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6. Uma dura decisão


Fic: Ação e reação


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Mesmo com os olhos fechados pude perceber um clarão que se aproximava de mim a cada instante.
_ “Que bom!” – pensei. – “Tomara que seja um caminhão grande e pesado e que eu morra de uma vez!” – mas a tal claridade era silenciosa demais para ser um caminhão ou um carro qualquer.
Abri os olhos e percebi que a rua estava deserta, e muito escura também, a não ser pela fonte que estava brilhando. Mas por que a fonte estava brilhando? Descobri logo em seguida, quando vi uma coisa pequena e marrom se mexendo no meio da folhagem.
_Quem está aí? – perguntei.
_Sou eu, Harry Potter! – uma voz esganiçada respondeu. – O gnomo da fonte dos desejos!
Cheguei mais perto incrédulo. Nunca tinha visto um gnomo falar antes. Rony sempre me passara a idéia de que gnomos eram burros, achei que, logicamente, não falassem.
_Sei o que está pensando, meu rapaz, mas eu não sou um gnomo como os que vocês tiram dos jardins aos trancos, ouviu bem? – ele respondeu, fazendo um gesto com as mãos que me convidava a chegar mais perto. – Eu não sou um gnomo de verdade! O mago que me criou usou essa forma apenas porque gostava das tais criaturas!
_E o que você quer, afinal? – perguntei desconfiado. – Eu nem cheguei perto da fonte!
_E nem precisava! – ele sorriu, pelo menos acho que foi isso que ele quis fazer. – Todo seu corpo clama por uma outra chance. Como você acha que eu soube exatamente para onde te mandar da primeira vez que você pediu minha ajuda? – ele me olhava astuto. – Vocês humanos têm a capacidade de reunir todas as suas emoções num objetivo único! Tudo que você queria, na realidade, quando disse que gostaria que tudo fosse diferente, era que a guerra acabasse, e ela acabou mesmo, mas com isso vieram as perdas!
Eu me sentei no meio da praça para continuar ouvindo-o, afinal ele era muito pequeno e meu pescoço já começava a doer de tanto olhar para baixo.
_Então você decidiu mudar tudo de novo, mas conseguiu algumas coisas e perdeu outras. Seu grande amigo continuava vivo...
_Mas a Gina não... – conclui.
_Você percebe onde quero chegar com tudo isso, meu rapaz? – ele começou a saltitar pela fonte até chegar ao local onde deveria estar pintado.
_Eu nunca vou poder ter tudo que quero...
_Nem você e nem ninguém, meu caro! Não se sinta o único sofredor do mundo. Muitas outras pessoas sofrem tanto quanto você! Talvez de maneiras muito diferentes, mas tanto quanto você... – eu percebi a claridade aumentar novamente. – Pense bem, meu rapaz... Você deve fazer uma escolha, mas faça com muita certeza porque será sua última chance! – ele agitou uma das mãos e com um sorriso amigável se fundiu com a fonte novamente.
Sentei-me de uma vez na grama e fiquei refletindo. Tentei pensar nas três vidas que eu havia levado até agora e pensar em tudo que havia se modificado tão drasticamente. A coisa mais diferente que me aconteceu foi ter meus pais de volta, ter uma família, mas em compensação eu perdi àquela a qual eu já estava acostumado e que eu amava como se fosse minha mesmo.
_Por que tudo isso começou? – perguntei a mim mesmo. – Porque eu queria trazer o Rony e a Gina de volta... – respondi. – E por que não deu certo? – comecei a pensar.
Tentei me lembrar de como eu havia conhecido o Rony. Imediatamente me veio à mente a imagem de mim mesmo na estação de King’s Cross, me sentindo sozinho e perdido, mas só até eu ouvir uma senhora falar sobre trouxas.
_A sra Weasley! – exclamei com os olhos molhados. – Foi graças a ela que eu encontrei a passagem para a plataforma 9/2! – sorri. – E foi graças a isso que o Rony resolveu pedir para ficar na mesma cabine que eu! - Já que eu, provavelmente, fui o primeiro aluno de Hogwarts com quem ele teve contato. - Foi aí também que conhecemos Hermione. - as imagens passavam como um filme em frente aos meus olhos.
_Da segunda vez... – pensei. – Eu nem cheguei a conhecê-los porque não havia mais Hogwarts... – comecei a cutucar um formigueiro com um graveto. – Da terceira vez... – a imagem de minha irmã comentando sobre uma família inteiramente ruiva... – Eu nem dei atenção a eles! Não me sentia sozinho, não precisava de ajuda! – me dei conta. – E como Voldemort não precisava se reerguer, porque nunca havia sido derrotado, não houve o caso da pedra filosofal, portanto Rony e eu não salvamos Hermione e, portanto, não nos tornamos amigos, logo eu não fiz questão de salvar a Gina quando ela foi levada para a câmara no nosso segundo ano, com certeza, já que eu era muito protegido pelos meus pais e pela Ordem da Fênix, achei melhor deixar esse trabalho para os aurores!
