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15. Desencontros


Fic: Severus - A partir de Agora (Snape/OC) NC17!! - Indicada para o Multifaceted na categoria Dark


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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10Desencontros









                                                                           





Capítulo 10
           Desencontros.




                                Ao seu lado, é o lugar a que pertenço






 

     

 





Irrompeu pela sala.




-
        
Sentem-se!




Apesar de mais uma noite "mal" dormida. Sabia que não era isso que o estava incomodando.




Quem tinha feito aquilo se arrependeria. Se ele soubesse quem.




Pensou em verificar os últimos a entrarem na Sonserina após o horário de recolher.




Mas ele sabia que haveria vários deles. Sempre fechara os olhos a isso. E não queria atenção para o que tinha acontecido.




Mesmo assim ele ia dar um jeito para que não voltasse a acontecer.
 





Não fez aparecer nada no quadro. Olhou para os alunos. Faria com que entendessem.




Eles sentiram um arrepio ao ver a expressão do professor. Algo sério devia ter acontecido.




Ele nunca perdeu tempo antes. Não era nada bom.




Harry, Rony e Hermione se olharam significativamente.




Ele estreitou os olhos encarado-os.




-
        
Alguns - andou - alunos, - cuspiu a palavra - pensam que podem fazer o que quiserem. Idiotas que sonham que não serão pegos. - cada palavra bem
 
colocada - Que estão acima das regras. Que não sofrerão.




Ele os encarou. Os alunos não se atreviam a desviar os olhos.




-
        
Estão enganados. - cuspiu ameaçador - Eu lhes garanto, que me encarregarei deles pessoalmente, - apoiou-se em uma carteira - se tentarem de novo. E juro que os farei se arrepender amargamente.




Ele não estava brincando.




Quando pareceu tê-los assustado o bastante ele virou-se para o quadro e com um meneio da varinha letras apareceram.




-
        
Por que será que ele falou isso? - Rony
 
sussurrou para o Harry - Será que foi para nós?




-
        
Não sei. Mas ele nunca falou assim antes.




-
        
Algum problema, Sr. Weasley? - ele se aproximou.




-
        
Não senhor.




Draco deu uma risadinha. Ele se virou de repente. Esperava por isso. Quase ansiava por isso.




Aqueles Grifinórios não seriam capazes de fazer nada com ela.




Não podia dizer o mesmo dos Sonserinos. Principalmente de Malfoy. E dessa vez, ele não ia deixar passar.




-
        
Talvez o problema seja com o Senhor, Sr. Malfoy? - ele estava realmente ameaçador.




Houve um murmúrio pela sala. Snape se virando contra Malfoy? As coisas estavam sérias.




Draco estava surpreso.




-
        
Não, Senhor.




-
        
Espero que não, Sr. Malfoy. - estreitou os olhos, atento.




Draco engoliu em seco. Nervoso.




-
        
Eu realmente espero que não, Sr. Malfoy.




Severus estendeu seu olhar para Crabe e Goyle, depois aos outros sonserinos. Tentando adivinhar. Virou-se.




-
        
Agora façam sua poção.




Todos começaram a trabalhar imediatamente.




Ao contrário dos outros dias, ele não circulou pela sala para ver o que os alunos estavam fazendo.




Era uma poção simples. Ele a passara de propósito.




Dificilmente fariam qualquer coisa perigosa com aqueles ingredientes.




Exceto Longbotton. Mas ele confiou que a Granger cuidaria disso.




Ele sentou-se de costas, fingindo ler suas anotações.




Tinha muito em que pensar. Muito que lembrar. Fechou os olhos por um instante.




Sentia-se como um homem sedento.




Estremeceu. Este seria um dia longo.




Mal podia esperar pela noite.




 




*****




 




-
        
Você viu como ele falou com o Malfoy? Eu pensei que esse dia nunca ia chegar! - Rony estava eufórico.




-
        
É, mas tem alguma coisa aí. - Hermione estava pensativa.




