FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

12. Capítulo XII


Fic: Um Preço Alto Demais HHr


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

— Telefonei para Mark — Hermione anunciou às nove e dez da manhã seguinte.
Harry estava sentado à mesa e tomava a segunda caneca de café.
— E?
— Ele que está nos aguardando.
— Nós? Pensei que não pudesse ir. Não se preocupe, eu não me perderei. Só há uma estrada até Queenswood. O escritório do Sr. Henderson não deve ser difícil de encontrar. Não é em cima da loja de ferragens?
— É, mas a idéia de irmos juntos não foi minha. Mark pareceu-me... estranho.
— Como assim?
— Inquieto. Eu tenho a impressão de que o banco está cobrando o empréstimo.
— Você já recebeu alguma carta de advertência?
— Não.
— Então não deve ser isso. Ou Mark teria lhe dito.
— Você não o conhece. Ele odeia dar más notícias pelo telefone. Prefere fazê-lo pessoalmente.
— Como ele é?
— Mark deve estar na casa dos sessenta, é solteirão, vive para o trabalho e o clube de golfe. E é muito criterioso.
— Ele deve ser um homem sensível. Acho que vou me dar bem com ele.
O comentário deixou-a apreensiva. Afinal, Harry não iria ficar ali tempo suficiente para fazer amizade com Mark. Mesmo que o cliente misterioso viesse a tornar-se sócio do haras, Harry iria embora.
— Querida, não se preocupe antes do tempo. Se seu contador tiver más notícias, trataremos disso juntos, está bem?
Hermione surpreendeu-se, não tanto pelo "querida", mas pela ajuda que ele se prontificava a dar.
Ela não era nenhuma idiota que precisasse de proteção.
— Se o banco deseja retomar o empréstimo, não vejo como você recomendaria Grangerwinds como investimento, nesta altura do campeonato.
— Não se precipite Hermione. Espere e vamos ver o que Mark tem a dizer.
— Eu posso sentir as más notícias.
Harry ficou em pé.
— Então vamos ver se você está certa.
— Avisarei Agnes de que vamos sair.
Mark leu a mensagem do banco mais uma vez. Por que Jane escondera as cartas de aviso?
Ela mentira. Dissera ao gerente que em novembro iria resgatar uma grande quantia em apólices de seguro e que pagaria o empréstimo. Ela até mesmo chegara a dar o nome de companhias e números de apólices. Depois de sua morte, o banco parara de enviar advertências, supondo que as apólices cobririam a dívida, já que o resgate após a morte era sempre mais alto. Mas bastou um telefonema, para comprovar a inexistência de tais certificados.
O que Jane pretendera? Ganhar tempo ou na loteria?
Tarde demais. O banco estava fechando a agência de Queenswood e não haveria mais contatos pessoais com o gerente. A única esperança de Hermione era aquele tal de Harry Potter.
O dinheiro teria de vir, e depressa. O prazo era de apenas um mês. Depois disso, apenas o leilão do haras, com armas e bagagens. E não se tratava de uma ameaça vazia. O negócio dos bancos não era filantrópico e nem de relações públicas. Eles costumavam jogar duro.
Mark foi até a janela e contemplou a rua principal da cidade. Jane não fora uma sonhadora. Ou teria sido? Talvez o seu feminismo agressivo fosse apenas uma fachada.
O carro esporte vermelho e conversível sendo estacionado tirou Mark de seus pensamentos. Arregalou os olhos, ao ver Hermione saindo do veículo.
De jeans, ela não usava o chapéu empoeirado e nem a camisa xadrez. Os cabelos estavam soltos e ela vestia uma blusa felpuda clara e de gola alta.
Nunca a vira tão feminina e deslumbrante.
Também se surpreendeu com o homem que a acompanhava. Mark gostou imediatamente de seu ar decidido.
Pelo jeito, ele devia agradar também a Hermione, já que ela mudara radicalmente a aparência em poucos dias.
O homem alto e atraente pegou no cotovelo de Hermione para atravessar a rua. As roupas esportivas e de boa qualidade que ele envergava não eram comuns em Queenswood.
Mark animou-se. Estava explicado o tom entusiasmado que percebera na voz de Hermione ao telefone, quando ela se referira a Harry Potter. Ela acabara se apaixonando pelo salvador.
Se o inverso também fosse verdadeiro, então esse homem moveria céus e terra para conseguir um investidor.
Assim que eles desapareceram de sua visão, Mark correu para trás da escrivaninha. Sentou-se e aguardou a chegada deles com um pouco mais de otimismo.
— Doce ilusão — murmurou, para si mesmo. — Quando ela souber a verdade, o seu gênio difícil e hostil virá à tona. E o tal homem milagroso voará de volta a Sydney, mais rápido de que o vento!

