***** 5º ano *****
Como raios isso podia ter acontecido? Harry apenas fora à loja de games que sempre visitava com o primo Duda, quando foram surpreendidos por dementadores. Sim! Dementadores no mundo trouxa. Duas quadras da casa de Harry. Pra ajudar, seu primo desmaiara com o choque, raios! Inacreditável! Ele falava de magia o tempo todo e não aguentou ficar frente a frente com magia durante 10 minutos. Okay, dementadores não era o auge da magia, tão pouco a parte bela e fantástica que todos querem conhecer, mas desmaiar já era demais. Harry tinha que fazer alguma coisa, antes que ele e o primo morressem, sentia toda a felicidade se esvaindo, o frio gelava até seus ossos e seu sangue. Podia ouvir sua mãe gritando, tudo de ruim estava prestes a assombrar. Sacou a varinha e com sorte, conjurou o feitiço do patrono com perfeição.
É proibido fazer magia fora de Hogwarts, Harry sabia que haveria consequências. Mas, por hora, o importante é que estavam vivos, certo?! Errado, Harry já estava com audiência marcada no ministério, assim que pisou em casa. Seus tios estavam apavorados, parece que enquanto Harry e a senhora Figg (que estava cuidando de Harry a mando de Dumbledore) ficaram reanimando Duda com chocolate, um alarme soara no Ministério. Um minuto fora o tempo de intervalo entre a coruja do Ministério e a chegada de Harry e Duda. No dia da audiência, seus tios estavam malucos de preocupação, sua tia quase tivera uma crise dos nervos. Lupin fora buscar Harry na casa dos tios, junto com outros aurores que Harry não conhecia, disse que era por segurança havia avisado para que ele já arrumasse suas coisas para a volta às aulas, pois iam para a Mansão Black.
Harry queria matar a si mesmo e ao ministério todo. Cargas d'água! A tal Suprema Corte dos Bruxos estava julgando-o pelos dementadores que o atacaram em um bairro trouxa e Harry usou o feitiço do Patrono em legítima defesa ou pelo que acontecera no último torneio tribruxo, quando Harry foi levado até o cemitério e vira o Lorde das Trevas retornar? Ninguém acreditava em Harry, achavam que ele e Dumbledore estavam loucos ou conspirando contra o ministério. Harry engasgou uma risada. Falando e Dumbledore, o professor ignorou Harry como se o mesmo fosse invisível, ou será que ele também achava que Harry estava louco. Dumbledore era líder da Suprema Corte dos Bruxos, a qual fazia parte do Departamento de Execução das Leis da Magia do Ministério da Magia, ele interveio a favor de Harry usando senhora Figg como testemunha, e o menino que sobreviveu fora absolvido e então o professor passou reto por ele, mesmo com Harry gritando seu nome.
Lupin lhe contou que Dumbledore só estava nervoso, muitos alunos não voltariam a Hogwarts por causa do retorno de Voldemort. O próprio Harry não voltaria se os tios soubessem de tudo. Por sorte Duda lhe ajudaria, sumindo com o profeta diário. Chegaram na casa dos Black rapidamente, mesmo fazendo vários desvios pelo caminho, havia um feitiço de proteção para que a casa estivesse em segredo. Mal podia esperar! Veria o padrinho, alguém que com certeza aceitaria e acreditaria em Harry. Chegou na casa e descobriu ser a sede da Ordem da Fênix, uma associação de bruxos que lutam juntos contra bruxos das trevas. Queria conversar um pouco com Sirius, até mesmo sorriu pensando nisso, mas a Ordem estava em reunião e ele teve que subir para se instalar, vulgo esperar que a reunião que ele não poderia participar chegasse ao final. Estava morto, um cansaço mental que nunca experimentara. Abriu a porta do dormitório que lhe foi resignado, quando um gato laranja passou correndo entre suas pernas.
-Bich... Oi... -Hermione Granger estava logo atrás daquela porta e empalideceu quando seus olhos castanhos se depararam com os olhos verdes do garoto.
-Hermione Granger. -Harry largou o malão no chão e cruzou os braços altura do peito olhando de forma entediada para Hermione, tentando deixar claro que a presença dela ali, não era das melhores surpresas.
-Eu só ia... -A palidez de Hermione foi substituída por um tom escarlate nas bochechas. Ela mordeu o lábio inferior.
-O que faz aqui? -Interrompeu. Ele entrou no quarto passando por ela, olhando pelo dormitório e encontrando pontos que confirmassem a presença dela ali como hóspede. Ela virou para olha-lo.
-Quero entrar para a Ordem. -Falou rapidamente, Harry virou num sobressalto com os olhos arregalados
-Por quê? –Ele perguntou incrédulo, essa garota é louca? Ela tinha a opção de não lutar, que cabeça dura, podia viver sua vida livre e feliz.
-Porque eu acredito. -Falou engolindo em seco fazendo com que Harry entreabrisse seus lábios de surpresa. Se encararam por alguns segundos, antes de Hermione segurar o punho de Harry e levá-lo para o quarto ao lado, onde havia colocado biscoitos e leite sobre uma toalha, junto de um vazinho com um lírio. Harry olhou pra ela e ela corou. –Poderia estar com fome... Esqueça.
-O que está fazendo? -Falou quando a grifinória foi até a porta, a fechou e virou para ele encostando-se na mesma.