-
      
O que quer dizer com isso? - ela sempre fazia isso, pensou contrariado.




-
      
Você não prestou atenção no que ele falou, Rony? - o Harry estava sério - Hermione está certa, tem alguma coisa por trás de tudo. Ele estava diferente, você não percebeu?




-
      
Claro que ele estava diferente. Ele quase tirou pontos do Malfoy!




Hermione suspirou.




-
      
Não Rony. Harry está falando do que ele disse e de como ele disse. Você não viu o que ele falou?




-
      
Aquilo não foi falar, foi ameaçar.




-
      
Exatamente! - ela concluiu - E tinha endereço certo.




Harry parou.




-
      
Você acha Hermione, que Malfoy fez alguma coisa ruim?




-
      
Ele sempre faz
 
coisas ruins. - Rony parou também.




Hermione o ignorou, virando-se para o Harry.




-
      
Acho. O professor Snape foi bem claro no que disse. - ela o olhou - Ele não estava brincando.




-
      
O que você acha que ele pode ter feito? - Harry estava pensativo.




-
      
Não sei, mas foi alguma coisa realmente séria.
 
- ela desviou-se de alguns alunos - Mesmo assim acho que Professor Snape não tem certeza de que foi Malfoy. - Hermione continuou - Ou a gangue dele. Se tivesse, ele já teria feito alguma coisa.




Rony estremeceu lembrando do que Snape tinha dito. De como tinha dito.




-
      
Eu não quero estar na pele do Malfoy, se o Snape o pegar.




Harry olhou para Hermione. Alguma coisa séria tinha acontecido. E eles ainda não sabiam o que era.




 




*******




 




Bocejou. Mais um dia. Pelo menos tinha conseguido dormir a noite inteira.




Ela se abaixou para pegar um livro enorme. Oferecendo uma visão generosa dos seios.




Não viu que havia alguém parado na porta do arquivo.




Levantou-se. O livro caiu.




-
        
Você podia fazer algum barulho, sabe? Avisar que está aqui. - abaixou-se para pegar o livro no chão.




Ele resmungou alguma coisa devagar.




Ela não entendeu.




-
        
O quê?




Ele ignorou.




-
        
Preciso do livro da Sonserina. Ano passado.




-
        
Estão lá dentro.




-
        
Eu sei.




Ele não se moveu. Ela o olhou.
 





Fora da cama dele as coisas pareciam não ter mudado.




Ele era um grande amante. Exigente. E eles se completavam.




Mas pelo jeito isso não fazia diferença. Nenhuma.




Suspirou. Melhor não discutir. Dirigiu-se a sala do arquivo.




Foi até a mesa encostada na parede interna, perto da porta.




Uma enorme pilha de grandes livros ainda estava ali. Começou a procurar. Abriu um deles.




Ele foi fechado com um barulho, enquanto duas mãos eram apoiadas na mesa, à volta dela. Seu corpo foi pressionado. Ela sentiu a masculinidade dele surpresa. Ele levantou uma mão, afastou-lhe o cabelo.




Beijou o pescoço. Sentiu-a tremer. Ela fechou os olhos. Um calor subindo-lhe pelo ventre.




-
        
Se alguém o visse ultimamente, acharia que você só pensa nisso. - murmurou por sobre o ombro.




-
        
A culpa é sua. - ele mordeu sua orelha, bravo - É você que me faz ficar assim. - falou contrariado.





'Depois de tanto tempo. Como um... idiota no cio!'




Ele moveu a mão para os seios dela. A outra segurou seu quadril. Encostou-a na mesa. A boca na nuca.




-
        
Essa noite! - a voz rouca, urgente.




Ela se arrepiou. Mole.




-
        
E se eu não for? - provocou, o calor subindo.




Ele parou.




-
        
Se sabe o que é melhor para você. - a voz séria - Obedeça. - ele ameaçou.




Ela sentiu um arrepio. Não quis imaginar o que ele faria.




