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Visualizando o capítulo:

20. Tente novamente


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Bem, Henrique, este capítulo é dedicado a você, por sua esperteza e persistência. Espero que goste. Se encontrar algum erro, me avisa, ok? Mais uma vez, parabéns! 


Gabrielle - Out Of Reach

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Knew the signs

Wasn't right

I was stupid for a while

Swept away by you

And now I feel like a fool

So confused,

My heart's bruised

Was I ever loved by you?


Out of reach, so far

I never had your heart

Out of reach,

Couldn't see

We were never

Meant to be


Catch myself

From despair

I could drown

If I stay here

Keeping busy everyday

I know I will be OK

But I was

So confused,

My heart's bruised

Was I ever loved by you?


Out of reach, so far

I never had your heart

Out of reach,

Couldn't see

We were never

Meant to be


So much hurt,

So much pain

Takes a while

To regain

What is lost inside

And I hope that in time,

You'll be out of my mind

And I'll be over you

But now I'm

So confused,

My heart's bruised

Was I ever loved by you?


Out of reach,

So far

I never had your heart

Out of reach,

Couldn't see

We were never

Meant to be


Out of reach,

So far

You never gave your heart

In my reach, I can see

There's a life out there

For me


Gabrielle - Out Of Reach (tradução)


Eu sabia que os sinais

Não estavam certos

Eu fui idiota

Por um tempo

Louco

Por você

E agora eu me sinto

Como um idiota

Tão confuso, meu coração está machucado

Será que eu já fui amado por você?


Fora de alcance, tão distante

Eu nunca tive o seu coração

Fora de alcance, não conseguia ver

Não era mesmo para ficarmos juntos

Estou desesperado

Sinto sufocar e fico aqui

Mantendo-me ocupado todo dia

Sei que ficarei bem


Mas agora eu estou

Tão confuso, meu coração está machucado

Será que eu já fui amado por você?


Fora de alcance, tão distante

Eu nunca tive o seu coração

Fora de alcance, não conseguia ver

Não era mesmo pra ficarmos juntos


Tanto sofrimento, tanta dor

Leva um tempo para repor

O que está perdido por dentro

E eu espero que em tempo

Você esteja fora da minha mente

E eu tenha te superado

Mas agora eu estou

Tão confuso, meu coração está machucado

Será que eu já fui amado por você?


Fora de alcance, tão distante

Eu nunca tive o seu coração

Fora de alcance, não conseguia ver

Não era mesmo pra ficarmos juntos


Fora de alcance, tão distante

Você nunca me deu seu coração

E ao meu alcance, posso ver

Há uma vida me esperando lá fora


*****************************************************


Capítulo 20


Tente novamente


A vida era uma merda.

O treinamento de auror tinha de fato começado cedo. A garrafa inteira de uísque que Harry bebera, uma vez que Rony tinha ido embora na noite anterior, agora estava flutuando em seu sangue e embrulhando seu estômago. Harry sentia o suor descendo por seu pescoço. Seus olhos estavam inchados e sua cabeça estava girando. A qualquer movimento ele sentiria a náusea o atingir e ameaçar sair.

Jenkins aparentemente não percebera a condição de Harry e tomou vantagem disso. Os feitiços que ele lhe lançava eram potentes, arremessando Harry no chão mais de uma vez. A verdade era que Jenkins tinha que derrubar qualquer Auror (que não estivesse em condições de treinar) para Sirius. Mas o garoto tinha que aprender que todos tinham que se esforçar para garantir um lugar no Ministério. Ele não merecia passe livre porque seu padrinho era chefe do departamento ou porque seu nome era Harry Potter.

Harry ergueu-se do chão, secando o suor da testa. Seu corpo doía do último feitiço e implorava por uma xícara de chá quente e uma cama macia.