Hermione limitou-se a ficar sentada, vencida.
— Então é isso — ela finalmente falou, vencida. — Tudo perdido. Eu e Grangerwinds.
— Não necessariamente — Mark atalhou. — Vamos ver o que o Sr. Potter tem a dizer. Isso não deve afetar um investidor em potencial.
— Você não entende Mark — Hermione respondeu por Harry.
— Nós ainda temos o problema com Goldplated. Levará mais de um mês até sabermos se a terapia dará resultados.
— Minha filha, quem conhece cavalos, sabe que é preciso uns dois anos para o garanhão tornar-se um bom reprodutor.
— Posso falar agora? — o homem miraculoso pediu a palavra.
— Claro — Mark concedeu, educado.
— É evidente que não poderei aconselhar um cliente a investir em um haras nas atuais condições. Mas tenho uma solução alternativa.
— Você tem? — Hermione perguntou, com o coração disparado.
— O quê? — Mark completou.
— Eu pagarei o empréstimo pessoalmente.
Mark e Hermione levaram um susto. E o contador teve certeza de que aquele homem a amava de verdade.
— Antes de você dizer alguma coisa — Harry fitou Hermione com seriedade —, quero informá-la que posso permitir-me fazer isso. Já lhe disse várias vezes que estava bem longe da falência, mas você não quis escutar. Decidi não tocar mais no assunto. Você parecia feliz em acreditar que eu estivesse na miséria e eu me alegrei por você aceitar-me dessa maneira.
A perplexidade de Hermione cedeu lugar à fúria do entendimento.
— Nunca houve cliente misterioso, não é mesmo? Era você o tempo todo! Ganhando a minha confiança e a minha cama!
Mark achou a novidade ótima! Então eles eram amantes! E a discussão não seria nada de tão grave. Ele pigarreou e levantou-se.
— Talvez vocês queiram discutir o assunto a sós. Darei um pulo no Bluegum para tomar um chá. Estarei de volta em... quinze minutos. — Ele fitou a furiosa Hermione e o tranqüilo Harry.
— Obrigado pela compreensão, Mark — Harry agradeceu.
Mark esforçou-se para não rir. Correria o risco de enfurecer ainda mais a jovem. Na rua, ele deu uma boa risada. A filha de Jane encontrara um parceiro à altura!

