- Muito bem, sobre qual interno vocês gostariam de saber? — Perguntou a “senhorita”.
- Tom Servolo Riddle. — A Srta. Susan pareceu gelar ao ouvir esse nome.
- Eu não sei nada sobre ele... — Apressou-se em dizer.
- Não tenha medo, precisamos só fazer algumas perguntas e depois vamos embora. — Harry tentou acalmá-la.
- Eu não sei nada sobre ele. — Repetiu a mulher com um certo desespero na voz.
- Nós dois sabemos que ele é ruim e preciso saber de tudo que a “senhorita” sabe para acabar de uma vez por todas com o medo que ele impõe nas pessoas. —Harry sem perceber havia levantado a voz e se levantado da cadeira.
- Harry! Eu tenho certeza de que Dumbledore foi mais calmo e mais gentil. — Advertiu Hermione, que puxou Harry pela mão de volta a cadeira.
- Sinto muito. — Se desculpou tampando o rosto com as mãos e esfregando os olhos por baixo das lentes dos óculos.
- Vocês vieram aqui a mando de Dumbledore? —Perguntou a Srta. Susan.
- Não exatamente, ele morreu e me deixou a missão de procurar no passado de Riddle um jeito de acabar com ele. — Harry se levantou e foi até a janela para admirar o sol já cobrindo a copa das arvores.
- Eu me lembro dele, do dia em que ele esteve aqui, ele veio buscar Tom para ir estudar na sua escola. — Comentou Susan parecendo forçar a cabeça para se lembrar. — Quando Tom voltou para passar as férias de verão ele estava mais estranho do que antes, mas pelo menos ficava afastado de todos e não fazia mal a ninguém. Ficava sempre em seu canto lendo seus livros, não me lembro dele se empenhar tanto nos estudos, quanto depois de entrar para a tal escola.
- Você se lembra de algum local que Tom costumava ir, fora a caverna na praia? — Perguntou Harry ainda olhando o por do sol pela janela.
- Como você sabe da caverna? — Perguntou a Mulher voltando a ficar aflita.
- Dumbledore me contou, então, você sabe de algum outro lugar? — Repetiu Harry.
- Bem, às vezes o levávamos ao campo, mas ele nunca gostou de lá, ele gostava mais da praia, acho que por causa da caverna. — Respondeu Susan.
- Você por acaso não teria aí alguns pertences dele? — Perguntou Harry voltando-se para a cadeira e se sentando.
- Não, todos os pertences velhos de um interno são passados para outro, e ele levou consigo todas as coisas pessoais quando saiu daqui para o primeiro emprego após se formar e nunca mais ouvi falar dele. — Harry já ia se levantar para ir embora. — Mas o estranho foi o dia que ele saiu daqui, ele me olhou de uma forma estranha, não só pra mim, mas eu podia jurar que vi os olhos dele brilharem de um tom vermelho e maligno. Nunca mais tive notícia dele, mas o nome dele ainda me causa calafrios.
- Causa a muitas pessoas... Muito obrigado Sra. Susan. — Agradeceu Harry caminhando até a porta e a abrindo para sair.
Harry caminhou até porta de entrada do orfanato com Hermione, Gina, Rony e a Srta. Susan logo atrás.
Harry abriu a porta e passou por ela sem olhar para trás, Gina e Hermione trombaram em Harry quando ele parou a porta e Rony trombou nas duas. Quando Rony abriu a boca para reclamar viu o motivo pelo qual eles pararam.
- Gina, entre, Mione fique para proteger a Srta. Susan e os internos e tranque a porta, Rony vem comigo. — Chamou Harry.
- Não pense que eu vou me esconder... —Começou Gina.
- Não é nem hora e nem momento para discutirmos o que eu penso ou não, entre, você é menor e Mione, antes que você proteste, eu preciso que você fique porque é a mais inteligente e eu quero que você arranje um jeito de tirar todos daqui em segurança. — Harry tirou a varinha de dentro do bolso. — Vamos Rony.
- Tomem cuidado. — Hermione pediu antes de trancar magicamente a porta.
- Ora, ora, viemos aqui nos divertir e encontramos o Pottinho. — Zombou uma voz conhecida. — Estou sentido o seu cheiro e ele muito me agrada.
- Não é lua cheia, Greyback. — Falou Harry olhando displicente para o céu que já estava escuro. — Eu já te reconheço porque também sinto o seu cheiro. Você sabia que você fede a podridão.
- O “Lobo” é meu. — Disse Rony se adiantando e indo em direção a Greyback.
- Ótimo, assim só me sobram todos os outros. —Harry olhou para os outros quatro comensais.
- Eu pego Potter, vocês vão terminar o que viemos fazer aqui. — Ordenou um Comensal que Harry reconhecia a voz.
- Terão que passar por mim. — Harry se postou melhor na frente da entrada do orfanato.
- Com prazer. Avada...— Neste exato momento o Comensal que havia ordenado que os outros passassem abaixou a varinha do outro e disse:
- O Mestre quer o Potter vivo.
