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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

13. “Visita surpresa, o belo adorm


Fic: Lágrimas da Lua


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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NA: Oi!!!!!!!!!!


Então... Lá vou eu! Estou adiantando mais um capítulo para vocês!!!


 É um mimo, já que eu fiquei uma semana sem atualizar nada. :D


 


Eu ainda não consegui adiantar nada da Fic Diamantes do sol... Eu tenho uma quedinha maior pela"Lágrimas da Lua"(kkkkk),  me instiga mais porque eu só achei uma versão com uma linguagem mais rebuscada, então eu tenho que ficar concertando e atualizando o jeito ou as frases dos personagens ou o sentido do que querem dizer. 


Mesmo assim, eu deixo passar algumas coisas... Desculpem se tiver muito erro.


 Vou parar de encher a paciência de vocês(kkkkk).


Ah! Esse capítulo tem um leve NC ( Sei lá vocês decidem, kkk)




Boa Leitura!!!!


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CAPÍTULO TREZE: “Visita surpresa, o belo adormecido,  sentimentos e...”.


 




Era uma manhã tranquila. A chuva caía gentilmente sobre as flores, que despertavam para a Primavera. Um nevoeiro, muito fino e quase branco, pairava sobre o chão. Seria dissipado pelos primeiros raios de sol que atravessassem as nuvens.


Havia silêncio no Faerie Hill Cottage quando Hermione entrou. Até os habitantes do mundo das fadas gostavam de dormir, pensou ela. Talvez fantasmas também dormissem e escolhessem os dias cinzentos e chuvosos para os seus momentos de devaneio. Já ela, transbordava de energia e sabia exatamente como planejava usá-la.


 Sentou-se no fundo das escadas para tirar as botas. Decidiu que era um lugar tão bom como outro qualquer para tirar também o casaco e o boné. Ao pendurar o boné no corrimão, bateu levemente com um dedo na pequena fada que prendera ali.


Já sobrevivia a alguns bonés. Ela perguntou-se se outra pessoa, além de Harry, teria pensado em lhe dar algo assim, como ele fizera, anos antes.


A maioria, quando lhe dava presentes, escolhia algo prático. Uma ferramenta ou um livro, meias de lã, ou uma blusa de trabalho resistente. Afinal, era assim que a maioria a via. Como ela própria se via, diga-se de passagem.


Uma pessoa prática, com pouco tempo para parolices ou coisas bonitas. Mas recebera de Harry uma pequena fada de prata, de olhos enviesados e asas pontiagudas. E especulou agora se a usaria quase todos os dias, sem pensar duas vezes a respeito, se lhe tivesse sido dada por outra pessoa.


 Não sabia a resposta, nem o significado da especulação. Por isso, encolheu os ombros, pensando que simplesmente era assim o relacionamento entre os dois. Seja como for, a sua pulsação acelerou quando subiu as escadas.


Harry dormia, debaixo das cobertas, bem no meio da cama, como um homem acostumado a ocupar tudo sozinho.


O gato era um círculo laranja ao pé da cama, sobre os cobertores. Mas abriu os olhos, com um brilho frio e decidido, quando Hermione entrou no quarto.


-Quer protegê-lo, hein? Bem, ele nunca saberá disso através de mim. E agora, se eu fosse você, a menos que esteja planejando sentir um embaraço ou ciúmes, trataria de procurar outro lugar para continuar a dormir.


Bichento arqueou as costas. Depois, como se fosse uma ideia súbita, saltou da cama para se esfregar contra as pernas de Hermione. Ela baixou-se para afagá-lo, uma única vez. - Desculpe pequeno, mas prefiro acariciar outro esta manhã.


Era óbvio que Harry gostava de aproveitar todos os centímetros da cama. Mas estava prestes a partilhá-la, pensou Hermione, desabotoando a camisa. Se ele se dera ao trabalho de acender um fogo na lareira, na noite anterior, já se transformara em cinzas. Acender um fogo agora, para afugentar o frio, poderia acordá-lo. E ela tinha planos para fazer isso de um modo muito diferente.


Harry era sereno no sono, observou ela enquanto se despia. Do tipo que se aconchegava nos sonhos, sem passar a noite revirando-se. E, tanto quanto sabia, também tinha um sono profundo... não ouvira a Sra. Potter insistir dezenas de vezes para o acordar, quando passava a noite com Gina, no quarto no outro lado do corredor?