- Potter, queria saber o que o Ministério viu em você durante os testes. - Jenkins disse alto, o sorrisinho afetado alargando em seu rosto encolhido. - Você não bloqueou nenhum dos meus encantamentos ainda e os feitiços que você lançou não fizeram nada além de faíscas.

- Vá se foder. - Harry murmurou, resumindo seu ponto de vista. Ele amaldiçoou mentalmente Sirius por ter escolhido Jenkins como seu treinador. O velho estava praticamente tirando sarro da falta de jeito de Harry. Desejando poder reunir mais forças que seu corpo estava disposto a dar, Harry ergueu sua varinha para atacar.

Antes que pudesse proferir o feitiço, ele foi arremessado novamente e sentiu o sangue começar a escorrer de seu nariz e de seus lábios. Furioso, ele olhou para Jenkins que o estava observando com uma expressão extremamente aborrecida.

- Este não é um duelo de cavalheiros! - Harry arquejou. - Você devia bloquear meus feitiços, não me lançar um antes.

- Acho que já treinamos o suficiente por esta manhã. – Jenkins replicou, dando as costas a Harry. – Você está me fazendo perder tempo, Potter. Você simplesmente não serve para ser Auror.

- Talvez eu fosse capaz de aprender se eu tivesse alguém decente para me treinar. – Harry devolveu, levantando-se e ficando diante de Jenkins. Ele ficou satisfeito por ser muito mais alto que ele.

- Eu fui um Auror por dez anos. – Jenkins disse raivosamente. - Um treinador por mais dez. Você é só um mimadinho que entrou para este treinamento porque o padrinho teve sorte de ser...

- Sirius não tem nada com isso. – Harry disse, seus punhos cerrando-se.

- Mesmo? De alguma forma, julgando pela sua sessão esta manhã, eu acho difícil de acreditar. Se você sair em missão nestas condições, você sabe o que vai acontecer?

- Eu sei cuidar de mim mesmo se você faz ou não o seu trabalho. – Harry disse enquanto abaixava-se para pegar sua varinha. Seus dedos se apertaram de repente ao redor da base da varinha enquanto a dor latejava por cada centímetro de seus ossos. Ele tombou e caiu no chão, o suor escorrendo por seu corpo novamente. Ele queria gritar, mas a queimação era tão lancinante que ele não pôde fazer nada a não ser contorcer-se. Suas entranhas estavam em chamas, seus dedos encrespados de dor.

Quando finalmente passou, Harry ofegou, abrindo os olhos e observando Jenkins inclinar-se sobre ele, sacudindo a cabeça com escárnio.

- Você tem que aprender primeiro onde se meteu.- Jenkins deslizou sua mão pelas vestes e agachou-se perto de Harry – A Maldição Cruciatus dói, não dói? Bem vindo ao mundo real de ser um Auror.

- Você acha que vai me abater com algumas dores de estômago.- Harry zombou, sorrindo levemente enquanto levantava-se. Ele queria desmaiar, mas recusava-se a deixar seu corpo cair.- Eu já experimentei coisas muito piores que a Maldição Cruciatus... Aparentemente você nunca teve o prazer de encontrar-se com Voldemort.

Jenkins recuou levemente à menção abrupta daquele nome:

- Você pode mentir o quanto quiser, Potter. É conhecido o fato de que a filha de Arthur Weasley derrotou Você-Sabe-Quem. Por que você continua a ter todo o louvor? Pelo que ouvi, você não era nada além de um covarde fraco... Pelo que vejo, você ainda é. Você é igual ao seu pai.

Harry sentiu a raiva crescer dentro dele e empertigou-se apesar da dor. Seu punho bateu com força na mandíbula de Jenkins. Harry deu um passo a frente e enterrou o punho no estômago do homem, observando-o cair no chão.

Ele ouviu os rápidos chamados dos outros Aurores e teria investido novamente se não tivesse sido seguro.

