Oiie Oiie Gente, então eu sumi, eu sei, digamos que eu estava ocupada e desanimada com a falta de leitores, mas eu coloquei na cabeça que nai ia desistir de AN e não vou, vou continuar postando mesmo que esteja sem nenhum comentário, não posso deixar esse projeto inacabado, então resolvi estipular que vou postar os capítulos sempre Sábado ou Domingo. Espero que gostem do capítulo e Boa Leitura !
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
—E o feriado?—Draco perguntou a noite, dias depois, a Harry.
—Estava justamente pensando nisso.—Confessou, olhando o irmão.—Podíamos ir pra Flórida.
—Flórida? —Draco tentava entender o porque disso. Sabia perfeitamente que Harry odiava sol e calor.
—Feriado? —Sophia perguntou, virando-se pra Hermione. Não sabia da existência desse feriado.
—Dia de São Valentim.—Sophi fez uma cara confusa
—Assim.—Gina começou, enquanto ninava James.—Diz a história que a tempos atrás, na época do Imperador Cláudio II, ele proibiu todos os casamentos, porque queria montar um exercito invencível, e os homens se tornam vulneráveis quando amam.— Harry sorriu de canto, olhando a esposa.
—Então, como fora mandado, os casamentos foram cancelados. Apenas um padre se negou. Ele continuou casando os jovens escondidos. Seu nome era Valentim. —Hermione continuou.
—Ele casou as pessoas continuamente, dia após dia, até que foi descoberto. Ele foi preso, julgado, e condenado a morte.—Gina acarinhou as bochechas de James que havia acabado de dormir.
—Enquanto ele estava preso, jovens iam até a prisão, e jogavam flores pra ele, presentes. Um dia, uma jovem entrou lá. Ela era cega. Eles se apaixonaram perdidamente um pelo outro, e o amor dele, milagrosamente, devolveu a visão dela.—Hermione disse, lembrando-se das diversas vezes em que Florinda lhe contou essa história.—Ele conseguiu escrever uma carta de amor pra ela, e no final, ele dedicou "Do seu Valentim".
—Bom, ele morreu.—Hermione conclui e Sophia fez uma careta.—Porém, o amor dele e da jovem se tornou lenda. E dai veio o dia de São Valentim. O dia dos apaixonados.
—O que vocês acham de irmos pra Flórida?—Draco perguntou a todos, porém, encarava Hermione.
—Por mim está ótimo.—Hermione respondeu, sorrindo pro marido. Draco sorriu de canto. É, eles iriam a praia no dia dos apaixonados.
E assim, o feriado chegou. Sophia acordou cedo, atônita. Todo mundo estava ansioso pra ir pra Flórida, mas ninguém tanto quanto ela. Diego, pra ajudar com o furdunço, danou a berrar.
—Hum... —Hermione se espreguiçou acordando.
—Bom dia.— Hermione balançou a cabeça negativamente e se apertou a ele, morrendo de preguiça de levantar.—Vamos coeur , acorde.
—Não quero.—Murmurou contra o peito dele, manhosa.
—Eu também não, mas precisamos.—Ele olhou o relógio perto da cama.—Se bem que ainda é cedo. Fica aqui, eu vou acalmar os três.
—Não.—Ela o prendeu em seu abraço. Draco riu.—Tá, vai lá. —Ela soltou ele de mal gosto, virando-se pro outro lado.
Mas Hermione despencou em seu sono assim que o barulho parou. Não sentiu quando o marido voltou pro seu lado, e a beijou de leve. Só acordou uma hora mais tarde, quando o barulho recomeçou. Mas Draco não estava lá. Em seu lugar havia um enorme buquê de rosas vermelhas, uma pequena caixinha de veludo, e um cartão alvo. Ela se sentou, e abriu a caixinha. Dentro havia um anel prateado, fino, com diamantes a sua volta. Mas era diferente. Tinha uma abertura na parte superior. Hermione franziu a sobrancelha. Em cima da caixinha preta havia uma frase branca:
"Pra aquilo que se quer pra sempre.". Hermione olhou a alRonyça em sua mão esquerda. Sorriu, e colocou o anel no anular esquerdo, o mesmo dedo da alRonyça.
