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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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3. Encontros e Desencontros


Fic: O outro lado da moeda - reescrita - Cap 3 ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Disclaimer: Se Harry Potter fosse meu, com  certeza não estava escrevendo fanfics.


A banda fictícia Child of Glass, na realidade trata-se da banda Paramore, porque só depois que tinha escrito que resolvi (burra u.u) me ater realmente as datas. O nome Child of Glass, é um dos álbuns da banda alemã, Blutengel, que eu gosto.




oOoOoOoOoOo




Alastor “Olho-Tonto” Moody era um auror altamente renomado no Ministério da Magia e não era somente por suas habilidades que todos o admiravam – e temiam. O homem possuía cabelos loiros, quase platinados, que iam até seus ombros. O olho direito parecia quase acinzentado enquanto o esquerdo era azul, embora não fosse porque o mesmo possuísse orbes de cores diferentes, um olho mágico, que poderia até ver o que acontecia atrás dele, o que deixava a todos amedrontados, razão pela qual a pequena Black evitava encará-lo.


A mesma caminhou até a cadeira mais próxima e se jogou sobre esta. Ao menos suas pernas pararam de tremer, descontrolas. Tudo quer precisava fazer era contar de seu namorado, sem dar mais informações e nem deixar que os membros da Ordem invadissem sua mente usando a legilimencia.


- O que acha? – indagou entediada. Nem mesmo em situações críticas como essa a garota conseguia deixar de lado a ironia. Sua convivência com Sirius não parecia ter diminuído isso, pelo contrário, somente o acentuou.


- Eu te fiz uma pergunta – Moody estava sério, sem dar brecha para a loira contestar. Sabia que a pequena usaria todos os artifícios possíveis para fugir. Se ela escondeu a verdade por tanto tempo não veria por que contaria agora.


- E eu não sei se quero responder - devolveu com os nervos a flor da pele. Como fugir da verdade numa situação dessas? Seus traumas passados ainda persistiam, não deixando que confiasse em ninguém, nem mesmo em seus próprios amigos - Não sobre ele - murmurou baixo, porém Alastor ouviu.


- Quem é ele? – indagou nervoso. Gostava de saber tudo que se passava ao seu redor, e a mínima possibilidade de não conhecer algo o atormentava. Na realidade, a própria auror fazia isso.


- Receio que isso você não vai saber – a auror desviou o olhar do seu inquisitor propositalmente, pois sabia que se seus olhares se encontrassem o bruxo conseguiria invadir sua mente e descobria a identidade de seu amado. Não estava preparada para assumir seu relacionamento com Sirius na frente de um bando de bruxos que provavelmente não aceitariam esse envolvimento.


- Se esse relacionamento estragar as coisas para a Ordem... – ameaçou, contudo foi interrompido pela loira antes mesmo que chegasse a fim da ameaça.


- Quanto a isso você não precisa se preocupar, ele está desmemoriado e eu o mandei para outro país – disse desgostosa. Preferia dar um bom motivo para a Ordem desconfiar dela do que ter que viver sem o calor do corpo do moreno envolvendo o seu.


- Mesmo assim, Kammy, você pode fazer alguma besteira – foi Lupin quem falou, era um dos únicos que sabia do envolvimento dos dois. Claro que ele não aprovava, mais não poderia negar que os dois faziam bem enorme um ao outro. Acompanhara todo o sofrimento da garota, desde que Sirius havia morrido e certamente preferia vê-la com um sorriso bobo e apaixonado no rosto a vê-la triste e melancolica do jeito que estava agora.


- Engraçado ouvir isso de alguém que não se envolve por medo de perder – rebateu a loira. Definitivamente a convivência com Sirius só deixou mais ácido seu humor que já não era doce.


- Me deixe fora disso – pediu Tonks num fiapo de voz. Sabia que a loira referia-se a ela e agradecia o apoio que a companheira dava para os dois, porém preferia manter sua vida pessoal longe das conversas, assim como Kammy queria manter a sua.


- Tudo bem – respondeu com um sorriso – Eu não vou fazer nada que prejudique a Ordem, não se preocupem – era um pouco difícil ela controlar seu gênio e agir sem ser impulsivamente, contudo lealdade era uma de suas maiores qualidades. Realmente não colocaria a Ordem em risco, ainda mais sabendo o que aconteceria se por acaso eles perdessem a guerra.


- Falando em Ordem – Arthur tentou aliviar o clima – Kingsley já falou com você? – perguntou educadamente, pois tinha noção que a garota não falaria mais nada. Não tirava sua razão, ainda mais sabendo que o amor da vida dela era realmente Sirius Black, o único com quem a mesma não poderia se envolver.


- Já, mas o primeiro-ministro não quer me ver nem pintada de ouro – disse contrariada e, pelo seu tom de voz dava para perceber que o sentimento era recíproco. A Black não deveria ter convivido tanto com seu primo.


- Kammy – retomou Moody – É essencial que você o proteja – já tinha desistido de tentar descobrir a identidade de seu namorado, afinal de contas, ela era uma auror. Só revelaria essa informação se desejasse e a mesma já tinha deixado claro que não queria.


