Estava frio e nevando, mas, dentro daquela van, estava um inferno. O Sirius não parava de cantar por nem um segundo! Eu gostava de músicas natalinas... até que ouvi Sirius cantando. Eu simplesmente não aguentava mais ouvir a voz dele; nem Marlene conseguiu fazê-lo calar aquela boca enorme.
– Bate o sino pequenino, sino de Belém...
– CALA A BOCA, SIRIUS! – gritou Dorcas e Black fechou a boca e fez biquinho, parecendo estar magoado. Eu teria ficado mal por ele, mas o silêncio era muito melhor.
– Obrigada, Doe – disse Lene, aliviada.
– Vocês estão acabando com o espírito natalino – Sirius se defendeu.
– Não, Almofadinhas. Sua voz está acabando com as músicas natalinas. – Corrigiu Potter.
James – eu tinha que me acostumar a chamá-lo pelo primeiro nome, por causa desses três dias que íamos pasar na casa dos pais dele –, junto com Alice, alugara uma mini van, para que todos coubessem. James dirigia e eu ocupava o banco do carona enquanto os outros dividiam-se nos bancos de trás. Mas agora nós percebíamos ue Sirius deveria ter ido num carro sozinho.
Ninguém – ainda – sabia que eu iria fingir ser a namorada (por motivos ainda desconhecidos) de Po... de James. Mas, quando descobrissem... eu não ficaria em paz jamais. Como eu já havia dito sim, voltar atrás estava fora de cogitação.
Sirius voltou a cantar baixinho.
Ouvi o pessoal soltar um muxoxo de impaciência e eu vi James revirar os olhos. Ele não estava tão tenso como nos dias anteriores e isso era bom, então encarei a janela, observando a paisagem mudar (embora a neve não parasse de cair) e tentando reconhecer onde nós estávamos indo, já que Potter impediu que Alice respondesse.
Eu ainda podia ouvir Sirius cantando (“– Coloquei meu sapatinho, na janela do quintal...”), mas me concentrava nas casas que estavam começando a aparecer, notando semelhanças; vi a placa e meu coração deu um salto. Aquela casa era de Petúnia! Onde nós estávamos?
– Por Deus, Lene, Dorcas – arfei e apontei para uma das ruas. – Ali era onde a gente morava! Olha o parque, onde aquele garoto me empurrou na lama... James, seus pais moram aqui?
– Não sabia, Lily? – indagou Alice, já animada.
– Não, eu... eu nunca perguntei – admiti um pouco envergonhada.
Alice abriu a boca para dizer mais alguma coisa, mas James a interrompeu:
– Já estamos chegando!
– Finalmente – exclamou Remus. – Porque eu estava pensando seriamente em tacar o Sirius pela janela.
Lene e de Dorcas olhavam para a nossa cidade natal, saudosas. Eu mesma estava me sentidno assim; pincipalmente porque fora aqui que meus pais empre moraram e morreram. Nunca senti tanta falta deles como agora. Tentei não pensar nisso.
James virou a esqueina e seguiu mais adiante, sempre em linha reta, até que a cidade ficou totalmente para trás. Havia montanhas que eu nunca tinha notado antes, cobertas por neve, e o caminho mudou, tendo mais curvas estreitas. A julgar pelos rostos de Remus e Siriu (que cantava com mais fervor), eles já estavam bem acostumados com aquele caminho.
Então, quando eu menos esperava, um imenso portão, com uma guarita onde dois seguranças estavam. Depois dos portões, uma mansão num estilo moderno, com com dois andares e portas de entrada com forma de arco, porém feita totalmente de vidro embaçado, e isso era só que a minha visão me permitia enxergar. Eu olhei para James, que evitava me olhar nos olhos, observando-o parar em frente a gaurita e se identificar. Os seguranças ficaram boquiabertos, mas deixou que James entrasse na propriedade.
James entrou e eu pude ver o jardim bem cuidado dos pais dele; a grama era verde com arbustos com flores coloridas, separados por uma estradinha de tijolos amarelos, no estilo O Mágico de Oz, mas sem o toque infantil. Um chafariz de um anjo ficava bem no meio do caminho, onde James deu a volta e parou em frente à porta feita de vidro. Todos saíram e eu o impedi de seguir nossos amigos.
