Faltava apenas uma semana para Harry voltar para Hogwarts, Gina havia sido nomeada monitora e obtivera os NOM´s necessários para ser Auror e Harry suspeitava que a azaração para rebater bicho papão ajudara muito.
Ninguém sabia sobre as Horcruxes, além dele, Hermione, Rony e Gina, fora o próprio Voldemort e o tal R.A.B. se ele estiver vivo.
Harry não fazia idéia de qual poderia ser a última horcrux e nem tinha idéia de quem poderia ser R.A.B.
Harry estava perdido em seus pensamentos no seu quarto, olhando a chuva açoitar violentamente a janela quando alguém bateu a porta.
- Entre. — Respondeu sem se virar.
- Um corpo foi encontrado. — Era Hermione. Harry se assustou e levantou depressa derrubando a cadeira em que estava sentado. — O corpo de Draco foi encontrado.
Harry, a principio, não teve reação, afinal por causa de Draco, Dumbledore estava morto. Mas Draco era só um fraco e ganancioso que caiu nas mãos de Voldemort. Draco era apenas mais uma vitima de Voldemort.
- Como ele foi encontrado? — Harry se sentou na cama e analisou as feições de Hermione, ela estava pálida.
- Num beco em Londres, no meio do lixo. —Hermione engasgou. — Ele estava todo machucado, cortes por todo o corpo dele, arranhões.
- Greyback fugiu! — Afirmou Harry.
- Não teria como ele ter fugido, ele estava muito debilitado em Azkaban...
- Na lua cheia seus ferimentos devem ter se curado e eu aposto que por ele estar machucado, estava em uma enfermaria de baixa segurança. —Harry socou a janela e cortou a mão nos vidros que se partiram.
- Mantenha a calma Harry...
- Como manter a calma, Mione! O cerco tá fechando e nós somos os únicos que podem detê-lo. Qualquer um que ficar no caminho dele vai morrer. —Harry passou a mão pelo cabelo arrepiado, o arrepiando mais ainda. — Dumbledore deveria ter confiado em outra pessoa que fosse capaz.
- Ele confiou em você porque você pode, ele confiou só em você, porque só você pode. — Hermione apertou os ombros do amigo tentando acalmá-lo.
- E a mãe dele, do Draco?
- Não foi encontrada, mas o pai de Draco ficou louco em Azkaban ao saber que o filho foi violentamente morto e a esposa está desaparecida, ele quase derrubou os guardas.
- Eu imagino como ele deve ter se sentido, mas eu tenho que dizer que ele só conseguiu o que procurou. — Sentenciou Harry com severidade. — Garanto que Draco não sofreu tanto quanto esse homem está sofrendo e ainda irá sofrer, mas ele procurou por tudo isso.
No dia seguinte a noticia da morte de Draco, noticiaram que Greyback, misteriosamente, havia fugido.
Duas noites depois mais corpos foram encontrados estilhaçados e o que mais revoltava Harry era que a lua cheia só seria dali a um mês.
Lupin aparecia cada vez mais magro e não conversava muito com ninguém. Tonks parecia preocupada com ele e Harry estava irritado com tudo que acontecia e ele ali parado sem poder fazer nada.
Logo chegou o dia de irem para a estação embarcarem para Hogwarts, mas desta vez não havia nenhum carro do Ministério magicamente aumentado, então eles tiveram que ir de táxi.
Chamaram dois táxis e se dividiram em dois grupos: Harry, Rony, Sr. Weasley e Lupin em um táxi; Hermione, Gina, Sra. Weasley e Tonks no outro.
Após atravessarem a barreira, Harry notou que havia poucas pessoas que voltariam a Hogwarts esse ano.
Harry viu poucas caras conhecidas.
Harry, Rony, Hermione e Gina foram para o último vagão, Gina chamou Rony e Hermione para irem para o vagão dos monitores, mas eles disseram que não eram mais monitores e a garota achou estranho, mas foi sozinha para o vagão reservado para os monitores.
