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22. Os novos hóspedes


Fic: HP e a Reconquista da Magia Antiga - quase 12 mil leitores... e a fic continua SEM betagem


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Eles saíram do Olho do Furacão e voltaram para o esconderijo. No caminho, pararam para comprar alguns mantimentos, sabonetes e outras coisas para a casa. Mione comprou um exemplar do Profeta Diário, que guardou para ler em casa.
_ Não vejo a hora de descansar. O dia foi bem cansativo – disse Mione.
_ Eu não conhecia esse seu lado, Mione – comentou Gina.
_ Nem eu conhecia – respondeu Hermione, divertida – mas foi hilário ver a cara do Lucius quando eu o amarrei.
Eles continuaram rindo e conversando até a porta do esconderijo. Mas antes que Gina encostasse na maçaneta, a porta se abriu e uma grande mão puxou a garota para dentro, enquanto ela gritava.
Os outros três entraram correndo, com as varinhas em punho, prestes a atacar, quando avistaram o Sr° e a Srª Weasley, Lupin, Tonks, Olho-Tonto e Quim.
A Srª Weasley começou a falar zangada, pedindo explicações.
_ Muito bem, qual de vocês vai me contar o que está acontecendo aqui?
Nenhum dos quatro falou. Sabiam o quanto eles deviam estar preocupados, mas também tinham consciência de que se tivessem contado o que pretendiam fazer seriam impedidos.
_ Ninguém? Vocês têm coragem de fugir do colégio, fingir um seqüestro e deixar todos da Ordem completamente malucos, atrás de vocês, mas não têm coragem de abrir a boca e contar o que está acontecendo? – perguntou Molly, furiosa.
_ Assunto de Dumbledore – respondeu Harry baixo.
_ O quê? – perguntou a mãe de Rony e Gina.
_ É isso, era um assunto de Dumbledore. Coisas que ele me pediu em uma carta, escrita antes de morrer. Nós não falamos nada porque foi assim que ele quis. Ele pediu para que o assunto ficasse só entre nós quatro.
Mais ninguém falou nada. Todos esperavam qual seria a reação de Molly Weasley.
_ E por que – disse ela finalmente – Dumbledore não queria que soubéssemos?
Harry olhou para aquela mulher que ele gostava e respeitava como uma verdadeira mãe, mas não admitiria que ninguém questionasse um pedido de Dumbledore.
_ Exatamente pelo escândalo que vocês estão fazendo agora – responde Harry – Desculpe a sinceridade, mas Dumbledore conhecia muito bem o temperamento de cada um aqui e sabia que vocês não nos deixariam fazer o que era preciso. Assim nos pediu segredo. E se acham que eu estou mentindo, mostro a carta a vocês.
_ Não precisa, querido – desculpou-se, embaraçada, a Srª Weasley – eu acredito em você.
O Sr° Weasley interveio na conversa:
_ Mas onde estavam até agora? Já está quase anoitecendo e nós chegamos aqui logo após o almoço.
_ Fomos adiantar uma parte do pedido de Dumbledore – respondeu Gina.
_ Acho bom vocês subirem, tomarem banho e se arrumarem que eu estou preparando a janta. E eu trouxe os malões de cada um para cá. – disse a Srª Weasley indo para a cozinha, seguida pelo marido.
Antes que todos alcançassem a escada que levava até os quartos, Lupin chamou Harry:
_ Será que posso falar com você em particular?
O rapaz assentiu com a cabeça e seguiu o ex-professor até a sala. Lupin esperou que Harry entrasse, acendeu a lareira com a varinha e trancou a porta com um feitiço.
Fez sinal para que Harry se sentasse em uma poltrona e colocou a sua bem em frente ao rapaz.
_ Bem, tem mais alguma coisa que você queira me contar? – perguntou Lupin.
_ Não, não tem nada. Por que pergunta?
_ Tonks e eu chegamos meia hora mais cedo que Arthur e Molly. Fomos vistoriar a casa e descobrimos uma coisa interessante.
Harry procurou não demonstrar nenhum sentimento enquanto ouvia Lupin falar.
_ O que descobriram? – perguntou.
_ Que a sua mochila não estava no mesmo quarto que a mochila de Rony. Estava junto com as coisas de Gina, e a de Rony estava junto com a de Hermione.
Harry baixou a cabeça. O ex-professor continuou:
_ Eu não tenho direito nenhum de me intrometer na sua vida, Harry. Mas depois que Sirius... Bem, acho que sou a pessoa mais próxima do seu pai que você conhece. Queria que me considerasse um amigo.
