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39. Nosso descuido


Fic: AVENTURAS EM HOGWARTS- Rony e Mione- Cap 59 e 60 ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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39
Nosso descuido

Hermione terminou a carta e observou a coruja voar pelo ar em direção ao infinito.
-Será que Dumbledore demorara a responder? – Rony perguntou.
-Com certeza ele ira querer falar sobre isso apenas pessoalmente. – disse conformada.
Os dois estavam sentados numa mesa na cozinha da hospedaria, onde ficava também um poleiro para cinco corujas disponíveis caso os hospedes precisassem se comunicar com alguém.
A cozinheira havia despedido-se dos dois a meia hora dizendo estar velha demais para ficar acordada até tão tarde.
-Gostaria de escrever para Heldor. – disse ela triste – Mas ele pediu-me antes de viajar que não escrevesse pois seu retiro é algo sagrado e não desejava ser interrompido, mesmo em uma emergência. – suspirou.
-Vai ficar tudo bem. Harry vai gostar de ter um parente. Ele apenas precisa de um tempo pra ele. – Rony disse e por sobre a mesa procurou sua mão. Ela estava do outro lado da mesa, e apertou a mão dele aliviada pelo contato. Fechou os olhos.
-Eu sinto tanto por ele, Rony. Gostaria de poder evitar que ele se machucasse tanto...
-Eu também, Hermione. Mas não podemos fazer nada além de ficar ao lado dele sempre. Mesmo quando ele não quer. – sorriu – Harry as vezes é bom em afastar as pessoas.
-É. Tem feito um bom trabalho com Gina. Ela é tão importante pra ele. Não sei como pode querer afasta-la assim!
-Ele tem medo por ela. Eu também. Estar perto do Harry é um risco, Mione. Isso é fato. Todos corremos mais perigo do que os outros. Quem você acha que Voldemort pretende matar primeiro? Obvio. Os melhores amigos do Harry. Ou seja, nos dois. A namorada dele. Meus pais por o acolherem como filho. É por isso que todos estamos tão atentos em vigia-lo. Em nos proteger.
As palavras de Rony ecoaram pela cozinha. Estavam tão entretidos que não perceberam a figura estática próxima a porta observando-os em silêncio.
Harry havia decido para beber água, pois sentia insônia. Havia decidido esperar e não entrar quando os vira dar as mãos. Não desejava interromper um grande acontecimentos. Mas agora as palavras de seu melhor amigo o faziam sentir no peito um frio ainda maior que quando fora atacado por inúmeros dementadores junto com seu padrinho Sírius dois anos atrás.
E foras ainda as palavras de Rony que afastaram esse frio aquecendo seu coração de esperança:
-Mas o fato é Hermione: eu não me importo. E nem você. Outro dia, nas férias, Olho Tonto esteve lá em casa e disse que não deveríamos tirar Harry da casa de seus tios nas férias e traze-lo para a Toca. Era mais seguro para todos. Sabe o que minha mãe respondeu?
Hermione maneou a cabeça dizendo que não.
-Ela disse que Harry era seu filho, por que assim o desejava e não o deixaria sofrer tendo seus braços para acolhe-lo. Daí você imagina que Olho tonto teve a audácia de dizer que ela era uma tonta e que a mãe e o pai de Harry estavam mortos e ele jamais poderia tê-los de volta. Daí você imagina a surpresa de todos quando meu pai, veja, justamente o meu pai, que nunca se mete numa briga que mamãe tenha comprado, segurou Olho tonto pelo casaco e disse olhando bem dentro do seu olho que enxerga tudo: “não repita isso nunca mais. Se ele estiver na frente de Voldemort em pessoa e eu estiver lá, eu saltarei para salva-lo e o enfrentarei com minhas próprias mãos, assim como faria com qualquer filho meu. Se isso não é ser pai, então não seio o que é ser!” e o largou meio chocado. E sabe o que eu pensei?
Hermione negou de novo emocionada. Lágrimas brilhavam em seus olhos.
-Eu faria o mesmo. Assim como por todos os meus irmão. Há única diferença deles pro Harry é que ele não é ruivo. – sorriu meio sem jeito.
-E eu Rony? – perguntou quase sem voz. – Sente o mesmo?
-Não. – disse resoluto. Hermione conteve uma respiração. – Não a tenho como irmã, pois é diferente. É...como meu pai e minha mãe. Não dá pra explicar.
O sorriso dela poderia ter iluminado toda a cidade.
Harry assistiu boquiaberto os dois se esticarem sobre a mesa e trocarem um beijo suave e profundo.
