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2. Capitulo 2


Fic: Pureza Roubada - Hinny Completa


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28 de setembro de 841 d.C.


Feudo de Longervais, França.


 


 


Num galope acelerado, lady Ginevra Weasley saiu dos estábulos do castelo de Landais. Vendo isso, a velha ama Minerva deixou cair aos degraus da escadaria de mármore o tapete que estivera sacudindo e correu para a alameda de cascalho. Com as mãos nos quadris, plantou-se no caminho de Gina. Seus gritos ultrajados podiam ser ouvidos do outro lado da casa senhorial.


— Aonde pensa que vai, lady Gina?


A jovem puxou com tal força as rédeas do cavalo, Victory, que este empinou antes que ela conseguisse detê-lo. Folhas secas e pequenos pedregulhos foram arremessados às volumosas saias da ama. Enquanto Gina se agarrava ao pescoço do animal, sua irmã Luna balançava de modo precário na garupa. Rodeando com o braço a cintura de Gina, ela conseguiu a duras penas permanecer sobre o garanhão, sem deixar cair o cesto de vime repleto de ervas e raízes.


Soltando a respiração, que estivera retendo, Gina censurou a ama:


— Minerva! Mon Dieu, você poderia ter morrido aí parada na frente desse cavalo!


— Pois mate-me! Passe por cima de mim! Não deixe que uma velha como eu fique em seu caminho, ma petite!


E Minerva abriu os braços, numa paródia de martírio. Vários servos apareceram nas portas e janelas abertas, garantindo uma bela platéia para o espetáculo. Mais do que a velha ama merecia, pensou Gina. A atuação de Minerva, porém, durou apenas alguns segundos. Baixando os braços, ela franziu o cenho, o rosto afogueado. Com um tom de autoridade que não admitia contestação, insistiu:


— Eu perguntei aonde pensa que vai?


Mas foi Luna quem respondeu:


— Estamos indo para Longervais. Mamãe recebeu um recado dizendo que lady Hélene está doente, com febre. Gina e eu vamos lhe fazer uma visita, mas estaremos de volta antes do entardecer.


— Vão fazer uma visita? Vestidas desse jeito?


— O que há de errado com nossas roupas? — perguntou Gina, mantendo o cavalo imóvel, a muito custo.


Elas usavam aventais sobre vestidos velhos porque tinham estado trabalhando o dia inteiro na cozinha. Sendo quatro irmãs, as roupas eram aproveitadas de uma para outra à medida que iam crescendo. O vestido de Gina fora de Hermione, e o de Luna pertencera antes à própria Gina. Luna tinha a mesma pequena estatura da mãe, enquanto Gina, alta e esbelta como a avó, lady Lenore, herdara também os cabelos ruivos e os provocantes olhos castanhos do pai. Mione, por sua vez, possuía os olhos, o temperamento doce as voluptuosas curvas da mãe, lady Molly. A caçula, Lilá, ainda em fase de crescimento, mostrava já promessas de beleza igual à das irmãs mais velhas.


— Vocês não podem fazer visitas vestidas como servas. — disse Minerva, escandalizada.


— Por que não? — Gina sacudiu os cabelos soltos na altura dos ombros. Mantinha os cabelos mais curtos do que o das irmãs, pois odiava prendê-los em tranças ou coques. — Além disso, só vamos entregar algumas ervas medicinais. Trata-se apenas de fazer caridade para uma vizinha, nada mais que isso.


O olhar da ama dirigiu-se para as árvores, coroadas de folhas amarelo-avermelhadas pelo outono, que margeavam o rio. Longos trechos de sombra cobriam o caminho que as duas jovens iriam seguir.


