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10. Capitulo 10 - Parte I


Fic: Nas mãos do destino


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Obs1:Capitulo dedicado a Fernanda Leal que faz aniversário agora no dia 3 e como eu vou estar viajando, decidi postar hoje em homenagem à ela!!!Bjux Fernanda!!!E Feliz Aniversário!!!!!


Capítulo X – Parte I

Fred ficou sem palavras. Enrubesceu, esquecendo que Harry Potter era um grande amigo que lhe emprestara dinheiro em um momento de grande dificuldade para salvar a propriedade. O instinto paterno falou mais alto.

- Escute aqui, Harry... - começou com ar severo.

Mas o amigo riu.

- Estava brincando Fred. Hermione está totalmente a salvo comigo – tomou-a pela mão e conduziu-a para a porta – Precisamos ver o juiz para dar queixa contra Jack Clark – sua expressão tornou-se sombria – Quero que veja os hematomas no rosto de Hermione. Acho que não haverá o menor problema em alegarmos tentativa de estupro.

Hermione encostou-se em Harry, sentindo-se protegida, e ele inclinou o rosto para ela, demonstrando muito carinho. De súbito, Fred começou a compreender o que estava acontecendo.

O rosto de Harry era um livro aberto, pensou o bom senhor, mas isso não deixou de surpreendê-lo. Ao mesmo tempo imaginou que Hermione não deveria estar compreendendo o que acontecia. Por certo acreditava que ele a apreciava como um irmão mais velho, concluiu.

- Não quer tomar café primeiro? – sugeriu em voz alta, tentando se recompor de surpresa.

Só Harry então pareceu ver a mesa posta. A mão que segurava a de Hermione se contraiu. Bacon, ovos e... biscoitos???

Afastou-se dela e aproximou- se da cesta de pães. Estendeu os dedos, imaginando que pegaria uma massa dura ou farinhenta, e lembrou-se dos esforços de Hermione para se tornar uma boa cozinheira. Bem, os biscoitos poderiam servir como munição contra insetos, pensou.

Entretanto dessa vez a massa era macia e delicada. Ergueu um dos biscoitos e sentiu o aroma delicioso.

Mal percebeu que sentara, e puxara a cesta para o seu lado. Passou manteiga em um biscoito grande, e espalhou geléia de amora por cima. Deu uma mordida e suspirou deliciado, como se estivesse em êxtase.

- Esqueci os biscoitos – disse Hermione ao pai, com ar apreensivo.

Fred olhou para o hospede e comentou:

-Talvez devêssemos ter esperado para fazer esta surpresa.

Harry suspirava, mantendo os olhos fechados, enquanto comia com prazer.

- Jamais iremos ir ver o juiz – murmurou Hermione desanimada – Ele vai ficar aqui amanhã inteira.

- Nada disso – disse o pai - Vai terminar com todos os biscoitos em dez minutos, aposto.

- Bem, poderemos comer ovos com bacon – replicou Hermione com tom conformado, mas no intimo, estava radiante de orgulho por Harry estar apreciando com tanta ênfase os seus esforços culinários.

Sabia quando ele adorava biscoitos caseiros e, afinal, as muitas horas de aprendizado tinham valido a pena.

Harry continuou a mastigar, esquecido do mundo ao redor. O último biscoito desapareceu, e só então voltou a notar os companheiros ao lado da mesa.

- Quem fez os biscoitos ? – perguntou a Hermione – Hettie me disse que não sabe prepará-los .

- Fui eu – respondeu ela com timidez.

- Mas você não sabe cozinhar, meu bem. - rebateu ele, sincero como sempre.

- Uma vez Marilee me disse que você não me apreciava por que não sabia fazer biscoitos e cozinhar - confessou Hermione sem fitá-lo – Então resolvi aprender.

Harry segurou-lhe os dedos com carinho.

- Marilee mentiu, como sempre. Gostar de você ou não nada tem haver com seus dotes culinários. Mas estou feliz que tenha aprendido a fazer biscoitos tão gostosos. Derretem na boca. Absolutamente divino!

Hermione sorriu com modéstia.

- Basta pedir que farei outros quando quiser.

Harry a fitava com um misto de posse e respeito.

-Todas as manhãs, nós dois .. – começou a responder, mas logo emendou: - Quero dizer, virei aqui para tomar café. Caso Fred não se oponha – acrescentou a tempo.