Harry respirou fundo. Nunca imaginou contar nada a ninguém. Mas aquele homem estava ali, falando de seu pai. O rapaz sentiu uma vontade de se abrir com alguém. E Lupin era adulto, não era a mesma coisa que falar com Rony. Deu um sorriso vago e Lupin perguntou:
_ Por que esse sorriso, Harry?
_ É que Dumbledore me pediu isso na carta, me pediu para ser jovem.
E dizendo isso, contou várias coisas ao professor. Contou tudo o que havia ganhado nos testamentos, exceto a Andriax e a história de sua família. Falou sobre o Eterniuns, sobre a busca dos Horcruxes e quais eles já haviam encontrados e por fim falou de Gina.
Lupin ouvia tudo calado, sorrindo ou fazendo cara de susto vez ou outra. Por fim falou:
_ Não pensei que fosse algo tão sério, assim. Pensei que era uma peraltice de adolescentes.
Harry riu. Lupin também. Eles ainda conversaram mais um pouco. Por fim Lupin disse.
_ Antes que eu me esqueça, Tonks e eu mudamos as mochilas de vocês do lugar. Seria muito constrangedor para Molly encontrar o que encontramos. A sua continua no quarto que foi de Sirius, junto com a de Rony. E as mochilas das garotas ficaram no quarto que elas ocuparam das outras vezes.
Harry sorriu agradecido e correu para se arrumar. Ele não ia perder a oportunidade de saborear as guloseimas da Srª Weasley.
Quando subia, ele encontrou Gina na escada. Ia parar pra falar sobre a conversa com Lupin, mas ela se adiantou:
_ Tonks já conversou comigo e com Mione. Você precisa é falar com Rony.
Ele subiu e encontrou o amigo já de banho tomado.
_ Eles consertaram o chuveiro – disse animado – agora temos água quente.
Eles riram e Harry contou sobre a conversa.
_ Nossa – disse Ron –Lupin é mesmo muito legal! A mamãe teria enlouquecido se encontrasse as coisas daquele jeito. Agora vá tomar seu banho e não demore. Já estava com saudade da comida da minha mãe.
Harry desceu pouco depois e encontrou todos na cozinha, a sua espera para começarem a comer. Havia torta de carne, sopa de legumes, purê de abóbora e pudim caramelado. Os quatro comeram com gosto e foram para a sala curtir a lareira e conversar. O inverno estava chegando bem depressa aquele ano.
Mione pegou o exemplar do jornal e começou a ler em voz alta para os amigos. Não havia notícias da professora McGonagal, desaparecida desde o ataque a Hogwarts. Mas o jornal falava que o número que bruxos órfãos tinha crescido consideravelmente.
Para Harry aquelas notícias eram muito desagradáveis. Ele imaginou a mudança na vida dessas crianças, que seriam criados como ele foi ou que seriam encaminhados a orfanatos, assim como Voldemort. Naquela noite, quando voltou ao quarto de Sirius e viu uma foto do padrinho em uma das gavetas, Harry refez a promessa de que, assim que tudo acabasse, ele daria vida novamente àquela casa.
O rapaz se levantou antes do sol nascer para garantir que ninguém os impedisse de sair. Trocou-se, arrumou na mochila só o necessário, capa, cantil algum dinheiro para comprar poções para os ferimentos de Draco. Acordou Rony que logo estava pronto e foram para o quarto das garotas. Elas já estavam acordadas e logo que se aprontaram desceram para encontrar com eles na cozinha.
Ninguém quis comer nada, mas Gina pediu para deixar um bilhete para a mãe, apenas para tranqüilizá-la.
Pouco depois estavam na rua, com suas vassouras. Harry percebeu que seria um dia nublado e isso poderia dificultar o vôo, mas teriam que se arriscar.
Eles se dirigiram ao Queen’s Park e ficaram procurando o armazém abandonado. Não foi difícil encontrar. Não havia nada suspeito por perto, nem guardas, animais ou coisas do tipo. Mione não se animou com isso, ela lembrou aos garotos que também não havia nada que indicasse a localização do Ministério da Magia.
Eles procuraram um banco no parque para se sentarem e traçarem uma estratégia. A primeira coisa que teriam que fazer era encontrar a entrada. Eles sabiam que Draco estava no segundo andar. Mas o que encontrariam no primeiro era uma incógnita.
Harry lembrou que precisavam comprar poções para os ferimentos de Malfoy e saiu à procura de alguma farmácia bruxa por perto. Ele demorou pelo menos 40 minutos até voltar.
_ Que demora, cara! – disse Ron – A gente já estava preocupado!
_ Enquanto acreditarem que fomos seqüestrados ninguém vai nos procurar assim, no meio de um parque – tranqüilizou Harry.
_ Agora só precisamos esperar Malfoy chegar – comentou Gina, vagamente.