Ele se afastou a contragosto. Ela sentiu falta. Voltou-se. Ele puxou a roupa, ajeitando-a displicente.




Ela sorriu.
 
O corpo ainda quente pelo que tinha acontecido.




-
        
Esses roupões de bruxo são realmente uma sorte. - falou baixo, brincando.




Ele a olhou.
 
A pouca luz tornou os olhos dele sombrios. Ele estava irritado.




-
        
E você é o meu azar! - falou alto, frustrado, quase acusando.




-
        
Severus!




Eles se voltaram para McGonagall na porta da outra sala. O rosto não era de bons amigos.




-
        
A Srtª Ventur está realmente nos ajudando. - falou séria, vindo até eles.




Depois do pequeno susto. Ela tinha olhado para ele. Viu a surpresa logo disfarçada. O desgosto.




Segurou um sorriso.




-
        
E você devia respeitá-la mais. -
 
continuou brava.




McGonagall parecia o que era: uma professora. Dando bronca num aluno.




Ela abaixou a cabeça. Apertou os lábios. Passando a mão pela testa. Controlando-se para não rir.




-
        
Hunf! - ele estava realmente bravo agora.




Escutou-o sair. Virou-se e disfarçou colocando a mão sobre um livro. Os lábios firmemente presos.




A vontade quase incontrolável.




-
        
Não se preocupe querida, eu falarei com ele. - McGonagall interpretou mal o seu gesto e seu silêncio.




Saiu atrás dele. Andando rápido.




-
        
Severus! - a voz decidida.




Quase estourou de tanto rir, mordendo a manga da roupa.




 




******




 




Os comentários estavam por todo lugar.




Lucius Malfoy e vários outros comensais tinham fugido de Askaban.




O profeta diário não dava muitos detalhes. Mas todos imaginavam o que tinha acontecido.




Diziam ter visto Belatrix Lestrange. Aurores estuporados. Você-Sabe-Quem em pessoa. Vários boatos.




O rumor de que Voldmort estava de volta se espalhou como fogo.
 





Logo desmentido pelo Profeta Diário em Edição Extra. A fuga não tinha tido ajuda de fora.




Exceto por uma varinha contrabandeada para Lucius. Não havia sinal de Voldmort ou Lestrange.




E foram poucos os que fugiram. Além de Lucius, só McNair, Crabe e Nott.




Os ânimos se acalmaram. Ou pareceram se acalmar.




Lembrou-se de Severus esfregando a marca num jantar. Parecia que tinha sido há tanto tempo.




Esperou sinceramente que o Profeta estivesse falando a verdade.




 




*****




 




Ela os encontrou depois do almoço. Firenze e Sibila. Os colares da bruxa fazendo um barulho.




-
        
Professores. - cumprimentou.




-
        
Oh, sim. Nina. Sabia que ia encontrá-la hoje. - Sibila deu um sorrisinho.




-
        
Olá, Srtª Ventur. - ele parecia compenetrado.




-
        
Você vê Firenze, como é interessante. Hogwarts está ficando quase completa. Um lobisomen, um meio-gigante, um centauro e agora uma trouxa. - falou alegre como se a idéia tivesse acabado de lhe ocorrer.




Nina ficou calada. Olhou para Firenze. Rígido.




-
        
Profª Sibila, creio que já andou muito por hoje. - ele falava devagar, firme - Ar demais também pode... desconcentrá-la.




Ela pareceu preocupada de repente.




-
        
Bem, então eu já vou. Tenho de dar aula hoje à tarde. - disse acenando com a mão enquanto se afastava.




-
        
É estranho. Ela nunca sai de sua torre.




-
        
Eu a convenci que lhe faria bem pegar um pouco de ar puro.




Ela acenou com
 
a cabeça entendendo. Firenze a encarou. Olhos azuis profundos.




-
        
Não deve se preocupar com o que ela disse. Não teve a intenção de ofendê-la.




-
        
Eu sei. Ela é só... despreocupada.





'Inconseqüente. Tola'




-
     Sim. - ele parecia quase ler sua mente.




