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9. “ Pedro Pettigrew e etc...”


Fic: Lágrimas da Lua


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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NA: Olá!


Desculpem a demora! :D


Aqui está! Capítulo 9!


Boa Leitura! :D




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CAPÍTULO NOVE: “ Pedro Pettigrew e etc...”




- Pedro Pettigrew, o homem que o Malfoy encarregou de nos avaliar, está aqui - informou Gina, entrando apressada na cozinha.


Harry levantou os olhos dos sanduíches que estava a preparar.


- Como é que ele é?


- Enorme. - Por uma questão de hábito, Gina verificou o rosto e os cabelos no pequeno espelho que pendurara ao lado da porta. - O Rony está servindo-lhe uma caneca de cerveja e  puxando conversa. O Pettigrew parece estar apenas interessado nos negócios.


 Harry gesticulou com a faca, conhecendo as habilidades da irmã.


- Me dá uma descrição dele em cem palavras ou menos.


- Gina contraiu os olhos. Bateu com um dedo nos lábios. - Cinquenta e poucos anos. Meio careca. E preocupado com isso, porque penteia os cabelos de um lado para o outro, na tentativa de encobrir o fato.


Uma barriga próspera, indicando que gosta de comer. Casado, mas não avesso a contemplar outras mulheres. Não tem o hábito de fazer exercício. Um homem da companhia, acostumado a receber ordens e a transmiti-las a quem é inferior na hierarquia.


Está poupando, pois a Mary Kate disse que ele pechinchou pelo preço do quarto, embora a empresa esteja pagando tudo.


Cortês, um pouco sério mesmo. Eu poderia tirar sobrancelhas com o brilho dos seus sapatos.


 


- Bom trabalho. - Os olhos de Harry faiscaram em expectativa. - Não terá qualquer dificuldade em deixá-lo encantado, não é?


Com um sorriso presunçoso, Gina olhou para as suas unhas. - Será a coisa mais fácil do mundo.


- Não estou falando de leva-lo à tentação, Gina. Queremos apenas que o deixe atordoado.


- Me dá algum crédito. Eu disse que ele é casado. Não sou uma destruidora de lares.


- Desculpa. Foi à expressão nos seus olhos. Você é um terror para a humanidade.


 Ela tirou um tubo de batom do bolso das gorjetas e retocou os lábios, olhando para Harry pelo espelho.


- A humanidade adora terrores como eu.


- Não vou discutir esse ponto, já que conheço muitos dos que tombaram pelo caminho. Eu vou te ajudar a servir os sanduíches, para que o Pettigrew possa dar uma olhada no irmão inofensivo.


Em harmonia com Harry, Gina ajudou-o a arranjar a bandeja.


- Eu diria que ele está impaciente. Quer apressar tudo, examinar o terreno, discutir as condições.


- Ele está na Irlanda, agora - comentou Harry, descontraído. - E a precipitação não é a forma dos Potter. Depois de colocar os pedidos na bandeja, ele acrescentou algumas tigelas com batatas fritas para o bar.




(algum tempo depois...)




- Eu não estava sonhando- disse ele para as costas de Gina, elevando um pouco a voz, ao passarem pela porta da cozinha. - Apenas pensando.


 Ela seguiu a deixa do irmão, suspirando. - Não pode preparar os pedidos a tempo se vive com a cabeça nas nuvens. Tenta permanecer aqui em terra firme, como todo mundo, pelo menos de vez em quando.


Com uma expressão contrariada, Harry foi pousar as tigelas ao longo do balcão.


- Harry, venha conhecer o Sr. Pettigrew, da cidade de Nova Iorque.


Com o rosto impassível, Harry foi até Rony.


Inclinou-se para oferecer um sorriso cordial ao homem de cabelos ralos e olhos pretos, vagamente irritados.


- Prazer em conhecê-lo, Sr. Pettigrew. Temos primos em Nova Iorque, além de amigos. Dizem que é uma cidade movimentada, onde sempre acontece alguma coisa a cada minuto de cada dia. Rony, você já estive em Nova Iorque. É assim também que te lembra da cidade?


