9ARevelações
Capítulo 09A Encontros II.
A partir deste momento, você é o único
FROM THIS MOMENT ON
- A partir deste momento - SHANIA TWAIN - 1998
A partir deste momento, a vida começou
A partir deste momento, você é o único
Ao seu lado, é o lugar a que pertenço
A partir deste momento
A partir deste momento, estou abençoada
E vivo apenas ... para a sua felicidade
E para o seu amor eu lhe darei meu último suspiro
A partir deste momento
Eu lhe estendo a mão com todo o meu coração
Mal posso esperar para viver minha vida com você ...
Mal posso esperar para começar
Você e eu jamais estaremos separados
Meus sonhos, se realizaram, por sua causa
A partir deste momento, enquanto eu viver
Eu lhe amarei eu prometo ...
Não há nada que eu não daria
A partir deste momento
Você é a razão pela qual acredito no amor
E você é a resposta das minhas preces aos céus
Tudo que nós precisamos é apenas nós dois ...
Meus sonhos se realizaram por causa de você
A partir deste momento, enquanto eu viver
Eu lhe amarei, eu te prometo ...
Não há nada que eu não daria
A partir deste momento eu lhe amarei
Enquanto eu viver
A partir deste momento ...
Ela se sentou no sofá. Ele conjurou uma cadeira.
-
Eu não sei por onde começar.
-
Tente do início. - os olhos nela.
Suspirou. Ela o olhou tentando mostrar que dizia a verdade.
'Senhor me ajude. Por favor.'
-
Severus, há coisas que eu lhe direi que, provavelmente você não acreditaria. Mesmo se eu estivesse debaixo de Veritasserum. Eu até posso ver você dizendo a si mesmo que eu estou dizendo isso, porque acredito que é verdade e desconsiderar tudo. Mas eu lhe asseguro, - ela se inclinou para ele - que eu
e Dumbledore já conversamos diversas vezes. E não há outra conclusão. A partir de agora vai depender de você confiar, ou não, em mim.
Ele não disse nada. Moveu-se na
cadeira.
Ela suspirou de novo. Medo pequeno.
-
Eu vim parar aqui porque vi dois bruxos discutindo saírem de um beco quando eu passava. Entrei lá e vi um castiçal antigo. Eles voltaram e eu me escondi. Eles continuaram discutindo e eu entendi, por mais estranho que isso pudesse parecer na época, que falavam de uma chave de portal. Alguém a tinha entregue
a eles dizendo que era muito poderosa e especial e morreu antes de explicar porquê. Eles queriam experimentá-la antes de dá-la como presente a... Posso chamá-lo de Voldmort?
-
Não. - ele cruzou os braços, sério.
-
Bem, queriam conseguir a Marca Negra com isso, mas se decepcionaram com a tal chave e vieram embora. Deixaram uma vela para trás. Eu a peguei e vim parar nos arredores de Hogsmaede. Eles não me viram, por isso nem sabem que eu vim. Peguei a capa de um deles, me escondi e esperei amanhecer. Eu te disse que
cheguei de noite? - ela estava nervosa -
Quando amanheceu eu vim para Hogwarts e fui falar com Dumbledore.
Ele franziu a testa. Não via a importância de tudo aquilo. Mas algo não estava batendo.
-
Como você conseguiu passar pelos feitiços anti-trouxas de Hogwarts?
Ela tentou falar devagar. A hora estava se aproximando.
-
Porque eu já sabia da existência deles e me concentrei no fato de que minha vida dependia de falar com Dumbledore. Tentei afastar todo o resto só falando o nome dele todo o tempo. - ela estremeceu ao lembrar -
Não funcionou brilhantemente eu garanto, e eu tive que tentar três vezes, mas consegui entrar.
Ainda assim, não estava certo. Não era tão fácil. Ele estreitou os olhos.
-
Como você sabia da existência deles?
'Bem, é agora ou nunca.'
