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10. "Reunião de família e a Pedra


Fic: Lágrimas da Lua


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Olá, leitores!!


(desviando dos avadas)


Desculpem-me pela demora em postar o capítulo, Na semana passada eu estava me sentindo mal, acho que foi em decorrência do evento que eu participei uns finais de semana atrás, então fiquei gripada, com a garganta inflamada, tomando antibiótico e tudo ( não estou chorando as pitangas não, risos), mas juntando isso ao fato que eu continuei trabalhando, quando chegava em casa de tarde tomava remédio e apagava. Estou bem melhor agora... <3 (^----^) <3


Novamente me desculpem, farei o máximo para não demorar a atualizar a fic.


r.ad, menina, não me bate não, querida leitora, ou talvez sim, me lança um avada que eu mereço(kkkk, olha a pessoa maluca), pena que não eu não tenho nenhuma poção para curar em 5 segundos da minha convalescença ou uma Felix Felicis, para dá tudo certo. Mas então... Desculpe r.ad, você deve ser a única, além de mim que esta acompanhando essa fic(risos).


Muito Obrigada pelos seus comentário, eu não fui atacada por nenhum comensal não(risos). 


 


Agora vamos ao que interessa! Uhuhuhuhuuuuu!( \o/ levantando os braço animadamente) Eu sou brasileira e não desisto nunca... kkkk! Então se tiver alguém aí!? Comentem ...aceito carinha feliz!:D


Boa leitura!!!!


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CAPÍTULO DEZ : “ Reunião de família e a  pedra a Lua”


 


Depois de fechar o pub , quando a aldeia estava tão silenciosa, que só se podia ouvir o sussurro das ondas, os Potter reuniram-se à volta da mesa da cozinha, na casa da família, com chá e uísque.


- A situação é a seguinte.


Rony pôs a mão sobre a de Luna enquanto falava. Ela virou a sua, entrelaçando os dedos. Ele teve uma visão súbita e nítida dos pais de mãos dadas, exatamente daquela forma, quando se sentavam na ponta da mesa para uma reunião de família. O modo Potter, pensou Rony. Um elo levando a outro, numa corrente de tradição.


- E então, qual é a situação? - indagou Gina.


- Desculpa. - Rony sacudiu a cabeça. - Deixei a mente vaguear. Voltando ao início. O Pettigrew pode ser um ianque, mas não é inexperiente em negociações. Não acredito que um homem tão bem sucedido como o Malfoy enviaria alguém que não fosse esperto para tratar dos seus interesses.


- É possível, mas ele caiu na história do homem de Londres - comentou Harry.


Rony sorriu em apreciação.


- Acontece que nós também não somos inexperientes, diga-se de passagem. E os irlandeses já negociavam cavalos muito antes de a América ter sido descoberta. Mas não vamos para um extremo nem outro. Ele já ia atirar um biscoito para Finn, que esperava, paciente, mas depois lembrou-se da presença da esposa.


Limpou a garganta. - O Pettigrew gostou do terreno, da situação, localização, essas coisas. Tenho a certeza, embora ele não deixasse transparecer, preferindo comprimir os lábios para não se comprometer. Reiterou que Malfoy está disposto a comprar, e respondi que podia compreender, que um homem gosta de ter o que é seu, mas insisti que o nosso interesse era arrendar.


- Teríamos mais dinheiro e mais cedo, podendo tirar um maior proveito, se vendêssemos - declarou Gina.


- É verdade - concordou Rony.


- E teríamos mais controle, parte dos lucros e influência no que for feito com o que é nosso se arrendássemos - interveio Harry. - Pensa no futuro, Gina. Como será daqui a dez anos. Ou vinte. O legado para os teus filhos.


- Quem disse que terei filhos? - Ela encolheu os ombros. - Mas entendo o seu argumento. Só que é difícil, para mim, resistir à tentação de agarrar um bom dinheiro. - Um arrendamento de cem anos é a nossa oferta.


