NA: Olá de novo, hj terminei de adaptar toda essa Fic, e posso dizer que adorei muito ter feito esse projeto. ^----^~
Ah... eu estava pensando em colocar os capítulos que faltam as poucos, mas vou coloca-los todos hj!!! ^---^~/ kkkk! Desta forma vou poder focar na Diamantes do Sol e na Nova fic HH que eu já estou estudando fazer... Já tenho uns 3 ou 5 projetos em mente( Só falata tempo, kkk ).. Entre 2 autorais, e outras tantas adaptações que tenho certeza que irão adorar. Vamos ver como vai ser da minha vida até lá, kkk.
Tenho que estudar ainda para as minhas provas da semana que vem, mas agrora sem enrolação! Boa Leitura e Divirtam-se!!! ^----^~/
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CAPÍTULO VINTE: "Embates e ..."
O sorriso intrigado desapareceu do rosto de Harry.
- Eu fiz o quê?
- Vendeste a tua canção. Haverá outras, claro. Mas a primeira é sempre a maior emoção, não é mesmo?
Num gesto deliberado, ele largou o copo.
- Não pus nenhuma música à venda, Hermione.
- Mas eu pus. Isto é, de certa forma. Enviei para o Malfoy, em Nova Iorque, a canção que me deste. Ele telefonou esta manhã. Disse que a quer comprar. E está interessado em conhecer mais do teu trabalho.
- Hermione deu uma volta, excitada demais para perceber como eram frios os olhos que a observavam. - Não pensei que conseguiria chegar ao final do dia sem te contar.
- Que direito você tinha de fazer isso?
Ainda radiante, ela bebeu um gole do champanhe. - Fazer o quê?
- Enviar a minha música para alguém, mostrar o que me pertence a um estranho.
- Harry... - Ela pôs a mão no braço dele, sacudindo-o levemente. - Ele vai comprar a música.
- Te dei a música porque me pediste... porque pensei que querias guardá-la, que a apreciavas o suficiente para isso. Mas era isso o que planejavas desde o início, enviá-la para alguém, determinar um preço?
Havia alguma coisa errada, perigosamente errada. Hermione só sabia enfrentar essa situação pela raiva.
- E daí? Obtive resultados, não foi? De que adianta compores canções se não fazes nada com elas? Agora já podes fazer.
Ele reagiu ao calor com o gelo. - E achas que te cabe decidir o que posso e devo fazer, como e quando?
- Não estavas fazendo nada com as tuas canções.
- Como sabes o que faço ou não, o que planejo ou não planejo?
- Não te ouvi dizer mil vezes que ainda não estavas pronto para vender as músicas?
No instante em que as palavras saíram, Hermione reconheceu o erro. No preciso momento em que procurava uma forma de o contornar, Harry tratou de aproveitar. - Isso mesmo, ouviste. Mas isso não te bastou, não combinava com a forma como queres fazer as coisas. De que adianta, você pensou, se não é capaz de ganhar a vida com a música. Se não tens o dinheiro para mostrar ao final do dia.
- Não é o dinheiro...
- A música é a coisa mais pessoal e importante na minha vida. Quer eu consiga ou não ganhar uma libra com as canções, não muda nada para mim. É algo que não compreendes, Hermione. Não respeitas essa posição. Nem me respeitas.
- Não é verdade. - Ela começava a sentir outra coisa além de raiva. Era uma pressão na barriga, na garganta, que nada tinha a ver com a fúria anterior. - Eu só queria que tirasses algum proveito da tua música.
- Eu já estava tirando todo o proveito que queria.
Hermione nunca vira uma raiva tão fria, tão controlada. Não havia qualquer possibilidade de se enganar com aquele rosto rígido, aqueles olhos duros. Fazia-a sentir como um inseto que não valia a pena esmagar.
- Pelo amor de Deus, Harry, devias estar comemorando de alegria em vez de discutir comigo. O homem quer comprar a tua canção. Acha que ela deve ser gravada.
- O que ele pensa é mais importante que a minha opinião?
- Estás distorcendo tudo. Tens uma oportunidade, mas é teimoso demais para aproveita-la.
- É assim que tem de ser entre nós? Tu tomas as decisões, pensas em tudo, e eu devo apenas acompanhar, entrar na linha e sentir-me grato porque tomas conta de mim, pois sou meio tapado para tratar de tudo pessoalmente?
- Porque fazes com que esse único fato seja tudo? - Hermione passou a mão trêmula pelos cabelos. -Você não fez com que o Malfoy visse o meu projeto? Ocorreu-lhe de repente que se esquecera sobre isso, esquecera tudo o que Malfoy dissera sobre o seu próprio trabalho. Tudo fora ofuscado pela emoção de oferecer a possibilidade e sucesso da canção de Harry.
- É verdade. Mas será que não consegues ver a diferença, Hermione? Conversei contigo sobre a apresentação do projeto. Não fiz nada pelas costas. Não usei truque nenhum.
- Não foi um truque... não foi essa a intenção. - Mas Hermione começava a perceber o erro que cometera. O súbito frio no seu estômago acrescentou náusea à compreensão. - Tu nunca disseste que não querias fazer nada com a tua música. Alegavas sempre que ainda não estavas preparado.
- Porque não estava.
- Se estamos empacados neste ponto, eu acho que tu estavas. - O medo levou-a a atacar. - E o mesmo pensa um homem que parece ser conhecedor desse mercado. Tu deste-me a canção, e eu fiz o que achei melhor. Pensei que ficarias satisfeito, mas foi um erro que não cometerei de novo.
Harry fitou-a nos olhos, fixamente, sentindo um prazer insidioso quando ela começou a tremer. - E eu também não cometerei o mesmo erro de novo. - Sem dizer mais nada, Harry virou-se e deixou o chalé.
- Seu filho da puta! - Hermione deu um pontapé na porta, depois de ele ter saído. - Seu desgraçado míope, ingrato e idiota! É este o agradecimento que recebo por tentar fazer algo por ti! Se pensas que eu vou correr atrás de ti, podes esperar sentado! Ela pegou no copo, bebeu tudo de um só gole. As borbulhas explodiram na sua garganta, deixando-a com os olhos a lacrimejar.
E pensar em todo o trabalho que tivera, apenas para que Harry agisse como se ela fosse uma megera ou mandona! Mas não ia chorar por causa disso... nem por ele, diga-se de passagem! Hermione pôs as mãos no balcão. Inclinou-se para a frente, respirando devagar, na tentativa de aliviar a terrível pressão no seu peito. Oh, Deus, o que fizera?
Não conseguia determinar em que ponto tudo saíra completamente errado. O método, sem dúvida. Fora nisso que se enganara. Mas os resultados... Como poderia uma coisa que pensara que seria uma alegria para Harry ter escapado ao controle, para se tornar num castigo para ambos? Ela virou-se, querendo sentar-se, até se sentir mais firme. Foi nesse instante que avistou Lady Gwen.
- Grande ajuda a tua. A canção dele, disseste-me tu. O coração dele estava na canção, e eu deveria prestar atenção. Não foi exatamente isso que eu fiz?
- Mas não prestaste toda a atenção necessária - foi a resposta.
E Hermione ficou sozinha.
( Fim do capítulo)