- Mande um recado para o seu mestre, fale para ele que eu estou doido para ter uma conversa com ele cara a cara. — No instante que Harry terminou de falar ele estuporou um Comensal. — Estou ficando bom em feitiços não-verbais, só restam três agora.
- Estupefaça. — Gritou um dos Comensais, Harry pulou para desviar do feitiço que estilhaçou um vasinho que estava próximo.
- Precisam melhorar a mira de vocês. — Harry lançou mais um feitiço não-verbal e atingiu o Comensal que estava no comando o atirando longe e fazendo o capuz dele cair revelando quem era, era Amico. Ele estava na torre no dia em que Dumbledore morreu. — Agora só faltam dois.
Harry viu pelo canto do olho que Rony estava se saindo muito bem, mas Greyback era forte e por ele ser um lobisomem, ele era muito mais resistente aos feitiços. Harry tinha que ir ajudar Rony depressa.
- Aleto, cuide do que viemos fazer aqui, eu cuido do Potter, você não precisa passar por ele para seguir suas ordens. — O Comensal retirou o capuz e Harry o reconheceu, era o Comensal de feições duras que também estava na torre no dia em que Dumbledore morreu.
- Vou te derrubar de novo e Aleto também vai cair. — Harry apontou a varinha para o peito do Comensal como se fosse uma espada.
- Você só me derrubou aquele dia porque me pegou pelas costas. — Zombou o Comensal. — Faça, Aleto.
No instante em que o Cmensal ordenou Aleto ele começou a disparar feitiços contra Harry. Harry se esquivou como pôde e desviou alguns com o Protego.
- O que foi Potter, você não ia me derrubar?
- Tarantela. — Bradou Harry e o Comensal caiu no chão se contorcendo pelas cócegas. — “Expeliarmus”. — Mentalizou Harry e a varinha do comensal foi parar longe. — “Estupefaça”.
Pronto Harry havia vencido, só faltava Aleto e Greyback, mas quando Harry procurou Aleto, viu que ele incendiava o orfanato. Línguas de fogo saíam de sua varinha e atingia as paredes e o telhado do orfanato que já eram muito velhos e gastos.
- COMO VOCÊ PÔDE? — Berrou Harry sem se conter. — SECTUNSEMPRA.
Aleto foi atirada longe com profundos cortes no peito. Harry virou-se para a porta do orfanato sem nem se preocupar se Aleto estava viva ou não.
Harry forçou a porta, mas não conseguiu abri-la.
- GINA. HERMIONE. — Chamava Harry.— Bombarda.
Harry arrombou a porta e entrou no orfanato que estava em chamas, toras e tijolos caíam por todos os lados, o fogo lambia seus cabelos, ele não via ninguém.
Havia muita fumaça, mas mesmo assim ele teria visto alguém se tivesse alguém ali.
Harry subiu correndo a escadas e procurou no segundo andar, mas não tinha ninguém ali tão pouco, correu então para o terceiro e último andar, gritando para ver se encontrava alguém. “Hermione conseguiu tirar todos, bem agora é só voltar” pensou Harry sorrindo por sua amiga ser tão esperta.
Quando Harry deu o primeiro passo para sair seu pé afundou no chão e ficou preso, a madeira estava ficando fraca por casa o fogo.
Harry puxou o pé tentando se livrar, mas tudo que conseguiu foi fazer a madeira embaixo dele ceder e ele caiu pelo teto do segundo andar. Harry pensou rápido na entrada do orfanato e desaparatou.
Quando Harry abriu os olhos estava enfrente ao orfanato e à sua frente estavam vários integrantes da Ordem, pessoas do Ministério e dois carros da polícia trouxa.
- Harry, Harry. Você está bem? — Harry levantou a cabeça e viu que Hermione vinha correndo na sua direção.
- Estou. Você conseguiu, parabéns. — A garota corou com o elogio. — Como você conseguiu?
- Eu aparatei na Sede da Ordem com Gina e pedi a Sra. Weasley para me dar pó de flú e mandar alguém ao Ministério ligar a lareira do orfanato à rede flú para uma emergência. — Respondeu Hermione ofegante.— Aparatei no orfanato de volta e expliquei em poucas palavras o que todos tinha que fazer e os mandei para o Ministério.
- Muito bem, como está o Rony? — Perguntou procurando com os olhos por cima do ombro da amiga.
- Ele está bem, mas Greyback está quase morto, estaria se os Aurores não tivessem chegado. Rony foi levado para casa pelo Sr. Weasley e Carlinhos, a força. — Acrescentou sorrindo.
- O que esses policiais estão fazendo aqui? —Perguntou Harry olhando mais uma vez por cima do ombro da amiga.
- Alguns trouxas viram o fogo e chamaram a polícia. Isso vai dar um trabalho para o Ministério. E por falar em Ministério, vamos dar o fora daqui que o Ministro está te procurando para fazer algumas perguntas. — Falou Hermione olhando para trás para ver se o Ministro vinha.— Moody está atrasando ele.
- Me lembre de agradecê-lo mais tarde. —E dizendo isso Harry aparatou e aparatou na frente da sede da Ordem da Fênix.
Hermione aparatou logo em seguida ao seu lado e juntos entraram na antiga casa de Sirius |