_ Não precisam mais – disse uma voz arrastada atrás deles.
Malfoy saiu de trás de uma árvore e perguntou:
_ O que faremos agora?
Harry explicou as condições do cativeiro de Draco. Falou do dementador mestiço, das cordas que só Mione conseguiria tirar e das poções para machucados que haviam comprado.
_ Vocês pensaram em tudo – comentou o pai de Draco.
_ Tudo não – respondeu Gina – ainda não conseguimos pensar na entrada.
_ Você não pode aparatar lá dentro? – quis saber Rony.
_ Não, não posso – respondeu Malfoy – eu nunca estive lá e aparatar em um lugar desconhecido é muito perigoso. Além disso, não sabemos se existem feitiços anti-aparatação.
Eles continuavam sem saída. Gina procurou um lugar de onde avistasse o armazém. De repente, ela teve uma idéia.
_ O armazém tem ares de abandono, inclusive janelas quebradas. Então, o que precisamos fazer para achar a porta certa é forçar alguém a sair de lá.
_ O que você sugere? – perguntou Lucius.
_ Não sei, mas poderíamos tentar acertar algumas pedras nas janelas, ou soltar alguma fumaça lá dentro.
_ Pedras, vamos fazer uma chuva de pedras nas janelas – disse Harry apoiando a idéia da garota.
Eles se posicionaram em pontos estratégicos e com as varinhas começaram a arremessar pedras. Mas nada aconteceu.
Decidiram tentar o truque da fumaça, mas também foi inútil.
_ Não entendo – falou Gina – é como se as pedras e as fumaças não atingissem o local.
_ Talvez seja isso mesmo – refletiu Mione – uma vez eu li que lugares bruxos em regiões trouxas têm barreiras para que nada influencie o que é feito ali. São barreiras invisíveis, detectáveis só com um tipo de magia.
_ E você sabe que magia é essa? – perguntou Lucius, como quem espera ouvir uma resposta negativa.
_ Sei – afirmou Hermione – e é uma das mais fáceis de se fazer.
Ela tomou distância. Fechou os olhos, gesticulou a varinha e pronunciou algumas palavras. Em instantes uma densa nuvem se formou sobre o armazém e uma chuva delicada começou a cair.
O tempo nublado facilitou para que nenhum trouxa se assustasse com aquela chuva.
À medida que a água caía sobre o armazém, uma bolha, transparente como bolha de sabão, aparecia e revelava uma única passagem, abaixo da terceira janela a partir do final do armazém.
Malfoy ficou impressionado com a capacidade de Mione, mas procurou fingir o contrário.
_ Pronto, a entrada do armazém fica naquele ponto, onde não há camada protetora – informou Mione.
_ Mas como vamos entrar? Aquilo parece uma parede e bem sólida – falou Rony.
_ Do mesmo jeito que entramos no St. Mungus. É só encostar e entrar – explicou Mione.
_ Deixa que eu vou na frente. Se tiver alguma senha, volto em seguida e aviso vocês – disse Lucius.
Eles atravessaram a rua e Lucius entrou pelo local indicado. Como ele não voltou, eles decidiram entrar. Cada um fez a mesma coisa, encostou suavemente o nariz, empurrou a cabeça e assim que conseguiu ver se tinha guardas, passou o resto do corpo.
Quando estavam todos lá dentro, Malfoy sugeriu:
_ Aqui vamos precisar de muito cuidado. Se nos pegarem, todos estaremos perdidos e o Draco, com certeza irá morrer. Cada um aí, deixe sua varinha em um lugar de fácil acesso.
Todos obedeceram.
_ Ótimo, agora é hora da encenação – disse enquanto puxava sua varinha e um fio prateado saia dela, envolvendo os demais.
_ O que é isso, Lucius? – perguntou Mione, nervosa.
_ Calma, é só um truque. Tente se mexer – disse o bruxo.
Ela tentou e percebeu que as cordas se desfaziam.
_ Está vendo? É só um tipo de magia de brincadeira. Assim eu posso fingir que estou trazendo mais prisioneiros.
_ Por via das dúvidas – disse Potter – eu vou usar o meu jeito de entrar sem ser percebido.
_ Como quiser – respondeu Lucius, virando-se para amarrar os outros três – não vou me responsabilizar.
Harry aproveitou que Lucius estava de costas e colocou sua capa da invisibilidade. Quando o pai de Draco voltou-se para falar com o garoto levou um susto.
_ Onde está você, Potter? – perguntou olhando para todos os lados.
_ Digamos que ele deu um jeito pessoal de não ser visto – respondeu Gina.
Eles seguiram pelo corredor e encontraram duas portas. Na dúvida de qual seguir, Harry sussurrou para Rony que iria por uma e eles pela outra.