-Como foi no ministério? –Perguntou sem rodeios. Harry abriu os lábios novamente.
-Como você... Okay, o Profeta. -Lembrou-se o quanto o jornal era fofoqueiro, antes de continuar a pergunta.
-É... -Hermione concordou balançando a cabeça de leve com um sorriso fraco. -Não foi expulso né Harry?! Eles não podem te expulsar, eu pesquisei sobre! Podemos dar um jeito... -Hermione estava ofegante.
-Eu não fui expulso -Harry falou e Hermione sorriu respirando muito forte. Fechou os olhos em alívio.
-Então tudo saiu bem. -Hermione fora novamente interrompida, Harry estava sem paciência, aquela menina em sua frente parecia se importar com ele, a mesma que o ignorou completamente nas férias.
-Deixe-me pensar... Hum a Corte Suprema dos Bruxos estava toda reunida afim de me mandar direto para Azkaban, segundo eles eu sou um mentiroso e estou confabulando contra o ministério. Agora me diga você como foi. -Ela tinha os olhos arregalados.
-Eu fiquei com tanto medo... –Ela falou baixinho e Harry riu.
-Claro, sei o quando se importa, vi isso pela quantidade de cartas que me mandou, achei todas fantásticas principalmente aquela... Nossa, nem consigo escolher uma preferida. –Harry falou de forma arrogante e debochada. Hermione mordeu o lábio inferior, sentindo as lágrimas arderem seus olhos.
-Ele nos fez jurar que não entraríamos em contato com você durante as férias. -Ela falou com um misto de ressentimento e culpa.
-Dumbledore? Pois é, ele nem olhou na minha cara. -Aquilo realmente doía, viu quando Hermione secou uma lágrima na bochecha e se aproximou. –
-Ele disse que qualquer carta podia ser uma forma de Você-sabe-quem te encontrar... E se você estivesse isolado de todos, estaria em segurança...
-Conseguiram. Passei as férias totalmente isolado, sem nenhum contato com o mundo bruxo ou com qualquer pessoa. -Harry falou irritado.
Hermione mordeu o lábio mais ainda, se sentia culpada. Respirou fundo. Abrira a boca para responder, sem nem saber o que falar, quando Sirius chegou para chamá-los para o jantar, olhou de Harry para Hermione e novamente para Harry e sorriu. Hermione corou e quando o bruxo mais velho já tinha se distanciado, ela acabou com a distância entre ela e Harry e o enlaçou pelo pescoço o abraçando muito forte. Harry fora pego desprevenido e ela se afastou antes que ele pudesse reagir.
-Eu realmente estou muito feliz por você estar bem. -Ela falou corada, antes de sair correndo.
Harry não ia pensar sobre Hermione, seu abraço e as coisas estranhas que fazia com que ele sentisse. Ia se concentrar em todas as coisas que estavam erradas. Que raio estava acontecendo com o mundo? Toda a família Weasley estava reunida na Mansão Black. Aparentemente todo mundo tinha direito a inscrição para a ordem, menos Harry. Ronald Weasley parecia um cão de guarda de Hermione. Harry queria colocar ele dentro de um relógio cuco. A parte boa era a presença dos gêmeos Weasleys, Harry lhes doara todo o prêmio que recebera por vencer o torneio Tribruxo. Era como um investimento na Gemialidades Weasley, a loja de logros e brincadeiras que eles abririam após a formatura. Eles estavam testando os primeiros produtos e isso fazia com que Harry se distraísse.
Boa parte da Ordem se encarregou de embarcar o pessoal no trem para Hogwarts, eram tempos sombrios e segurança nunca era demais. Sirius foi transformado em cachorro e Harry ficara emocionado com seu padrinho dizendo que não poderia não embarcar Harry, tudo ficaria bem e eles seriam uma família.
-Tenho uma coisa para você. -Sirius entregou uma foto com a Ordem da Fênix original para Harry. Seus pais, Sírius, Lupin, os pais de Neville Longbotton que foram torturados pela prima louca de Sírius: Bellatrix Lestrange... Sim, a tapeçaria da árvore genealógica dos Black ficara gravada na cabeça de Harry e ele achava que ficaria ali por muito tempo.
-Potter! -Draco estava no trem e puxou Harry pelo braço assim que ele cruzou a porta. -Dumbledore me enfeitiçou, eu não poderia me comunicar com você, a menos que eu quisesse ser expulso. -Draco rolou os olhos.
Harry viu sinceridade quando o amigo lhe disse que estava preocupado com ele. Harry lhe contou tudo sobre o ataque dos dementadores, a audiência, se sentiu mal, mas obedeceu a ordem e não a revelou para o amigo. Draco não podia saber de nada por causa de seu pai. Harry sentiu o estomago embrulhar: Lucius era um comensal. Será que Draco sabia disso? Harry chegara a conclusão que Draco não fazia ideia disso, quando o amigo falou que seu pai estava estranho durante toda as férias, ele mal parava em casa, e quando estava em casa se mantinha na biblioteca isolado do filho e da esposa. Harry se sentia mal, o ar estava sendo puxado de dentro dele pelos poros... Queria contar tudo a Draco, mas o trem parou. Demoraram até conseguir descer e então na fila para a carruagem estavam Rony e Hermione.