Agora, descobriria quanto tempo e empenho seriam necessários para despertá-lo por outros meios. Era excitante observá-lo enquanto ele não sabia de nada, quando se encontrava indefeso, quando não fazia ideia do que ela tencionava fazer. O rosto de Harry exibia força e beleza; e também, naquele momento, uma espécie de inocência.


Claro que não se podia esquecer de que sempre o considerara muito mais inocente do que ela. Harry acreditava em coisas. Achava que aconteceriam no momento certo, sem que fosse preciso qualquer esforço, qualquer empenho para consegui-lo.


Era o que mais a incomodava em relação à sua música. O que pensava Harry? Que alguém iria bater de repente na porta do chalé, com vontade de comprar todas as músicas que ele compusera? Não era suficiente compô-las. Porque não poderia ele entender isso? Talvez fosse por indolência. Mas Hermione tratou de balançar a cabeça. Se continuasse a pensar nisso, acabaria por quebrar o clima. O que seria um lamentável desperdício da manhã.


Nua, ela subiu para a cama, meteu-se debaixo dos cobertores, e montou-o. Baixou o rosto para beijá-lo. Planejava iniciar o processo com uma inversão do despertar da Bela Adormecida. Mas não tinha a menor intenção de parar no primeiro beijo.


Harry encontrava-se absorvido em sonhos, de cores e formas indefinidas. Um lugar agradável. As sensações espalharam-se lentamente. O sabor intenso de uma mulher, a agitar o sangue e a excitar a mente. Depois, o seu cheiro... sutil, familiar, de tal forma que a respiração seguinte acelerou a pulsação. E as curvas, a sensação de carne a roçar em carne. Ele ergueu a mão, perdeu-se naquela massa maravilhosa de cabelos rebeldes. Mesmo enquanto murmurava o seu nome, Hermione já se virava por cima dele, envolvendo- o, possuindo-o.


O primeiro ímpeto de desejo explodiu em Harry quando ainda estava meio adormecido. Projetou-se contra ela, desamparado, pressionado pela necessidade, que já o dominara quando ainda dormia.


Pela primeira vez, de acordo com o que se lembrava, nada podia fazer para manter o controle sobre o seu próprio corpo. Nada mesmo, a não ser deixar-se levar. Quando abriu os olhos, Hermione erguia-se por cima dele, na suave claridade cinzenta, com os cabelos brilhantes como o ouro, os olhos âmbar penetrantes. Depois, ela inclinou- se para trás, levando as mãos à própria cabeça, enquanto aumentava o ritmo dos movimentos dos quadris, para chegar ao clímax.


- Santa Mãe de Deus! Ele não foi capaz de dizer mais nada; e nenhuma outra coisa deixaria Hermione tão satisfeita. - Bom dia para você. - Ela sentia-se feliz e satisfeita. - E este é todo o tempo que te posso dar. Tenho que ir agora.


- Como? Por quê? Harry segurou-a pela mão, mas ela conseguiu desvencilhar-se, sem a menor dificuldade.


- Já acabei contigo, meu caro, e tenho muito trabalho a fazer.


- Volta para a cama, Mione. - Ele pensou em sentar-se, mas apenas rolou para o lado. - Posso fazer muito mais e melhor, agora que acordei.


- Já fiz bastante bem por nós os dois. – Hermione vestiu a T-shirt, depois a camisa de flanela por cima. - Estão à minha espera no hotel. E ainda tenho que dar uma rápida olhada no teu carro, pois foi a desculpa que dei ao meu pai para vir até aqui.


- Então vamos deixar para esta noite. - Harry soltou um grunhido quando o gato saltou para o seu traseiro e o arranhou. - Arranja uma maneira de passar a noite aqui.


 “Passar a noite” foi à expressão que a deixou apreensiva. Lançou um olhar rápido para Harry, enquanto vestia as calça jeans velha de trabalho.


Ele tinha os olhos semicerrados, observando-a.


- Amanhã à noite vou trabalhar no pub. Posso dizer que vou dormir com a Gina.


- Porque tem que mentir?