Ela tentou não olhar para ele. Ansiosa.
-
Por que da época de que eu venho há livros sobre Harry Potter. Com toda a informação que eu precisava, tudo o que sei até agora. - ela continuou, tentando ignorar o choque e a descrença que passou pelos olhos dele antes que ele começasse a se fechar - Dumbledore me explicou depois, que eu havia
passado por um portal do tempo. Não um de lugar. Quando eu saí naquela noite era o ano de 2004. E aqui, estamos em 1993.
Ela esperou. Não sabia como podia dizer tudo isso. De que outra forma podia ter contado.
-
Então você é do futuro. - a voz neutra, vazia.
-
Sim. - ela estava com medo.
-
E no futuro se publicam livros sobre Harry Potter, - a expressão dura - contando tudo sobre nosso mundo, - quase debochada - que está escondido dos trouxas desde eras idas!
Ele se levantou. Ela também. Ele se afastou.
-
Não é bem assim! Eles o publicam como histórias para crianças. Tudo o que tem neles é aceito como fantasia. Como algo irreal, impossível.
-
O mundo bruxo. - ela o viu tragar ar - Histórias para crianças! - não era só desconfiança.
Ela chegou um pouco mais perto. Nervosa.
-
Sim, Severus! O que posso dizer para fazê-lo acreditar? Vocês têm o vira-tempo, têm as chaves de portal. Alguém conseguiu juntar isso! O quer que eu diga? - ela pensou em se aproximar - Como você teria me convencido de que é um bruxo? Que argumentos teria usado?
Ele tragou duro. Virou-se. A máscara fria estava lá de novo. Raiva. Decepção. Desprezo.
-
Eu te dei uma chance sincera! Não tem o direito de me pedir mais.
Ele estava longe dela. Longe demais.
Ela se desesperou. Tentou controlar-se. Ela não podia perdê-lo. Não agora!
-
Muito bem. - respirou fundo.
'Por onde ela deveria começar?'
-
A Ordem de Fênix já existiu antes. Eu sei que ela ficava na mansão dos Black mas você sabe que eu não poderei dizer o endereço porque Dumbledore é o fiel do segredo. A maioria dos membros da primeira ordem morreram, exceto por Moddy e Lupin. - tentou não tremer - Há os Weasley, Tonks e o cara que
deixou os dementadores quase pegarem o Harry do qual não me lembro o nome, e tem você. - ele virou-se de perfil, atento, ela continuou rápido vasculhando a memória - Sei que você é espião de Dumbledore, que continua respondendo aos chamados de Vol... do Lord Escuro como um comensal. Há Lucius Malfoy, MacNair, Crouch Júnior que foi morto com um beijo de
dementador. Crabe, Goyle e Belatrix Lestrange, a única que fugiu, prima de Sírius que também era membro da ordem, e morreu atrás do véu no Departamento dos Mistérios no Ministério da Magia. Não lembro de todos! Pergunte! Eu lhe darei as respostas. - ela continuou, a voz cansada de tanta tensão - Eu me lembro de ter lido sobre as lições de oclumencia com o
Harry. - 'Harry, me desculpe' - Na noite em que ele entrou em suas memórias que você tinha deixado no pensieve e você ficou furioso. Ele ficou
tão decepcionado com a arrogância do pai dele em cima de você que ele se arriscou só para falar com o Lupin e o Sírius pela lareira. Ele queria saber como o pai dele era. - ele se virou completamente agora - Não se preocupe, ele não citou o que aconteceu. - ela respirou - Que mais? No primeiro ano houve a Pedra Filosofal, no segundo a Câmara
Secreta, no terceiro Sírius fugiu de Askaban, no quarto o Torneio Tribuxo, e no quinto havia a Ordem de Fênix. - ela parou
Respirou fundo.
-
Não há mais o que eu possa dizer. Depende de você agora.
Esperou.
