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14. Epílogo


Fic: Uma Semana Com Meu Melhor Amigo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Colbie Caillat - Bubbly



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Epílogo




Eu estou acordada há algum tempo agora, você fez com que eu me sentisse como uma criança agora, porque toda vez que eu vejo seu rosto animado, eu sinto um arrepio num lugar bobo.
Começa na ponta dos meus pés, me faz enrugar o nariz, para onde for, eu sempre sei
que você me faz sorrir por favor, fique por um instante agora, não tenha pressa, em qualquer lugar que você vá.
A chuva está caindo no vidro da minha janela mas nós estamos nos escondendo em um lugar seguro, debaixo das cobertas, ficando secos e quentes. Você me dá sentimentos que eu adoro.
O que eu vou dizer quando você faz com que eu me sinta desse jeito?
Eu apenas...
Já faz um tempo que eu adormeci, você me cobriu como uma criança agora, porque toda vez que você me segura em seus braços eu fico confortável o bastante para sentir o seu calor.
Começa na minha alma e eu perco todo o controle quando você beija o meu nariz, o sentimento aparece porque você me faz sorrir. Baby, não se apresse wnquanto você me abraça forte.
Em qualquer lugar, em qualquer lugar, em qualquer
lugar que você vá... Em qualquer lugar, em qualquer lugar, em qualquer lugar que você vá...



**


Um ano depois.

O céu estendia-se a sua frente, uma mistura intensa de cores. O calor daquele novo verão deixava seu corpo lânguido, suscetível àquela imensa onda de... Preguiça.

Dos jardins, ele podia ouvir as conversar altas, as gargalhadas, os sonoros movimentos que aconteciam dentro de casa. Era bom ver seu lar assim, movimentado, cheio, alegre.

Levou a garrafa de cerveja amanteigada mais uma vez à boca. Era a terceira que tomava, e o almoço sequer havia sido servido.
Não foi preciso olhar para saber que alguém se aproximava. O inconfundível cheiro adocicado logo tomou conta do lugar, concorrendo severamente com a suave fragrância das flores.

- Olá Harry. _ disse a ruiva sentando-se a seu lado.
Ele não pôde evitar sorrir. Era bom estar na companhia dela. Gina fazia-o sentir-se livre, leve. Como se ao lado dela pudesse ser simplesmente, ele. Tal sentimento só era desperto por Hermione. Ah, Hermione, como era bom acordar todas as manhas e vê-la ao seu lado. Era como dar de cara com a felicidade todos os dias, e nunca se enjoar dela.

- Gina! _ respondeu ele, a voz já um tanto afobada.

- Hei homem, você não acha que está ‘aproveitando’ muito?

- Eu? Querida... Estou apenas no começo.

A paz dos jardins foi interrompida pela contagiante risada da ruiva.

- É, você é dos meus! _ e tomou-lhe a garrafa da mão num único movimento.

- Hei.

- Cavalheirismo Harry. Hermione nunca te ensinou isso?!

- Não há tempo. Temos coisas muito mais interessantes para fazer. _brincou

- Oh, pelas condições dela, eu não tenho duvidas.

- Ela está linda não? _ O simples fato de falar da amada, era o suficiente para encher-lhe os olhos de um brilho inigualável. E bastava olhar para ele, aquela figura altiva, e quase imponente, para saber que em seu peito, havia algo grandioso demais. É que o mundo todo reconhece um homem apaixonado.

- Sim, muito linda.

- Você também Gina.

- Eu o que?

- Está linda! _ e com incrível força ele teve que controlar a risada. Era divertido ver uma mulher de 28 anos envergonhar-se diante de um elogio. Mais divertido ainda, por se tratar de Gina, que tinha a incrível habilidade Weasley, de ficar tão vermelha quanto o próprio cabelo. – Sabe, está na hora de arranjar um namorado! Seria muito desgostoso para Senhora Weasley ver sua única filha passar os dias submersa em solidão.

- Não me sinto solitária!! _ respondeu apressadamente.

- Gina, há quanto tempo não sai com alguém?

- Há algum tempo...

- Tempo demais.

- Ora, cale-se Harry. Minha vida sentimental não lhe diz respeito.