Encostou os dois anéis delicadamente, e eles se encaixaram. Ela pegou o cartão, e lá havia apenas uma frase: É um contentamento descontente. Ela olhou as flores, e sorriu mais ainda. Ficou ali, observando o anel, por vários minutos. Mas depois se levantou. O dia dos apaixonados ainda precisava ser vivido. Então, as 08h00minam, os Malfoy saíram de casa. Demorou mais ou menos uma hora até chegarem lá a estação de trem. O que as mulheres não sabiam é que Diego e Draco haviam decidido ir pra Paris, a cidade da luz.
—Não devimos ir pro aeroporto?—Sophia perguntou intrigada na estação de trem.
—Devíamos.—Draco apertou as bochechas dela de leve e sorriu.—Mas estamos indo pra França. Guarde suas roupas de banho pra outra ocasião.
—Tá.
Já no hotel onde estavam hospedados Hermione e Draco conversavam no quarto.
—Ei, não me olha assim!—Reclamou, puxando o rosto dele pra si. Draco olhava o corpo dela, coberto pelo short curto, com o olhar cobiçoso. Ele riu do embaraço da esposa.
—Qual o problema?—Perguntou, sorrindo pra ela.
—Todos os problemas.—Rebateu, fazendo bico. Draco beijou o bico dela, que sorriu.— Adorei o presente.
—Eu estava procurando um presente. Mas eu vi você com esse anel quando achei-o. - Ele pegou a mão esquerda nela, onde os dois anéis estavam juntos.
—Abre a boca.—Ela pegou um morango numa taça que estava perto de si. Draco ergueu a sobrancelha.—Vamos lá!—Insistiu, com o morango na mão. Draco entreabriu os lábios, de muita má vontade.
Hermione fez sinal negativo com a cabeça e mordeu um pedaço do morango, beijando-o em seguida. Draco tinha que reconhecer que foi pego de surpresa. Mas Hermione era uma surpresa com pernas. Ela se amparou no peito dele, que a segurou pelo rosto, trazendo-a pra si. O beijo tinha o gosto da boca dos dois, e o sabor predominante do morango. Os dois se beijaram até que o ar faltou, obrigando-os a se soltarem. Hermione o encarou por um bom tempo, instigando-o com o olhar.
—Provoca, Hermione. Mas depois não reclame.—Alertou.
—Porque eu reclamaria?—Perguntou, passando a ponta dos dedos no peito dele, e ainda provocando-o com seu olhar.
—Cigana.—Acusou, sorrindo de canto, perdido pelo olhar dela.
—Vou tomar banho.—Disse, antes de selar os lábios com os dele, mordiscando a boca do marido, que sorriu.
Hermione se levantou e caminhou até a porta do banheiro. Draco foi atrás de imediato, eles haviam deixado a banheira enchendo em quanto se curtiam no quarto. Olhou a água borbulhante por um momento, tocando-a com a ponta do pé. Parecia estar ótima, na temperatura ideia pra se cozinhar alguém vivo, como Draco adorava implicar com o banho quente. Ela sumiu debaixo d'água, como sempre fazia. Ele ficou olhando o banho da amada por minutos a fio. Viu quando ela emergiu, jogando os cabelos louros pros lados.
Hermione agora tinha os olhos fechados e ouvia musica distraída. Draco então resolveu fazer companhia a mulher. Tirou a camisa, os sapatos, e foi até lá, mergulhando na banheira redonda de hidromassagem. Hermione só percebeu quando ele a segurou firme pela cintura.
—Draco!—Gritou, pondo a mão no peito, estava tão dispersa que já mais esperou que ele fosse lhe acompanhar no banho.—Que susto!—Ela jogou água nele, que riu, se esquivando.
—Não faz assim que eu me apaixono.—Disse entre o riso, tapando o rosto com a mão.
—Você é um grande idiota!
Não houve tempo de falar. Draco, após prensar ela na borda da banheira, a beijou com gana, e não havia mais nada pra ser dito.
—Ele sorriu do jeito de menina dela, e encostou seu corpo no dela.—Tudo em você me provoca, Hermione.—Ele disse, passando o rosto pelo dela.—Cada pedaço, tudo me excita. Estar perto de você é como tocar em fogo. Queima.—Elogiou, acaricRonydo o pescoço dela possessivamente.