— Bem, Hermione...
— Não venha com "bem, Hermione"! — ela explodiu.
Ela levantou-se e foi até a janela, de onde poderia encará-lo com ódio. A distancia.
— Você me enganou de propósito. E Deus sabe lá por que. A sua especialidade é jogar com vidas humanas? É isso?
— Claro que não.
— Pois eu acho que é. Você se divertiu muito. Chegou até a afirmar que gostava de jogos.
Harry também se ergueu.
Hermione fechou os punhos. Estava tão colérica que nem conseguia enxergar direito. Cruzou os braços, para não ser tentada a acertá-lo, caso ele se aproximasse.
— Hermione, há jogos e jogos — ele afirmou, caminhando na direção dela. — Não posso negar que tenha apreciado muito o que me foi oferecido. Mas não se paga uma dívida de três milhões de dólares por causa de uma brincadeira, não acha?
— Como posso saber? Talvez você tenha compulsão para pagar débito dos outros! Já fez isso antes...
Harry segurou-lhe os ombros, bastante sério.
— Eu tinha de fazer isso, entende? Eu não poderia viver em paz com minha consciência, sabendo que todas aquelas pessoas haviam perdido as economias por causa da ganância de um sem-vergonha. Como também eu não viveria em paz, se deixasse você afundar junto com o haras. Gosto demais de você para permitir que isso aconteça.
Oh, Senhor! Seria isso mesmo o que ele dissera? Ele a amava?
— Não estou lhe oferecendo caridade e sim um negócio.
— Um negócio... — Hermione repetiu, com desalento.
Não era amor... Tratava-se de um acordo comercial.
— Pagarei suas dívidas, mas quero uma retribuição.
— Pelo amor de Deus, do que se trata?
Tinha de ser uma coisa extraordinária, para compensar a quantia vultosa.
— Talvez seja um pouco chocante falar nisso, pois nos conhecemos há menos de uma semana. Mas estou muito certo, quanto a mim. Aliás, nunca estive tão convicto a respeito de um assunto.
— Harry, diga logo do que se trata!
— Quero que seja a mãe de meu filho.
Hermione estava atônita.
Uma criança. Ele queria um filho. E ela seria a mãe!
Nem nos sonhos mais absurdos, ela poderia sonhar com uma coisa dessas.
— Mas como assim? — perguntou atordoada.
— Ora, como qualquer casal.
A idéia a perturbava demais. Nunca fora do tipo maternal, mas ter um filho de Harry não só convocava a mulher que existia dentro dela, mas também a mãe.
Porém a realidade de ter um filho com Harry acarretava um risco muito maior de sofrimento futuro, pois ele não a amava.
— O que você acha?
— Acho um atrevimento. — A frieza escondia o turbilhão interno.
Hermione tinha a certeza de que a resposta final seria "sim". Mas não podia facilitar tanto.
— Nós combinamos, não é mesmo? — ele perguntou, com voz suave. — Um filho nosso poderá conquistar o mundo.
— Desculpe Harry, mas terei de recusar. Eu jamais traria um filho ilegítimo ao mundo, sendo eu mesma um fruto disso.
— Case-se comigo, então. — Harry deu de ombros.
A indiferença aterrorizou-a. Para ele, o casamento devia ser um meio para conseguir um fim. Com certeza, queria demais um filho, o que a deixava ainda mais confusa.
"Case-se comigo".
Oh, Deus, ela morreria por ele.
— Só não lhe pedi antes em casamento, por que você não parecia ser uma entusiasta do matrimônio.
Teria ele conversado com Agnes a seu respeito?
— Bem, não sou... mas se houver uma criança envolvida...
— Você aceitaria? — Ele apertou-lhe os ombros e seus olhos iluminaram-se. — Ah, Hermione, você não vai se arrepender. Eu lhe prometo. Serei bom para você. E para nosso filho. Você não terá de preocupar-se com mais nada. Meu Deus, eu...
— Eu ainda não concordei — ela interrompeu-o. — Primeiro, tenho de fazer-lhe algumas perguntas. Mas, antes disso, quer fazer o favor de afastar-se?
Hermione não conseguia pensar, com ele tão próximo.
Harry soltou-lhe os ombros e foi até a escrivaninha de Mark.
— Muito bem — ela procurou falar sem tremor na voz. — Quando que você resolveu fazer-me esse pedido? Ao mesmo tempo em que inventou a história do investidor misterioso?
— Oh, não!
— Quando, então? Foi hoje, aqui no escritório?
— Não. Essa idéia ocorreu-me da primeira vez em que fizemos amor. Mas eu a descartei, por achá-la fantasiosa demais. Não achava que fosse concordar. Mas, depois do que soubemos, achei que talvez você aceitasse.
— Eu não deveria — ela murmurou. — Não é correto.
— Por quê?
— Eu teria de ser muito mercenária para concordar em casar-me com um homem e ter um filho com ele, em troca de três malditos milhões de dólares. Só um homem insensível poderia ter proposto uma coisa dessas!
— Bem, Hermione, não sou tão "insensível" assim e você sabe disso. Podemos não estar apaixonados, mas gostamos bastante um do outro. E nos entendemos maravilhosamente bem na cama.