- E como vou fazer isso? – observava-o pelo cantos dos olhos. Já estava irritada o suficiente para pensar num jeito de fazer o velho idiota aceitá-la.


- Você é uma auror ou não é? – disse atravessado, não estava com paciência para aturar o mal-humor dela. Se não queria contar tudo bem, mas pelo menos que fizesse suas missões corretamente.


- Okay – suspirou derrotada – Eu dou um jeito – é claro que ela o faria, sempre conseguir realizar as coisas ao seu modo, embora não fosse da forma que todos esperavam, mas nunca deixara uma missão inacabada.


- Você precisa protegê-lo – implorou Nymphadora Tonks, que era a única filha de Andromeda Black Tonks e, assim como Kammy, possuia habilidades especiais. No seu caso a auror era metamorfomaga, ou seja, podia modificar sua aparência a vontade e a mesma variava conforme seu humor – É melhor vocês contarem toda verdade a ela – era uma das únicas pessoas da organização que confiavam plenamente na  ex-aprendiz de comensal. Todo esse tempo que conviveram juntas foi o suficiente para a metamorfomaga se tornar o mais próximo de uma amiga que a loira já teve. Também eram parentes, talvez fosse isso que as tivesse aproximado ainda mais. Bellatrix, Andromeda e Narcissa eram as filhas legitimas de Cygnus, já Kammy era bastarda.


A auror olhou significantemente para todos e Arthur foi o primeiro a se recuperar. Nymphadora tinha razão. Até agora a Black não havia dado um motivo para desconfiarem e merecia um voto de confiança.


- Talvez o garoto não seja filho dele – o Senhor Weasley disse. Tinha certeza que se fosse Olho-Tonto a decidir, deixaria a garota sem entender o porquê do trouxa estar sendo perseguido pro bruxos, mesmo que fosse o filho do Primeiro-Ministro, isso não seria motivo suficiente para Voldemort persegui-lo com tanto afinco.


- Eu o protegerei nem que isso custe a minha vida – garantiu a auror. Ela, melhor do que ninguém, sabia o que era sofrer nas mãos de comensais da morte. Destruíram sua vida e ainda não havia recuperado de todos os seus traumas.


- Posso te pedir uma coisa? - diante da concordância da mais nova, ele continuou -  Não deixe que o ódio que sente por Bellatrix Lestrange comandar a sua vida – frisou o lobisomem. Diferente do restante da Ordem, Lupin sabia toda a história de amor dos dois primos, pois Sirius era seu melhor amigo e também seu confidente. Somente o maroto sabia de todos os motivos que a levaram a odiar sua irmã.


- Já isso eu não posso garantir – sorriu, triste, a garota – Você, melhor do que ninguém, sabe o que eu sofri nas mãos dela – a auror lhe era grata por tudo que o lobisomem havia feito, mas não tinha como esquecer o passado.


- Sirius não ia querer que você acabasse com sua vida desse jeito – murmurou, pois tinha certeza que a loira não ia querer que a Ordem soubesse que o maroto fora a primeira pessoa pelo qual se apaixonara.


A auror parecera não escutar, pois no instante seguinte desapareceu pela porta. Não havia como esquecer que o motivo do moreno não estar mais ao seu lado era Bellatrix. Tantas datas especiais - os aniversários de namoro, de ambos, Natal, Ano-Novo - que teve que passar sozinha porque ele tinha morrido. Lágrimas já se formavam em seus olhos. Precisava ser forte e impedir que sua querida irmãzinha destruísse mais uma vida.




oOoOoOoOoOo




O dia nem havia raiado quando Neowën acordou repentinamente, bem mais cedo do que o costume. Levantou-se ainda com sono, trocando mecanicamente o short de dormir por uma roupa mais social, calça preta e camisa branca de botão, porém deixou o da gola aberto, que o deixava mais belo, e pegou as chaves do Volvo,  afinal não ganhou um carro para deixá-lo na garagem. Nos últimos dias estava acordando antes do previsto somente para não ter que cruzar com seus pais e ouvir alguns sermões. Ter um pai famoso não era nada divertido como parecia. Embora ainda estivesse com sono, sentou-se a mesa para um rápido café da manhã e saiu em direção ao automóvel, ao  chegar no mesmo deixou um sorriso vitorioso escapar ao constatar que seu genitor não havia trancado sua saída.


Mecanicamente abrira a porta do Volvo preto, sentou-se, para então arrumar o banco e ligar a ignição. Pretendia dirigir devagar para fazer o tempo passar e apreciar a bela música que tocava pelo seu fone de ouvido, todavia não conseguiu. Amava a velocidade para conseguir dirigir devagar, mesmo que fosse numa cidade movimentada como Londres. Havia poucos carros durante o trajeto o que permitiu chegar cedo a universidade e estacionar próximo da entrada, pois andar e fazer exercícios físicos não faziam parte de sua rotina.


Retirou as chaves e preparou-se para sair, foi então que notou a bela morena encostada na porta de seu carro. Esta possuia cabelos pretos, curtos no estilo channel.