- Aí que você se engana. Sou seu amigo Gina, e como tal tenho todo direito.

- Eu devo ter puxado as barbas de Merlim para merecer isso. Já não bastava a Mione...

- AHA!!! Viu só, eu não sou o único a preocupar-me com a sua solidão.

- Claro que não. Você e Hermione são uma dupla criminosa. Fazem tudo minuciosamente combinado. E eu já disse que não estou solitária.

- Gina, você é jovem, bonita, não deveria...

- Não me diga o que devo fazer Potter. Não estou a fim de brigas por hoje.

- Ok ruiva ensandecida. Mas só por hoje.

Fazia um calor descomunal naquele domingo. Todos os Weasley estavam na casa de Harry. Comemorariam o 29° aniversário de Hermione.
Mal dava para acreditar que já se passara um ano. Foi tudo tão rápido e ao mesmo tempo tão intenso. O casamento três semanas depois da noite que se reencontraram. A gravidez de Mione, que hoje estava no auge de seu quarto mês. A confirmação de Harry como professor de Defesa das Contra as Artes das Trevas em Hogwarts. Tudo isso, no curto espaço de um ano.
Harry sentia-se feliz. Feliz como nunca antes estivera. Tinha o emprego perfeito, a mulher perfeita, os melhores amigos, e com toda certeza, teria também o filho perfeito.
ÀS vezes pegava-se imaginando, como seria seu pequeno herdeiro. Era incrível sentir a dimensão de seu amor por um ser que ainda nem tinha nascido.
Jamais seria grato o suficiente à Hermione por proporcionar-lhe toda essa alegria.

- É tão bom te ver assim Harry _ disse Gina suavemente, que o observava em silêncio.

- Assim como? _ questionou um tanto confuso.

- Feliz! Acho que nunca antes te vi em tamanha felicidade!

- Nem poderia. Só sou completo ao lado daquela sabe-tudo encrenqueira! _brincou

- Hey. Eu ouvi! _ veio uma voz de trás deles.

Harry sorriu imediatamente. Ali estava a fonte de todo seu amor.

- Sabe-tudo encrenqueira é? Espere até a noite senhor Potter! _ ameaçou a castanha, mas sem esforçar-se em ocultar seu largo sorriso.
A barriga já transparecia sob a roupa, e agora passava a ter um peso cada vez maior. AS maças do rosto, também pareciam mais arredondadas. Os cabelos, longos, presos no alto da cabeça, mas sempre com um ou outro cacho solto pelo rosto. O delicado vestido branco parecia impregnar-lhe de uma aura tão pura e angelical, que às vezes Harry sentia-se acuado a tocá-la. Hermione fora o melhor presente que a vida já lhe dera, tal qual Harry, foi a melhor salvação.

- Uhh!!! É nessas horas que a gente vê quem realmente manda na relação. _ tripudiou a ruiva.

- Amor, que surpresa agradável. Estava nesse exato momento comentando com Gina o quanto, mas o quanto mesmo, eu te amo!

- Ora Harry, seu bobalhão. Acha que dessa forma pode me abrandar? _ Silêncio. – Pois sinto-lhe informar, que esta no caminho certo. _ E ofertando seu melhor sorriso, sentou-se no colo do marido.

- Oh Merlim, vocês me dão náuseas!_ falou a ruiva, entre uma cômica careta.

- Não seja mal amada Gina. _ contrapôs Harry.

- Você soa altamente amargurada quando fala desse jeito. _ completou Hermione.

- Ah não, complô contra mim não!!!

- Complô? Do que ela esta falando querido? _ questionou falsamente a castanha.

- Não faço idéia!

- Seus cretinos!_alfinetou a ruiva.

- Uh, garota azeda. Não me admira que ninguém lhe queira! _ zombou o moreno, animado por participar de seu segundo melhor passatempo: Provocar, tripudiar, e ensandecer Gina Weasley.

- Não fale assim Harry. _ repreendeu Hermione, sem, no entanto, deixar de participar da diversão do marido. – Na verdade, há alguém sim, que me parece interessado, e muito na nossa pequena ruiva aqui.