– Explique-se – exigi sem me mover.
– Meus pais são donos de lojas de jóias, por isso o luxo – ele gesticulou para a mansão, sem muito ânimo.
– Não foi isso que eu quis dizer. Não ligo por eles serem ricos – disse eu, impaciente. – Eu quero saber o motivo de eu ter de fingir ser sua namorada. E é melhor me contar a verdade.
Ele suspirou esse virou para me encarar.
– Quando criança, eu ouvia meu pai dizer que eu ia tomar conta dos negócios – começou James. – E cresci ouvindo mesmo disco arranhado. Não o julgue mal... meu pai realmente é legal, quando não está me lembrando eu nunca irei assumir os negócio.
– Ele ficou mal por você querer ser profesor de Educação Física?
– No início, sim – respondeu ele. – Mas agora está mais conformado e eu diria até orgulhoso. Contudo, ele ainda tem esperanças.
– Por que eu tenho que fingir ser sua namorada? – Eu tinha que me concentrar, pois ele estava sendo tão sincero, que estava me deixando mole por dentro.
– Ele tem uma pretendente para mim – disse e eu não gostei nada daquilo. – Descobri isso no dia do jantar, quando liguei para eles. Por isso, eu quero que... que finja.
– Ah – fiz eu, um pouco decepcionada. – E por que ficou tão tenso? Sei que não é só por causa de seu pai ter lhe arranjado uma pretendente rica, então não me engane.
Ele me olhou, quase desesperado. James realmente não queria me dizer... ou tentava me dizer alguma coisa. Mas eu não recuei e cruzei os braços.
– Quando... quando eu era pequeno, vivia aqui uma garota – disse ele, por fim. – E... tudo aqui me lembra a ela. Satisfeita?
Eu estava magoada. Tão magoada, que nem ouvi a mãe dele gritar de prazer ao ver nossos amigos ali. Mas eu não me importava, porque James Potter era apaixoando por uma garota que ele não via desde pequeno. E o meu coração ainda batia, mesmo sem eu saber o por quê. Segurei as lágrimas e tentei recompôr a minha expressão, pois ele ainda me olhava.
Assenti com a cabeça e saí da van, ainda escutando a mãe de Potter fazer uma festa com os meus amigos. Fingindo, James colocou a mão em minha cintura e entrou na casa, cumprimentando a empregada que ainda segurava a porta aberta. Eu não deveria sentir o calor que as mãos de James me proporcionava, mas, ainda assim, meu corpo reagia de uma forma intensa ao seu toque. E isso me fazia ficar ainda mais triste.
Porcurei sorrir e deixei que ele me guiase pelo hall, coberto de fotos dele com os pais, dele com a mãe (que era muito bonita, Alice parecia com ela), dele com o pai, dele com a irmã. Mesmo com todas aquelas fotos, aquele cômodo er muito sinuoso e, ao chegar à sala de visitas – onde todos estavam –, eu me surpreendi com a decoração do local. Havia sofás brancos e espaçosos, uma tevê da última geração enfeitava a lareira, já enfeitada com com meias, um tapete persa com uma mesa de centro enfeitada com um vaso caro de flores, uma árvore de Natal gigante estava em um canto, com pisca-piscas brilhando. Uma escada sinuosa, como as que se vê nos programas de televisão ficava strás de nós e uma janela de correr de vidro dava a para os fundos da casa,eu sabia disso pois as cortinas estavam abertas.
Ele me parou e continuou com a mão em minha cintura, só que apertando com mais força. Ninguém nos havia notado ainda.
– E onde está o meu Jay? – perguntava a mãe dele. Dava para perceber que ela estava morrendo de saudades do filho mais velho.
– Eu estou bem aqui, mãe – respondeu James e a mulher se virou, com os olhos brilhando. James tinha os olhos da mãe.
– Oh, meu Deus, James! Olha para você, meu amor – a voz dela era tão terna, que e senti meu coração afundar ainda mais. Minha mãe não estava viva. – Está tão lindo e forte e... quem é essa mulher linda?