- Sabe como as pessoas falariam, se alguém soubesse que estamos nos encontrando desta maneira.


- E acha que isso tem alguma importância?


- Claro que tem.


Ao fitá-lo desta vez, Hermione ficou surpreendida ao notar que ele já não tinha os olhos sonolentos, mas focalizados e atentos.


- Isso quer dizer que sente vergonha do que fazemos Hermione?


- Não. Mas é algo particular. Tenho que dar uma olhada no seu carro agora. E pode ter a certeza de que farei uma boa revisão assim que puder. - Ela inclinou-se para beijá-lo. Depois, empurrou os seus cabelos para trás. - Voltarei assim que puder.


Harry deitou-se de costas, irritando Bichento o suficiente para fazê-lo saltar da cama de novo.


Sozinho, ficou a olhar para o teto do quarto, até ouvir a porta da frente fechar-se. Quando começara a querer mais? Porque deveria Hermione ser a mulher de quem ele queria mais? O que era aquela necessidade que crescia dentro dele? Sempre existira? Indagações, pensou ele, irritado. Parecia ter muitas agora, sem qualquer resposta.


Ele saiu da cama. Poderia ter seguido diretamente para o banheiro, de mau humor, mas o barulho do seu carro, do motor a pegar, levou-o à janela.


Hermione contornava o carro naquele momento, para abrir o capô. Enquanto Harry observava, ela levantou-o com um movimento brusco. Enfiou a cabeça por baixo. Harry imaginou que Hermione já murmurava pragas, porque ele deixara de fazer isto ou aquilo, não mantivera o carro limpo. E não adiantaria dizer que, para ele, tudo no carro era sujo e misterioso, não lhe interessava nem um pouco. Desde que o motor pegasse quando virasse a chave na ignição, não tinha a menor importância o que tornava isso possível.


 O que não era o caso de Hermione, é claro. Uma mecânica nata. Sentia-se feliz quando desmontava alguma coisa e espalhava todas as peças à sua frente, para examiná-las. Fazia-o pensar se não deveria pedir que ela desse uma olhada na sua torradeira, que queimava um dos lados de tudo o que nela punha.


Hermione retirou a cabeça e fechou o capô. Lançou um olhar para a janela em que ele se encontrava. Havia uma irritação evidente nos seus olhos. Harry ofereceu em troca um sorriso imprudente, antes que ela seguisse para a sua caminhonete.


Pela maneira como a sua boca se mexia naquele momento, ele compreendeu que Hermione o condenava às profundezas do inferno pela forma como tratava o seu carro. A chuva caía sobre ela enquanto se apressava a entrar na caminhonete. Harry continuou a observar, enquanto ela saía de marcha ré para a estrada, a alta velocidade, com a energia habitual, e depois se afastava, aos solavancos.


Só que agora Harry já não sorria. O divertimento fora dissipado pelo choque. Descobrira uma das respostas agora, e ela não lhe agradava nem um pouco. Estava apaixonado por Hermione.


- Essa não! O que devo fazer agora?


Ele fez menção de enfiar as mãos nos bolsos. Mas não teve essa satisfação, porque estava nu. Virou-se, pensando em afogar-se na ducha, na esperança de que o sentimento passasse.


Lady Gwen estava parada logo depois da porta, de mãos cruzadas, a observá-lo.


-Jesus! - Por mais ridículo que fosse, ele pegou num lençol da cama e tapou- se. - Um homem tem direito à sua privacidade na sua própria casa!


Aturdido, sem saber o que fazer, ele fitou-a. Lady Gwen parecia tão real quanto ele se sentia e tão adorável quanto à lenda assegurava. Agora, tinha uma serena compaixão nos seus olhos, um ar de compreensão que o deixou apreensivo. Ela estava mesmo ali, não poderia haver a menor dúvida. O gato, bichento, voltara, para tentar rasgar a sua saia, ronronando, furioso.


- Então era isso que esperava antes de aparecer para mim? Que eu compreendesse uma coisa que magoa? Dizem que o sofrimento adora companhia, mas eu prefiro acalentar os meus ferimentos sozinho.