- E quem seria o doido?!

Gina tentou fingir desinteresse, mas na verdade, foi impossível, não atiçar os ouvidos em direção à amiga.

- Ora, você nunca reparou na maneira “faminta” que John a observa?

- John? _ exclamou Gina, num tom muito mais alto do que gostaria.

- Claro. John. Eles são perfeitos um para o outro! _ animou-se Harry.

- Oh me poupe vocês dois. John não passa de um branquelo azedo, chato, e com mania de organização.

- Como se você fosse a senhora perfeição. _ ralhou Hermione.

Gina brindou-os com mais uma daquelas suas caretas enojadas e infantis, que tanto lembravam Rony. Em seguida, levantou-se ruidosamente da cadeira, e seguiu para dentro de casa, praguejando baixo.

Harry ainda riu um pouco do comportamento da amiga, antes de volta sua atenção totalmente para a mulher em seu colo.
Passou mão suavemente pelo seu ventre, enquanto deixava-se embriagar pelo suave perfume que emanava dela.

- Como vai a aniversariante mais linda do mundo? _ perguntou, seu tom de voz já diferente, mais sereno e doce.

- Cansada. Esta barriga parece pesar mais a cada dia. _ lamentou-se.

- Nesse caso, passaremos o resto da sua gravidez na cama!

- Hum, muito tentador.

- Tentador demais! _ completou ele, beijando-lhe suavemente os lábios.

- Você não tem jeito não é mesmo?

- Sou um caso perdido querida! _brincou ele.

- Sendo assim, venha. A Senhora Weasley já deve ter terminado o almoço. _ e levantando-se pegou a mão do marido, e adentraram juntos, naquela que agora era, o lar deles. O mesmo lugar que há um ano atrás Hermione invadira sedenta por declarar seu amor.

Visto de longe, ninguém poderia imaginar, que aquele casal, um dia, viveu separado.
**

Os meses passavam lentos, arrastados sob o calor incessante de Londres.
As aulas em Hogwarts fluíam a todo vapor, e embora Harry sempre tivesse muito trabalho para ser feito, nada o impedia de passar momentos intensos e preciosos com Hermione.
Às vezes, ele temia que tudo fosse apenas o sonho. Era tão surreal, de repente, viver tanta felicidade. Hermione trouxera a luz para sua vida, algo que ele buscou durante todos esses anos, e que sempre esteve do seu lado.

Os dias eram carregados de amor e momentos singelos. Coisas como acordar com a mulher amada em seus braços, tomar café e ouvi-la reclamar do calor, estirar-se num banco em uma praça próxima, andar de mãos dadas, ler um livro para ela. Isso, pensava ele, são as coisas pelas quais realmente vale a pena lutar.

Naquela tarde, Hermione, que realizava todo o acompanhamento da gravidez por métodos trouxas, teria uma nova consulta.
Harry olhou nervosamente o relógio em seu pulso, apenas para se certificar de que estava mesmo atrasado. Teria que sair rapidamente de Hogwarts, afim de que pudesse aparatar próximo ao hospital. Nunca antes faltara numa consulta de Hermione, não seria essa a primeira vez.

Caminhando em passos largos pelos corredores do colégio, mal cumprimentava os alunos que por ele passavam. Mas ainda assim, ouvia o suspirar de algumas meninas, que não poupavam esforços para chamar-lhe a atenção. E Harry, em sua infinita modéstia, creditava tais atitudes muito mais a sua fama (não merecida e não desejada) do que um eventual charme que ele pudesse apresentar. De qualquer forma, naquela tarde, nem mesmo Dumbledore em fantasma seria capaz de interceptá-lo.
Com a obstinação que sempre possuiu, Harry atravessou os jardins, saiu pelos portões da escola, e enfim, aparatou.

**

- Você poderia ao menos dar-me uma chance!_ contrapôs o homem.

- Não há chance. Por que não entende logo, que eu não me interesso por você!

John soltou um longo suspiro. Aquela ruiva estava o enlouquecendo. Era óbvio para todos, e ele não fazia questão de esconder seus sentimentos em relação a ela. No entanto, por alguma razão que ele desconhecia, Gina insistia em dizer-lhe não. Em negar uma aproximação, por menor que fosse.