Não foi complicado tirar todas aquelas conclusões, mas eu ainda não havia me dado conta de em que tudo aquilo me ajudaria. Mas também não tive tempo de pensar muito.
_Você não vai se esconder para sempre, Potter! – ouvi a voz de Rony.
Levantei-me discretamente e o observei por trás da fonte. Ele estava transtornado, a varinha em punho.
_Chega Potter! É você que o lorde quer, então ele vai ter! Apareça!
_ “Do que é que ele está falando?” – pensei comigo.
_Vamos Potter! É uma troca justa, você não acha? – ele ria alucinado. – Você em troca do fim da guerra! Com certeza será mais fácil acabar com você do que esperar você ficar pronto, não é? – ele gritava. – Apareça, desgraçado!
Eu não podia suportar ouvi-lo falar daquele jeito comigo. O Rony de verdade jamais me entregaria a Voldemort, ele jamais abandonaria seus ideais desse jeito. Naquele instante eu soube o que deveria fazer. Soube a escolha que deveria tomar. Fui até o gnomo na fonte e disse:
_Eu quero a chance de consertar tudo! – imediatamente a fonte se iluminou novamente e voltou a jorrar.
Rony percebeu a movimentação e atirou em mim. Percebi um jato de luz verde passar raspando pelo meu braço. Se tivesse me acertado com certeza teria me matado. O gnomo tinha razão. Eu podia sentir todo o ódio que ele estava sentindo de mim naquele momento.
Joguei-me para dentro da fonte de uma vez antes que ele tivesse a chance de atirar de novo. Em poucos segundos parei de ouvir a voz dele para logo em seguida me sentir cair no chão fofo de grama.
Olhei ao redor, eu já havia estado ali antes. Dei alguns passos tentando me localizar no espaço e no tempo e então achei o que procurava. Foi quase como um deja vu: os marotos ao redor de minha mãe e um carrinho de bebê. Digo que foi quase um deja vu porque dessa vez havia uma sexta pessoa no cenário: eu mesmo. De onde estava eu me via de pijama espiando o grupo que seguia até a casa em que meus pais moravam quando eu ainda era um bebê.
_ “Então é isso...” – pensei com um aperto no coração.
Imediatamente meu cérebro começou a trabalhar em busca de uma solução, mas enquanto eu pensava o grupo se afastava, e eu sabia exatamente o que aconteceria em seguida, mas eu não podia permitir que acontecesse. Desesperado eu atirei em mim mesmo. Os marotos ouviram o barulho de alguém caindo, e com certeza perceberam que foi um feitiço que havia nocauteado quem quer que fosse.
Voltei a me esconder entre as árvores, mas mantendo uma posição boa para ver o que acontecia. O grupo, para minha sorte, não voltou para saber o que tinha acontecido. Ao invés disso, minha mãe me pegou do carrinho e me trouxe para junto de seu peito, meu pai a abraçou e os três aparataram, Sírius, Remus e Peter aparataram em seguida.
Esperei a rua ficar deserta e corri para onde eu estava caído. Segurei meu próprio braço e aparatei para outro lugar. Agora eu tinha que esperar. Coloquei um feitiço no meu eu de pijamas para que ele permanecesse dormindo até eu desfazer o feitiço. Ficamos os dois escondidos na garagem de uma casa abandonada durante toda aquela noite, não foi difícil pegar no sono já que eu estava realmente cansado depois de tantas idas e vindas no tempo.
No dia seguinte, o outro Harry continuava dormindo, eu saí para comprar algo para comer, aproveitei para sondar se havia acontecido algo de diferente, mas nada havia mudado. Voltei para a garagem e fiquei lá, durante um dia inteiro lutando contra a vontade de sair dali e avisar Dumbledore de uma vez, mas eu sabia as conseqüências que isso traria. Pus-me a refletir sobre tudo que havia acontecido naqueles dias. Tudo que eu havia mudado e se eu realmente queria fazer o que estava fazendo, já que seria um caminho sem volta. Logo a noite chegou e o cansaço me venceu mais uma vez. Adormeci.
Acordei no dia seguinte com uma baita dor nas costas por ter dormido de mau jeito. Também estava morrendo de fome, já que não havia realmente comido direito no dia anterior. Levantei-me, dei uma olhada em mim mesmo, só para constatar que eu continuava dormindo, então saí para comprar uns pãezinhos e, quem sabe, um copo de café. Mas ao por o pé na rua percebi que minha missão ali estava terminada.
