Chamas. A pele em brasa ao ser tocada delicadamente e ao mesmo tempo apaixonadamente por aqueles braços definidos que tanto me levam à loucura. O ar faltando enquanto a única coisa em que consigo pensar é que aqueles lábios frios, sedutores e carnudos não parem jamais de beijar-me. O ardor daquela paixão louca e já avassaladora que nem me permite mais dormir em paz.
-Scorpius... –gemo beijinho e percebo que o loiro sorri satisfeito no meio de nossos beijos e me aperta ainda mais contra a parede fria da sala precisa. Eu sinto o corpo arrepiar enquanto ele me acaricia e diz que meu corpo é lindo.
Eu até tento afastá-lo, mas minha tentativa é tão fraca como minha vontade de deixa-lo. Eu sei que estou errada, nosso amor é absurdamente proibido. Famílias com objetivos distintos, pais que se odeiam, nomes que não são nem mesmo mencionados nas mesmas frases. Enquanto meu Scorp representa o lado obscuro da magia, eu represento a mais alta classe de bruxos nobres e honrados por lutar pelo bem.
Mas o improvável é sempre rei na vida, e aqui estamos, nós, tão rivais nos beijando e apertando tão apaixonadamente como Romeu e Julieta.
-Fica comigo Rose... –o loiro sussurra em meu ouvido só pelo prazer de me ver arrepiar.
-Sabe que não posso meu amor...
Scorp para e encosta nossas testas fazendo que nossas respirações descompassadas se unam em sinfonia, e nossos olhares se percam um no outro.
-Ouviu o que disse? – ele perguntou empolgado.
-O que? –respondi sem nem ouvir, eu só conseguia admirar aquelas orbes lindamente azuis e frias.
-Me chamou de amor... –ele disse deliciado e eu prendi a respiração. Isso era verdade? Eu não podia ter feito tal loucura, mas fiz. Eu não tinha mais forças para negar o obvio, estava irreversivelmente e absolutamente apaixonada por Scorpius Malfoy.
-Eu...eu...
Mas o loiro nem me permitiu pensar. Me agarrou com ainda mais volúpia, suas mãos já passeavam livremente por dentro de minha blusa, enquanto eu tirava sua camisa e a atirava longe. Enquanto ele distribuía mordidas em meu pescoço me fazendo gemer baixinho e acariciava minhas pernas em volta de seu corpo, eu arranhava com força suas costas como que pedindo ainda mais. E Scorp como sempre atendeu. Quando me dei por mim já estava entregue. Eu estava em seus braços, deitada sobre uma cama que eu nem sei como apareceu.
Eu era dele, e ele era todo meu. Ali, nas escuridão e nas sombra do proibido, eu o amei. Eu me tornei Rose Malfoy.
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Despertei sorridente, sentindo um cheiro bom tomar meu ser. A cama estava tão confortável que nem ousei abrir os olhos. De repente as imagens vieram a minha mente, os beijos, as carícias, os gritos por mais, o amor que aflorou de forma intensa e avassaladora entre mim e Scorpius. Eu sorri moleca e procurei o corpo de meu amado na cama, mas ele não estava. Abri os olhos e me levantei de um pulo. Eu não estava mais na sala precisa, ou será que era esse nosso desejo? Só sei que me vi em um quarto, em um simples mas belo quarto.
Sem entender nada eu me levantei, respirei fundo e me espreguicei sentindo o cheiro bom do perfume de meu amado, ele deveria estar por perto. Saltei da cama e saí correndo descalça. Percebi que estava em uma bela casa, ou no que a sala precisa nos mostrava como casa. Me senti leve e feliz como nunca ao andar por aquele corredor de madeira todo enfeitado de maneira delicada, minha imaginação tinha bom gosto.
Ri de meu pensamento bobo e parei quando cheguei na sala, algo entre o romântico e o clássico, com móveis em estilo provençal.
-Bom dia ruiva!
Corri sorrindo ao ouvir finalmente a voz de Scorp e parei boquiaberta na porta da cozinha. Não sei se pela bela visão de meu loiro enrolado apenas em uma toalha e de cabelos molhados, ou se pelo delicioso cheiro que vinha do fogão. Scorpius estava cozinhando.
-Surpresa matinal! –ele brincou e piscou. E eu? Fiz a única coisa possível, corri e me joguei em seus braços lhe enchendo de beijos.
-O que é isso amor? –perguntei.
-Culinária francesa? – ele respondeu como sempre maroto e eu lhe dei um tapa.
-Bobo, sabe muito bem do que falo.
O loiro me beijou na testa de forma carinhosa e me soltou delicadamente no chão, então, nos abraçamos.
-Eu te amo Rose, mais do que tudo, mais do que poderia imaginar. Eu...sei tudo o que vamos passar e sei que é loucura, mas não posso e não vou negar o que sinto, não vou lhe perder entendeu?
Eu sorri e o beijei.
-E para provar que podemos dar certo eu imaginei isso tudo. Quero te provar de uma vez por todas que não precisamos de mais nada além de nós mesmos para sermos felizes.
Senti lágrimas molharem minha face enquanto eu nem acreditava no que ouvia.
-Scorp...
O loiro sorriu e me entregou um pequeno prato coberto. Eu não entendi nada, mas segurei-o e abri-o para ver o que tinha. Meu coração quase parou nesse momento. Estava olhando o anel mais caro e mais lindo que já vi em minha vida.
-Rose? Aceita ser a minha mulher? Aceita ser a senhora Malfoy?
Eu parei em choque. Sabia de tudo o que viria pela frente, mas também sabia o que aconteceria se eu dissesse não, e eu não cometeria esse erro. Eu sorri largo e gritei um altíssimo sim fazendo meu loiro me girar pelo ar. Depois, vi aquela jóia rara e linda em minha mão e senti seus lábios selarem os meus.
-Te amo!
-Eu te amo mais! – respondi boba.
-Então? Pronta?
Eu o olhei sem entender.
-Pronta para que?
-Para nosso “dia de casados”
Eu sorri largo novamente, a uma hora dessas já deveriam ter dado nossa falta. Mas eu não tinha a menos vontade de ir embora. Então, calmamente peguei nas mãos de meu amado e segui para a mesa para provar nosso primeiro café da manhã como casal, nosso primeiro dia de um amor eterno.