— Isso é um fator químico e como tal, bastante instável — ela argumentou. — Em seis meses, não haverá mais nada.
— Pois eu duvido.
— Perdoe-me, mas a experiência diz o contrário. Além disso, nós não nos conhecemos o suficiente para tomar uma decisão dessas.
— Sei tudo o preciso saber sobre você — Harry insistiu.
— Em quatro dias?
— Pois eu a conheci mais nesse tempo, do que a Cho, nos quatro anos em que moramos juntos. E apreciei muito que pude observar. Acho que você também aprendeu a conhecer-me o bastante.
"Só se for ao sentido bíblico", Hermione pensou infeliz.
— Ainda assim — Harry continuou passando a mão nos cabelos —, há coisas sobre mim que você ignora. Não quero que diga que eu a enganei. Preciso contar-lhe tudo.
Ele começou a andar de um lado para outro.
— Há um ano, casar e ter um filho jamais me ocorreria. Eu imaginava possuir tudo o que um homem pudesse almejar. Um negócio que rendia milhões. Uma bela casa em Sydney. Uma linda mulher que parecia louca por mim. Um alto padrão de vida. Em poucos meses... tudo mudou. Meu sócio deu um desfalque e o negócio foi por água abaixo. Perdi uma fortuna. E para completar, minha namorada trocou-me por outro...
Harry parou de andar e encarou Hermione.
— Cho abandonou-me não só por dinheiro. Eu ainda tinha alguns milhões. O principal motivo de ela ter-me deixado foi por que eu a pressionei para ter um filho.
— Você... fez isso?
De novo em cena, a substituta de segunda classe!
— Fiz sim, como um grande idiota. O desastre com meu sócio afetou-me demais. Passei a ver em que resultava uma vida voltada para os ganhos materiais e propósitos hediondos. Entendi que a vida simples de meu irmão mais velho trazia muito mais satisfação e prazer verdadeiro. Reneguei o vazio da alta-roda. Eu pretendia algo muito mais consistente. Pedi a Cho para casar-se comigo e termos um bebê.
Harry fitou o vazio.
— E...
Ele voltou à realidade, com a lembrança do sofrimento estampada no olhar.
— Ela disse que me amava, mas não tinha intenção de ter filhos. E que odiava essa idéia. Queria continuar do jeito que estávamos. Sem nenhuma responsabilidade, a não ser o nosso prazer.
Hermione nem queria pensar em quanto Cho o satisfizera.
— Eu disse a ela que, se não quisesse, tudo estaria terminado.
— Quer dizer que foi "você" quem a deixou?
— Não foi bem assim. Eu refleti que, se ela gostasse de mim, acabaria cedendo. Meu ultimato foi um blefe. E perigoso, se considerarmos o antagonismo dela em aceitar uma imposição. Afinal — ele concluiu com amargura —, ela deixou-me por Axelrod, com quem acabou se casando.
Harry parou, olhou para os pés e prosseguiu:
— Não posso negar que fiquei arrasado e nem que fui às corridas no sábado, só para vê-la. Se eu a queria de volta? Não lhe poderia responder. Eu pretendia que ela visse como sobrevivi e mais rico do que antes. É verdade. Depois de Cho ter me deixado, entrei no mercado de ações com sofreguidão, como se fosse um propósito de autodestruição. Aproveitava as oportunidades com uma imprudência que traria pesadelos a um investidor experiente. E, por mais estranho que possa parecer nada fiz de errado e amealhei mais dinheiro do que possuía, antes do fiasco de Graham.
— Harry, você a quer de volta. — Hermione tentava forçá-lo a encarar a verdade. —Você ainda a ama.
— Não, não creio. No momento em que conheci você, passei a ver Cho através de uma ótica mais sensata e compreendi que nada mais tinha a ver com ela. Queria sair um pouco de Sydney. Eu me desiludi com a vida da cidade. Por isso tive a idéia do cliente misterioso. Eu não a enganei com más intenções. Estava interessado em investir em Grangerwinds, se o haras se mostrasse uma boa empresa.
Hermione pareceu mais aliviada.
— Eu não queria revelar a minha verdadeira situação financeira. Assim, eu passaria mais tempo com você imaginando que eu fosse o "remediado" Harry Potter. Ter você a meu lado por mim mesmo. E desejar-me, por eu ser como era. Isso acalmou minha alma cansada do mundo e meu ego ferido.
Ele aproximou-se de Hermione, com interrogação no olhar.
— Você deseja o "homem" Harry Potter, não é?
Ela pôs as mãos no peito dele, para impedir que ele a beijasse.
O coração disparado que ela sentiu nas palmas foi ainda mais sedutor do que o beijo. Isso demonstrou a Hermione que Harry também a desejava por ela mesma. A partir do momento em eles fizeram amor na cama de baldaquino, Cho iniciara seu caminho para o passado, mesmo sem estar totalmente esquecida. Hermione teve a intuição de que, em seus braços, Harry era todo seu.
Com esse pensamento, abraçou-o e puxou-o para mais perto. Ele gemeu e beijou-a com maior intensidade, abriu-lhe os lábios com os seus e perscrutou-lhe o interior da boca com a língua.
— Oh, Harry... meu querido.