_ Vamos por esta aqui – disse o rapaz de cabelos vermelhos – Harry vai pela outra.
Lucius não discutiu. Empurrou a porta e fez os jovens entrarem.
A cena naquele lugar seria inesquecível. A sala seguinte era como um salão de torturas da Idade Média. Havia objetos perfurantes flutuando no ar, prontos para atacar quem os incomodasse. Haviam pedaços de corpos espalhados pelo chão, sangue espirrado nas paredes. As moças tiveram que fazer força para não desmaiar.
Até Malfoy sentiu-se mal com o que via. Imaginou o que seu filho poderia estar sofrendo.
Eles continuaram a andar. Misteriosamente não havia ninguém naquele lugar.
Na sala ao lado, Potter caminhava bem devagar para não fazer barulho. Havia um troll enorme adormecido, com a pele cor de pedra, vestindo trapos de couro. O rapaz se lembrou daquele animal como um Troll das Cavernas, um animal muito agressivo que gosta de dormir e se for acordado pode derrubar 10 homens só com seu grito.
Harry reparou na boca escancarada do animal. Cheia de dentes pontiagudos e muito sujos. Ele imaginou que talvez o que derrube os homens não seja o berro, mas o bafo da criatura.
O troll ainda tinha uma enorme clava, cheia de cravos. Todo cuidado era necessário, e Harry prosseguiu encostado na parede oposta da sala. Antes que Harry alcançasse a porta seguinte, ela se escancarou e outra criatura entrou.
Era visivelmente um comensal, pelas roupas que usava, mas ali, debaixo das vestes havia algo estranho. Potter estava congelado, até sua respiração agora era mais lenta. Aguçou a vista e tentou enxergar o que era de tão incomum. Logo ele percebeu, eram pelos. O comensal ali era um lobisomem.
Não fazia sentido, pensou Harry. Lobisomens só se transformam em noites de Lua Cheia. E ainda eram, no máximo, umas 9 da manhã. E se ele não estivesse enganado, aquela noite seria de Lua Nova.
Antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, o comensal chutou o troll que estava adormecido.
Este acordou emburrado, e para espanto de Harry, falou, como se fosse humano:
_ O que foi, Fenrir?
_ Acorde, Will, vim lhe mostrar meu novo visual.
E o lobisomem tirou o capuz e revelou um rosto ainda mais peludo, com presas afiadas. Ele também levantou as mãos e mostrou ao outro o quanto suas garras estavam mais resistentes.
_ Viu só? O Lorde que me deu tudo isso. Agora tenho força o mês inteiro, tanto de dia quanto de noite.
_ Grande coisa – retrucou o outro – ter tanta força e não poder usar. Não vi a finalidade de me tornar um troll. Até agora fiquei nessa sala desconfortável dormindo e resmungando.
_ Calma, Will. Nossa hora está quase chegando. O Lorde só quer ter certeza de ter todas as armas em mãos.
_ E agora, o que estão fazendo lá dentro?
_ Ah, não faço idéia. Acho que está tudo parado. O Dr° Ferdinand teve que atender um chamado urgente na Fortaleza.
_ O que aconteceu?
_ Nada de mais. Parece que aquela Nagini está com problemas de saúde e o mestre quer que o doutor a cure.
_ Não entendo o que o Lorde tem com essa cobra.
_ Ah, sei lá, coisa de gente louca e poderosa – disse Fenrir e deu uma risada misturada com um grunhido.
Ele deu as costas ao troll e saiu novamente.
Harry ainda esperava. Tinha medo que Fenrir pudesse farejá-lo. Esperou mais um pouco até que o troll voltasse a dormir e conseguiu alcançar a porta. Abriu-a devagar e passou, tomando o cuidado de não prender a capa em lugar nenhum.
Ele não sabia se os amigos estavam bem e se Lucius estaria cumprindo sua parte no trato.
Do outro lado do armazém, um outro comensal intercepta o grupo formado por Gina, Rony, Mione e Malfoy.
_ Aonde vão? – quis saber.
_ Tenho ordens de levar esse pequeno grupo para um lugar onde possam ficar bem escondidos até o Lorde decidir o que fazer com ele – respondeu Lucius.
O comensal examinou um por um. Parecia bem jovem e desconfiava das palavras de Lucius. Ele se deteve em Hermione mais que no resto. Então falou:
_ Pode deixar esta aqui. O Lorde já decidiu o que fazer com eles e eu recebi ordens de cuidar da sangue-ruim.
Os olhos dos três jovens amarrados se arregalaram. Mione procurou o olhar de Malfoy, mas ele estava mais atônito que os três juntos.