-Tinha esperança que os Weasleys ficassem com medinho e não retornasse. -Draco falou e Rony fechou a cara. -Quanto a você, seus pais trouxas nem devem saber o que se passa aqui né. -Ele olhou para Hermione que estava olhando Harry. Draco riu. -Veja Potter, a sangue ruim continua gamada em você.
-Cale a boca Malfoy. -Rony falou.
-Que animais são esses puxando as carruagens? -Harry ignorava o grupo quando viu os animais estranhos e esqueléticos, pareciam cavalos, com asas de couro e ai mesmo tempo pareciam répteis.
-Harry, do que você está falando? -Hermione lhe perguntou, Harry viu que todos olhavam pra ele com a expressão confusa.
-Você não está louco Harry eu também posso vê-los. -Harry olhou para a carruagem e viu a menina loira e estranha que lia livros de cabeça pra baixo e tinha um peculiar gosto pra acessórios: Luna Lovegood, a amiga de Hermione que fora com Draco ao baile. -Você é tão normal quanto eu. -Harry ouviu Draco rir atrás dele. Harry achou ótimo alguém mais poder ver os animais, mas não tinha certeza se ele queria estar no mesmo patamar de normalidade que Luna Lovegood.
Todos subiram na carruagem, Draco conversava animado com Luna, Hermione olhava para Harry pelo canto dos olhos e Rony tentava chamar a atenção de Hermione, cada tentativa arrancava um rolar de olhos de Harry.
Dolores Umbridge, a senhora risadinhas insuportáveis que estava no julgamento de Harry, ela seria a nova professora de DCAT. Ela interrompeu o professor Dumbledore para falar sobre o ministério e a preocupação do ministro com o que vem sendo ensinado para crianças em Hogwarts. Harry ouviu quando Rony Weasley perguntou a Hermione o que é isso significado.
- Significa que o ministério vai intervir em Hogwarts. -Hermione fez uma careta e seus olhos se encontraram com os de Harry.
***
Por onde Harry andava encontrava com grupos de alunos que cochichavam, caçoavam e apontavam para ele por ele ser pirado e também com grupos que o culpavam por ele ser mentiroso e inventar coisas que quase fizeram com que seus pais lhes proibirem de regressar à escola.
-Calem a maldita boca seus idiotas ou eu vou por veneno no suquinho de abóbora de vocês! -Draco Malfoy falou largando sua vassoura no chão e indo de encontro a esses grupos de alunos. -E eu vou acabar com vocês! -E, antes que Harry pudesse intervir, Draco já havia jogado a mochila de dois alunos da Grifinória no lago. -Então, mais algum de vocês tem problemas com Harry?
Draco achava que Harry era um retardado que não podia defender a sí próprio? Seu melhor amigo o estava tratando como um pirado mesmo. Harry saiu andando sem rumo, ignorando Draco lhe chamando. Encontrou os animais que puxavam as carruagens de Hogwarts.
-Olá Harry Potter. -Era Luna Lovegood, Harry olhou para seus pés descalços, Harry apontou para eles. -Os nargulés roubaram meus calçados, não se preocupe, só estão brincando.
-Luna, o que são... - Harry apontou para o cavalo esquelético. Ela sorriu, estava alimentando um deles.
-São Testrálios, eles só podem ser vistos por pessoas que já viram a morte. - Por isso, e por sua aparência eles são muito mal compreendidos. Na verdade, eles são muito gentis. -Ela sorriu sonhadora enquanto alimentava um filhote saltitante. Ela contou a Harry que viu sua mãe ser morta por uma expêriencia que deu muito errado. Harry não tinha nada pra falar, quando ela se aproximou e colocou a mão no braço de Harry e lhe sorriu cúmplice. -Olha Harry, se eu fosse Você-Sabe-Quem, eu iria querer que você se sentisse fora do lugar, porque, estando sozinho, você não chega a ser realmente uma ameaça pra ele. Você-Sabe-Quem quer que você se sinta isolado de todos.
Luna nunca fizera tanto sentido. Ela tinha razão: Harry estava agindo como um perfeito imbecil com todos que tentavam se aproximar dele.
***
Umbridge era uma total idiota. com problemas sérios políticos e éticos. "O ensino da teoria é suficiente para vocês passarem pelos NOM's. Afinal nenhum bruxo vai atacar adolescentes da idade de vocês". Harry nunca ouvira tamanha palhaçada. Ele estava saindo de mais uma dolorosa e quase agonizante detenção com Umbridge. Era sua sexta detenção, e recém estava no inicio do ano letivo, tudo porque, de acordo com a megera, ele estava questionando seus métodos didáticos, interferindo nas suas aulas e principalmente mentindo. Como Se já não bastasse ter que ouvir risadinhas e conversinhas de alunos que achavam que Harry estava mentindo ou louco.
-Potter, preciso falar com você. -Ouviu uma voz atrás dele, apertou os olhos. Tudo menos isso, não agora, era só o que ele pedia. Não estava em condições.
-Agora não Granger. - Falou tentando despistá-la. Ela foi mais rápida.
-Agora sim. -Ela segurou a mão de Harry que fez um "au" retirando a mão dela. Hermione arregalou os olhos. -O que você tem aí? -Ela puxou a mão do moreno de volta e a olhou, arregalou os olhos e abriu a boca, visivelmente em pânico, olhou para os olhos de Harry e novamente para a mão, onde podia ver as letras ainda sangrando "não devo contar mentiras". -Harry, o que fez isso com... Foi a Umbridge! Estava em detenção com ela. -Era brilhante, e tão sensível, Harry viu ela apertando os lábios como se fosse chorar. Harry puxou a mão de volta. Queria abraçar Hermione tranquiliza-la... sacudiu a cabeça, estava louco.