- Eu não acredito! _ respondeu simplesmente.

- Se acha tão irresistível assim senhor Smith? _ indagou a jovem cruzando os braços sobre o tronco, e curvando ligeiramente a cabeça.

John sorriu. – De forma alguma senhorita Weasley. Mas seus olhos não compartilham essa opinião.

- O que quer dizer?

- Que você não me engana. _ e dando um passo a frente, observou a expressão perplexa de Gina, que em resposta, recuou.

Tentado e divertido com a reação da jovem, ele ousou mais um avanço. Nervosa com toda aquela situação, Gina tentou repeli-lo. Mas antes que pudesse planejar qualquer ação, deparou-se com o loiro, a centímetros de seu corpo. Arrepiou-se.

- Pequena... Quando entenderá que eu te amo? _ murmurou próximo ao tão amado rosto, enquanto as mãos afagavam-lhe os longos cabelos.
Gina estava tão surpresa e extasiada, que se sentia sem forças para argumentar. E com uma ansiedade infantil, viu-o aproximar-se ainda mais, e tomar-lhe os lábios gentil e apaixonadamente. A ela, não sobrou outra atitude, além de corresponder.

Por mais que teimasse, por mais que tentasse, sabia, era impossível negar que também o amava.

**

Harry chegou afobado ao hospital, dirigindo-se imediatamente para a sala onde Hermione era atendida.

Lentamente, entreabriu a porta, esgueirando a cabeça para dentro do ambiente, ao receber o sutil sorriso da médica, adentrou definitivamente, e seu coração falhou ao ver pelo pequeno monitor, o fruto de seu amor.
Ainda atônito, ele posicionou-se ao lado de sua mulher, tomando-a a mão afetuosamente.
Hermione tinha lágrimas nos olhos. Lagrimas da mais pura felicidade, o mesmo sentimento que habitava nele.

- É menina. _ anunciou a médica.

A notícia veio-lhe como o melhor presente do mundo. Transbordante de alegria, Harry inclinou-se sobre a esposa, e beijou-a calorosamente, alheio ao resto do mundo. Porque o mundo, para ele, resumia-se ali, onde estava todo seu amor.

**

Como se de repente levasse um choque de consciência, Gina afastou-se num movimento brusco. Os lábios vermelhos e ligeiramente inchados pela paixão do beijo, o olhar aturdido. John a encarava com igual surpresa. Não entendia o porquê de ela repeli-lo. Era claro que ela também o desejava.

- Não! _ murmurou Gina.

- Por que? _ questionou John, e sua voz saiu mais fria do que pretendia.

- Eu não posso. _ Gina estava confusa, era perceptível a qualquer um. Cobriu o rosto com as mãos, e virou-lhe as costas.

- Gina...

- Eu não quero John. Deixe-me em paz..! _ suplicou.

- Não posso. Eu a amo!

- Esqueça isso.

- Se você não se der uma chance, jamais saberá se realmente o esqueceu.

- Do que você está falando? _ surpresa e amedrontada, ela virou-se novamente para encará-lo, e deparou-se com uma das feições mais doces que já contemplara.

- Eu sei Gina. Eu sempre soube..! _ e aproximando-se rapidamente, tomou-a nos braços, num abraço caloroso e cúmplice.

Gina não podia acreditar que ele houvesse percebido. Ninguém jamais percebera. Mas o fato, é que no ultimo ano, ela mesma passou a duvidar da intensidade de seus sentimentos. Por um lado, por que sabia que aquele era um sonho fadado a jamais se concretizar, por outro, porque John, subitamente havia entrado em sua vida e em seu coração. De uma maneira que ela não queria, de uma maneira que a assustava, definitiva.

**

Harry e Hermione caminhavam lentamente, as mãos entrelaçadas.

- Uma menina! _ repetiu ele entusiasmadamente. – Uma menininha. Minha menininha. Não poderia ser melhor Mione.

A jovem limitou-se a sorrir em resposta. Também estava feliz, feliz como jamais pensara ser possível.

- Como a chamaremos? _ indagou.