- Belo carro – disse a recém-chegada com os cotovelos apoiados na janela ainda baixa, do lado do passageiro. Um belo sorriso adornava seu rosto bem delineado.


- E o que você entende de carro? – virou-se para indagar a garota e mergulhou nos olhos ferozmente azuis dela. Nunca havia conhecido alguém que possuísse orbes como aquele.


- O suficiente para saber que é lindo e caro – ela sorriu – Okay, eu não entendo nada de carros – a morena jogou a cabeça para trás, rindo graciosamente, pois a única coisa que entendia era como dirigir um carro, não apreciar a beleza de um.


- Você é sincera – o filho do Primeiro-Ministro devolveu o sorriso – Eu gosto disso nas pessoas – depois de Keenan ser tornar um político importante, Neowën começou a apreciar pequenas coisas, como sinceridade, e a odiar o interesse.


- Nas pessoas ou nas mulheres? – o sorriso brincalhão continuava lá, como se testasse-o. Cada vez mais essa garota o intrigava. A mulher possuia cabelos pretos, curtos, levemente mais compridos na parte da frente em um corte channel. Suas  roupas era simples, porém elegantes. Trajava uma calça jeans que moldava suas belas pernas e uma blusa colada, na cor preta.


- Você é direta! – definitivamente ele gostava dessa mulher. Era totalmente oposta a todas as garotas que conhecia, com exceção de Belle e Rose, que o bajulavam e o agradavam só para ficar em sua companhia e aproveitar o dinheiro de seu pai. Lembrou-se que era possível que acontecesse de novo, porém resolveu arriscar a dar uma chance a garota. Não importava o que rapaz dissesse, a morena somente falava o que realmente queria e não media as palavras. Adoraria saber o seu nome.


- Catherine Hegel – como se tivesse lido os seus pensamentos, ela finalmente se apresentou, sem contudo estender a mão para o filho do Primeiro-Ministro apertá-la ou aproximar seu rosto para beijá-la.


- Neowën Lancaster – como dever de cortesia também se apresentou embora essa fosse uma parte que o jovem agrônomo não gostava de jeito nenhum. As pessoas sempre o olhavam diferente depois de saber seu nome e sua linhagem.


- Você tem sangue nobre! – aparentemente a garota não era diferente, apesar que seu tom de voz quase não havia mudado, somente aparentava estar mais surpreso e não deslumbrado como sempre acontecia.


- Como se isso importasse – revirou os olhos e abriu a porta, deixando claro que não se importava com sua linhagem – Entra aí.


A morena ficou indecisa sobre o que fazer, mas por fim decidiu aceitar o convite, abriu a porta com calma e cautela e sentou-se no banco de modo desajeito. Antes de se arrumar confortavelmente no mesmo, fechou a porta que ainda se encontrava aberta. Por fim retirou um dos fones do ouvido do garoto e inseriu no seu. Neowën ficou intrigado com o seu comportamento, pois nenhuma garota agia como ela, de forma que roubar um de seus fones não parecia ser um constrangimento para a mesma.


- Angel, Aerosmith?– o jovem agrônomo sentiu os olhos dela observando-o pelo canto dos mesmos, a espera de uma resposta. Era uma de suas músicas preferidas da banda, se a mesma estivesse certa..


- Conhece? – ele voltou a sorrir. Cada vez mais aquela garota o surpreendia. Não esperava encontrar alguém que tivesse o mesmo gosto musical que o seu. Descobrira que ela também gostava de Child of Glass, sua banda preferida.


- Claro – a morena murmurava baixinho, acompanhando o ritmo. Não que cantasse bem ou possuísse dotes artísticos, contudo adorava recitar suas músicas preferidas mesmo que não o fizesse bem.


- Faz que curso? – o moreno estava decidido a conhecê-la, pois era a primeira vez que surgia alguém que não se importava com sua ascendência, sua aparente ascendência.


- Medicina, e você? – Cath agora cantava Sunday Blood Sunday do U2. Música era uma de suas paixões.


- Agronomia – ela o olhou, surpresa. Certamente não esperava por uma profissão tão diferente para alguém que era filho de um político importante.


- Você não tem cara de agrônomo – novamente a jovem médica foi sincera. Não conseguia imaginar o jovem a sua frente com essa profissão. Ele era bonito demais para isso.


- Nem você de médica – rebateu o moreno. Não entendia como uma garota bonita, simpática e inocente como a morena poderia ter coragem para mexer com sangue.


- E se eu dissesse que capturo bruxos das trevas? – a mulher virou o rosto para encará-lo, o que fez com que ficassem muito próximos. Ele quase ficou tentado a acreditar se não tivesse visto o sorriso debochado em seu rosto.


- Eu pediria para você me ensinar – os dois riram com a brincadeira – Acha mesmo que ainda existem bruxos? – talvez não devesse ter feito essa pergunta a uma desconhecida, porém havia horas que realmente chegava a acreditar que os bruxos eram reais e estavam muito mais próximos do que gostaria que estivessem.