-Não sei do que está falando. -Ia sair quando ela a acompanhou. Andava ao seu lado, olhando pra ele com a testa franzida.
-Você deveria denunciar. -Falou como se fosse óbvio. Harry riu com sarcasmo.
-Pra quem? -Hermione abriu a boca, mas Harry continuou. -Dumbledore? O diretor que está desempenhando muito bem o papel de me ignorar?
-Isso não vai ficar assim Harry, deveria contar pra alguém! -Hermione falou em um tom de preocupação.
-Meus tios trouxas de quem eu escondi os jornais durante toda as ferias? Ou pro meu padrinho que é um fugitivo de Azkaban? -Ele viu lágrimas nos olhos dela e se sentiu culpado, deu as costas e saiu andando, Hermione lhe deixava tão confuso e tenso. Ela correu atrás dele e o moreno virou para olhá-la.
-Pelo menos me deixa ajudar. -Ela falou, Harry segurou a mão dela e a puxou. Entraram nos corredores que levava às masmorras, Hermione tinha os olhos arregalados e Harry riu.
-Primeira vez no salão comunal da Sonserina? -Ele perguntou rindo e ela gesticulou que sim com a cabeça.
Passaram pelo quadro e entram num luxuoso salão comunal, era ostentoso e muito elegante. Hermione correu os olhos por tudo e Harry riu como se esperasse que ela falasse alguma coisa.
-Hum, então as masmorras são assim? -Harry olhou pra ela, achando graça. Ela estava visivelmente nervosa. Harry cruzou os braços olhando em volta, antes que pensasse no que responder, ela prosseguiu: -Não que eu esperasse que aqui fosse sujo, mas nem tem cheiro de mofo. -Harry gargalhou.
Hermione ficou corada e foi até o banheiro, voltou trazendo um pote com água e algumas ervas. Colocou o pote sobre uma mesa baixa que ficava em um canto do salão comunal, sentou-se em uma almofada em frente à mesa e olhou para Harry indicando-lhe almofada ao seu lado para que ele sentasse. Harry obedeceu e ela agitou a varinha amornando a água em que mergulhava as ervas, em seguira mergulhou o paninho. Pegou a mão de Harry com cuidado e colocou o paninho sobre ela.
-AIE, DE ONDE TIROU QUE ISSO ERA BOM GAROTA, FICOU LOUCA? -Harry gritou. Ardia demais, era como se rasgassem sua mão já rasgada. Ia puxar a mão de volta quando ela a apertou.
-Herbologia para ferimentos capítulo 12. -Ela falou igualmente irritada. Eles se olharam e mantiveram o contato visual. –Agora fica quieto.
-Potter eu tava... Sangue ruim? -Malfoy chegou e arregalou os olhos observando a cena.
-Ela me seguiu. -Falou sem tirar os olhos de Hermione.
-Legal, tipo um cachorro? -Draco ainda tentava entender o que estava acontecendo.
-Ei! -Hermione reclamou. -Harry me trouxe. -Ela deu uma cotovelada no moreno que gargalhou.
-Esquece. Fiquem fazendo o que quer que... -O loiro ia sair de perto quando viu a mão de Harry e sentou em frente a ele. -Que aconteceu? Foi Você-Sabe-Quem?
-Foi Umbridge. -Hermione respondeu. -Na detenção. –Draco pareceu horrorizado, ele pigarreou.
-Eu tava te procurando Harry, justamente pra te pedir ajuda em DCAT, não acredito nisso de "vamos ler ao invés de treinar; ninguém precisa praticar DCAT; confiem no ministério; as trevas não existem". -O loiro falou, estava tentando deixar o clima leve. Hermione e Harry riram da imitação que ele fez da professora.
-Como eu poderia ajudar? -Harry falou achando graça.
-Realmente, acho que você deveria nos ensinar. -Hermione olhou pra ele. -"Ensinar" do tipo "dar aulas".
-Hein. -Harry riu, olhou Malfoy e ele estava olhando para Hermione, como se ela tivesse razão. -Isso é impossível.
-Harry, a Sangue Ruim tem razão. Você quem viu Voldemort voltar, conjurou um patrono corpóreo com perfeição no terceiro ano, abriu a câmara secreta, matou um basilisco. -Draco falou e Hermione concordava.
-Sempre tive ajuda. -Harry falou e olhou Hermione de canto e, ela corou e sorriu de canto desviando o olhar, voltando sua concentração na mão de Harry.
-Não teve ajuda de ninguém nas férias e enfrentou dementadores. -Draco falou sorrindo com uma sobrancelha erguida.
-Verdade, e quase fui preso. -Harry falou fingindo parecer animado. Draco entortou o nariz.
-Pior que isso Harry, poderia ter sido expulso de Hogwarts... -Hermione falou e ambos olharam pra ela, ela arregalou os olhos e corou. -Mas não foi... E ainda teve o torneio tribruxo, o trasgo em seu primeiro ano... -Ela continuou. Harry olhou Draco na intenção que ele acabasse com tal ideia. Mas ele deu os ombros.