Lady Gwen avançou, graciosa, distinta, com os olhos ternos a transbordar de emoção. Ergueu a mão. Embora não houvesse qualquer pressão, qualquer roçar de pele em pele, Harry sentiu o contato no seu rosto, como um conforto gentil. E, depois, ela desapareceu.


Ele fez o que costumava fazer quando se deparava com alguma coisa que não queria enfrentar. Relegou para um canto da mente, confiando que algum dia encontraria uma solução, e mergulhou na sua música.


 A música restaurava o equilíbrio, alimentava o coração. Por mais ligado que fosse à família, nunca fora capaz de explicar o que significava ser capaz de ouvir música na sua mente, senti-la dentro dele, depois fazer com que soasse no ar. Era a única coisa que sempre tivera; e tendo, precisava; e precisando, tinha medo de perder.


 Até Hermione. Sempre a tivera também; e precisava dela, sem compreender como essa necessidade era profunda e enraizada. E agora, sabendo, temia perdê-la; e também temia o que acabara de descobrir.


Pensativo, ele abriu a pequena caixa que pusera em cima do piano. Deixara lá dentro a pedra da lua que recebera perto da sepultura de Maude. Compreendia agora o que Carrick queria que ele fizesse com a pedra. Mas não estava preparado para oferecer aquela pedra- e a si mesmo - a Hermione.


Independentemente do que outros haviam planejado para ela, só entraria em ação no momento que quisesse, à sua maneira. Prometera amizade a Hermione. Não voltaria atrás com a sua palavra, mas começava a compreender o que lhe custaria mantê-la, se não pudesse conquistar todo o coração dela.


 A mulher que estivera na sua cama naquela manhã não procurava romance e a promessa de um futuro. Queria apenas o momento e os prazeres que ele pudesse proporcionar. Ele não fora muito diferente, em outras ocasiões, com outras mulheres.


 E descobria agora que não era nem um pouco agradável, nem um pouco confortável, ser aquele que sofria. E, como o conforto era importante para ele, não pretendia sofrer por muito tempo. Era apenas uma questão de determinar que passos dar, em que ordem e em que direção.


E, por se tratar de Hermione, sabia que alcançaria o seu objetivo mais depressa, com mais facilidade, se encontrasse um meio de fazê-la acreditar que a ideia foi dela, em primeiro lugar. Por isso... ele passou os dedos levemente sobre as teclas. Tinha de arranjar uma forma para ficar na posição de ser cortejado por Hermione Jean Granger.


Achou a ideia tão engraçada, que os dedos passaram a movimentar-se mais depressa, para tornar a melodia mais animada. Mesmo quando fez uma pausa, para rabiscar as notas, as palavras começaram a aflorar na sua cabeça.


Dá a volta, para me alcançar. Eu te darei uma dança, se assim quiser. Mas volta em breve, minha amada de cabelos dourados, pois é a única que quero provocar. E agora me beija, diz-me que sempre me amara, enquanto os pássaros cantarem nas árvores. Aqui espero, para que me possas convencer de que chegou o momento de me ajoelhar a teus pés.


A música fez com que ele percebesse o humor da situação, aliviou a tensão que sentia na nuca. Afinal, como poderia alguém que conhecesse os dois deixar de perceber o absurdo? Hermione, a planejadora, ele, o sonhador. E arremetiam contra a personalidade básica um do outro, pelo menos com a mesma frequência com que harmonizavam. Mas o que sabia o coração sobre a lógica das coisas?


 E se por acaso se apaixonasse por outra mulher mais parecida com ele, era bastante sensato para saber que deixariam a vida passar sem realizar as coisas mais importantes. E embora não pudesse pensar em algum homem parecido com Hermione, imaginava que, se ela encontrasse alguém ideal, passariam a martelar o cérebro um do outro no espaço de uma semana. Portanto, no grande esquema das coisas, ao apaixonar-se por Hermione, e ao providenciar para que ela concluísse que o relacionamento entre os dois deveria ser permanente, ele apenas a salvava de uma vida breve... e, com certeza, violenta.


 Embora pensasse que poderia ser melhor se mantivesse essa opinião estritamente para si mesmo. Satisfeito, ele tornou a guardar a pedra na caixa, deixou a música espalhada sobre o piano e foi iniciar o seu dia de trabalho.


