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2. Pequena Ajuda


Fic: Febril Perseguição


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Na noite seguinte, Draco estava assistindo ao show do mesmo lugar. Hermione o viu quando virou-se para o público, e sua voz falhou por um segundo, não a ponto das pessoas perceberem, mas o suficiente para Draco esboçar um sorriso irónico. Parecia contente em ver que ela reagia à sua presença. Hermione reuniu todas as forças para levar o número até o fim, como se ele não estivesse ali. Os aplausos entusiasmados que ouviu no final não incluíam os dele, ela notou com um olhar rápido e nervoso. Ele continuava recostado à poltrona, com um copo de uísque na mão.
Ao final do show, Draco levantou-se, fazendo menção de entrar pelo palco e segui-la até o camarim. Ela tomou a precaução de trancar a porta. Diante do tom irritado com que ele a chamou, Hermione sentiu o corpo tremer.
- Abra, Hermione, ou você se arrependerá. Posso derrubar essa porta com um único pontapé.
Ela preferia ignorar a ameaça, mas se preocupava com a reação de Henrique, que poderia tomar a coisa como ofensa pessoal e tentar algo contra Draco. Hermione sabia que Henrique sairia machucado de um confronto. Draco era forte, de temperamento selvagem quando provocado. Ela abriu a porta.
- O que você quer, Draco?
O olhar dele a transtornou. Estava muito estranho, Hermione foi até a penteadeira e sentou-se, continuando a retirar a maquilagem com que tinha se apresentado.
- Já dissemos tudo que tínhamos a dizer... - ela falou, retirando os cílios postiços.
- Por que você faz questão de usar isso? Não precisa. Fica muito melhor sem qualquer maquiagem.
Ela sentia seu pulso se acelerar. Odiava a presença de Draco, mas não sabia como reagir.
- Por favor, Draco, vá embora.
- Jante comigo hoje - ele convidou, num tom indiferente. Ela se virou para olhá-lo de frente.
- De jeito nenhum.
- Vim à Inglaterra só por dois meses. Seria tão difícil para você jantar uma noite comigo?
- Seria um desastre.
- Por quê? - Seus olhos a observavam como que querendo adivinhar os pensamentos dela.
- Você sabe.
- Não, não sei.
- É claro que sabe! - ela falava num tom ríspido para que ele não insistisse. Bem no fundo do seu coração, sentia vontade de sair com ele, pelo menos mais uma vez.
Mas não podia ceder. Não queria voltar ao inferno que fora sua vida com Draco.
- E se eu prometer que não tentarei tocá-la? Isso não a faria mudar de idéia? Uma discreta e amigável refeição juntos. Haveria algum mal nisso?
Ela sabia que, aceitando, só alimentaria a atormentada paixão que a unia àquele homem. Mas ele não podia e nem devia imaginar que esse sentimento existisse.
- Uma refeição num restaurante movimentado, de onde você poderá sair sozinha e de táxi, se preferir... - Ele continuava insistindo, mexendo com o coração dela.
Hermione desejava ceder. A vontade que tinha de estar com ele a devorava, e já se sentia fraca para continuar recusando.
- Está certo, eu aceito.
- Vou esperar lá fora - ele disse, saindo.
Quando Hermione chegou na rua, encontrou-o recostado ao carro, com os cabelos claros esvoaçando ao sabor da brisa que soprava. Imaginou aquele rosto amado caído ao solo de uma montanha, entre os destroços de um avião. Pelo menos ele estava vivo. Ela não poderia suportar o seu desaparecimento para sempre...
Draco vestia um terno escuro. O paletó aberto deixava ver uma corrente de relógio no bolso da calça. O relógio de ouro havia sido de seu pai, ela lembrou, e ele sempre o usava. Enquanto caminhava em direção ao carro, sentiu-se embaraçada pelo olhar possessivo que ele dirigia-a ela.
- Que tal irmos a um novo restaurante francês de que ouvi falar? - Draco sugeriu.
- Sim, poderá ser agradável.