- Cem anos? Gina arregalou os olhos.


Rony apenas olhou para a esposa. - Cem é um número mágico.


- Isto é um negócio, não um feitiço.


- Usa-se o mundo mágico sempre que for possível. - Harry acrescentou um pouco de uísque ao chá. Era um hábito naquelas reuniões. - Se o Malfoy pensa no futuro, um arrendamento de cem anos vai atraí-lo. A Hermione sabe algumas coisas sobre a sua empresa. - Pelo canto do olho, ele percebeu o sobressalto de Gina à menção de Hermione, enquanto acrescentava: - Pelo que ela me disse, o Malfoy é um homem justo e não tem nada de inexperiente. Por isso, tenho a impressão de que ele é capaz de pensar além do século.


- Como nós também deveríamos fazer. Uma libra por ano, durante cem anos.


- Uma libra? - Gina ergueu as mãos. - Porque não damos logo o terreno de graça? - Por esse preço, pedemos cinquenta por cento do teatro. - Gina recostou-se, com os olhos contraídos.


 - E aceitamos por quanto então? -Questionou Rony.


- Vinte. E, no final do prazo, o terreno e o teatro serão divididos em partes iguais. Potter e Malfoy.


- É um grande negócio, se o teatro tiver sucesso - concordou Gina.


- Bem favorável para nós. - O teatro terá sucesso - declarou Rony, com os olhos a brilhar. - Com a sorte dos Potter e o dinheiro do Malfoy.


- Estou disposta a confiar nessa perspectiva. Mas porque concordaria ele com essas condições?


- Eu acho... Luna fechou a boca, não querendo continuar.


- Pode falar. - Rony apertou a mão da esposa. - Faz parte de tudo.


- Eu acho que ele vai concordar. Depois de algumas negociações, contrapropostas, talvez alguns ajustes. É possível que vocês tenham de ceder um pouco mais. No final, porém, terão quase o que desejam... porque, em última análise, todas as partes querem a mesma coisa.


- O Malfoy quer o seu teatro - disse Gina.


- Mais do que isso. - Num gesto automático, Luna bateu na mão de Harry, antes que ele pudesse dar um biscoito a Finn. - Ele tem motivos para escolher este lugar. Um homem que comanda uma empresa bem sucedida pode permitir-se ter caprichos, de vez em quando. A sua família saiu daqui. O seu tio-avô foi noivo da minha tia-avó.


- Mas é claro! - Harry bateu com um dedo na garrafa de uísque ao lembrar-se. - John Malfoy, que morreu na Primeira Grande Guerra. O seu irmão mais novo... Dennis, era esse o seu nome... foi para a América e ganhou uma fortuna. Não me lembrei antes.


- Não sei até que ponto o sentimento impele Malfoy a escolher Ardmore - continuou Luna. - Mas, com certeza, faz parte da motivação. Se esse Malfoy teve uma educação parecida com a minha, cresceu a ouvir histórias da Irlanda, desta região em particular. Agora, quer ter uma ligação mais concreta com o lugar de onde a sua família saiu. Posso compreender.


- O sentimento ianque pelos antepassados. - Com uma expressão divertida, Gina serviu-se do uísque. - Jamais serei capaz de entender. Os antepassados... já estão mortos há muitos anos, não é mesmo? Mas se o sentimento ajuda a fechar o negócio, por mim está ótimo.


- O sentimento será uma parte, mas... desculpem, mas é a psicóloga a falar de novo... ele também terá um olho para o lucro. Se não fosse assim, não seria o dono de uma das maiores empresas dos Estados Unidos. E, pelos mesmos motivos, também se vai preocupar com a sua reputação.


- E nós devemos preocupar-nos com a nossa reputação - declarou Harry, levantando o copo.


- E você tem uma reputação e tanto, não é? - Gina ofereceu um sorriso azedo ao irmão.


- Não tão espetacular como a sua, querida.


