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10. Corações e mentes


Fic: Para sempre


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Eram sete da manhã quando Claire Dumont aparatou numa rua erma de uma cidade litorânea francesa. Como todo bruxo sabia, não se podia escolher qualquer horário e nem qualquer lugar para aparecer e desaparecer no mundo trouxa. Hermione tinha lhe explicado onde e como surgir. A moça usava um vestido leve e arrastava com ela uma mala equipada com rodinhas. Absolutamente normal para aquelas paragens. Pegou o mapa e logo descobriu o endereço do hotel que abrigava o namorado, mais a amiga e Rony. Dirigiu-se à recepção, deu seu nome e recebeu em troca uma chave. Falava em francês, sua língua materna. Agradeceu ao funcionário, dispensando sua ajuda e se dirigiu com cuidado ao quarto designado. Abriu a porta silenciosamente. Entrou na ponta dos pés e com a varinha fez a mala se instalar graciosamente ao lado da de Harry. Estava cansada, mas não pretendia se deitar. Preferia aguardar que o rapaz acordasse sozinho. Ele estava deitado voltado para a janela. Enquanto isso, ficaria sentada na única poltrona disponível no quarto. Tirou as sandálias, ajeitou-se como pôde e permaneceu ali, olhos abertos contemplando o sono do namorado.

Harry não dormia tranquilamente. Girou o corpo para o lado de Claire, revelando à namorada o rosto com a barba por fazer. Ainda inconsciente, franziu o cenho. A garota imaginou que ele estava tendo um sonho ruim. Hesitou. Deveria acordá-lo? Harry moveu uma das mãos para baixo de seu travesseiro. Parecia mais sereno. No instante seguinte, mexeu a cabeça, enfiando o rosto no travesseiro. Isso o despertou. Sem perceber Claire, ele resmungou com a cara ainda no meio da fronha. Virou o rosto para a janela cujas cortinas só deixavam passar uma faixa mínima de luz. “Saco”, grunhiu. Endireitou o corpo, colocou as mãos debaixo da cabeça, mirando o teto.

- Bom dia, mor!

O rapaz tomou um susto tão grande que o coração veio parar na boca. Levantou-se e pegou rapidamente os óculos sobre a cômoda.

- Quer me matar, Claire? Ufff, meu coração tá disparado.

A moça riu, foi até a cama e se jogou sobre o namorado. Dando-lhe uma sucessão de beijos no rosto, na testa, nos olhos, reclamou que não ouviu as boas-vindas. Harry a puxou, fazendo Claire se deitar ao seu lado. Segurou o rosto dela com as mãos e deu um único beijo, longo e apaixonado. Depois, soltou-a, acariciando seus cabelos.

- Bom dia. Que ótima surpresa. Pensei que você ia chegar à noite. E o seu plantão?

- Fiz uma loucura. Decidi trocar com um assistente e fiz o horário dele, com a promessa de ele cumprir o meu. Isso quer dizer, que trabalhei o dia inteiro até agora de manhã. Ai, tô morta! - gemeu de modo dengoso.

- Maluca! Agora não vai conseguir ficar em pé.

- Ficar em pé realmente eu não garanto. Mas ficar deitada do seu lado, isso eu consigo e quero fazer - brincou, mordendo o queixo do namorado. E perguntou, séria - Você estava tendo um pesadelo?

Harry pigarreou. Não podia falar a verdade. Sonhara que estava discutindo com Gina, que o empurrava para longe dela. Desde o beijo entre eles, alternara acessos de fúria, inconformismo, angústia e desejo toda a vez que lembrava do momento.

- Devia ser. Não lembro.

- Mas foi agora! Muito estranho. Aliás, que barba é essa?

- Ah, me dá um tempo. Tô de férias. Tenho direito à preguiça.

- Eu não gosto de barba. Ainda mais assim. Arranha o meu rosto - respondeu num muxoxo.

- De vez em quando, um arranhãozinho não faz mal - replicou, beijando o pescoço de Claire, que se contorceu rindo e reclamando ao mesmo tempo.


***


Os quatro estavam sentados em cadeiras de praia, observando o mar. Rony e Hermione ficaram surpresos ao encontrar Claire no café da manhã. Quando souberam o que ela tinha feito, as reações foram bem opostas. Hermione a chamou de maluca, como Harry fizera no quarto. O desgaste de cumprir dois horários seguidos poderia ter prejudicado o trabalho. Rony elogiou a coragem e a disposição de Claire em fazer tudo pelo namorado. Fora uma provocação clara, mas Mione nem ligou.

- Claire, vamos ver se você consegue fazer com o que o Harry volte a ser gente. Faz dias que ele anda com essa cara de vagabundo, só veste bermudas, não come direito e está com um mau humor de espantar ogro. Ainda bem que pelo menos ele toma banho - disse Rony.

- Que foi, mor? Era saudade? - perguntou Claire, beijando o ombro de Harry.

- Tô virando bad boy - respondeu, os olhos verdes fixos no mar, refletindo a cor da água.

- Bom, você pode até ser bad boy aqui. Mas quando voltarmos à Londres quero o meu Harry de volta - brincou a moça. - Vamos nadar um pouco?

Ele não estava com vontade. Claire convidou os amigos; apenas Rony topou. Os dois, então, foram juntos até a água, dar uns mergulhos. Hermione puxou a cadeira para mais perto de Harry. O rapaz sentiu que ela abriria a boca para aborrecê-lo.

- Antes que você comece, Mione, é melhor te advertir que eu não ando disposto a ouvir discurso.

- Interessante. Há quanto tempo você está esperando pelo “meu” discurso?

