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18. No Beco Diagonal


Fic: Harry Potter e o Prêmio de Riddle


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Harry acordou cedo na manhã seguinte, achou que fosse por causa dos roncos de Rony, mas na verdade fora porque alguém estava muito próximo dele, lhe soprando o ouvido. Harry abriu os olhos, mas não reconheceu quem era.

- Bom dia. Vim lhe trazer o café, a Mione falou que você queria falar comigo. — Gina parecia animada e Harry já se sentia mal por acabar com o humor da garota.

- Sim eu queria, mas a Mione foi precipitada. —Disse Harry se sentando na cama e colocando os óculos. — O que eu tenho pra falar com você vai tirar o seu sorriso do rosto, então eu preferiria ter essa conversa mais tarde.

- Tudo bem então. — Disse a garota sem graça. — Bom, pelo menos toma o seu café. Mamãe vai nos levar ao Beco Diagonal daqui a pouco pra comprarmos os nossos materiais.

- Eu não me lembro de ter te falado se voltaria a Hogwarts ou não. — Harry pegou uma das torradas que Gina trouxera.

- A Mione me falou, eu fiquei muito feliz ao saber. — Gina também pegou uma torrada e a colocou na boca com um enorme sorriso.

- Então por isso o café da manhã na cama? —Brincou Harry também sorrindo.

- Não seu bobinho, você sabe muito bem o porque do café.

- Snuf, snuf. Que cheirinho bom. É torrada? —Rony acabara de acordar.

- É, mas as suas estão lá embaixo. — Falou Gina se sentando na beirada da cama de Harry.

- Por que o Harry tem café da manhã na cama e eu não? — Perguntou Rony lançando olhares gulosos as torradas.

- Porque a Mione não perderia seu tempo trazendo café pra você. — Respondeu Gina.

- Pega uma pra você ir matando a vontade até chegar lá embaixo. — Harry atirou uma torrada pra Rony.

- Não sei se ela dura até lá embaixo, mas você já está sendo melhor que minha irmã. — Falou Rony antes de se levantar e sair do quarto.

- O que você tem a me dizer, tem haver com nos dois? — Perguntou Gina timidamente roendo uma torrada que nem um gatinho, segurando com as duas mãos.

- Tem, tem haver não só com nós dois, mas tem em especial com nós dois já que... Já que... Você sabe. Tem haver com todos, bruxos e trouxas, mas também é um dos motivos pelos quais não podemos ficar juntos.

- Por que você não me diz agora então? Não se preocupe, não vou ficar chateada. — Acrescentou ao ver a cara dele de que isso não era uma boa idéia.

Harry começou a contar tudo desde o dia em que Dumbledore revelou o conteúdo da profecia a ele, contou depois das aulas particulares que tivera com Dumbledore, explicando tudo sobre a vida de Tom e as horcruxes e a missão que teve com Dumbledore no dia da morte dele.

- Então aquela taça não era um presente da Cho, era uma Horcrux e você fez o que eu estava arrumando um jeito de fazer. Destruí-la. — Concluiu Harry um quarto de hora depois.

Gina ficou fitando Harry por uns minutos sem dizer nada, Harry julgaria que ela estava chocada, mas ela mantinha uma expressão séria, ela não parecia temer e nem se desesperar, ela estava séria.

- Você sabe que pode contar comigo para o que precisar, sei que você não quer minha ajuda, mas eu posso ser útil de alguma maneira. — Gina finalmente falou fitando Harry seriamente.

- Bem, se você quer me ajudar, basta pensar um pouco em tudo que eu te relatei e tentar descobrir o que são as horcruxes restantes e onde elas possam estar, além de me ajudar a descobrir quem é R.A.B. —Harry terminou de beber o chá. — Afinal, agora você sabe tudo que eu sei e isso é tudo que tenho pra matar Voldemort, esse é o poder que eu tenho que Voldemort desconhece: O Conhecimento do Maior Segredo dele. — Riu Harry com sarcasmo.

- Dumbledore desde início não manteve segredo sobre o poder que você tem que Voldemort desconhece. — Gina se levantou da cama de Harry e saiu.