O pai de Hermione riu e replicou:

- Fred não se opõe.

Harry o observou e disse sem rodeios:

- Parece que viu um passarinho verde.

- É só um pensamento que tive... nada de importante. – respondeu o senhor Granger, dando de ombro.

Harry manteve o olhar na expressão relutante e o compreendeu. Acenou de modo discreto e sorriu de modo humilde, como se houvesse sido desmascarado. Afinal, Fred não era tolo nem cego, pensou consigo.

Mas o dono da casa já se levantara.

- Bem, tenho gado para cuidar. Por falar nisso, como vai o seu touro doente Harry? – perguntou com uma certa apreensão na voz.

- Cólicas – respondeu o outro com simplicidade – Fácil de tratar e nada grave.

- Fico feliz. Tive medo de que Clark houvesse aprontado das suas com você também.

-Esse touro não é da mesma linhagem que o seu, Fred. Mas mesmo assim é bom ficarmos prevenidos e tentarmos manter o homem atrás das grades por uns tempos. O que me lembra – voltou-se para Hermione – Precisamos correr.

- Certo! Mas primeiro vou retirar a mesa – disse ela.

Harry permaneceu sentado, com expressão maliciosa, observando-a trabalhar com seus gestos graciosos e rápidos. Fred não ficou para admirar a cena. Reconhecia um peixe fisgado a milhas de distância.


Clark já fora transferido para a cadeia do condado na noite anterior, antes da visita de emergência ao hospital, e Harry e Hermione pararam para conversar com Grier.

O policial acabara de ter uma reunião com o prefeito, um homem simpático, chamado Tarleton Conor, e recém-eleito para o cargo.

- Sentem-se – convidou, o olhar irritado pousado sobre o hematoma no rosto de Hermione – Caso sirva de consolo, Clark ficou com uma costela quebrada e um olho roxo.

Hermione sorriu, evitando fazer uma careta de dor, por que as contusões doíam bastante.

- Obrigada – disse com sinceridade.

- Acho ótimo que Clark tenha sido ferido também – disse Harry – Derrubou a mim e Harley, tão depressa, que nem tive tempo de reagir.

- O homem domina as artes marciais – explicou o policial – Durante um certo tempo teve uma academia em Victoria, até que as autoridades descobriram que ensinavam técnicas criminosas para ex-presidiários. A policia fechou o estabelecimento, mas ele só recebeu uma advertência.

Harry ficou boquiaberto, com aquela informação, e Grier deu de ombros com indiferença.

- O que fazer? É assim que funciona o sistema. E o homem é faixa preta em judô também. Harley luta bem, mas precisa de mais treinamento antes de enfrentar Clark com algumas vantagens – Franziu os lábios e encarou Harry com ar divertido – Sente-se melhor agora? Foi derrotado por um profissional.

Harry deu uma risada.

- Sim. Obrigado

Grier voltou-se para Hermione que tinha uma expressão curiosa.

- Os homens não gostam de ser fisicamente inferiores aos outros. Coisa de sexo forte. - explicou.

- E ninguém jamais o venceu, Grier? – perguntou Harry com curiosidade.

- Claro que sim, e aprendi minha lição também.

- Aprendeu mesmo! – exclamou Hermione – Nunca vi ninguém dominar o adversário com tanta rapidez.

- Tive bons professores - replicou Grier com um sorriso. – De artes marciais e judô.

- Aquele seu golpe com a perna estendida me pareceu bastante profissional – comentou Harry.

Grier abaixou os olhos com sincera modéstia, e mudou de assunto.

- Sobre Clark – começou – o irmão foi visitá-lo na prisão hoje de manhã e recebeu a noticia de que poderá ser levado a julgamento. Por enquanto só tivemos o depoimento de Harley.

- Já demos queixa por agressão e tentativa de estupro – interrompeu Harry – Clark estava com uma faca encostada no pescoço de Hermione – mostrou o pescoço dela que estava ainda vermelho e machucado.

- Uma polegada a mais, um rápido gole, e a senhorita teria morrido.

- Sei disso – replicou Hermione com um fio de voz, tremendo apenas de imaginar o que poderia ter acontecido.

- Mas a senhorita manteve a calma – continuou Grier com admiração – É provável que isso mais que tudo tenha salvado sua vida.