Porque teve de reprimir uma gargalhada, Rony limitou-se a inclinar a cabeça para confirmar. Harry engrossara o sotaque, apenas o suficiente para acrescentar um toque e uma atmosfera de provinciano.


- O Rony viajou muito. Está no sangue da família. Mas eu sou diferente. Prefiro ficar plantado onde nasci.


- Imagino... - murmurou Pettigrew, obviamente disposto a descartar Harry, e voltar a tratar de questões importantes.


- Quer dizer que veio passar férias em Ardmore, Sr. Pettigrew? É um bom lugar para isso. Tem sorte porque as coisas andam quietas por aqui. Mas no final de Maio as praias estarão lotadas, já que são muito boas. E haverá tanta gente no p u b que mal terei tempo para atender aos pedidos. Pelo menos no Inverno um homem pode descansar um pouco.


- Estou aqui em negócios. - Pettigrew falou num tom incisivo, com ênfase nas consoantes que Harry reconheceu como o sotaque de um nova-iorquino nativo.


- Para a Malfoy Enterprise.


À expressão convincentemente surpresa de Harry, Rony balançou a cabeça.


- Harry, eu te falei sobre a possibilidade de fazer um negócio com o Sr. Malfoy. Um auditório... Não te lembra?


- Nunca pensei que fosse sério. - Harry coçou a cabeça.


- Um cinema em Ardmore?


- Não será um cinema - respondeu Pettigrew, com óbvia impaciência. - Um auditório para espetáculos ao vivo.


- Acho que é uma ideia maravilhosa. - Gina aproximou-se do bar, fitando Pettigrew com uma aprovação radiante. - Absolutamente brilhante. Deveria vir ao pub esta noite, Sr. Pettigrew, para ter uma amostra do tipo de talento local que podemos oferecer à sua casa de espetáculos.


- E aquele homem de Londres? - Harry lançou olhares aturdidos para Gina e Rony. - O homem do restaurante?


- Falaremos sobre isso mais tarde. - Rony abanou a cabeça de uma forma curta, mas óbvia. - Não é importante.


Os ombros de Pettigrew empertigaram-se, as sobrancelhas franziram.


- Anda falando com um outro investidor, Sr. Potter?


- Não é uma questão séria. Nem um pouco. Porque não vamos dar uma olhada no terreno de que estamos falando? Quer conhecê-lo, não é? Afinal, não está comprando nabos em saco. Harry, cuide de tudo aqui. - Rony apressou-se em sair de trás do balcão. - Vamos dar uma volta, Sr. Pettigrew, para que possa ver tudo.


- Pode voltar quando acabar, por favor? - Gina teve a satisfação de ver Pettigrew corar um pouco ao virar a cabeça para fitá-la. - Eu adoraria cantar para o senhor.




Ela esperou até que os dois estivessem a uma distância segura. - O homem de Londres... - murmurou ela, rindo. - Foi uma ideia inesperada.


-Me ocorreu de repente. E aposto uma libra contra um pence que no instante em que alcançar um telefone, ele vai ligar para o Malfoy em Nova Iorque, para avisar que estamos negociando em duas frentes.


- Pode também dar errado, Harry, levando Malfoy a procurar outro lugar.


- Ou pode dar certo. - Ele estendeu a mão para desmanchar os cabelos da irmã, surpreendido ao descobrir como estava gostando de tudo aquilo. - A vida é um jogo, não é mesmo?


Ele levantou os olhos quando Hermione e o pai entraram para almoçar. - E isso é a metade da diversão de se viver. Bom dia, Sr. Granger - disse ele, quando Mick se aproximou do bar. - Oi, Hermione. O que vão querer?


- Estou com muita sede, Harry. - Mick piscou o olho a Gina.