James me olhou e eu dei um sorriso, que ele entendeu como tímido. Mas eu tinha certeza que estava mais para um sorriso triste.
– Oh, meu Deus, James! Olha para você, meu amor – a voz dela era tão terna, que e senti meu coração afundar ainda mais. Minha mãe não estava viva. – Está tão lindo e forte e... quem é essa mulher linda?
James me olhou e eu dei um sorriso, que ele entendeu como tímido. Mas eu tinha certeza que estava mais para um sorriso triste.
Eu sorri e ela me sentar no sofá mais confortável, pedindo para que eu desse detalhes sobre o meu namoro com James. Eu lhe contei tudo, menos a parte da aposta e que aquele namoro era falso. E a parte de fingir que era apaixoanada por ele não era preciso atuação.
Depois de algum tempo conversando, o pai de James e Alice apareceu – o nome dele era Charlus – e ficou encantado comigo. Disse que eu era muito bonita e que James havia escolhido bem; olhando para Charlus Potter, não parecia que ele fazia chantagem emocional para cima de James. Mas eu não comentei nada e conversei bastante com os dois, percebendo como Alice era agarrada ao pai e James com a mãe. Depois, ele pediu para que um dos empregados levassem minhas malas para o quarto de James.
– Acho que já os prendemos demais aqui, Dorea – disse Charlus Potter, rindo. – Por quê não os deixamos se acomodarem? Sirius, Remus, abem onde ficam seus quartos. – Sirius e Remus puxaram suas respectivas namoradas e subiram as escadas. O senhor Potter nos olhou. – Lily, acho que o quarto de James vai ficar bom para você. E, Lice.. .bem, você sabe onde fica tudo.
Ela riu e começou a subir as escadas, com Doera em seu encalço:
– Minha filha, quando você vai arrumar um namorado? Até o James está namorando e vcê não!
– Mãe! – Alice a repreendeu e eu ri. Elas subiram as escadas e eu e James fomos logo depois; eu sentia que James estavam tentando evitar ficar perto do pai, provavelmente não querendo falar com ele a sós.
Ele me guiou para o segundo andar, passando por um corredor cehio de portas e indo para o final do mesmo. James abriu a última porta e entramos num amplo espaço, que ele chamou de seu quarto. Havia uma imensa cama, king size, um armário embutido, uma escrivaninha, uma poltrona que parecia ser confortável, onde nossas malas etavam pousadas, as paredes eram brancas, uma porta a um canto e vários posters de bandas que eu conhecia cobiam um lado das paredes.
James fechou a porta e, sem nada dizer, começou a desfazer as malas. Eu me sentei em sua cama super macia e o observei.
– Aconchegante – comentei só para quebrar o silêncio, mas, mesmo assim, ele não disse nada. – Naquele dia, no museu, você subornou o motorista, não foi?
Ele parou de tirar suas coisas das malas e se virou para me encarar. James tinha os olhos castanho esverdeados duros e sem aquele brilho malicioso.
– Quer mesmo falar sobre isso? – perguntou ele, mau humorado.
– Você não fala comigo! – levantei as mãos para o ar, e depois suspirei exasperada, me levantando em seguida. – Escute, sei que é difícil. Mas veja o que você tem aqui! – Eu segurei seus braços, o conduzindo à várias fotos dele com a famíia. – Eles te amam, James. Você não sabe o quanto eu queria que minha família fosse viva ou que fosse unida. Minha única família são vocês. Então aproveite o quanto você pode, James Potter. Eles – apontei para os retratos – não são para sempre.
James me olhou e sua expressão mudou. Ele me olhava admirado e... havia alguma coisa que eu não sabia decifrar.
– Eu sou sua família também?
– Ninguém convive com um convencido por tanto tempo e não o considera alguma coisa, além de idiota – eu ri. Então nós ficamos nos olhando e eu estiquei a mão para acariciar seu rosto, com o coração disparando, quando a porta foi aberta.
Nós dois pulamos, mas não nos afastamos. Doera adentrou o quarto, parecendo um furacão moreno, e eu estava parecendo um toamate maduro. Coloquei as mãos para trás, para evitar de tentar tocar nele novamente.