- Pode manter Clark na cadeia? – perguntou ela com apreensão.

- Pedirei ao juiz para obrigá-lo a ter um julgamento. Porém tenho certeza de que o irmão de Jack não irá se satisfazer com uma defesa pública. Disse que vai contratar o melhor advogado, não importa o preço – deu de ombros, em seu gesto habitual. – Só Deus sabe o que fará para conseguir isso. Jonh Clark manda em todo o mundo, inclusive no patrão. Assim como Jack por aqui.

- Talvez seja obrigado e ter um advogado do Estado.

- Veremos. Mas nesse meio tempo, ficará detido e impedido de fazer maldades.

- E o irmão Jonh? – perguntou Harry – Ainda está em Jacobsville?

Grier balançou a cabeça negativamente.

- John Clark voltou para Victoria depois de avistar-se com Jack. Mandei um de seus seguí-lo, só para ter certeza de que partirei de fato. Mas manterei os olhos abertos e, se fosse vocês, faria o mesmo. Esses irmãos são uma corja.

- Faremos isso – prometeu Harry.


Harry levou Hermione até sua própria fazenda e a fez dar uma volta por lá, enquanto executava alguns trabalhos. Tendo que ir até o celeiro, pediu que ela o aguardasse na picape.

Enquanto esperava, Hermione lembrou-se do peão que Harry despedira. Ficara aliviada com interrupção na noite anterior, mas aborrecida com as fofocas que o homem espalhara a seu respeito.

Harry regressou em menos de cinco minutos, a expressão dura e os olhos fascinantes de raiva. Entrou na picape e fitou-a, tentando se controlar.

- Já foi embora – comunicou, como se lesse os pensamentos de Hermione - Partiu sem esperar pagamento - acrescentou com um sorriso sarcástico - Creio que meu capataz repetiu palavra por palavra o que lhe disse para fazer. De qualquer modo não era um bom peão, já que não soube distinguir entre cólicas e outra doença grave. Não precisava ter batido na porta do meu quarto, fazendo tamanho estardalhaço.

Com gesto tímido, Hermione segurou-lhe a mão sobre o volante. Harry estremeceu sem querer, fazendo-a afastar.

- Não! - exclamou ele, dessa vez pegando a mão de Hermione e apertando-a com força - Apenas não esperava que me tocasse, e me surpreendi. Foi isso. Adorei o gesto – concluiu com sinceridade.

Hermione enrubesceu, muito feliz, e sorriu com timidez.

Harry fitou-a por tanto tempo e com tamanha intensidade, que sentiu o coração se acelerar.

- Esta situação entre nós não pode continuar – resmungou ele por entre os dentes cerrados.

Com um gesto brusco, deu a partida no motor e voltou pelo caminho que fizera, penetrando na mata e depois no pasto. Por fim, com a mesma impetuosidade, desligou o motor.

Tomou Hermione nos braços sem preâmbulos e beijou-lhe com fúria. Ela nem teve tempo de perceber o que acontecia, e deixou-se ficar entre os braços fortes, sem protestar. Enlaçou-o com força pelo pescoço, e correspondeu ao beijo com paixão e entusiasmo.

Sentiu as mãos calejadas debaixo da blusa e tocarem seus seios rijos. A sensação era maravilhosa, e tudo parecia perfeitamente natural, porque sabia, em seu coração, que já pertenciam um ao outro.

Harry afastou-se um pouco para fitá-la, e viu que o rosto de Hermione se crispava ente uma súbita dor.

Prendeu a respiração consternado.

- Desculpe – murmurou, lembrando-se dos hematomas – Não queria machucá-la, meu bem.

Hermione ergueu a cabeça e beijou-lhe a testa, fazendo-o estremecer ante a caricia, ao mesmo tempo ingênua e sensual. Harry deslizou as mãos para a cintura fina e delicada, enquanto recuperava o fôlego.

Ela se sentia contente por perceber como sua feminilidade o dominava. Beijou-lhe o rosto de maneira suave, as sobrancelhas espessas, as faces, nariz e queixo, em leves caricias que pareciam o suave toque de asas de borboleta. Por fim os lábios quentes se detiveram em seu pescoço, deixando-o estático de emoção.

A mão pequena de Hermione principiou a desabotoar-lhe a camisa de algodão, e Harry a ajudou, apressando o ato, permitindo que Hermione beijasse o tórax musculoso.