Era estranho andar assim. Com um centauro. Os cascos faziam barulho no chão.




Ele olhou para além do lago congelado. Ela imaginou se ele sentia falta. Como ela.




-
    Você também não pode voltar, não é? - ela perguntou.




Ele não respondeu. Ela voltou os olhos na direção em que os dele estavam.




-
     Pelo menos você pode olhar sua casa. E sempre há esperança. Eles ainda podem... entender.




-
     Eles não vão entender.




Ela suspirou. Ele se foi.




Ela ficou ali. Num silêncio cheio de lembranças.



 




 
****




 




Draco tinha ouvido os comentários sobre a aula de terça-feira. Não tinham parado durante a semana.




Só tinham diminuído com a notícia da fuga.




Ele estava furioso. Snape não podia falar assim com ele. Ele sabia de uma coisa sobre professor Snape.




E sentiu-se mais seguro agora com o pai fora de Askaban.




Voltou mais cedo do almoço resolvido. Isso não ia ficar assim. Quem ele pensava que era?




Foi direto às masmorras. Bateu.




Professor Snape apareceu na porta.




-
      
O que você quer, Sr. Malfoy? - ele estava frio.





'Agora é Sr. Malfoy, não é?'




-
      
Posso entrar?




Não esperou resposta, entrando devagar. Ele não ia se arriscar que alguém ouvisse a conversa.




-
      
Queria saber por que o Senhor falou daquele jeito comigo na sala. Fiz alguma coisa errada? - tentou não soar arrogante.




-
      
Você fez? - A voz saiu alta, dura, provocativa - E desde quando, Sr. Malfoy, - ele cruzou os braços deliberadamente - lhe dei o direito de me questionar?
 





Draco ficou pálido. Quase recuou.




-
      
E-eu só queria saber o que está acontecendo.




-
      
O que está acontecendo,
Sr. Malfoy? - levantou uma sobrancelha, irônico - Por que você não me diz?




Draco molhou os lábios. Sempre fazia isso quando estava nervoso. Lembrou-se do que Goyle havia lhe dito.




Tomou coragem.




-
      
Como eu poderia saber? Não fui eu que esqueci o quê e quem é importante.




Snape descruzou os braços. A expressão pesada, séria. Tempestade à vista.




-
      
O que você quer dizer com isso? -
 
sibilou.




Draco, apesar do medo, estava quase desafiador.




-
      
Não sou eu quem está conspirando com o inimigo.




Snape tinha os olhos injetados. O agarrou pelo colarinho. Draco ficou assustado com a expressão dele.




-
      
Explique-se! - sibilou.




Draco agora estava apavorado. Estava difícil respirar.




-
      
Goyle a viu na outra noite entrando aqui. - falou rápido - Ele escutou vocês conversando.




Snape relaxou a pressão. As coisas estavam se complicando.




Isso não podia se espalhar. Tinha que terminar aqui e agora.




-
      
Quem mais sabe disso? - exigiu, quase sacudindo Draco.




-
      
S-só eu, Crabe e Goyle.




Ele o soltou. Ainda podia ser feito algo. Tomou uma decisão.




-
      
Ela veio aqui porque foi atacada por estudantes estúpidos. - E eu espero, sinceramente, que não tenha sido nenhum de vocês. - ele ainda soou ameaçador.




-
      
N-não senhor.




Ele se aprumou.




-
      
Se ela fosse a Dumbledore, as coisas não iam ficar boas. Ela pode ser uma trouxa, mas ainda é uma funcionária de Hogwarts. E advinha quem são conhecidos por não gostarem de trouxas e sangues-ruins?




Draco molhou os lábios de novo.




-
      
Sonserinos.




-
      
Exatamente. Por isso cuidei dela aquela noite. E ela não foi falar com o Diretor.




Ele se lembrava do aviso raivoso que o professor havia dado na aula.




Severus se abaixou de novo encarando Draco ameaçadoramente.