- Podemos ajudá-lo nesse ponto. - Harry, conhecendo a preferência dos clientes, estendeu uma caneca para baixo da torneira, iniciando o processo de preparar uma Guinness. - E você, Hermione?


- Estou mais interessada naquela sopa do cardápio. - Ela acenou com a cabeça na direção do quadro com os pratos do dia. - Mas não há pressa.


- Absolutamente nenhuma - confirmou Mick, enquanto se sentava num banco. - Quase acabamos tudo na casa do seu irmão esta manhã. E a minha Hermione vai deixar tudo arrumado até ao final do dia. Depois, começaremos a reformar os quartos no hotel. Vou sentir a falta de vir aqui para almoçar, Harry. Não que o hotel não sirva uma boa refeição, mas ninguém tem a sua mão.


- Vai comer a sopa e um sanduíche hoje, Sr. Granger? - Gina foi para trás do balcão, a fim de servir o chá que presumia que Hermione queria. - Um homem que trabalha tão duro precisa de combustível.


- Claro, querida Gina. Um dia destes vai se tornar a melhor das esposas para um homem afortunado, pois saberá cuidar dele.


Com uma risada rápida e maliciosa, Gina estendeu o chá para Hermione.


- Estou a procurar alguém que cuide de mim... e muito bem. Por falar nisso, o Cedrico te ligou, Hermione?


- Cedrico? - Ela percebeu as sobrancelhas franzidas de Harry, e fez um esforço para não se mostrar embaraçada.


- Ligou.


- Ainda bem. O Matthew disse que ele ia ligar. É um bom rapaz, numa boa situação e está de olho na sua filha, Sr. Granger.


- E porque não estaria? Ela é uma coisinha linda.


- Obrigada, pai.


 - Mas é mesmo. Qual é o problema de dizer isso? - A palmada que ele deu no ombro de Hermione foi do tipo que a maioria dos homens só daria num filho.


- Um homem se sentiria afortunado por conquistar uma mulher como a minha Hermione, já que ela é muito bonita e trabalhadora ainda por cima. Talvez um pouco temperamental, mas isso serve para aumentar o tempero. Um homem não aprecia uma mulher sossegada demais. Não concorda, Harry?


Harry despejou no copo o nível seguinte de Guinness.


- Depende do homem.


- Um homem inteligente não quer uma mosca morta, pois ficaria farto em menos de um ano. Não que eu esteja ansioso em ver a minha Hermione fora de casa e casada. As minhas filhas já estão deixando o ninho muito depressa, com a Maureen casada e a Patty pronta para se amarrar dentro de poucos meses. - Ele suspirou. - Não sei o que farei sem a minha Hermione, quando chegar o momento.


- Não precisará ficar sem a minha ajuda, se o momento chegar ou não. Somos sócios. Vou buscar a sopa na cozinha, já que estão com pouca gente trabalhando aqui.


Era uma desculpa tão boa quanto outra qualquer para sair da berlinda e escapar dos assuntos desagradáveis.


Hermione foi para trás do balcão e passou pela porta da cozinha tão depressa quanto podia, sem dar a impressão de que estava com pressa.


Quando a porta se fechou nas suas costas, ela revirou os olhos e soltou um suspiro profundo. O pai andava se tornando muito sentimental ultimamente. Embora ela achasse comovente na maioria das vezes, aquela não era uma delas. Ela pegou nas tigelas. Fez um esforço para não estremecer quando ouviu a porta ser aberta de novo.


Não precisava de se virar para saber que era Harry.


- Posso tratar disso. Você está ocupado.


- E a Gina pode tratar do bar tão bem quanto eu... ou qualquer outra pessoa. Além do mais, o seu pai quer um sanduíche. Você não constrói tão bem com pão e carne como faz com madeira e pregos.


Porque ele queria e porque sabia que a deixaria atordoada, Harry aproximou-se por trás, pôs as mãos nas suas ancas, e inclinou-se para beijá-la na nuca. O calor desceu até aos pés de Hermione.