— Não estou gostando nada disso. Tem havido problemas nesses últimos tempos. Frangos e gansos sumindo, mulheres que lavavam roupa na beira do rio desaparecendo sem deixar rastro…


— O que têm frangos e gansos a ver com nossa visita à Lady Hélene? — Gina exclamou, exasperada. Depois, imitando o tom paciente e persuasivo da mãe, acrescentou: — Minerva, vamos cavalgar direto até Longervais. Mamãe teria ido pessoalmente se não tivesse tão ocupada com os hóspedes que vieram para a caçada. E, como você bem sabe, o propósito da caçada de hoje é livrar Landais de raposas e furões que estão atacando os galinhas. Ninguém vai reparar em nossos aventais. E estaremos de volta antes do pôr-do-sol.


— Ora! Tenho muito trabalho a fazer para o banquete aniversário de lady Mione e não posso perder tempo discutindo com jovens. Por sinal, onde Lilá se meteu? Vocês meninas, sempre dão um jeito de desaparecerem quando há trabalho a fazer. E você, lady Ginevra, é a mais mimada de todas!


— Nossa, Minerva, seus olhos devem estar exaustos de tanto vigiar a todas nós.Mione está na cozinha assando pão, e Lilá ajudando vovó no jardim. Luna e eu já terminamos nossas tarefas. Pare de ser implicante, Minerva! Isso não lhe fica bem.


A velha ama sacudiu um dedo marcado pelo trabalho árduo na direção de Gina. Das quatro jovens, Gina, com seus modos atrevidos, era a que mais a preocupava.


— Como se atreve a me repreender, menina? Acaso sou eu quem costuma cavalgar feito doida pelas terras do senhor seu pai, o ilustre duque de Auvergne, e ainda por cima levando na cintura um punhal sarraceno? Mais non, com certeza não é esta velha serva. E nem deveria ser a senhorita. Além do mais, fique você sabendo que ainda sou capaz de lhe dar umas boas palmadas!


Gina não conseguiu resistir a uma última provocação:


— Oui, você ainda pode me dar umas palmadas, mas será que consegue me pegar? — Com um sorriso travesso, fez o cavalo dançar na alameda, em torno da ama de criação.


Pressentindo o que ia acontecer a seguir, Luna agarrou-se com força à cintura da irmã. O riso deliciado de Gina ficou ressoando nos ouvidos de Minerva, enquanto o garanhão cinzento disparava pelos portões.


 A vila de Longervais ficava a curta distância a cavalo através do bem cultivado vale. Cabanas de aparência próspera se agrupavam à beira de cada pequeno curso de água. A terra era fértil e rica, permitindo o crescimento em abundância do feno e dos grãos, tão necessários para a manutenção do mais renomado produto da região de Picardie: a criação de cavalos. E não cavalos comuns, mas da raça Percheron, desenvolvida pelo próprio pai de Gina, lorde Weasley. Esses animais eram reconhecidos como os mais extraordinários cavalos de batalha já criados.


Era dessa raça o fantástico garanhão montado por lady Gina. Grandes nuvens de poeira se erguiam sob os cascos de Victory, à medida que Gina afrouxava as rédeas, dando-lhe total liberdade. O vento revolvia os cabelos ruivos da jovem amazona, aumentando-lhe a sensação de euforia.


A visita à vizinha doente foi breve e agradável. Com as ervas medicinais entregues e a alegria juvenil melhorando o estado de ânimo da amiga de lady Molly, as duas irmãs apressaram-se a retomar pelo caminho de volta. Num rápido galope, Victory seguia ao longo do rio. Da floresta acima vinha o ruído dos cascos de muitos cavalos  e o som pungente do chifre de caça, soprado pelo mestre caçador. Cães latiam, excitados, perseguindo a presa.


Inclinando-se para a frente, Luna tocou o braço da irmã.


— Você está ouvindo o som do chifre?


— Non — respondeu Gina, mal conseguindo escutar a voz de Luna acima do barulho das ferraduras de Victory.


— Nós podíamos ter ido caçar também.


— Mamãe disse que não. Ainda mais com todos os preparativos para o casamento de Hermione.


— Isso é verdade — Luna foi obrigada a concordar. — Imagine só, Gina, no fim desta semana Mione será uma senhora casada. Afinal, ela se decidiu!