James suspirou, parecendo iritado.
– O que foi, mãe?
– Nós não temos o peru de Natal – dise ela, um pouco transtornada.
– E o que eu tenho a ver com isso? – Ele chegou mais perto de mim. Dorea nos olhou.
– Pode comprar para mim?
– Temos empregados para quê? – retrucou ele. Dorea o encarou e colocou as mãos na cintura.
– James Charlus Potter, se eu estou lhe pedindo para comprar é porque eu tenho meus motivos. – Respondeu a mãe dele e eu reprimi a vontade de rir. – Vou chamar os outros para acompanhar vocês – e saiu do quarto. Eu o olhei e soltei a risada que estava segurando.
– Ok, para quê ela faz tanta questão desse peru? – perguntei, desfazendo as minhas malas. James bufou e foi terminar de arumar suas coisas.
– Todo ano, minha mãe faz uma espécie de baile para o pessoal hipócrita daqui e sempre temos o famoso peru. – Ele me olhou. – Pelo visto, esse ano não compraram a maldita ave... é ave, não é? – Ele fez uma pausa. – Tanto faz. Não responda. – E balançou a cabeça.
– Ah – falei, rindo. – Deixe isso aí, depois arrumamos.
Ele largou uma calça comprida em cima da mala aberta e me seguiu para fora do quarto.
(…)
– Eu ainda não entendo o por que de eu não poder cantar – reclamou Sirius, observando pela janela da van os corais natalinos cantando nas portas das casas.
– Porque você não sabe cantar, Sirius – respondeu Lene. – Desista.
Ele se virou para minha amiga, fingindo estar magoado. Lene o encarou sem vacilar, o que o fez bufar e desistir de fazer a famosa carinha de cachorro que caiu da mudança, voltando a olhar pela janela e murmurar as canções. Eu ri e olhei para James, que tinha um sorriso no rosto.
– Então – disse Dorcas –, quando iam nos contar que são namorados?
James foi pego de surpresa e deu uma freiada brusca. Todos fomos para frente e logo depois o xingamos.
– Nós... – começou ele, sem saber o que dizer. Então eu optei por dizer dizer a verdade dolorosa (para mim, pelo menos).
– É de mentira – falei, olhando para James. Ele estava tenso, estava nacara.
– De mentira? Por quê? – indagou Lene. Eu sabia que ela estava decepcionada por ser mentira; ela queria que eu fosse feiz, com James. Mas isso não seria possível.
– Longa história – cortou James. – Depois falamos sobre isso.
A paisagem ia mudando para as casinhas simples, até que chegamos ao mercado, que estava mais do que apenas cheio. Troquei olhares com meus amigos, que estavam pensando a mesma coisa que eu: como iríamos entrar lá?! Sério, parecia que todos da cidade estavam lá.
– Ok, me dêem um bom motivo para eu entrar aí – disse Lene. Ninguém respondeu e eu tentei pensar.
– Vamos em pares – sugeri e depois olhei para Alice, a única que sobraria. – Enquanto Alice fica na fila. É o jeito – disse eu para ela em tom de desculpas.
– Tudo bem. Eu amo ficar em filas – senti que ela estava sendo irônica.
– Então vamos lá.
James estacionou e nós saímos. Chegamos à entrada e parecia brotar pessoas de todos os lugares. Olhei para para James, que falou qual a marca de peru que a mãe dele gostava enquanto Aice ia para a fila gigantesca. Depois que todos assentiram, Dorcas e Remus foram para um lado e Lene e Sirius para o outro. Olhei novamente para o Po... James, que assentiu, e eu soltei um suspiro. Ah, como eu adorava o Natal!
(…)
O ruim de estar num mercado lotado – onde eu quase estava morrendo asfixiada –, com cinco amigos espalhados pelo local é que não havia como se comunicar com eles. Portanto, estavámos eu e Potter zanzando pelo mercado, sem encontrar o maldito peru.
James sugeriu que continuássemos procurando; coitado, ele tinha esperanças de que acharíamos algum peru perdido. Não comentei nada, ele já estava irritado de ficar naquele mercado – assim como eu. Olhei o relógio de pulso e vi que estava quase anoitecendo. Suspirei e olhei em volta; nada além de um mar de pessoas pegando tudo o que viam pela frente. Não sei o que era pior: aqui ou lá no centro de Londres.