Ela acariciou os pêlos escuros que cobriam a pele morena, a boca tocando-a com gentileza. Pôde ouvir as batidas de seu coração e pousou os lábios sobre um dos mamilos. Isso fez Harry reagir de modo surpreendente.

Gemeu tão alto que Hermione pensou tê-lo machucado. Corada afastou-se e encarou-o com expressão angustiada.

- Harry? – sussurrou.

-Tudo bem. Fiquei muito excitado- replicou ele com voz rouca.

Hermione não sabia o que fazer a seguir. Ele parecia ansiar por que continuasse com as carícias mas, ao mesmo tempo, parecia a ponto de explodir de desejo.

- Diga-me o que fazer – pediu ela – Não quero cometer enganos.

- Eu quero que sua primeira vez seja perfeita, meu bem. Mas não sou de ferro!

Com gesto brusco fez com que voltasse a beijar seu tórax, e apertou-lhe a nuca, murmurando com voz rouca:

- Sabe o que eu quero.

Com a naturalidade advinda do instinto, Hermione sugou-lhe o mamilo enrijecido, fazendo-o recostar-se no assento e suspirar do prazer. Ele continuou a pressioná-la pela nuca, de modo insistente, como a dizer, sem palavras, que continuasse, e Hermione obedeceu, intensificando a carícia.

Sentiu que Harry estremecia de modo violento, o corpo vibrante como a corda esticada de um violino invisível, como se não pudesse suportar tanto prazer. Deixou escapar um gemido e gemido e estremeceu por mais alguns segundos, afastando-a em seguida, e apertando a face escaldante contra a dela.

As mãos estavam trêmulas, e lutou para controlar a respiração. Por fim, exclamou:

- Nossa!

- Gostou tanto assim? – murmurou Hermione, sem entender muito bem o que acontecera.

Harry deixou escapar um riso fraco.

- Não percebeu o que houve?

- Senti todo seu corpo tremer – respondeu ela, sem saber se era a resposta certa.

- Sim. Do mesmo modo que você, ontem à noite, quando a toquei...

Hermione apressou-se em enterrar o rosto em seu ombro para não revelar o seu embaraço e disse:

- Não sabia que um homem se excitava também por ser beijado... aí.

Um dedo hesitante voltou a tocar o mamilo que ainda estava intumescido.

-Sim, sou sensível a certas caricias – os lábios ansiosos deslizaram para a boca entreaberta de Hermione, e a sugaram com um desejo avassalador - Mas não é o suficiente...

- Neste instante? – propôs Hermione.

Harry ergueu o rosto e fitou-a com ar grave, sem sorrir, o corpo ainda vibrando com o desejo insatisfeito. De modo deliberado, puxou-a para si, fazendo-a sentir quanto a desejava.

Dessa vez Hermione não protestou e deixou-se levar pelas sensações maravilhosas.

Os dedos de Harry pousaram sobre o ventre e ali ficaram, enquanto a fitava de modo intenso. Depois, com voz rouca e contida, disse:

- Quero... que tenha um filho meu.

Hermione correspondeu ao olhar, sem saber o que dizer, deixando-o continuar.

- Jamais pensei em tal coisa quando tive momentos de intimidade com outras mulheres – prosseguiu Harry com simplicidade, como se falasse sobre o tempo - Nunca na vida.

Eram palavras profundas, com um significado muito maior do que aparentava ter, e Hermione as compreendeu.

O ar tornava-se tão carregado de emoções, que ela sentiu necessidade de brincar para aliviar a tensão.

- Se meu pai estivesse aqui e ouvisse isso, ele lhe daria um tiro.

- Meus irmãos fariam o mesmo – concordou Harry, com um aceno afirmativo.

Hermione franziu a testa, sem saber o que dizer. Harry voltou a beijá-la, desse vez com doçura.

- Que sorte a minha! – zombou de bom humor – Comprometido com uma virgem que sabe fazer biscoitos.

- Não estamos comprometidos – replicou Hermione.

Em reposta, ele a apertou contra o peito em silêncio, erguendo uma sobrancelha de modo engraçado.

Hermione engoliu em seco e pigarreou.

- Não estamos ... muito comprometidos – corrigiu com um fio de voz.

