Sentada numa cadeira de balanço, Luna esperava pelo despertar de Gina. Mesmo beliscando-se de vez em quando, mal podia acreditar que fosse verdade o que estava vendo.
O sono de Gina era agitado, inquieto, e de vez em quando ela murmurava palavras numa língua estranha. Luna tinha a impressão de reconhecer uma palavra ou outra, de lições recebidas dos mesmos tutores da irmã. Para sua vergonha, Gina sempre demonstrara mais aptidão para línguas do que ela.
As palavras que reconhecia eram termos carinhosos, como "meu adorado", "meu amor". Interrompendo o balançar da cadeira, para ouvir melhor, prestou atenção. Podia jurar que a irmã chamava por alguém.
Afinal, Gina acordou, e Luna entendeu a razão da vigília que fora obrigada a exercer ao pé de cama. Em pânico, Gina repetiu várias vezes: "Onde estou? Meu Jesus, onde estou?"
Só ao ver o rosto ansioso da irmã foi que se acalmou.
— Então não sonhei? Estou mesmo em casa?
— Oui — Juntando-se a Gina na cama, Luna a abraçou com delicadeza e ternura.
— Ah, Luna, eu me preocupei tanto com você! Como tem passado, minha irmã querida?
Soluçando, Luna não conseguiu pronunciar uma palavra sequer.
— Non, non, ma petite … — Atraindo-a para junto de si, Gina beijou-lhe a testa. — Por favor, eu lhe peço, não chore. Se soubesse como estou feliz por ver que está bem! Eu me preocupei tanto que algo pior tivesse ocorrido com você … Rezei todos os dias para que tivesse conseguido chegar em casa sã e salva. Acho que teria enlouquecido, se não fosse a fé em Deus.
— Oh, Gina, eu tenho me sentido tão culpada todo esse tempo… Nem um dia se passou sem que eu chorasse e rezasse para você voltar para casa. Perdoe-me. Nunca deveria tê-la deixado sozinha. Foi imperdoável. Sabe que papai nem sequer me bateu, assim tornando mais suportável meu sentimento de culpa? Ah, minha irmã, graças a Deus você voltou!
Luna caiu de novo em pranto, e passaram-se alguns minutos antes que qualquer delas fosse capaz de voltar a falar.
Como nos velhos tempos, Gina foi a primeira a recuperar o domínio de si mesma, confortando a mais nova e absolvendo-a de toda a culpa.
— Estamos salvas e juntas outra vez — falou, abraçando e beijando a irmã. — Agora, chega de lágrimas.
— São lágrimas de alegria. Mas quero saber tudo o que lhe aconteceu. Como conseguiu voltar para casa? Como foi que a trataram?
Suspirando, Gina passou as mãos pelos cabelos emaranhados, tentando ajeitá-los. Dessa forma desviou o rosto do olhar inquisitivo de Luna. Apesar de terem sido sempre confidentes no passado, hesitava em sobrecarregar a irmã com o peso de suas revelações.
— A culpa foi muito mais minha do que sua Luna. Mas não sei se posso responder às suas perguntas. Talvez nunca consiga falar sobre tudo o que me aconteceu. O que posso dizer é que, no começo, fiquei apavorada, mas o homem que me levou não era de todo mau. Acabamos por nos respeitar de muitas formas. Ele me deu sua palavra de que, quando fosse procurar uma esposa, me traria de volta para onde me encontrou. E cumpriu a palavra.
— Oh, Gina … — Os olhos de Luna tornaram a encher-se de lágrimas. — Você parece estar sofrendo tanto!
— E estou, irmãzinha. Voltar para casa era o meu maior sonho. Mas uma coisa aprendi com a experiência, temos de valorizar e conservar na memória cada dia que passamos ao lado daqueles que amamos.
— Por quê? Esse homem não vai voltar para buscá-la, vai?
