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3. Cap.3


Fic: Era você desde o início - Cap.6 ON


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Cap. 3


Outubro chegou rapidamente. As matérias estavam mais difíceis que as dos anos anteriores e, mesmo Lílian tento prometido a si mesma aproveitar ao máximo os próximos anos, ela não pode deixar de passar longos períodos na biblioteca. Remus ia com ela estudar e lhe proporcionava companhia. Os dois passavam horas entre os livros, sem falarem nada, mas não era um silencio incomodo, era reconfortante ter a companhia de alguém enquanto estudavam e logo os dois se tornaram melhores amigos.


Era uma teça feira e Lílian e Remus tinham um horário livre depois do almoço, pois os dois tinham desistido de Adivinhação no outro ano. Eles estavam sentados na mesa circular de madeira de sempre quando Remus comentou:


- Aqueles caras da Corvinal ficam te encarando. – Ele tinha um sorriso discreto nos lábios e não desviou o olhar nem por um segundo do livro que estava lendo, mas Lily sabia que ele tinha notado que ela estava da cor dos cabelos ruivos.


- Claro que não. – Ela falou escorregando na cadeira, tampando o rosto com o livro.


- Claro que sim. – Remus falou e também escorregou em sua cadeira para ficar no mesmo nível que ela. – Principalmente aquele loiro.


Lílian olhou discretamente para onde o grupo de alunos da Corvinal estava. Os quatro amigos estavam fazendo piada de um garoto loiro, que ria calmamente da zoação deles. Eles pareciam ter a mesma idade de Lily.


- Ele até que é bonitinho. – Ela comentou, ficando mais vermelha inda.


- Então vai falar com ele. – Remus falou distraído. Nesse meio tempo ele tinha voltado à sua leitura.


- Eu não. – Lílian alou descartando a ideia na hora. – Ele que venha falar comigo.


- Ele só vai vir aqui se você parar de se esconder atrás desse livro. – Remus falou rindo educadamente.


Lílian sentou-se ereta na cadeira e não comentou nada e logo os dois voltaram ao silencio sereno de sempre. Lily esperava que eventualmente o garoto da Corvinal viesse falar com ela, mas ele fora embora junto com os amigos e ela deduziu que fosse somente impressão do amigo.


Passaram-se algumas semanas desde aquela conversa. Lílian estava no salão comunal com as amigas quando o relógio bateu 22:00.


 - Tenho que fazer ronda gente. – Falou Lílian, interrompendo brevemente o que Alice estava falando.


- Volta logo. – Alice falou, entregando o casaco da amiga, que já estava esquecendo.


- Brigada. – Lílian agradeceu sorrindo para a amiga. Os corredores de Hogwarts à noite poderiam ser muito gelados e foi uma sorte Alice ter lembrado.


Ela saiu da torre e começou a andar pelos corredores. Seus passos ecoavam nas pedras frias dos corredores, mas ela não se importava. Segundo a tabela lunar, dali dois dias seria a primeira lua cheia e ela estava preocupada com o amigo. Ela sabia o quanto era maçante para Remus ser um lobisomem e, sabia que logo os marotos sairiam todas as noites para acompanha-lo em um gesto de bondade. Mas acima de tudo ela sabia como os marotos ficavam naquelas semanas. Todos os quatro apareciam arranhados, com olheiras e doloridos. Fez uma nota mental para reabastecer o estoque de poções curativas para os marotos.


Ela estava andando distraída então não notou uma pessoa correndo n direção dela, e quando notou, não teve tempo de desviar.


- Desculpe. – Pediu Peter com um grunhido, ele também não tinha visto a menina, parecia até um pouco aéreo, mas Lílian considerou isso normal.


- Warmtail você não deveria estar essa hora andando pelos corredores do castelo. – Lílian falou se levantando do chão e o ajudando a levantar.


- Desculpe. – Ele pediu de novo.