- Eu posso amar. — Falou Harry para si mesmo. — Não posso não Gi, todos que eu amo morrem.

Harry se levantou triste e se sentindo mole e pesado e foi tomar um banho quente. Três quartos de hora depois, Harry descia as escadas e seguia para a cozinha da Mansão Black que agora pertencia a ele.

- Eu já estava indo subir pra ver se você não tinha tentando se afogar durante o banho. — Brincou Rony quando Harry entrou na cozinha.

- Eu bem que tentei, mas fracassei mortalmente. A que horas saímos?

-Agora.

Harry, Rony foram para a entrada da casa onde a Sra. Weasley e o Sr. Weasley já aguardavam junto de Gina.

- O Ministério emprestou carros novamente e lá encontraremos reforços. — Falou o Sr. Weasley abrindo a porta para que todos saíssem.

Do lado de fora um carro do Ministério já os aguardava, os quatro garotos foram, confortavelmente, no banco de trás, enquanto o Sr. e a Sra. Weasley foram no banco da frente junto com o motorista. Em poucos minutos eles chegaram a’O Caldeirão Furado, onde Harry achou que fosse alguma brincadeira.
Parados enfrente ao bar estalagem estavam, nada mais nada menos que Rufo Scrimgeour ladeado por mais de vinte Aurores, que Harry reconheceu alguns, como Quim e Tonks, que estavam anormalmente sérios.

- Ele só pode estar de brincadeira. — Falou Harry desacreditado.

- Bem, pelo menos não precisaremos nos preocupar com assaltos, quem seria louco de tentar? —Esganiçou-se Rony.

- Acho que nem meus pais chegariam perto. —Falou Hermione espantada.

- Harry, Harry, que bom revê-lo. — Saldou o Ministro abrindo a porta para que Harry saísse. — Que festinha a de ontem, hein?

- Pena não poder dizer o mesmo Ministro, que palhaçada é essa? — Perguntou Harry ainda incrédulo com a cena. Harry ajudou Gina e depois Hermione a saírem do carro antes de se voltar para o Ministro.— Eu gostaria de algumas explicações.

- Estamos aqui para guardá-los, enquanto fazem suas compras. Existem Comensais a solta por aí, caso você não saiba. — Falou o Ministro com um tom infantil.

- Mas é claro que eu sei, estão atrás de mim e você só prende pessoas inocentes, claro que os Comensais estão à solta. Provavelmente você deve ter soltado os que eu prendi ontem. Onde estão os reportes, creio que você trouxe um batalhão deles. — Falou Harry olhando de um lado para o outro com uma mão por cima dos olhos com se quisesse tampar o sol para enxergar melhor. — Gostaria de dar umas palavrinhas.

- Quer você acredite ou não estamos aqui para a segurança de todos vocês. Estamos aqui para servi-los. — Falou o Ministro fazendo uma reverência.

- Então abra a porta para que a Sra. Weasley possa sair, isso seria educado. — Harry já ia passando com descaso pelo Ministro, mas antes falou: — Já que você está aqui para nos servir, trás pra gente um capuccino, bem quentinho falou? — Alguns Aurores sorriram, mas Tonks riu desbocada o que fez o Ministro fechar a cara amigável que tinha para Harry e abrir a porta para ajudar a Sra. Weasley sair.

Harry entrou no bar seguido de perto pelos Weasley e Hermione, logo em seguida vieram os Aurores e o Ministro.
Hermione havia pedido para Minerva mandar a lista de materiais para ela, Harry e Rony, para que Gina não desconfiasse da surpresa, Hermione também havia escolhido os livros texto de Transfiguração e Defesa Contra as Artes das Trevas para Harry.
Eles primeiro passaram no Gringotes, onde encontraram Gui, que estava com uma aparência muito cansada, que tirou ouro para que eles fizessem as compras.

