais nada ou dizer mais nada, Severus apertou a mão da filha, num gesto que transmitia carinho e coragem. E saiu para ir a procura de Dumbledore era preciso tirá-la de lá o mais rápido possível.
Assim que pode sair de lá, Severus foi direto para a sede da Ordem, sabia que Dumbledore estaria lá.
Quando entrou foi logo abordado pelo Weasley responsável pela condição de sua filha. Arrancou a varinha e apontou dizendo:
- Expeliarmus. O jovem foi arremessado longe.
Arthur Weasley pegou a sua varinha e apontou para Snape, ninguém agredia um filho seu na sua frente. Snape nem tomou conhecimento do gesto de Arthur, continuou firmemente olhando e apontando a varinha para Carlinhos.
- Levante-se Weasley. Quero você de pé para acabar com você.
Mas antes que pudesse fazer alguma coisa, Dumbledore pegou as duas varinhas e falou muito sério.
- Acho que não é hora para isso, Severus, Arthur.
- Deveria fazer muito mais Dumbledore, pelo que o irresponsável fez com a minha filha.
- Deixe isso para depois, Severus, como está Anya?
- Viva, mas precisamos tirá-la de lá o mais rápido possível. Não pude fazer muita coisa por ela.
Carlinhos levantava-se ainda aturdido, com a ajuda de um furioso Gui. E prontamente falou.
- Eu vou buscá-la é só me dizer como.
- Você não se aproxime mais dela, Weasley. Por sua irresponsabilidade o Lord a torturou. Ainda bem que ele a quer viva, senão ela já estaria morta.
A curiosidade era latente em todos e Dumbledore resolveu a questão.
- Severus, meu filho, o que Tom pretende?
- Ter um filho Albus, ele está com a maldita idéia de ter um herdeiro. E quer usar Anya para gerá-lo.
- NÃO!!!! Era o grito de Carlinhos – Eu não deixarei que isto aconteça.
- E você acha que eu deixaria aquele ser bestial violentar minha própria filha?
- Mas você a deixou lá!!!
- Porque seria impossível tira-la de lá, Anya está muito fraca, há dois comensais no quarto com ela e é impossível aparatar de dentro. Eu estaria morto antes de passar pela porta.
Dumbledore alisava a barba e perguntou pesaroso.
- Mas porque ter um filho com Anya? Os poderes dela só passarão a uma filha.
- A pureza de sangue, Dumbledore. Ele me revelou que os Romanoff descendem de Salazar Sonserina, sem nenhuma gota de sangue trouxa, ou qualquer aborto em todas as gerações. Ele quer garantir uma linhagem pura, com o máximo de sangue de Sonserina nas veias. Por isso ele matou toda a família. Escolheu Anastácia por ser a mais bonita e a mais poderosa. Como não conseguiu antes, quer fazer agora com Anya.
Todos ficaram espantando com a informação. Nem mesmo Dumbledore sabia da ascendência dos Romanoff.
- Severus, existe alguma coisa que impede Tom de ter o seu herdeiro?
- Não existe mais, Albus. Por isso ele a torturou, para se livrar do empecilho.
- Eu desconfiava. Anastácia também teve vários surtos quando estava grávida de Anya.
Arthur que estava bastante confuso perguntou a Snape.
- Severus, ainda não entendi. Porque Você-sabe-quem torturou sua filha se ele a queria para gerar um herdeiro?
- Por que o seu filho não manteve as mãos longe dela.
- Como assim? Foi a vez de Carlinhos perguntar.
- Por que ela estava grávida e assim não podia ter um filho do Lord, então ele a “livrou” do problema.
Carlinhos ficou pálido e desabou sentado em uma cadeira. Molly abraçou Arthur e começou a chorar. Tonks deu um pequeno grito. Até mesmo Sirius se compadeceu da dor de Severus.
Carlinhos falou com a voz embargada.
- Então Anya perdeu o bebê.
- O próprio Lorde lançou as cruciatus, e ele sabe muito bem como faze-lo. A partir de agora eu quero que você mantenha suas mãos longe de minha filha, entendeu?
Carlinhos levantou-se e disse firme e categórico.
- Não. Eu amo Svetlana e vou me casar com ela. Era isso que eu ia fazer hoje, pedi-la em casamento.
- Nunca - Vociferou Severus- Eu me encarregarei que você nunca mais a veja. E depois do seu espetáculo de hoje, duvido que ela o queira.
Dumbledore se interpôs e disse;
- Severus, acalme-se, isso quem resolverá será a Anya. O importante agora é acharmos um jeito de resgatá-la. Como podemos ir até lá.
- Ainda não consegui achar nenhuma solução melhor do que fazer uma chave de portal e traze-la. Mas com isso, terão acabado meus dias de espião. O lugar é protegido pelo Fidelus.
- Espere...hum...chave de portal...deixe me lembrar...É isso.
Dumbledore acabou de falar e jogou pó de flu na lareira chamando seu escritório em Hogwarts. A professora McGonagall apareceu na lareira.
- Notícias, Albus?
- Sim, mas lamento que não são muito boas. Anya está em poder de Voldemort.