Será, pensava ele, que o Lorde havia invadido o pensamento dele e descoberto o Juramento Inquebrável?
O comensal tornou a falar:
_ Siga por aquela porta, vire à esquerda e os deixe na sala 19. Essa sangue-ruim vem comigo. Depois eu levo o que sobrar dela e devolvo aos amigos.
Mione acenou com a cabeça dizendo que estava tudo bem, eles não poderiam colocar o plano em risco. De qualquer maneira, se sentisse um grande perigo, poderia se mexer e usar a varinha.
O comensal a levou para uma salinha pequena, que tinha apenas uma cama de campanha e um lampião.
O que ele estaria planejando, pensou a jovem bruxa. Aquele lugar não parecia uma sala de tortura.
Ele entrou em seguida e trancou a porta. O comensal se virou e começou a tirar as vestes. Hermione se apavorou, arrancou as cordas e ergueu sua varinha:
_ Pare agora mesmo ou lanço o pior feitiço que conheço em você – disse a moça.
O comensal não se importou. Continuou tirando as vestes e ela reparou que havia uma jeans e uma camiseta embaixo daquela roupa preta. Finalmente ele tirou o capuz.
E Hermione não sabia o que fazer.
_ Mione, o que está acontecendo? – perguntou o comensal.
_ Ah, Vitor, você... aqui? Eu não sei se me sinto aliviada ou triste.
_ Calma, eu tenho explicação. Só preciso de mais uma coisa antes de continuar a conversar.
Ele retirou um vidro do bolso, pegou um pequeno comprimido e bebeu. Fez uma careta e voltou a conversar.
_ São pílulas para tirar sotaque. Assim ninguém me reconheceu. Todos pensam que eu saí da escola.
_ Todos quem?
_ Os outros alunos e professores da Durmstrang. Foram todos chamados por Você-sabe-quem para fazer parte do batalhão de Treinamento Especial. Eu me recusei, mas depois mudei de idéia.
_ Você é um comensal? – perguntou entristecida.
_ Não, Mione, nunca. Eu vim pra tentar proteger você. Agora me explica, como você foi capturada? Foi o Malfoy que seqüestrou vocês em Hogwarts?
Hermione explicou o que eles estavam fazendo ali e disse que Malfoy estava do lado deles.
Krum pediu desculpas pela confusão e disse que a levaria de volta para seus amigos.
Quando saíam da sala ele perguntou:
_ E você? Está sozinha?
_ Não – respondeu ruborizada – estou com o Rony.
_ Ah – disse meio decepcionado – ele é um bom rapaz.
Os dois foram até a sala 19, onde o resto aguardava ansioso o que aconteceria dali para frente. Assim que a porta abriu, Malfoy, Rony e Gina apontaram as varinhas para o comensal que trazia Mione desamarrada.
A menina olhou espantada a reação e entrou na frente de Krum antes que qualquer um pudesse lançar um feitiço.
_ Calma, pessoal – pediu ela – eu explico.
Eles ficaram aliviados ao saber que quem estava ali era Krum. Exceto Rony que ficou enciumado de pensar que a namorada havia ficado sozinha com o ex-paquera.
_ Vocês querem encontrar o Draco, não é isso? Eu sei onde ele está. Mas não é nada fácil chegar até ele.
_ Não importa, eu preciso salvar o meu filho – adiantou-se Lucius.
_ Então está bem, sigam-me. E acho bom as moças colocarem panos no rosto. A sala de tortura não é nada comparada a sala de experimentos.
E era exatamente nesta sala que Potter se encontrava. Era um galpão enorme todo equipado com aparatos mágicos e científicos. Parecia que Voldemort estava usando magia e tecnologia trouxa ao mesmo tempo. Havia muitos frascos com poções, camas com algemas e tiras de couro para amarrar os pacientes.
Em uma dessas camas, Harry avistou um homem se contorcendo e berrando muito. De seu corpo saíam espinhos que davam a impressão de serem feitos de ossos. O sangue se espalhava pela cama a medida que cada espinho perfurava a carne. Enquanto isso, um homem assistia tudo e anotava as reações em uma ficha.
O homem na maca parou de gritar e o outro, que parecia um enfermeiro olhou o relógio e fez uma última anotação. Harry aproximou-se assim que o enfermeiro saiu de perto da cama. Não dava para reconhecer quem estava ali. O rosto agora estava coberto por pequenas pontas de ossos e muito sangue.
Havia um prontuário médico sobre a mesa de cabeceira. Ali Harry leu:

Nome: Florean Fortescue
Idade: aproximadamente 65 anos
Profissão: sorveteiro
Submetido a: tratamento com feitiço Spinossa
Conjurador: Dolores Umbridge
Nota para conjurador: 9,8
Observações: conseguiu fazer o feitiço se prolongar por 78 horas, fazendo a vítima sofrer os horrores de ter seu corpo dilacerado pelos próprios ossos.