Hermione estremeceu com o elogio. A pele dele emanava calor sob a sua. Ela viu quando ele aproximou o rosto do dela, e fechou os olhos. A próxima coisa que sentiu foi os lábios dele pressionando os dela gentilmente.
—Draco, vamos eu quero sair.—Hermione tentou negociar, mesmo louca de vontade de sentir a pele dele tão perto da sua.
—Nós queremos um filho, então precisamos tentar.—Observou, enquanto cobria o pescoço dela com a boca, sedentamente. Hermione arqueou a cabeça ao sentir a língua dele tocar-lhe a pele.—Não sinta vergonha de mim. Sou seu marido.—Murmurou perto do ouvido dela.—Eu conheço cada centímetro do seu corpo, detalhadamente. Cada sinal. Não há nada que eu não tenha visto, tocado ou beijado.—Hermione tentou aceitar, mas o rubor era maior.—Vamos, me beije.—Pediu, virando o rosto pra ela.—Me beije, Hermione.—Insistiu. Hermione umedeceu os lábios, completamente corada. O encarou por um segundo, e ele a incentivou com o olhar. Ela respirou fundo, e sabendo que não tinha saída, se inclinou pra beijá-lo, completamente envergonhada. Os lábios dela tocaram o dela suavemente. Draco sorriu, e a guiou, invadindo a boca dela com a língua avidamente.
Os dois se beijaram por minutos a fio. As mãos de Draco passeavam pelas coxas da mulher que mesmo a sós com ele ainda estava tímida.
Dessa vez não havia calma em seus movimentos. Precisava dela urgentemente. Hermione arfou durante o beijo, inclinando a cabeça pra trás ao sentir a mão dele tocar-lhe firmemente a intimidade, testando-a. Ele observou a mulher com fascinação. Vendo que ela estava pronta pra ele a invadiu. Hermione gemeu alto ao sentir isso.
—Está tudo bem, não está?—Perguntou, arfando, preocupado com ela
—Está. Dê-me um segundo.—Pediu, tentando se acostumar ao marido. Mesmo com o tempo, Draco ainda era grande demais pra ela, e ela sabia que isso nunca ia mudar.
Draco esperou, se torturando, mas deu o tempo que ela precisava. Só quando Hermione o beijou, avisando que estava pronta, ele pôs-se a mover, agressiva e ritmadamente. Hermione se segurou no ombro dele, com os olhos cerrados. O tempo se passou, e aquele banheiro de hotel era só deles. As costas de Hermione se arrastavam pela louça da banheira, mas ela nem ligava, não quando Draco, o seu Draco, estava abraçado a ela, possuindo-a violentamente. Sentia seu deleite chegando, se aproximando, e sabia que ele também estava assim, quando ele parou de se mover e, arfando, deixou ela.
—O que...?—Ele não deixou ela terminar.
—Vire-se.—Pediu, com a voz fraca, Hermione o encarou, confusa. Naquela altura do campeonato o chão do banheiro já estava ensopado. Havia mais água fora do que dentro da banheira.— Vamos, Hermione.
Hermione confusa e frustrada, podemos acrescentar um desconfortável, virou-se de costas pra ele, amparando a testa na bancada em volta da banheira. Ela sentiu Draco lhe abraçar, e amparar o rosto em seu ombro. Então sentiu o marido colocar-se, lentamente, a invadi-la novamente. Lentamente demais pra ele. Hermione franziu a sobrancelha percebendo o que Draco estava fazendo. Engoliu em seco, mas não questionou. Confiava nele. Aquilo era...diferente. Doía um pouco.
— Coeur?—Perguntou arfante, após juntar-se completamente a ela.
—Tá... tá tudo bem.
Ele se moveu novamente, menos agressivamente dessa vez. Mas foi só pra ela se acostumar. Logo os dois se movimentavam juntos, e os gemidos eram claros ali. Tempos depois Hermione desfaleceu, e após um nada Draco foi junto a ela. Ele a amparou, tentando se recuperar. Hermione estava amparada na banheira rasa de água, confusa, e principalmente satisfeita. Draco, vendo que ela estava bem, saiu da banheira e foi se enxugar, logo estava vestido e esperava ela com a toalha na mão pra que pudesse acolhê-la.
—Você é louco.—Acusou, ruborizada após sair da banheira, abraçando o marido, que riu.