- Conheço o seu jeito. Fica agitada. Parece que tem formigas nos fundilhos.

- Realmente, quero conversar com você desde que a gente chegou aqui, mas o Rony anda sempre grudado. Agora que ele está com a Claire, quem sabe? Creio que o “meu” discurso ia deixar o Rony nervoso.

- Então, fala logo. Só que isso não quer dizer que eu vou responder.

- Seria legal se você não fosse tão grosseiro de vez em quando. Eu só quero te ajudar.

- Não preciso de...

- Precisa, sim! - cortou, irritada. - Caramba, Harry, você pensa que eu sou cega? Tá na cara que você está perturbado. E eu sei que é por causa de alguma coisa envolvendo a Gina.

Ele se agitou na cadeira. Balançava as pernas nervosamente.

- O que aconteceu? Pode me contar. Ai, não fica emburrado. - fez uma pausa e voltou à carga - Você está gostando dela, não é?! Tá, não precisa responder. Esse sua cara confirma a minha suspeita.

- Suspeita de quê? Eu não disse nada. Pára com isso.

- Suspeitei porque você era outro do lado dela. Nem vem falar que era gentileza. Eu saquei o seu interesse. Lá no bosque eu sugeri que a gente se separasse, lembra?! Foi para te dar a chance de ficar com ela mais tempo. Até agora não sei o que aconteceu. Vocês conversaram?

- Você VIU o que aconteceu! As ninfas apareceram, a gente ficou conversando com elas e a Gina contou que ia se casar.

- É, foi uma surpresa. Você ficou branco.

- Endoidou? Fiquei nada. Eu estava de saco cheio das ninfas. Quer mais? Eu já sabia que o Orelhudo tinha falado de casamento com ela.

- Como é que você sabia?

Harry não conseguiu responder. A respiração estava acelerada e ele tinha derrubado a garrafa de água na areia. Arrumou os óculos que tinham escorregado para a ponta do nariz. Hermione aguardava, olhando fixamente para ele. O rapaz engoliu a saliva com dificuldade. Não tinha mais como negar. Ela era esperta demais.

- Eu ouvi os dois conversando no dia anterior. Usei minha capa de invisibilidade para ver o que eles estavam fazendo.

- Por que você fez isso? - perguntou, sem qualquer sinal de censura na voz.

- Foi meio impulsivo. Eu também... senti um pouco de ciúmes.

- Entendo agora porque você se isolou. Só não entendo porque você quis ficar.

- Porque naquela noite ela parecia... diferente, interessada em mim. E ele ia embora. Eu também não sabia a resposta dela. Achei que a Gina não tinha respondido nada ainda. Eu queria tentar alguma coisa.

- Aí, você ficou sabendo no bosque que ela respondeu sim. Deve ter sido chato. Se é que você estava gostando mesmo dela.

- Não sei se eu gosto dela ou se é só vontade de ficar com ela.

- Você chegou a falar com ela sobre isso?

- Eu tentei, mas ela não deixou. A Gina me mandou embora, me empurrou, me mandou calar a boca. Conseguiu ser bem estúpida.

- Nossa, ela não é assim. É o contrário. Muito meiga. E, pelo que eu conheço dela, a Gina nunca ia fazer isso com você. Ela devia estar alterada. Que foi? Vocês brigaram?

Harry silenciou. Estava num impasse. Contava ou não? Gina não queria que ninguém soubesse. Veio à mente a amarga lembrança de ter sido despachado tão brutalmente. Que se dane!

- Depois que vocês aparataram, ela veio até mim, me abraçou e ficou de um jeito... que eu achei que ela queria ser beijada. Então, beijei. Parecia que ela estava gostando, mas de repente me largou como se eu fosse doente. Ficou brava comigo. Eu queria conversar, explicar o que estava sentindo, mas ela não quis saber. Aí, no final, ainda veio me dizer para não falar nada pra ninguém. Como se eu fosse me gabar. Como se eu fosse contar para os outros que, olha, beijei a noivinha do senhor maravilha. Se ela está preocupada com ele, não devia ter correspondido ao beijo como correspondeu. E se não gosta dele, devia parar com essa farsa de casamento. Não venha ela me cobrar silêncio como se eu fosse um canalha qualquer. Se beijei não foi para me aproveitar dela.

- Claro que não. Mas... e aí? Você gosta dela ou... foi... algo de momento?

- Mione, isso agora não faz diferença. Ela me despachou sem querer saber se eu estava a fim dela ou não. Ou seja, a Gina não está interessada em mim. O que eu tenho de pensar agora é que a Claire me adora. Ela é sincera nos sentimentos e está sempre do meu lado.

- Falando nisso, você está sendo sincero nos sentimentos por ela?

- Eu gosto dela. É a pessoa que me acompanha onde eu for, acreditando no que eu faço, me dando apoio...

- Que a Claire é legal para você, não tenho dúvidas. Estou perguntando se você está sendo legal para ela. Nem vou falar do beijo. Pergunto se é certo continuar o namoro quando você está com a cabeça em outra pessoa. Quer dizer, na verdade, você está com a cabeça em Claire, mas o coração está com outra pessoa. Não sei se é justo com você e com ela. Acho que isso te atormenta, te deixa com remorso, te faz sentir como esse bad boy que você falou. Talvez você se sinta mesmo meio... canalha.

- Valeu! Você me ajudou muito - disse irônico.

- Eu não disse que você é. Bom, se conselho vale alguma coisa, sugiro que volte a procurar a Gina. Converse com ela direito. Parece que ficou um monte de mal entendidos no meio do caminho. E disfarça essa cara porque o Rony e a Claire estão voltando.

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