Ela tentava demonstrar segurança e frieza, o que era muito difícil diante daquela presença dominante. Draco percebia que ela mantinha os olhos fixos em seu rosto.
- Esqueci de me barbear hoje. Desculpe.
- Eu não havia notado - ela mentiu.
- Não mesmo? Pensei que estivesse olhando.
E, abaixando a cabeça, aproximou-se, roçou seu rosto no dela, fazendo com que um arrepio súbito percorresse todo o corpo de Hermione. O toque era excitante. Pela primeira vez, ela não fugiu da tentativa de aproximação dele.
Sem conversar muito eles entraram no carro e foram até o restaurante.
Quando Hermione retirou o casaco, Draco percorreu com o olhar todo seu corpo. Ela usava um vestido creme, de corte simples, mas perfeitamente ajustado ao seu físico elegante.
- Parece uma outra pessoa! Mas prefiro você naquele vestido preto... - ele comentou, irónico.
- Só uso aquela roupa para trabalhar.
- Naturalmente, se o usasse fora do palco, as pessoas poderiam ter uma idéia errada a seu respeito.
Ela abaixou o olhar sobre a mesa, tentando se entreter com os pesados talheres de prata.
Depois de um instante de silêncio, ele disse:
- Desculpe. Prometo que não a incomodarei mais com esse assunto.
O garçom apareceu com o menu. Ela o leu atentamente, procurando alguma coisa que não engordasse muito. Por fim, pediu melão com presunto e salada.
- Quero a mesma coisa - Draco se decidiu. - Também preciso manter a forma.
Enquanto tomava o aperitivo, Hermione procurava relaxar e esquecer a tensão que pairava no ar. Logo foram servidos e começaram a refeição.
Os pratos eram simples, mas muito bem feitos e apresentados. Hermione raramente comia fora de casa, por economia e comodidade. Mais dificilmente ainda, tomava alguma bebida alcoólica. Nessa noite, mudou todos os seus hábitos, pois Draco pediu vinho para ambos.
Ele manteve a conversa em torno de assuntos neutros, evitando falar de coisas que lembrassem o verdadeiro campo de batalha que tinha sido a vida sentimental deles. Com a ajuda do vinho, Hermione se descobriu relaxada, à vontade, e, mais que isso, rindo a valer das histórias, engraçadas que ele contava, de suas passagens pela América.
Quando o café foi servido, Hermione preparou o dele com creme e açúcar, sem lhe perguntar como preferia. Draco comentou:
- Você tem boa memória.
Ela sentiu-se traída.
- Foi instintivo - defendeu-se.
- Eu também me lembro perfeitamente de que você só toma café preto, sem açúcar - ele disse.
Tentando desviar o assunto, Hermione comentou:
- Soube que seus negócios vão muito bem.
- Não me queixo.
- Quantos hotéis você tem agora?
- Meus assistentes podem lhe dizer - respondeu secamente.
Ela tomava o café em pequenos goles, observando uma gravura na parede em frente. Um homem passou, olhou-a, e se voltou sorrindo.
- Boa noite, Hermione. Como vai?
Ela se surpreendeu. Só então reconheceu o pianista que algumas vezes a tinha acompanhado, e que agora se apresentava sozinho, já com algum sucesso.
- Olá, Chris. Como vão as coisas?
- Muito bem! - ele disse, com satisfação. - Mas sinto muito sua falta.
- Também tenho saudades daquele tempo - ela respondeu, certa de que toda a atenção de Draco estava concentrada nesse diálogo. Nem precisava olhá-lo para saber sua reação. Ele sempre tinha sido um homem possessivo, ciumento.
Chris esboçou um gesto em direção a Draco, mas logo percebeu a dureza com que o outro o fitava, e cortou a conversa com um ar meio sem graça.
- Bem, foi um prazer revê-la, Hermione. - Quando ele saiu, Draco não se conteve:
- Quem é o rapaz?
- Um amigo. Acompanhava-me ao piano há algum tempo.
- E por que não acompanha mais?
Hermione baixou os olhos sobre a mesa, embaraçada.