- Gosto muito de Lílian. _ respondeu docemente. E pôde observar as feições de seu marido alterar, da mais profunda alegria, para o mais alto grau de emoção. Sentiu os dedos dele envolverem-se mais fortemente em sua mão. Harry a olhava com total devoção.

- Eu adoraria querida. _ respondeu, por fim.

- Sim, será uma linda menina.

- Tão linda quanto a mãe. _ completou, beijando-lhe suavemente. – E será apenas a primeira, de muitas outras.

- Mais? _ indagou divertida.

- Oh sim, muito mais. Talvez um time inteiro de quadribol!

- Harry!!!

- Ora minha menina, não se preocupe, daremos conta do recado.

Hermione gargalhava entusiasmadamente, ainda que as faces estivessem rubras de vergonha.

Harry a observava silenciosamente. Gostava de apreciar esses singelos momentos. Contemplar toda a beleza da mulher que amava. Era um anjo, ele concluía.
Um anjo carregado de amor. Seu anjo. O calor sufocante de Londres parecia desaparecer sob os encantos daquela risada. Os movimentos das pessoas, carros, os sons, as cores, tudo se esvaia quando ela sorria. Ele próprio sentia o coração derreter de amor.

- Eu te amo. _ murmurou.

Hermione ainda ria-se quando o ouviu. Olhou profundamente. Sim, também amava aquele homem. Amava aquela alma que se escondia por trás daqueles penetrantes olhos verdes, amava aquele coração latente e incansável. Oh, como amava.

Inclinando-se sobre ele, beijou-o com calma e ternura. Sentia o coração bater ritmado com o dele, como se seu corpos se entendessem e completassem.

- Eu também te amo Harry. Amo demais. _ sussurrou, e voltou a se entregar aquele prazeroso desvendar de lábios.

**

Quando chegaram a casa, o sol já se escondia no horizonte.

- O que acha de uma pequena comemoração. Só os amigos mais próximos. Temos de comunicar sobre a nossa menininha.

- Seria ótimo Mione, mas você acha que tem condições para isso?

- Ora Harry, eu apenas estou grávida. Se tenho animo para trabalhar, o que dizer de uma pequena comemoração com os amigos. _ retrucou.

- Ok, ok. Você cuida de convidá-los e arrumar a mesa que cuido do jantar.

- Obrigada amor. _ sorriu, depositando um suave beijo nos lábios do marido.

Duas horas mais tarde, a mesa já posta, Hermione conversava despreocupadamente com Gina. O aroma agradável da comida, inundando cada canto da casa, e fazendo o estomago da castanha protestar sonoramente.

- Ele te ama! _ pronunciou solenemente. E observando mais atentamente a expressão da amiga, prosseguiu com segurança. – E você também o ama!

- Você não amaria?

- Gina.. Então, porquê?

- Não sei! Talvez... Eu só não saiba amar.

- Todos sabem amar.

- Nem todos. Você e Harry levaram anos para perceber que se amavam.

- Mas sempre nos amamos.

- Eu e John somos diferentes.

- Eu sei querida... Mas se há amor, não vejo porque não daria certo.

- Mione, eu nunca... Nunca amei realmente alguém. _ respondeu Gina, sentindo o peso da culpa em sua mente, por mentir para a amiga. Na verdade, já amara sim, e já amara muito.

- E para tudo há uma primeira vez. Não a reconheço Gina!

- Nem eu me reconheço. _ confessou.

- Não fique assim. John lhe mostrara o caminho. Confie.

- Creio que não posso fazer mais nada. _ respondeu desanimada ao ouvir o barulho da campainha tocar. Sabia exatamente quem aguardava na porta.

**

Harry largou o avental, apressando-se em atender a porta.
Com um imenso sorriso, recebeu John. O loiro trazia uma garrafa de vinho em um dos braços, e um buquê de flores no outro.

- Parabéns Harry! _ falou animadamente, entregando a bebida.

- Ora, entre John. Muito obrigado.

- John! _ exclamou Hermione, vindo a seu encontro e recebendo-o com um afetuoso abraço. - Uma menininha John. Não é lindo?