Gina deu de ombros.


— Mione sempre foi indecisa, até sobre as mínimas coisas. Tive de assegurar-lhe milhões de vezes que Hugh de Cavell é o homem certo para ela. E amanhã, quando nosso tio, o bispo Dumbledore, chegar a Landais, voilà! As celebrações irão começar. Uma semana inteira de banquetes e bailes! Por isso, temos de ajudar Mione, Luna. Quando chegar a sua vez de se casar, você vai querer ajuda também, não vai?


— Claro. E você?


Conduzindo Victory até a margem do rio, Gina desmontou, num movimento ágil e gracioso.


— Mais oui. Só que não precisamos ter pressa. Papai sempre diz que temos todo o tempo do mundo para escolher nossos maridos.


Estendendo, a mão, Gina ajudou a irmã mais nova a desmontar.


— Tudo o que sei, Gina, é que já estava mais do que na hora de Mione se decidir.


— É, mas mamãe sempre quis que todas as filhas se casassem por amor. E isso, irmãzinha, leva tempo.


— Eu sei. Agora que o futuro de Mione está decidido, todos vão ficar falando de você. E já estão comentando que Draco Malfoy veio a Landais em busca de uma esposa.


— O campeão dos cavaleiros do imperador Lotário está atrás de um rico dote, isso sim.


— E não se trata da mesma coisa? — Luna sorriu, maliciosa.


— Não. E temos muito mais coisas para celebrar em Landais do que a visita de lorde Malfoy. Pela primeira vez em muitos anos, estamos vivendo em paz. Nosso irmão Gui acaba de ser sagrado cavaleiro, e as comemorações pelas bodas de Mione começam amanhã. Isso sem falar no aniversário de vovô. Bem, daqui a pouco o sol vai se pôr. Acho que vou entrar na água.


— Mamãe disse que estamos muito crescidas para nadar no rio, como crianças.


— Oui, acho que crescemos mesmo. — Gina baixou o olhar para os seios firmes e redondos, que o avental não conseguia esconder. — E então, você vem ou não vem?


— Claro! — respondeu Luna, petulante. Qualquer coisa que sua atrevida irmã fizesse, ela seria capaz de fazer também.


Soltando as rédeas de Victory, Gina deixou-se escorregar barranco abaixo, aproximando-se da água. Mesmo que o cavalo se afastasse bastaria um assobio para trazê-lo de volta. Um hábito nada adequado a uma dama, segundo Minerva, mas, na opinião de Gina, bastante útil em determinadas ocasiões.


— Não sei por que, mas estou achando que devíamos seguir os conselhos da mamãe. — Com um suspiro, Luna foi juntar-se à irmã e, baixando-se, bebeu um gole de água com a mão em concha.


  — O rio não tem tanta privacidade quanto nosso lago na montanha. ― concordou Gina.


Erguendo a saia, Gina livrou-se dos sapatos e experimentou a temperatura da água.


  — Se Minerva descobrir, é capaz de correr atrás de nós com uma vara na mão.


— Mesmo assim, terá valido a pena. Mas é melhor não provocarmos nossa velha ama mais do que já provocamos hoje .


Gina limitou-se a molhar o rosto e o pescoço, para se refrescar. Depois, pegando das mãos da irmã o cesto de vime, começou a caminhar, descalça, em meio à vegetação aquática da margem, procurando raízes e plantas medicinais.


— Ah! Quase posso ouvir os resmungos de Minerva: “Eu falei para não se aproximarem do rio!" Veja! Onde mais eu poderia encontrar casca de salgueiro para fazer remédios a não ser junto ao rio?


Pegando o punhal que sempre trazia preso à cintura, Gina cortou um galho e começou a retirar-lhe a casca. Levando-a ao nariz, aspirou o aroma.


— Você e seus remédios! ― Luna não apreciava tais atividades, ainda mais porque o ato de colher plantas podia manchar e deixar ásperas suas mãos. Com a curiosidade não satisfeita, voltou ao assunto que tanto lhe interessava: — Diga-me, Gina, o que você acha dele?