- Pelo menos eu não ando por aí a seduzir amizades de infância. - Lentamente, com um brilho perigoso nos olhos, Harry largou o copo na mesa. Antes que ocorresse uma explosão, Rony estendeu o braço entre os dois.


- O que se está a acontecendo? Podem me explicar qual é o problema?


- Ela ficou furiosa porque beijei a Hermione.


- Não há razão para discussões porque... - Rony baixou a mão para a mesa. - A Hermione Granger?


- Claro que foi a Hermione Granger. - E o que pensa que esta fazendo beijando a nossa amiga Hermione?


- Rony... - Luna puxou a manga do casaco do marido. - Isso é problema do Harry.


 - Também é nosso, por ser a Hermione.


- Santa Mãe d e Deus! Até parece que eu a agarrei pelos cabelos e arrastei para o chão da cozinha, a fim de obrigá-la a uma junção carnal, enquanto ela se debatia, tentando escapar.


- Vocês estavam no chão da cozinha?


 - Não, não estávamos. - Irritado, Harry pressionou os dedos contra os olhos. - Um homem não pode ter uma vida simples nesta família. Beijei a Hermione, e não foi a primeira vez. E não quero que seja a última. Não entendo porque causa tanta perplexidade entre todos os que descobrem. E tanta indignação.


Gina cruzou as mãos. Descobrira uma coisa que esperava saber ao provocá-lo. Ele não mencionara que fora Hermione quem iniciara a mudança no relacionamento. Se fosse outro homem, ela poderia atribuir ao ego. No caso de Harry, ela sabia que era uma proteção instintiva da mulher envolvida. O fato agradava-lhe e surpreendia-a simultaneamente.


- É apenas... Surpreendente - comentou Rony.


- Não estou indignada. - Gina ofereceu a Harry uma expressão doce e fraternal. - Mas também estou perplexa. Afinal, a Hermione já te viu nu... há vários anos, é verdade, mas essas coisas perduram na mente. E depois de dar uma boa olhadela no teu equipamento, não posso entender porque havia ela de se interessar.


- É uma questão que terá que perguntar a ela. - Harry queria parar nesse ponto, distinto, altivo, mas o comentário o provocou. - Eu não tinha mais do que quinze anos na ocasião, e a água estava gelada. Um homem não exibe o melhor da sua condição ao sair da água gelada.


- É a sua história, rapaz, e deve insistir nela.


- E você não deveria estar a olhar naquela direção. Mas sempre foi uma pervertida.


- Porque não deveria ter olhado? Toda mundo olhou. - Ela explicou a Luna: - O Harry perdeu o calção no mar, e não percebeu isso até ter saído das ondas, completamente nu. Sempre lamentei não ter tido uma máquina fotográfica à mão.


Luna olhou para Harry, com evidente simpatia. - Eu costumava lamentar o fato de ser filha única. Mas há algumas circunstâncias em que... Ai!


- O que foi? - Rony levantou-se de um pulo, pronto para pegar na esposa ao colo, quando ela apontou um dedo para a barriga. - Você deixaram ela nervosa com a discussão.


- Não é isso. O bebê está se mexendo. - Emocionada, ela pegou na mão de Rony e encostou-a a sua barriga. - Consegue sentir? É como uma ondulação dentro de mim. O pânico transformou-se em reverência e amor, preenchendo os olhos de Rony, e o coração.


- Ele é bem animado.


- É uma reunião de família, afinal de contas. Porque não deveria ele participar? - Harry voltou a levantar o seu copo. - Slaintee.


Ele foi visitar Maude. Como se acostumara a vê-la uma ou duas vezes por semana, durante a maior parte da sua vida, Harry não via motivo para mudar depois da morte dela. E o lugar do repouso final de Maude era um bom local para se pensar.


Não tinha muito a ver com o fato de o passeio o levar às proximidades do hotel no penhasco. Não era provável que encontrasse Hermione, mas... Bem, se não seguisse naquela direção, então aí é que não teria mesmo qualquer hipótese de vê-la.


