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23. Capitulo 23


Fic: Pureza Roubada - Hinny Completa


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O mês de julho foi quente e úmido. Gina adquiriu o hábito de passear pelos jardins todas as manhãs e fins de tarde. Aos olhos experientes de Molly, a gravidez da filha estava em franco progresso. Por mais difícil que fosse segurar a língua, ela estava conseguindo respeitar a privacidade de Gina. Esperava com paciência que esta resolvesse abrir o coração.


Gui apareceu em casa no final do mês. Sua missão era convencer Gina, por ordem de lorde Weasley, a seguir com ele para a corte, a fim de juntar-se ao marido. O que os irmãos conversaram, lady Molly não ficou sabendo. Mas Gui deixou a casa materna num estado de fúria que a mãe jamais vira.


Indo à procura de Gina, Molly encontrou-a bastante aborrecida.


— O que aconteceu? O que disse a seu irmão que o fez partir tão zangado?


— Apenas que eu não pretendia ir para a corte cobrir de vergonha meu marido, exibindo a barriga na frente do imperador e de todos aqueles mexeriqueiros de plantão.


Gina não se deu conta ao falar do quanto suas palavra soavam amargas. Tinha partido da Saxônia com a esperança de estar carregando no ventre um filho, que permaneceria para sempre como um pedaço de Harry em sua vida.


Como fora punida pelo pecado de amar um homem sem os laços sagrados do matrimônio! Agora o bebê tão desejado seria chamado por todos de bastardo, mesmo que o verdadeiro pai o reconhecesse. Por causa da criança, via-se impedida de ir para o lado do marido e assumir o lugar que era seu por direito na corte. Mas como fazer isso? O bebê estava se desenvolvendo depressa, e sua barriga já se distendera, e no entanto mal fazia um mês que se casara com Harry. Ainda se lembrava da vergonha que Cho Chang o fizera passar. Ela não seria a causa de o marido ter de lutar para defender-lhe a honra. Podia poupar-lhe pelo menos isso.


Nos últimos dias, vinha tomando consciência de que já não pertencia mais à sua terra natal, mas também não conseguia ver-se regressando a Emory e apresentando-se ao povo do feudo como sua legítima esposa.


Um mensageiro trouxera notícias de lorde Weasley, dizendo que a inspeção das fortificações continuava em andamento. Harry achava-se muito ocupado trabalhando num projeto para o imperador. Os dois primeiros navios já haviam partido para a Saxônia. Outro partiria a qualquer momento. O quarto levaria como carga os animais domésticos. O último a navegar, no primeiro dia de setembro, seria o de Harry.


Gina foi ficando cada vez mais retraída à medida que o verão ia chegando ao fim. A notícia de que o último dos navios do pai, levando seu dote, partira para a Saxônia, chegou no derradeiro dia de julho. No dia seguinte, um mensageiro chegou de Concórdia, onde vivia Hermione desde seu casamento, com a novidade que Molly havia muito esperava: o nascimento de seu primeiro neto. Mione dera à luz um robusto menino, um pouco antes da data prevista.


A alegre notícia colocou Landais em polvorosa. Molly tinha planejado estar ao lado da filha mais velha quando o momento chegasse, e agora não via a hora de partir para Concórdia.


Gina se recusou a acompanhar a mãe. A irmã morava muito perto da corte. Sendo assim, ficou observando Molly, Lilá, a ama Minerva e metade da criadagem partirem na manhã seguinte. Landais pareceu muito vazia depois da apressada partida.


A companhia dos avós durante o almoço amenizou a solidão de Gina, mas, ao retornar à ala da enorme  casa onde ficavam seus aposentos, sentiu-se perdida e mais sozinha do que nunca.


Decidida a não ficar se lamentando por coisas que podiam ser mudadas, dirigiu-se para a cozinha, com um grande cesto de vime e mandou que Garth fosse trazido até ela. E saiu para uma de suas ocupações favoritas: colher ervas e raízes medicinais.


Quando retomou, com o cesto repleto, a sensação de silêncio na casa persistia, apesar dos servos que haviam permanecido.


Entregando o cavalo aos cuidados de um cavalariço, dirigiu-se para a porta. De imediato, uma criada veio ao seu encontro.


— Chegou um visitante, milady.


— Quem é? — Removendo a rede com que prendia os cabelos, Gina sacudiu-os, satisfeita por tê-los de novo soltos sobre os ombros.


— Não entendi o nome dele, milady. Parece ser um peregrino, e fala muito mal a nossa língua. Eu lhe ofereci uma refeição, como lady Molly teria mandado. Está à sua espera no hall.


— Muito bem. — Gina entregou à criada o cesto de ervas. — Leve isso para o solário de mamãe, por favor. Cuido delas mais tarde.