- E se eu dissesse que sou uma? – seus narizes estavam quase se tocavam. O sorriso debochado deu lugar a uma expressão séria. Parecia que a morena  não estava brincando. Antes mesmo que ele tivesse chance de interrogá-la, alguém os interrompeu.


- Neowën – uma voz irritada o chamou. A garota que o chamara tinha a pele clara, cabelos pretos lisos, olhos claros, embora não conseguisse visualizar a cor, com uma expressão feroz em seu rosto e olhava atravessado para a mulher que estava dentro do carro.


Os dois se afastaram, encontrando os amigos dele do lado de fora. Fora Rose que o chamara, e mais longe estava Edward Nixon e Isabelle Tyler, só que a única que parecia não ter gostado da cena era Rosalie. Belle tinha um rosto quase oval, olhos verdes brilhantes constrastavam com os lábios rosados não tão carnudos. Seu nariz era fino e arredondado e os cabelos avermelhados da loira-morango caíam em uma cachoeira de cachos por suas costas, embora fossem lisos na raiz. No momento usava uma camiseta vermelha e calça jeans, nos pés, um All Star preto.


- A gente se vê por ai – a jovem médica beijou a bochecha do moreno e saiu do carro. Por ora preferia não entrar em conflito com ninguém, muito menos com a mulher que a olhava atravessado.


Os garotos ficaram observando até a mesma se afastar. Ambos tinham que concordar que era bonita demais, como também sabiam que a Hallemberg não aceitaria tão fácil a presença de outra pessoa no grupo.


- Tá podendo, hein? – zombou Ed – Só falta a Gwyneth Paltrow largar o Brad Pitt para ficar com você! – era óbvio que não perderia uma oportunidade de rir as custas de seu amigo.


- Eu não sou rico nem famoso, além de duvidar que ela o largasse para ficar comigo – como sempre o filho do Primeiro-Ministro não aceitava brincadeiras. Humor não era o seu forte.


- Também acho – comentou Belle – Como a encontrou? – perguntou curiosa, havia algo na mulher que fazia sua pele se arrepiar. Sendo quem era, havia aprendido a confiar plenamente em sua intuição, que nunca falhara.


- Cath comentou sobre o carro – o jovem agrônomo ainda olhava de modo abobado para onde ela tinha sumido, embora já tivesse saído do automóvel. Tudo estava indo tão bem, seus amigos não poderiam ter demorado mais um pouco para chegar?


- E ela por um acaso sabia alguma coisa a respeito? – Rose queria encontrar algum motivo para criticá-la, além de saber muito mais de carros do que a maioria das pessoas da sua idade.


- Na realidade não – o moreno sorriu. Na sua lista de exigências que uma mulher deveria possuir não constava saber de mecânica e automóveis.


- Não vê que ela só está interessada em você por causa do seu pai? – bradou Rose, enciumada. Apesar disto, a jovem engenheira tinha uma ponta de razão. Não foram poucas as garotas que se aproximaram de seu melhor amigo por causa do dinheiro da família Lancaster.


O jovem agrônomo riu e a abraçou em seguida. Sabia dessa face de Hallemberg, afinal foram criados juntos, eram melhores amigos. Quanto ao outro motivo, Rose não precisava se preocupar. Havia visto um interesse genuíno no olhar da Hegel. Podia estar enganado, mas tinha quase certeza que não estava atrás do seu dinheiro.


- Ela não vai substituir seu lugar – beijou o topo da sua cabeça – Acho melhor irmos, temos aula agora – o Lancaster não tinha a menor vontade de estudar no momento, mas era uma ótima desculpa para fugir do ciúme doentio de Rosalie. Os outros dois o seguiram imediatamente, porém Rose ficou para trás.


- Eu não quero só ser sua amiga – apressou o passo para alcançá-los. Pegou-se pensando em quando é que ele finalmente iria perceber que o amava e queria ser a mulher de sua vida.




oOoOoOoOoOo




Hegel suspirou aliviada. Quase colocara tudo a perder. O filho do primeiro-ministro não poderia suspeitar nem por um minuto da sua verdadeira identidade. Demorou um pouco para encontrar o local que desejava, no caso a recepção da universidade, pois sua cabeça estava a mil por hora. Entrou na secretária e deu de cara com um jovem que aparentava ter a sua idade sentado em uma cadeira olhando diretamente para si.


- Oi – a garota jogou os cabelos para trás levemente, observando o homem engolir em seco e este olhava fixamente para si – Eu sou nova por aqui, gostaria de saber qual será a minha nova sala... – sorriu, como se fosse inocente.


- É... É... Já entregou a documentação? – o rapaz não ficaria tão abobalhado assim se soubesse da verdade. A morena poderia parecer ingênua, contudo era uma das pessoas que menos a tinham na face da Terra.


- Sim. Então?! – ergueu uma das sobrancelhas, tentando parecer ansiosa e preocupada ao mesmo tempo. Nessas horas que valia a pena ter ficado sob a guarda de comensais.


- Eu te acompanho – disse uma voz a porta de modo que a garota se virou para ver quem falava. O rapaz possuia cabelos loiros e curtos e era mais alto do que a mesma.