Hermione se vestiu e abraçada ao esposo, foi passear com os outros pelas cidade. Tinha na cabeça a certeza de que nunca se esqueceria desse dia dos apaixonados.
O tempo passou, e a mansão Malfoy podia ser considerada um lugar feliz. Apenas uma coisa atrapalhava. Hermione não engravidou. Estava absolutamente frustrada com isso. Enchia-se de esperanças, e então sua menstruação chegava, e ia tudo por água abaixo. Ela se irritava, chorava, mas o bendito filho não vinha. Draco a tranquilizava, lhe dizendo que eles tinham todo tempo do mundo pra conseguir o bebê, mas algo dentro do coração dela lhe dizia que não, que não havia todo esse tempo. E ela queria esse filho. Ela o desejava com cada fibra do seu ser. Agora eles estavam chegando ao restaurante mais fino da cidade, pra comemorar seis meses do nascimento do herdeiro. Essa data só fez Hermione se deprimir mais ainda. James estava em seu carrinho de bebê, entre a mãe e o pai. Eles conversavam animadamente enquanto não jantavam, e riam, até que aconteceu.
—Então nós pensamos em ir atrás de vocês, estávamos preocupados, ai vocês apareceram.—Diego citou o dia de São Valentim, em que os dois “sumiram” na hora de se arrumar. Diego riu, e Hermione lhe deu um belo cutucão no estomago.
—Então nós pensamos em ir atrás de vocês, estávamos preocupados, ai vocês apareceram.—Harry citou o dia de São Valentim, em que os dois “sumiram” na hora de se arrumar. Draco riu, e Hermione lhe deu um belo cutucão no estomago.
Nessa hora, uma mulher se esbarrou com um casal que passava que se bateu fortemente com o garçom, que tombou pro lado, batendo-se em Sophia. O Alvoroço foi total. O garçom, envergonhado e amedrontado por ter interrompido o jantar dos Malfoy, pediu desculpa mil vezes. O casal se desculpou e saiu. Tudo estava bem. Ou quase. Faltava alguém.
—MEU FILHO!—Gina gritou, se levantando, ao olhar pro carrinho de bebê. James não estava mais lá.
—Que?—Virou-se assustado pra mulher, em seguida pro carrinho do filho. —MANDE TRANCAR TODAS AS PORTAS, AGORA!— Harry rugiu, virando-se pro gerente. O homem assentiu, nervoso, e deu ordens pra lacrarem o enorme restaurante.
Draco, Hermione, Gina e Harry se espalharam entre as mesas, procurando. Mas foi inútil. O pequeno James não estava mais lá. Hermione estava se desesperando, quando ouviu o choro do menino. Ela se virou, e o viu nos braços de uma mulher alta, bonita, de cabelos pretos e curtos, que avançava apressadamente pra saída.
—Draco!—Hermione berrou, olhando o marido. Quando ele olhou, viu só a sombra do vestido preto que Hermione usava. Ele disparou atrás dela.
Hermione correu atrás da mulher, mas ela era rápida. Ouvia os passos de Draco vindo atrás de si, mas não podia se dar ao luxo de perdê-la de vista. Essa perseguição durou até os fundos do restaurante. Lá, misteriosamente, o choro de Diego se silenciou, e a mulher já não estava.
—Meu Deus, não.—Hermione murmurou pra si mesma, correndo o local com o olhar, mas não havia ninguém.
—Hermione?—Perguntou, arfando, quando alcançou ela.
—Levaram ele, Draco.—Respondeu, ofegando.—Eu... eu vi. Uma mulher, ela me viu, mas não parou de correr. Eu conheço o choro do James.Ela sumiu.—Disse, desolada.
—Calma. A gente vai achar ele.—Prometeu, tentando tranquilizar a esposa, mas não era fácil, Hermione estava desolada. Pobre Gina.
Gina estava desolada. Seu bebê... Ah, Deus. Draco levou ela, Hermione e a Sophia até o carro, precisavam ir pra casa. Hermione nunca recuperou sua cor sadia após a surra que levou de Draco, continuou pálida, mas hoje sua cor era caótica.
—Me prometa que vai ficar bem.—Pediu, tirando seu terno e pondo em volta do ombro de Hermione.
—Eu prometo.—Disse rouca pelo choro se abraçando ao marido.