Hora da morte: 10h45min

Harry sentiu que ia passar mal. Eles usavam as vítimas para testar novos feitiços e ainda faziam uma avaliação de desempenho do conjurador. Ele procurou uma porta para sair daquele lugar horrível, mas uma maca separada do resto das outras por um biombo chamou sua atenção. Ele não resistiu à curiosidade e se aproximou.
Mais uma vez, ele teve a sensação de que ia cair sobre suas pernas. Ali deitado numa maca suja e mal arrumada estava Peacry Weasley. Harry pegou o prontuário e leu:

Nome: Percy Weasley
Idade: 20 anos
Profissão: chefe do Departamento de Mistérios
Início do tratamento: 4 de setembro
Submetido a: doses diárias de poção Deformattus
Bruxo responsável: Dolores Umbridge
Observações: descobriu que o paciente passava informações para alguém do lado da chamada Ordem da Fênix e resolveu castigá-lo. Assim o paciente será submetido a uma dose da poção mencionada para que perca todas as suas feições, antes de ter a mente alterada.

Fazia apenas dois dias que Percy estava lá. Talvez existisse um meio de fazê-lo voltar ao normal. Mas Harry precisava tirar o rapaz dali. Procurou poções ou qualquer coisa que fosse capaz de reanimá-lo, mas não encontrou nada. Parecia que cada coisa naquele lugar tinha a única finalidade de provocar dor e sofrimento.
A porta da entrada se abriu e Harry, ainda sob a capa, avistou Dolores Umbridge com suas vestes de comensal entrando e indo em direção à maca em que Percy estava. Ela dispensou a presença de outro comensal, que fazia as vezes de enfermeiro, dizendo que queria ter o prazer de ver a dor de Percy sozinha.
Talvez essa seja a chance, pensou Harry. Ele procurou os vidros de poções mais uma vez e encontrou um frasco de uma poção chamada Softium.
Assim que ela se aproximou o suficiente, Harry abriu o frasco, tirou a capa e jogou a poção sobre a cabeça da mulher.
Imediatamente ela começou a amolecer, sua pele foi tomando a consistência de uma gelatina. As pálpebras começaram a pendurar sobre os olhos, as bochechas redondas daquela bruxa com cara de sapo escorriam pelo pescoço como se fossem feitas de algum líquido viscoso. Ela não conseguia gritar, pois seus lábios pesavam um sobre o outro e escorriam junto com as bochechas.
Antes que Harry pudesse recolocar a capa, a porta se abriu novamente. Ele se assustou, mas avistou Lucius, Rony e Gina. Quando Mione entrou ao lado do comensal, Harry sacou a varinha e ia gritar Estupore quando Malfoy falou Accio Varinha, e Harry ficou olhando tudo atônito, enquanto sua varinha ira parar nas mãos do pai de Draco.
_ É o Krum – disse Gina correndo na direção de Harry.
O rapaz não conseguiu deter a menina que chegou apressada e viu Dolores, caída no chão, tentando levantar seu corpo molengo. Quando ela olhou para o lado, nem conseguiu gritar. Harry a segurou antes que caísse no chão.
_ Gina, o que houve? – perguntou Rony indo em direção a irmã – Você está bem? Fale comigo!
Mas ela não respondia, estava em estado de choque. Ele acompanhou o olhar da irmã e avistou Percy na maca.
_ Não – disse em voz baixa – o que fizeram com ele?
_ Uma espécie de feitiço. Ele foi atingido duas vezes e ia ser a terceira quando a Dolores entrou. Eu estava aqui e joguei isso nela – disse Harry mostrando o frasco aos amigos.
_ Se foram só duas vezes é bem provável que tenha cura. Mas ele precisa sair daqui antes que a Dolores acorde e nos encontre – falou Lucius decidido.
_ Eu tenho uma idéia – disse Krum.
_ Qual é? – quis saber Harry.
_ Sei que eles não gostam de corpos espalhados aqui. Dizem que fazem mal. Então, cada dia um de nós se oferece a remover os corpos. Eu faço isso, assim dou uma poção do sono pra Umbridge, coloco ela no carrinho junto com os outros e encontro vocês lá fora.
_ Tem certeza que isso vai dar certo? – perguntou Rony preocupado.
_ Temos que tentar, não há outra solução – respondeu Vitor.