- Que horas vamos contar a ela? — Perguntou Rony.
- Acho que ela saberá quando formos nos sentar a mesa dos professores. — Falou Hermione, Harry escutava vagamente a conversa dos amigos, pois seus pensamentos ainda estavam no número de mortes que estavam cada dia maior. — Harry. Harry? Você está me ouvindo? — Harry saiu de seus devaneios e olhou para a amiga para mostrar que agora ouvia. — Você acha que devemos contar a Gina ou devemos deixar ela descobrir quando a gente se sentar à mesa dos professores?
- Vamos deixar ela descobrir.
- Eu nunca me imaginei dando aula, será que os alunos vão gostar da gente? — Hermione estava tão eufórica que nem cabia em si.
- Claro que não. Acredite Mione eu era aluno e não gostava de nenhum professor.
- Ah, você não conta Rony, você vem a Hogwarts só pelo quadribol e pela comida.
Harry voltou aos seus pensamentos com a discussão dos amigos, Gina se juntou a eles lá pela metade da viajem, quando a senhora do carrinho do lanche estava passando e Harry pensou: “Era agora que o Malfoy aparecia e eu dava uma surra nele”.
A viagem seguiu tranqüila, sem muitas visitas além de Neville, Luna e algumas garotinhas risonhas que passavam apontando para Harry, Rony e Neville.
- Agora elas olham até pra mim. — Falou Neville empolgado e estufando o peito. — Elas me olham como se eu fosse um herói.
- Nenhum de nós aqui é herói, mas somente nós fomos corajosos para ajudar a proteger o castelo. —Falou Rony. — E você arranja coisa melhor do que essas pirralhas assanhadas Neville.
- E você ainda esta saindo com a Lilá ou acabaram tudo mesmo?
- Depois daquela discussão no salão comunal você acha que ela iria querer me ver ao menos pintado de ouro? Acho que nem se eu fosse feito de ouro.
- Quer dizer que só o Harry e a Gina estão juntos? — Perguntou Neville olhando pros dois.
- Na verdade eu e o Harry não estamos mais juntos, mas o Rony e a Mione estão.
Harry viu a testa de Hermione ficar vermelha e ela subiu mais o livro para tampar o rosto por completo.
- Desde quando?
- Desde o verão...
A viagem seguiu assim, Neville, Rony e Gina conversando amenidades, Hermione lendo o livro texto da matéria dela, Luna lendo o Pasquim e Harry olhando pela janela perdido em seus pensamentos.
Harry dava um palpite ou outro quando falavam com ele, mas só acordou mesmo quando ouviu.
- Alunos do primeiro ano por aqui. — Era Hagrid. — Alunos do primeiro ano, por favor, me sigam...
- Vamos Harry, já chegamos. — Chamou Hermione.
Eles saíram do trem e cumprimentaram Hagrid antes de embarcarem em uma carruagem e seguirem para Hogwarts.
- Bem, estamos de volta. Vamos para a nossa mesa. — Falou Gina animada.
- Harry, Hermione, Rony, o Profes... O quadro do Prof. Dumbledore quer da uma palavrinha com vocês. — Era Minerva.
- Eu vou guardar o lugar de vocês. — Falou Gina acenando e entrando no salão principal.
- A senha é Sorvete de Limão. Eu tenho que dar os avisos, vão e fiquem à vontade. — Minerva saiu e foi para o salão.
Harry, Hermione e Rony subiram as escadas para irem para a sala do diretor.
- O que será que Dumbledore quer com a gente? — Perguntou Rony quase sem fôlego quando eles passavam por uma passagem apertada.
- Não sei, eu acho que ele deve querer saber os nossos avanços. — Falou Harry pensativo. — Quais foram?
- Salvamos uns cinqüenta órfãos. — Falou Rony dando de ombro.
- Ele vai adorar saber disso, mas acredite em mim, se não dermos logo um jeito em Voldemort, esses órfãos não estarão seguros em lugar nenhum. Sorvete de Limão.