—Cuide de Gina. Tente acalmá-la. Tê-la assim não vai ajudar.—Hermione assentiu, com o rosto no peito do marido.
—Encontre ele, por favor. —Hermione implorou, erguendo o rosto pra ele. Draco assentiu.
—Fique tranquila, vai dar tudo certo.—Ele ajeitou o terno nela.—Agora vá e dirija com calma. Eu preciso ajudar Harry.—Ela assentiu, e Draco se curvou sobre ela, beijando-a docemente. Após isso Hermione no carro, ele observou enquanto ela sumia pela estrada. Em seguida se virou, e foi atrás de Diego.
—Pro diabo com os procedimentos que estão pendentes, encontrem o meu filho. — Harry estava furioso. Draco nunca o vira assim.
—Sr. Malfoy, nós precisamos de um prazo de 48 horas pra mandar os nossos homens saírem à busca...—O delegado que tentava conversar outra vez foi interrompido por Harry.
—Eu vou ser objetivo. Eu quero TODOS os seus homens na porta dessa delegacia em 10 minutos. Sequestraram o meu filho. É obrigação de vocês encontrá-lo.—Ele respirou fundo.— Dez minutos.—Lembrou, e saiu. O delegado nada mais pode fazer além de mandar convocar seus homens.
Em algum lugar, longe dali, uma morena entrava no quarto de um hotel carregando o pequeno Diego adormecido no colo.
—Até que enfim. —Retrucou uma voz masculina, vendo-a fechar a porta.
—Não foi fácil, quase me pegaram. —A morena disse baixo, pra não acordar o bebê.
—Mate o menino.—Ordenou com frieza, agora uma voz de mulher, que entrava no quarto pela porta do banheiro.
Hermione hora dirigia, hora consolava Gina, quando ouviu o trotar furioso de cavalos do lado de fora. Aos poucos ela diminuiu a velocidade, era a polícia municipal que estava ali. Mas reconheceria os olhos de Draco em qualquer lugar do mundo. Ele estava ali, entre todos os homens armados, ele estava ali.
—O que houve?—Hermione estava confusa, mas mesmo assim desceu do carro.
—Preciso que você venha comigo.—Draco havia descido ali, e segurava com carinho as mãos dela entre as suas.
—Porque? —Gina que chorava desde o início, não hesitou em perguntar.
—Ela viu a mulher que levou o Diego. Preciso que a descreva.—Hermione assentiu.—Logo ela estará com você.
Um dos guardas ficou responsável por levar Gina para casa. Draco deu apoio pra Hermione, que sentou de lado no cavalo, e ele se sentou atrás dela, pegando as rédeas. Então o cavalo estava voando, deixando poeira atrás deles. As costas dela estavam amparadas no peito largo dele, e ela sabia que aquele era o lugar mais seguro do seu mundo, mesmo parecendo que o cavalo ia levantar voo. A noite era fria, e o vento parecia ter a intenção de cortar o rosto dos dois. Draco passou o rosto pelo dela brevemente, e ela sorriu com aquilo. Num piscar de olhos estavam na delegacia. Hermione descreveu a mulher que havia visto minuciosamente. Quando saiu da delegacia, se assustou. Havia um batalhão ali. Policiais, empregados, gente que ela nunca viu.
—E então?— Harry perguntou, quando Draco se aproximou, segurando a mão de Hermione.
—Está pronto.— Harry assentiu. —Vou levá-la pra casa. Gina precisa dela.—Uma faísca de preocupação passou pelo olhar de Harry, e depois o ódio tomou conta. Ele assentiu novamente, e Draco saiu com Hermione.
Dessa vez, ele conseguiu que um carro da polícia os levasse pra casa. No banco de trás ele segurava a cintura de Hermione, acaricRonydo-a possessiva e distraidamente. Ao chegar à mansão, ela o beijou novamente e foi cuidar da amiga. Draco voltou à cidade, e liderou com Diego os homens. Varreram Moscou em peso. Nem sinal do menino.