- Está tudo bem. – Lily falou esfregando o pulso onde tinha batido. – Agora volte logo para o salão comunal ok? Senão eu vou ter que chamar o Sr. Filch.


O amigo nem se importou em responder e logo corria em direção à torre da grifinória. Lílian terminou sua ronda e voltou para a torre.


- Demorei? – Lílian perguntou ao chegar ao salão comunal e encontrar todos os amigos lá. Peter sorriu em agradecimento a ela.


- Não. – James falou abrindo espaço para ela no sofá.


- Estávamos falando do natal. – Alice comentou com os olhos brilhando.


- Mas ainda falta muito tempo! – Lílian falou, sentando-se entre Marlene e James no sofá. Sírius estava sentado nos pés de Lene e ela brincava com os cabelos dele, Alice estava sentada ao lado dele no chão e Remus e Peter tinham puxado cada um uma poltrona para perto de onde os amigos estavam.


- Mas temos que planejar logo. – Alice argumentou animada.


- Eu acho que devíamos passar aqui no colégio, ia ser divertido. – Marlene falou, agora fazendo trancinhas nos cabelos negros de Six.


- Já fizemos isso ano passado, - James falou. Lílian deitou a cabeça no peito dele. – Podemos passar o natal lá em casa.


- Eu nunca fui lá. – Lílian falou pensativa.


- Eu voto na casa do Prongs. – Sírius comentou. – Sempre passamos o natal aqui no colégio, pode ser bom variar.


Todos concordaram e logo ficou decidido que passariam o natal na mansão dos Potter. Isso mesmo, mansão. Sírius explicou que os Potter eram uma família antiga e puro sangue e por isso tinham muito dinheiro, mas James rapidamente ressaltou que eles não tinham nenhum problema com nascidos trouxas e que na verdade, desprezavam esse tipo de comportamento. Lílian se acalmou quando James falou isso. Logo todos foram dormir pois tinham aula no dia seguinte e precisariam acordar cedo.


Os dois dias que faltavam para a lua cheia passaram rápido e logo eram seis da tarde. Os marotos e as garotas estavam no dormitório dos meninos conversando, Remus já tinha saído para se preparar para a noite na enfermaria.


- Tomem cuidado ok? – Lílian falou preocupada com os amigos.


- Sempre tomamos lírio. – James respondeu, guardando a varinha no bolso de trás das vestes. Ela adorava quando ele a chamava de lírio, não entendia bem o porquê disso, mas se sentia especial.


- Você também Sírius. – Marlene falou em tom de bronca, Sírius se contentou a rir do comentário dela e falar:


- Nem um lobisomem consegue me nocautear.


- Hoje o ego dele está inflado. – James respondeu em tom de desculpa. Eles estavam saindo do quarto para ir para a casa dos gritos quando deram por falta de algo.


- Cadê o Peter? – Perguntou James.


- Eu falei no primeiro dia de aula que os sumiços dele eram suspeitos. – Alice falou, comendo um sapo de chocolate.


- Não temos tempo para esperar por ele. – Falou Sírius, olhando pela janela. O céu já estava quase todo escuro e logo a lua sairia


- Nós vamos ficar aqui, se o Peter aparecer, avisamos para ele que vocês já saíram. – Lílian falou. As meninas tinham se programado para passar a noite no dormitório masculino. Elas nas noites de lua cheia normalmente esperavam pelos marotos no salão comunal, mas era muito desconfortável.


- Amanhã é sábado e vamos ficar acordadas até tarde – Alice completou. – Quando ele chegar a gente avisa.


- Ok. – James falou saindo pela porta junto com Sírius. Deu uma ultima piscadela para Lily e falou: - Não façam nada que eu não faria.


As meninas riram e jogaram os travesseiros na direção dele, mas James fechou a porta rapidamente então todos os travesseiros ricochetearam.