- Obrigado – voltou-se para o recém-chegado e despediu-se do secretário com um aceno.


- Qual curso está matriculada? - o loiro perguntou, assim que saíram da secretária.


- Medicina, estou no 1º período - ele sorriu com a resposta e virou-se bruscamente, parecia que sabia onde levá-la - Você não vai perder as aulas por me acompanhar? – a garota mostrava-se preocupada com isso, visto que não queria atrapalhá-lo.


- Na realidade eu também faço medicina. Estou na 6ª fase.


- Uau – a mulher estava espantada – Já nos vimos antes? – parecia que o rapaz era conhecido, entretanto não sabia onde o tinha visto.


- Na realidade sim, eu sou amigo do Neowën, Edward Nixon – pelo menos isso explicava o fato dele não ser um completo estranho.


- Nossa... Como essa universidade é pequena! – apesar de parecer inocente e indefesa, ela sabia que havia muito mais coisas nesse pequeno encontro. Não confiava nem um pouco no rapaz a sua frente.


- Não exatamente – o jovem médico sorriu misteriosamente – Você que é bonita demais para passar despercebida – o rapaz tentou descontrair um pouco o clima, pois viu como sua colega havia ficado tensa com sua presença.


- Galanteador, não?


- Tento – o estudante manteve o sorriso – Gostou de conhecer Neowën? – Ed era direto demais para adiar a pergunta por muito tempo. Esse foi o verdadeiro motivo de ter vindo ao seu encontro.


- Por que a pergunta? – Hegel parou e Nixon mergulhou pela primeira vez nos orbes azulados da garota. Realmente havia algo em seus olhos que atraiam atenção.


- Porque eu acho que você esconde um grande segredo – novamente o sorriso misterioso estava lá, como se realmente soubesse da verdade.


- Se você não fosse um estranho, eu diria que você tem o sangue mágico correndo nas veias – seus olhos faiscaram, deixando claro que não era um simples ameaça, parecia ter certeza do que dizia.


- De onde você tirou essa idéia? – seus orbes demonstravam uma ponta de medo, pois não tinha ideia de como uma simples estranha podia suspeitar de seu segredo.


- Como você disse, eu escondo um grande segredo – a morena não mudou sua postura, embora soubesse que poderia arrumar problemas.


- Se você machucar o Neowën vai se ver comigo – o rapaz puxou seu braço esquerdo repentinamente, apertando-o.


A face enigmática transformou-se rapidamente numa expressão de dor. Catherine sentia a pele se comprimir e ao notar a súbita mudança no semblante da garota, Edward afrouxou o aperto e a jovem estudante soltou-se rapidamente. Mesmo que o loiro não estivesse mais apertando seu braço, este ainda doía. Parecia que a sensação somente aumentava com o passar do tempo em vez de diminuir, e não gostava nem um pouco disso.


- É melhor você sair daqui, AGORA! – ela falou a última frase entre os dentes, mesmo que o jovem médico fosse mesquinho e traiçoeiro, a garota não poderia deixá-lo correndo perigo, sabendo o que seu braço denunciava.


Hegel correu, pois sabia que os aguardava se não saíssem de perto. Abriu a porta de sala de aula qualquer e sentou em uma das cadeiras do fundo, atraindo a atenção de todos. Seu coração estava disparado e o braço esquerdo ainda ardia dolorosamente, sabendo que em alguns minutos ficaria ainda pior. Dito e feito.


Mordeu seus lábios para não gritar de dor. A chegada do professor desviou a atenção de seus colegas e foi isso que a salvou. Ninguém tornou a olhá-la, o que a mesma agradecia, pois não seria nada fácil explicar sua expressão dolorosa. A garota respirou fundo e esperou que a marca parasse de incomodá-la ao mesmo tempo em que rezava para que os comensais não a pertubassem, pelo menos não naquele momento.




oOoOoOoOoOo




O pequeno grupo se separou. Rosalie tinha aula de hidráulica e Belle de economia. Neowën seguiu sem prestar atenção em nada, pois a figura da bela garota não saía de sua mente e como não conseguiu se concentrar, decidiu dar uma volta pelo campus. Uma estranha figura entrou em seu campo de visão próximo a biblioteca, adentrando na mesma, de forma que o rapaz a seguiu. Ele caminhou nas pontas dos pés até ela para não denunciar sua presença


- Estamos fadados a nos encontrar – sussurrou no ouvido da morena, observando-a apoiar as mãos sobre a mesa e desencostar-se levemente da cadeira para tornar a se sentar em seguida quando percebeu a presença do rapaz atrás de si.


- Você me deu um susto – Cath levantou os olhos, encontrando a face divertida do rapaz. Já imaginava que iria reencontrá-lo, só não pensou que seria tão rápido.


- Desculpe – o jovem agrônomo se afastou e contornou a mesa – Posso me sentar? – suas mãos estavam no encosto da cadeira, prestes a puxá-lo.


- Deve – a nova aluna sorriu antes de voltar aos estudos. Adoraria poder ficar olhando para o rapaz sem ter que fazer seus deveres. O moreno era uma paisagem que merecia ser observada.