-Ela tem razão Harry, pensa na sua experiência e pensa em toda a porcaria que temos que aguentar na aula da Sapa rosa. -Todos riram.
-Quem iria querer ter aula com um mentiroso? -Harry falou.
-Eu quero. -Hermione sorriu de canto.
-Sem falar que são aulas com o famoso Harry Potter. -Draco riu. -Mentiroso ou não, ainda é famoso. E mais da metade de Hogwarst está bem interessada no que aconteceu no labirinto, vão vir mesmo que por curiosidade. Sem falar nas garotas que querem saber se você e a Granger...
-Vou falar sobre isso na Grifinória. –Ela deu um salto, estava corada. Os três se olharam. -Vou pensar em uma forma de manter o pessoal calado sobre isso, afinal tem que ser segredo absoluto, e caso alguém nos denuncie, vai ter que pagar por isso. -Hermione riu de forma malvada. -Isso é tão ilegal. Estaremos quebrando umas 50 regras, isso é incrível. -Hermione sorriu eufórica, saindo em direção da passagem para o salão comunal.
-Damos uma má influência pra Sangue Ruim. -Draco falou enquanto ela se afastava.
-Péssima. –Harry riu olhando a garota se afastar, em seguida olhou o seu curativo recém-feito.
***
Os dias se passaram e Hogwarts estava sem controle. Minerva ficou sabendo das detenções medievais de Umbridge, elas brigaram na escada para todos os alunos verem. O primeiro decreto educacional criado pela "alta inquisidora" - novo cargo de Umbridge - fora posto na parede, o ministro da magia falava ao profeta diário que estava muito orgulhoso de Umbridge e que ela era uma revolução aos nos métodos didáticos da escola. A sapa rosa começou a frequentar as aulas e questionar os métodos de ensino dos outros professores, decretos educacionais eram criados diariamente e presos à parede para lembrar os alunos que ela que mandava na escola.
Na primeira visita a Hogsmead, Hermione se juntou a Harry e Draco, ela criou um esquema incrível de inscrição para a Aramada de Dumbledore, nome do grupo o qual Harry ensinaria DCAT. Ela era genial, pensou em tudo, na segurança deles e do plano todo.
-Não vai vir ninguém. -Estavam chegando ao local "isolado" que Hermione escolheu, Harry sentia-se nervoso a ponto de querer sair correndo.
-Cala a boca, Potter. -Draco falou, dando uma cotovelada no amigo. Hermione estava em seu outro lado e lhe apertava a manga do casaco. Eles se olharam e ela sorriu encorajando-o, Harry podia ver em seu olhar que também temia a reação das pessoas. Rony Weasley lhe sorriu, esperava um sinal de Harry para abrir a porta, e então abriu rapidamente, antes que Harry se arrependesse. Entraram no local isolado e vazio e Harry se viu diante de vários alunos das quatro casas de Hogwarts e de vários anos: Luna lovegood, Crabbe, Goyle, Neville, os gêmeos Weasley, Gina Weasley, entre muitos outros. Os olhos de Harry pousaram em Cho Chang, e ele pode sentir o estomago revirando. A menina lhe sorriu.
O primeiro contato com os colegas fora áspero. Harry fora chamado de mentiroso e pirado.
-Eu vou embora. -Falou de canto, e baixinho apenas para Draco e Rony, que prontamente o seguraram. Harry virou com relutância e colocou as mãos no bolso e tentou olhar rapidamente para as pessoas, na tentativa de não manter contato visual com nenhum deles.
-É verdade que você conjurou um patrono corpóreo no terceiro ano? -Perguntara Luna Lovegood, obviamente para encorajar Harry, chamando a atenção de todos, Harry abrira a boca para responder, Hermione chegou ao seu lado, após terminar de recolher as assinaturas.
-É sim. Eu vi. -Ela respondeu por ele. Trocaram um olhar e um meio sorriso. Hermione viu receio e quase medo nas esmeraldas de Harry, num impulso colocou sua mão dentro do bolso de Harry e segurou a mão do moreno. Harry entrelaçou seus dedos aos de dos de Hermione a fazendo corar. Começaram os cochichos na sala.
-Esse cara matou um basilisco, sozinho e salvou minha irmãzinha. -Rony falou, suas orelhas estavam mais vermelhas que os seus cabelos.
-A espada de Godric Gryffindor apareceu pra ele. -Falou Neville impressionado. Draco rolou os olhos quando os cochichos seguiram.
-Potter viu mais da magia das trevas do que a maioria dos seus papaisinhos, então calem a boca e se querem aprender alguma coisa assinem essa porcaria. -Todos olharam para Draco com os olhos arregalados.
-Eu... –Uma aluna da Corvinal, amiga de Cho, abriu a boca pra argumentar.
-Cala a boca. A que se dane. A aula do Potter pra vocês seria como dar pérolas aos porcos. –Draco bufou, Hermione e Harry se olharam e riram, espantados que depois disso, todos resolveram assinar a lista que antes ignoraram nas mãos de Hermione.
-A maldita gárgula não está nos ensinando nada, os NOM's serão uma vergonha. Voldemort está solto e precisamos nos defender. -Hermione falou olhando Harry com admiração.
-Quem iria querer aprender comigo? Eu sou pirado! -Harry falou. - tudo isso que vocês falaram, eu apenas dei sorte e quase sempre tive ajuda.
-Harry está sendo modesto. -Hermione se adiantou.