- O que está fazendo? Você tem que trabalhar...


- Você já é trabalho suficiente. Harry virou-a. Subiu as mãos pelos seus lados.


- Só tenho tempo para comer alguma bem rápido. Tenho que voltar para concluir a reforma.


- Eu te alimento daqui a pouco. - Com as mãos sob os braços de Hermione, ele levantou-a para o balcão.


- Mas tem que me alimentar primeiro.


-Eu estou sentindo um enorme apetite por você.


Ela fez menção de protestar, embora o seu coração não o quisesse, mas a boca de Harry cobriu a sua.


- Pode entrar alguém... - ela conseguiu balbuciar, já com as mãos nos cabelos de Harry.


- Por que razão alguém se daria ao trabalho? Só quero que se concentre nisto por um momento.


Ele pegou no rosto de Hermione entre as mãos e inclinou a cabeça para beijá-la de novo.


Prometeu levá-la à loucura, e ela tinha que reconhecer que ele era um homem de palavra. Há dias que a mantinha num frenesi sexual, ao mesmo tempo frustrante e maravilhoso. Nunca era mais do que um beijo, longo, lento e profundo, ou rápido, ansioso e ardente. As mãos ou as pontas dos dedos apenas a roçarem, provocantes.


O olhar intenso que podia fazer com que o coração de Hermione disparasse, sem que uma única palavra fosse trocada. Um apetite por ela, disse Harry. Deveria ser verdade, já que ele a provava, saboreava e consumia, em pequenas mordidelas, em beijos longos, sem qualquer pressa.


Quando Hermione começou a tremer, ele limitou-se a soltar um murmúrio de aprovação satisfeita.


- Harry... - O homem deixava-a com a cabeça em vertigem e o ventre em fogo. - Não posso continuar assim por muito mais tempo.


- Eu posso. - Harry sonhava sempre com ela. - Seria capaz de continuar assim por anos.


- É disso que tenho medo.


Ele riu. Puxou-a no instante seguinte, satisfeito com as nuvens de desejo nos seus olhos.


- O que te disse ao tal Cedrico?


- Que Cedrico? - O sorriso faiscante de Harry fez com que a mente de Hermione se desanuviasse.


Resmungando, ela empurrou-o e desceu do balcão. - Você não vale nada, Harry. Começa me amansando, me deixando atordoada só para aumentar o seu ego.


- Isso foi apenas um benefício colateral. - Ele pegou nos ingredientes para um sanduíche. - Mas a verdade, Hermione, é que neste momento estou interessado em saber se você vai voltar a sair com o dublinense.


- Eu bem que deveria, só para te dar uma lição. - Ela enfiou as mãos nos bolsos. - A Gina faria isso.


- Mas você não é a Gina, não é mesmo, querida?


- Não, não sou, e não tenho talento nem energia para manipular os homens. Eu disse ao dublinense que ando me encontrando com outro.


Harry virou a cabeça para fita-la nos olhos. - Obrigado por isso.


- Mas eu bem que gostaria de saber quando vou parar na cama de um certo alguém.


Ele acrescentou a mostarda condimentada que sabia que Mick Granger apreciava, mantendo as sobrancelhas alteadas.


- Em todos esses anos que te conheço, nunca imaginei que tivesse uma obsessão sexual.


- Eu não estaria obcecada se estivesse fazendo sexo.


- Como pode ter certeza disso, se nunca fez sexo comigo?


Hermione teve vontade de o puxar pelos cabelos. Em vez disso, decidiu rir.


- Por Deus, Harry! Você é capaz de levar qualquer mulher a beber!


- Então sai e pede à Gina para te servir uma caneca, por minha conta. - Ele voltou a erguer a cabeça quando ouviu o som de vozes através da porta dos fundos. - Não saia agora. Espere um instante. E acompanha-me.


-Te acompanho para onde?


- Serve a sopa. - Harry acenou com a mão na direção das tigelas. - E acompanha a conversa.


