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14. O que o coração mandar


Fic: A Força de um Destino


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Eu estava completamente perdida. Não tinha idéia do que fazer. E ainda por cima, Hermione me confundia ainda mais.
Porém eu tinha que pensar sobre toda aquela situação. Eu teria que chegar a alguma conclusão. E principalmente ter a resposta da pergunta que mais me afligia no momento: o que havia realmente entre mim e Draco? Uma simples amizade ou um princípio de paixão?
Foi por causa disso que assim que terminei de dar minha aula na tarde daquela terça-feira, peguei meu cavalete e meus pincéis e fui me embora para pintar um pouco ao ar livre. Precisava relaxar e nada era tão eficiente quanto isso.
Armei todo o meu equipamento em frente ao lago. Eu queria pintar as montanhas que haviam atrás dele. A luminosidade estava perfeita com o crepúsculo do sol naquele momento.
Pintar ao ar livre era incrivelmente bom. Você simplesmente via que seus problemas era muito pequenos se comparado ao tamanho do universo. Isso me distraia por horas. Nem percebia o mundo a minha volta.
Mas mesmo assim, enquanto eu dava minhas pinceladas, Draco não saia da minha cabeça. Eu ficava pensando nas vezes em que estive com ele. No jeito dele sorrir quando estava feliz. Ou então quando ele ficava me irritando de propósito. Eu pensava naquele olhar que ele me dava quando estava querendo dizer algo. Até no modo como ele ria de mim quando me pegava em uma situação embaraçosa.
- Bela pintura... - disse uma voz atrás de mim.
Me assustei na hora. Estava tão sonhadora em meus pensamentos que nem percebi que havia mais alguém ali.
- Ah, é você, Draco! Que susto! - exclamei, enquanto levava a mão ao peito.
- Me desculpe... - disse ele.
Draco sorriu desajeitadamente. “Ah, aquele sorriso...”, não pude deixar de pensar. Era algo que não saia da minha cabeça.
- Mas é uma bela pintura. - disse Draco, voltando as atenções para a tela.
- Você gosta? - perguntei.
Eu também estava sorrindo! E nem sabia o motivo! Era um daqueles sorrisos que nós não conseguimos parar de dar quando estamos apaixonados... Mas isso não era possível! Ou era?
- Retrata bem o local. - falou ele suavemente.
- Eu preciso ir... - falei enquanto pegava meu cavalete e meus pincéis e guardava tudo rapidamente. Eu não podia ficar mais um minuto ali se não acabaria o beijando e colocaria tudo a perder.
- Por que? - perguntou Draco espantado - Eu fiz alguma coisa?
- Não, não... É que eu já acabei mesmo. Estou cansada. Amanhã eu termino essa pintura. - eu já estava com tudo guardado na minha mala de pintura. Queria logo ir embora dali.
- Eu te ajudo a levar o seu cavalete até a cabana. - ofereceu ele gentilmente.
- Não precisa... - falei enquanto pegava o cavalete.
- Então a gente se vê mais tarde... - se despediu.
Eu não disse mais nada. Apenas rumei em direção a cabana sem nem olhar para trás.
Draco com certeza deveria estar muito confuso com minha mudança repentina de comportamento. Porém, mais confuso do que eu, ele não estava. Isso eu podia garantir.