Eles só se afastaram quando Mark pigarreou pela segunda vez. Ele não se surpreendeu com o beijo, mas com o corar de Hermione, ao vê-lo por ali. Afinal, ele não viu o atrevimento habitual da filha de Jane.
— Já se passaram os quinze minutos? — ela perguntou, enquanto ele se dirigia à sua mesa.
Mark concluiu que, sob a agressividade superficial, tanto ela quanto Jane eram tão suaves, e femininas como qualquer outra mulher. Pelo menos, com o homem certo.
Mark sentou-se e sorriu para Harry, aprovador.
— Suponho que acertaram os ponteiros?
— Exato — Harry respondeu. — Poderei liquidar a dívida de Hermione esta semana. Só preciso das cartas do banco.
— Maravilha! — O contentamento de Mark era sincero. — E isso será um empréstimo de sua parte ou um presente?
— Um presente. Você é mais um amigo da família do que um contador. E será o primeiro a ficar sabendo. Pedi Hermione em casamento e ela aceitou. Não é mesmo, querida? — ele fez a pergunta, com o braço na cintura dela.
Pelo brilho de rebeldia que viu no rosto de Hermione, Mark achou que ela recusaria.
— Querida... — Harry insistiu.
Hermione sorriu sem vontade.
— É sim — ela confirmou, como se fosse uma criança acuada.
— Maravilha — Mark repetiu, aliviado. — Quando?
— O mais rápido possível.
Para que a pressa? Mark perguntou-se. Ainda não dera tempo de Hermione estar grávida. Prudente, ele apoiava noivados um pouco mais longos.
— E quanto tempo leva esse "rápido"?
— Um mês para as formalidades e pensei em uma cerimônia simples em Grangerwinds, com um celebrante.
Mark esperava pelas objeções de Hermione, que não vieram embora a sua anuência estivesse longe de refletir felicidade. Será que ela não se apaixonara por Harry? Estaria apenas fingindo? Casar-se-ia com ele por dinheiro?
Aquele raciocínio deixou Mark chocado. Hermione era capaz de muitas coisas, mas não contava que ela fosse interesseira. Franziu o cenho.
Ela empinou o queixo, com ar mais rebelde do que nunca.
— Algum problema, Mark?
— Nenhum, se você também não tiver. E o dinheiro extra que...
— Como marido de Hermione — Harry interrompeu-o —, ficarei muito feliz em pagar todos os reparos e melhorias que se fizerem necessários na nossa casa.
— O que quer dizer com "nossa casa"? — ela perguntou belicosa.
Harry nem ao menos se perturbou.
— Pretendo morar em Grangerwinds com você, querida. Não terá cabimento eu morar em Sydney e você na fazenda.
— Eu ainda não havia pensado no assunto.
— Falaremos disso no caminho de volta.
— Sem dúvida. Mark dê a Harry os documentos que ele precisa. Nós já vamos. Goldplated terá sua primeira prova hoje e quero ver o que está acontecendo.
Mark entregou tudo a Harry e, apreensivo, acompanhou a saída do casal.
— Hermione — ele chamou.
Ela parou e voltou-se.
— O que é?
— Podemos falar um minuto... A sós?
— Espero por você no carro, querida — Harry avisou, antes de descer a escada.
— O que é Mark?
Ele esperou até ter certeza de que não seria ouvido.
— Hermione Granger, diga-me a verdade. Você não aceitou casar-se com Harry por causa do dinheiro, não é?
— Pelo amor de Deus, Mark! Para que esse pavor todo, se você mesmo aconselhou-me a fazer isso na semana passada?
— Não foi o que eu quis dizer! Jane se viraria no túmulo se soubesse que a filha pensa em fazer uma coisa dessas!
— Você está errado, Mark. Ela aplaudiria minha coragem e ousadia. Mas pode ficar sossegado, meu bom e correto amigo. Não me casarei com Harry só por isso.
— Ah... então é amor. — Ele suspirou, aliviado. — Foi o que pensei, quando vi vocês dois se beijando.
A risada da jovem chocou-o.
— Não sabia que você era um velho romântico... Harry não me ama. Ele ainda pensa na sua "ex", que já está casada com outro. Ele me quer, apenas isso. Mas continua valendo o que eu já lhe disse, Mark. Eu só me casaria por um único motivo.
Seria por sexo?
— O dinheiro é um bônus adicional. Vejo você na cerimônia. E não conte o que lhe disse para ninguém, muito menos para Agnes. Além disso, acho que Harry irá preferir que todos pensem que o nosso é o amor do século. Sabe como é... uma questão de ego.


-----> Depois de séeeeculos estou de volta... o cursinho, o Louie e ingles tão me tomando todo o tempo livre, falta tempo no dia =/... agora eu arrajei um tempinho pra vir aki postar outro capítulo \o/ Brigado pelos comentarios

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.