CAPITULO 4
McGonagall não sabia o que era um beijo.
Isso era diferente de tudo que ela supôs ser. Calor. Calor insano a percorreu. Seu busto doía como se estivessem sendo infamados. Seus lábios formigavam sobre a pressão dos lábios de Trevor. Seu ar era pouco e ela quase não percebia o movimento das mãos dele em sua cintura e cabelos a trazendo tão perto que poderiam virar um só a qualquer momento.
Ele se afastou e a fitou tão longamente com olhos nublados de desejo que ela sentiu que aquilo estava errado.
-Me solta – sussurrou.
-O que? – ele perguntou incrédulo.
-Eu disse para me soltar... – o empurrou para longe.
-Eu não entendo...você veio atrás de mim, você me persegue em sonhos! Você! – ele segurou seus braços com força – Você está me enlouquecendo!
-Trevor... –ela sentiu o corpo amolecer.
-Sabe meu nome? O que você é? Uma fantasia? Estou ficando louco, é isso? Tem idéia de como você me perturba, do quanto mexe comigo... – ele disse muito baixo, ainda a apertando com dedos fortes. Seu rosto perto de seu pescoço, os lábios quentes a deixando arrepiada.
Aquela certeza sobressaiu ao medo. Não era errado. Era certo. Trevor a soltou esperando sua decisão. Ela estendeu a mão em sua direção, e ele segurou sua mão como um menino guiado pelos pais.
Não disseram nada. O percurso até o quarto da cortesã foi curto. Passos que ecoavam em toda masmorra do cabaré.
A pobre infeliz havia sido isolada para o lavabo e a cama livre foi um convite para Trevor.
A porta se fechou atrás deles dois e ele se aproximou.
McGonagall afastou-se um passo e afastou as mãos dele.
Seus olhos não escondiam o medo, a vontade e o desejo. Mas ele não deveria estragar o momento. Sentou-se na beira da cama, enquanto ela ficava de pé a sua frente.
Ela tirou as luvas lentamente, deixando-as caírem ao chão, junto com os sapatos delicados de seda. Olhos nos olhos.
Os botões do vestido foram os próximos. Trevor sentiu o exato momento em que ela tremeu de antecipação. O vestido escorregou por seus ombros, revelando a pele branca e tenra. Desce mais e mais revelando o curvilíneo corpo nu.
Ela não se moveu. Ficou exposta a sua aprovação. E ele não soube o que dizer. Tremores a percorriam, e ela não tentou se cobrir ou fugir dele quando ele se ergueu.
Outra mulher qualquer não mereceria tanta atenção ele pensou. Mas ela não era uma mulher qualquer. Ergueu as mãos e soltou o prendedor que mantinha parte do cabelo longo, muito castanho e e sedoso preso, jogando-o em algum lugar do quarto e se afastando um passo para fita-la.
Ela esperava. Ele sentia que ela esperava que ele se decidisse. Conduzisse-os.
Minerva ficou quieta apenas esperando que ele demonstrasse o que estava sentindo. O desejo era evidente, mas ele não se aproximava.
Fechou brevemente os olhos quando ele começou a despir-se. A casaca foi ao chão, a camisa, revelando o peito moreno que ela tantas vezes já vira. Coxas fortes, pernas longas. Aquela masculinidade excitada que ela jamais vira na vida.
Medo a fez desviar os olhos, mas a curiosidade a fez olhar novamente. Ele riu um pouco, notando sua timidez.
Ela sorriu e o sorriso tornou-se um gemido quando ele estendeu a mão afastando seus cabelos dos ombros, roçando seu ombro.
-Eu quero amá-la. – ele disse simplesmente, pedindo permissão com os olhos.
-Seja cuidadoso comigo – conseguiu sussurrar.
-Eu serei. – ele sorriu, tomando sua mão e a trazendo para a cama, onde a deitou no colchão macio – Você é tão suave. Tão delicada. – ele disse encantado, fitando seus seios jovens, seus quadris redondos, sua intimidade rosada e molhada.
McGonagall pensou que não era isso que queria.
-Não, Trevor... Não o quero delicado – sentou-se na cama, para sua surpresa – Quero que seja como é com elas todas...Me ame como se eu fosse uma delas.
Cpa. pequenininho, porque liga a outro bem...interessante.
*Autora corada de vergonha.*
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