 A porta dos fundos foi aberta. Rony deu um passo para o lado, a fim de deixar Pettigrew passar.


 - A cozinha é o território do Harry, como pode observar. Fomos acrescentando isto e aquilo, à medida que ele sentia a necessidade. Olá, Hermione. Esta é a nossa amiga e funcionária eventual, Hermione Granger. Hermione, o Sr. Pettigrew, de Nova Iorque.


- Prazer em conhecê-la. Sem ter a menor ideia do papel que deveria assumir, Hermione ofereceu um sorriso neutro, enquanto servia a sopa.


- O Sr. Pettigrew está pensando em acrescentar um restaurante ao pub - informou Harry.


- Um teatro. - Rony falou num tom tão ríspido, que Hermione quase virou a tigela, em surpresa. - Um teatro, Harry. Está confuso de novo.


- Ah, sim, um teatro. Não consigo me lembrar em condições das coisas por mais de cinco minutos.


- Mas faz uma sopa maravilhosa. – Hermione ofereceu-lhe um sorriso encorajador, do tipo que se costuma oferecer a um menino de doze anos um pouco lerdo. E rezou para que fosse essa a intenção de Harry. - Gostaria de comer uma tigela de sopa agora, Sr. Pettigrew? Ou já almoçou?


- Não, não almocei. - A cozinha recendia como a cozinha de uma avó devotada, deixando-o com água na boca. - O aroma está delicioso.


- E posso garantir-lhe que o sabor é ainda melhor. Em que tipo de teatro está pensando?


- Um auditório pequeno, de classe. O meu patrão quer uma casa tradicional. - As pessoas gostam de comer e levantar um ou dois copos antes ou depois do teatro, não é mesmo?


Harry enfeitou o sanduíche com salsa e rabanete.


 - De um modo geral. Pettigrew correu os olhos pela cozinha, observando as panelas lavadas, os balcões limpos, tudo arrumado. O fogão era enorme e parecia mais antigo do que Zeus, mas dava a impressão de estar em perfeitas condições de funcionamento. Aceitável, pensou ele. Faria um comentário a respeito disso no seu relatório.


- Não poderiam encontrar um lugar melhor para isso do que o Potter’s - assegurou Hermione.


- Gostaria de se sentar aqui na cozinha, senhor, ou prefere ir para uma mesa?


- Uma mesa, se não se importa. Seria melhor para observar o movimento. - Vou tratar disso. - Rony apontou para a porta. - Basta dizer à nossa Gina o que deseja para o almoço. Por conta da casa, é claro.


Rony lançou um olhar triunfante para trás, enquanto levava Pettigrew para o p u b .


 


- Que história é essa de teatro? - perguntou Hermione a Harry. - E porque se comportou como se tivesse perdido algumas células do cérebro depois de acordar esta manhã?


- Vou te contar tudo. Leva o almoço do seu pai, depois volta e come a sua sopa aqui, para ouvir a história.


Depois de ele ter contado, Hermione recostou-se, mordendo o lábio inferior, como fazia quando pensava em coisas concretas.


- Conheço esse Malfoy.


- Conhece?


- Não pessoalmente, mas sei alguma coisa a seu respeito. Dos dois, para ser mais precisa. Pai e filho. Mas é provável que seja o filho quem dirige os negócios hoje em dia.


 - Uma empresa de família... - murmurou Harry. - Eis algo que posso apreciar.


- E muito firme, pelo que sei. O tal de Malfoy constrói prédios sólidos e bonitos. Quase sempre teatros, arenas, coisas assim. A empresa é grande na América e na Inglaterra. O Brian Cagney, sobrinho do primo da minha mãe, foi trabalhar numa das suas equipes de construção em Nova Iorque. Escreveu-me há um ou dois anos, a dizer que, se eu fosse para lá, arranjaria um emprego num piscar de olhos, pois o Malfoy não olha para a forma como a pele de um carpinteiro está esticada quando o contrata.


- Tem planos de ir para Nova Iorque?