-
      
Se isso se espalhar, eu saberei quem foi. E pode ter certeza de que farei com que se arrependam. Ninguém deve saber.




Draco recuou. Estremeceu.




-
      
Isso não vai se espalhar, Senhor.




Olhou para Draco atentamente. Ele parecia assustado o bastante.




Seria perigoso se isso fosse parar nos ouvidos de Lucius em fuga.




-
      
Tenho certeza que não, Sr. Malfoy. Agora vá! - apontou para a porta.




Nina escolheu aquele momento para aparecer na porta sorrindo. Ele abaixou a mão.




-
      
Ah. - parou ao ver Draco - Professor Snape, eu trouxe os registros que pediu.




Severus hesitou um segundo, virou-se. A expressão dura. Draco observava-os.




-
      
Se algum dia eu vir precisar da ajuda de qualquer trouxa, podem me colocar no Saint' Mugos. - ela abaixou a mão devagar, olhando-o surpresa - Eu lhe aconselho Senhorita Ventur, a voltar para seu... trabalho. - cuspia as palavras - Você pode ficar em Hogwarts por pena de Dumbledore, mas nas masmorras mando eu. E
elas não são o lugar adequado para... trouxas. - ela estava pálida pela agressão - Eu espero ter deixado bem claro que não quero vê-la mais aqui para seu próprio bem.




Descrença.




Ela viu Draco que sorria.




Castanhos procuraram negros.
 
Não conseguiu ver nada lá.
 
Só vazio, frio. Aço.




Decepção. Sentiu-se cansada de repente.




Dor. Não entendia de jogos. Talvez tivesse sido só sexo para ele. E por pouco tempo. Sentiu-se usada.




Respirou.




-
      
Não se preocupe, professor Snape. - a voz baixa - Eu lhe asseguro que não cometerei esse erro novamente.




Virou-se, andando devagar. Quando virou o corredor, encostou-se na parede, tentando se controlar.




Foi então que percebeu que os registros ainda estavam em sua mão. Duas lágrimas desceram.




 
 




Ele falaria com ela depois. Esclareceria.




A boca numa linha dura. Não se lembrou da última vez que fez isso.




Virou-se para Draco, as emoções em tumulto. Raiva pelo que tinha sido obrigado a fazer.




-
      
O que ainda faz aqui Sr. Malfoy?




Draco saiu depressa.




 




****




 




Ela voltou para a sua sala. Sentou-se com as mãos no rosto. Estremeceu.




Limpou as lágrimas. Não podia deixar que a vissem assim.




 




Conseguiu agüentar até a tarde.




Já estava na hora de ir para seu quarto tomar um banho. Para um jantar que ela não iria.




A perspectiva de ficar sozinha em seu quarto a deprimiu mais ainda.




Sentou-se. Tentou se controlar.




Não conseguiu mais. Abaixou a cabeça e começou a chorar.




Não ouviu os passos.




 




'Maldição. '




Ele só poderia procurá-la depois das aulas. Ou após o jantar.




Era melhor que ela estivesse em sua sala agora. Sozinha.




Não podia arriscar que fossem vistos juntos. Lucius era perigoso. Ela entenderia.




 




-
      
Nina. - uma voz suave.




Sentiu uma mão em seu ombro.




-
      
O que aconteceu?




Ela tentou limpar o rosto. Levantou-se. Ele a segurou, delicado mas firme.




-
      
O que houve?




Ela olhou naqueles olhos doces e preocupados. Ele era tão... tranqüilo. Ele nunca a magoaria.




Por que não pôde se apaixonar por ele? Seria tudo tão mais fácil.




Ela não agüentou mais. Soluçou. Ele a abraçou. Ela se abandonou e chorou todas as lágrimas que ela tinha.




Ele acariciava seus cabelos embalando-a.




-
      
Shiiiiiiiii. Tudo bem. Está tudo bem. - falou suave - Conte-me o que aconteceu. Eu a ajudarei.




'Se aquele Snape...'




Ela estava em seus braços. Pensaria no idiota do Snape depois.