A jovem criada pegou o cesto e se retirou. Entrando no grande hall, Gina viu o viajante sentado na extremidade da mesa, num local banhado em sombra. Tendo vindo da claridade exterior, ela não lhe distinguiu feições. Era freqüente peregrinos serem acolhidos ali em Landais, às vezes até ficando para passar a noite.


O roçar das saias de Gina no chão de mármore chamou a atenção do homem para sua entrada. Levantando-se, ele estreitou os olhos diante da luz forte que penetrava no hall vinda do átrio ensolarado.


— Seja bem-vindo a Landais, meu bom cavaleiro. Gina sorriu com discrição, falando. devagar para ser compreendida. — Peça que perdoe o fato de nenhuma senhora do solar se encontrar presente para saudá-lo em sua chegada. Minha mãe, lady Molly, partiu em visita, e eu estava fora colhendo ervas. Sou lady Ginevra Emory.


Enquanto falava, Gina foi avançando em direção ao visitante.


Uma vez fora da claridade cegante do sol da tarde, ela reconheceu a alto cavaleiro de pé à sua frente. Sua boca abriu-se de espanto.


— Sir Finnigan!


— Isso é verdade? — Tão abismado quanto ela, sir Finnigan quase engasgou com as palavras, em seu péssimo francês. — A senhora é a lady Emory?


No mesmo instante, ele deixou-se cair sobre um dos joelhos, o braço direito batendo no peito em respeitosa saudação. Depois, numa voz embargada pela emoção, continuou:


— Milady, em Aachen fui informado de que meu suserano havia se casado, e me encaminharam para esta casa. Estou pasmo…


— Não mais do que eu — respondeu Gina, no mesmo saxão que ele passara a usar para se fazer compreender melhor.


O choque do mordomo-mor fora tão grande que seu rosto ficara acinzentado e seus lábios se moviam sem que ele conseguisse pronunciar os pedidos de desculpas que sabia que Gina merecia.


Com gentileza, Gina tomou-lhe as mãos.


— Está tudo bem, sir Finnigan. Não lhe guardo rancor.


— Eu devia ter sabido. — lamentou-se ele, pondo-se de pé aos poucos.


Gina o abraçou, tranqüilizando-o, mas ele continuou:


  — Você nunca pareceu ser uma simples criada. Está tudo bem com a senhora? E quanto a meu suserano? Lorde Harry se encontra aqui?


— Não. — Sacudindo a cabeça, Gina deu um passo para trás, estudando a fisionomia do cavaleiro. Ele parecia bem, apesar de esgotado da viagem. —  Harry não está aqui. Está na Normandia, acho. Que notícias traz de casa, sir Finnigan?


  — Que bom que eu a encontrei. Em Emory  fomos informados de que sir Harry havia libertado a escrava de nome Gina.


Assim que acabou de falar, a mordomo-mor olhou preocupado em torno do hall, com receio de que suas palavras tivessem sido ouvidas.


— É verdade — respondeu Gina em tom solene. — Não se preocupe, pode falar com tranqüilidade. Ninguém  aqui entende saxão.


De novo sir Finnigan deixou-se cair de joelhos diante dela, agarrando-lhe as mãos. E, quando tornou a falar foi num tom de voz baixa, mas carregada de desespero. — Eu pretendia implorar de joelhos a milorde Falcão para que ele me dissesse onde encontrar a mulher que mencionei.


 


— Por quê? O que aconteceu?


— As crianças, os bebês de Emory estão em perigo, milady.


Com um gritinho assustado, Gina levou uma das mãos ao seio, as pernas trêmulas mal lhe sustentando o peso. — Fale, sir Finnigan. O que houve?


— Uma terrível febre, milady, que já levou cinco dos nossos bebês, e duas das mães com eles. Tenho receio de que contamine os habitantes da torre, e que minha própria pequena Anne e Elspeth não escapem da morte provocada pela febre intensa e por caroços infectados na pele.


— Oh, não! Que doença é essa? Uma praga?


— Não conheço a doença. Só sei que o feudo de meu suserano está em perigo, e esse tipo de perigo nossas excelentes defesas não conseguem deter. Todos em Emory sabem que foi a senhora que salvou a vida de sir Longbotton quando ele estava para morrer a bordo do navio de milorde. Poderia vir comigo? O navio que me trouxe pode nos levar para casa em cinco dias. Precisamos desesperadamente da senhora, milady.