Um grupo de pessoas, que a qualquer outro pareceria muito estranho, me chamou atenção. Eles cochichavam muito eufóricos, me olharam e acenaram felizes da vida. Apenas continuei andando, mas outra coisa me chamou a atenção: uma coruja parda quase se chocou com o semáforo, mas desviou por pouco. Não seria nada de mais se outras três não tivessem passado voando atrás dela logo em seguida.
_ “Foi essa noite, então...” – pensei comigo. Um bolo se formando na garganta, uma angústia crescente, estava feito.
Mas eu ainda precisava fazer uma última coisa. Transformei-me em coruja e voei para Hogwarts o mais rápido que pude. Cheguei lá no começo da tarde e fui direto para o escritório do professor Dumbledore. Transformei-me novamente em humano e fiquei esperando. Dessa vez não deixaria bilhete nenhum. A porta se abriu minutos mais tarde.
_Ora, ora, ora... – ele parou onde estava, sorriu e fechou a porta atrás de si. – Eu estava indo buscá-lo, sr Potter... Para levá-lo para a casa dos seus tios...
_Não há mesmo outra opção, professor? – perguntei tentando compartilhar da calma dele.
_Há várias! – ele me respondeu vindo até sua escrivaninha. – Mas isso poderia mudar o futuro bruscamente... É isso o que quer? – ele me olhou por trás dos oclinhos de meia-lua.
Pensei imediatamente na possibilidade de passar minha infância com outra família. Talvez algum amigo do meu pai, algum parente distante, mas isso mudaria mais uma vez a forma como eu veria os Weasley, e então o sacrifício dos meus pais seria em vão novamente.
_Não... – sorri apenas.
_Você tomou decisões difíceis, meu jovem...
_Eu sei... Por mais duro que seja admitir isso... Eu passei 25 anos da minha vida sem meus pais, estava acostumado com isso. Mas os poucos dias que eu passei sem meus amigos...
_É natural Harry... – ele me falou. – Os Weasley são a família que você adotou como sua... A única que você conheceu...
_É...
_E aposto como foi bom ter uma amostra de como seria ter a sua família de volta, não foi?
_Foi! – sorri emocionado.
_Mas na hora de escolher...
_Acho que meus pais me entenderiam, o senhor não acha? – perguntei inseguro.
_Estou certo que sim... – ele me sorriu. – Os pais criam os filhos para o mundo, não é? Mesmo que você optasse pelos seus pais, chegaria um momento em que você sentiria vontade de formar a sua família. E as lembranças de Gina e o sentimento de culpa não lhe deixariam em paz, Harry. Há coisas na vida que acontecem por um motivo determinado. Mudá-las, embora pareça a melhor solução, as vezes só nos trás mais problemas.
Harry refletiu sobre tudo o que o homem disse, e ele sabia que era verdade. Já tinha tido uma amostra da culpa pela morte de seus amigos. Não queria mais aquele sentimento.
_Mas se você ainda não voltou é porque precisa de mais alguma coisa além de apenas conversar com esse velho cansado.
_Sim... – levantei-me aflito. – O senhor precisa saber que não foi o Sírius que traiu os meus pais, foi o Peter Petigrew. Ele vai voltar a Hogwarts na forma de rato. Vai ser o rato de estimação do Rony!
_E o que eu devo fazer com essa informação, Harry?
_Impedir que ele fuja quando vier para cá! Limpar o nome do Sírius!
_Isso ainda traria mudanças... – ele ponderou.
_Mas até lá eu já serei amigo do Rony e da Hermione, minha relação com os Weasley já vai estar forte... Já que eu não consegui salvar a vida dos meus pais, pelo menos posso tentar aliviar a vida do meu padrinho, o senhor não acha? – falei meio desesperado, e já cansado de tantas decisões.
_Pode ser... Agora volte logo de onde veio. Não é prudente deixar alguém enfeitiçado por tanto tempo... – ele sorriu.
_Como é que o senhor...
_Vá logo senhor Potter! Ainda tenho que escrever uma carta para os seus tios... Sei que eles não contarão nada a você, mas é sempre bom ter esperanças, não é? – ele piscou para mim e fez um gesto para que eu me apressasse.
Voltei o mais rápido que pude a garagem e me enfeiticei novamente, dessa vez com o obliviate: - Quando você acordar, vai achar que sonhou toda a história sobre a fonte e seus pais. Se acordar na praça vai concluir que foi ate lá para pensar e pegou no sono ali mesmo. – falei.
Depois tirei o feitiço do sono e fiquei esperando escondido para saber se eu ia acordar bem, mas não tive tempo. Senti algo como uma mão muito gelada me puxando de dentro para fora, como se fosse arrancar todos os meus órgãos, aí não vi mais nada.

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