— Dele quem?


— Draco Malfoy, sua tonta! O campeão do imperador. Lilá acha que ele é o mais bonito de todos os cavaleiros de Lotário.


— O que ela pode saber desse assunto? Nunca esteve na corte para ver se existem outros mais bonitos.


— Isso é verdade. Só você e Mione já estiveram lá. Estou cansada de dizer para mamãe que não é justo. Afinal, só tenho um ano a menos do que você.


— Um ano é um ano. Mas não se preocupe, ma petite. Sua vez chegará … e mais cedo do que pensa.


— Bem, quanto mais depressa Mione e você estiverem casadas, melhor para mim. E não vou me contentar com um simples escudeiro, como nossa irmã mais velha. Quero conhecer todos os cavaleiros solteiros do imperador antes de fazer minha escolha. E, para isso, preciso visitar a corte.


— Uma corte não é um lugar tão maravilhoso quanto pensa, Luna. A maioria deles nunca recebeu a visita do imperador.


— É fácil para você dizer isso. Pelo menos assistiu ao último torneio.


— Preferia não ter assistido. — A simples lembrança fazia Gina estremecer. Voltou então a atenção para o novo galho que cortara, dedicando-se a retirar-lhe a fina casca. Não queria pensar em coisas tristes num dia em que se sentia tão feliz. Depois, erguendo o olhar para a irmã, sorriu. — Sabe, Luna, o melhor de tudo, no torneio, são as feiras que acontecem nessa ocasião. As bancas dos mercadores se estendem por enormes extensões de campo aberto. Fiquei fascinada com tudo o que têm para vender, com os malabaristas e saltimbancos. Mamãe disse que parecia que meus olhos iam saltar para fora do rosto. Mas papai já decidiu que torneios não são adequados para as filhas. Assim, acho que nenhuma de nós vai poder comparecer a outro. Além disso, tio Dumbledore ameaçou excomungar quem quer que vá assistir a essas competições de agora em diante. Ah, precisamos andar mais depressa! Venha cá, Luna. Ajude-me a colher estas folhas.


A irmã obedeceu, mas continuou falando:


— Puxa, Gina, ninguém me explica nada. Até agora não sei por que tio Dumbledore criou tanto caso em Montigney. Que terríveis pecados foram cometidos lá, que o deixaram tão zangado?


— Use a cabeça, Luna. Nosso tio, sendo bispo da Santa Madre Igreja, apenas usou sua autoridade para acabar com as mortes sem sentido de tantos cavaleiros naqueles combates mortais. Morrer por esporte é desonroso. E era o que acontecia nos torneios reais.


        — Oh! Mas você ainda não disse por que não dá atenção a lorde Malfoy. Acaso está se fazendo de difícil, para lhe aguçar o interesse?


Ocupada em encher de folhas a cesta, Gina nem mesmo ergueu o olhar.


— Eu nem saberia como começar a fazer isso.


— Acha que ele já conversou com papai a seu respeito, Gina?


— Deus me livre! Espero que não.


— Gina! Trata-se do campeão! Além disso, ele mora na corte do imperador. Você iria viver em Aachen também.


— E quem disse que quero morar lá? Sem falar que tenho ouvido comentários bastante desfavoráveis a respeito do seu precioso campeão.


— Está se referindo à sobrinha do imperador Lotário, Cho Chang?


Gina olhou, surpresa, para a irmã, que deu uma risadinha.


— Eu sei de tudo. Ouvi comentarem na cozinha. Acha que é verdade? Lady Cho será mesmo amante de lorde Malfoy? Além de não ter um rico dote, ela é viúva.


Uma das sobrancelhas de Gina se ergueu. Ao contrário da irmã, ela não costumava participar das conversas dos criados.


— Pois fique sabendo que muita gente acha a posição de lady Cho invejável. Ser viúva não é nenhuma desvantagem, como mamãe já me explicou. Entretanto, duvido que, diante de tudo isso, papai considere o atual campeão do imperador como um pretendente aceitável para uma de nós.