Pelo que podia recordar, Maude Fitzgerald era do tipo romântico, e apreciaria a lógica da situação. O hotel ficava na beira do penhasco, com o mar a estender-se à sua frente. E embora o ar da manhã fosse algo frio, já havia alguns hóspedes lá fora, a admirar a vista.


Harry concedeu-se o prazer de fazer a mesma coisa, observando as embarcações que balançavam e deslizavam sobre a água. Aproveitou para agradecer aos seus antepassados o bom senso de terem entrado no ramo da diversão pública, em vez de se dedicarem à pesca.


Lá estavam Tini Riley e a sua tripulação a recolher as redes, enquanto as ondas faziam o barco subir e descer. Havia um ritmo naquele movimento que fez Harry bater o pé, e provocou um duelo musical de flauta contra violoncelo na sua cabeça.


 Harry imaginou que os turistas achavam que os barcos eram pitorescos. Provavelmente consideravam a ideia de ganhar a vida do mar uma espécie de aventura romântica, enraizada na história e tradição. Mas, parado ali, com o vento a desmanchar os seus cabelos escuros e a tentar esgueirar-se por baixo da sua camiseta, ele só podia pensar que era uma vida fria, solitária e instável.


Ele preferia um pub aquecido e uma cozinha movimentada em qualquer dia da semana. Mas era romance o que predominava na cabeça de Mary Kate ao sair correndo do hotel quando o avistou. Teve de comprimir a mão contra o coração, que se povoava de imagens.


Contemplou Harry lá em cima, parado no penhasco, de pernas abertas, com os olhos no horizonte, e viu Heathcliff, Rhett Butler, Lancelote e todas as outras fantasias românticas que poderiam povoar os sonhos de uma jovem apaixonada.


Sentiu-se contente por ter levado emprestada a blusa azul nova da irmã Patty naquela manhã. Embora soubesse que Patty não ficaria nem um pouco satisfeita quando descobrisse. Com uma corajosa tentativa de ajeitar os cabelos, Mary Kate aproximou-se, apressada.


- Harry...


Quando se virou e a avistou, Harry soltou um grunhido contrariado. Não pensara na possibilidade de encontrar a irmã de Hermione, não quando se encontrava tão absorto  pensando em Hermione. Tem cuidado com o que vai fazer Potter, advertiu-se ele a si mesmo.


- Bom dia, Mary Kate. Esqueci-me de que o hotel está cheio de Grangers neste momento.


Ela teve de fazer um esforço para soltar a língua presa. Os olhos de Harry eram muito claros sob aquela luz. Se os fitasse, poderia ver o seu reflexo. Era sedutor.


- Devia sair do vento. Estou de folga, neste momento. Vou te oferecer um chá.


- É uma oferta muito gentil, mas estou a caminho da minha visita à velha Maude. Parei aqui apenas para observar o Tim Riley recolhendo as redes. Pareciam cheias de peixes. Terei de ir negociar com ele por alguns peixes, mais tarde.


- Então porque não vem até ao hotel quando voltar? - Mary Kate ergueu a cabeça. Passou as mãos pelos cabelos, fitando-o por baixo das pestanas, num olhar que praticara muitas vezes.


- Posso escolher quase sempre a minha hora de almoço.


- Hum... - Ela tinha mais habilidade no flerte do que ele lhe dera crédito, pensou Harry. Era um pouco assustador. - Tenho de ir logo para o pub.


- Eu adorava me sentar e conversar contigo, - Ela pôs a mão no braço de Harry. - Num momento mais tranquilo.


- É uma boa ideia. Agora tenho de ir. E você tem que entrar. Não é bom ficar aqui fora com essa blusa fina. Vai acabar por pegar um resfriado. De os meus cumprimentos à sua família.


Enquanto Harry escapava apressado, Mary Kate suspirou. Ele notara a blusa.