Harry fez tortas de maçã a pensar no apetite de Hermione. Se pretendia tratar do problema através de uma inversão de papéis, preparar um dos pratos prediletos de Hermione parecia uma das mais apropriadas providências. Aventurou-se na ideia de tentar convencer-se de que não estava apaixonado, tal como as pessoas faziam quando não se sentiam tão à vontade quanto gostariam numa situação.


Até imaginou que poderia fazer um bom trabalho, começando pela relação de todos os motivos pelos quais não era uma ideia sensata. A lista seria encabeçada pelo simples fato de que não planejava apaixonar-se, não a sério, por mais alguns anos.


E, quando imaginava a mulher no outro lado, era sempre suave, gentil, feminina. Uma mulher afável e tranquila, refletiu ele enquanto aparava as tortas. Não havia nada de afável e tranquilo na Granger, apesar de ser uma bênção na cama.


Por maior que fosse a tentação, no entanto, um homem não poderia passar a vida inteira na cama, com uma mulher nua, de sangue quente. Isso o levou a pensar sobre a manhã e a maneira como ela o montara, até ao final louco e suado, antes que o seu cérebro tivesse sequer despertado.


O que o deixara menos à vontade do que gostaria. Mas, sendo Harry, ele tratou de pôr esse pensamento de lado. Pelo menos por enquanto. Não fora pelo sexo que ele se apaixonara. Isso fora apenas à chave que o abrira, para que descobrisse como, dentro dele, aguardava por Hermione. Ela nunca fora uma mulher fácil. Deus sabia que ela o provocava e o espicaçava muitas vezes, até que sentia vontade de esganá-la.


Hermione escolhia as brigas e encontrava sempre uma forma de deixar a ferver de raiva. Mas ela também podia fazê-lo rir. E conhecia metade do que havia na sua mente, antes mesmo que proferisse as palavras. Conhecia cada defeito e não alegava nenhum deles para condená-lo.


Hermione não tinha muita consideração pela sua música, o que o afligia mais do que um pouco. Mas optava por pensar que era apenas uma falta de compreensão. Assim como ele não tinha qualquer interesse ou conhecimento dos mistérios sob o capô do seu carro.


Qualquer que fosse o peso no prato da balança, contra ou a favor, não tinha muita importância. O seu coração já pertencia a Hermione. Tudo o que tinha de fazer agora era levá-la a compreender que ela queria conservá-lo para sempre. Ele enfeitou as pequenas tortas, acrescentando fragmentos de massa em desenhos, como vira numa foto. Depois de passar clara de ovo por cima, pô-los no forno.


Quando Gina entrou, Harry assobiava enquanto preparava o famoso guisado irlandês do Potter’s.


- Sinto a barriga tão vazia quanto a cabeça do Rory O’Hara. Preciso de um sanduíche antes de o turno começar.


- Pode deixar que eu preparo. - Harry apressou-se em interferir, antes que ela pudesse abrir o frigorífico. - Deixaria a maior das confusões para eu limpar, se o fizesses.


- Quero um pouco daquele rosbife, caso tenha sobrado.


- Há o suficiente.


- Então não seja sovina. - Gina sentou-se, levantando as pernas para a cadeira do lado, tanto para admirar os sapatos novos quanto para descansar os pés, antes que o longo turno começasse.


Quando reparou nas tigelas que o irmão ainda não lavara, farejou o ar.


- É torta de maçã o que está no forno?


- Pode ser. E talvez eu guarde uma para você, se não me chatear. - Ela passou um dedo pelo lado interno da tigela que contivera o recheio e lambeu, para experimentar.


- Pelo que me recordo, a Hermione adora esse tipo de torta de maçã.


Harry cortou o sanduíche ao meio, com precisão, sabendo que de outra forma Gina reclamaria. - É o que também recordo. Com uma expressão afável, ele pôs o sanduíche à frente da irmã.


- Vocês estão... - Gina não completou a frase. Pegou na primeira metade do sanduíche. - Não, não quero saber - murmurou ela, dando uma mordidela. - A minha melhor amiga e o meu irmão... Nunca imaginei que teria de fazer um esforço para manter essa imagem fora da minha mente.


- Pois continue fazendo esse esforço. - Curioso, ele sentou-se à frente de Gina. - Você também é amiga da Luna, mas nunca pareceu se importar que ela e o Rony...