Ele abraçou-a mais forte e colocou seus lábios nos cabelos dela.




-
      
Mas que cena mais tocante!




Eles se afastaram. Ela limpou os olhos. Severus estava na porta e parecia que já há algum tempo. Furioso.




Ela nunca o vira assim. Ele parecia que ia matar alguém.




-
      
Pensei que isso fosse uma escola. Não uma espelunca barata! - voz de aço, furiosa.




Suas narinas tremiam.




Ela teve medo. Este era o Comensal.




Lupin deu um passo à frente.




-
      
É melhor segurar sua língua, Snape. Você não sabe do que está falando.




-
      
E é melhor VOCÊ segurar suas mãos!




-
      
Eu toco em quem eu quiser! Até onde eu sei Nina não é sua propriedade!




Ele também deu um passo à frente. Quase espumado. Sua mão foi em direção à varinha. Estreitou os olhos.




-
      
E por acaso ela é sua? - soou perigoso, pronto.




Lupin pegou a vara dele.




Isso estava ficando fora de controle. Percebeu assustada. Ela tinha que fazer alguma coisa.




Colocou-se entre eles.




-
      
Parem já com isso! Eu não sou propriedade de ninguém! - virou-se para Remus - Não preciso de ninguém para assumir minhas brigas. -
 
Depois voltou-se - Professor Snape, se tem alguma coisa para dizer ou se quer alguma coisa, diga! Se não quer, EU quero fechar aqui e ir para meu quarto descansar.




Ele hesitou. Olhos que se encontram. Fúria contida a custo.




-
      
Não. Eu não tenho nada a dizer.




Virou-se. Ela só viu os roupões que se iam. Suspirou.




Olhou o chão de pedras.




O que será que ele queria?




Talvez só estivesse passando. Não. Ele nunca fazia nada sem propósito. Ou vindo buscar os registros.




Bem, não importava agora. Ela não ia saber mesmo. Sacudiu a cabeça em desalento e olhou para Remus.




Sorriu. A despeito de tudo, ele tinha tentado ajudá-la.




-
      
Obrigada.




Ele sorriu de volta. Guardou a varinha.




-
      
Quando precisar. Quer que eu a acompanhe até seu quarto? - ele estava um pouco tímido?




-
      
Não, está tudo bem. Só quero descansar. As coisas vão parecer melhores amanhã.




Ele parecia indeciso.




-
        
Não que me contar o que houve? - pediu calmo, quase doce.




Ela viu preocupação. Interesse.




Os olhos incomodaram de novo. Controlou. Sacudiu a cabeça sem falar.




Ele tentou sorrir.




-
        
Vamos, eu a ajudo aqui.




 




 
*****




 




Ele voltou às masmorras. Deu a contra-senha.




Entrou. Olhou sem ver. Os olhos esgazeados.




-
      
Aquele...




Pegou o primeiro objeto que estava à mão e jogou isso longe.
 
Aconteceu de ser um vidro com algo gosmento que soltou guinchos estranhos enquanto se contorcendo.





' Inferno!'.



Ele não viu. Socou a mesa. Sua mão doeu. Não se importou.




' Maldição. Mil vezes maldição!'




Ouviu os guinchos. Olhou o chão. Percebeu que a varinha ainda estava em sua mão. Levantou-a.




-
       Reparo! Evanesce!




Guardou a varinha. Não conseguia deixar de vê-la com Lupin. Nos braços dele.




Podia tê-lo matado.




Imaginou que para ela, Remus só a estava consolando. Mas se ela ainda não tinha percebido, ele tinha.




Lupin estava sempre perto. Sempre sorrindo. Sempre...




Talvez nem mesmo ele, tivesse notado ainda. Sacudiu a cabeça.




Ela era boa com ele. Principalmente depois das noites de lua cheia. Os passeios. As conversas.




E ele estava sempre olhando-a.




Querendo-a.




Jogou tudo o que estava na mesa no chão.



 



******



 






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