A mera possibilidade era um choque tão grande que Harry teve de fazer um esforço para manter o tom leve e casual.


- Não. – Hermione respondeu distraída, pois já tinha os pensamentos em outras coisas. - Trabalho com o meu pai, e gostamos de trabalhar aqui. Mas o Brian escreve-me de vez em quando. Diz que o Malfoy trata muito bem os seus empregados, paga o máximo no mercado, e é capaz de manejar um martelo com perfeição, quando tem vontade. Mas não suporta idiotas. Se alguém fizer uma babaquice, é despedido no  mesmo momento. Vou escrever ao Brian, para ver o que ele sabe ou pode descobrir sobre o interesse do Malfoy aqui.


Os olhos de Hermione contraíram-se, fixados nos de Harry. - Malfoy pretende trazer uma das suas equipes de construção ou vai contratar o pessoal local?


- Não sei.


- Ele deve contratar os locais. É assim que tem de ser. Se quiser construir na Irlanda, tem que usar operários irlandeses. Se quiser construir em Ardmore, tem de contratar na aldeia ou em Old Parish. O meu pai e eu bem que podemos aproveitar uma parte do trabalho.


- Aonde vai? - Perguntou Harry, quando ela se levantou.


- Falar com o Sr. Pettigrew.


- Espera um pouco. Por Deus, mulher, nunca deixa uma mosca pousar no teu nariz, não é? Esse não é o momento.


- Porque não, se quero começar pelo principio?


- Vamos deixar que o Rony feche primeiro o negócio. - Harry pegou na mão dela. - Ainda está na fase delicada. Depois de acertarmos tudo, como queremos, você poderá entrar em ação para decidir quem vai construir o prédio.


Hermione detestava esperar, mas tinha de reconhecer o bom senso do argumento de Harry.


- Está bem. Mas preciso ser avisada no instante em que o negócio for fechado.


- Isso eu posso te prometer.


- Vou mostrar como deveria ser o projeto. - Ela tirou um lápis do bolso. Já se preparava para riscar a parede quando Harry segurou na sua mão e lhe ofereceu um papel.


- Esta é a sua parede norte. Deve abrir aqui, uma porta bem grande. – Hermione desenhava depressa, todas as linhas e ângulos. - E faz uma passagem coberta aqui, para que as pessoas possam ir e vir entre o pub e o teatro. Deveria ficar tão parecido com o pub quanto for possível, a mesma madeira, o mesmo assoalho, para se ter... uma simetria, digamos assim, até o saguão. Seria melhor ainda se a passagem coberta se alargasse, para que o saguão se tornasse parte do p u b.


Por outro lado, o pub também seria parte do saguão. Ela balançou a cabeça. Virou-se para Harry... E contraiu os olhos. – Do que você está rindo?


- É muito instrutivo observar o seu trabalho.


- Se eu conseguir o que quero, vai me observar trabalhando por muitos meses. E será mais fácil para o meu pai vir almoçar aqui e tomar a sua caneca. Mas agora tenho que voltar ao trabalho.


- Pode tirar uma hora para sair comigo, mais tarde? - Perguntou Harry, segurando-a pela mão, antes que ela pudesse se virar para sair.


- Acho que sim. Não devo precisar de mais do que isso para te tirar as suas roupas e acabar logo com você.


- Estou pensando em outra coisa. Para isso que falou, não quero ter prazos nem horários. - Ele ergueu a mão de Hermione e roçou os lábios pelas articulações. - Quero que dê uma volta na praia comigo.


Era típico de Harry, pensou ela. Uma hora de praia de Inverno, com o mar e o vento. - Vai me buscar na casa da Luna. Se puder tirar uma hora de folga, também arranjarei forma.


- Então me dá um beijo de despedida. Mais do que disposta a atender o pedido, Hermione ergueu-se na ponta dos pés e inclinou-se para a frente. Mal tocara os lábios de Harry quando a porta foi aberta.