- A minha amizade com a Luna era nova. - Gina contemplou o sanduíche, com uma expressão contrariada nos olhos azuis. - Só pode ser pelo seu rosto. Como ela sempre te conheceu, não pode ser pela sua personalidade fascinante. A Hermione está deslumbrada com a tua aparência. Afinal, não há como negar que tens um rosto forte e bonito.


- Só dizes isso porque temos o formato do rosto parecido. Os dentes de Gina ficaram à mostra num sorriso, antes que ela desse outra mordidela. - É verdade. Mas não podemos deixar de ser bonitos, não é mesmo, querido?


 - Só podemos fazer o melhor possível para suportar o terrível peso dessa beleza. E oferecê-la em sacrifício.


- É um fardo que gosto de carregar, E se um homem não quer ver além do meu rosto, não tenho de que me queixar. É suficiente saber que tenho um cérebro por trás.


- Quer dizer que o dublinense com quem tens saído te trata como um animalzinho de estimação?


Ela ergueu um ombro, irritada consigo mesma por estar insatisfeita com um relacionamento que continha tanto potencial. - Ele gosta da minha companhia e leva-me a lugares bonitos, de alta classe. - E porque era com Harry que estava conversando, ela pôde acrescentar, ansiosa: - Onde passa a metade do tempo gabando-se de si mesmo e do seu trabalho, à espera que eu fique totalmente impressionada. O problema é que ele não é tão inteligente como pensa, e deve a maior parte das suas realizações a ligações de família, não ao seu trabalho ou eficiência.


- E você já se cansou dele.


Gina abriu a boca para responder. Voltou a fechá-la, pensou um pouco. Encolheu os ombros. - É verdade. O que há de errado comigo?


- Se eu te disser, vai atirar esse prato à minha cabeça.


- Não vou, não. - Como sinal de trégua, ela empurrou o prato para o lado. - Não desta vez.


- Muito bem, vou te dizer qual é o problema. Você se subestima, Gina. Depois, fica irritada quando outros fazem a mesma coisa. Não tem o menor respeito pelos homens que caem a seus pés, a prometerem dar-te o mundo numa bandeja. Você encheu a sua própria bandeja, durante toda a vida, carregou-a com as suas próprias mãos. E sabe que pode continuar a fazer isso.


- Quero mais. - Ela falou com veemência. Inexplicavelmente, descobria-se à beira de lágrimas. - O que há de errado em querer mais?


- Nada. Absolutamente nada. Harry inclinou-se para fechar a mão sobre a dela.


- Quero ir a outros lugares, ver coisas. Ter coisas. - Ela afastou-se da mesa. Começou a andar pela cozinha, como se fosse uma jaula. - Não consigo deixar de querer. Tudo seria mais fácil se eu pudesse sentir-me um pouco apaixonada por ele. Só um pouco seria o suficiente. Mas não estou e não consigo convencer-me de ficar. Por isso, acordei esta manhã sabendo que acabaria com o namoro e perderia uma linda viagem a Paris.


- É a atitude certa.


- Não vou fazer isso porque é a coisa certa. - Frustrada, ela ergueu as mãos. - Apenas porque não quero que a minha primeira viagem a Paris seja estragada por partilhá-la com um homem que me deixa sem paciência. Harry... - Gina voltou à mesa, sentou-se de novo e inclinou-se para frente, com uma expressão muito séria. - Não sou uma boa pessoa.


Ele tornou a pegar a mão da irmã, apertando-a. - Eu amo-te de qualquer maneira. Demorou um pouco, mas depois os olhos de Gina iluminaram-se em apreciação. - Eu devia saber que era melhor não esperar que fizesse uma lista das minhas virtudes. Mas, de qualquer forma, já me sinto melhor. - E, porque se sentia melhor, ela tornou a passar o dedo pela tigela, recolhendo mais um pouco do resto do recheio.


- Eu gostaria de poder encontrar alguém com quem pudesse divertir-me e brincar, como você e a Hermione. Gina poderia não ter percebido a rápida mudança no olhar de Harry, antes de ele se levantar para limpar a mesa. Mas conhecia-o muito bem, às vezes até melhor do que a si mesma. - Era o que eu receava. Você foi longe demais e  se apaixonou por ela, não foi?