 


Safara-se bem do encontro, refletiu Harry, congratulando-se. Cordial, com a atitude de um irmão mais velho a conversar com a irmã mais nova. Tinha a certeza de que a pequena crise passara. E até era agradável saber que Mary Kate pensava nele daquela forma.


Um homem não poderia deixar de se sentir lisonjeado, ainda mais por ter conseguido escapar das armadilhas sem que mal algum fosse causado. Mas, decidindo que um pouco de apoio era sempre bom, ele tirou água da Fonte de São Declan e espalhou-a pela terra em redor.


- Supersticioso? Um homem de pensamento moderno? - Harry levantou a cabeça para fitar os olhos azuis de Carrick, o príncipe do mundo das fadas.


- Um homem de pensamento moderno sabe que há uma razão para as superstições, ainda para mais quando dá por si a conversar com alguém como tu. Como viera até ali com um propósito, Harry afastou-se da fonte, seguindo até à sepultura da velha Maude.


- Pode me explicar porque aparece agora tantas vezes por aqui? Sempre visitei este lugar, durante toda a minha vida, e nunca te vi antes.


- Não havia qualquer motivo específico para que me visse antes. Tenho uma pergunta para ti, Harry Potter, e espero que possas responder à mesma.


- Tens que fazê-la primeiro.


- Assim farei. - Carrick foi sentar-se no outro lado da sepultura. Os seus olhos ficaram ao mesmo nível. - Afinal, o que está esperando?


Harry franziu as sobrancelhas. Pôs as mãos nos joelhos.


-Uma porção de coisas.


- É típico de ti. - A repulsa impregnava a voz de Carrick. - Eu me referia à Hermione Jean Granger e ao fato de ainda não a ter levado para a sua cama.


- Isso só diz respeito à Hermione e a mim - respondeu Harry, calmamente. - Não é da sua conta.


- Claro que é da minha conta. - Carrick estava de pé agora, num movimento rápido demais para o olho humano captar. O anel no seu dedo irradiava um intenso brilho azul. A bolsa de prata na cintura faiscava. - Pensei que tinha o tipo de natureza que compreenderia, mas agora percebo que é ainda mais estúpido do que o teu irmão.


- Não é o primeiro a dizer isso.


- Porque não assumes o que deverias, jovem Potter? Uma vez que Carrick estava agora parado ao seu lado, e já não à sua frente, Harry também se levantou.


- E que eu deveria assumir?


- O teu papel, o teu destino. As tuas opções. Como é possível que conheças tão bem o teu coração para fazeres a tua música, mas não para guiares a tua vida?


- A minha vida está como gosto.


- Não digas tolices. Finn proteja-me da idiotice dos mortais! - Carrick ergueu as mãos. Uma trovoada ressoou pelo céu azul.


- Se pensa que vai me impressionar com os seus truques de salão, pode mudar de tática. É apenas o seu gênio se manifestando, mas eu também sou assim.


- Ousas desafiar-me? Como demonstração, Carrick levantou um dedo. Um raio branco ofuscante penetrou a terra, à frente dos pés de Harry.


- Tática da pressão. - Harry teve de resistir ao impulso de saltar para trás. - E indigna de ti.


A fúria deixou os olhos de Carrick quase pretos e manifestou-se em pequenas chamas vermelhas que dançaram nas pontas dos seus dedos.  Mas logo desapareceram, quando ele inclinou a cabeça para trás e riu.


- Tens mais coragem do que eu pensava. Ou então é simplesmente muito estúpido.


- Sou suficientemente sensato para saber que pode fazer todos os truques que quiser, mas não é capaz de causar um mal de verdade. Não me assusta, Carrick.


- Eu poderia deixar-te de joelhos, a coaxar como uma rã. - O que afetaria o meu orgulho, mas pouco mais, além disso. - Não que ele estivesse interessado em verificar se seria apenas isso, pensou Harry.  - Qual o sentido de tudo isso? Ameaças não vão fazer com que eu te aprecie.