Elas ficaram até tarde conversando e comendo chocolate, mas Peter não apareceu. Elas estavam todas sentadas na cama de Remus quando Alice perguntou subitamente:


- Então Marlene o que você estava escondendo de mim e da Lily?


- Não estou escondendo absolutamente nada. – Marlene respondeu com um sorriso maroto nos lábios. – Mas a Lily está.


- Eu? – Lily falou confusa.


- Eu tenho notado que você está passando muito tempo sozinha com o Sr. Lupin, algo a declarar? – Marlene brincou.


- Eu e o Remus?! De onde vocês tiraram isso? – Lílian falou rindo da possibilidade. Eles eram muito amigos, mas era só isso.


- Vocês passam muito tempo juntos e sozinhos, dá para desconfiar. – Alice falou, mas logo completou. – Mas eu não acho que vocês estão se pegando, é só amizade.


- Obrigada Alice. – Lílian falou.


- Além disso, Remus nunca faria isso com o James. – Lílian ia discordar de Alice, mas a morena continuou alando. – Eu acho que a Lene está tentando desviar o assunto para você para que ela não precise falar dela e do Sírius.


- Não tenho nada para falar de mim e do Six. – Marlene falou desviando o olhar e comendo um chocolate.


- Está mais que na cara que vocês se gostam, deixa de besteira. – Lílian falou comendo uma varinha de alcaçuz.


- Que delicada Lily. – Marlene falou.


- Não desvie o assunto Srta. Mckinnon. – Alice falou. Lily sabia que Marlene não conseguiria ficar desviando o assunto pelo olhar que a morena dirigia a ela.


- Eu só o acho gostoso. – Lene respondeu indiferente.


- Eu acho o Remus gostoso, mas mesmo assim eu não fico de coisinha com ele. – Alice retrucou.


- Mas é diferente, você tem namorado.


- Eu não tenho namorado. – Lílian falou. – E acho o Sírius muito gato e mesmo assim não fico diferente com ele.


- Eu e o Six não temos nada meninas. – Lene falou tentando finalizar o assunto.


- Mas você queria que tivessem. – Lílian falou rapidamente.


- Admita. – Alice completou, seus olhos brilhavam.


- Talvez eu goste um pouquinho dele, mas é somente por causa dos meus hormônios. – Marlene falou. Lílian tinha que admitir que aquele era um começo.


- Você está mentindo para as suas amigas, Marlene. – Lílian falou, tentando arrancar mais da loira. – Mas principalmente está mentindo para si mesma. Você sabe muito bem que não é só seus hormônios, mas quer acreditar nisso.


- Não estou mentindo para mi mesma nem para vocês. – Marlene suspirou cansada. – Eu não sei o que sinto por ele então estou culpando meus hormônios, só isso.


Tanto Lílian quanto Alice aceitaram o que ela disse, pois sentiam que a loira tinha acabado de falar algo que nunca tinha comentado com ninguém. As meninas deixaram o assunto quieto e começaram a falar de algo mais neutro, até que o sono abateu as três e cada uma foi dormir em uma cama.


Ao deitar na cama de James, Lily sentiu o cheiro de chocolate característico dele e, foi sentindo esse cheiro que ela dormiu um sono leve, pois estava temerosa sobre os marotos.


Eram 5:30 da manhã quando ela acordou novamente. Os marotos não tinham chegado – normalmente eles chegavam algo entorno de 6:10 e 6:30 – mas ela estava inquieta. Alguns minutos depois as outras duas meninas acordaram no mesmo estado de espirito que Lílian e elas começaram a se ajeitar.


Colocaram shorts e blusas mais frescas, pois mesmo o sol não tendo saído ainda, estava muito quente. Elas ficaram conversando e tentando não ficar olhando preocupadas para o relógio. Quando eram 6:50 Lílian começou a ficar preocupada de verdade.


- Eles estão demorando. – Lily comentou, levantando-se de onde estava sentada.


As meninas sabiam que os marotos não podiam voltar muito tarde, pois alguém poderia vê-los saindo de debaixo do salgueiro lutador e isso poderia ser um problema.