Hermione cuidou de Gina. A “irmã” não queria fazer nada. Empacou no quarto de James, na cadeira de balanço, se curvou em bola e nada a fazia falar. Hermione encheu o saco até que conseguiu fazer ela ir tomar um banho. Pediu a Giorgia que preparasse um chá calmante e bem forte, a empregada obedeceu. Enquanto Gina estava no banho e o chá estava sendo preparado, Hermione tomou o seu banho, com a cabeça longe, imaginando onde Draco estava. Vestiu sua camisola, e seu hobbie, que iam até os pés, e foi atrás de Gina. A ruiva tinha uma aparecia doentia. Se vestiu com uma camisola de algodão branco e se deitou. Até o cheiro do chá que Giorgia trouxe dava sono, imagine bebê-lo. Gina engoliu o liquido, e entre lágrimas, dormiu. Hermione velou o sono dela por horas a fio. Depois, a cobriu e saiu. Estava amanhecendo, quando carros e cavalos pararam na frente da mansão.
Hermione nem ligou pro fato de estar mal agasalhada. Calçou seus chinelos e foi pra sala principal, queria ver Draco, saber se haviam noticias.
—E então?—Perguntou desolada quando viu o esposo entrar em casa. Guardas havia ficado do lado de fora pro caso de algo acontecer.
—Ainda nada.—Mesmo desanimado ele abraçou a mulher. Precisava ficar perto de Hermione, não sabia o por que.
—E a Gina?—Diego estava abalado de mais.
—Eu cuidei dela. Dei um chá calmante, agora ela ta dormindo.—Diego assentiu e foi ao encontro da esposa.
Draco e Hermione foram pro quarto dos dois. A casa parecia morta, fúnebre, sem o choro de Diego correndo pelos cômodos. Draco tomou um banho, vestiu uma roupa pra dormir, foi quando Hermione foi até ele.
—E você?—Perguntou, se aproximando do marido.
—O que tem eu?—Perguntou, erguendo o rosto pra ela.
— Me faz mal ver você assim.—Assumiu, impotente.
—Venha aqui.—Ele tocou sua coxa de leve, e Hermione se sentou no colo dele.—Não se preocupe comigo. Eu vou sobreviver. Eu sempre sobrevivo. —Hermione fez uma careta, e ele sorriu.
Em algum lugar, longe dali, uma morena brigava com um casal bravamente.
—Você me disse que era só pra assustar o Harry!—Ela estava furiosa.—Disse que devolveríamos o menino, sadio!
—Eu disse, mas mudei de ideia. —A mulher misteriosa riu e a o olhou dos pés a cabeça.—Ande, me dê logo esse fedelho.
—Não vão matar o menino. Eu não vou ser a responsável por isso.—Concluiu indignada.
—Deixe que ela fique com o ele. Pelo menos por enquanto. Podemos observar o sofrimento de Harry um pouco.—O homem que não tinha mais de 30 anos abraçou a loira misteriosa e sorriu pra morena.
—Pois então, fique com ele. Sua razão de vida e alegria. Você é ridícula, Pansy.—Disse antes de sair. O homem a acompanhou.
—Está a salvo, pequeno Diego. Não deixarei que nada lhe aconteça.—Disse, acaricRonydo a face do menino. O par dos olhos de James a observou, no rosto do pequeno bebê. Era impressionante o quanto eles eram semelhantes. Pansy sabia que não seria fácil guardá-lo são e salvo, mas daria sua vida por isso.
Os dias se passaram a fio. Não havia sinal de Diego, em lugar nenhum. A situação na mansão era desesperadora.
—Eu vou com você, então nós... —Draco estava agitado, entrando as pressas em casa
— O que houve? —Gina estava ansiosa, indo até Diego e Draco.
—Achamos um rastro. Tá levando pro sul, nós achamos que ela estão querendo cruzar a fronteira. Eu vou atrás dela.—Disse decidido. O sumiço do filho havia mexido com todas as suas emoções. Diego já não comia, não dormia. Vivia pra encontrar o pequeno bebê.
—Tome cuidado. —Gina pediu atordoada. Não aguentaria perder o marido agora.
—Eu vou achar ele. Nem que seja a última coisa que eu faça, eu vou trazer ele de volta pra você.— Harry disse sério, olhando a mulher. Gina se atirou nos braços do marido e o beijou apaixonadamente. Não sabia quando ia poder fazer aquilo de novo.
Longe dali...
—Eles vão seguir o rastro. Vão viajar atoa.—O homem riu, divertido
—Qual o seu problema, Pansy?—A loira estava completamente irritada.