Primeiro compraram os kits para Poções, foram à loja de animais para comprar comida para Edwiges, a coruja de Harry e Pichitinho de Rony, Bichento, o gato de Hermione e Arnaldo, o mini-pufe de Gina.
Foram depois a Floreios & Borrões comprar os livros, que Harry achou um desperdício, mas aproveitou para pegar alguns de primeiros-socorros que eles precisavam praticar, e por fim foram comprar vestes novas.

Harry tentou pensar em uma maneira de desviar dos Aurores, do Ministro, do Sr. e da Sra. Weasley e Gina, para ir a Travessa do Tranco, mas quando deu uma olhada a sua volta, imaginou que seria difícil ir ao banheiro sozinho, mesmo com sua capa de invisibilidade.

- Pelo visto só iremos a Borgin & Burkes depois de Hogwarts. — Sussurrou ele para Hermione.

- Pelo menos, cercados desse jeito, Voldemort teria que lançar mais de vinte maldições para chegar perto de você. — Sussurrou ela de volta.

- Eu gostaria que ele chegasse perto de mim agora.

Os Aurores olhavam embaixo de cada pedra e na curva de cada esquina, antes de permitirem passagem a Harry, Hermione e os Weasley. Aquilo estava sendo cômico e Harry achava que Voldemort jamais seria tolo para tentar atacá-lo agora. Claro que Voldemort conseguiria chegar até Harry, mas ele jamais se exporia tanto.

Enquanto eles andavam pelo Beco Diagonal, Harry via vários amigos apontando para eles, sorrindo e acenando, mas quando viam as caras fechadas dos Aurores logo tomavam os seus caminhos, até um rato fugiu quando os viu.

- E aí Harry, beleza? — Perguntou Tonks silenciosamente ao ver a cara de desânimo de Harry.

- Isso aqui tá sufocante, Tonks. Eu tinha planos hoje, será que dá pra eu ir ao banheiro? — Perguntou irônico.

- Não sei se tem algum banheiro aqui que caibam todos nós. — Tonks colocou um dedo na boca como se estivesse pensando. — E sozinho com certeza você não vai poder ir.

Harry já não agüentava mais aquele bolinho envolta deles, estavam demorando muito mais do que nas compras normais. Harry já estava implorando para que Hermione o estuporasse quando eles estavam indo embora.

- Vocês gostariam de escolta até em casa? —Perguntou o Ministro com falsa simpatia.

- NÃO! — Respondeu Harry desesperado. — Preciso respirar, e com esse tanto de gente a minha volta eu não consigo.

- Eu precisava dar uma palavrinha... — Começou o Ministro, mas a Sra. Weasley o interrompeu sem perceber.

- Tonks e Quim poderiam vir com a gente. —Comentou a Sra. Weasley. — Vou fazer aquela sobremesa que você tanto gosta Tonks. E Quim, tenho certeza que você e Arthur vão gostar de beber alguma coisa, pôr a conversa em dia.

- Assim que acabar o expediente iremos direto pra lá, Molly. — Respondeu Tonks, Quim se limitou em fazer um aceno com a cabeça.

- Não Ministro, o senhor não está convidado. —Falou Harry balançando a cabeça quando o Ministro abriu a boca. — Preciso de espaço e você já tá me incomodando, vê se desgruda.

- Harry! — Repreenderam a Sra. Weasley e Hermione.

- Sinto não poder estender o convite Ministro, mas... Mas, não temos mais lugares. — Justificou a Sra. Weasley.

- Tudo bem, pelo visto eu não seria bem vindo. —Falou olhando diretamente para Harry.

- E não espere convite para o Natal. — Falou Harry quando o carro dava partida.

Eles deslizaram suaves até o Largo Grimmauld, onde desembarcaram com a compra e entraram correndo para não se exporem muito do lado de fora.

Harry já estava muito incomodado e aborrecido com tanta intromissão do Ministro. “Afinal, quem ele pensa que é?”, pensava Harry socando a janela do quarto enquanto esperava a Sra. Weasley o chamar para o jantar, ele estava morrendo de fome, passaram o dia inteiro no Beco Diagonal, enquanto, não teriam demorado mais que duas horas se fosse Hagrid, ao invés daqueles Aurores e o Ministro.

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