- Desde que ela não puxe o pai, será mesmo uma linda menina. _ brincou, recebendo um rosnado engraçado de Harry.

Seus olhos encontraram-se rapidamente com os de Gina, mas ele prometera a si mesmo, que aquela noite, era de Harry e Hermione. Não gostaria de causar preocupação no casal. Era um jantar de comemoração, e portanto, ele apenas comemoraria.

Após as suaves conversar introdutórias, seguiram para a mesa de jantar, onde um suntuoso jantar apresentava-se.

- Ora, se olhando essa mesa você não há de crer que Harry é a verdadeira mulher da casa!! _ brincou com John, enviando uma sutil piscadela para Gina, posicionada a sua frente.

Hermione ria abertamente, enquanto Harry soltava mais um de seus rosnados incompreensíveis.

- E você alguma vez duvidou sobre quem reinava o poder nessa casa?

- De forma alguma minha amiga. Para mim esse sempre foi um fato incontestável.

- Incontestável será a sua morte por envenenamento seu filhote de trasgo! _ resmungou o moreno.

- Ah, mal humorado.

- Crianças, que tal agora jantarmos em paz. Os ruídos do estomago da Mione já estão me assustando. _ afirmou Gina.

- Hei, eu agora tenho duas bocas para alimentar, caso não se lembre.

- Impossível esquecer minha cara. _ respondeu a ruiva, referindo-se a barriga de Hermione, que a cada mês mostrava-se magnificamente maior.

- Por falar nisso, já escolheram o nome? _ questionou John.

- Ah sim, será Lílian. Lílian Potter. _ respondeu-lhe carinhosamente, passando a mão sobre o ventre.

- É um belo nome Hermione. Casarei o meu filho com a sua filha._ proclamou o loiro solenemente.

- Ora seu depravado, a menina ainda nem nasceu, e você já planeja casá-la. Minha menina, só casara depois dos 30, e provavelmente com algum professor de literatura, de preferência castrado! _ respondeu-lhe Harry e toda a mesa explodiu em gargalhadas.

- Pobre menina.

- Será sua afilhada Gina...E sua John. Por tanto, tratem de protegê-la desse pai doente e possessivo. _ anunciou Hermione, e o casal de amigos olhou-se em choque e alegria.

- Oh Mione, que prazer! _ exclamou a ruiva, emocionada.

- Será uma honra! _ completou John.

O restante do jantar, seguiu o mesmo rumo. Brincadeiras, entrecortadas por sonhos. Um grupo de amigos comemorava a vida. A que estava por vir, e a que já se apresentava.

**

O céu explodia em incontáveis pontinhos luminosos. Da sacada de seu quarto, Gina admirava aquela esplendorosa noite. Um vento ocasionalmente fresco soprava pelos ares, bagunçando seus longos cabelos ruivos. Sentiu-se perturbadoramente observada, e ao baixar os olhos para a rua adiante, deparou-se com um par de olhos castanhos, encarando-a. Não foi preciso muito esforço para reconhecer a presença marcante de John.

Saiu da sacada, descendo apressadamente os degraus, rumo ao andar térreo de sua casa. Destrancou a porta com certo nervosismo e encontrou John, do outro lado, esperando.

- O que faz aqui? _ indagou surpresa.

- Não pude suportar. O desejo que me toma é maior que qualquer orgulho, que qualquer temor. Eu preciso de você Gina. _ falou-lhe, a voz saindo sufocada pelo nervosismo. Sem esperar por um convite formal, adiantou-se para o interior da casa.

- John...

- Escute. Eu sei que há muito tempo você nutre uma paixão por Harry. Eu sei que ele foi o único que você realmente desejou. Eu sei que você teme se envolver emocionalmente com outro homem. Mas eu a amo Gina. Eu a amo demais. Jamais a machucaria, tudo o que quero é sua felicidade. Dê-me uma chance. Uma chance de mostrar a você, que Harry Potter, é passado.

- Ah John. Harry foi um amor de infância, que durou tempo demais. Eu sempre o amei, sempre sonhei construir minha vida ao lado dele. Mas isso não me foi possível. Não é só paixão, é amor. Harry foi o único homem que amei.