- Fazendo o quê? – tentou puxar assunto, pois não queria perder a oportunidade que o destino havia dado. Aquela era sua chance de finalmente conhecê-la, já que mais cedo fora interrompido por seus amigos.


- Relatório de trinta páginas – respondeu, sem desviar os olhos da folha de papel. Precisava terminar isso o mais rápido possível, já que tinha outras obrigações a cumprir.


- Tudo isso? – estranhou, talvez porque seus trabalhos tinham poucas páginas – Meu maior trabalho teve quinze páginas – riu graciosamente.


- Quinze páginas tinham meus trabalhos escolares – ela escrevia rapidamente no papel. Tinha o dom de conseguir fazer duas coisas ao mesmo tempo.


- Então você é nerd – ele constatou, visto que demorava para fazer um simples trabalho com dez páginas.


- Nem tanto, somente uma aluna aplicada – ergueu os olhos um pouco e deixou que o mesmo visse o belo sorriso que adornava o seu rosto.


- Posso te fazer um convite? – perguntou receoso. Na realidade, tinha medo da resposta que receberia, talvez a garota achasse cedo demais.


- Claro – a morena largou o papel que escrevia e olhou diretamente em seus olhos. Aqueles orbes amendoados pareciam lhe esconder algo, que ela ficou tentada a descobrir o que era.


- Aceita sair comigo hoje? – perguntou rapidamente antes que perdesse a pouca coragem que conseguirá arrumar.


- Só nós dois? Para onde? – Catherine não pareceu julgá-lo precipitado, pois parecia realmente curiosa acerca do convite. Talvez o moreno tivesse uma chance de mantê-la por perto, o que o fez sorrir.


- Na realidade meus amigos vão junto, show da banda Child of Glass hoje à noite, topa? – agora já tinha quase certeza que ela aceitaria. Pelo que pode ver mais cedo, era uma das bandas que a mesma gostava, além do fato que não era propriamente um encontro, visto que seus amigos também iam.


- Claro, nos encontramos lá, uma hora antes – sorriu. Definitivamente não queria que Neowën fosse até a sua casa. Iria gerar perguntas embaraçosas com respostas constrangedoras. O melhor era deixá-lo afastado de sua residência, ao menos por enquanto.


- Na verdade eu... Esquece – o rapaz balançou a cabeça – Nós encontramos lá, é na frente da King Cross, conhece? – apesar de ter o típico sotaque londrino, ele ainda não estava inteiramente convencido que essa garota pudesse ser de sua cidade. Nunca havia conhecido alguém como ela.


- Sim – sorriu – “Mais do que imagina” – completou em pensamentos.


A morena voltou aos estudos e o jovem agrônomo somente a observava sem saber como retomar a conversa. Seus cabelos não se balançavam nem com o vento, havia algo de encantador no modo como escrevia.  Parecia que a mulher precisava de carinho e atenção assim como o rapaz.


- Pode perguntar, eu não mordo, a não ser que você queira – o filho do Primeiro-Ministro segurou o riso. Ao que parecia, Cath havia lido a sua mente e estava lhe dando a oportunidade que o mesmo tanto ansiava.


- Você é daqui? – foi a primeira pergunta que deixou escapar. Precisava ter a prova definitiva de sua origem, não era possível existir uma garota como a mesma numa cidade como Londres.


- Na realidade não, vim dos Estados Unidos – era uma meia-verdade, mas Lancaster não precisava saber disso no momento.


- Não parece, você fala sem o sotaque norte-americano – isso porque fazia anos que não retornava aquele país.


- Faz quatro meses que estou aqui – isso sim era uma mentira completa, contudo Hegel precisava omitir muitas coisas dele naquele momento, pelo menos até ganhar a confiança de seu pai.


- Por que se mudou para cá? – o estudante estava fazendo perguntas cada vez mais complicadas. Se não parasse logo ela iria se enrolar e o moreno acabaria descobrindo a mentira.


- É uma história longa e complicada – optou por uma forma delicada de dizer que não queria tocar no assunto.


- Eu tenho tempo se quiser dividi-la – só que aparentemente o rapaz não se tocou disso. Precisava mudar de assunto logo.


- Não, não quero falar disso – era complicado demais para ela lidar com aquilo. Trazia-lhe lembranças que preferia que ficassem ocultas no canto mais fundo de sua mente.


- Okay, qual sua cor favorita? – Neowën era compreensivo o suficiente para saber que não deveria mais tocar no assunto. Aquilo nem importava tanto assim. Resolveu optar por um assunto mais leve.


- Preto, e você? – a garota largou de vez os estudos e agora olhava fundo nos orbes do filho do primeiro ministro, aquele que a fascinavam tanto quanto os seus o atraiam.


- Também. Banda? – gosto musical era um dos pré-requisitos para a mulher ideal. Não adiantaria de nada se ela gostasse de rap e ele de rock.