- Deixe-me adivinhar. Ele se apaixonou por você e foi despedido. - Draco quase tinha adivinhado. Mas Chris não havia sido despedido.
Após algumas vãs tentativas de conquistar Hermione, ele mesmo resolveu desistir, e não tocou mais naquele local. Draco chamou o garçom:
- A conta, por favor.
Quando entraram no carro, Hermione percebeu que toda a paz que reinava entre eles durante o jantar havia sido comprometida pelo encontro com Chris. Por causa disso, uma certa tensão pairava no ar. Diante do edifício de Hermione, ele apenas disse:
- Muito obrigado pela noite.
- Obrigada você - ela falou, desconcertada. E, para disfarçar o incomodo que sentia: - Meu Deus! Já passa de meia-noite.
- O que acontece à meia-noite? Você se transforma em alguma Cinderela?
- Não, é que costumo estar na cama a essa hora.
- E sempre sozinha - ele disse, ironico.
- Você se incomodaria se eu dormisse com alguém?
- Não importa, nós sabemos que não é verdade. Ainda não nasceu o homem com que você iria para a cama. Ou nasceu?
Ela abriu a porta do carro.
- Boa noite, Draco.
Pensou que ele fosse acompanhá-la até o apartamento. Mas, tão logo entrou no edifício, viu que Draco partia em grande velocidade.
Draco telefonou na manhã seguinte para convidá-la para almoçar, mas ela inventou uma desculpa. Não queria que os encontros se tornassem um hábito, pois, afinal, dessa maneira é que haviam ido tão longe e cometido o erro de casarem.
Ele insistia:
- Então jantamos?
- Desculpe, não posso. - Hermione tentava se desembaraçar dele num tom gentil.
- Então almoçamos amanhã?
- Draco, eu...
- Ou jantamos? Ou almoçamos no dia seguinte? Diga você, Hermione, quando e onde podemos nos encontrar. Ou diga de uma vez que não deseja me ver mais.
Ela respirou fundo.
- Não desejo mais ver você.
Ele bateu o telefone. Hermione desligou e prosseguiu, enérgica, na faxina doméstica que havia iniciado. Preferia se manter ocupada para não pensar.
Muitos dias se passaram sem que ela recebesse notícias de Draco e concluiu que ele tinha viajado. Não estava certa da razão pela qual ele a havia procurado. Pela forma como agia, deixava claro que ainda se sentia muito atraído por ela. Mas Hermione não sabia se era só atração ou amor. Algumas vezes, desconfiava que apenas o desejo de vingança motivava aquele homem. Talvez ele quisesse feri-la como ela o ferira um dia. Mas o amor não morre tão facilmente, ela sabia por experiência própria.
Algumas vezes odiava Draco, e outras, sentia que ainda o amava. Talvez acontecesse o mesmo com ele. Ou será que, para ele, o ódio era mais forte? Hermione ficava muito confusa quando pensava nisso tudo.
Nathan veio visitá-la uma manhã. Ela acabava de tomar café. Quando contou a ele que Draco não viajara naquele avião e que estava vivo, surpreendeu-se com a alegria sincera do irmão. Nathan e Draco nunca tinham sido grandes amigos, mas devia ser muito desagradável saber da morte de alguém que conhecia tão bem.
Desde que abriu a porta, Hermione percebeu que Nathan estava um pouco pálido. Ele era mais alto que ela, com a mesma cor de pele, os olhos muito vivos, mais para azuis do que para verdes, uma boca delicada. Vestia um terno cinza-escuro de corte moderno, uma camisa azul e uma gravata de fios prateados. Tinha os cabelos mais claros que os de Hermione, com uma mecha sempre caída sobre a face pálida.
- Então, como Draco se sentiu lendo a notícia de sua própria morte? - perguntou, enquanto sentava e se servia de uma xícara de café.
- Ele não disse - ela confessou, sentando-se à outra ponta da mesa. - Você já comeu? Gostaria de umas torradas com geléia?
