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A culpa
-O que aconteceu com ela?
Madame Polfrey deu a volta na cama e aproximou -se com uma pequena lupa nas mãos. Prof.Minerva fez um gesto para que Rony se calasse e esperaram.
-Oh, isso é terrível! – ela disse afinal. Alarmada deu a volta pela sala e abriu o armarinho perto de uma das camas. Seus olhos arregalaram-se e ela afastou-se. – Ele sumiu!
-O que? Quem sumiu?
-O Monstro de Tor! Ele estava bem aqui ontem a noite quando fui deitar-me! – disse a prof.Minerva. –E isso... – apontou Hermione – Só pode ser obra dele!
-Não é possível! – Minerva olhou para a menina inconsciente na cama. – Como pode sobreviver dentro dela? Hermione tem o Dom de incapacita-lo e enfraquece-lo!
-Sim...mas só quando está no domínio de sua própria consciência. Desse modo ele não pode afeta-la. Porém, agora, do modo como ele a atacou... – madame polfrey baixou a cabeça – não há nada que possamos fazer...
-Heldor! – disse prof.Minerva – Vou agora mesmo escrever a ele. Ele precisa voltar urgentemente!
Com essas palavras desapareceu pela porta. Rony e Harry se entreolharam e Rony moveu-se para perto do leito segurando a mão gelada de Hermione entre as suas mãos quentes.
-Como isso pode acontecer? – sussurrou como se esperasse que ela pudesse responder-lhe.
-Alguém deve Ter roubado o frasco onde ele estava preso. – disse madame polfrey nervosa – Eu chequei tudo antes de sair. Ele estava aqui dentro como nos últimos dias! E o vidro era encantado! Dumbledore o enfeitiçou pessoalmente! – disse inconformada!
-Mas como poderia Ter quebrado um feitiço de Dumbledore? – Rony perguntou inconformado.
-Eu realmente não sei. – madame polfrey torceu as mãos no avental pensando em uma alternativa. Qualquer coisa.
-E se não foi uma pessoa? – Harry perguntou lembrando-se de algo – Ontem a noite a janela da torre estava aberta e vi uma águia saindo por ela. No começo achei que fosse uma coruja, mas não era. Não dei atenção na hora, mas pensando nisso agora...seria possível que uma animago pudesse quebrar o feitiço de Dumbledore?
-Sim...ao tornar-se animal, seria sim possível quebrar qualquer feitiço realizado contra a espécie humana. Mas não outros animagos na escola, Harry. Mesmo os ilegais, - disse antes que Harry pudesse abrir a boca para sugerir isso – são completamente conhecidos por dumbledore. Todos. Podem esconder do Ministério, mas nunca dele. Ainda mais dentro das portas desse castelo.
-Eu sei... – desanimou-se.
-Mas... – Rony interferiu ainda segurando a mão sem vida de Hermione – Se alguém usou polissuco para virar um animal? Não é comum, mas uma vez Hermione errou a poção e ficou metade gato, lembra, Harry? Talvez alguém tenha tentado o feitiço ao avesso e dado certo. – sugeriu.
-Talvez... Mas quem se arriscaria tanto assim? – perguntou madame Polfrey.
Harry havia se abaixado para pegar algo no chão. Um pequeno pedaço de metal que chamara sua atenção.
-Eu já sei quem foi e sei o motivo – informou, endireitando o corpo e segurando a peça para que todos vissem – Draco Malfoy – em suas mãos o broche da Sonserina.
Draco viu de longe prof.Minerva sair praticamente correndo da enfermaria. Sorriu. Àquelas horas a traidora estaria presa naquela cama dependente de qualquer ajuda.
Seu pai ficaria orgulhoso de saber que a punira. Talvez com isso conseguisse provar a ele que os boatos que ouvira eram mentira e que ele não estava a fim de uma sangue ruim.
Passaram-se vários minutos até que saísse de lá outra duas figuras dignas de pena: Madame Polfrey e Harry Potter. Seus passos eram apresados e rápidos e logo sumiram de suas vistas.
Draco observou por um minuto a porta entreaberta da enfermaria e dizendo a si mesmo que desejava tripudiar sobre o sofrimento dela, aproximou-se e espiou pela lacuna entre a porta e o batente.
Havia apenas uma cama ocupada e Hermione ressonava como se estivesse morta. Seus cabelos sem vida e a pele opaca destacando -se na fragilidade de seu pequeno corpo. Sentado na cama, segurando sua mão, Rony.
Bem, eles eram oficialmente namorados, pensou Draco. Natural que ele ficasse junto dela. Então porque sentir tanto ódio?
A mão desocupada dele vagou pelo rosto de Hermione acariciando sua bochecha e tocando de leve seus lábios.
-Eu sei que pode me ouvir, Hermione. Quando estive na mesma situação eu podia ouvi-los embora vagamente.
Draco revirou os olhos. Ele era patético.
-Você não está sozinha. Mesmo que pareça assustador onde você esta agora, e que apenas deseje que tudo termine e você possa ficar em paz, ainda assim não desista, porque nos não desistiremos de você. – beijos sua mão, e a levou até o peito.
-Lembra-se do que dissemos ainda hoje? É pra sempre, Hermione. Então não desista. Harry foi buscar Snape. Eu sei, parece terrível. Mas ao que parece Snape teve uma discussão com Dumbledore e por isso ele pediu para afastar-se. Achamos que se o Harry se humilhar bastante o snape volta apenas pela satisfação de vê-lo assim. – sorriu – Você detestaria isso, eu sei. Mas é necessários. Heldor está incomunicável; e dumbledore...parece que esqueceu-se da escola. Esqueceu-se de nos todos. Mas não se preocupe, daremos um jeito. Nos sempre damos, não é?
Suspirando Rony tornou a acariciar sua pele, alisando seu braço inerte.
-Prof.Minerva vai chamar seus pais, Hermione. Será a primeira vez desde a fundação da escola que trouxas pisam aqui. Prof. Minerva usou a lareira para falar com minha mãe e eles estão indo pra sua casa falar com seus pais. Espero que minha mãe se contenha e não os assuste muito. – tentou sorrir. – Daqui a pouquinho madame Polfrey volta com a prof.Minerva e vão me expulsar daqui. Eu quero passar a noite cuidando de você, mas não vão deixar. Por isso eu quero que lembre-se, Hermione, por pior que seja o pesadelo e por maior que seja seu medo, você não está sozinha. Eu estou aqui. Pra sempre.
Malfoy soltou a respiração lentamente. Via os olhos dele cheios de lágrimas e pensou que deveria sentir-se satisfeito. Era esse seu plano não era? Então porque sentia aquele arrombo no estômago? Aquela sensação horrível de Ter perdido algo importantíssimo?
Afastou-se da porta ao ouvir passos que vinham em sua direção. Escondeu-se e ficou ali boa parte da noite. Era quase manha quando Harry e rony deixaram a enfermaria sobre protestos.
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