- Eu sou o fraco, certo? - Harry afastou-se de Jenkins, que tentava recuperar o fôlego. – Bem vindo à realidade de ser Auror. Nem todo bruxo precisa de uma varinha.

- Harry!

Harry viu Sirius atravessar a sala, sua expressão furiosa. Suspirando, Harry guardou a varinha nas vestes e resistiu à vontade de chutar Jenkins no estômago mais uma vez antes de Sirius agarra-lo rudemente pelo braço e arrasta-lo.

- Traga um curandeiro para o Sr. Jenkins. – Sirius ordenou por sobre o ombro para as muitas pessoas que ainda os cercavam. Enquanto todas elas se dispersavam em diferentes direções, Sirius encaminhou Harry pelo corredor, para seu escritório. Tremendo, Sirius bateu a porta.

- Sente-se.

- Eu não preciso sentar...

-Eu disse “sente-se”.- Sirius rosnou, caminhando até sua escrivaninha.

Harry resistiu por um momento antes de, relutantemente, largar-se na cadeira. Para ser honesto, se ele não tivesse sentado, teria desmaiado sobre o carpete de Sirius.

- Você não ataca um Auror Sênior, você me entende?

- Ele é uma piada, Sirius! Ele...

- Você me entende? – Sirius interrompeu, enfatizando a pergunta firmemente.

- Sim.- Harry murmurou, sua resposta pouco audível.

- Você andou bebendo noite passada. - Sirius disse baixinho, ainda de pé.

- Só um pouco... Eu apenas...

-Cale a boca.- Sirius disse baixinho, um tom perigoso em sua voz.

- Só porque eu sou seu padrinho, Harry, não significa que não chutarei você do treinamento tão rápido que sua cabeça vai rodar.

Harry quis zombar, mas ao invés disso, encontrou-se engolindo em seco, com um pouco de medo. Ele não conseguia se lembrar da última vez que vira Sirius tão furioso.

Querendo se defender, Harry levantou-se da cadeira, sustentando olhar de Sirius:

- Sinto muito. - Ele disse calmamente. - Eu sei que bebi muito noite passada...

- Rony também disse que você se meteu numa briga no Caldeirão Furado noite passada.

- Droga! Rony é minha babá?

Sirius o analisou calmamente por um momento:

- Ele está preocupado com você. Ele está fazendo a coisa certa.

-Olha, se Gina não tivesse...

-Lá vem você de novo. –Sirius interrompeu, colocando as mãos na escrivaninha. – Você quer culpar mais alguém por suas escolhas. Gina não forçou a garrafa nos seus lábios, Harry, ou esmurrou a cara de alguém. São suas decisões que o colocarão para fora do treinamento, a menos que você mude, entende?

Harry lutou internamente entre dizer a Sirius para cair fora ou engolir o orgulho e se desculpar. Mas ele tinha ido muito longe para jogar tudo para o alto por causa de uma briguinha.

- Você tem razão. Desculpe-me. – Ele disse entre os dentes.- Não farei isso de novo.

Sirius o encarou por um momento antes de assentir:

- Ótimo. Mas é isso, Harry. Se você vier aos treinos nessas condições novamente, está fora.

- Entendido. – Harry disse e pegou sua varinha da mesa de Sirius. – Posso voltar?

Sirius sentou-se e abriu uma pasta que estava em sua escrivaninha:

- Não. Quero que vá para casa.

Harry permaneceu de pé ali, atordoado por um momento enquanto Sirius continuava a ler calmamente o pergaminho.

- O quê?

- Vá para casa, Harry. Você não está em condições de continuar treinando.

- Isso é uma mentira, Sirius! Deixe-me viver minha vida de uma vez por todas...

- Eu quero que você viva sua vida. Mas as coisas são diferentes agora...

- Por quê? Por que você diz? – Harry perguntou, observando com satisfação os olhos de Sirius escurecerem.