-Não Hermione, não estou! Na vida real um segundo é o suficiente para mudar tudo, você tem que agir rápido e mesmo assim as coisas podem acabar dando errado e você pode ver seu amigo morrendo diante dos seus olhos é preciso saber como se defender, mas mesmo assim às vezes não é suficiente.
-Não sabemos Harry, por isso precisamos que nos ensine. -Hermione falou apertando seus dedos aos dedos de Harry.
Estavam caminhando em grupo na volta para Hogwarts, quando Cho Chang passou por eles, acenou para Harry e saiu aos risos afetados com suas amigas. Hermione rolou os olhos, quando viu Harry acompanhar a oriental com cara de idiota. Ela trincou os dentes e suspirou com tédio.
-É, pelo menos não foi de todo ruim a reunião, não é mesmo? A Cho não tirou os olhos de você. -Hermione falou com um sorriso falso e apressou o passo, seguida por Luna e Gina.
-Cara, ela tem razão, e olha que eu pensei que você tinha perdido qualquer chance com qualquer garota...-Draco cochichou para Harry e Rony.
-Por eu ser pirado? -Harry rolou os olhos.
-Não, seu idiota, pelo que aconteceu depois do baile. -Draco cochichava olhando para os lados.
-Do que está falando. -Harry parou com a testa franzida.
-A briga entre você e a Hermione. -Rony falou com as orelhas vermelhas.
-Vocês viram? -Harry trincou o maxilar. Raios, tinha se esquecido disso, também esquecera toda a situação que levou àquela briga. Agora tudo voltou à tona e Harry se perguntava se Hermione escrevera para o cérebro de ervilha durante as férias. Sem entender sentiu sua raiva lhe prendendo a respiração.
-Harry. -Draco sorriu, colocando a mão no ombro do amigo. -Muita gente viu.
-Ótimo. -Harry rolou os olhos. -Sou um pirado que briga com garotas.
-Talvez um pirado que tenha namorada. -Draco riu da confusão na cara de Harry.
-Eu mesmo estou me empenhando em desmentir qualquer rumor sobre isso. -Ronald falou aparentemente bravo.
-Esperem um momento. -Harry fora atingido pela resolução do assunto. -As pessoas acham que eu e Hermione estamos...
-Idiota não? Você e a Hermione... Ridículo. -Ronald falou fingindo rir.
Harry viu quando o ruivo ficara todo vermelho, colocou as mãos no bolso e saiu andando. Draco ainda ria, ele e Harry seguiram para a escola. Quem em sã consciência acharia que Harry e Hermione poderiam namorar? Harry sentia o estomago dando voltas só de pensar. Ronald estava certo, isso era ridículo, eles se odiavam... Ele se lembrou de como a mão de Hermione se entrelaçava à sua e corou com o pensamento. Talvez não a odiasse tanto assim. Revirou os olhos para si mesmo. Harry estava pirado.
***
Já tinham um grupo razoável de interessados, Harry sabia o que deviam aprender para se defender, a questão era aonde poderiam ter as aulas. O problema da falta de espaço fora solucionado por Neville Longbotton que estava tentando fugir de uns garotos que zombavam dele. O grupo entrou na sala e Hermione tinha os olhos brilhando e sorria.
-É a sala precisa, também conhecida como sala vem e vai ela só aparece quando...
-... Alguém precisa dela. -Harry girou os olhos pela sala e seus olhos pararam em Hermione, ela olhava pra ele com a boca aberta. -Hogwarts: uma história.
-Estou impressionada. -Hermione falou. Harry piscou pra ela e Draco abafou uma risada. -O mais interessante é que a sala precisa sempre vem equipada com o que você precisa.
-E se eu precisar de um banheiro? -perguntou Rony. Harry revirou os olhos. A sala conjurou um banheiro atrás deles.
-Criativo... Mas é assim mesmo que funciona. -Hermione respondeu.
Harry fechou os olhos e imaginou uma sala aconchegante e útil, com equipamentos necessários para ensinar ao grupo. Abriu os olhos e sorriu. Era perfeito! Ele amava o tempo que passava na sala precisa. Olhava o pessoal se esforçando e aprendendo. Adorava ensinar e principalmente adorava ver o jeito que todos ficavam quando conseguiam desarmar o colega ou estuporar alguém. Mas amou o momento em que Hermione estuporou Rony Weasley.
-Eu podia ter me defendido, mas eu quis ser cavalheiro. -Rony falou, estava vermelho. Todos davam risada.
-Hermione, você é perfeita. -Harry só se dera conta do que falara depois que a menina lhe lançou um olhar de estranhamento.
-Obrigada, professor. -Hermione falou sorrindo. Ela baixou os olhos, sorrindo consigo mesma. O resto da aula fora divertido. Ela tinha reparado que Harry tomara o cuidado de pensar numa decoração de natal para a sala precisa.
-Pessoal, vocês foram incríveis. Obrigada por terem acreditado em mim. -Harry sorria para todos, Draco revirou os olhos do sentimentalismo do amigo e aplaudiu rindo. - Vamos nos reunir só depois das férias, continuem estudando. Feliz Natal.
Hermione juntou seus livros.