- Pettigrew quer aquela sopa e também... - Gina parou abruptamente, aturdida ao ver a sua melhor amiga beijando o seu irmão. - Pelo amor de Jesus, o que significa isso?


- Justamente o que parecia ser antes de você interromper.


Quando Hermione recuou, para meio metro de distância, Harry acrescentou: - Ainda não acabou.


- Já, sim. E tenho trabalho a fazer agora. Ela saiu pela porta dos fundos, considerando que era o melhor caminho de fuga.


- Você disse sopa?


Harry virou-se para o fogão, com um ar casual.


- Harry, Você estava beijando a Hermione.


- Isso mesmo. Mas não cheguei a sentir o sabor, porque  você entrou e assusto ela.


- O que pensa que está fazendo beijando a Hermione?


 Ele olhou para trás, com um rosto impassível.


- Tinha a certeza que a mãe já tinha te explicado essas coisas. Mas se precisa de um curso para refrescar a memória, farei o que puder para te ajudar.  


- Não se faça de espertinho comigo. - Mas Gina sentia-se aturdida demais para assumir a fúria que tanto divertia os dois. - Ela é quase uma irmã para mim, e não vou permitir que zombe dela dessa maneira.


Harry serviu sopa numa tigela grande.


- Talvez deva conversar com a Hermione antes de me esfolar vivo.


- Não pense que não farei isso. -Ela pegou na tigela, com um movimento brusco. - Sei como você é com as mulheres, Harry Potter.


Ele inclinou a cabeça. – Ah, sério?


- Claro que sei. Gina falou num tom sombrio, ameaçador. E sacudiu a cabeça, para dar ênfase, antes de sair.


Depois de servir Pettigrew, agradando-lhe com palavras que o deixaram um pouco corado, Gina comunicou a Rony que tiraria quinze minutos de folga. E passou pela porta antes que ele pudesse recusar.


Na sua pressa, esqueceu-se de tirar o avental e pegar no casaco. Por isso, o dinheiro das gorjetas retinia alegremente no bolso, enquanto corria para a casa da sua família.


Em consequência, estava sem fôlego e com as faces vermelhas quando passou pela porta. Subiu diretamente para o quarto do bebê, onde Hermione estava passando o verniz no assoalho, que acabara de lixar.


- Quero saber o que está acontecendo.


- Estou passando a primeira camada de verniz. Após isso, temos de esperar um ou dois dias para secar e endurecer. E depois vou passar outra camada, para arrematar.


- Entre você e o Harry. Não poderia ter deixado ele te beijar daquela forma, Hermione. As pessoas vão ficar com a impressão errada.


Hermione continuou a passar o verniz. Ainda não ganhara coragem suficiente para fitar a amiga. - Para ser franca, imagino que teriam a impressão certa. Eu devia ter-te contado antes, Gina, mas não sabia como fazê-lo.


Gina teve de estender a mão para se apoiar na ombreira da porta, enquanto o sangue se esvaía do seu rosto. - Há... há alguma coisa para me contar?


- Não muita, para dizer a verdade. Embora não por falta de tentativa da minha parte. - É tempo de enfrentar a tempestade, decidiu Hermione, virando-se. - Quero ir para a cama com o Harry. É tudo.


- Você quer... - Porque sentia a garganta fechada, Gina parou de falar e esfregou-a. - Quer ir para a cama com o Harry? Mas por quê?


- Pelos motivos habituais. Gina tinha intenção de falar. Mas deixou passar um momento, para organizar os seus pensamentos, enquanto erguia a mão num sinal para que Hermione esperasse. - Espera um instante, que estou pensando. Como está  passando por uma “seca” sexual, posso compreender... Não, não posso compreender. É do Harry que estamos a falar, do Harry, que sempre foi uma espinha entalada nas nossas gargantas desde que éramos pequenas.


- É verdade, e admito que seja mesmo estranho. Mas a verdade, Gina, é que sinto algum... Algum desejo por ele... Sempre senti. E agora achei que era o momento de satisfazê-lo, em vez de continuar a sentir apenas. E onde me levaria isso?