Sua vontade era gritar: eu não disse!
Mas primeiro, não desejava interromper o momento e segundo sua garganta ainda estava apertada de emoção por saber que tinha uma família. Mesmo que não de sangue, ainda assim, uma família.
Rony se afastou acariciando seu rosto e parou meio sem jeito. Hermione o viu olhando através dela e virou-se.
Era Harry.
-O-Oi...eu vim beber água. –ele disse sem jeito.
-Você...ouviu nossa conversa? – Hermione perguntou meio sem jeito, levantando e servindo um copo de água pra ele que se sentou na ponta da mesa.
-Não...eu acabei de descer...bem, não queria interromper. – mentiu ficando vermelho.
-Você não interrompeu nada, Harry. – Hermione falou já que Rony estava tão vermelho que não parecia ter condições de explicar nada. – Acha que tem algum...problema?
-Problema? Porque?
-Sabe...somos amigos...nos três...
-Qual é Hermione? Eu estou namorando a irmã do Rony. E isso não mudou nada não é?
-Acho que não. – sorriu de leve.
-Claro que se vocês vão ficar se agarrando na minha frente todo o tempo confesso que posso pensar em trocar de escola, mas... – brincou e todos riram.
-Nos não vamos ficar nos agarrando, Harry. – disse Rony parecendo menos tenso agora – Hermione não é disso.
-então não é de agora! – disse incrédulo.
-Hoje de manhã nos dois...nos entendemos... – Rony pegou sua mão de novo e ela suspirou. – Só não queríamos ninguém nos gozando por isso. Mas íamos contar.
-Bem até que demorou.achei que depois daquele baile vocês dois...
-Harry. Por favor, não mencionamos aquele baile. – cortou Rony, sua voz seca.
-Ora, rony! O baile de inverno ano passado foi ótimo! É claro que podemos falar nele!
-Porque? Você vai querer me contar os detalhes do Vitinho? – soltou sua mão indignado.
-Quem sabe. Talvez você queira me contar os detalhes da prima Eli, não é? – disparou.
-Como você sabe? Ah, droga, Gina e sua boca grande!
-A Gina já namorou três caras antes de mim. E ela não é muito santinha nos seus namoros, não. – disse Harry num rompante – E vocês dois estão me vendo fazer barulho por isso?
-Harry... – os dois disseram ao mesmo tempo.
-Eu não gosto de saber até onde ela foi com o Dimas – disse amargo – Mas e daí? Eu e ela somos uma história. Ela e Dimas é passado.
-Até onde ela foi? – Rony levantou assustado, quase derrubando a cadeira.
-Não tão longe quanto esta imaginando – disse Hermione fazendo sinal para sentar novamente – Ela me disse que ainda pode casar de branco – ironizou. – Mas namorar é isso, Rony. As vezes...pode se ir...mais longe...quando se gosta da pessoa....claro que cada caso é um caso...e cada garota é uma garota e...bem...eu não iria com o Vitor além de uns beijos...mas não posso julgar ninguém... – estava tão vermelha que Harry quis rir.
Rony parecia tão interessado nas possibilidades de que ela falava que esqueceu da irmã.
-Quão longe você iria comigo?
-Vai dormir, Rony! – disse brava – Você nem falou com meu pai ainda e já quer saber isso?
-Eu não vou falar com o seu pai. De onde tirou essa idéia? – perguntou apavorado.
-Você acha que eu tenho permissão de namorar garotos que meu pai não aprove? – perguntou cínica – Vai falar pra sua mãe, porque tenho muita consideração com ela, e vai falar com meu pai também.
-O Harry não falou com o meu pai! Então por que eu tenho que falar com o seu? – perguntou horrorizado.
-Porque o Harry não é meu namorado.
-Eu vou falar com o seu pai, Rony. Pretendia fazer isso pessoalmente nas férias de verão. – Harry intrometeu-se.
-Obrigado, Harry. Você me ajuda muito falando isso. – ironizou um Rony muito contrariado.
-Deixa ele, Harry. Se o Rony não quer falar com meu pai, tudo bem – sorriu – a gente não precisa namorar. Podemos voltar a ser apenas amigos. – sorriu maliciosa para ele.
Rony a olhou por um segundo duvidando que ela realmente faria isso. Então olhou para o relógio em seu pulso e disse:
-Nove horas e meia de namoro. Deve ser um recorde.
Hermione ficou chocada. Ele estava terminando com ela?
-Claro, que meu pai não concordaria com isso. Já que minha mãe o faz concordar com ele a cada dez minutos. Mas tudo bem. Desde que seu pai não me obrigue a falar de casamento e essas coisas todas...
-Eu não pretendo me casar, Rony. Então, não se preocupe.