- Eu entendo... _disse o jovem, a voz melódica, soando imensamente triste e desanimada.

- Harry foi meu único amor, até pouco tempo! _ completou a ruiva, e instantaneamente, John viu o fogo da esperança brilhar novamente. Olhando-a intensamente, assentiu com a cabeça, como a incentivando a prosseguir.

- Droga John! Você é um loiro azedo e enjoado, que anda por aí todo engomadinho, conquistando a confiança de todos. Sempre cheio de brincadeiras e espiritualidade. Sempre tão organizado, tão certinho... Que droga! _ suspirou longamente. – Eu não sei porque meteoritos, mas... Você chegou de uma forma tão inesperada na minha vida, que eu não tive tempo de me proteger. Você e todo seu perfeccionismo. Eu te amo caramba... Eu.. Eu...

- Eu também te amo! _ interrompeu-a. Os olhos brilhando num misto de amor e alegria. Sem dar espaço para que ela prosseguisse, John a tomou em seu braço e beijou-a ardentemente.
Gina sentiu-se amolecer naquele tão amado abraço. Entregou-se sem reservas aquele homem. O homem que amava.
A noite, estendia-se longa diante daquele casal. Entregue nos braços um do outro, o amor parecia a mais linda flor, que acabara de desabrochar.

Às vezes, o que desejamos não é o que conseguimos. Mas o fim, sempre é certo e bonito, se você souber enxergar.
Gina sonhou durante toda sua vida com Harry, no entanto, o destino lhe trouxe um outro sonho, tão lindo quanto o primeiro. Seria ao lado de John que ela construiria sua felicidade.
A beleza de viver, está em perceber beleza em outros caminhos, outros rostos.

**

AS cortinas brancas danças ao sussurrar do vento.
Iluminados apenas pelo brilho das estrelas, Harry e Hermione contemplavam-se juntos, deitados sob aquela imensa cama de lençóis azuis.
As mãos dele, aninhadas carinhosamente entre os cabelos espessos da esposa.

- Harry? _ murmurou.

- Sim?

- Você é feliz?

Harry acomodou-a melhor sobre seu peito, moldando seu corpo de encontro ao dela.

- Mais do que posso expor em palavras minha menina.

Hermione sorriu, a cabeça apoiado no peito do marido. Deixou a mão vagar numa suave carícia pelo corpo do homem amado.

- Eu jamais poderei ser grata o suficiente.

- Grata pelo o que?

- Por me salvar. Por fazer da minha vida, um lugar onde minha alma pudesse habitar. Acho que nunca disse, mas você me salvou de todos os jeitos que alguém pode ser salvo.

Encantado com tais palavras, Harry apertou-a mais contra si.

- Ah minha menina, eu a amo tanto. Eu sempre te amei. _ beijou-lhe o topo da cabeça.

Hermione apoiou-se sobre o cotovelo, para melhor contemplar aqueles lindos olhos verdes. Tomou uma das mãos de Harry entre a sua, e beijou-a afetuosamente.

- Eu o amo, mais do que posso expor em palavras. E quando olho para trás, vejo que sempre o amei. Eu sempre serei sua Harry Potter. Além desta vida, além deste mundo. Eu sempre serei sua, porque eu sempre o amarei. Sempre. _ e como se selasse uma promessa, beijou-o docemente, para em seguida deita-se sobre seu peito, e juntos sonharem.

Lá fora, as estrelas pareciam brilhar mais intensamente, como se celebrassem o amor daquele casal. Porque afinal, era o maior amor do mundo.
E um dia, num futuro muito, muito distante, a história do amor de Harry e Hermione, seria contada e recontada, para que os corações se acalentassem e a esperança jamais sucumbisse.

Amar pode trazer grandes amarguras. Mas o simples fato de existir amor, compensa todas as dores. Não é o sofrimento que ensina o caminho que devemos seguir. É preciso sempre enxergar o mundo pela visão do amor. “O fim, é belo e certo, depende de como você vê”. Tudo na verdade, está em nossas mãos, e na fé que depositamos em nós mesmos.
Que o amor de Harry e Hermione, jamais seja em vão!


(...)







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