- Vamos ter que ir na casa dos gritos para ver o que aconteceu. – Lene falou.


- Nós nunca fomos lá. – Alice comentou temerosa.


- Não temos escolha, eles podem estar machucados ou algo assim. – Lílian falou, ela também estava com medo de ir para lá, mas se os marotos estavam precisando de ajuda, ela aria qualquer coisa.


- Vamos acabar logo com isso então. – Alice falou indo para porta, colocando o medo de lado.


As três meninas saíram do dormitório masculino. A torre da grifinória estava silenciosa como de costume todas as manhãs e elas saíram do salão comunal sem problemas. Atravessaram o colégio rapidamente, correndo pelas passagens secretas que os marotos tinham ensinado para elas. Assim, chegaram a frente ao Salgueiro Lutador rapidamente.


Marlene pegou um grande galho que achara no chão e com a ajuda das outras meninas, apertou o botão que ficava nas raízes do Salgueiro Lutador para imobiliza-lo. Sírius contara certa vez que era assim que elas chegavam à casa dos gritos, e foi seguindo as instruções do maroto que elas encontraram a passagem para a casa entre as raízes.


A passagem era baixa e desregular. O ar estava quente por causa do clima da superfície e Lílian estava começando a se sentir um pouco claustrofóbica por causa do espaço apertado. Varias vezes as meninas tropeçaram pelos ramos e pedras que encontraram no caminho, arranhando os joelhos e as palmas das mãos.


Lily já estava convencida que não chegaria a lugar nenhum seguindo por ali e que elas deveriam sair e chamar Dumbledore, quando viu uma luz à sua frente. As três meninas seguiram em direção à luz que logo descobriram vir de uma fresta de uma porta.


Lílian que vinha na frente empurrou a porta com facilidade e observou o ambiente a sua volta. Era uma sala de estar – ou pelo menos já fora uma sala de estar – os móveis estavam todos destruídos e arranhados por garras de algum animal, que Lílian logo deduziu que foram feitos por Lupin nas noites de lua cheia. Até o chão de madeira estava destruído; saíam farpas e havia alguns pedaços de tabuas levantados, como se alguém tivesse tentado sair dali cavando um túnel no meio da sala.


- Sírius! James! – Alice gritou assim  que passou pela porta.


- Shiu! Não sabemos se o Remus ainda está na forma de lobisomem! – Marlene a repreendeu, arregalando os olhos.


- Não está – Lílian falou. – Ele teria uivado assim que tivesse sentido nosso cheiro pelo túnel. O fato de termos chegado vivas até aqui quer dizer que ele já deve estar na enfermaria.


- Então cadê os meninos? – Marlene perguntou preocupada.


- Devem estar no segundo andar. – Alice falou apontando para as escadas.


As três subiram cautelosamente as escadas que levavam para o andar de cima. Havia um corredor que levava à dois quartos e o que Lílian pensava ser um banheiro no final do corredor. Marlene abriu a porta do primeiro quarto, mas o encontraram vazio e destruído como o resto da casa. O segundo quarto se encontrava do mesmo estado do primeiro. As meninas ficavam cada vez mais preocupadas, se perguntando por que não estavam encontrando os marotos.


Quando tentaram abrir a porta do banheiro, ela estava emperrada. Tentaram as três empurrar a porta, mas parecia que algo estava as impedindo de abrir. Até que elas ouviram um gemido vindo do banheiro.


- Eles estão ali dentro! – Alice falou exasperada.


- James! Sírius! Deixem a gente entrar! – Marlene falou batendo na porta, mas ela nem se moveu.


- James sou eu! Lily! Abre a porta, por favor. – Lílian falou. Ouviram-se mais alguns grunhidos de dentro do banheiro e um clique da maçaneta girando.


