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37. Ingrid Evans


Fic: AVENTURAS EM HOGWARTS- Rony e Mione- Cap 59 e 60 ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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37
Ingrid Evans

Harry desceu as escadas em direção à rua em silêncio. Era estranho estar sozinho. Desde o inicio das aulas, mesmo quando Hermione e Rony estiveram brigados, ele ainda não ficou só. Um dos dois sempre a seu lado e também havia Gina;
Talvez disso que mais sentisse falta naquele pequeno momento de solidão. Ela subira novamente para ver se Hermione não desceria para ir com eles as lojinhas da cidade, rodeados pela prof.Amires, uma vez que prof.Anellete recusava-se a acompanha-los depois dos destratos de Hermione, ou melhora das verdades ditas por Hermione. Ela dizia-se ultrajada e ofendida. Sua irmã, Amires, não parecia levar em consideração suas inúmeras pragas destinadas a aluna, que jamais confessaria naquele momentos, ser a sua preferida.
Harry não tinha paciência para ficar na mesa, sozinho com as duas, uma vez que todos os alunos deram um jeito de sumir da sala de jantar da pousada tão logo alimentada a sua fome.
Harry passara por um susto e tanto, ainda a tarde, quando Gina lhe perguntara se ele queria terminar o namoro. Que pergunta tola! Teria dito isso se ela não estivesse tão nervosa e chateada. Tentou explicar que eram todas as preocupações que vivia mas ela não quisera ouvir. E quando tivera certeza de estar tudo perdido, Gina dera o braço a torcer e ficaram de bem novamente. Esperava sinceramente que Rony e Hermione fizessem o mesmo.
Silencioso sentou nos degraus da escadinha que levava para a rua. A pousada em quatro andares antigos, possuía uma pequena varandinha na frente e aquela hora, uma luminária banhava a rua de um amarelo quase dourado e a madeira do chão deu uma espécie de rugido ao ser forçada ao extremo agüentando seu peso.
Era um bonito lugar. As montanhas azuis refletiam as luzes da noite e podiam ver toda a cidadezinha banhada por ela. Um lindo espetáculo.
Estava entremetido que se assustou quando um gato peludo pulou no seu colo.
-Hermione?
O gato respondeu com uma mordida na sua mão de leve.
-Oi. Você ainda está chateada?
Parecia idiota falar com um gato, mas a rua estava deserta mesmo!
Ela maneou a cauda alegre e ele deduziu que era um não.
-Que bom. – disse verdadeiro e continuou apreciando a paisagem.
-Harry Potter...Eu poderia facilmente trocar seu nome nesse momento...
a voz era um tanto tremula e Harry virou-se para ela. Uma senhora de uns setenta anos, com uma bengala nas mãos, cabelos vermelhos, um pouco grisalhos, presos num coque distinto, porém desalinhado. Vestia uma túnica azul com detalhes verdes, saia de uma amarelo gritante e nas mãos anéis de vários tipo de pedras preciosas e não preciosas. Usava também um óculo escuro redondo e grande.
-Desculpe, acho que não entendi à senhora.
-Não levante-se. – estendeu a mão numa negativa vendo-o tentar erguer-se. – Estou velha para sentar-me nesses degraus, mas ficarei bem aqui de pé. – pô-se a seu lado olhando o mesmo reflexo da lua. – O tempo leva todas as virtudes de um homem, Harry Potter. Mas nunca a sua mais precisa: a coragem. Você a possui ou não estaria aqui na minha frente nesse momento.
Ele esperou que ela explicasse mas parecia que era só o que tinha a dizer.
-A senhora mora aqui?
-Sim...Está vendo aquele telhado vermelho logo atrás do moinho? – apontou um ponto ao longe – É minha casa. Onde vendo ervas e preparo poções. Todos os tipos. Para a dor, carência, doenças, ou simplesmente amor. Escolha a sua, Harry.
-Acho que não quero nenhuma...Eu estou bem...
-É meu cartaz de visita, não um convite. – riu de sua expressão. Movendo-se para ficar frente a frente com o menino sentado – A vida prega peças, meu querido. Achamos que a morte nos leva a alegria e então um dia ela nos bate a porta e não sabemos até ver com nosso próprios olhos. Ou não. – riu suavemente – Deixe me ver: acha que sou louca? Pensa que deveria me apresentar e dizer o que quero com você aqui nesse lugar tão distante da sua casa?
Harry corou pois era exatamente o que queria saber.
-Eu lhe digo. Chamo-me saudade, Harry Potter. Saudade de um nome não mais pronunciado. De um sorriso jamais visto em meu lar novamente. De um abraço que não voltara. Chamo-me dor ao ver o sangue de quem amo correndo nas veias daquele que separaram de mim .chamo-me luz dos olhos daquela que partiu levando meu coração. Ou quem sabe, queira me chamar, Ingrid.
-Ingrid? - abriu a boca para perguntar se ela o conhecia mais lembrou-se do óbvio. Todos sabiam que ele era não importava onde fosse.
-Oh, não. Não foi preciso ouvir seu nome para saber quem era. A muitos e muitos anos, Harry, vi alguém aqui, sentando nesse mesmo degrau, olhando a profusão de sombras azuis dessa terra, com o coração apertado de medo e insegurança. Amparei em meus braços seu corpo jovem, quando ele ainda me reconhecia pelo cheiro e toque. Tive o dom de ver sua face, antes mesmo de seus olhos entenderam o que viam a sua frente. Antes que os meus perdessem a luz da vida. – retirou o óculos escuro e Harry percebeu seus olhos opacos e sem vida. Era cega.
-Chamo-me Ingrid Evans. Mas não pude chorara a morte de minha sobrinha. Nem de meu sobrinho de coração. Ou amparar o inocente largado nesse mundo imundo. Não pude sequer rastejar até minha casa. – bateu com a bengala na perna direita e um grosso som de madeira encheu o ambiente. – Eu o teria criado, Harry. Eu o teria amado como amei Lílian e depois Tiago. Mas me foi negado esse direito. Eu sinto muito. Queria que soubesse.
Com essas palavras a senhora afastou-se pela rua com a agilidade de quem sempre percorreu aqueles caminhos. Harry não soube o que dizer. Estava tão chocado que deixou o gato escorregar de suas mãos e nem o percebeu seguir a mulher até desaparecer rua a fora.

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Comentários: 1

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Enviado por violetinha martins em 13/03/2013
Aiiii que fofo¡!
Nota: 1

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