- Tenho que me sentar. - Foi o que Gina fez, no chão, ao lado da porta. - E você decidiu agir.


- Isso mesmo. O Harry ficou tão surpreso quanto você com a ideia, pelo menos no início. E também não se mostrou nem um pouco lisonjeiro. Mas agora está muito interessado. Acontece apenas que descobri que é mais uma coisa em que não se pode apressar Harry. O que, devo dizer, está me matando. Meticulosa, ela cobriu o rolo com mais verniz, e começou a espalhá-lo sobre o soalho.


- Lamento que tenha ficado transtornada. Mas esperava que pudéssemos resolver o problema quanto antes, por assim dizer, antes que alguém percebesse.


- Querer dizer que não tem nenhum sentimento por ele?


- Claro que tenho. – Hermione voltou a levantar a cabeça. - Afinal, somos todos como uma só família, Gina. Mas isto... Isto é diferente.


- É mesmo diferente, não há dúvidas. - Gina suspirou, fazendo um esforço para se acalmar. - Eu queria te proteger do Harry... Porque sei que ele tem um jeito especial com as mulheres. É capaz de deixá-las apaixonadas e, na maioria das vezes, nem percebe. Mas agora que te ouvi, Hermione, acho que tenho de inverter a situação.


Com surpresa sincera, Hermione largou o rolo ao lado da bandeja de madeira. - Acha que ele precisa de proteção contra mim? Ora, Gina, não sou exatamente uma femme fatale. - Ela abriu os braços, sabendo como parecia, com as roupas de trabalho encardidas e as botas arranhadas. - Acho que o Harry está a salvo de mulheres como eu.


- Então você não o compreende. Não conhece o seu coração. Há romance no meu irmão, do tipo que constrói castelos de areia. Ele possui a delicadeza do sentimento. Seria capaz de cortar o braço para não causar sofrimento a outra pessoa. Cortaria os dois por causar um momento de sofrimento a uma pessoa de quem gosta. E ele gosta de você. Não é um passo assim tão longo para se passar de gostar a amar. O que vai fazer se o Harry se apaixonar por você?


- Isso não vai acontecer. – Hermione quase deu um passo para trás, recuando diante da pergunta e da possibilidade. - Claro que não.


- Não o magoe. - Gina levantou-se. - Por favor, não o magoe.


- Eu... - Mas como Gina já se afastava, Hermione teve de partir no seu alcanço, apressada. - Não precisa se preocupar, Gina. - Ela apoiou-se no corrimão, quando


Gina se virou no meio das escadas, e acrescentou: - Ambos sabemos o que estamos  fazendo. E já juramos que continuaremos amigos, independentemente do que venha a acontecer.


- Se certifique que esse juramento não seja violado. Vocês os dois são muito importantes para mim. - Gina conseguiu exibir um sorriso, porque a amiga parecia precisar, e arrematou, mordaz como sempre: - Ir para a cama com o Harry... O que está acontecendo com o mundo?


 




(Fim do capítulo)

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Comentários: 3

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por r.ad em 13/10/2013

To esperando a atualização ....
:( 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Fe-Note em 05/10/2013

A Hermione está numa vibe de que o que ela sente pelo Harry, é mais do que uma amizade, ela tá achando que é só atração fisíca que ficar com ele vai resolver, mas esse tipo de coisa sempre dá ruim.  :D

Particularmente acho que ela esta mendindo para ela mesma dizendo que é só atração...  Mas vamos ver o que acontece, né?

Vou postar o próximo capítulo amanhã a noite!

Ps.*Não vou poder postar antes vou ter que sair cedo amanhã por isso vai ser de noite mesmo.

Até logo.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por r.ad em 05/10/2013

Amei Gina ter visto os dois juntos, mas acho que mione tinha que ter falado a td verdade pra ela..
Até próximo capítulo!! 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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