***

- Não acredito nisso! – exclamou Hermione.
Nós estávamos em nossa cabana, ainda na noite daquela terça-feira. Eu havia acabado de contar a ela tudo o que aconteceu entre mim e Draco na tarde de hoje.
- E a culpa é sua! – acusei – Você ficou colocando essas idéias na minha cabeça e agora deu nisso!
- Você está apaixonada pelo Malfoy e a culpa é minha? – perguntou ela cinicamente.
- Não diretamente... – expliquei – Mas ficou falando tanto nisso que...
- Que você se apaixonou por ele – completou Hermione.
- É... Eu acho que é isso... – admiti. Eu estava muito assustada. Não era possível aquela situação – E agora, Mione? O que eu vou fazer?
- Vou ser bem sincera com você, Gina... – começou ela – Eu não gosto do Malfoy. E acho que nunca vou gostar. Mas é bem possível que ele realmente tenha mudado. E se gosta dele realmente, você deveria se declarar e dizer que o ama.
- Mas tem o Harry... Eu não posso simplesmente acabar um namoro de dois anos com ele para investir em algo que eu nem sei se vai dar certo.
- Bom, nisso você tem razão... – admitiu Hermione – Mas se tiver certeza de que ama o Malfoy então não adianta em nada continuar com o Harry. Isso só faria os dois sofrerem.
- Então o que eu faço? Eu não sei se gosto do Draco ou não...
- É simples... Apenas deixe as coisas fluírem naturalmente. Esqueça o Harry pelo menos por agora... Aja naturalmente com o Malfoy e caso acabe acontecendo algo, não evite. Então você poderá ter certeza de que o ama ou não. E vai nessa hora você saberá o que é certo. Basta que você faça o que o coração mandar.
- Mas se eu beijar o Draco, sem antes terminar com o Harry, seria uma traição. E eu não quero magoá-lo. – expliquei.
- Antes isso do que continuar com ele gostando de outra pessoa... – disse Hermione.
- Você tem razão. Eu vou ver no que isso vai dar...

***

No dia seguinte ao que falei com Hermione, era uma quarta-feira. Acordei cedo e fui para o refeitório. Mione ainda dormia então fui sozinha para lá. Não pude deixar de esconder minha decepção em não encontrar o Draco por lá. Aquilo estava virando loucura! Eu tentava tira-lo da minha cabeça, mas era incrível como toda hora eu me pegava pensando nele.
Mione estava certa. Como eu saberia se gosto do Draco se nem ao menos o beijasse? Mas eu também não posso chegar para ele e falar: “Me beije, Draco!”. Eu teria que esperar a hora certa para isso acontecer.
O problema era que eu não tinha muito tempo. Faltavam menos de duas semanas para voltarmos para casa. Se algo tiver que acontecer, que seja logo.
Quando eu já estava quase acabando de tomar meu café da manhã, eis que chega ninguém mais, ninguém menos, que ele: Draco Malfoy.
Com todo o seu charme e elegância ele caminhou lentamente pelo refeitório, pegou um pouco de comida no balcão e se sentou ao meu lado.
- Bom dia, Gina! - cumprimentou ele simpaticamente.
- Bom dia, Draco... - respondi sem o mesmo entusiasmo que ele.
- Dormiu bem? - perguntou de modo gentil.
- Sim... Maravilhosamente bem. - menti. Na verdade eu fiquei acordada até tarde pensando justamente nele.
Draco olhou para mim de um modo mais sério. Parecia que ele queria me perguntar algo, mas não sabia como começar. Eu já até desconfiava do que fosse.
- O que aconteceu ontem, Gina? - perguntou Draco de uma vez por todas.
- Como assim o que aconteceu ontem? - me fiz de desentendida.
- Assim que eu cheguei você saiu correndo... - falou ele.
- Quando isso? - continuei fingindo que não lembrava de nada.
- De tarde... Quando você estava pintando... - explicou.
Fiz uma cara como se estivesse me lembrando. Eu achava que pelo menos estava sendo convincente. Não poderia simplesmente chegar para ele e dizer que fui embora pois estava com medo de ele me beijasse, apesar de que agora era isso o que eu mais queria. Por esse motivo tive que inventar uma outra desculpa para explicar porque eu saí correndo.
- Então... Você saiu correndo por que estava “cansada”? - perguntou ele, logo depois de eu inventar uma mentira esdrúxula qualquer para justificar o que aconteceu. Draco usou uma entonação meio que irônica ao dizer a palavra “cansada”. Acho que ele não havia acreditado em mim.
- Exatamente. - confirmei cinicamente - Foi por isso mesmo.
- Pensei que tivesse sido por minha culpa. Algo que eu fiz ou que disse que te deixou daquele jeito. Pelo menos sabendo que eu não tive nada a ver com isso já fico mais tranqüilo... - disse, fazendo cara de alívio.
Talvez ele apenas fingisse não saber, ou ele não sabia mesmo, mas o fato era que Draco Malfoy tinha culpa sim. Se é que pode se chamar de culpa uma pessoa achar que está apaixonada por outra.