— Non, nono Ele não vai. — De repente, Gina sentiu uma profunda necessidade de compartilhar seu mais caro segredo com alguém capaz de compreendê-la. — Preciso lhe contar uma coisa, minha irmã. Sempre compartilhamos os mais íntimos segredos, não? Acho que minha volta para casa vai ser de curta duração.
— Por quê?
— Receio que papai vá me banir para um convento, quando souber que espero um filho.
Os olhos de Luna se arregalaram e depois foram pousar na barriga de Gina, em busca de sinais que evidenciassem a atordoante revelação.
— Papai não vai castigá-la por isso. Você não teve culpa!
— Quieta, Luna. — Os dedos de Gina pousaram nos lábios da irmã. — Trata-se de um segredo entre nós duas. Pelo menos até eu criar coragem para contar a mamãe.
— Mamãe não vai deixar papai banir você de casa por motivo algum. Nem eu. Além disso, que tolice achar que uma coisa dessas possa acontecer! Não sabe como papai tem procurado por você. Perdi a conta das viagens que ele fez. O reino todo foi vasculhado, e nem uma única cabana ficou sem ser revistada. Por três vezes ele foi para o mar, dando busca na costa de norte a sul. Gui e tio Lupin também saíram muitas vezes à sua procura. Foram para o sul, para Gênova, e mais longe ainda, até Constantinopla, verificando todos os portos onde os vikings pudessem tê-la vendido como escrava. Papai jamais a expulsaria de casa, nem que tivesse voltado com dez bastardos nos braços.
Lembrando-se da promessa que fizera de não revelar o próprio nome ao ser capturada, Gina tomou consciência naquele momento, e não pela primeira vez, da tolice cometida. Mas não era pessoa de ficar a lamentar águas passadas.
— Sabe, Luna, nunca contei a meu captor quem eu era. No começo, por estar zangada demais e com receio de que, se soubesse quem era meu pai, ele resolvesse pedir um resgate alto demais, lançando na pobreza nossa família. Depois, enquanto os dias iam passando, porque jurei manter o nome Weasley sem ser maculado por quem quer que fosse. Como fui idiota! E agora, para completar, voltei para casa carregando um filho na barriga. Muito em breve a simples visão de minha pessoa vai cobrir de vergonha a todos vocês. Mas queria tanto vir para casa que só pensei em meus desejos egoístas. Só agora me dei conta do quanto errei ao voltar.
— Não, Gina, não pense assim. Nós todos a amamos tanto! Landais sempre vai ser sua casa. Aqui é seu lugar. Afinal, não ia querer ficar com aquele homem horrível, ia?
— Aí é que você se engana. Deixá-lo foi a decisão mais difícil que tomei na vida.
— Gina! Você se apaixonou pelo bárbaro?
— Para dizer a verdade, Luna, acho que me apaixonei por ele desde que o vi. Deixá-lo partiu meu coração. Se ele tivesse retribuído meu amor apenas um pouquinho, acho que jamais teria saído do lado dele. Nunca vou esquecê-lo, Luna, nem amar outro homem na vida.
― Ama tanto assim um viking?
— Oui.
O olhar de Gina perdeu-se no espaço. A melhor resposta era sempre a verdade. E não havia nada mais a dizer. De agora em diante, guardaria os pensamentos para si mesma.
Quando lorde Weasley chegou a Landais, uma semana depois, Gina enfrentou-lhe a raiva com calma redobrada.
— Quem a levou? E para onde? O que ele fez a você? Vou destruir, aniquilar esse homem, arruiná-lo para sempre. Vamos, responda a seu pai!
— Papai, ele era um homem de honra. Quando o conheci melhor, entendi que tinha motivos que justificavam o crime cometido. E porque de certa forma acabou me apreciando, ele decidiu me devolver a liberdade. Mais do que isso, não posso dizer. Não é bastante para o senhor que eu esteja de volta?
Lorde Weasley andava de um lado para o outro no solário, como fera enjaulada. Com as mãos para trás, parecia mergulhado em sombrios pensamentos.