A gárgula saltou para o lado e eles subiram pela escada em espiral para a sala do diretor, bateram na porta e ouviram a voz do ex-diretor.
- Entrem, eu gostaria de abrir a porta para vocês, mas estou impossibilitado.
Harry entrou, seguido por Rony e Hermione.
- Eu queria desejar as boas vindas ao corpo docente desta escola. — Falou o Quadro de Dumbledore sorrindo.
- Obrigada, professor. — Agradeceu Hermione.
- Creio que não foi só para isso que o senhor nos chamou aqui. — Falou Harry sério.
- Está certo Harry, eu os chamei aqui para os parabéns por salvarem os órfãos...
- Isso você tem que dar os parabéns somente a Mione, professor. — O interrompeu Harry.
- Vocês também ajudaram, mas agora eu gostaria de saber qual tem sido o progresso de vocês. —Dumbledore assumiu uma expressão mais séria.
- Nosso progresso é o mesmo do que da última vez, mas Voldemort já está bem à frente. — Falou Harry.
- É, eu sei, Minerva tem tido a bondade de ler os jornais para mim. Triste a notícia sobre Draco. —Dumbledore balançou a cabeça. — Onde vocês pretendem procurar?
- Só tenho em mente os lugares que o senhor me mostrou. Estamos exatamente do jeito que o senhor me deixou.
- Não Harry, vocês já tem a vantagem de menos uma Horcrux.
- Se eu descobrisse ao menos quem é ou foi R.A.B. só restaria duas, o que ainda é muita coisa.
- Não se desespere Harry, tenho certeza que você conseguirá, mas não sozinho é claro. — Dumbledore sorriu para Rony e Hermione.
- Amanhã bem cedo nós iremos a Borgin & Burkes, não podemos adiar mais. — Harry pensou ter visto Dumbledore sorrir e consentir com a cabeça, mas a um olhar mais atento viu que foi só impressão, Dumbledore continuava sério.
- Muito bem, já que você tomou essa decisão eu acho que vocês deveriam descansar bem essa noite para a jornada difícil que enfrentarão amanhã. — Falou Dumbledore e instantaneamente ele começou a dormir na moldura.
- Ele ficou mais estranho depois de morto. —Comentou Rony. — Mas pra que viemos aqui afinal?
- Para ele me ajudar a pensar.
Harry, Rony e Hermione voltaram ao salão principal quando todos já estavam se retirando para os dormitórios.
- Ainda não foram anunciados os novos professores de Defesa Contra as Artes das Trevas e nem o de Transfiguração e parece que vai ter um novo professor de vôo para o primeiro ano. — Comentou Gina ao encontrá-los a porta. — E por falar em vôo, Harry você se demitiu do time de Quadribol?
- Não... — Respondeu distraído e ao receber uma cotovelada de Hermione mentiu. — Eu não pretendia voltar, lembra?
- Bem, agora que você voltou, eu vou falar com a Profª. McGonagall pra te pôr de volta como capitão.
- Eu acho que essa decisão caberá a nova professora de Transfiguração. — Falou Hermione.
- É, mas como você sabe quem é professora?
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- Não sei.
- Bem eu tenho que levar os alunos do primeiro ano para o dormitório, mais tarde a gente se fala. —Gina saiu na multidão gritando: — Grinfinórios, por favor, me sigam.
- Boa noite Gi e até amanhã. — Falou Harry baixinho.
- Vocês já conversaram com o professor Dumbledore? — Minerva vinha até eles.
- Sim.
- Então vamos que irei mostrar as acomodações de vocês.
Minerva levou cada um a sua sala, no fundo de cada sala havia uma porta e atrás dessa porta um escritório e após o escritório tinha um quarto. Eles pegaram salas no mesmo corredor, e no escritório de cada um havia um jantar servido e a lareira estava acesa.
Harry comeu e foi se deitar, queria levantar logo cedo no dia seguinte.
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