- Isso está parecendo um interrogatório – ambos sorriram. Foi então que ela notou que estava sorrindo demais numa conversa. Tirando a parte que perguntou de sua origem, não lembrou nem uma vez do moreno de olhos azuis – Pink Floyd – aprendeu a gostar de bandas antigas com seu primo.


- Tem show de uma banda cover no mês que vem – ele deixou implícito no seu tom de voz que também iria convidá-la para esse espetáculo.


- Eu sei – a jovem médica fingiu que não notou o convite impresso na voz, pois queria ver até onde iria esse interesse dele.


Os dois passaram o resto da tarde conversando, e Cath, pela primeira vez em muito tempo, sentiu-se segura e feliz. Ao lado do moreno ela não precisava fingir nada e mostrou ao mesmo o lado que somente seu primo conheceu. Sua face doce e sensível. E ao contrário do que a mesma imaginava, não ficou triste por pensar nele.


- Posso ser indiscreto? – o casal agora caminhavam pelo campus, em direção ao Volvo. As aulas já haviam acabado ou estavam prestes a acabar. Nenhum dos dois tinha notado o avançar das horas, visto que a conversa fluía tão bem que não viram a hora passar.


- Depende – torcia para ele não fazer a única pergunta que poderia estragar o clima de felicidade que pairava sobre ambos.


- Você tem namorado? – a garota engoliu em seco. Essa era a pergunta que tanto temia que o moreno fizesse.


Seu semblante mudou na hora. O sorriso sumiu, dando lugar a expressão séria. Seus olhos, antes brilhando de felicidade, estavam tristes e opacos, sem contar o nó em sua garganta que a impedia de falar. Neowën pareceu notar a mudança na fisionomia da garota.


- Desculpa, eu não deveria ter falado – tentou se desculpar e fazê-la sorrir novamente. Preferia muito mais ver um sorriso adornado aquele rosto.


Hegel nada respondeu, abraçou-o com força e finalmente deixou as lágrimas tracejarem seu rosto. Apesar do choro, ela sentia segurança em sentir o calor que emanava do corpo do rapaz.


- Vai ficar tudo bem – o moreno acariciava o topo da cabeça da mesma ao mesmo tempo em que apertava a garota contra seu corpo. Jurava que era capaz de sentir todas as curvas do corpo dela.


- Quem dera – as lágrimas continuaram a descer, encharcando a blusa dele. A morena não se livrou do abraço apertado, pelo contrário, parecia que queria que o mesmo a apertasse ainda mais contra si.


- Vai ficar, confie em mim – beijou sua testa – É melhor eu te levar para casa – o rapaz era gentil e cavalheiro demais para deixá-la numa situação dessas.


- Eu prefiro ficar sozinha – beijou sua bochecha, soltou-se de seus braços fortes e saiu caminhando – Nos vemos mais tarde.


Cath se afastava a passos lentos, como se deslizasse pelo campus. Antes de sumir completamente do campo de vista dele, ela se virou e acenou de longe embora ainda estivesse sorrindo tristemente. Ele ficou abobalhado com essa atitude que nem notou a presença de outra pessoa perto de si.


- Já viu sua garotinha? – a voz carregada de sarcasmo pertencia a sua melhor amiga. Pela expressão que estava no rosto do rapaz, a engenheira tinha quase certeza que os dois já havia se reencontrado e isso não a agradou nem um pouco. Por que raios o moreno fazia questão de não notar o seu amor?


- Você não precisa ter ciúmes, Rose – puxou a garota para seus braços na tentativa de acalmá-la. O corpo dela não parecia tão quente e suave como o de Cath. Balançou a cabeça tentando afastar tais pensamentos. Não queria brigar com sua amiga, além de não ter a mínima noção dos sentimentos da mesma.


- Por que não a convida para ir ao show hoje? – seu tom continuava o mesmo de modo que o rapaz sabia que ia dar problemas de modo que respirou fundo antes de responder.


- Eu já convidei – preparou seus ouvidos para o escândalo. Queria muito entender por que Rosalie jamais aceitou que ele saísse com as garotas, nem mesmo Anne sua amiga aprovou.


- Você o que? – a voz saiu mais alta do que o normal, a raiva corria muito forte em suas veias. Qualquer uma que se aproximava o rapaz caía de amores, agora a engenheira mecânica que o amava há tempos não. Ela sempre se questionou o porquê de todas as mulheres serem melhores do que a mesma ao olhos de Neowën.


- Oi Neo, Rose – Belle os chamava, pois os dois não tinham ouvido-a se aproximar.


Os dois voltaram-se para a loira, Lancaster aliviado e Rosalie furiosa. Atrás da Tyler estava Edward, e por sua expressão, o moreno percebeu que seus amigos notaram a situação, que ele e Rose andaram brigando.


- O que aconteceu? – perguntou a recém-chegada, que notora as expressões nos rostos de Neowën e Rosalie, e, assim como Ed, também sabia que os dois andaram discutindo, contudo adoraria saber o motivo.


- Ele convidou aquela estranha para ir com a gente no show – dava para perceber pelo seu tom de voz que a Hallemberg estava com muita raiva. Os outros três queriam saber o motivo de tudo isso.