Lady Molly permanecia em silêncio para não perturbá-lo. A experiência de toda uma vida em comum lhe dizia que logo o marido interromperia o incessante caminhar. E também sabia que, assim que ele o fizesse, começaria a falar, e ela não ia gostar do que ele ia dizer.
— Molly, Gina está protegendo seu raptor.
Com movimentos vagarosos, a esposa colocou de lado a pena com que escrevia, procurando ganhar tempo para ordenar os pensamentos.
— Oui, senhor meu marido, eu sei disso.
— E aceita? — A voz de trovão estava quase se tornando violenta.
― Arthur, para mim é suficiente que a filha que julgávamos perdida para sempre esteja de volta. Por que para você tem de ser diferente?
— Mulher, como se atreve a me dizer tal coisa?! Quero respostas às minhas perguntas. Não posso deixar tal infâmia impune. No momento em que quiser, consigo juntar um exército capaz de atacar qualquer porto dinamarquês e norueguês que possa estar abrigando o raptor de nossa filha. Eu os aniquilarei, de uma vez para sempre. Acabarei com seus ataques a pessoas inocentes. Quero sangue viking a meus pés!
— Marido, você podia ter feito isso no ano passado, quando o ódio era legítimo e ardente em seu sangue. Agora para que ir até lá e ser morto, arrastando consigo seus filhos, seu genro, sobrinhos e irmãos, e os filhos de nossos amigos? Nossa filha está em casa e a salvo. Tudo o que perdeu foi um cavalo que, aliás, ninguém podia montar. Isso devia ser o bastante você para também.
— Seria, se nossa filha tivesse voltado a mesma. Mas não voltou!
Afastando-se da porta iluminada, ele veio sentar-se no divã adamascado, ao lado da mulher. Tomando-lhe das mãos delicadas entre as palmas calosas, confessou com voz embargada:
— Nunca me senti tão impotente, tão inútil e vulnerável em minha vida, como venho me sentindo desde que Gina desapareceu.
O que uma admissão dessas devia custar a seu poderoso marido Molly não se atrevia nem a pensar. Ao mesmo tempo, dava-lhe os fundamentos para fazê-lo mudar de idéia.
— Eu também tenho me sentido do mesmo jeito, milorde. Mas é um milagre que Gina tenha retomado. Talvez as mudanças que está enxergando nela tivessem ocorrido de qualquer maneira, Gina era uma menina, impetuosa e teimosa. Agora é uma mulher adulta.
— Mas ela está sofrendo. Vejo isso em seus olhos o tempo todo, e isso me parte o coração.
— Eu sei, também vejo. Mas temos de dar tempo a ela para se recuperar.
Ao retornar à corte, lorde Weasley levou apenas Luna consigo. Tinha descoberto que era impossível abordar o tópico "casamento" com Gina, e Molly continuava insistindo que Lilá era jovem demais. Desse modo, decidiu-se por Luna, levando também a ama Minerva para servi-la. Chegaram em tempo para as comemorações do aniversário do imperador.
As festividades eram tudo o que Luna sempre imaginara, repletas de pompa e circunstância. A corte estava lotada de jovens e belos cavaleiros à procura de esposas ricas e bonitas. Eles, porém, a deixavam apavorada. Tendo-se tornado tímida e insegura desde o desaparecimento de Gina, Luna ansiava pela presença da irmã mais velha a seu lado para dar-lhe coragem.
Enquanto Luna percorria as bancas, examinando as variadas mercadorias expostas, Neville Longbotton a examinava, por sua vez, meio oculto por uma passagem em arco. A princípio, ele pensara que a jovem fosse Gina, mas então ela se voltara, e ele pudera ver que ela tinha os cabelos louros e estavam presos em compridas tranças, dando voltas e mais voltas em torno da cabeça delicada.