—Eu não gosto disso. Não gosto. —Pansy estava ninando o menino
—Uma prostituta com instinto maternal.—O tom melancólico da voz da mulher era assustador.—Francamente.
Os dias foram se passando, e dois meses se completaram. Após a viagem inútil, Harry desistiu de contar com a polícia e ele mesmo contratou homens para o serviço. Diego não estava lá. Gina estava adoecendo de saudade do marido e do filho. Hermione já não sabia mais o que dizer pra amiga.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
—Estou cansada desse joguinho.—Disse, soprando o ar do cigarro.—Sairemos amanhã de manhã, e quando voltar, eu quero esse assunto resolvido, Pansy.—A loira outra vez encarou a mulher dos pés a cabeça e a olhou com frieza.
Pansy olhou preocupada pro bebê. A loira o mataria, caso a ela própria não o fizesse. Tinha se apegado ao menino nesses dois meses. Não era capaz de fazê-lo. Ah, pobre James.
Mais dias se passaram. Nada de notícias. Hermione estava andando pela propriedade. Sofria pela saudade do marido. Quando passou pelo galpão, um cachorro branco, alvo como nada mais latiu pra ela.
—Ah, Luke.—Ela foi até o cachorro, acaricRonydo-lhe a cabeça. Luke pareceu gostar de ver a dona.—Não pula.—Ela se afastou quando o cãozinho pulou nela.—Eu também sinto saudade. — Disse, sincera.
Mas porque não? Sentia saudade de Draco, de Rony, do pequeno James. Sua vida estava um caos. Se ela ainda tinha Luke, porque não? Ela colocou a coleira no cachorro, que saltou no chão, animado. Pegou a coleira e saiu devagar com ele. Mas Luke queria mais. Hermione sorriu quando o cachorro disparou, feliz. Hermione se sentiu viva de novo. O vento frio bombardeava seu rosto, seu cabelo voava no vento. Enquanto corriam, se lembrou mentalmente que nunca chegara a outra extremidade da mansão. Ela guiou o cachorro, e avançou. Tinha que ter um final. Aquele lugar era enorme. Alguns empregados viravam-se pra olhá-la quando ela passava, e nada do final do pátio chegar.
—O que eu vou fazer com você?—Pansy murmurou, cansada, após pular o enorme muro da mansão .—Não posso deixar aqui. Pode haver cachorros. Insetos, cobras. Ah, James.—Murmurou pro bebê, atordoada.
Hermione estava desistindo de achar a outra ponta da mansão, quando viu uma mulher embrenhada nas árvores. Tinha cabelos pretos e curtos. Era branquinha, pálida. Usava um vestido simples e em seu braço havia uma trouxinha azul.
—James.—Hermione murmurou pra si mesma, enquanto atiçava Luke, que se lançou pra frente.—EI!— Berrou, soltando o cão às pressas. Pansy se virou, assustada.—Não fuja. —Avisou, a morena parecia apavorada, agarrada ao bebê.
Hermione se preparou pra gritar, mas Pansy avançou pra ela calmamente, como quem ergue uma bandeira de paz.
—Quem é você?—Hermione perguntou na defensiva.—Porque levou o menino?!
Mas Pansy apenas balançou a cabeça negativamente. Seus olhos estavam cheios d’água. Ela ofereceu o menino a Hermione, que o carregou, confusa.
—O-obrigado. —Murmurou surpresa.
—Me perdoe.—Ela olhou James por uma última vez, e em seguida fugiu, deixando Hermione confusa, e atônita. Não sabia por que, mas sentia pena daquela mulher.
Hermione abraçou James, que pareceu conhecer a tia. Em seguida pegou a coleira de Luke, e disparou de volta a mansão. O menino não pareceu se incomodar, aparentemente sabia que estava seguro nos braços de Hermione.
—Gina! —Berrou, entrando em casa.
—Quê?—Perguntou, desanimada no andar de cima.
—Vem aqui!—Pediu. Estava ofegando de ter subido as escadas correndo, não tinha pique pra subir até o segundo andar.
—Pra que?
—DIABO, GINA VEM LOGO!—Apressou.
Hermione ouviu Gina resmungar, e os passos da mesma no assoalho do segundo andar. Sorriu por antecipação. Era como tirar uma cruz de suas costas.