-Sim, porque eu digo. Sou seu padrinho, Harry... Mas quando você estiver aqui como Auror, eu sou seu superior e me recuso a dar-lhe um tratamento especial porque você sente a necessidade de beber toda noite.

- Eu não quero tratamento especial! – Harry berrou, seus punhos se fechando e seu estômago revirando com a dor. – Você costumava se divertir... O que aconteceu?

Colocando o pergaminho na escrivaninha em frente a ele, Sirius ficou de pé, ficando na altura de Harry:

- Minha falta de cuidado quase me matou. Quase te matou. – Ele lhe lembrou. –Você pode não lembrar disso, Harry, mas eu lembro. Eu tenho uma responsabilidade agora. Uma obrigação. Para com o Arthur, o Ministério e você.

- Eu posso ser responsável por mim mesmo. - Harry replicou raivosamente.

-Excelente. – Sirius disse, voltando a se sentar. – Então espero que você esteja aqui no Sábado para treinar umas horas extras com Jenkins. Isso, depois que você se desculpar e receber permissão para continuar... - Ele quebrou com o barulho de obscenidades que preencheu o escritório.

- Terminou?- Sirius interrompeu calmamente. Quando Harry apenas continuou lá, de pé, fervendo, Sirius assentiu. – Bom. Agora, vá para casa.

Com um urro de raiva, Harry virou-se e saiu do escritório de Sirius, batendo a porta com força. Ignorando os olhares curiosos e cochichos das pessoas que estavam no corredor, Harry desceu os corredores até as salas trancadas, passando como um furacão por Hermione, que estava caminhando em sua direção.

Ele ignorou o puxão rápido da mão dela em seu braço e não respondeu quando ela chamou seu nome. Abrindo as portas para o vestiário, Harry pegou sua mochila com violência do armário e quase a jogou longe, antes da adrenalina dentro dele se desvanecer e ele meramente largar-se, sua mochila caindo aos seus pés.

Sentindo o estômago rodar, Harry gemeu e arrastou-se para o banheiro, atentando-se ao fato de que essa era a segunda vez que ficava doente em dois dias. Ele descansou um braço no vaso sanitário e encostou sua testa nele fazendo uma promessa silenciosa de nunca mais tocar no uísque de Sirius novamente.

Ele eventualmente perdeu a noção de quanto tempo e ficou sentado no chão quando a porta se abriu baixinho. Harry ergueu-se levemente mas não se moveu do chão.

Hermione cutucou-o levemente, soltando um suspiro agourento, uma mão segurando um copo com um líquido marrom e a outra afastando os cabelos do rosto dele.

- Sirius me contou o que aconteceu...

- Brilhante. – Ele murmurou, levantando a cabeça do braço e olhando para ela com os olhos embaçados. – Ele te contou o fracasso que eu sou?

- Você não é um fracasso. – Ela disse, estendendo-lhe o copo, que ele olhou desconfiado.- Eu coloquei um pouco de Poção da Cura nisso para cuidar das contusões...

Harry agradeceu com um sorriso e bebeu, seus olhos lacrimejando com a súbita ardência em sua garganta.

- Que diabos é isso?- O gosto sumiu de sua língua e ele sentiu o começo de um calor subir por seu corpo.

- Um pouquinho disso e daquilo. Se quiser ficar doente de novo, eu te digo.

- Não. – Harry disse rapidamente, deixando o copo do seu lado. – Obrigado, Hermione.

Ela hesitou e secou um pouco do suor que escorria pela testa dele:

- Você está ficando doente.

- Nah, o álcool está me deixando doente. – Harry disse secamente, voltando a apoiar-se, com um suspiro exausto, na parede.

- O álcool... Estresse... Sua vida. – Hermione inclinou a cabeça para avaliar seus olhos vermelhos e inchados. – Você não dorme.

- É difícil, algumas noites.

- Eu venho esta noite e te preparo uma poção do sono...