Depois de um tempo, sem se voltar, ele perguntou devagar:
-
Quem ganhou? A Luz ou... - a voz indecifrável.
Imaginou se aquilo significava alguma coisa. Ele a estava considerando? Ou testando?
-
Eu não sei. Era o quinto livro. Tudo termina no sétimo. E tudo o que eu sei são rumores. E existem muitos.
Ele olhou as chamas. Não queria saber sobre os rumores. Não agora. Não sabia se ia aceitar isso ainda.
O silêncio estava se prolongando.
Ela suspirou. Levantou-se. Foi andando devagar para a porta.
-
Onde você vai?
Ela parou. Não se virou. O tom dele não tinha suavidade.
-
Para meu quarto.
-
Agora? - ele ironizou - Eu a supunha mais inteligente. Está pretendendo ser atacada novamente?
Ele sabia, que ela sabia, que isso era improvável. Apesar do quase insulto. E da voz. Ela percebeu.
Ele não estava pronto para uma decisão ainda. Mas não queria que ela fosse.
A respiração dela estava irregular. Decidiu-se. Virou-se. Não pôde ver-lhe os olhos daquela distância.
-
Então... Eu posso dormir no sofá. - sugeriu com calma.
-
Não. Ele é desconfortável. Você dormirá na cama. - parecia não se importar.
Ele se voltou para a lareira de novo. Nenhuma concessão.
-
E você ficará no sofá desconfortável. - ela concluiu devagar.
-
Não vamos discutir onde passaremos o resto desta noite, mulher! - estava irritado, alterado - Deite-se. Se eu for me deitar, eu decidirei onde. E se eu me deitar na cama, não se preocupe, não a tocarei.
Uma pontada. Ele não podia estar insinuando...
Suspirou. Resolveu que era melhor ficar calada.
Foi até a cama. No caminho pegou a manta. Deitou-se.
Olhou-o. Ele ainda estava lá, parado. Fechou os olhos.
Depois de um tempo, ela ouviu quando ele se sentou no sofá. Continuou a olhar para o fogo.
De repente virou-se para ela. A testa franzida. Olhos indecifráveis.
-
Durma, mulher. - mandou impaciente.
Ela não respondeu. Fechou os olhos, virando-se.
Depois de tudo o que tinha acontecido.
Tristeza que chega.
Tão perto.
Tão longe...
Ela conteve um suspiro.
Quis acreditar que nem tudo estava perdido.
Amanhã seria outro dia.
Talvez ainda houvesse uma chance.
E apesar dela, dormiu.
*****
Quando acordou, ele não estava.
Seria esperar demais. Virou na cama sentindo-se triste.
Suspirou. Levantou-se. Enrolou-se na capa e foi ao banheiro.
Quase uma hora depois, ele ainda não tinha voltado.
Provavelmente estava lhe dando tempo para ir embora.
Se afastar. De novo.
'Que seja.'
Abriu a porta. Observou se não havia nenhum aluno.
Saiu.
**********
Depois de andar um tempo, ele viu Albus que voltava do café.
-
Albus!
O diretor parou e virou-se para esperá-lo.
-
Ah, Severus. não o vi no café. Na verdade, - sorriu - não foi só você que faltou.
Ele ignorou isso.
-
Preciso falar com você. Preciso de respostas.
Albus Dumbledore conhecia um tom urgente quando ouvia um. Mesmo disfarçado.
-
Claro Severus. - ele o olhou - Sobre Nina eu presumo.
Era esperado que ele já tivesse aprendido a não se surpreender.
-
Sim.
Dumbledore voltou-se e continuou andando. Não falaram. Eles tinham chegado à águia.
-
Sorvete de limão.
O diretor abriu a porta e foi para sua escrivaninha. Sentou-se. Olhou para a expressão grave à sua frente.
-
Ela lhe contou finalmente.
-
Ela me disse muitas coisas. - ele falou devagar.
-
Suponho que você queira minha confirmação. - e sentou-se - Bem, você a tem.