Eu estava tão concentada nos bichos – que chamamos de seres humanos – atacando as prateleiras, que não senti James puxar o meu casaco. Eu só o olhei quando ele me puxou pela cintura.
– O quê? – perguntei. James apontou para um carrinho, sozinho, com o peru que a mãe dele gostava dentro.
– Ali – disse ele. – Não tem ninguém por perto.
Eu estreitei os olhos.
– O que está sugerindo, Potter?
Ele me olhou e abriu um sorriso de tirar o fôlego.
– Vamos lá – disse simplesmente, me puxando consigo. Eu não estava gostando daquilo, com certeza aquele carrinho tinha um dono.
Paramos ao lado do carrinho e eu o olhei. James olhava para os lados, estendendo as mãos para o peru, enquanto eu (não podia acreditar que estava cooperando com aquilo) vigiava se o dono estava vindo.
Então, por dois segundos em que eu me virei para ver como James estava indo, quando eu olhei de volta, vi duas pessoas vindo para perto de nós. E eu não merecia aquilo; uma mulher loura com cara de cavalo vinha com amorsa ambulante em nossa direção, ou melhor, do carrinho. Imediatamente, soube a quem pertencia aquele carrinho.
– James, larga isso agora – mandei, entredentes.
– O quê?
– Apenas larga essa coisa e finge que está olhando as prateleiras – não me virei para ver sua expressão, mas sabia que ele havia me obedecido.
Graças a meu bom Deus, eles não haviam percebido que James quase agarrara o peru deles – mas talvez não tenham visto por causa da pansa imensa da morsa. Portanto, quando eles chegaram, eu estava com um sorriso aberto. Mas eu não podia dizer o mesmo deles.
– Oi, Túnia – comprimentei. Não queria admitir, mas eu sentia saudades da minha irmã. Ela era a única da minha família que estava viva; doía saber que ela não queria me ver.
– Liy... pensei ter dito que não queria mais vê-la aqui – respondeu ela e meu sorriso se desfez. Meus olhos arderam.
– Simpática como sempre – disse eu com azedume, ela não pareceu se abalar, porém.
– O que está fazendo aqui?
– Eu vim passar o Natal aqui – falei com o coração apertado.
– Mas não queremos você aqui – disse e meus olhos lacrimejaram.
– Vem cá, vocês são donos da cidade por algum infeliz acaso? – perguntou James, me sobressaltando. Eu não sabia que ele estava ouvindo.
Petúnia ergueu uma das sobrancelhas e depois trocou um olhar com o marido obeso. James o encarou com nojo e eu até podia imaginar o por quê: ele era professor de Educação Física e estar em boa forma e saudável era o seu objetivo. Válter Dursley com certeza só comia hambúgueres e outras besteiras.
– E você, quem é? – perguntou Válter.
– James Potter – respondeu e minha irmã e seu marido prenderam a respiração. – Sou namorado da Lily. E você?
– Sou irmã dela – disse Petúnia. James me olhou e depois olhou para Petúnia; senti que ele ia dizer algo desagradável, mas eu o impedi, segurando sua mão.
– Foi... foi legal te ver de novo, Petúnia. – Eu olhei para o James. – Vamos, Jay.
Eu não queria ficar mais ali; olhei para ela só me fazia lembar das coisas horríveis que ela dissera para mim quando papai e mamãe morreram.
– Isso, Lílian, vá embora. Nem nossos pais iriam querer você aqui – diss ela e eu parei. Droga, como eu estava cansada daquilo!
Olhei para James, que me observava atentamente (talvez esperasse que eu arrastasse a cara dela em algum lugar). Então eu o arrastei de volta até a minha irmã e o seu marido que – pelas expressões deles – acharam que eu ia meter a mão na cara dela (puxa, ninguém confiava em mim?!). Porém, fiz algo muito diferente.