- Esperei seis das vossas vidas por uma coisa que tu poderias ter num instante, apenas por estenderes a mão. - Mas desta vez Carrick suspirou. - Recolhi lágrimas da lua para ela na segunda vez. - Enquanto falava, ele tirava a bolsa da cintura. - E a seus pés derramei as pedras da Lua em que se transformaram. Mas ela viu apenas as pérolas.


Carrick virou a bolsa, despejando uma cascata de pedras brancas com reflexos azuis,  reluzentes na sepultura de Maude. - Elas faiscaram na relva, ao luar, brancas e lisas como a pele da Gwen. Mas ela não percebeu que não eram pérolas que eu despejava a seus pés, mas sim o meu coração... o anseio que havia nele, a pureza do amor. Eu não sabia que ela precisava ouvi-lo dos meus lábios. Ou que já era tarde demais, porque eu não assumira o papel que ela queria.


 A voz de Carrick tinha agora um desespero profundo, com tanta infelicidade que Harry tocou no seu braço.


-O que ela queria?


- Amor. Apenas a palavra. Uma única palavra. Mas eu dei-lhe os diamantes, tirados do sol, depois estas pedras da lua e por fim as pedras a que vocês chamam safiras, colhidas no coração do mar.


- Conheço muito bem a sua história.


- Eu sei que conheces. E a sua nova irmã, a Luna, incluiu-a no seu livro de histórias e lendas. O final ainda é infeliz, porque lancei um encantamento sobre a minha Gwen, em raiva e angústia... e precipitado, Potter. Três vezes o amor encontraria o amor, o coração aceitaria o coração, com todas as falhas e fraquezas. E, depois, a minha Gwen e eu seríamos livres para ficarmos juntos. Durante cem anos vezes três eu esperei, e a minha paciência foi posta à prova. Tu é um homem que tem palavras. Pensativo, Carrick contornou Harry e a sepultura.


- Usá-las muito bem com a tua música... música que outros devem ouvir também, mas isso já é outra questão. Um homem que tem esse dom com as palavras é alguém que compreende o que há dentro de uma pessoa, antes mesmo que a própria pessoa saiba. É um dom que possuis. Só te estou a pedir que uses esse dom. Num longo floreio, ele estendeu a mão por cima da sepultura.


As pedras transformaram-se em flores. - As pedras que deu a Gwen transformaram-se em flores. A tua Luna dir-te-á que foram as flores que ela guardou. Algumas mulheres querem as coisas simples, Potter, como comecei a compreender.


Carrick levantou um dedo. Havia na ponta uma única pedra da lua, perfeita. Com um sorriso, ele atirou-a a Harry. Balançou a cabeça, satisfeito, quando Harry a apanhou no ar.


- Fica com isso. Guarda-a, até perceberes a quem a deves dar. E quando a entregares, oferece também as palavras. São mais mágicas do que a pedra que tens na tua mão.


O ar tremeu, ondulou, enquanto Carrick desaparecia.


- Este homem cansa qualquer um - murmurou Harry, voltando a sentar-se ao lado da sepultura de Maude. - Tem companheiros muito estranhos. Depois, porque precisava, Harry ficou em silêncio. Contemplou as flores-da-lua, abertas, apesar dos raios de sol que iluminavam a sepultura. Estudou a pedra, passando- a entre os dedos. E guardou-a no bolso, antes de se inclinar para pegar numa flor.


- Acho que não te vai importar, já que é para a Luna - disse ele a Maude.


Harry continuou sentado ali, a fazer companhia à velha Maude, por mais vinte minutos, antes de voltar para casa. Ele não bateu à porta. Fora a sua casa por tanto tempo, que não se lembrava de bater. Mas Harry pensou, no mesmo instante em que fechou a porta, que provavelmente iria interromper o trabalho de Luna. Quando ela apareceu no cimo das escadas, antes que Harry decidisse se deveria ou não sair de novo, ele levantou os olhos com um ar arrependido.


- Deve estar trabalhando. Eu volto mais tarde.


