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3. Capitulo 3


Fic: AQUELE PASSADO ESQUECIDO Nunca vi fic sobre essa personagem, entao resolvi fazer uma cap6 atualizado


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CAPITULO 3

McGonagall respirou fundo pela milésima vez naquela noite. Luky e John haviam sumido do salão com duas cortesãs cada um deles. Amorais. Sim, poderia chama-los de devassos. Mas não quando ela própria tinha nos braços uma delas.
Deixava que aquela mulher lhe dissesse obscenidades ao ouvido, e tentasse seduzi-lo e leva-lo a seu quarto. Não podia ser diferente. Trevor estava a seu lado e com uma piscadela, McGonagall a tomou pela mão e saiu do salão.
Não era a primeira vez que isso acontecia. E não era a primeira vez também que sacaca a varinha assim que entravam no quarto tolamente decorado do bordel. Um rápido feitiço do sono e ela despencou no chão.
McGonagall suspirou e começou a lutar para ergue-la e derruba-la sobre a cama. Logo a cortesã estava apenas de roupas intimas entre os lençóis. Tirou a carteira da casaca e colocou dinheiro suficiente para paga-la ao lado da cama.
Em momentos como esse, normalmente sentar-se-ia em alguma cadeira e tiraria do bolso encantado de seu fraque, um livro de poções ou feitiços. Esperaria uma hora e voltaria ao salão.
Mas hoje ela sentiu-se diferente. Olhou o quarto em volta. Era todo em tons vermelho e dourado. Aproximou-se da mesa de pentear e passou as mãos pela escova de cabelos, pela frasqueira de perfume e pó de arroz. Havia também alguns potes de batom. Seu dedo passou involuntariamente nele e foi até os lábios. O gelado a fez sorrir e corar, ao se ver pintada daquela forma.
Seus pais nunca puderam permitir que ela vestisse roupas da moda ou se pintar como as outras meninas. Eles eram pobres e segundo sua mãe, deveria passar desapercebida e não chamar atenção de quem não deveria. Minerva até achava que ela estava certa. Filha de empregados de uma casa de bruxos poderosos ela fora violada e abandonada quando nova, ficando em seus braços apenas um filho. Filho que morreu muito cedo. Antes dela conhecer um homem mais velho que quisesse ajuda-la a sobreviver em troca de um pouco de carinho e cuidado de uma boa mulher honesta.
Mas não queria pensar nisso. Não agora.
Com a imagem de seu próprio sorriso refletido no espelho ela andou até o grande guarda roupas. Entreabriu as portas e arfou. Havia alguns belos vestidos ali. Seda. Tule. Decotes profundos. Ousados.
Involuntariamente retirou o cabide com um deles. Estendeu sobre a cama ao lado da mulher adormecida. Era de um verde muito brilhante. Tinha rendas douradas em volta do corpete acinturado e o decote baixo provavelmente exporia boa parte de seus seios.
Seus olhos buscararam no chão o delicado sapato de seda que a cortesã usava anteriormente e tirou suas botas provando-os. Coube direitinho.
Aquele fervor dentro do seu coração a queimava como se estivessem em brasas. Poderia fazer isso? Será?
Trevor ainda deveria estar lá embaixo, amargando mais uma derrota. Rejeitado pela amante. Que mulher tola! Minerva sabia que secretamente era um truque para faze-lo tira-la daquela vida e casar-se com ela.
Como se o pai ministro dele deixaria algo assim acontecer! Assim como jamais permitiria que ele se envolvessem com a filha da empregada que se vestia de homem para estudar, disse a si mesma.
Minerva alisou o tecido suave do vestido uma ultima vez antes de começar a desabotoar a casaca. Logo a camisa caia ao chão e ela soltava as faixas que mantinham seus seios apertados e quase imperceptíveis sobre as roupas. As ceroulas ficaram no chão, junto com as meias e a boena. Ela não quis usar as roupas intimas daquela mulher, por isso vestiu o vestido sobre o corpo nu.
Sentiu uma liberdade que nunca sentira na vida. Calçou os sapatos e escovou os cabelos, prendendo um dos lados no alto da cabeça, com um prendedor grande e brilhante. No rosto pó de arroz e blush. Nos lábios mais batom vermelho. Nas mãos luvas de renda muito finas. Nas orelhas longos brincos e um colar muito vistoso que atraiu ainda mais destaque para o decote proeminente e a cintura fina, moldada pelo corpete.
Mirou-se um longo momento tentando entender o que via.
Era ela?
Sim, era ela.
Um sorriso nasceu incontrolável em seus lábios e ela deixou o quarto antes que qualquer pensamento são viesse-lhe a mente.



Trevor empurrou a cortesão para fora de seu colo. Apenas alguns beijos já fora o suficiente para irritá-lo. Ao contrario do que os amigos pensaram ele não iria se divertir. Queria estar em seu quarto deitado, dormindo e sonhando. Sonhando com aquela linda mulher.
Sorriu um pouco, olhando em volta.
O copo de vinho parou no ar a meio caminho de sua boca.
Ele quase não acreditou.
Uma mulher andava pelo salão como borboletas voavam entre as flores. Ela recusava convites e olhava em volta com olhar ansioso. Até que seus olhos em encontraram.
Ele quis andar até ela. Mas não pode. Seus pés não o obedeceram. Ficou apenas perdido em seus olhos.
Ela recomeçou a andar e ele a seguiu, pois ela olhava para trás, como se o chamasse.
Ele a perdeu num dos corredores. Olhou em volta e não a encontrou.
Girou em torno de si quase desesperado. Sentia o perfume dela no ar. Sentia a presença dela entrando pelo seu corpo e deixando sua cabeça tonta.
Ouviu um som suave como saltos batendo em degraus e correu para a escada. Era uma longa escada em espiral que levava aos outros andares.
E ele a viu. Ela subia rapidamente, olhando para trás ocasionalmente. Seus cabelos muito longos moviam-se a seu redor a medida que ela acelerava.
Ela estava brincando. Brincando com ele. E ele sorriu.
Apresou o passo subindo os degraus de dois em dois. Estava quase a alcançando. Ela era pequena e frágil. Não daria conta de competir com ele. Sua grande mão chegou a encostar na dela, sobre o corrimão, praticamente a pegando para si.
Mas ela escapou. Com o som de um riso claro e doce ela acelerou.
Ela era forte, ele pensou. Pernas fortes, que corriam e subiam degraus sem esforço. Mas ele era mais.
Com um puxão ele a fez parar e a prensou contra a parede.
Ela ficou surpresa. Num momento estava no controle e no outro não. Ela respirava com dificuldade. Arfava e seus seios quase pulavam pelo decote. Suas mãos pequenas seguraram seu peito o afastando.
Ele ficou tão inebriado por ela, que a permitiu fugir.
-Quem é você? – ele gritou, fazendo eco.
-Você não sabe? – ela gritou de volta chegando ao corredor e parando para olhá-lo provocante antes de correr novamente.
-Qual o seu nome?
Ela apenas riu. Trevor riu também. Ela era um demônio. Uma fada.
Ele a segurou novamente e a colocou contra a parede. Ela não tentou afasta-lo dessa vez.
-Qual o seu nome? – ele repetiu o rosto muito perto do dela, seus lábios quase tocando os dela.
-Minerva... – ela sussurrou.
-Minerva... – ele repetiu, antes de beija-la.

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