Harry mordiscou-lhe o lábio superior e confessou:

- Olho para você e fico tão excitado que mal consigo andar. Toco sua pele e sinto uma espécie de dor física. Sonho com você todas as noites e acordo insatisfeito, suando e rangendo os dentes – ergueu-lhe o queixo e fitou-a sem sorrir, com expressão muito séria e compenetrada – Jamais me senti assim com outra, Hermione. Ou pertencemos um ao outro, ou acabamos tudo agora mesmo.

Ela tocou-lhe o rosto de modo amoroso e sussurrou:

- Faça comigo o que bem entender.

- Qualquer coisa?

Hermione aquiesceu em silêncio, amando-a de todo o coração.

Harry fechou os olhos. Seus braços a cingiram com força, enquanto a boca procurava a nuca delicada, em um beijo sensual que durou alguns segundos.

Em seguida a soltou. Respirando fundo, fez com que se sentasse direito no assento da picape, e afivelou o cinto de segurança.

Sem fitá-la, repetiu o gesto com o próprio sinto, e deu a partida no motor. Surpresa com a súbita mudança de atitude, Hermione viu-o seguir a estrada principal, e imaginou por que não a estava levando para casa.

Engoliu em seco, lembrando-se dos momentos inesquecíveis compartilhados na cama, e do corpo viril que a deixava tão excitada. Perdera a cabeça, pensou, e se não fosse pelo estúpido peão que os interrompera...

Seu pai iria matá-la se soubesse, concluiu. Porém olhou para Harry e sentiu que o amor valia qualquer sacrifício.

Ele dirigiu em silêncio até o centro da cidade, e parou no estacionamento em frente a farmácia.

Certo, pensou Hermione. Ia comprar preservativos para garantir a segurança dos dois. Entretanto, dissera que desejava ter um filho, e só em lembrar disso, corou até a razão dos cabelos.

Harry deu a volta na picape, e abriu a porta, mas precisou desafivelar o cinto, porque Hermione continuava paralisada, sem saber muito bem o que ele pretendia.

Ajudou-a descer do veiculo, e fitou-a com uma expressão misteriosa. Acariciou-lhe a face de ternura, e depois os cabelos e a boca, enquanto Hermione observava em seus olhos um brilho diferente.

Arrastou-a pela mão, fechando a porta da picape, e conduziu-a para a calçada. Hermione fez menção de entrar na farmácia, mas ele a deteve.

- Para o outro lado, meu bem – disse com meiguice, fazendo com que tomasse o caminho inverso, entrando numa joalheria.

Dois empregados conversavam, mas logo se aproximou sorrindo, ao vê-los.

- Posso ajudá-lo senhor?

- Sim - replicou Harry - Queremos ver alianças de casamento.

Hermione sentiu que o sangue deixava o seu rosto, e precisou se apoiar no balcão, rezando para não desmaiar ali mesmo.

Harry segurou-a com firmeza e a fez olhar para o enorme mostruário forrado de veludo preto, que o rapaz colocou a sua frente, repleto de alianças e anéis de noivado.

- Escolha o que quiser – disse com voz aveludada, enquanto a fitava com encantamento.

Hermione o encarou com os olhos marejado de lágrimas, e ele os beijou como se aquele fosse um ritual sagrado.

O vendedor ficou encabulado e afastou o rosto para o outro lado, pressentindo que estava presenciando um momento de extrema intimidade. Jamais, em todos os anos que trabalhava na joalheria, vira um homem com tal olhar amoroso.

- Examine os anéis, Hermione – incentivou Harry com carinho.

Por fim ela se esforçou para olhar as jóias. Os brilhantes faiscantes não a encantava. Era uma garota do campo, pensou, e não gastava de sofisticação. Seu olhar pousou sobre um anel em forma de folha de parreira com um único diamante, simples e elegante. Junto à peça havia uma aliança grossa, de ouro amarelado, com um filete de platina.

- Gosto desses dois – disse por fim.

Havia também a aliança masculina que formava o par, e Hermione ergueu os olhos para Harry, buscando aprovação.

Ele sorriu.

-Quer que use esse?

Sem conseguir falar, presa na mais profunda emoção, Hermione apenas acenou que sim.

Harry voltou a atenção para o vendedor.

-Levaremos o par de alianças e o anel.

-Precisamos verificar as medidas. Um momento, enquanto vou buscar os medidores – replicou o funcionário, com um enorme sorriso.