- Sinceramente, você está fazendo tempestade num copo d’água – comentou Nixon – Você não é namorada do Neo, ele tem todo o direito de convidar quem quiser – definitivamente o loiro não possuía muita sensibilidade.


- Ninguém me entende – bradou a morena antes de sumir.


- Ela é ciumenta demais – criticou Tyler, que era a única do grupo que percebeu que a amiga possuía sentimentos pelo Lancaster, que não eram somente de amizade como a mesma afirmava.


- Se Rose não fosse sua melhor amiga eu diria que ela te ama – o loiro se dirigiu ao outro, poderia não ter nenhuma sensibilidade, porém era observador demais e já tinha notado que Rosalie queria algo a mais.


- É melhor que não, porque eu não quero que se machuque – o filho do primeiro-ministro pareceu preocupado. Prezava demais suas amigas para se deixar envolver com uma.


- É bom irmos, cara. Tem show logo mais – avisou Nixon, depois de olhar o relógio, além disso queria fazer o amigo esquecer aquele assunto, pois talvez ele estivesse vendo coisas que não existiam.


Os três se despediram, sendo que Edward prontificou-se imediatamente para levar Isabelle para casa e o moreno entrou no Volvo, porém não conseguira dar a partida no carro, visto que seus pensamentos estavam muito longe dali. Demorou um tempo para o mesmo voltar a se concentrar e conseguir fazer o automóvel funcionar corretamente desta vez.


Seu corpo ainda estava sob os efeitos do contato com Cath e era melhor parar de pensar nela se realmente quisesse ir para casa se arrumar. Planejava tomar um banho rápido assim que chegasse, para poder voltar logo. Não havia nenhum carro na garagem, o que o fez supor que o velho ainda não estivesse na residência.


- Voltou cedo dessa vez – sua bondosa mãe sorriu tristemente, como se desaprovasse as atitudes do filho. Aileen estava sentada numa das poltronas que se encontravam na sala, o que o impediu de subir sem ser visto.


- Eu só vim tomar um banho, já estou saindo.


- Seu pai não vai gostar disso – alertou, pois já estava cansado de ver os dois brigando diariamente. Keenan não era tão compreensivo e Neowën tinha uma personalidade que se não se deixava domar.


- Não sou mais um adolescente mimado, já tenho 20 anos – rebateu. Seus pais o tratavam como se ainda fosse um adolescente e isso o irritava.


- Mas ainda não é dono do seu nariz – repreendeu a senhora Lancaster.


- Eu vou para o show e a senhora não vai me impedir – doía ter que tomar essas atitudes, porém era estritamente necessário se quisesse realmente ter a sua liberdade.


Desvencilhou-se dela e subiu as escadas num ritmo rápido. Trancou a porta do quarto, pois queria ter privacidade. Primeiro tirou a camiseta e a jogou em cima da cama, chegando a suíte somente com suas roupas intimas, que logo foram retiradas para que pudesse tomar um demorado banho.


Desligou o chuveiro e enrolou uma toalha na cintura, sentindo que a água escorrer de seus cabelos e cair por suas costas. Será que Catherine iria para o show? Seu corpo já começava a reagir e sacudiu a cabeça para tirar a garota de seus pensamentos.


Vestiu-se no quarto, optou por uma camiseta preta e uma calça jeans e, além disso, passou um pouco de seu perfume preferido, Kaiak. Ele nunca havia se arrumado tanto somente para ir a um simples show e, assim que terminou de se vestir, pegou sua carteira e o celular. Logo já estava na sala e sua mãe o esperava, nervosa, pois sabia o que aconteceria quando o filho voltasse para casa.


- Neowën, você não... – Aileen começou porém não pode terminar a frase, já que seu filho saiu antes que ela pudesse encontrar um motivo para prendê-lo em casa. Seguiu com o Volvo para o local indicado e, ao chegar lá, encontrou Edward e Isabelle já a sua espera.


- Vocês acham que ela vem? – perguntou depois de já terem entrado onde seriao realizado o show, esperando as duas garotas que faltavam dentro do estabelecimento. Estava ansioso para encontrar Catherine novamente.


- Acalme-se – aconselhou à loira – Se ela disse que vem você não tem com o que se preocupar – sorriu carinhosamente. Fazia tempos que não via o moreno tão inquieto e ansioso por causa de uma garota, que estava fazendo bem ao rapaz.


- Eu não sei se ela vem.




N.A.: Novamente o cap foi reescrito *-* Abaixo segue algumas notinhas que vocês podem ter ficado em dúvida xD.


1) O fato do carro do Neowën ser um Volvo é sim influência de Twilight


2) Eu gosto de Aerosmith, Pink Floyd e Paramore. Blutengel também é divino *-*


3) Embora a Kammy não tenha exatamente a Marca Negra, sua marca possui efeitos parecidos, então finge que arde quando outro comensal se aproxima.


4) Eu não sei o que ingleses usam e vestem então finjam que eles tem tendências modernistas. Bem, o Neowën tem xD




Por enquanto é só. Comentário viu? õ/



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