Eles procuraram a poção do sono e finalmente Mione encontrou. Colocaram uma grande quantidade na boca de Umbridge, removeram o corpo dela para o fundo do carrinho, colocaram o de Florean em cima e finalmente o Percy. Krum ainda teve o cuidado de alterar o prontuário informando a morte de Percy.
Vitor empurrou o carrinho e o resto continuou a missão de salvamento de Draco. Eles atravessaram a última porta até chegar a um corredor estreito e sem janelas. Havia uma única porta e uma criatura estranha vigiando.
_ O que querem aqui? – perguntou uma voz grave e etérea.
Harry se lembrou da indicação de Umbridge de que havia um comensal mestiço guardando a entrada do cativeiro de Draco.
Malfoy se adiantou e enfrentou o guarda:
_ Quero meu filho, Draco!
_ O pequeno só sai daqui com ordens do mestre.
_ Pois você vai obedecer uma outra ordem agora – disse Lucius enquanto lançava um feitiço na criatura.
Malfoy tentou estuporar a criatura, mas o feitiço apenas bateu em seu peito e sumiu, sem provocar efeito nenhum.
_ Estupore – berrou o guarda, e um jato de luz saiu do mesmo local em que tinha sido acertado por Malfoy, indo em direção ao bruxo e o derrubando ao chão.
Agora só restavam os quatro jovens bruxos.
_ E agora, crianças – falou a criatura q se revelou uma espécie de dementador – estão com medo?
_ Nem um pouco – respondeu Harry.
Ele levantou sua varinha e os amigos fizeram o mesmo.
_ Vão tentar me acertar com o quê? Algum feitiço bobo da escolinha? – zombou o comensal.
_ Não – respondeu Mione – vamos te acertar com um feitiço da Armada de Dumbledore.
E ao mesmo tempo os quatro gritaram Expetum Patrono.
O que sucedeu a seguir foi um espanto até para eles. O corredor era muito estreito e ao apontar as quatro varinhas, os feitiços se uniram. Os patronos de cada um se misturaram com o dos outros e no final o que apareceu foi um grande cavalo montado por um imponente cavaleiro que galopou em direção ao comensal e com um golpe certeiro, lhe arrancou a alma pela cabeça.
O corpo do que seria o dementador caiu como um saco de batatas e eles ficaram olhando o que tinha acontecido. A intenção não era matar ninguém, apenas espantar o dementador.
Rony foi o primeiro que lembrou que deveriam reanimar Lucius e Gina lançou um perfeito Enervate. Malfoy acordou e quis saber o que eles tinham feito.
_ Não há tempo pra explicar. A essa hora Krum já está nos esperando do lado de fora – falou Harry correndo para a sala.
Lucius correu atrás. Harry chutou a porta e entrou. Lá estava Draco Malfoy, flutuando, muito pálido, com manchas roxas pelo corpo, vários sinais de cortes e feridas ainda abertas. Ele continuava preso pelas cordas cheias de espinhos.
Harry não gostava muito de Draco, mas nunca quis que o rapaz ficasse daquele jeito. Lucius estava nervoso, tremendo e era até possível enxergar duas lágrimas teimosas que insistiam em aparecer em seus olhos.
Hermione pediu silêncio e conjurou o contra-feitiço. A corda se desfez aos poucos e Draco caiu, ainda inconsciente.
Lucius se adiantou para ele. Abraçou o filho e olhou agradecido para Mione.
Harry tirou da mochila as poções que havia comprado e disse a Lucius que aplicasse nas feridas de Draco. Assim que Draco foi medicado, eles sugeriram a Malfoy que fizesse o filhe levitar. Assim, sairiam mais rápido dali.
O quarto em que Draco estivera trancado tinha uma janela pequena que dava para a rua. Eles podiam tentar aparatar, mas Rony e Gina ainda não conseguiam.
_ Só se a gente fosse de mãos dadas – sugeriu Rony.
_ Não existe nenhum feitiço para alargar janelas ou abrir buracos em paredes, Mione? – perguntou Gina.
_ Existe sim, mas são muito barulhentos – respondeu a garota.
_ Vamos tentar o que o Weasley sugeriu – disse Malfoy – Draco está muito fraco e precisa de cuidados maiores.
Eles se puseram em posição de aparatar. Mione levaria Rony e Harry levaria Gina. Para o alívio deles, o quarto não tinha feitiço anti-aparatação e logo eles alcançaram a rua.
Krum já os esperava. Entregou Percy aos rapazes e falou:
_ Umbridge está deitada em um buraco no parque. Não fiquem preocupados, ela está perdendo crédito desde que comprou briga com a Lestrange por causa de um fantasma.
Rony segurou o riso e agradeceu o jovem:
_ Obrigado, mesmo! Você salvou a vida do meu irmão!