- Não precisa te preocupar com isso.


- Claro que preciso, quando amo os dois. É mesmo um idiota. Não podia apenas  se divertir, como qualquer outro homem?


Harry pensou naquela manhã. Também passou um dedo pelo recheio de maçã.


- E estou me divertindo.


- E por quanto tempo mais vai continuar, agora que se apaixonou pela Hermione?


Interessado, ele lançou um olhar para a irmã, enquanto recomeçava a trabalhar.


- A diversão nessas circunstâncias acaba quando o amor entra em cena?


- Acaba quando se passa apenas por uma das portas e a outra permanece fechada.


-Você não tem muita confiança em mim. Não acredita que eu possa abrir uma porta fechada, se me empenhar.


- Não quero te magoar, Harry, a Hermione também não quer te magoar. Mas ela disse-me, expressamente, que só queria ir para a cama contigo. - Ela foi bastante clara sobre o que queria.


- Ele sorriu. - Mas eu quero mais. O que há de errado em querer mais?


- Este não é o momento para me devolver as minhas próprias palavras. Estou preocupada contigo.


- Não fique. - Ele lavou a tigela maior com as mãos, em vez de ocupar um espaço muito grande na máquina. - Sei o que estou fazendo. Não posso evitar os meus sentimentos. E, antes que me diga, sei que a Hermione também não pode evitar os dela. Mas o que há de errado em fazer tudo o que eu puder para mudar os sentimentos dela?


- No instante em que ela pensar que a está cortejando...


- Mas não será assim. Ela é quem vai me cortejar.


A primeira reação de Gina foi uma gargalhada. Mas parou de imediato, pensou por um instante e murmurou: - Você é assim tão esperto?


- O suficiente para compreender que a Hermione vai preferir assumir a persuasão, em vez de ser persuadida. - Ele verificou as tortas. Ajustou o calor. - Espero que tudo o que foi dito aqui fique entre nós os dois.


- Como se eu saísse correndo para contar à Hermione tudo o que me diz. - Insultada, ela pegou numa bandeja. O olhar intenso do irmão abrandou-a.


- Está bem, está bem. De um modo geral, é o que eu faço. Mas agora é diferente. Pode confiar em mim.


Harry sabia que podia. Gina poderia tentar fraturar o seu crânio com um prato voador, mas morderia a própria língua antes de trair uma confidência.


- Suponho que isso também significa que não me contará o que ela puder dizer sobre... determinadas coisas.


- Tem toda a razão. Procura os seus espiões em outro lado, meu caro. - Com o nariz empinado, ela encaminhou-se para a porta. Parou de repente, respirando fundo. - Ela não acha que tenha um corpo muito atraente.


 Como era a última coisa que esperava ouvir, Harry permaneceu calado, aturdido.


Gina soltou um grunhido e acrescentou: - Só estou dizendo isso porque ela nunca me falou expressamente. Mas pensa em seu corpo como uma coisa prática e não como algo tão feminino como poderia ser.


Ela acha que os homens não a consideram atraente... feminina. E é por isso que fazer sexo é apenas fazer sexo, na sua maneira de pensar. A Hermione não acredita que um homem possa contemplá-la de uma forma romântica ou terna.


Gina fez uma pausa. Tentou não especular se Hermione a perdoaria, caso soubesse que ela dissera tantas coisas.


- Uma mulher gosta de ouvir... bem, se tiver um mínimo de cérebro, deve saber o que uma mulher gosta que um homem lhe diga. E não é apenas uma questão de aproveitar o que é diferente. É preciso dizer. Agora, fecha essa boca porque está parecendo um retardado. Ela saiu da cozinha, deixando a porta balançar até fechar.


 


(Fim do capítulo).


 

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Comentários: 2

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Enviado por Fe-Note em 15/10/2013

O Harry adorou e  quando eu acabar essa fic vou começa postar o a sequência que é a história do Draco com a Gina.

Nota: 5

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Enviado por r.ad em 15/10/2013

Ohhh!!! 
o pobre o harry foi atacado no inicio do capítulo... 
mas até que ele gostou, né. A Gina é muito fofa!! 
até próximo capítulo! 

Nota: 5

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