- Não precisa sair. - Luna começou a descer. - Bem que preciso de uma pausa. Quer um chá?


- Quero, sim, mas pode deixar que eu faço para nós os dois.


- Não vou discutir por causa disso. - Luna sorriu, indecisa, quando ele estendeu a flor-da-lua. - Obrigada. Não é o tempo errado para desabrochar?


- Na maioria dos lugares. É uma das coisas sobre as quais gostaria de falar contigo. - Harry seguiu para a cozinha, acompanhado por Luna. - Como se sente hoje?


- Muito bem. Acho que o enjoo matutino está passando. Não lamento vê-lo desaparecer.


- E como vai o seu trabalho? Era o método dele, pensou Luna, dar voltas a mais voltas em torno da verdadeira razão da visita, até chegar o momento em que julgasse oportuno. Ela arranjou uma jarra pequena para pôr a flor, enquanto Harry punha a chaleira ao lume, para ferver a água.


- Também vai muito bem. Ainda há alturas em que não posso acreditar que estou escrevendo. Nesta época, no ano passado, eu ainda era professora e detestava o meu trabalho. Agora, tenho um livro prestes a ser lançado e já estou preparando outro, que adquire vida dia a dia. Sinto-me um pouco nervosa porque este último é uma história feita por mim, em vez de uma compilação de histórias que outros me contaram. Mas estou adorando o processo.


- Não acha que, provavelmente, vai escrever uma história melhor por se sentir um pouco nervosa? - À vontade, como se estivesse em sua casa, Harry pegou na lata de biscoitos e encheu um prato. - Ou seja, terá mais cuidado.


- Espero que tenha razão. Não fica nervoso quando compões as tuas músicas?


- Com as melodias não. - disse ele, depois de pensar por um momento. - Às vezes com as letras. Tentar encontrar a forma ideal de transmitir o que a música me está dizendo. Pode ser frustrante.


- E como você faz? - Deixo ressoar na cabeça por algum tempo. - Como a água na chaleira já estava a ferver, ele mediu o chá.


- Depois, se tudo o que disso resultar for uma dor de cabeça, faço uma caminhada para espairecer. Ou então penso noutra coisa, completamente diferente. Na maioria das vezes, depois de fazer isso, descubro as palavras bem ali, como se estivessem à espera de serem colhidas.


- Tenho medo de sair quando não consigo trabalhar. Penso sempre que, se sair, não vou conseguir escrever mais nada quando voltar. O teu método é mais saudável.


- Mas você é a autora publicada, não é mesmo? - Enquanto o chá concentrava na infusão, ele pegou nas canecas.


- Quer que a tua música seja gravada, Harry?


- Talvez, um dia. Não há pressa. - O que já dizia há anos, ele sabia. - Componho para agradar a mim mesmo, o que é suficiente por enquanto.


- A minha agente pode conhecer alguém na indústria da música. Teria o maior prazer em perguntar-lhe. Ele sentiu o estômago a ter um sobressalto, como um coelho diante de uma espingarda. - Não precisa se preocupar. Na verdade, Luna, eu vim aqui para falar contigo sobre outro assunto.


Ela esperou, deixando-o trazer o bule para a mesa e servir o chá. Mesmo depois de se sentar, com o vapor fragrante a elevar-se entre os dois, Harry continuou calado.


-Me diz o que está pensando, Harry.


- Estava tentando decidir como devo dizer exatamente. Começarei por isto. Ele enfiou a mão no bolso, tirou a pedra da lua e largou-a ao lado da chávena de Luna.


- Uma pedra da Lua? - Aturdida, ela estendeu a mão para pegar nela, mas fitou Harry nos olhos e manteve os dedos a alguma distância da pedra.


- Carrick... - Ele fala de você carinhosamente.


- É estranho... muito estranho. - Luna pegou na pérola, colocou-a na sua palma.