Aproximando-se, fascinado, Neville pudera ouvir-lhe a voz, bastante parecida com a de Gina. O perfil também o fazia lembrar a moça capturada por Harry. Foi então que se recordou daquela distante tarde de verão, quando uma menina muito parecida com Gina estivera com esta à beira do rio Somme. Seria a jovem do mercado a irmã que Gina chamara de Luna? A lógica lhe dizia que tanta coincidência era impossível, mas, de qualquer forma, a menina havia lhe despertado o interesse, e gostaria de saber seu nome. Nesse momento, ela começou a afastar-se, o queixinho erguido com altivez. Ah … ter uma jovem orgulhosa como aquela para domar e transformar numa gatinha ronronante …
Num súbito impulso, Neville aproximou-se por trás no exato momento em que, feitas as compras, Luna se retirava da banca, e tocou-a de leve no braço. No mesmo instante, Luna começou a gritar. Não um simples gritinho de surpresa, mas sim do mais abjeto terror. Do meio das bancas, uma mulher avançada em anos surgiu como um furacão, também aos berros. Num piscar olhos, um alto cavaleiro arrancou a espada da bainha encostando a ponta no peito de Neville.
— Seu atrevido! — gritou Minerva. — Como ousa acossar minha senhora? — E a velha ama envolveu Luna num abraço protetor. — Você a apavorou, seu rufião! Vá embora daqui!
— Perdão, senhora, minha intenção era apenas trocar algumas palavras com a jovem lady. — Neville estendeu as mãos desarmadas. — Peça ao cavaleiro para baixar a espada, pois eu jamais faria mal a tão linda dama. Me aproximei para perguntar-lhe o nome.
— Que necessidade tem de lhe saber o nome? Vá embora, já disse, ou sir Luís, nosso defensor, o porá para correr. — Minerva estava furiosa.
Neville deu-se conta de que não obteria nada insistir. Olhando direto para Luna, repetiu:
— Milady, peço-lhe que me perdoe.
Erguendo o lindo rosto pálido, Luna encarou-o pela primeira vez. O coração de Neville apertou-se ao vê-la tão abalada. Como gostaria de poder confortá-la… Mais a aia jamais o permitiria.
Os lábios de Luna se separaram, o pânico sendo substituído por uma expressão de deslumbramento. Diante dela encontrava-se um jovem cavaleiro moreno e sorridente, o mais belo homem que já vira. Lindos olhos do mais profundo verde a fitavam, preocupados e ternos. Ela nunca vira cílios mais compridos e fartos, tão escuros que pareciam pintados. De repente, foi como se uma flecha lhe acertasse o coração, tão apertado este ficou.
Atordoada, sem saber o que dizer, viu-se arrastada do local pela dedicada ama. Resistindo, ficou olhando para o alto e forte cavaleiro. Os cabelos dele eram negros como ébano, caindo-lhe em ondas suaves que faziam-na desejar enlaçar neles os dedos.
— Mademoiselle, torno a pedir-lhe perdão por tê-la assustado. Não era essa minha intenção. — A voz máscula era profunda e gentil, e fez Luna corar até a raiz dos cabelos.
— Não se preocupe, eu estou bem. — Ela colocou a mão no braço de sir Luís, que só então baixou a espada.
— Agora, chega — interrompeu Minerva, colocando-se entre Luna e Neville. — Vamos para casa. Venha, sir Luís.
Luna não objetou, mas, ao se aproximarem dos portões, virou-se para trás e encontrou o belo cavaleiro ainda sorrindo para ela. Quem era ele? Fora afastada antes de poder descobrir. Nunca conhecera um homem como aquele, e ser arrastada como uma criança a deixava irritada. Afinal, não tinha idade suficiente para ser trazida à corte?
E com o propósito de encontrar marido?
Tinha de encontrar um meio de descobrir, a identidade dele.
No mercado de carne, enquanto Minerva fazia compras, Luna aproximou-se de sir Luís:
— Diga-me, sir Luís, o senhor conhece aquele cavaleiro?
— Non, milady.
— Pois eu quero saber quem é. Ele não me assustou. O que aconteceu foi que se aproximou por trás, e o senhor sabe como, essas coisas me perturbam, desde que Gina foi raptada. Descubra o nome dele e de onde vem. Vou esperar aqui por Minerva, e depois vamos direto, para casa. Não se preocupe, estaremos a salvo.