– Petúnia... você tem a maior cara de cavalo que eu já vi – ela escancarou a boca e arregalou os olhos. – E você, é maior do que uma morsa de verdade – apontei um dedo para Válter. – Chega de falar assim de mim. Cansei! E, James – eu olhei para o meu falso namorado –, pegue esse maldito peru.
Demorou apenas um segundo para que ele entendesse – menos do que eles. Então James riu e pegou o peru do carrinho, deixando-os atônitos, agarrou a minha mão e saímos correndo.
– Perdeu, seus otários! – gritou James, me arrastando pelo mercado. Eu não sabia se eles estavam nos seguindo, só sabia que vi Lene e Siriu tentando argumentar para conseguir o peru com uma mulher e agarrei o pulso de Sirius, que pegou a mão de Marlene por instinto.
Desembestamos pelos corredores, empurrando as pessoas para os lados, tentando achar Dorcas, Remus e Alice pelas filas enormes do caixa. Olhei para trás e vi Petúnia no final do corredor; voltei a olhar para frente e vi nossos três amigos quase na boca do caixa. Puxei o braço de James e os fiz correr até o final do mercado.
Assim que chegamos, atiramos o peru para a mçoa que estava no caixa. Alice, Remus e Dorcas nos olharam espantados, mas não perguntaram nada. A mulher passou o peru e James jogou o dinheiro, sem a mulher dar o troco, correndo para o outro lado para pegar a mercadoria.
– Seu troco! – gritou ela.
– Pensa que isso é uma caixinha de Natal! – gritou James de volta.
– Mas aqui vai sobrar duzentas libras!
– Oba, Papai Noel chegou mais cedo para você este ano! – Nós corremos para van e fomos tão rápido que em percebi que havíamos chegado. Quando todos estavam no veículo, James pisou no acelerador e saímos do estacionamento do mercado.
Assim que nos afastamos, eu olhei para James e começamos a rir. Nós ríamos tento, que nem percebemos que os nossos amigos estavam nos olhando como se fôssemos malucos.
– Podem nos explicar? – exigiu saber Aice, ajeitando os cabelos.
– Mais tarde – respondi, ainda rindo.
Quando chegamos na mansão Poter, dei o peru para Alice e fiz James ficar na van. Ele me olhou e sorriu, um sorriso sincero e bonito, me fazendo gostar ainda mais dele.
– Obrigada por me defender – agradeci.
– Sem problemas, Lily... ela não tinha nenhum direito de falar aquilo de você. Foi um absurdo. E, além do mas, nunca me diverti tanto – respondeu James. – E ela realmente tem cara de cavalo.
Eu sorri para ele e mordi o lábio inferior. Tomei coragem e me inclinei, beijando a bochecha dele, que ficou parado e surpreso. Onde eu beijei, estava vermelho – mas não por causa do batom, eu não estava usando. Abri a porta do carro e saí, olhando para ele.
– Acho que vou roubar mais perus – comentou ele e eu ri.
– Não se acostume, Potter. Vem, vamos entrar – e estendi a mão, que James pegou sem hesitar.
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Lana Sodré: Ah, sem problemas! Eu faço isso, então... Eu vou ler, eu vou ler. E você Percy Jackson, então não me cobre u.u Sim, fiz uma coisa diferente. Geralmente eles dois quando estão juntos, ficam sempre com vergonha e tals... então eu fiz com que o Remus virasse homem, um maroto - porque ele não foi incluido á toa. Tá falando da Lily, Lana. Essa, quando ela bola um plano, é eficaz hahahaha. Bem, sem esse que vem, o próximo, você vai saber se algum dos dois vão se render ;) também acho que ela deva agarrar kkkkkkkkkkkk caiu a internet ¬¬ com aquele teste, vi MUITAS trollagens! Isso. É. Um. Absurdo! Eu estou cho-ca-da com o que vocês estão aprontando. Leia, leia, leia! Fallen é totalmente perfeito também *------* vou viciar mesmo u.u Já estou te chamando de Nana, não quero nem saber u.u coitado do seu amigo kkkkkkkkkkk ah, é um pouco de ironia, sim kkkkkkkkk chocolate. Comi uma Tortuguita hoje... kkkk já postei, olha só /\. Obrigada por comentar, hermosa *---*