- Sim, obrigado. - Ele já colocava uma fatia de pão na torradeira. - Draco está muito diferente?
Hermione não queria falar sobre o ex-marido, mas percebia que Nathan estava interessado no assunto.
- Não, está a mesma coisa. Por que você veio até aqui hoje, Nathan? Devia estar trabalhando, não? Aposto como é de dinheiro que precisa. Alguma dívida de jogo? Diga a verdade. É grave, desta vez?
- Sim, é grave. Você sabe que não viria pedir sua ajuda, se não estivesse desesperado.
- Cheguei a pensar que estivesse curado. Devo ser uma idiota mesmo. Você me disse que pararia de jogar e eu acreditei. Há meses que você não me pedia dinheiro... Por que começou tudo de novo?
- Você não imagina como tentei - ele desabafou, irritado consigo mesmo. - Eu sequer cheguei perto de uma mesa de jogo durante várias semanas. Numa noite dessas, tive que sair com um cliente, e ele insistiu para que fôssemos ao clube. Fui obrigado a jogar com ele.
- Você sempre volta - Hermione constatou, amarga.
Ele deu de ombros. Nunca admitia sua culpa. Odiava ter que ouvir críticas de alguém.
- Se você me ajudar desta vez, eu prometo... - começou a dizer. Mas sua voz fraquejou e ele não pôde completar a frase.
- Oh, Nat! Por que você não recorre a uma entidade que ajuda a recuperar viciados? Eu li alguma coisa sobre isso, eles entenderiam seu problema...
- Eu não estou doente. Nem louco. Posso parar de jogar quando quiser. Fiquei sem jogar semanas seguidas, já lhe contei. Mas agora sentia que estava numa boa maré. Ninguém passa o tempo todo, a vida inteira, perdendo. – completou rindo.
- Só você! – rapidamente o sorriso se desfez.
- É o que você acha. - Ele se levantou, fazendo menção de sair. Mas sabia que Hermione era a única pessoa a quem podia recorrer. Sentou novamente, com as mãos escondendo o rosto.
- Se eu não arranjar esse dinheiro estou arruinado...
- Quanto é? - Hermione perguntou. Ela não tinha mais que trezentas libras de economia, que havia juntado para pagar sua próxima excursão aos Estados Unidos. Agora teria que dá-las a Nathan. Que outra alternativa havia? - Nathan, quanto? - ela insistiu. Tinha certeza de que a dívida passaria de cem libras.
- Dez mil libras.
- Dez mil! - Hermione não conseguia acreditar. - Mas... como você conseguiu ter em mãos uma soma tão alta?
Ele mordeu os lábios, o rosto tão pálido quanto o dela.
- Eu consegui um empréstimo lá na empresa onde trabalho.
- Oh, Deus!
- Pensei que teria sorte para repor. Mas perdi. Eu tinha três mil libras do empréstimo que tomei. Mas eles me deixaram ir jogando, jogando, sem dizer nada... Na noite passada me avisaram que tenho que pagar até amanhã ou... - Ele cobriu o rosto com os dedos trémulos.
- Você é louco! Está fora de seu juízo! Como, onde, poderei arranjar tanto dinheiro? - Ela o olhava com profunda indignação. - Nathan, eu tenho apenas trezentas libras, é tudo. Nenhum banco me emprestaria o absurdo de dez mil libras sem alguma garantia.
- Se eu não pagar até amanhã à meia-noite, eles me matarão – ele completou, febril. - Você sabe o que me aconteceu da última vez, e era uma dívida que não chegava a mil libras. Eles disseram que...
- Vá à polícia e denuncie tudo...
- Polícia? Você quer que amanhã eu seja um corpo boiando no rio? Se eu chegar perto de alguma delegacia eles me cortam em pedacinhos.
- Por que você faz isso, Nathan? Por quê? Eu não consigo compreender. Você conhece as consequências e não pára.
- Você tem que me ajudar - ele implorou, tomando as mãos da irmã entre as suas. - Você não pode deixar que minha vida acabe dessa forma!