As três escancararam a porta do banheiro o mais rápido possível. Lá dentro, encontraram James e Sírius nas formas humanas. Os dois estavam sangrando por causa de cortes nas costas e nos membros, mas nenhum sinal de mordidas. Os dois estavam extremamente pálidos e esgotados e o olhar deles dizia que algo dera muito errado.


Lílian queria gritar com os marotos, até aquele momento ela não sabia que estava tão irritada com eles, mas vê-los no estado que estavam amoleceu o coração dela. Mas não o de Marlene.


- Vocês sabem o estado de preocupação que vocês deixaram a gente?! Quando não voltaram como normalmente fazem parecia que eu ia ter um ataque cardíaco! Olhamos todos os quartos e não encontramos vocês! Eu já estava pensando que vocês tinham sido sequestrados ou que o Remus tinha engolido os dois! NUNCA MAIS FAÇAM ISSO COM A GENTE!


Os dois marotos pareciam fracos demais para falar algo além de ruídos, mas pelos sorrisos nos rostos dos dois, Lílian conseguia deduzir que estavam gratos por terem sido encontrados e não estavam dando a mínima para a bronca de Marlene.


- Depois você briga com eles Marlene, precisamos sair daqui antes que os outros alunos acordem. – Lily falou indo até onde James estava.


Alice e Lílian apoiaram James que aparentava estar em pior estado enquanto Marlene ajudou Sírius, lançando-lhe olhares irritados. Os cinco atravessaram o túnel mais rapidamente que da primeira vez, pois os marotos pareciam saber onde estava cada pedra e cada raiz traiçoeira.


Quando chegaram ao dormitório dos marotos, já eram 7:30 e eles tiveram sorte de não encontrar ninguém nos corredores. Deitaram os dois nas próprias camas e Lílian subiu para o dormitório feminino para pegar a maleta de primeiros socorros das meninas.


Enquanto elas cuidavam dos marotos, Sírius ia contando o que aconteceu.


- Nós normalmente trazemos um pouco de carne para Remus porque durante a noite ele fica com fome. Mas dessa vez nós estávamos com pressa e esquecemos. – Ele coçou os olhos com sono. – quando deu umas 3:00 da manhã ele começou a sentir muita fome e começou a atacar. Estávamos tentando conte-lo, mas ele me acertou aqui na cabeça e eu apaguei – Sírius falou passando a mão onde havia sido acertado. James continuou a historia.


- Eu o empurrei para dentro do banheiro para que o Remus não o visse se transformando em humano, mas não deu tempo. – James contou passando as mãos nos cabelos. – Quando viu o Padfoot na forma humana ele pirou. Ficou tentando alcançar ele e morde-lo e eu não estava conseguindo conte-lo. Empurrei Remus para longe e consegui fechar a porta do banheiro e a tranquei. Nós dois estávamos esgotados e machucados então eu desmaiei também.


- Mas que horror! – Falou Alice, ela era a mais sensível dali.


- Ainda bem que não foram mordidos. – Lílian falou, aliviada que os dois estavam a salvo no momento.


- Quando ouvi vocês, achei que era uma alucinação por causa do cansaço. Demorou um pouco para entendermos que eram vocês de verdade. – Falou Sírius.


- Mas vocês não deveriam ter ido para a casa dos gritos! Se Remus estivesse lá ainda... – James falou, repreendendo as meninas.


- Se a gente não tivesse ido lá, vocês ainda estariam presos dentro do banheiro. – Marlene retrucou.


- Vocês não podem colocar a vida de vocês em risco desse jeito! – Sírius falou e James concordou.


- Jurem que nunca mais irão para a casa dos gritos. – James falou olhando cada uma das meninas nos olhos.


- Não vou jurar algo que não poderei cumprir. E se algo acontecer de novo? Podemos ajudar! – Lílian falou indignada.


- Vocês não são animagas! É muito perigoso. – Sírius falou exasperado.