Quando o homem se afastou, Hermione perguntou por apreensão.

- Não serão caros de mais?

Em resposta Harry se inclinou e beijou-lhe a ponta do nariz.

-São para toda a vida, portanto não há dinheiro que pague isso.

Hermione não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Desejava dizer isso a Harry, mas o vendedor voltou naquele momento, e ficaram envolvidos na tarefa de medir o tamanho das alianças.

Harry retirou um cartão de credito do bolso, enquanto Hermione olhava tudo aquilo, quase em estado de choque.

Em seguida, ele abraçou-a, protetor, e voltaram para a picape.

- Próxima parada, a Prefeitura – murmurou Harry com voz decidida – Pensando melhor, o Corpo de Bombeiros. Eles nos darão a licença para o casamento. Esqueci que hoje é sábado, e a Prefeitura está fechada – ao ver a expressão de completo assombro de Hermione, ergueu as duas sobrancelhas, em um arremedo de inocência – É melhor fazer tudo no mesmo dia. O que me lembra ...- Tirou o celular do bolso, fez Hermione entrar no veículo, e ligou para o consultório do doutor Coltrain.

Estupefata, Hermione ouviu-o marcar hora para testes de sangue naquela tarde.

Harry desligou, guardando o aparelho, com um sorriso nos lábios.

- Licença de casamento agora, teste de sangue mais tarde e, na quarta-feira, teremos um casamento tranqüilo e simples e, a seguir ...- O tom de voz baixou, tornando-se rouco - uma noite de núpcias sem fim.

Diante de tamanha paixão, Hermione prendeu o fôlego.

- Harry, tem certeza?

Ele a tomou nos braços e a beijou com tamanha fúria, que um casal que passava os observou divertido, afastando logo o rosto para não perturbá-los.

- Desculpe, meu bem, mas tem que ser assim. Não agüento esperar mais – disse ele - Ou nos casamos logo ou vou embora e nunca mais me verá! – Fitou-a com uma sinceridade mesclada com desejo - Meu Deus ! Eu a adoro, Hermione!

Ela o sentiu estremecer e compreendeu seus sentimentos, por que sentia o mesmo.

Mas Harry sempre dissera que não pretendia se casar, lembrou. Era o desejo físico que o fazia se precipitar, concluiu apreensiva. Talvez também existisse um pouco de afeto, mas que ele queria de verdade era levá-la para a cama. Por isso os planos de casamento estavam sendo tão rápidos.

Todos esses pensamentos passaram pelos seus olhos, e Harry os assimilou.

- Farei com que compense, se aceitar – disse – Jamais a trairei ou magoarei. Tomarei conta de você por toda a vida.

Hermione suspirou aliviada.

- Muito bem – murmurou com ternura, tocando-lhe o rosto com a ponta dos dedos – Eu me casarei com você.

As simples palavras o deixaram radiante. Segurou-lhe a mão e beijou-lhe a palma com profundo carinho.

Por seu lado, Hermione pensava que atração física já era alguma coisa, e que o amor aconteceria com o tempo.

- Vamos tirar a licença – apressou Harry – Já demos um espetáculo para Evan e Ana Tremayne.

- Como? – perguntou Hermione, que em nada reparara, pois só tinhas olhos para o seu amor.

- Passaram por nós quando estávamos nos beijando.

- Gosto muito deles. São casados há anos.

Em resposta Harry esfregou o nariz no dela, em um gesto infantil de carinho.
- Nós continuaremos a nos beijar no meio da rua, mesmo depois de mais de vinte anos de casados.

- Acha mesmo?

-Espere e verá, meu bem.

Com relutância, Harry afastou-se e entraram na picape.

- Aqui vamos nós – disse com firmeza.



Obs2:Oi pessoal!!!Postada a primeira parte do capitulo final de "Nas mãos do destino"!!!Daqui a pouco tem a parte final da fic!!!Espero que tenham curtido o capitulo!!!Infelizmente só atualizarei essa fic hoje, por que não tive tempo de preparar as outras atualizações devido a um trabalho da faculdade.Contudo, eu prometo que domingo que é quando eu volto de viagem, sem falta, as outras duas fics serão atualizadas e eu postarei uma nova fic para vocês!!!!Bjux e tenham um ótimo feriadão!!!!!

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