- Elas não funcionam. – Harry disse brevemente, fechando os olhos enquanto o mal estar parecia desaparecer de seu corpo.

- Eu estive trabalhando em algumas coisas... Esta vai funcionar. - Ela prometeu, o observando em silêncio por um momento. - Harry, não tome esse caminho errado, por favor, digo isso como amiga.

Ele abriu um olho para olha-la em expectativa.

- Você está no caminho certo para se tornar um auror. – Ela disse, tomando como um bom sinal quando ele ergueu a cabeça, seus olhos agora a observando. - Você provou que pode fazer isso e bem. Não jogue isso fora.

- Você acha que estou tentando arruinar tudo?

-N-não... Mas eu acho que você está se segurando a muita pressão e experiências passadas que você precisa abandonar...

- Como Gina?

Hermione ficou quieta por um instante enquanto pensava em uma resposta:

- Eu acho que você precisa deixar de pensar que ela pertence a você, porque ela não pertence, Harry.

- Eu sei que...

- Não. – Ela interrompeu. – Você não sabe. Você não a vê como a mulher que ela verdadeiramente é...Você a vê como a menina que foi apaixonada por você durante anos e que faria qualquer coisa por você, sempre e em qualquer lugar. Ela não é mais aquela garota.

- Ela não me ama mais, de qualquer forma. – Harry disse baixinho, fechando os olhos para que Hermione não visse a dor neles.- Ela quer ficar com o Olívio.

- Você a ama? - Hermione esperou pela resposta que não veio e segurou a mão dele entre as suas.- Se você ama ou não, você deve permitir que ela seja feliz, Harry. E se for com o Olívio, bem, eu sei que é difícil de aceitar.

- Como você poderia saber?- Harry perguntou, abrindo suas pálpebras pesadas mais uma vez para estuda-la.

O olhar de Hermione baixou para o chão enquanto mordia o lábio e Harry amaldiçoava a si mesmo enquanto lembrava.

- Desculpe, Hermione. - Ele disse baixinho. – Rony quer ficar com você. Ele te ama mais do que eu provavelmente poderia explicar.

Ela lançou-lhe um olhar cheio de dor antes de balançar a cabeça:

- Não importa mais. Tomamos caminhos diferentes

- Não gosto de ver vocês assim. – Harry suspirou, apertando a mão dela na sua.

Ela não disse nada, mas sentou-se mais próxima a ele, seus dedos entrelaçados.

-Eu nunca imaginei que haveria algo mais difícil do que o que passamos em Hogwarts.

- A dor realmente não vale à pena, vale? - Harry perguntou, voltando a olha-la.

Ela comprimiu os lábios enquanto pensava na questão:

- Às vezes vale.

- Será sempre difícil assim?

Hermione encolheu os ombros:

- Suponho que seja difícil porque o fazemos assim, certo?

Harry virou-se para encarar a parede diante dele e sentiu Hermione descansar a cabeça em seu ombro enquanto ficavam sentados lá, em silêncio, tentando dar conforto um ao outro.


Ele não podia ir para casa. Se ficasse enfurnado toda a tarde com certeza enlouqueceria. Ao invés disso, Harry foi para o Beco Diagonal, decidido a andar a esmo até passar a raiva que o consumia sempre que pensava nos acontecimentos do dia.

Ele viu alguns rostos familiares, forçando gentileza através de um sorriso contorcido sempre que o cumprimentavam ou paravam para uma conversa rápida. Enquanto caminhava para o Caldeirão Furado, não conseguia evitar dar uma olhada nas vitrines para ver se encontrava um flash de cabelos vermelhos. Ele podia ver Simas trabalhando no bar, mas Gina não estava em lugar algum para ser vista.

Suspirando, Harry perscrutou a rua, percebendo que a loja de Artigos para Quadribol havia posto um lançamento de livros sobre Quadribol na vitrine. Ansioso por gastar algum dinheiro, Harry cruzou a rua, mantendo a cabeça baixa enquanto passava por um pequeno grupo de bruxas que ele tinha certeza que começaram a cochichar quando o reconheceram.