-Harry eu... -Ela virou para falar com Harry de repente deu de cara com Harry e Cho bem próximos um do outro, ela surpreendeu os dois que olham pra ela meio assustados, ela também se assustou dando um passo para trás. -Eu falo com você depois... Eu... -Ela deu um sorriso desajeitado e gesticulou um aceno mais desajeitado ainda. Baixou a cabeça e saiu rapidamente, passou por Draco dando-lhe encontram no braço, e seguiu, não poderia se desculpar e arriscar que a vissem assim.
-Oh grossa. -Draco xingou enquanto massageava o braço no local em que a garota lhe bateu. Ele franziu o cenho. -O que foi deu na sangue ruim... -Draco viu o olhar entre Harry e Cho, ele olhou para o amigo e olhou para a oriental que sorria fingindo constrangimento. Compreendeu na hora porque Hermione saiu correndo, e agora ele não sabia se deveria deixar o amigo ter o momento dele ou atrapalhar um pouco mais de propósito, Hermione era sangue ruim, mas Cho Chang era tão sem motivação. Revirou os olhos, Harry que percebesse isso sozinho. -Ok, eu te vejo no salão comunal.
Harry acenou para o amigo. Sentia sua respiração pesando, estava sozinho com Cho Chang, ela virou para o armário, olhando a foto de Cedrico. Ela fungou alto, tirando Harry de seu pensamento sobre o quanto ela era linda.
-Cho você está chorando? -Harry se aproximou. Ela sorriu triste.
-Desculpa Harry, é que eu fico aqui aprendendo tanta coisa com você e acabo pensando que se ele soubesse tudo isso ele poderia estar vivo. -Ela fungou e sorriu triste. -Quer dizer, talvez ele pudesse ter tido uma chance.
-Cho, Cedrico sabia os feitiços e ele era muito bom, mas Voldemort era melhor. -Caramba, era péssimo tentando animar alguém. Harry apertou os lábios e ela se aproximou mais.
-Olha Harry, um visgo. -Cho apontou para cima das cabeças deles. Harry olhou.
-Deve estar cheio de nargulés. -Ele falou lembrando-se de Luna.
-O que é isso? - Cho sorriu se aproximando e colocando as mãos nos ombros de Harry.
-Eu não tenho ideia. -Harry segurou a cintura da garota, fechou os olhos enquanto se aproximava devagar. Quando percebeu estavam se beijando, de uma forma meio desajeitada. Seu estomago estava embrulhado e podia sentir suas mãos tremendo. Cho era... Salgada... Ela tinha gosto de lágrimas, Harry se pegou pensando em que gosto Hermione devia ter... Harry parou o beijo num salto, será que Krum descobrira o gosto de Hermione e porque raios Harry estava pensando nisso. Cho sorriu colando seus lábios nos de Harry novamente.
***
Hermione sabia o que aconteceria se deixasse a sala precisa antes de Cho Chang. E ela podia ter inventado qualquer coisa apenas para distrair Harry, mas, como diz o ditado: "às vezes, quando amamos, devemos deixar ir para que a pessoa possa ser feliz, e devemos ficar felizes por saber que a pessoa está feliz". Hermione passou pelos colegas rapidamente e com a cabeça baixa, mordia o lábio inferior trancando o que quer que estivesse sentindo. Por sorte não encontrou ninguém que a chamasse para uma conversa pelo caminho, assim chegou logo ao dormitório vazio, entrou e começou a andar de um lado para o outro, estava enjoada e com vertigem, se sentia hiperventilando e sem controle do próprio corpo. Atirou um livro na parede. Harry... Ele com certeza beijaria Cho. Hermione sabia disso e não tinha como evitar tampouco podia fazer alguma coisa. Ela bateu a porta do dormitório, encostou suas costas na mesma e deslizou até sentar o chão, abraçou os joelhos junto ao peito e escondeu o rosto, nesse momento se permitiu sentir, se permitiu chorar. Ela deixou as lágrimas simplesmente rolarem pela sua face, afundou mais a cabeça nos joelhos para abafar o soluço e o chorou alto. Não sabe quanto tempo ficou assim, mas também não apareceu no jantar.
***
Harry e Draco estavam na biblioteca, tinham um tempo vago naquela manhã antes das aulas, e precisavam, de uma vez por todas, cumprir a lista de atividades de Umbridge.
-Então, você não vai contar... -Draco falou, olhando para os olhos.
-O que? -Harry sabia do que Draco estava falando, mas sentia-se constrangido por falar sobre isso.
-O beijo né, idiota. -Draco virou os olhos e cutucou o braço de Harry com o cotovelo.
-Ah... Bem... Foi meio salgado e molhado. -Harry falou olhando para um ponto qualquer enquanto buscava algo coerente para falar sem parecer um débil. Draco fez uma cara de nojo. -Não de baba sabe, é que ela estava chorando.
-Beija tão mal assim, Potter? -Draco ria do amigo.
-Que idiotice, dada à situação bizarra... -Antes que Harry pudesse se defender, ele sentiu o estomago dar um salto quando ouviu Hermione Granger do outro lado da estante, olhou por entre os livros e viu ela com os olhos baixos, folheando um livro.
-Caramba sangue ruim, quer que eu sofra uma morte prematura? -Draco dera um pulo, respirava ofegante com a mão no peito.
-Acho que já passou da hora de você deixar o mundo dos vivos. -Hermione não desviou os olhos do livro.
-Ora sua fedelha... -Draco falou.