—Sabe que não quero sair, pedi pra que não me chamasse, só por notícias de James, mas você insist... —Travou chegando ao patamar da escada, vendo o embrulho azul nos braços de Hermione.— James.—Murmurou, e Hermione viu o sangue voltando ao rosto da amiga. Gina estava corando de felicidade, depois de meses.—Meu filho.—Sorriu, enquanto os olhos se enchiam de água.
Gina desceu a escadaria em um segundo. Hermione entregou o bebê a ela, feliz. As coisas poderiam voltar ao normal agora. Ou assim pensava Hermione. Gina chorou, abraçada ao filho. Era como se lhe devolvessem o oxigênio.
—Como? Onde ele estava?—Gina perguntou atônita, abraçada forte ao filho, que ria dos beijinhos que recebia da mãe.
Hermione hesitou por um momento. A morena parecia arrependida. Desculpou-se. Devolveu o menino.
—Encontrei ele... do outro lado. Perto de uma árvore.—Mentiu.
—Obrigado, meu Deus.—Ela soluçou no choro, e o bebê passou a mão no rosto dela.—Avise Harry. Peça que volte. Já acabou.—Ela sorriu, dizendo isso, e Hermione estava plena novamente. Plena no que podia se dizer. Não se podia estar completamente plena se Rony não estava ali pra lhe fazer companhia.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
A morena que salvou a vida de James não estava nada bem. Ela foi espancada quando souberam o que havia feito. Ela aceitou a dor de bom grado, pelo menos o menino estava bem. Tinha abandonado a vida, mas não tinha pra onde ir, então era forçada a ficar com os dois. Hermione naquele dia mesmo ligou pro marido que ficou encarregado de achar James aonde quer que fosse. James dormia em seu berço, e Gina caminhava pelo jardim, tranquila, quando o carro do marido se aproximou dali.
—Gina.—Murmurou correndo até a mulher. Ela correu ao encontro dele, e quando se chocaram, ela se abraçou a ele, que a beijou, cheio de saudades. Draco preferiu ficar dentro do carro, não queria interromper. Harry deu ordens pra que ele fosse na frente. Hermione estava em seu quarto, quando duas mãos firmes lhe cobriram os olhos.
—Se adivinhar quem é, ganha um beijo.—Murmurou no ouvido dela, e sorriu olhando a pele da mulher se arrepiar, enquanto ela sorria.
—Hum... Mr. Malfoy, talvez.—Disse entrando no jogo. Draco riu gostosamente.—Que saudade de você.—Disse se virando pra ele, atirando-se em seu pescoço em seguida. Draco cambaleou pra trás e caiu de costas na cama, com Hermione em sua barriga. Ela sorriu e o beijou, com saudade. Tudo estava bem.
Naquela tarde, casais se embolaram nos quartos da mansão. A paixão podia ser sentida entre as paredes, talvez até tocada. E assim foi por dias. O amor, a paz, a tranquilidade e a paixão reinavam naquele lugar. Mas não é só alegria de pobre que dura pouco. A dos ricos também tem data de término.
—Vai!—Draco ordenou.
—Não vou.—Hermione virou o rosto pra não encará-lo.
—Vai, minha princesa.—Insistiu, mimando ela.
—Não, meu neném.—Sorriu, entrando no jogo.
—E porque você não quer ir, minha vida?—Perguntou, prendendo o riso, só que Hermione não aguentou e riu.
—Eu vou. Mas me espera.
—Sempre.—Disse, fingindo bocejar arrancando um suspiro dele.
—Ridículo.—Ela bateu no peito dele, que riu e agarrou-a, dando-lhe um cheiro no pescoço.
Toda a briga era porque Draco ia passear com Hermione pela cidade. Mas ele insistia que ela usasse um casaco, que lhe tampasse mais o decote, e ela não queria ir buscar. Por fim ela foi sobre os olhares dele, que ficou sorrindo a espera dela. Hermione o encantava. Seu sorriso se fechou em choque quando uma visitante entrou pela porta da frente.
—Draco.—Disse, observando-o do portal.
Hermione tinha buscado o casaco, e voltou, parando no parapeito da escada. Parou de sentir as pernas. A visitante avançou pela sala e abraçou Draco com força. Hermione empedrou onde estava. A visitante ergueu os olhos pra Hermione, e a encarou por um breve momento.