Apressando-se para a loja, o ar escapou de seus pulmões quando colidiu com uma jovem que saía da loja. Ela soltou um grito curto e pendeu para o lado enquanto Harry tropeçava.

- Droga! Sinto muito. - Ele começou, abaixando-se para ajuda-la a pegar as sacolas que haviam caído de seus dedos. Suas desculpas foram se esvaindo enquanto ele olhava para os olhos de Gina.

Ela murmurou uma resposta e tirou as sacolas dos dedos dele antes de se levantar.

- Gina. – Alguma coisa que ele queria ter dito ficou presa em sua garganta enquanto ele olhava para ela. Seu cabelo flamejante estava solto e esvoaçava em seus ombros e seu rosto estava limpo de qualquer maquiagem. Ela não estava usando uniforme hoje, mas um simples jeans e uma camiseta vermelha que combinava com seu cabelo. As botas pretas que ela usava a deixavam quase do mesmo tamanho que ele.

Ela parecia simplesmente linda, e um pouco perturbadora.

-Eu não devia ter saído com tanta pressa.- Gina disse baixinho, arrumando as sacolas que ela carregava.

- Eu não estava olhando o caminho, foi minha culpa.- Ele insistiu, pensando em onde toda a fúria que estava sentindo tinha ido parar. Ele a culpara por seus problemas aquela manhã, e agora tudo o que ele queria fazer era toca-la. Enterrando suas mãos desejosas nos bolsos, ele procurou por uma distração. Seu olhar recaiu sobre as sacolas nas mãos dela.

- Pensei que odiasse fazer compras.

- Eu odeio. - Ela seguiu seu olhar até as sacolas pesadas. - Mas o aniversário de Olívio está chegando...

- Oh. – Suas entranhas se remexeram dolorosamente. Mude de assunto, ele disse a si mesmo rapidamente, antes que você comece a agir como um bundão novamente. – Como você está?

- Estou bem, Harry. Realmente preciso ir.- A distância em sua voz fazendo as costas de Harry enrijecerem. Ela passou por ele e Harry ficou sozinho, parado perto da porta, a observando se distanciar dele.

Sem pensar, Harry apressou-se pela rua, tocando o braço dela levemente quando finalmente a alcançou:

- Podemos conversar por um minuto?

- Eu acho que não.- Gina continuou a se mover na multidão, suspirando alto quando a mão dele a segurou pelo pulso. Ela parou e virou-se para encara-lo, aborrecimento perpassando seus olhos.

- Eu quero me desculpar. – Ele disse, deixando sua mão pender para o lado. - Por ontem.

- Tudo bem. – Ela disse simplesmente, dando um passo para o lado. Um som de frustração escapou pelos lábios dela quando ele bloqueou sua passagem.

- Você vai apenas deixar como está? Assim?

O vento soprou por eles, provocando um leve tremor sob a camiseta dele. Seus olhos se fixaram nos cabelos dela, que esvoaçaram e dançaram ao redor de seu rosto.

- Olha, eu só estou cansada de... - Ela parou rijamente quando Harry se aproximou e afastou os cabelos do rosto dela com as pontas dos dedos, deslizando atrás de sua orelha. As pontas dos dedos dele pareceram demorar tempo suficiente para enviar-lhe pequenas ondas de arrepios que perpassaram seu corpo até os dedos dos pés.

Engolindo em seco, ela deixou seus olhos varrerem o rosto dele. Seus óculos tinham sido consertados e corte em seu lábio, curado. Mas ela reparou que o hematoma em sua mandíbula tornara-se amarelado, e na leve escoriação no canto de seu olho esquerdo. Ela sentiu um instinto de aproximar-se e deslizar os seus dedos sobre a escoriação, querendo que cada marca de dor no rosto dele desaparecesse.