— Sem dúvida, sir Finnigan. Vamos partir em seguida.  Vou me preparar para a viagem e pensar em algum jeito de deixar uma mensagem cifrada para meu marido. Os olhos castanhos de Gina se estreitaram enquanto ela tentava pensar em tudo o que devia ser feito, e depressa: — As coisas não estão muito boas para Harry por aqui. O imperador o mantém sob estreita vigilância tempo todo. — Apertando as têmporas, continuou: — Trate de descansar um pouco, sir Finnigan. Prometo não demorar muito.


Gina correu então para o solário, onde a mãe guardava seus produtos medicinais. No dispensário de Molly, vidros continham preparados contra todo tipo de ferimento ou enfermidade. Raízes tinham sido postas para secar, e grandes e fragrantes maços de ervas pendiam de ganchos nas paredes. Jarras de diversos tamanhos continham pós e ungüentos. Tudo estava rotulado, e o livro de receitas da mãe, que ensinava como preparar cada um dos medicamentos, achava-se sobre a mesa de trabalho da Mãe, como de costume.


Ansiosa para levar pelo menos um tipo de cada medicação conhecida pela mãe, Gina juntou o máximo que pôde. E não esqueceu de pegar o livro, mais valioso do que tudo.


Feito isso, precipitou-se para seus aposentos, colocando algumas roupas num baú de viagem. Olhou então para a cama onde dormira apenas duas noites ao lado de Harry, depois do casamento, tentando, desesperada, descobrir um meio de deixar uma mensagem para o marido, sem que o imperador, através de seus espiões, soubesse para onde se dirigira.


 De repente adveio-lhe uma inspiração. Ajoelhou-se diante da pequena arca onde tinham sido guardados os ricos trajes usados por Harry durante a cerimônia do casamento. Ele havia deixado o cadeado aberto ao partir, porque Gina mandara lavar e passar as roupas que, depois de prontas, tornara a guardar. Erguendo a tampa, pegou a suntuosa túnica de veludo, com o brasão de Emory bordado na frente. Tratava-se de um orgulhoso falcão, voando com as asas abertas, e com um coração entre as potentes garras.


Sem perder tempo, Gina retirou a adaga sarracena de sua bainha cravejada de pedras preciosas. Mais do que tudo o que possuía, a adaga era um símbolo de si mesma. Espetando o coração bordado, enfiou a arma através do tecido de forma que a ponta saísse acima da cabeça do falcão, apontando para o norte, na direção da Saxônia.


Fechou então os olhos, fazendo uma prece para que Harry visse o sinal e o entendesse. Não se atrevia a deixar uma nota escrita. Nem mesmo para acalmar a preocupação que sabia que a mãe iria sentir. Baixando a tampa, fechou o cadeado, satisfeita por saber que apenas Harry, que tinha a chave, seria capaz de encontrar o aviso.


Quando escureceu, o alforje com as ervas medicinais foi colocado no lombo do cavalo de sir Finnigan. Gina havia pedido mais um cavalo para carregar o resto da bagagem. O cavalariço que ajudou a amarrar as tiras de couro que prendiam a carga nada viu de inusitado na tarefa. Todos estavam acostumados com a generosidade da senhora do solar para com os peregrinos.


— Terei de encontrá-lo perto do moinho. — murmurou Gina aos ouvidos do cavaleiro saxão. — Há um pequeno portão no jardim que quase não é vigiado. Levarei cerca de meia hora ou pouco mais para ir ter consigo. Agora vá, sir Finnigan, e que Deus esteja contigo.


Gina acompanhou-lhe a partida, dos degraus que conduziam à entrada principal. Nas sombras da noite que se adensavam, o homem de confiança de Harry atravessou os portões sem ser molestado pelos guardas, que em seguida baixaram e trancaram as pesadas grades.


Gina retornou para o hall, ponderando a fuga que estava prestes a empreender. Por algum tipo de sexto sentido, não queria que ninguém da criadagem, nem os velhos avós, soubessem para onde se dirigia. Teria de dar muitas explicações, e algumas delas poderiam colocar Harry em perigo junto ao imperador. Além disso, ninguém entenderia sua absoluta necessidade de socorrer o povo do marido, que agora era também o seu. Mas a consciência de que ao empreender aquela viagem poderia estar pondo em risco a vida do filho que esperava: fazia com que sentisse um arrepio por todo o corpo.


Minutos se passaram enquanto Gina torcia as mãos, indecisa. A morte não fazia distinção entre suas vítimas, ricos ou pobres, velhos ou jovens. O que Harry faria numa situação dessas? Gina não conseguia pensar.


Afinal, subindo para o quarto, trocou de roupa, colocando um vestido de viagem, botas fortes e, por cima da roupa, uma capa de veludo, para protegê-la do ar frio noturno.


Em silêncio, saiu pelo hall mal iluminado, desaparecendo de Landais pela segunda vez.


 

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