Ele digeriu isso. Confiava em Albus, mas não podia deixar de verificar todas as possibilidades.
-
Ela pode ter mentido.
-
Não. - ele sacudiu a cabeça - Eu pessoalmente conferi. Ajudei-a a passar pelos feitiços protetores quando chegou. - ele olhou sobre os óculos.
Severus franziu a testa. O diretor certamente tinha os meios para isso.
-
Tudo o que ela contou, desde que chegou. Há coisas que dificilmente ela saberia, mas ela fez.
- Albus parou - Além disso, - encarou-o - ela gosta de você.
Ele não podia estar dizendo...
-
Ela lhe disse isso?
-
Não. - balançou a cabeça,
sorriu.
Silêncio.
Severus estava lutando. Pesando.
Albus olhou-o. Ele sempre desejara o melhor, mas o destino o tinha surpreendido e ele estava feliz por isso. Ninguém mais, que seu mestre em poções. Professor brilhante e duro. O homem sofrido parado à sua frente,
merecia felicidade. Pela causa de Merlin! Ele tinha o direito de estar contente por isso.
Observou a luta que se travava. O rosto rígido. Os olhos. Torceu para que ele vencesse.
Ele se levantou e saiu rápido sem dizer uma palavra. O diretor se encostou na cadeira sorrindo.
********
A paisagem era realmente calma. Linda. Mas não estava funcionando com ela.
Limpou outra lágrima que teimava em descer.
A torre de astronomia era um lugar solitário no sábado de dia.
Os alunos tinham coisas melhores a fazer. Então ela podia ficar em paz.
O quarto a estava sufocando.
-
Mas o quê diabos você está fazendo aqui? - voz seca.
Ela se voltou assustada. Ele estava se aproximando. Bravo.
-
Você me faz procurá-la por todo o Castelo, - o olhar sério - enquanto está aqui. Se divertindo e tentando pegar um resfriado!
Ele estava brincando?
Ele chegou bem perto. Intimidando-a com sua altura.
Ela quis se afastar mas ele moveu-se rápido. Uma mão em sua nuca, puxando-a para perto.
A outra procurou sua cintura.
-
Ia querer que eu cuidasse disso também? - ele murmurou antes de beijá-la.
Ela gemeu. Abraçou-o. Ansiosa. A tristeza ainda nela. O frio da ausência dele. A insegurança.
Tremeu. Ele a envolveu em sua capa e continuou a beijá-la. Imersos em si mesmos.
Eles não viram dois pares de olhos assustados.
Ou o dedo que foi à boca de um deles pedindo silêncio.
Nem escutaram quando eles se afastaram. Cautelosa e rapidamente.
Pensando ter ouvido alguma coisa ele levantou a cabeça. Não havia nada. O estômago dela roncou.
-
Estou com fome. - ela explicou desnecessariamente.
Ficou com
a respiração suspensa olhando-o. Tinha sido um sorriso o que ela viu?
Ele
murmurou algo antes de tocar seus lábios de novo. Apertando-a a ele.
Eles se separaram. Pegou-a pela mão e andou rápido em direção às masmorras.
Já havia se arriscado demais a que os vissem.
Enquanto descia as escadas correndo ela pensava que ele não havia dito nada.
Ela sabia o que ele queria. Talvez ela pudesse mudar isso. Talvez...
Mas o que importava?
Ela aceitaria qualquer coisa.
*****
PUXA! PUXA! PUXA!
Eu adorei!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Gente Valeu Mesmo!!!
Muito Obrigada.
Até conversei com minha Beta para ver se a gente ia colocar o 9A e o 10 hoje de presente!
Principalmente pra Li Snape. Parabéns LI!!!!!!!!
Bom a Sett disse para colocar o 9A
agora e deixar o 10 para depois.
Ela mandou dizer que "o 10 tá ótimo."
(Pelo menos eu sei que está melhor que o
9A .)
Beijos.