A professora fez uma cara de pesar e medo.
- Minerva, quando Irina passou Anya aos seus cuidados, ela lhe deu alguma jóia em especial?
- Sim. Mas o que isso poderá nos ajudar?
- Ele está com você? Ou você entregou a Anya?
- Não, está comigo. Irina me disse que se caso acontecesse algo com Anya, que eu o desse a você ou à Severus. Isso poderá ajudar a traze-la de volta?
- Sim, Minerva, a jóia é uma chave de portal. Anastácia sempre temeu pela vida de Anya, e fez essa chave de portal que a levaria direto a menina. Devo dizer que usou feitiços das trevas para faze-lo.
Severus até então calado disparou.
- Mas onde está? E como poderemos aciona-la Albus?
- Eu vou busca-la Severus, está em meus aposentos. Mandarei pela lareira.- respondeu Minerva, saindo apressada.
- Severus, você conhece um feitiço que poderá ampliar os poderes da chave para que leve mais do uma pessoa?
- Sim, Albus. Mas quem irá, além de mim?
- Não Severus, você não vai. E é uma ordem, que eu não vou admitir que você contrarie.
Carlinhos se manifestou.
- É óbvio que eu vou.
Gui e Arthur Weasley também.
- Eu vou com você Carlinhos.
- Eu também vou com você, filho.
Severus os olhou como se estivessem loucos.
- Você não sabem o que estão falando. Enfrentar comensais e o Lord no seu próprio covil.
Foi o Sr. Weasley quem respondeu.
- Meu filho ama sua filha, Severus, e ela vai fazer parte da família. E nenhum Weasley deixará o outro sozinho.
Gui apoiou.
- Não mesmo. Nós a traremos de volta.
Dumbledore olhou Severus com um sorriso no canto da boca e os olhos brilhando.
- Está decidido então. Vão Carlinhos, Arthur e Gui Weasley. Mas para garantir quero pedir que Alastor vá também.
Moody que como os outros membros aguardava o desenrolar da questão, se prontificou.
- Claro, Albus. Já estou pronto.
A professora McGonagall acabara de enviar a jóia pela lareira. Um delicada corrente de prata com a figura de uma águia de asas abertas. O brasão da família Romanoff.
- Albus, existe um pequeno porém. Achei um pequeno pedaço de papel onde Irina diz que chave só poderá ser acionada por alguém muito próximo a Anya, alguém que a ame muito. Severus, por motivos óbvios não deve ir. Você também não, venha para Hogwarts que eu irei e acionarei a chave.
- Não será necessário Minerva. Já tenho a pessoa que irá fazer isso.
- Quem Albus?
- O Sr. Carlos Weasley.
- O filho de Arthur, mas como ele poderia?
- Ora, ele é o namorado de Anya, pretende se casar com ela é óbvio que a ama.
- Como? Namorado? Oh céus, ela é só uma menina, Albus!
- Não Minerva, Anya já é uma mulher. Mas não vamos mais perder tempo. Severus dê toda informação possível, que não comprometa sua posição.
- Albus, ainda acho melhor que eu vá.
- Não, Severus. Pelo menos uma vez na vida, confie plenamente em alguém. Confie no amor que o rapaz sente por sua filha.
- Que seja, mas se alguma coisa falhar eu vou pessoalmente busca-la.
- Combinado, então. Mas não falhará, meu filho.
Severus então deu a dica dos comensais que estavam de guarda e dos possíveis que estariam lá. Seria um resgate muito rápido, eles teriam apenas 10 minutos. A chave de portal os aparatariam direto no quarto onde Anya era prisioneira. Dito tudo, Severus pegou a jóia, fez um feitiço que ampliou o poder da chave e a entregou, relutante, nas mãos de um ansioso Carlinhos.
-Seja rápido e preciso Weasley. E depois nós teremos uma séria conversa.
Carlinhos assentiu e Dumbledore lhe disse como proceder.
- Pense em Anya, que vou ativar a magia.
Enquanto Carlinhos trazia a mente o delicado rosto da mulher que ele amava, tudo começou a girar...
0o0
O lugar era frio e negro, de pedra. Ela estava atordoada, mergulhada em dor. O raio de luar que entrava pela fresta das grades não era suficiente para iluminar o ambiente.
Ela estava quase inconsciente, já não sentia mais os membros do corpo. Estava a ponto de desmaiar, sentindo-se livrar dos temores que a afligiam. Mas algo a estava puxando para o mundo real. Uma voz ao fundo a chamava constantemente. De quem era a voz? Será que ela estava à beira da loucura? As cruciatus a deixaram demente?
Sentiu-se sustentada por alguém, e suspensa do chão. Não estava enxergando nada além de vultos, mas pôde perceber que alguém a pegava no colo.
“Vai ficar tudo bem, Anya. Sou eu, Carlinhos ”.
Mesmo quase desfalecendo, Anya pôde sentir seu corpo relaxar. Ela foi coberta por algo quente, que descobriu ser uma capa. Enrolou-se nela, ainda cega de dor.