— Tem, certeza, milady?
— Sim, sir Luís, preciso saber quem ele é.
Durante todo o caminho para casa, Luna teve de agüentar os resmungos e as reprimendas da ama, que não se conformava com a ausência do guarda-costas, o qual Luna dissera ter mandado comprar um tecido de que gostara. Mas nada disso tinha importância, desde que sir Luís descobrisse o nome do belo cavaleiro.
Sir Luís retomou por volta do meio-dia. Luna correu ao encontro dele, dominada pela curiosidade.
— O que descobriu, sir Luís?
— Trata-se de sir Neville Longbotton.
— Nunca ouvi falar. — Luna franziu o cenho, desejando que o belo estranho fosse o mais ousado e valente dos cavaleiros.
— Sim, milady. Eu o segui até o palácio real, e estou certo de sua identidade. E tentei descobrir o máximo possível a respeito dele.
— Então, diga-me! Não me deixe nesse suspense.
— Ele é vassalo de um duque saxão de grande reputação, Harry Potter, duque de Emory. Era o campeão do imperador, até ser derrotado por sir Draco Malfoy.
— Sim, mas isso faz séculos! O que mais descobriu?
— Que os dois acabaram de chegar da Saxônia em busca de esposas.
— Verdade? — Os olhos de Luna brilharam como estrelas. — Céus! Sir Neville já encontrou esposa?
— Várias pessoas me disseram que por enquanto ele está mais preocupado em provar todas as amostras. Parece que é do tipo namorado, cheio de charme e palavras doces. Seu suserano, porém, é completamente diferente, muito mais sério. Há muito falatório a respeito dos dois, milady. O duque de Emory é visto como o melhor partido da corte este ano. Seu vassalo, Neville Longbotton, vem em segundo lugar.
Luna cruzou as mãos no colo, tentando. parecer desinteressada. "Que excitante!" pensou. Tenho de ir até o palácio esta noite e fazer com que papai me apresente a ele, de modo apropriado.
Mas os planos de Luna foram por água abaixo assim que lorde Weasley chegou em casa naquela tarde. Informado por Minerva do incidente do mercado, sir Arthur ficou furioso. Sua zanga era dirigida mais a si mesmo, por ter trazido a tímida e assustadiça Luna para a corte. A jovem tinha medo da própria sombra.
Apesar dos protestos da filha, ele permaneceu irredutível. Luna não estava preparada para a vida da corte, com todos os seus imprevistos. E lorde Weasley tinha muitos problemas na cabeça para ter de lidar com uma menina medrosa, que já devia ter superado seus problemas havia muito.
Para piorar, Lotário tinha se aproximado de Harry com uma ordem explícita de escolher a noiva entre uma das meninas da casa Weasley.
A sugestão do imperador havia sido recusada. O duque de Emory desejava escolher a noiva de acordo com os próprios interesses. No íntimo, Arthur não abrigava ressentimento contra o jovem duque, em razão da recusa, uma vez que ele próprio se sentira ofendido quando Lotário o abordara pela primeira vez com a proposta.
Sendo um homem observador, Arthur Weasley notara que o interesse do duque estava voltado apenas para jovens loiras. Considerando-se o mal que a morena Cho Chang havia lhe causado, o fato era compreensível.
Quanto mais lorde Weasley renovava seu conhecimento com o jovem saxão, mais aprendia a respeitá-lo e a apreciá-lo como homem.
Criando coragem, Luna tentou de novo convencer o pai.
— Papai …
Mas lorde Weasley não estava para ser convencido, e em poucas palavras, ordenou-lhe que fosse para o quarto cuidar da bagagem. No dia seguinte, ela, Minerva e Luís voltariam para Landais, acompanhados por guardas do exército particular dos Weasley.
E assim foi feito, entre os soluços desesperados de Luna e os suspiros aliviados do pai.