— Atual campeão? Você parece desprezá-lo por isso. Acaso não gosta dele porque matou o duque de Emory, em Montigney?


— Lorde Harry não morreu por causa dos ferimentos recebidos naquele combate, embora devam ter sido sérios. O verdadeiro motivo de o campeão saxão ter sido derrotado só se tornou conhecido depois do torneio. Ele foi vítima de uma emboscada e chicoteado até que o sangue lhe escorresse pelas pernas. E isso aconteceu no mesmo dia do embate com lorde Malfoy.


— Está falando sério, Gina?! Mas quem se atreveria a cometer tal crime?


— É um grande mistério. Tudo o que sei é que o ataque foi à traição, e a perda de sangue prejudicou o desempenho de lorde de Emory.


— Mas qual o motivo? E quem faria tal coisa? Lorde Malfoy?


— Non, não acredito. Se há alguém que teria motivo, seria lady Cho. Dizem que ela queria a morte do saxão porque ele retirou o pedido de casamento que havia feito a ela.


— Pois ouvi dizer que lorde de Emory descobriu que Cho o traía com Lorde Malfoy.


— Não repito falatório de criados, Luna. Estou lhe contando aquilo que ouvi sir Georges dizer a mamãe enquanto nos escoltava para casa. Mamãe ficou tão indignada com a história que esqueceu que eu vinha cavalgando logo atrás. Embora falassem em voz baixa, pude ouvir cada palavra. Sir Georges afirmou que Cho Chang traiu lorde de Emory. O que não consegui entender foi o motivo de o saxão ter entrado em combate, estando tão ferido. Os homens fazem coisas muito bobas em virtude de um absurdo código de honra.


— Quer dizer que não pretende aceitar a corte de lorde Malfoy, nem mesmo se lady Cho for banida para o convento de Solbert, como dizem que vai acontecer?


— Non, nem mesmo se ela morrer e for enterrada em Solbert. Para falar a verdade, o campeão não me interessa.


— Pensando bem, talvez seja melhor assim. Lilá está encantada com ele. Passa o tempo dando risadinhas idiotas de tudo o que ele diz.


— Lilá ainda é uma criança e vai deixar de se comportar de modo tão tolo quando amadurecer. Ao menos assim espero.


— E já que não quer Malfoy, Gina, quem você vai escolher? Tem algum admirador secreto de quem não quer falar?


Uma sombra de tristeza surgiu no olhar de Gina.


— Não existe ninguém, Luna. Algumas vezes chego até a duvidar de que vá me casar um dia.


— Claro que vai se casar!


— Non. Estive conversando com papai a esse respeito outro dia. Disse a ele que não acredito que possa encontrar um homem que me ame tanto quanto ele ama mamãe.


  — Ora, Gina, você não deve colocar idéias ridículas como essa em sua cabeça.


Num gesto de indiferença, Gina sacudiu os cabelos ruivos.


— Não sei, não, Luna. Tenho muitos defeitos. Mas papai disse que não preciso me casar, se não quiser. Talvez Gui me permita ficar morando em Landais, tomando conta da casa. É o que costuma acontecer com as irmãs que ficam solteironas.


— E vai renunciar a uma vida inteira de felicidade?


— Felicidade? Ora, Luna, você devia parar de prestar atenção às tolices cantadas pelos menestréis. A vida nem sempre é como a retratam em suas canções de amor. Estou apenas sendo realista. Seria insuportável casar com alguém a quem não amasse ou que não me amasse também. Se não encontrar um homem que tenha por mim esses sentimentos especiais, prefiro ficar solteira e continuar vivendo no lar que sempre conheci.


Levantando-se, Gina espanou as folhas que tinham ficado em seu avental e avançou ao longo da margem. O sol já se pusera por completo atrás das montanhas e, no lusco-fusco que precedia o anoitecer, ela não reparou  na  embarcação deslizando em silêncio pelo rio.


 

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