- Podemos nos tornar animagas, vocês conseguiram mais novos que a gente, podemos conseguir também. – Falou Alice e todas as meninas concordaram.


- Nada disso, é muito perigoso. – James falou irritado.


- Vocês conseguiram, nós também podemos conseguir! – Falou Lílian, irritada com a teimosia dos marotos.


- E, além disso, não precisamos da permissão de vocês. – Marlene falou desafiadora, era uma batalha perdida para os marotos.


- Nós vamos ajudar vocês a serem animagas se vocês prometerem nunca mais entrarem na casa dos gritos do jeito que vocês entraram hoje. – James falou vencido, Sírius completou:


- Vocês poderiam ter morrido! Ou pior, virado lobisomens! Sabem como Remus sofre sendo o que ele é?! Não queremos isso para vocês. – Sírius falou serio. Quando Six falava daquele modo, todos sabiam que ele estava realmente preocupado com algo ou pior, com medo de algo. Não que ele fosse admitir para alguém isso. As meninas concordaram.


Os marotos estavam cansados então dormiram logo. Marlene se aconchegou ao lado de Six e dormiu. Alice ficou mais um tempo acordada, lendo um livro, mas o sono a abateu também e logo ela estava dormindo na cama de Remus.


Lílian ficou mais um tempo acordada, velando o sono de James. Ela estava com medo de ter feito algo errado quando estava curando ele e resolveu ficar observando-o. Suas pálpebras estavam pesadas e seus membros, dormentes. Aconchegou-se em James do mesmo jeito que Marlene fizera com Six e resolveu tirar um cochilo, descansar um pouco não a faria mal.


Sonhou um sono sem sonhos e se sentia completamente relaxada e protegida. Ao abrir os olhos, completamente descansada e desperta, sentiu alguém se movimentar embaixo de si.


- desculpe. – Lily pediu assim que se tocou que poderia estar deitada em algum lugar dolorido de James, ela já ia levantando quando ele a segurou.


- Está tudo bem, eu estava tentando te ajeitar, você parecia dolorida naquela posição. – James falou, seus olhos castanhos refletiam carinho. Lílian posicionou-se novamente no peito de James. Ele estava quente como sempre e ela podia ouvir as batidas do coração do maroto. A respiração quente dele batia em sua nuca o que lhe causava arrepios e ela sentia a mão espalmada dele nas suas costas.


- Quando ouvi sua voz naquela hora do banheiro, primeiro senti alivio, mas depois fiquei com medo. – James falou. Agora ele brincava com uma mexa flamejante do cabelo de Lílian.


- Medo de que?


- Você não podia estar ali, poderia ter sido perigoso. – Ele falou repreendendo-a.


- Você e o Sírius poderiam estar mortos ou pior nesse momento e você está me repreendendo por ter ido salvar vocês? – Lílian falou, sorrindo no peito dele.


- Algo assim. – Ele falou e ela pode sentir o peito dele ressoar com a risada gostosa que ele deu.


- Eu também estava com medo, não do lobisomem, mas de encontrar vocês dois mortos. – Lilian desabafou. Ela levantou a cabeça e olhou dentro dos olhos de James, por um segundo ela sentiu os olhos castanhos dele e os verdes esmeraldas dela se tornando um só.


Uma pequena lagrima escorreu pela bochecha branca de Lílian, mostrando o quanto ela ficou angustiada naquela manhã.


- Não fica assim meu lírio. – James falou limpando a lagrima dela com o dedão e pela primeira vez, Lílian não reclamou dele tê-la chamado de minha – Eu estou bem, graças a você.


- Jure que sempre vai voltar, por favor. – Lílian implorou, ela não tinha força emocional para suportar aquilo de novo. James a abraçou fortemente e ela afundou o rosto no pescoço dele.


- Sempre. – Ele prometeu.

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Comentários: 1

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Enviado por Diênifer Santos Granger em 29/09/2014

Ameeeeeeeeeeeeeeeeei!

Nota: 5

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