- Como? O que eu posso fazer? - Ele respirou fundo.
- Draco! É a única saída.
Ela soltou suas mãos das dele e levantou-se.
- Não! Não posso! Não farei isso.
- É minha única chance - Nathan insistiu. - Ele não sentirá falta desse dinheiro e terá até prazer em ser útil a você.
Ela o olhou com uma expressão de verdadeiro pânico.
- Não quero dever favores a Draco. Não quero lhe dar direitos sobre mim. Você não entende?
O desespero de Nathan era completo.
- Desculpe, desculpe. Eu preferia não tê-la incomodado... Estou apavorado... Eu não devia!
Esse desabafo fez com que Hermione readquirisse a calma. Ela já não tinha diante de si o rapaz de vinte e dois anos e bem vestido que ali chegara, mas um menino trémulo e inseguro, com o terror estampado nos olhos. Na memória dela, surgia a figura de uma mulher pálida, agonizante, sua mãe, que dizia as últimas palavras.
- Cuide do Nathan... Prometa que não se descuidará dele...
Hermione contornou a mesa e se inclinou para beijar os cabelos do irmão, colocando-lhe a mão no ombro.
- Está bem, Nathan. Pedirei a Draco. - Ele a olhou humildemente.
- Não me odeie por isso, Mione. Acredite, não pediria se não estivesse desesperado.
Quando ele saiu para trabalhar, Hermione pegou o telefone. Tinha que fazer isso. Era uma tortura discar o número do escritório de Draco, em Londres... O coração parecia querer saltar-lhe pela boca. Afinal, conseguiu falar com a secretária que, de uma maneira impessoal, informou:
- O sr. Malfoy está em reunião.
- Por favor, diga ao sr. Malfoy que Hermione precisa falar com ele. Quando a secretária voltou ao fone, seu tom era outro.
- O sr. Malfoy a atenderá agora - disse, de maneira muito educada. E logo se ouviu a voz de Draco.
- Hermione?
- Eu... eu gostaria de vê-lo.
Houve um silêncio breve e ele perguntou:
- Quando?
- O mais cedo que você puder.
- Você gostaria de vir ao meu escritório?
- Onde você preferir, Draco. - Novo intervalo de silêncio se seguiu...
- Mas, você quer tratar de negócios? - Ele não disfarçava a surpresa que sentia diante do telefonema de Hermione.
- Sim, negócios.
- Eu imaginei que só devia ser isso... Pode ser agora?
- Você é quem sabe. - Hermione não se sentia em posição de fazer exigências.
- Então, tome um táxi - ele mandou. Ela conhecia Draco muito bem para saber que a esta altura já estava tentando adivinhar a razão de procurá-lo com tanta urgência, ainda mais depois de dizer que não desejava vê-lo mais. Draco sabia dos problemas que Hermione tinha com Nathan. Na época em que casaram, ela já pagava as dívidas do irmão. Esse assunto até havia dado origem a discussões. Ai essa altura, ele já devia saber a razão: só podia ser Nathan.
O escritório ficava num desses elegantes edifícios de concreto e vidro, em Londres. Hermione tinha estado lá quando eram casados, mas nunca mais voltara. A empresa de Draco possuía vários hotéis, muitos com cassinos, o que a contrariava deveras no passado.
Hermione procurava manter a calma. Desceu do táxi e entrou no prédio. O elevador parecia demorar anos para descer. Ela observava a própria imagem num pequeno espelho fixo na parede: tinha o rosto pálido e os olhos brilhantes, como se um fogo queimasse dentro deles.
Quando, afinal, encontrou a secretária com quem havia falado por telefone, apresentou-se e pediu para ser anunciada a Draco. A moça tinha um ar circunspecto. Parecia bastante competente. Hermione observou que devia estar por volta dos trinta anos. Imediatamente, a moça apertou um botão do interfone e falou:
- A sra. Granger deseja vê-lo, sr. Malfoy.
- Mande-a entrar - foi a resposta de Draco.
- Por favor, a primeira porta à esquerda - indicou a secretária.

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