- E a flor-da-lua. As outras pedras transformaram-se em flores-da-lua. - Na sepultura da Maude. O que acha de tudo isto? - O que pode uma mulher moderna, instruída e razoavelmente inteligente pensar do mundo das fadas?


- Ela deixou a pedra rolar na sua palma. Balançou a cabeça. - Acho que é maravilhoso. Literalmente. O Carrick é arrogante e impaciente, um pouco exibicionista, mas entrar em contato com ele foi uma das coisas que mudaram a minha vida.


- Acho que ele está decidido a mudar a minha também. Caso contrário, não me teria dado essa pedra.


- Tem razão. - Luna devolveu-lhe a pérola. - E como você se sente em relação a tudo isso?


- Que deve ser uma longa espera, já que gosto da minha vida tal como ela é.


- Você... - Luna hesitou. Pegou na caneca. - Nunca tive irmãos, e por isso não sei o que está errado. Mas imagino que ande pensando na Hermione.


- Tenho dispensado uma atenção considerável à Granger. E dei mais do que uma consideração passageira à ideia do Carrick, de querer a minha união com ela como o próximo passo para ele.


- E o que mais?


- Hum... - Harry pegou num biscoito, trincou-o. - Eu diria de novo a mesma coisa. Será uma longa espera. - Os seus lábios contraíram-se, enquanto observava Luna a baixar os olhos para o chá.


- O que vi nos seus lindos olhos, Luna Lovegood, foi o brilho ansioso de uma casamenteira. Ela torceu o nariz. - Não sei do que está falando.


- Falo de uma mulher feliz no casamento, que olha para o cunhado solteiro e pensa: “Não seria ótimo se o nosso querido Harry encontrasse a mulher certa e assentasse... e o que se pode fazer para que isso aconteça?"


 - Eu não teria a presunção de interferir. - Por mais formal que fosse o tom de voz, havia riso nos seus olhos. - De forma alguma.


- Agradeço-te por isso. - Harry voltou a guardar a pedra no bolso. - E só para que tenha conhecimento dos meus pensamentos e sentimentos a respeito disso, devo dizer-te uma coisa: se algum dia acontecer alguma coisa entre mim e a Granger, será porque ambos decidimos e não porque alguém decidiu por nós. Nem mesmo porque a minha nova irmã, que amo profundamente, assim deseja.


- Eu só gostaria que você fosse feliz.



- Tenho planos para permanecer assim. E, por isso mesmo, é melhor eu voltar imediatamente para o pub, antes que Rony se sinta obrigado pela honra a quebrar-me a cabeça por chegar atrasado.


 


(Fim do capítulo)


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Na: A pedra da lua é aquela que está na foto da capa da fic. Bonita né?


Eu particularmente acho maravilhosa. <3 <3 <3 (^----^) <3  <3 <3


Desculpem-me novamente pela demora na postagem da fic.


Vou fazer o máximo para não demorar em atualizar a fic.


Comenta galera!!!! :D


Até Logo! :D  



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Comentários: 2

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Enviado por Fe-Note em 13/10/2013

Oi, r.ad!!! Eu estou melhor, sim!  (^---------^)

A Mione vai aparecer no próximo!  A irmã da mione é uma romantica que idealiza muito o Harry, amor platonico é sempre assim, um sonha e o outro se esquiva. kkkk! :D

Eu estou bem,  o meu problema é a mudança de tempo + queda de imunidade, ai é batata, a garganta inflama, e aí ferrou,kkk ( Quando eu era pequena... até parece... ainda sou uma anã...  quando eu era criança eu deveria ter tirado as amidalas, aí a minha mãe disse não, então eu fico sofrendo com as mudanças de tempo.  

Muito obrigada pelos seus comentário r.ad, até o próximo capítulo!

 

 

Nota: 5

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Enviado por r.ad em 13/10/2013

Espero que vc já esteja melhor!!
só senti falta da mione nesse capítulo, e to ficando com pena da irmã dela...
Melhoras, viu..
até próximo capítulo

 

Nota: 5

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