-Shh. -Harry segurou o braço de Draco. Hermione levantou os olhos para fuzilar Malfoy com eles, e então começou a andar.
Harry saiu correndo atrás dela com Draco lhe acompanhando. Ele parou na frente dela fazendo com que ela quase batesse nele, mas ela parou dois centímetros antes de encostar-se a Harry, ele não ficou exatamente feliz com isso, ela tinha um cheiro de baunilha que era muito bom. Harry estava louco.
-Francamente Harry. -Ela balançou a cabeça, desviou dele e foi até a mesa, Harry e Draco a seguiram.
-Então, eu não sabia que a conversa havia chegado nos sangues ruins. -Falando isso Draco se aproximou da Grifinória, que já tinha se sentado em uma das mesas de estudos da biblioteca, onde Luna e Rony a esperavam. Ele cumprimentou Luna com um sorriso e lançou um olhar de nojo para Rony. Draco ia falar mais, quando Harry o interrompeu tirando-o do caminho para se aproximar de Hermione.
-O que quer dizer com "situação bizarra"? -Ele falou curioso e com os olhos arregalados. Hermione suspirou fundo e forçando-se a tirar os olhos do livro para olhar para Harry com indiferença.
-Ah não sei, quer dizer, não faz muito tempo que Cedrico morreu né? -Hermione, embora estivesse notavelmente sem paciência, estava tentando escolher as palavras adequadas para não soar estranho.
-O que você está fazendo, além de escutar a conversa alheia? -Draco falou cruzando os braços.
-Shiu, cala a boca Draco. -Harry falou para o amigo, virou-se pra Hermione, que fuzilava Draco com o olhar. -O que quer dizer com isso?
-Então a biblioteca é um lugar público. -Falou ainda fuzilando Draco, que revirou os olhos fazendo uma careta. Em seguida virou-se para Harry. -Não me interprete mal. -Falou apreensiva, tentando ter compaixão, embora seu mais profundo desejo era matar Harry Potter depois de uma longa tortura com a maldição Cruciatos. -Mas é que a Cho tá sempre chorando pelos cantos, diz que sente saudade do Cedrico e tudo mais, aí ela vai lá e te beija... É meio estranho. -Harry, Draco e Rony olhavam pra ela com cara de quem havia escutado algo em outra língua. Ela revirou os olhos. -Ela provavelmente se sente mal por Cedrico ter morrido, confusa por gostar do Harry e culpada por beijá-lo...
-Uma pessoa pode sentir tudo isso ao mesmo tempo? -Rony falou arrancando uma risada de Luna, ele fez uma careta pra ela.
-Você não, você tem um emocional de uma pedra. -Agora todos riam.
-Ainda acho que Potter beija mal. -Draco falou cutucando Harry.
-Acho que o beijo de Harry foi mais do que satisfatório. -Hermione só se dera conta do que falara quando quatro pares de olhos a olhavam. Ela corou voltando sua atenção para o livro.
-Veja bem Potter, Granger anda te dando beijos nos sonhos dela. -Draco falava. Hermione respirou fundo pedindo a todos os Deuses para não chorar e nem para azarar Malfoy ali mesmo.
Harry parou por um momento, Hermione estava certa. Ele olhou para todos os rostos presente na conversa, e nem Draco esboçava dúvida perante a fala de Hermione, ou seja, não tinha uma segunda opinião quanto a Cho estar dividida entre Harry e a memória de Cedrico. E em seu íntimo tinha que concordar, óbvio que ele não ia dar o braço a torcer e precisava virar o jogo. Olhou mais uma vez de Hermione, que já tinha voltado a ler.
-Acho que você está com ciúmes. -Harry falou sem querer admitir que Cho ainda gostava de Cedrico e tudo isso era estranho. Não ia concordar com Hermione assim tão fácil, ainda mais se tratando de assuntos tão pessoais quanto beijos. Hermione fechou os olhos, respirou fundo e olhou Harry como se o fuzila-se com os olhos.
-Nossa Potter, que mente tão perspicaz. -Ela falou com um sorriso sarcástico.
-Gosta de mim né? -Harry queria muito desconcertá-la. Draco riu.
-De você? Só se eu estivesse louca. -Rio mais uma vez com sarcasmo, se levantou e fechou o livro com força.
-Desculpa, esqueci que você tem aquele seu namorado brilhante. -Harry estava mesmo falando em Krum?! Hermione apertou os olhos e saiu carregando sua pilha de livros. Harry Potter era a pessoa mais idiota que já conhecera.
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-------Oioiooii, finalmente! Hahaha, nossa, demorou 1452 anos, eu sei, me desculpem. Eu escrevi esse capitulo faz muito tempo, mas eu perdi ele TODO. Desmotivei! É um livro que eu li faz mais de 10 anos, então assisti o filme... por favor, me perdoem, posso ter escrito atrocidades! Não me odeiem! Eu espero do funco do meu coração que vcs gostem desse singelo presente de Halloween, eu pretendo terminar a parte 2 até o feriado <3 Perder Sírius é uma coisa que me doi muito :(
Por favor, comentem aí o que vcs acharam e se tem algo dos livros que vcs queiram muito que eu modifique ou que coloque aqui. Principalmente quero saber se ainda há alguém acompanhando <3
A segunda parte vai ter mais Harmione, o Harry vai deixar de ser trouxa com os amiguinhos. Hahahaha
BEIJOOOOOOOOOO <3