Sentiu alívio quando um feitiço tranqüilizante lançado por alguém a atingiu, e sentiu-se sonolenta. Não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que estava saindo de um pesadelo. O pesadelo de ser a presa de Voldemort.
0o0
Assim que a chave de portal os transportou para o quarto onde Anya estava. Moody e Gui com as varinhas a postos, estuporam os dois comensais, que não tiveram tempo de reagir pegos de surpresa. Carlinhos olhou em volta e viu Anya deitada encolhida num tapete no canto do quarto. Aquilo feriu profundamente o coração dele. Ele se apressou e a pegou no colo. Ela abriu os olhos desfocados e enevoados de dor. Ele murmurou ao se ouvido.
- Vai ficar tudo bem, Anya. Sou eu, Carlinhos.
Ele a envolveu com sua capa e viu que Moody duelava com um terceiro comensal enquanto Gui e seu pai mantinham a porta fechada com um feitiço. Ele rapidamente se aproximou do pai e de Gui, chamou Moody e acionou a chave de portal.
Eles voltaram para a sede da Ordem. Carlinhos caiu de joelhos ao retornar com Anya no colo. Ele sentiu que Snape tentava tira-la de seu colo, mas ele apertou de encontro ao peito, fazendo não com a cabeça.
Dumbledore imediatamente jogou flu na lareira e chamou por Hogwarts, pediu que Pomfrey ficasse a postos, pois Carlinhos iria levar Anya. Carlinhos jogou o flu e entrou na lareira, no instante seguinte ele adentrava a enfermaria de Hogwarts. Ele a colocou deitada numa maca. Madame Pomfrey examinado perguntou o que tinha acontecido com Anya. Carlinhos ao falar notou que tinha lágrimas nos olhos.
- Várias cruciatus que a fizeram perder o bebê que carregava.
- Céus, pobre garota.
Rapidamente a enfermaria se encheu, Snape, Dumbledore, os Weasley’s, Tonks e até Moody. Pomfrey enxotou todos para que pudesse trabalhar em paz.
Do lado de fora da enfermaria, preocupação nos olhos de todos. Dor e arrependimento nos olhos cor de âmbar de Carlinhos. Seu pai o abraçou e consolou.
- Ela vai ficar bem, meu filho.
- Mas será que ela vai me perdoar ?
- Você errou, meu filho. Filho, vocês agiram tão impensadamente! Você a conheceu quando?
- Há pouco mais de dois meses. Ela esteve na Romênia, fazendo uma pesquisa.
-Dois meses? Ah, Carlinhos, e assim já estava grávida? Meu filho você é mais velho, podia ter tomado mais cuidado.
- Eu sei, mas tudo aconteceu tão intensamente. E ela tomou as poções, não sei o que aconteceu.
- Filho, me desculpe, mas tenho que perguntar. Ela era virgem?
- Sim.
- Meu filho, isso é muito sério. Nossa comunidade bruxa é muito pequena, há certas tradições. Ela é filha de uma das mais tradicionais famílias bruxas, você tem que casar com ela. Mesmo ela sendo filha do Snape.
- Mas, será que ela vai querer? Depois de tudo que eu disse e fiz? E depois de toda conseqüência disso?
- Você se deixou levar pelos ciúmes e pelo que seus olhos viram, não o que seu coração sentia. Você a julgou sem deixá-la se defender, mas ela também errou ao omitir uma coisa tão importante para você. Vocês terão que sentar e conversar. Mas se o amor for verdadeiro, haverá uma chance.
- Eu a amo. Mais do que imaginei amar algum dia.
- E o fato dela ser filha do Severus, fará diferença para você?
- Pai, eu nunca neguei que não confiava e nem ao menos gostava do Snape. Mas por Anya vou tentar vê-lo de um outro modo. E por ela conviverei e se ele se mostrar digno até posso admirá-lo.
- Você precisa dizer isso a ela. Talvez ela nunca tenha sentido que podia contar a você sem que isso acarretasse uma briga entre vocês. Mas saiba que eu estou feliz por você ter encontrado alguém, que ama e quer se casar e ter filhos. E que estou muito triste que ela tenha perdido o bebê.
Carlinhos não pode deixar de admirar seu pai, ele podia passar a impressão de ser um tanto estabanado, com toda aquela paixão pelo mundo trouxa, mas era dono de um coração imenso e tinha bom senso para resolver qualquer situação.
Pomfrey abriu a porta e todos a cercaram em busca de notícias.
- Acalmem-se todos, ela ficará bem. Já consertei as costelas quebradas, ministrei as poções, agora ela precisa descansar, além de perder muito sangue o fato de ter perdido o bebê a deixou abalada.
Snape e Carlinhos ao mesmo tempo pediram para vê-la. Pomfrey balançou energicamente a cabeça.
- Não, ninguém entra até amanhã. Eu dei uma poção que a fará dormir por 12 horas. Sugiro que cada um vá descansar e voltem aqui só amanhã.
Todos conheciam muito bem Madame Pomfrey e sabiam que ela não deixaria ninguém entrar.
Dumbledore sugeriu que todos fossem descansar, afinal Anya estava a salvo. Sem outra opção todos se foram.

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