-Como não ‘pretende’ se casar? – perguntou corando.
-Primeiro tenho que me formar auror e trabalhar alguns anos e bem, então conhecer alguém e só então... pensar em casamento. – explicou séria.
-Viu só, Harry? Ela quer apenas me usar e depois conseguir coisa melhor! – disse debochado.
-Eu não disse que não poderia ser você. – revidou. – Esteja por perto, Rony, e pensarei em você, eu prometo.
-Ela é muito convencida, Harry. Até decidir casar, Hermione eu já terei uns dez filhos. – brincou.
Harry e viu suspirar e dizer ruidosamente.
-Dois e olhe lá, porque estou de bom humor...
-Gina falou em sete. Algo sobre sua avó ter tido sete e sua mãe também...tradição eu acho - Harry deu de ombros.
-Bem, ainda bem que você é rico – desdenhou Rony – Gina é bem ambiciosa.
-Não fale assim da sua irmã, Rony! – deu-lhe um sonoro tapa na mão, que voltara a segurar a sua. – Gina é um amor de menina!
-Sim, uma amor de menina cara. Cuide bem dos seus galões, Harry. Ou ela usara cada um desses sete filhos para roubar-lhe uma gorda pensão.
-Por mim tudo bem, não pretendo me separar dela de qualquer forma e além disso acho que gostaria de ter uma família grande.
Hermione fez uma careta de ‘não acredito no que estou ouvindo’ e Rony sorriu apoiando-o.
-Harry....Você pensou sobre Ingrid? – a voz de Hermione era um pouco insegura. O momento estava tão descontraído que temia quebrar o clima.
-Na verdade não. Não quero pensar sobre ela.
-Ingrid é uma boa pessoa, apenas sofreu demais...
-Eu sei que todos perderam na luta contra Voldemort e isso está prestes a se repetir. Mas não sei se devo buscar um passado enterrado a tanto tempo. Meus pais estão mortos e nada pode mudar isso. E além disso ela não fez nada por mim. Tive uma infância terrível e onde ela estava?
-Sirius também não esteve lá com você quando precisou, no entanto o aceitou de braços abertos!
-Sim, mas ele não podia estar presente. Estava preso em Askaban. – enfatizou a ultima palavra.
-A tristeza também pode ser uma prisão, Harry. O fracasso, a culpa. Tudo isso pode nos aprisionar por toda uma vida. E Dumbledore também foi contra, não se esqueça disso! – teimou Hermione.
-Se você gosta dela, tudo bem. Seja sua amiga. Mas por mim, tanto faz. Não quero conhece-la. – disse levantando-se.
-E a penseira que sua mãe deixou pra você? Não quer vê-la? – insistiu.
-Quem sabe...um dia...mas não agora.
Dizendo isso ele saiu da cozinha e Rony a segurou para que não fosse atrás dele.
-Amanhã ele pensara diferente, Mione. Ele apenas está inconformado com o destino que tem. Eu também ficaria em seu lugar.
-Pobre Ingrid. – disse sentindo lágrimas se formarem em seus olhos. – Não posso imaginar o tamanho da dor que carrega. Estar com Harry traria um pouco de luz na sua vida, mesmo que por instantes...
-Hermione. – sua voz tornou-se firme – Não acredite totalmente no que houve ou vê. Não se envolva assim com uma estranha. Não sabemos exatamente quem ela é. Nem porque se aproximou justamente agora.
-O que aquela pobre mulher poderia fazer, Rony?
-Não sei. Tem muitas formas de se enganar uma pessoa. Você mesmo disse certos sentimentos podem ser como prisões. Harry esta certo em não querer se deixar fragilizar justamente agora. Quem sabe um dia, quando tivermos vencido Voldemort e estiver tudo em paz novamente, ele possa encontra-la e tentar ser seu amigo, como seus pais foram um dia. Mas até lá, não o pressione, ok?
-Você gostaria de conhece-la, Rony? – perguntou a expressão dura.
-Na verdade não. – disse a verdade.
-Porque?
-Porque esse não é o melhor momento.
-Tem certeza? É só esse o motivo? – sua voz mudou para a raiva e levantou-se da mesa com os olhos nublados de tristeza – Ingrid tinha total razão. Vocês dois sempre tiveram repulsa de Olho Tonto. Porque não teriam dela? Nunca poderia esperar esse comportamento de vocês dois! É uma vergonha!
Batendo os pés Hermione deixou-o só na cozinha. Seria uma longa noite para todos os três. Pensamentos e conclusões.
Mentes inquietas e o sono distante.

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Comentários: 1

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Enviado por violetinha martins em 13/03/2013
Kkkkkkk pobre ron sempre toma!!!kkkk
Nota: 4

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