***

O resto da quarta-feira passou rapidamente. Não tive chance nenhuma de ficar a sós com o Draco e tentar algo. Mas foi na quinta-feira que eu pensei em uma situação bem propícia para um beijo.
No sábado, como sempre, teríamos a festa dos monitores. Nesse sábado, em especial, seria a festa a fantasia da Hannah. E aí com certeza eu teria a oportunidade perfeita para beijar Draco e acabar de vez com a cruel dúvida que me afligia.
Na tarde do dia seguinte, todos os monitores estavam concentrados no acampamento central. Hannah estava distribuindo as atividades.
Ela havia me colocado para trabalhar junto com Kate e colocou Draco para trabalhar com Hermione. Mione na hora me pediu para trocar de lugar com ela.
- Ah, Gina! Eu não gosto do Malfoy! Não quero ter que trabalhar com ele... - justificou ela.
- È, mas na hora de ficar me incentivando a namora-lo, bem que você gosta dele. - repliquei.
- Eu nunca gostei do Malfoy. E eu já te expliquei muito bem os motivos que eu tenho para “incentivar” você a namorar ele. Agora, por favor, troque de lugar comigo.
- Tudo bem. Eu troco. - me rendi - Avise a Hannah que nós trocamos de lugar. Eu vou trabalhar com o Draco.
- Muito obrigada, amiga... - falou ela me abraçando - E talvez agora até aconteça aquele beijo que você tanto quer já que vai trabalhar com ele.
- Ah, claro! Eu vou beija-lo na frente de todo mundo aqui... - respondi ironicamente.
- E qual o problema? - perguntou Mione - Nenhum dos presentes aqui sabem que você namora o Harry, ou sabem?
- Não, ninguém sabe. Eu nunca comentei nada a respeito para alguém daqui do acampamento.
- Então aproveita que vocês vão trabalhar juntos e faz o que tem que ser feito... - incentivou Mione.
- Não, hoje não... Ainda não estou preparada para isso. Amanhã será uma ocasião perfeita e eu prefiro esperar. - respondi veementemente.
- Como queira... - Hermione deu-se por vencida.

***

- Então vamos trabalhar juntos? - falou Draco assim que contei para ele que havia trocado de lugar com Mione.
- Vamos... - confirmei - A Hermione não se sente muito à vontade do seu lado então pediu para que nós trocássemos de lugar. - justifiquei - Algum problema para você?
- Não, é até melhor assim. - respondeu Draco - Não que eu não goste da Hermione, mas estar ao seu lado é sempre muito divertido... - falou ele.
Eu e Draco então fomos começar a trabalhar. Teríamos que ornamentar todas as mesas da festa. Ou seja, cuidaríamos dos arranjos para que o ambiente todo parece um conto de fadas.
- Você vai vir como a festa? - perguntou Draco enquanto íamos decorando a mesa de bebidas.
- Como assim? - eu não havia entendido.
- Com que fantasia você vem amanhã à festa? - reformulou a pergunta.
Draco havia acabado de me lembrar uma coisa! A festa era a fantasia! E eu precisaria vir com uma fantasia! Com toda a confusão de sentimentos que eu estava passando eu havia até me esquecido que eu precisaria alugar uma fantasia para a festa.
- Eu ainda não me decidi... Amanhã de manhã vou até a cidade alugar uma roupa. - respondi - E você? Vai vir de que?
Draco me olhou com um sorriso maroto no rosto e uma cara divertida.
- Vou me fantasiar de bruxo. Até com uma varinha mágica. - ironizou ele.
Eu tive que rir. Quando o Draco fazia uma piada daquele tipo, não havia como não rir. Ele era muito engraçado, e aquela era apenas uma de suas muitas qualidades.
- Estou falando sério... Vai vir como? - perguntei, tentando controlar o riso.
- De Robin Hood... - declarou ele.
- Robin Hood? O lendário herói trouxa que rouba dos ricos para dar aos pobres? - perguntei. Com certeza aquilo era bem a cara do Draco.
- É... Com direito a arco e flecha e tudo mais. - brincou.
Momentos como agora é que me deixavam confusa. Draco era muito divertido, muito simpático, e sempre que eu estava com ele, eu ficava simplesmente feliz. Porém isso poderia significar apenas que somos bons amigos. É muito complicado estabelecer aonde termina a amizade e aonde começa o namoro. Será que havíamos cruzado a linha?