Desde que o pensamento a sacudiu de volta à realidade, Gina deu um passo para trás, enquanto vasculhava freneticamente sua mente pelas palavras que estivera a ponto de dizer antes dele toca-la. Ah, certo.

- Dizer que sente muito nem sempre melhora a situação. Você não tinha o direito de brigar com o Olívio.

Os olhos de Harry turvaram e ele deu um passo para trás:

- Você me magoou.

- Eu te magoei? – Descrença se desprendeu de seu rosto antes que ela desse uma risadinha rápida.- Eu te magoei. Bem, então peço desculpas, Harry. Agora, se você me dá licença, tenho que ir para casa para jantar.

- Você me disse uma vez que queria me ajudar, Gina. - Harry disse, bloqueando seu caminho novamente. – Não desista de mim.

Ele de repente pareceu tão cansado e derrotado. O coração de Gina disparou sofregamente. Mas não havia necessidade de ele saber que ainda podia afeta-la.

- Como você pode me pedir para não desistir de você quando você mesmo já desistiu?

Os olhos dele desviaram dos dela para fitar o chão e Gina impeliu de volta os sentimentos doentios para dentro dela, para passar por ele. Ela o ouviu sussurrar seu nome e, apesar de saber que não deveria, ela parou e o olhou, esperando.

- Posso te perguntar uma coisa? - Harry ergueu a cabeça para olha-la, cerrando os punhos dentro dos bolsos. - Você o ama?

Ela encontrou o olhar dele e respondeu o mais verdadeiramente que podia:

- Eu não sei.

O aperto ao redor do coração de Harry pareceu afrouxar e, antes que ele pudesse parar e avaliar, ele deu um passo adiante, ficando tão perto que podia ver os pontinhos dourados nos olhos dela, o suficiente para ouvir sua respiração descompassada. Tão perto que tudo o que ele tinha que fazer era inclinar-se um pouco e encontrar os lábios dela.

- Você me ama?

Ela pareceu baixar a guarda por um momento enquanto se empertigava. Ela perscrutou a rua brevemente, mordendo o lábio em nervosismo. Harry podia sentir a respiração presa na garganta e a observou em expectativa, quase amedrontado, quando ela suspirou e voltou-se para ele.

- Harry!

Ela tinha quase ofegado uma sílaba quando Harry sobressaltou-se levemente com a interrupção, suspendendo a respiração enquanto olhava Rony se apressando para ele, ainda com suas vestes de Auror. O mais casualmente que pôde, ele parou ao lado de Gina e tentou controlar seus batimentos cardíacos, imaginando se ele deveria azarar Rony ou apenas estrangula-lo com as próprias mãos.

- Rony... - Harry sentiu a si mesmo empalidecer levemente ao olhar do amigo. Ele já tinha visto aquele olhar antes. Ele odiava aquele olhar.- O que foi? Foi a Hermione?

Alguma coisa brilhou nos olhos de Rony à menção do nome de Hermione, mas foi embora no momento em que ele piscou e sacudiu a cabeça.

- Mamãe me enviou para pegar você. – Ele disse a Harry, então olhou para Gina. – E encontrar você.

- Por quê? O foi?

Rony soltou um longo suspiro e voltou-se para Harry:

- Eles querem você no St. Mungos. Remo acordou.


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N/B: Devo dizer que me surpreendi quando a Carol me chamou para ser beta. E me surpreendi ainda mais quando eu ganhei o desafio da Save me, acertando a música, mas errando a banda... Mas até aí tudo bem. Me deixando um pouco de lado para falar da fic:
1) esse capítulo me deixou muito mais curioso do que o outro, assim como a Ana Eulina Carvalho disse. Estou esperando o próximo, ok, Carol?
2) Acho que não sou o único que quero que a Gina e o Harry se reconciliem, né? Então, estamos esperando como Cannon que somos!


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