_ Não foi nada, eu estou aqui para isso. Ele me chamou para poder cuidar de Mione, mas ela não precisa. Já tem você pra cuidar dela – respondeu num tom que tentou parecer amistoso.
_ Ele quem? – indagou Rony.
Krum pareceu embaraçado ao perceber o que tinha dito. Tentou dar uma resposta qualquer, mas não precisou, pois foi interrompido por Harry.
_ E o outro corpo, o do Florean?
_ Ah, eu tive que deixá-lo na sala de cremação. É o procedimento, todas as vítimas mortas com feitiços experimentais ou poções novas devem ser cremados para que mais ninguém, além do batalhão de Treinamento Especial, conheça os efeitos dos feitiços.
_ E para onde vamos agora? – quis saber Lucius.
_ Como assim, vamos? – questionou Rony.
_ É que eu não posso levar Draco para o hospital, lá não é seguro. E também não posso voltar para casa. Bella pode entrar lá ou achar estranho se eu a proibir de por os pés em casa. Além disso, Narcisa confia tanto em Belatriz que contaria para ela na mesma hora em que chegássemos lá.
Havia um impasse. O que eles iriam fazer com aqueles dois bruxos? Harry chamou os amigos a um canto e falou:
_ O único lugar seguro, vocês sabem qual é.
_ Mas Harry, eles são do lado de Tom – replicou Mione.
_ Não são mais, Mione. Imagine tudo o que nós fizemos juntos.
_ Só que você se esqueceu que Draco ia matar Dumbledore para Voldemort – retrucou ela mais uma vez.
_ Mas não matou. Eu estava lá e vi. Ele não queria fazer aquilo. Foi forçado! E não me olhem como se eu estivesse ficando louco, mas não vou deixar ele morrer aqui fora.
Eles ficaram em silêncio até que Rony disse:
_ Está bem, Harry, também não me sinto feliz em deixar um cara da nossa idade morrer assim. Só tem mais um probleminha. Como eles vão chegar ao esconderijo. Dumbledore morreu.
_ Mas ele me deixou como fiel do segredo da ordem, Ron.
Aquela informação deixou os amigos espantados. Harry não tinha mencionado isso antes.
_ É verdade, ele me deixou essa tarefa pouco antes da gente sair do castelo na noite em que ele morreu.
_ Então está tudo resolvido – disse Mione, ainda contrariada.
Harry disse a Lucius aonde iriam e lhe informou que ele não conseguiria passar a informação para mais ninguém. Lucius concordou. Eles caminharam um bom tempo, procurando ruas menos movimentadas para não levantarem suspeitas sobre Draco. Percy ia flutuando ao lado dos garotos coberto com a capa de Harry.
Eles chegaram no Largo Grimmauld n° 12 e entraram com os três novos habitantes do antigo palacete dos Black.
A srª Weasley estava na sala, como de vigia esperando eles chegarem. Quando ouviu a porta abrir, levantou de uma vez e já veio com sermão para cima deles. Mas antes que pudesse abrir a boca estancou, olhando para a figura de Lucius Malfoy com Draco no colo.
Eles tiveram o cuidado de manter Percy encoberto por mais um tempo.
_ O que... O que é isso, afinal? – foi a única coisa que conseguiu dizer.
_ Eles precisavam de um lugar pra se esconder, pra fugir de Voldemort – informou Gina.
_ Mas ele, ele é um comensal – falou Molly apontando para Lucius.
_ Não é mais, Srª Weasley – disse Harry calmamente – agora ele é só um bruxo que precisava de um lugar para cuidar do filho doente.
A mãe de Gina e Rony olhou para Draco, todo ferido e assentiu com a cabeça.
_ Vou preparar um quarto para vocês – disse a mulher.
_ Espere, Molly – pediu Lucius – eu agradeço a gentileza, mas você precisa preparar um quarto para outra pessoa.
Ela olhou curiosa para o rosto dos garotos. Gina recomeçou a chorar e Rony descobriu o corpo do irmão. A mulher deu um grito de dor.
_ Ele está? Não, não é mesmo? Ele não está...
_ Não srª Weasley – respondeu Harry segurando-a pelos ombros – ele está apenas dormindo. Rony vai lhe explicar tudo. É melhor subir com os dois.
Ela obedeceu ao rapaz e foi com Rony cuidar de Percy. Mione subiu em seguida e depois voltou dizendo que tinha um quarto pronto para Lucius e Draco. Em seguida chamou Gina para tomar um chá na cozinha.
Harry ficou sozinho na sala. Ia esperar as coisas se acalmarem. Depois tomaria um banho, comeria alguma coisa e esperaria Lupin chegar para discutir as novas descobertas.
E informar sobre os novos hóspedes da casa.

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