***

- Você nem para me lembrar que teríamos que alugar uma fantasia. - falei com Hermione no café da manhã de sábado.
- Eu só me lembrei ontem durante a preparação para a festa. Com todo esses seus problemas amorosos...
- E agora teremos que ir correndo daqui até a loja de fantasias lá na cidade. E depois ainda temos que voltar para terminar os preparativos. E de tarde teremos nossa aula. - lembrei a ela.
- E de noite, você beijará o Malfoy. - falou ela, exibindo um sorrisinho bobo no rosto.
- Hermione, fale baixo! Alguém pode nos escutar! - alertei. Naquela hora no refeitório haviam mais três monitores e meia dúzia de campistas.
- Mas será que tem alguma loja de fantasias na cidade? Afinal, é um lugar tão pequeno... - comentou Mione.
- Deve ter sim. - respondi - Draco disse que já alugou a dele.
- Ah, é? E ele vai vestir o que? - perguntou Hermione curiosa.
- Vai se fantasiar de Robin Hood... - assim que eu disse as últimas duas palavras, Hermione caiu em uma gargalhada divertida.
- Robin Hood? Melhor nem comentar o que eu acho da fantasia do seu namorado...
- O Draco não é meu namorado! - respondi a ela na mesma hora.
- Por enquanto... Apenas por enquanto...
Acabei meu café da manha rapidamente e corri com Hermione para a cidade. Depois de perguntar para algumas pessoas na rua, descobrimos aonde ficava a tal loja de fantasias.
O lugar era bem grande e ficava bem localizado no centro da cidade. Assim que entramos, percebemos que o lugar era lotado de roupas. Na verdade não era um loja só de fantasias. Havia todo o tipo de roupa lá. Trajes de noite, roupas sociais e até alguns vestidos de noiva.
Sem falar que era pouco iluminado e também precisava urgentemente de uma limpeza pois havia pelo menos um centímetro de poeira em tudo quanto era canto.
- Bom dia... - cumprimentou uma velha senhora atrás de um balcão de madeira - Precisam de algo?
- Precisamos sim... Somos monitoras do acampamento Stone Valley... - comecei a falar, mas a mulher me interrompeu.
- Estão procurando fantasias para uma festa? - perguntou ela.
- Sim. - confirmou Hermione - Como a senhora sabe?
- Alguns amigos seus já vieram aqui. - respondeu ela - Venham aqui. Eu tenho exatamente o que precisam.
A velha mulher, que descobrimos que se chamava Susan, nos mostrou diversos modelos de fantasia. Hermione alugou uma de bobo da corte. Eu preferi algo menos exótico, então optei por uma linda roupa de fada toda branca com detalhes em azul claro. A minha fantasia já vinha até com uma varinha de condão.
- Você vai ficar perfeita nessa roupa... - comentou Hermione enquanto voltávamos para o acampamento - O Malfoy não vai resistir aos seus encantos. - brincou ela.
- Assim espero... - desejei.

***

Eu não tive tempo para pensar em nada o dia inteiro. Estava muito atarefada e eu e Draco só acabamos os preparativos da ornamentação da festa por volta das cinco horas da tarde.
Então fui para a cabana, tomei um banho e vesti minha fantasia.
- Essa roupa combina perfeitamente com você... - comentou Hermione quando já estávamos prontas para ir.
- Eu também achei... Mas agora fomos. Quero me encontrar logo com o Draco. - respondi, me sentindo um pouco ansiosa a medida que os minutos iam passando.
Quando chegamos a festa, vimos que nosso trabalho havia valido muito a pena. Tudo estava incrivelmente lindo, parecia que todos nós estávamos em algum conto de fadas. No minuto seguinte, avistei Draco. Ele havia vindo mesmo de Robin Hood.
“Era agora ou nunca...” pensei. O palco estava todo montado. Os personagens estavam em cena. Tudo já estava pronto. Se era para acontecer algo entre mim e ele, que fosse agora.

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